ForumDefesa.com

Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Países Lusófonos => Tópico iniciado por: Cabecinhas em Junho 19, 2013, 07:53:15 pm

Título: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabecinhas em Junho 19, 2013, 07:53:15 pm
Citar
A Renamo anunciou hoje, através de Jerónimo Malagueta – chefe do departamento de Informação – que vai bloquear a partir de amanhã toda a circulação ferroviária e rodoviária no centro do país.
Num encontro com a imprensa realizado hoje à tarde em Maputo, Malagueta afirmou que o ataque perpetrado no início desta semana contra o paiol militar situado na província de Sofala, em Savane, não tinham sido responsabilidade de elementos do seu partido. Recorde-se que no ataque foram mortos cinco militares das forças armadas de Moçambique.

(http://sol.sapo.pt/storage/Sol/2013/big/ng1367545_427x211.jpg?type=big)

"Os acontecimentos de Savane ou, por outra, o ataque ao paiol de Savane, não têm nada a ver com as forças de defesa e segurança da Renamo. O Governo e partido no poder sabem muito bem disso", garantiu.

Malagueta acusou o Governo de estar a concentrar homens e armamento em Sofala a fim de "atacar a Serra da Gorongosa e o presidente do partido, Afonso Dhlakama".

O chefe do departamento de Informação afirmou ainda que as forças militares têm estado a deslocar-se para o centro do país em viaturas particulares de passageiros e de carga. Em resposta a esta alegada estratégia do Governo, a Renamo impedirá toda a circulação de viaturas na estrada nacional número 1, principal artéria rodoviária do país, desde o Rio Save até Muxúngue, cortando na prática Moçambique ao meio. Ameaça igualmente impedir a circulação de comboios na linha férrea do Sena, usada para o escoamento de carvão.

"A partir de quinta-feira, 20 de Junho de 2013, o raio de segurança vai partir do Rio Save até Muxúngue. Nesta área, as forças da Renamo vão posicionar-se para impedir a circulação de viaturas, porque o Governo usa essas viaturas para transportar armamento. A Renamo vai igualmente paralisar a movimentação dos comboios".

O SOL sabe que algumas chancelarias estão já a recomendar aos seus cidadão que evitem deslocar-se à região centro do País.

Fonte oficial do gabinete de Paulo Portas já declarou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros está a acompanhar a questão "desde o início".

"Estamos confiantes de que as autoridades moçambicanas vão lidar com o assunto da melhor forma", disse, lamentando ainda as vítimas mortais do incidente de hoje.

A mesma fonte garantiu que até à data "não há portugueses atingidos", mas recomendou que todos se "mantenham atentos e que à mínima necessidade contactem as estruturas com ligação a Portugal, como a embaixada e o consulado".
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: Cabecinhas em Junho 26, 2013, 06:45:53 pm
Citar
Empresa Rio Tinto suspende exportação de carvão de Moçambique devido à instabilidade

A multinacional Rio Tinto suspendeu a exportação do carvão que explora em Moçambique, devido à instabilidade criada por acções armadas dos últimos dias, atribuídas pelo Governo ao antigo movimento rebelde Renamo (Resistência Nacional de Moçambique), mas mantém a produção.

(http://imagens3.publico.pt/imagens.aspx/780723?tp=UH&db=IMAGENS&w=749)

A informação de que a exportação de carvão da Rio Tinto através da linha de caminho-de-ferro do Sena tinha sido suspensa foi avançada à Rádio Moçambique pelo governador da província de Tete, Rachid Gogo, e confirmada esta quarta-feira pela empresa.

“Parámos as nossas operações na linha férrea para avaliação da actual situação em Moçambique”, disse Hélder Ossemane, porta-voz da empresa, citado pela agência Reuters. A produção na mina da Rio Tinto em Benga, perto da cidade de Tete, prossegue.

Desde que, na semana passada, a Renamo ameaçou bloquear a circulação no país ocorreram ataques a camiões e autocarros que criaram insegurança e instabilidade no Centro do país. Numa dessas acções foram mortas duas pessoas.

Algumas carruagens de uma composição que circulava na Linha do Sena – que liga as zonas mineiras de Tete ao porto da Beira, por onde o carvão é exportado – descarrilaram. Mas a transportadora férrea moçambicana minimizou o caso, e disse que a circulação não chegou a ser interrompida. A linha é também utilizada pelos brasileiros da Vale, outro gigante do sector mineiro.

A tensão em Moçambique tem aumentado à medida que as eleições de aproximam. Para Novembro estão previstas municipais e em 2014 presidenciais. O Governo da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) e a Renamo  têm mantido conversações, sem resultados visíveis.

A antiga guerrilha pretende a renegociação dos acordos de paz de 1992 e contesta as leis eleitorais. O líder, Afonso Dlhakama, retirou-se no ano passado para as montanhas da Gorongosa e ameaçou voltar à guerra. O antigo movimento guerrilheiro combateu o Governo da Frelimo, então partido único, durante 16 anos, até 1992.
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: Cabecinhas em Julho 06, 2013, 11:41:48 am
Citar
Governo moçambicano rejeita «desmilitarizar» área onde está Dhlakama

(http://diariodigital.sapo.pt/images_content/2013/soldadosmocambique.jpg)

O chefe da delegação do Governo moçambicano nas negociações com a Renamo, José Pacheco, rejeitou a exigência do principal partido da oposição de retirada dos militares que cercam a ex-base do movimento, onde vive o seu líder, Afonso Dhlakama.
O presidente da Renamo (Resistência Nacional de Moçambique) coloca como condição para se encontrar com o chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, a retirada do exército e da polícia de Satunjira, antiga base da guerrilha da força política, no centro de Moçambique, onde se reinstalou em outubro do ano passado.

As Forças Armadas, assinalou o chefe da delegação do executivo, devem gozar da liberdade de se movimentarem em toda a extensão do território moçambicano.

Em declarações à imprensa, à saída de mais uma ronda negocial com a Renamo, o chefe da delegação do Governo afastou a possibilidade de a polícia e o exército abandonarem Santunjira.

"É importante dizer que as Forças Armadas de Defesa e Segurança de Moçambique defendem a soberania, defendem a liberdade e direitos dos cidadãos, defendem as pessoas contra os agressores e defendem bens públicos e privados", frisou José Pacheco, que é igualmente ministro da Agricultura.

A reunião entre Afonso Dhlakama e Armando Guebuza é vista pela população moçambicana e pela comunidade internacional como a única forma de se evitar uma escalada na tensão política que o país atravessa, a mais grave desde a assinatura do Acordo Geral de Paz em 1992, que acabou com 16 anos de guerra civil.

Diário Digital com Lusa


Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=642858
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: chaimites em Outubro 21, 2013, 09:27:43 pm
Citar
Governo moçambicano confirma ataque e controlo da base do líder da Renamo


http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=689683&tm=7&layout=121&visual=49

Citar
Renamo diz que ataque do exército moçambicano enterrou acordo de paz de 1992


Citar
Exército moçambicano abateu hoje dois homens da Renamo numa "emboscada

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=688753&tm=7&layout=121&visual=49



 
Citar
Afonso Dhlakama fala ao Canamoz e diz que perdeu controlo das suas forças

Afonso Dhlakama manteve contacto telefónico com o Canalmoz há momentos e ele próprio confirmou que a sua base em Sadjundjira foi tomada pelas forças governamentais.
Ao Canalmoz Dhlakama disse que está bem, mas perdeu o controlo das suas forças pelo que admite que possa haver retaliações sem que seja por ordens dadas por ele.
Do terreno chegam-nos informações ainda não submetidas ao contraditório do governo, indicando que no palco de Sadjundjira as infraestaruras foram todas destruídas, mas as forças ocupantes perderam muitos homens pois os guardas da Renamo estavam prevenidos e também os bombardearam com armamento pessado a partir de linhas externas às linhas de avanço das FADM/FIR.
Uma fonte da FIR disse que houve muitas mortes das duas partes.


CANALMOZ – 21.10.2013

Citar
"A tomada da base do presidente Dhlakama, pelos Comandos das FADM/FIR, marca o fim da democracia multipartidária em Moçambique" Renamo
Ouvir com webReader

As Forças de Defesa e Segurança atacaram na tarde desta segunda-feira, e com recurso a armamento bélico “pesado”, a base da Renamo, em Santunjira, na província central de Sofala, onde Afonso Dhlakama fixou residência há cerca de um ano. Embora os seus homens não tenham respondido ao ataque, o líder da “Perdiz” abandonou o local, estando neste momento em parte incerta.

"A tomada da base do presidente Dhlakama, pelos Comandos das FADM/FIR, marca o fim da democracia multipartidária em Moçambique. Esta atitude irresponsável do Comandante em Chefe das Forcas de Defesa e Segurança, coloca ponto final aos entendimentos de Roma" afirmou o porta voz da Renamo, em conferência de Imprensa na tarde desta segunda-feira em Maputo.

“Queremos informar os moçambicanos que o presidente Afonso Dhlakama mudou do local onde vinha residindo há um ano, porém, está de boa saúde e com a moral bastante elevada, pois este acto belicista do Governo veio mostrar quem de facto não quer a paz, não quer democracia, pretende processos eleitorais não transparentes de modo a perpetuar-se infinitamente no poder,” acrescentou o porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga.

http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/poltica_partidos/

 Afinal qual o motivo de tudo isto??
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: chaimites em Outubro 21, 2013, 09:48:53 pm
Conferencia de imprensa da Renamo

http://videos.sapo.mz/My4zKZyDWLcePVL5tuSK

Conferencia de imprensa do governo

http://videos.sapo.mz/TZFkKV6Zy2wMl3kglAva
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: FoxTroop em Outubro 21, 2013, 10:41:12 pm
Citação de: "chaimites"
Afinal qual o motivo de tudo isto??

A razão de tudo isto tem a ver com as gigantescas jazidas descobertas na bacia do Rovuma e na guerra surda entre chineses, indianos e, como não poderia deixar de ser, norte-americanos. Isto está só a começar e era mais que espectável.

Mas não esqueça que eu sou um comuno-bebado-teorico das conspirações, por isso......
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: Cabecinhas em Outubro 22, 2013, 12:15:31 am
Não só, a FRELIMO ocupa praticamente todos os lugares de poder. Mesmo em posições onde deveria estar a oposição...
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: Cabecinhas em Outubro 22, 2013, 11:58:30 am
Citar
A situação em Moçambique é crítica e teme-se o fim definitivo dos acordos de paz no país. Depois do ataque do Exército ao aquartelamento de Afonso Dlhakama, na segunda-feira, guerrilheiros da Renamo terão atacado, esta terça-feira de manhã, uma esquadra policial na província de Sofala.

Jaime Kuambe, subchefe de redacção do jornal "Notícias de Maputo" descreve um cenário de grande preocupação e relata a fuga de habitantes da região: “As consequências são muito más. No momento em que estou a falar estão-nos a chegar notícias confirmadas de que ainda esta manhã guerrilheiros da Renamo terão atacado uma esquadra policial em Maringué, na província de Sofala, precisamente a zona onde se encontra aquartelado neste momento Afonso Dlhakama.”

“A população abandonou a vila e fugiu em debandada para parte incerta. O cenário é de muita apreensão, está a causar apreensão nas pessoas, não só na zona onde se verificou a situação, mas também noutras regiões. Na própria capital os comentários do dia giram em volta desse ambiente de tensão.”

“A situação é crítica e causa apreensão, no sentido em que a paz pode estar beliscada neste momento”, conclui Kuambe.

Moçambique vê assim ameaçada a situação de paz que se vivia no país há vários anos, como foi aliás confirmado na segunda-feira pelo porta-voz da Renamo: “Quem pôs fim ao acordo de paz foi a Frelimo ao usar as armas que tínhamos acordado não serem mais usadas. Estamos a interpretar o comportamento da Frelimo como sendo o fim dos acordos de Roma”.
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: Alvalade em Outubro 22, 2013, 06:31:23 pm
Isto ainda vai sobrar para nós  :roll:
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: Cabecinhas em Outubro 23, 2013, 11:47:00 pm
Pede-se à moderação que corrija o título do tópico.  :oops:
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabecinhas em Novembro 02, 2013, 03:15:34 pm
Governo português emite comunicado a dizer para se evitar deslocações entre Nampula e Sofala.

Vislumbra-se uma crescente tensão do conflito armado, nesta situação e sendo um país da CPLP... não vejo Portugal com "coragem" nem €€€ para fazer uma intervenção para protecção dos seus.

 :cry:
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Get_It em Novembro 02, 2013, 03:27:56 pm
As intervenções em países africanos/membros da CPLP para evacuar cidadãos portugueses é uma coisa do passado devido ao medo das empresas portuguesas serem depois proibidas de fazerem negócio lá. Os interesses da burguesia falam mais alto. Também em caso de necessidade vai-se acabar por recorrer a outro país que provavelmente vai já lá estar a evacuar os seus próprios cidadãos. Como foi o caso dos franceses na Líbia.

Notar que eu utilizei a palavra evacuar em vez da palavra resgatar.

Cumprimentos,
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 02, 2013, 05:32:22 pm
Engraçado falares na Libia, porque lembro-me de um membro do fórum de nacionalidade espanhola vir aqui agradecer o facto da FAP ter também evacuado compatriotas seus desse país. :wink:
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Get_It em Novembro 02, 2013, 10:13:38 pm
Então enganei-me no conflito. Lembro de uma situação em que tivemos notícias de portugueses a serem evacuados pelos franceses. Terá sido na primavera árabe? Tenho de ver.

EDITADO: Estava a pensar no Líbano em 2006. Os poucos portugueses foram evacuados num navio fretado pela França e alguns também foram transportados num helicóptero da força aérea francesa.

Lembrei-me foi de fazer aquele comentário principalmente por causa da discussão que vai no outro tópico do NAVPOL e de darem como exemplo este tipo de situações em que seria necessário enviar uma força naval com helicópteros. Enviar aviões de transporte no nosso caso já seria muito mais fácil.

Cumprimentos,
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabecinhas em Novembro 05, 2013, 03:18:24 pm
Citar
Notícias Vídeos Fotos Banca de Jornais Foto do dia Infografias Especiais
Segundo rapto em Maputo, que vive o pior dia na vaga de sequestros
05 de Novembro de 2013, 13:30
Duas mulheres foram esta manhã raptadas em Maputo, uma moçambicana e outra de nacionalidade portuguesa, naquele que está a ser o dia mais dramático desta vaga de crimes.


Depois da informação já confirmada pelo cônsul geral de Portugal em Maputo, Gonçalo Teles Gomes, do rapto de uma cidadã portuguesa esta manhã, na cidade satélite da Matola, a agência Lusa recebeu indicações de um outro caso que visou uma mulher moçambicana de 33 anos, ocorrido por volta das 08:00 horas no bairro Laulane, nos arredores da capital.

Em declarações à Lusa, Samuel Maibasse, responsável de segurança da organização não-governamental (ONG) Save the Children, disse que a mulher de um dos funcionários desta ONG foi esta manhã raptada na sua residência, perante os seus filhos, irmã e cunhado, alegadamente por cinco homens.

"A primeira pessoa trazia uma pasta - o cunhado do meu colega (que presenciou o crime) disse que pensavam que eram da Electricidade de Moçambique - de onde tirou uma pistola, mandou as crianças deitarem-se, começou a recolher telefones e exigiu dinheiro, levaram computadores e mais coisas, e, no final, levaram com eles a esposa", disse Maibasse.

"Disseram para não informar a polícia e foram-se embora. Ele [o colega de trabalho] informou logo a polícia. Ainda não temos clareza se é rapto ou se queriam roubar e a levaram para protecção deles", acrescentou o responsável.

Sobre o caso da cidadã portuguesa, o rapto ocorreu no interior da empresa onde exerce funções de gestora financeira, estando neste momento as autoridades portuguesas estão a acompanhar o desenvolvimento da situação.

Este é o segundo rapto conhecido envolvendo cidadãos portugueses, de uma onda de sequestros que começou em 2011 e que tem visado sectores abastados da sociedade moçambicana.

Os familiares da vítima já foram informados do sucedido, adiantou.

A identidade da vítima e a identificação da empresa não foram ainda divulgadas.

Lusa
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: chaimites em Novembro 07, 2013, 03:37:34 am
O "NRP Atlantida"  Uma Vasco da Gama  e o NRP Bérrio não deveriam estar a sair do Alfeite em direção a Moçambique??
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: PereiraMarques em Novembro 07, 2013, 09:03:19 am
Citação de: "chaimites"
O "NRP Atlantida"  Uma Vasco da Gama  e o NRP Bérrio não deveriam estar a sair do Alfeite em direção a Moçambique??

E cabem lá 20.000 pessoas (comunidade portuguesa em Moçambique)?   :mrgreen:
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 07, 2013, 05:49:50 pm
Citação de: "chaimites"
O "NRP Atlantida"  Uma Vasco da Gama  e o NRP Bérrio não deveriam estar a sair do Alfeite em direção a Moçambique??


Ó chefe, não há dinheiro para o "gasóil"! :oops:  :evil:
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabecinhas em Novembro 08, 2013, 02:10:01 pm
Citação de: "chaimites"
O "NRP Atlantida"  Uma Vasco da Gama  e o NRP Bérrio não deveriam estar a sair do Alfeite em direção a Moçambique??

Ai estes novos colonialistas...  :twisted:
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Alvalade em Fevereiro 15, 2014, 11:01:48 am
Citar
Exército moçambicano confirma ofensiva contra posições da Renamo no centro do país

Maputo, 12 fev (Lusa) - As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) confirmaram hoje ter lançado uma ofensiva contra posições da Renamo na Serra da Gorongosa, centro de Moçambique, justificando a ação com um "contra-ataque" a ações de homens armados do movimento.

Os confrontos entre as FADM e os homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), no centro do país, conheceram nas últimas semanas um abrandamento, na sequência de avanços nas negociações entre o partido e o Governo em torno da lei eleitoral.

Mas, no último fim de semana, a Renamo acusou o exército de empreender uma ofensiva contra posições do movimento na Serra da Gorongosa, imputando ao Governo a pretensão de matar o líder do partido, Afonso Dhlakama, que estará refugiado nas montanhas, desde que foi expulso do seu acampamento na região por uma ação das forças de defesa e segurança.

Ler mais: http://visao.sapo.pt/exercito-mocambicano-confirma-ofensiva-contra-posicoes-da-renamo-no-centro-do-pais=f769142#ixzz2tO4fLIsN
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: perdadetempo em Agosto 12, 2018, 05:45:55 pm
Noticia que aparece no Economist  com data de 9  de Agosto. Como os editores têm tendência a preocuparem-se principalmente com a economia ou as finanças, o caso deve parecer sério.

Citar
A bubbling Islamist insurgency in Mozambique could grow deadlier

Terrorists have torched villages and carried out a spate of atrocities
(https://www.economist.com/sites/default/files/imagecache/640-width/images/2018/08/articles/main/20180811_map502.jpg)RESIDENTS of Naunde village were woken by gunshots at around 2am on June 5th. Two of the attackers carried guns. The other three, armed with machetes, set houses on fire. Then they chased down a local chief and hacked off his head in front of horrified neighbours. They also killed six others, including an Islamic leader whom they beheaded in a mosque.

The attack, documented by Human Rights Watch, a pressure group, is one of several dozen carried out by jihadists in Cabo Delgado—a mostly Muslim, coastal province in Mozambique’s far north—since October 2017. Recently many have followed a similar pattern: hit-and-run raids during which attackers torch houses, steal supplies and behead victims. In May terrorists decapitated ten people, including children. Officials have tried to brush off the violence as mere banditry. But the attacks appear to be increasing.
Who the killers are and what they want is not entirely clear. Uncertainty surrounds even their name. They are known as Ahl al-Sunnah wal-Jamaah (Arabic for “followers of the prophetic tradition”), though locals also refer to them as al-Shabab (“the youth”). They have no known ties to the jihadist group in Somalia, which is also called al-Shabab, but some researchers think the jihadists in Mozambique have received training abroad.

Beyond touting a strict form of Islam, the group’s political agenda is rudimentary. According to Joseph Hanlon of the London School of Economics, Ahl al-Sunnah wal-Jamaah emerged when groups of street traders, united by economic frustration and radical Islam, came together in 2015. They urged people not to pay taxes or send their children to state schools—and they stormed into mosques, knives waving, to lambast local Islamic practices.

For years locals complained about the growing number of angry young men in their midst. But Mozambique’s corrupt and listless authorities did little. The group’s first attack, last October, took officials in the capital, Maputo, by surprise.
Cabo Delgado should be booming. Companies such as Anadarko and Eni are investing some $50bn (around four times Mozambique’s annual GDP) in the region to exploit gas reserves found in 2010. Gemfields, a British firm that makes gem-encrusted eggs, arrived in 2011 to mine what is said to be the world’s biggest ruby deposit.

But locals say they have seen little benefit. Cabo Delgado still lags behind Mozambique’s more prosperous south. Many of the jobs created by the gas finds go to highly skilled expatriates, not to locals, who are mostly illiterate. Young people in Palma, a town at the centre of the gas projects, protested in May, claiming that their job applications are ignored.

Adding to the misery are reports of ruby-related land grabs. In London lawyers are pursuing cases against Gemfields on behalf of over 100 small-scale ruby miners, who claim they were shot at, beaten up and sexually abused by police officers and the company’s security guards.

Ahl al-Sunnah wal-Jamaah is not expected to hamper the region’s gas projects. But what happens next may depend on the state’s reaction. So far it has beefed up security and arrested hundreds of suspected jihadists. Eric Morier-Genoud of Queens University Belfast compares Cabo Delgado to north-east Nigeria during the early days of Boko Haram. There a heavy-handed crackdown helped transform a radical religious sect into one of Africa’s deadliest terror groups. The hope is that northern Mozambique does not go the same way.

https://www.economist.com/middle-east-and-africa/2018/08/09/a-bubbling-islamist-insurgency-in-mozambique-could-grow-deadlier (https://www.economist.com/middle-east-and-africa/2018/08/09/a-bubbling-islamist-insurgency-in-mozambique-could-grow-deadlier)

Já se encontram na INTERNET notícias sobre estes problemas pelo menos desde o mês de Maio. pelo que o problema parece estar em evolução.

Cumprimentos,
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 05, 2018, 06:35:19 pm
Yussuf Adam nega 'jihadismo' nos ataques de Cabo Delgado


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitan em Dezembro 13, 2018, 04:43:03 pm
Capture of alleged Islamist militant leader likely to lessen frequency of attacks in Mozambique’s Cabo Delgado

On 7 December 2018, 30-year-old Mustafa Suale Machinga was captured by local residents and referred to authorities in Litingina village in Nangade district in Mozambique’s Cabo Delgado province.

Machinga, a former member of the Mozambican armed forces was captured after being accused by residents of leading the group responsible for Islamist militant-inspired attacks in the province. According to Jane’s Terrorism and Insurgency Centre (JTIC), the 19 attacks recorded since 5 October 2017, which marked the eruption of an emerging Islamist insurgency within the province, have resulted in 57 non-militant fatalities. However, local sources have claimed that at least 283 people have been killed during attacks since October 2017.

https://www.janes.com/article/85159/capture-of-alleged-islamist-militant-leader-likely-to-lessen-frequency-of-attacks-in-mozambique-s-cabo-delgado
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 17, 2018, 07:20:04 pm
Comunidade islâmica de Moçambique critica ataques e denuncia "interesses"



Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 01, 2019, 11:12:13 am
Human Rights Watch quer esclarecer morte de empresário sul-africano


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Março 04, 2019, 10:52:06 am
Estado de emergência no norte de Moçambique?


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Julho 31, 2019, 04:05:11 pm
Moçambique assina nova paz



Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: HSMW em Agosto 19, 2019, 02:51:10 pm
(https://scontent.flis9-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/68703030_10217008942193753_68224756633042944_o.jpg?_nc_cat=111&_nc_oc=AQmezJVXs8C8bVvhMn9saYGX-2lxulVOXLd4IRf46mzoM-jv5G-7XAXYpPepj5J3e6g&_nc_ht=scontent.flis9-1.fna&oh=804db92129db0791306b4302861d4bf8&oe=5DDC506F)

Citar
SURPRESA?

Ataque devastador do Daesh no Norte de Moçambique, no distrito de Macomia. Dezenas de mortos e feridos entre civis, polícias e militares.

Há meses que andamos a avisar sobre este perigo, e explicámos no «Leste Oeste» que era especialmente preocupante o ingresso de muitas crianças no grupo terrorista (que alguns teimavam em ignorar), e ainda o facto de começarem a deixar-se filmar de rosto descoberto, sinal de maior confiança e impunidade.

Explicámos também que a miséria e a corrupção explicavam boa parte do problema, mas que havia uma organização em marcha, com sede na Rep. Dem. do Congo, a aproveitar o cancro, e a instalar-se metodicamente no nosso país-filho, ou irmão, como quiserem.

Infelizmente continuávamos a ter razão.

PS- Segundo os sobreviventes, incluindo um polícia de intervenção (UIR) com quem falámos, os atacantes «não eram africanos negros, não falavam nem português nem suaili nem nenhum dialecto local, e estavam fortemente armados, tendo também roubado muito equipamento pesado».