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Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Mundo => Tópico iniciado por: typhonman em Junho 10, 2011, 03:44:01 pm

Título: NATO a desaparecer
Enviado por: typhonman em Junho 10, 2011, 03:44:01 pm
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ustrando com os exemplos das campanhas militares no Afeganistão e na Líbia – onde apontou várias falhas de compromisso e eficácia aos países europeus –, o chefe do Pentágono avaliou que a NATO se tornou numa aliança “a dois níveis”, de dois tipos de países: “Daqueles que estão dispostos e são capazes de pagar o preço e carregar o fardo dos compromissos assumidos e aqueles que gozam dos benefícios de pertencerem à NATO mas não querem partilhar nem os riscos nem os custos”.

Sobre o Afeganistão, avisou os aliados europeus que não tenham expectativas de retirar as suas tropas a curto prazo. E lamentou que a NATO – “a aliança militar mais poderosa na história, capaz de chamar dois milhões de soldados para combate” – “tenha tido que lutar [com os seus Estados membros], e às vezes em desespero, para conseguir manter uma mobilização de 25 mil a 45 mil militares”, no Afeganistão. Naquele país, adiantou Gates, a Aliança continua a confrontar-se com faltas de equipamento, nomeadamente de helicópteros, aviões de combate e vigilância.

Gates adiantou que na Líbia – onde os norte-americanos entregaram o comando das operações à NATO em finais de Março – a operação de combate, sustentada quase exclusivamente em unidades militares do Reino Unido e França, expõe as “relevantes falhas das capacidades militares e vontade política” entre os aliados. “Com tão só 11 semanas de operações contra um regime parcamente armado num país pouco populoso, muito aliados estão a ficar sem munições, pedindo aos Estados Unidos, uma vez mais, que dêem resposta a essas necessidades”.

Neste discurso de monta, feito em Bruxelas três semanas apenas antes de deixar a liderança do Pentágono – que chefia há quase cinco anos, desde o último mandato presidencial de George W. Bush, antes de ser mantido no cargo por Barack Obama – o secretário da Defesa deixou ainda claro que as mudanças geracionais na classe política dos Estados Unidos e as dificuldades económicas actuais, a par da recusa e incapacidade da Europa em assumir responsabilidades pela sua própria segurança, estão a empurrar a NATO “para o declínio e possível extinção”.

“A dura realidade é que assistiremos a um cada vez menor interesse e paciência no Congresso americano em gastar cada vez maiores e preciosos fundos em prol de países que, aparentemente, não estão dispostos a dar os recursos necessários nem a fazer as mudanças necessárias para serem parceiros sérios e capazes na sua própria defesa”, sublinhou Gates, lembrando que é “o último membro da Administração dos Estados Unidos que viveu a Guerra Fria” e que “o envolvimento emocional e histórico” dos seus pares em Washington com a NATO “está a envelhecer”.

Concordo plenamente, quando os "americas" se fartarem de serem os "escravos" quero ver como vai ser. :G-beer2:
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 11, 2011, 11:31:18 am
A OTAN é a forma mais fácil de os EUA garantirem a manutenção do seu poder no hemisfério norte. Dizer que os EUA vai dar um murro na mesa e mandar a aliança às urtigas é no mínimo não ver a realidade.
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: nelson38899 em Junho 11, 2011, 12:44:15 pm
Apesar de eu ser a favor da NATO, até gostaria que ela acabasse! Só para ver o que faziam os chamados políticos da Europa.
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 11, 2011, 12:57:08 pm
O que faziam, simples incrementavam o que já se tem andado a fazer nesta área cá na UE.
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: teXou em Junho 11, 2011, 03:32:07 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
... o que já se tem andado a fazer nesta área cá na UE.
Está a falar de nada ... é isso ?  :mrgreen:
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 11, 2011, 04:17:44 pm
:arrow: http://en.wikipedia.org/wiki/Battlegrou ... pean_Union (http://en.wikipedia.org/wiki/Battlegroup_of_the_European_Union)

 :arrow: http://www.eurogendfor.eu/ (http://www.eurogendfor.eu/)
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: nelson38899 em Junho 11, 2011, 07:46:02 pm
Esta União Europeia faz me lembrar a sociedade das nações criada entre a primeira guerra e a segunda guerra mundial. Posso estar enganado, mas quando a guerra voltar a bater à porta dos europeus é cada um por si. Cada vez mais, acho que a Holanda anda a tomar as políticas erradas, tenho quase a certeza que o alemães vão fechar a porta quando a Holanda precisar de ajuda para defender as suas possessões.
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: HaDeS em Junho 17, 2011, 06:21:07 pm
Questão é que os países da europa ocidental estão cada vez menos dispostos a gastar preciosos fundos para alimentar suas máquinas de guerra. E até certo ponto estão certos. Sem delírios, que país hoje que ameaça a UE?! Irã? Os persas tem suas diferenças com Israel e os EUA e não com a europa. Com toda essa crise e sem inimigos reais é lógico que cada vez mais a europa desvie fundos de defesa para outras areas. Os EUA não fazem isso por diversos motivos e um dele é o fato de sua máquina de guerra gerar milhões de empregos e o lobby das industrias de defesa ser extremamente forte no congresso.
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: papatango em Julho 08, 2011, 10:52:19 am
O problema dos conflitos é que nunca se sabe quando podem aparecer.
São como os cogumelos.

É verdade que a NATO foi criada para conter os designios imperiais da Russia Comunista e dos seus satélites. Com o afundamento dessa ameaça, ocorreu algo estranho pois os antigos satélites juntaram-se à NATO, como garantia contra os seus antigos opressores.

A NATO acabou por se deslocar para leste, onde continua a fazer sentido nos países da Europa de leste que não têm dúvidas sobre a Rússia. Os Russos continuam com a mania das grandezas e das «áreas de influência» que estava em voga no século XIX.

Já a ocidente a ameaça praticamente desapareceu. Hoje não tememos um ataque de hordas de tanques russos, porque na Rússia já não há comunismo e as garras imperiais dos russos só atingem os países do leste da Europa.
O problema são os países islâmicos e o terrorismo, que os europeus consideram (e a meu ver bem) como um caso para as polícias tratarem e não para os exércitos.

As opiniões públicas são determinantes nisto. A maioria das pessoas acomoda-se e prefere negociar com o bandido a enfrenta-lo.
Por isso não aceitam um aumento de despesas militares.

Já os americanos não precisam da Europa para nada. No máximo os europeus oferecem dois vetos no conselho de segurança das Nações Unidas (que são apenas um conforto moral, já que o veto americano chega).
A prova está na operação contra a Líbia.
Kadafi está nas barbas da Europa e mesmo assim em alguns dias franceses e britânicos ficaram sem munições.
Os alemães nem sequer foram para a guerra, exactamente por causa das eleições.

A falta aparente de inimigos acabará se não com a NATO, pelo menos com a importância da NATO na Europa Ocidental.
A União Europeia, que habituou os europeus a negociar e a resolver os problemas à mesa, serviu também para evitar problemas adicionais. Mas mesmo aí nem tudo parece estar a funcionar.
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: typhonman em Outubro 03, 2011, 12:36:33 am
Pois é , mais uma vez se provou, que sem os EUA, a NATO e a UE não conseguem fazer nada de jeito, parece que foi a gota de água... Continuem os "defense cuts"....
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By ERIC ROSENBERG

WASHINGTON This is what the end of the world's most powerful military alliance looks like:

When outgoing Defense Secretary Robert Gates delivered a blistering critique of European "allies" recently, it wasn't to cajole them to pony up and act like NATO alliance members for once. That ship had long before sailed and sunk.

Rather, it had the effect of bellowing to the world that NATO as a defender of European and U.S. freedom for decades - first against the Soviets and then against the perils that followed - is pretty much a sham and has been for some time.

For the better part of the last 25 years, Washington has made the occasional public nudge of the European allies to share some of the burden and pull their weight in an alliance that served as the principal tool of containment against the Soviet Union.

But the twin effects of the debt crisis in Europe, which has forced governments to pare their already paltry defense budgets, and massive budgetary pressures in the U.S. that have put Pentagon spending in the cross hairs have provided Gates the platform for a very public, and much deserved, lashing.

"What I've sketched out is the real possibility for a dim, if not dismal, future for the transatlantic alliance," Gates told the allies earlier this month.

Libya underscores the point. A nation at the doorstep of Western Europe convulses in civil war. The alliance commits military forces, but it can't sufficiently project and sustain power a mere 90 minutes' flying time from Rome without the U.S. taking over. That isn't an alliance.

That's an addiction to weakness on their part, enabled by the U.S. arsenal whose caretakers are usually eager to put it to use.

"Frankly, many of those allies sitting on the sidelines (in Libya) do so not because they do not want to participate, but simply because they cannot. The military capabilities simply aren't there," Gates said. "The mightiest military alliance in history is only 11 weeks into an operation against a poorly armed regime in a sparsely populated country - yet many allies are beginning to run short of munitions, requiring the U.S., once more, to make up the difference," he said.

The Bosnia and Kosovo crises of the 1990s. The current Libyan crisis of 2011. Not much has changed in the intervening years.

While our European allies bristle at the U.S. position in the world and lament what some regard as American hegemony, they rely heavily on American might to protect their status as very junior NATO partners. The result is that the U.S. and Europe are drifting apart, so far apart that the alliance is merely an acronym at this point. As Anders Fogh Rasmussen, the NATO secretary general, said earlier this year, "The United States might look elsewhere for reliable defense partners."
While NATO was the bedrock by which we and our allies had guaranteed our collective security for more than 60 years, the alliance now has become a shining example of European neglect and European abdication of global leadership. When roused, the alliance is a mere lever of American power, guided by Americans, largely funded by Americans, with the most risk assumed by Americans.

A picture tells the story. At U.S. bases in Afghanistan, visitors and troops can buy military-style patches with the acronym "ISAF," the official name for the NATO International Security Assistance Force. But one popular joke patch also for sale translates ISAF as "I Saw Americans Fight."

The patch reflects the grunt-level, foxhole view that Afghanistan is largely an American show augmented by a small segment of brave NATO allies doing the bulk of fighting and dying. This despite that after the Sept. 11, 2001, attacks, NATO for the first time invoked its "Article 5," the central tenet of the NATO Treaty that says an attack on one member is an attack on all.

As Gates points out, the allies have struggled in Afghanistan to maintain a small deployment of 25,000 to 45,000 troops, compared to 100,000 Americans, while facing shortages of key combat and support gear.
The wasting away of the alliance, and indeed Europe's ability to defend itself, is an important security problem with stark implications. The European abandonment of NATO is a reality we and our allies must come to grips with as the crisis in Libya drags on, as other security issues arise down the road as they surely will (Iran, Syria, terrorism), and as the European debt crisis spurs our allies to invest even less in defense and their national security for years to come.

Earlier this year, Rasmussen chided European governments for their hesitance to support the alliance. "Ten years ago, the United States accounted for just under half of NATO members' total defense spending. Today the American share is closer to 75 percent," Rasmussen said. He warned against suggestions in some European capitals that the continent should engage in humanitarian projects, leaving the U.S. to do most of the fighting. Rasmussen added: "As a committed European, I find this suggestion at best naive, and, at worst, dangerous."
Gates believes that Europe already has made that choice, tempting what he called "collective military irrelevance."

It's time to find new allies.

Rosenberg is a former national security correspondent for Hearst Newspapers. His email address is eric.rosenberg@jhu.edu.

Its time to find new allies as NATO withers away | Viewpoints, Outlook | Chron.com - Houston Chronicle
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: typhonman em Outubro 05, 2011, 09:25:21 pm
Liam Fox said it:
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British Defense Minister Attacks EU Project
AGENCE FRANCE-PRESSE
Published: 5 Oct 2011 11:32
       
MANCHESTER, England - Britain's defense minister criticized European members of NATO which have pressed for a common EU defense project while "shirking" their role in the transatlantic alliance.



BRITISH SECRETARY OF State for Defence Liam Fox addresses delegates during the final day of the Conservative Party Conference in Manchester on Oct. 5. (Andrew Yates / AFP via Getty Images)
"Many of those calling for deeper EU defense integration are already failing to fulfill their commitments to NATO," Liam Fox told his Conservative Party's annual conference in Manchester, northwest England.

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"My message to them is clear - you cannot expect to have the insurance policy but ask others to pay the premiums," he added, without naming any countries.

Fox dismissed the argument for closer military union in the EU, particularly at a time when European nations are slashing defense budgets.

"Europe already has a guarantor of its defense - it's called NATO. It is nonsense to duplicate and divert from NATO at a time when resources are scarce across Europe. And the last thing we need is more EU bureaucracy," he said.

European members of NATO were split by the military action in Libya, which was led by Britain and France but opposed by Germany and Poland.

The British defense secretary meanwhile confirmed that the NATO mission in Libya "will continue until we are satisfied that the people of Libya are no longer threatened by remnants of the former regime" of Moammar Gadhafi.
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: P44 em Outubro 13, 2011, 05:16:48 pm
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US Defense Chief Says Painful Changes Coming
   
   
(Source: Voice of America news; issued October 12, 2011)
 
 
   
   U.S. Defense Secretary Leon Panetta says painful changes are coming to the U.S. military, as the Pentagon looks for ways to cut $450 billion from its budget in the next 10 years.

The Obama administration has called on the Pentagon to reduce spending that rose dramatically during wars in Iraq and Afghanistan over the past decade. With operations in both places drawing down and the U.S. economy still in trouble, cuts are coming.

Defense Secretary Leon Panetta told a soldiers’ advocacy group in Washington Wednesday the future U.S. military will have to deal with the reality of being smaller. “Tough decisions await us all," he said.

He said the nation needs an army strong enough to deal with conventional threats. “If an enemy does challenge us in a conventional land war, we need an army that can, as General George Patton used to say, ‘hold the enemy by the nose and kick them in the ass,'" said Panetta.

At the same time, he said it the military must be smarter and more versatile to deal with terrorist threats that he says are not going away.

“Still, the reality is there are not a lot of countries out there building massive tank armies," he said. "It is unlikely that we will be fighting Desert Storm in the future. Instead, I see both state and non-state actors arming with high-tech weaponry that is easier both to buy and to operate, weapons that frustrate our traditional advantage.”

The U.S. Army alone may reduce its force by nearly 50,000 in the next five years.

But U.S. Defense officials say no decisions have been made on where to cut. Secretary Panetta last month called in combat commanders to start discussing places where they believe reductions can be made.

In the 10 years since the September 11 attacks, the United States has doubled its military budget to about $700 billion a year.

A defense policy expert at the Center for Defense Information in Washington, Winslow Wheeler, believes the cuts could result in a corrective process that will eliminate what he says has been wasteful spending.

“After 9/11, for very understandable reasons, everybody in the political system in our country wanted to do everything they could to assist our armed forces," said Wheeler. "But some of them fell over themselves in terms of trying to just throw money at the issue rather than selectively and smartly.”

Defense analyst Mackenzie Eaglen at the Heritage Foundation, a research organization, says cuts of $450 billion, even if they target wasteful projects, inevitably will result in the loss of essential capabilities.

“The challenge with the ‘there’s so much waste therefore you can cut defense’ argument is that defense cuts don’t work like that," said Eaglen. "This isn’t a laser where we are taking out the fat that is marbled inside a piece of meat, for example. These tend to be salami-sliced, budget axe, across-the-board cuts that don’t have targeted focus.”

-ends-

http://www.defense-aerospace.com/articl ... 80%99.html (http://www.defense-aerospace.com/articles-view/release/3/129528/panetta-again-warns-of-%E2%80%98painful-changes%E2%80%99.html)
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: Digo em Outubro 17, 2011, 07:59:58 pm
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Candidata Francesa afirma que tem intenções de retirar-se da OTAN e aproximar-se da Rússia.
A francesa Marine Le Pen candidata às eleições presidenciais de 2012 pelo partido de extrema-direita Frente Nacional, fundado por seu pai, se pronunciou pela saída da França da OTAN e da zona do euro e disse em entrevista publicada hoje pelo jornal Kommersant, que Moscou deve cooperar mais ativamente com os políticos que, como ela, defendem a Rússia na Europa.

“A Rússia não é suficientemente ativa na promoção de relações com aqueles atores políticos europeus que, assim como eu, simpatizo com ela”, disse Marine Le Pen, cuja popularidade antes das eleições de 2012 na França está a aumentar e é superior à do atual presidente Nicolas Sarkozy.

Esta advogada e política de 43 anos, filha de Le Pen Jean-Marie, está se preparando para sua primeira visita oficial à Rússia. Não se vê no direito de “dar lições de democracia” a Moscou e admite sentir “uma certa admiração” por Vladimir Putin, hoje primeiro-ministro e candidato do partido governista Rússia Unida nas eleições presidenciais em março próximo.

“Eu acho que Vladimir Putin tem caráter e visão que são necessárias para garantir à Rússia, a prosperidade que merece. Uma cooperação mais ativa com a França e outras nações européias poderiam acelerar este processo “, disse ela.

No plano da civilização, em sua opinião, Paris tem mais interesses em comum com Moscou do que com Washington, mas o presidente Sarkozy “virou as costas para os russos” e a imprensa francesa seguindo a tendência dos EUA “, demoniza a Rússia.”

Marine Le Pen está convencida de que a sua Frente Nacional é o único partido que adere à política do general Charles De Gaulle e defende uma França, independente, forte e influente. Pronunciou-se em defesa de “restaurar a soberania financeira e a própria moeda”, disse que a França vai se separar da OTAN se ganhar a eleição, criticou a intervenção do Ocidente no norte da África e sugeriu confiarem a solução dos problemas da Líbia, Egito e Tunísia, aos seus vizinhos africanos ou árabes.

Também enfatizou a necessidade de “cortar até um mínimo imprescindível” a imigração na França que acolheu 10 milhões de pessoas nos últimos 30 anos. “É hora de parar esta invasão”, disse Marine Le Pen, depois de recordar que a França, nas palavras de Putin, poderia se tornar “uma colônia de suas ex-colônias”.

Fonte: RIA NOVOSTI via Dinâmica Global
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: morning em Novembro 05, 2011, 11:56:27 am
Não sei se isto já foi dito aqui, mas o que faz sentido com a actual deriva demográfica Russa é uma integração NATO/RUS, se ao menos as questões periféricas (daguestao, Inguchétia, Ossétia, etc., muçulmanização, "chinesificação") puderem ser estancadas a tempo e a administração russa puder conciliar a necessidade de continuar a ser power/tech broker com os dois pratos da balança (sino-indian affairs de um lado, west do outro), enfim, se calhar sou maluco e a Guerra Fria nunca acabou...
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: 3520 em Julho 28, 2012, 06:56:04 pm
Apesar dos lobbys, a própria pressão social nos EUA está aumentar. Não acredito que os EUA consigo manter por muitas mais décadas o seu monstruoso gasto na defesa descurando-se constantemente do bem estar dos seus cidadãos.

Saíu na Visão passada um artigo bastante interessante de um luso descendente e antigo analista na casa branca, Ruy Teixeira, que teoriza bastante bem sobre esta problemática num think thank de elevada reputação nos USA.
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: Snowmeow em Setembro 28, 2012, 03:51:43 pm
Citação de: "3520"
Apesar dos lobbys, a própria pressão social nos EUA está aumentar. Não acredito que os EUA consigam manter por muitas mais décadas o seu monstruoso gasto na defesa descurando-se constantemente do bem estar dos seus cidadãos.

Excelente oportunidade, se é que compreendem. EUA gastando demais na "defesa", e descuidando-se de seus cidadãos, que vão exigir seus direitos... Sabendo-se de que os EUA são um aglomerado de Estados semiindependentes, somente atados entre si pelo idioma comum e por uma constituição de três artigos... A OTAN acabará se tornando um "Exército Europeu", uma vez que os EUA estarão ocupados demais, resolvendo suas pendengas civis advindas dos movimentos separatistas iminentes. :twisted:
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: P44 em Outubro 27, 2012, 12:11:01 pm
More Time Needed for German Military Reform
   
   
(Source: Deutsche Welle German radio; published Oct. 23, 2012)
 
 
   
   Defense Minister Thomas de Maizière and Chancellor Angela Merkel have told soldiers that reform of the military is going well. Many soldiers do not share their optimism.

"The repositioning of the military is now picking up speed," said German Defense Minister Thomas de Maizière, expressing his satisfaction at the progress of reform. At the annual conference of the German military - the Bundeswehr - in Strausberg near Berlin on Monday (22.10.2012), he admitted that the improvements could not yet be felt everywhere, but said that things were going in the right direction.

Chancellor Angela Merkel even described the Bundeswehr as a model for reforms in other areas of German society. But she and de Maizière failed to present their expected comprehensive interim report on the reorientation of the German army.

Reform is inevitable

The international security landscape has changed dramatically in the past 15 years. Conflicts have become more varied and require a corresponding response from Germany's armed forces. De Maizière said that in the future the armed forces will have to take on more responsibilities around the world. Merkel hinted that Mali in West Africa could possibly be a future deployment. It was unacceptable, she said, that terrorists had found a safe haven there and that the civilian population continued to suffer.

Already, German soldiers are involved in stabilization operations in the Balkans, in armed conflicts such as in Afghanistan and in securing the sea lanes off Somalia. According to the defense ministry plans, about 10,000 soldiers will continue to be able to respond quickly, flexibly and for lengthy periods in multiple areas of crisis and conflict. Since 2010, the ministry has merged the relevant competencies in the armed forces and eliminated duplication. The number of command authorities alone has been reduced from 42 to 25.

Extensive savings program

In view of the lack of funds in the budget, the new tasks make a drastic austerity program necessary. The decision was made to close 31 military sites by 2017 and reduce the size of a further 90. Military projects will be cut by billions of euros. There will be 140 new fighter jets, not 177. The number of combat helicopters on order will be cut by half to 40. But the biggest savings will be made in personnel.

From a high of 500,000 soldiers during the Cold War, there will now be no more than 185,000. This does not necessarily mean soldiers will be dismissed. Since Germany suspended conscription in July 2011, the armed forces have been made up only of volunteers. That was widely recognized as a sensible move for the times, because only one in five eligible young men was actually recruited each year and because the pool of available recruits is shrinking with the decline in population.

Dissatisfaction and criticism of the reforms

But the downsizing and restructuring of the Bundeswehr have also led to frustration and sometimes chaos. That's something the Parliamentary Commissioner for the Armed Forces, Hellmut Königshaus, has noticed. His task is to document the morale among the ranks and to be the contact person for criticism and concern.

Königshaus complains that soldiers have been given little information about the reforms and sometimes did not know where they would be serving the following week. The troops felt that the "top down" orders they received didn't take account of their views.

At the same time, it has become increasingly difficult to attract recruits for the army, he said. The minimum annual intake of 5,000 recruits will indeed be achieved. But not long ago, the desired number was 15,000. At the moment, a military career seems an uncertain and unattractive choice for many young people.

Most soldiers agree that the Bundeswehr does need reform, but they do not understand the way that the reform is being implemented - sometimes it seems to go too quickly, sometimes too slowly. According to a survey by the Bundeswehr Association, 88 percent of officers believe the reform process requires immediate correction, otherwise it will not last long. Some 53 percent of all soldiers even think the reform has been a failure. A study on change management conducted by the Military Institute of Social Sciences for the Ministry of Defense came to similar conclusions.

At the conference on Monday, de Maizière asked for patience and understanding for the sometimes painful cuts - and to see the opportunities, not just the risks. The conference will spend all of Tuesday (23.10.2012) discussing military reform. In 2013 and 2014, soldiers will be asked again. Then the members of the armed forces will have another chance to say how far they've come round to their defense minister's point of view.

-ends-

http://www.defense-aerospace.com/articl ... eform.html (http://www.defense-aerospace.com/articles-view/release/3/139698/germany-needs-more-time-for-military-reform.html)
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: scrupulum em Outubro 28, 2012, 06:47:28 pm
Terminada a guerra fria e a ameaça do pacto de Varsovia, qual é o interesse da OTAN no contexto atual ? Ou por outro lado, para que tem servido esta organização nos ultimos anos senão para caucionar as aventuras guerreiras americanas ? Excecionalmente, tambem serviu os interesses anglo-franceses durante a invasão da Libia... o que tambem, diga-se de passagem, não abona muito em favor da OTAN.
Esperemos que num futuro proximo, a aliança atlantica nao nos convide a participar numa guerra contra a Siria, ou pior ainda contra o Irão ! Seria mesmo muito baixo termos que fazer de tropas auxiliares num conflito que so serve os interesses israelo-americanos.
Onde é que estava a OTAN nos anos sessenta e setenta quando precisavamos dela para travar o expansionismo marxista no nosso ex-Ultramar ? Não estava disponivel para nos ajudar pois os nossos "aliados" tambem estavam interessados no petroleo de Cabinda  (entre outros). Os interesses de Portugal contam muito pouco para os nossos aliados, deduza-se !

A Otan tem contudo uma vantagem para nos : permite-nos, mais ou menos, manter-nos atualizados na arte da guerra, nas suas componentes doutrinais e ao nivel dos equipamentos.
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: scrupulum em Outubro 28, 2012, 06:47:32 pm
Terminada a guerra fria e a ameaça do pacto de Varsovia, qual é o interesse da OTAN no contexto atual ? Ou por outro lado, para que tem servido esta organização nos ultimos anos senão para caucionar as aventuras guerreiras americanas ? Excecionalmente, tambem serviu os interesses anglo-franceses durante a invasão da Libia... o que tambem, diga-se de passagem, não abona muito em favor da OTAN.
Esperemos que num futuro proximo, a aliança atlantica nao nos convide a participar numa guerra contra a Siria, ou pior ainda contra o Irão ! Seria mesmo muito baixo termos que fazer de tropas auxiliares num conflito que so serve os interesses israelo-americanos.
Onde é que estava a OTAN nos anos sessenta e setenta quando precisavamos dela para travar o expansionismo marxista e a nossa integridade territorial no nosso ex-Ultramar ? Não estava disponivel para nos ajudar pois os nossos "aliados" tambem estavam interessados no petroleo de Cabinda  (entre outros). Os interesses de Portugal contam muito pouco para os nossos aliados, deduza-se !

A Otan tem contudo uma vantagem para nos : permite-nos, mais ou menos, manter-nos atualizados na arte da guerra, nas suas componentes doutrinais e ao nivel dos equipamentos.
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: Snowmeow em Outubro 28, 2012, 09:47:32 pm
Vamos e venhamos, a OTAN, como se conhece hoje, não tem mais serventia. A menos que a Al-Qaeda fosse uma coalizão regular de exércitos, o que não é.

Enquanto se comete os abusos dessa "instituição" nos países banhados pelo Atlântico (E pelo Mediterrâneo), a brasa tá começando a acender lá pras bandas do Pacífico.

Capaz de a OTAN se fragmentar e a parte Yankee-Canadense se voltar para o Pacífico, e a parte Europeia se tornar um Exército Comum Europeu (como eu já havia postado antes), pondo mais uma pá de cal nas soberanias dos países que compõem a UE.

Se errei, me corrijam. :mrgreen:
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: HSMW em Junho 10, 2013, 05:53:44 pm
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Secretary General Anders Fogh Rasmussen pointed to 15 “problem areas,” some of which had been clear since the 2011 Libya intervention, and said European partners in the transatlantic alliance had fallen short of their commitments, the report said.

NATO had an “insufficient supply of precision munitions” such as self-guided missiles, and the situation was not expected to improve until 2019, Rasmussen was quoted as saying.

There were also deficits in aerial refueling of fighter jets. NATO required at least 235 refueling jets but had only 81, excluding the available US aircraft, the report said.

Rasmussen reportedly also described as untenable the unequal burden-sharing between the United States and its European allies, which often breached the rule that one country must not carry more than half of the total burden.

“Most of the allies need to do more,” Rasmussen was quoted as saying.

In a table, which uses a green-yellow-orange-red ranking system, many problem areas were marked orange or red, which stood for medium and big problems, Spiegel said.

Areas marked yellow, for moderate problems, were rare, and none were marked green, for no problems, it said.

Rasmussen also pointed to NATO capacity problems with medical personnel, electronic jamming devices and equipment for special forces, Spiegel said.
Secretary General Anders Fogh Rasmussen pointed to 15 “problem areas,” some of which had been clear since the 2011 Libya intervention, and said European partners in the transatlantic alliance had fallen short of their commitments, the report said.

NATO had an “insufficient supply of precision munitions” such as self-guided missiles, and the situation was not expected to improve until 2019, Rasmussen was quoted as saying.

There were also deficits in aerial refueling of fighter jets. NATO required at least 235 refueling jets but had only 81, excluding the available US aircraft, the report said.

Rasmussen reportedly also described as untenable the unequal burden-sharing between the United States and its European allies, which often breached the rule that one country must not carry more than half of the total burden.

“Most of the allies need to do more,” Rasmussen was quoted as saying.

In a table, which uses a green-yellow-orange-red ranking system, many problem areas were marked orange or red, which stood for medium and big problems, Spiegel said.

Areas marked yellow, for moderate problems, were rare, and none were marked green, for no problems, it said.

Rasmussen also pointed to NATO capacity problems with medical personnel, electronic jamming devices and equipment for special forces, Spiegel said.

http://www.defensenews.com/article/2013 ... Shortfalls (http://www.defensenews.com/article/20130609/DEFREG01/306090005/Report-NATO-Paper-Warns-Military-Shortfalls)
 


:arrow: http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... ost6744954 (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?227490-Report-NATO-Paper-Warns-Of-Military-Shortfalls&p=6744954&viewfull=1#post6744954)
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: papatango em Junho 18, 2013, 08:49:39 pm
Traduzindo: Sem EUA não há NATO.
A NATO não serviu de instrumento contra o Pacto de Varsóvia, mas sim contra a Rússia, a mesma Russia que continua a comportar-se como uma potência imperialista à velha maneira soviética, achando que pode determinar o futuro dos países vizinhos.

Quando os países do antigo Pacto de Varsóvia se viram livres dos russos aderiram à NATO por alguma coisa.

Todos eles sabem que a Russia, como último grande império europeu, continua a precisar de expandir-se para se auto-justificar.

Perguntem a um polaco, a um letão ou a um Romeno porque os países deles fazem parte da NATO, que eles respondem.

Desde sempre foram joguetes nas mãos de impérios, nomeadamente do império russo. A NATO garante-lhes a independência.

Simples
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: Snowmeow em Junho 24, 2013, 12:25:20 am
Eu acho que eles apenas trocaram de titereteiros. Antes, a Rússia, agora, os EUA.
Como se diz no Brasil: É trocar seis por meia-dúzia.
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: nelson38899 em Setembro 05, 2014, 11:50:50 pm
Citar
Em conferência de imprensa e como resposta ao comportamento da Rússia relativamente à Ucrânia e à ameaça do 'jihadismo', Anders Fogh Rasmussen, secretário-geral da OTAN, explicou que as decisões tomadas pelos líderes dos 28 países membros do Conselho do Atlântico Norte, na Cimeira de Newport, passam pela criação de uma força de intervenção "muito reativa", que possa ser destacada em poucos dias para qualquer lugar do mundo e comandada a partir de uma "presença permanente" no leste europeu.

Sobre a participação de Portugal nessa força de intervenção, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho disse que "é prematuro" dar agora uma "resposta clara" sobre a mesma, tendo ainda o ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco declarado que o "trabalho de desenvolvimento em relação às medidas que agora foram aprovadas vai acontecer até fevereiro de 2015", existindo portanto "tempo a preencher do ponto de vista da execução das medidas" aprovadas.

Portugal esteve representado na Cimeira da OTAN, que decorreu no País de Gales, pelo Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros Rui Machete e pelo ministro da Defesa Nacional José Pedro Aguiar-Branco.

http://www.defesa.pt/Paginas/os28paisesmembrosdaOTANapoiamcriacaodeforcadeintervencaorapida.aspx

Mais trabalho para os nossos velhos e cansados C130 e as nossas velhas e desactualizadas G3.
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: Alvalade em Setembro 06, 2014, 12:08:10 am
Alguém sabe onde posso encontrar os apoios financeiros que a NATO dá a cada pais de aliança ?
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 21, 2015, 02:35:26 pm
Citar
ANKARA — The Turkish government has announced that it will not integrate its planned long-range air and anti-missile defense system with NATO assets stationed in the country.

In reply to a parliamentary question motion, Defense Minister Ismet Yilmaz said Feb. 19 that the system would instead be integrated with the national systems. "It will be used without being integrated with NATO systems," Yilmaz said in a written statement.

He said that the integration of the planned system with the Turkish Armed Forces' command-and-control structure would be done locally by a company authorized by the government.

Yilmaz said that the program would be paid for by foreign financing and that there were no new bids from the contenders.

In September 2013, Turkey selected China Precision Machinery Import-Export Corp. (CPMIEC) for a $3.44 billion offer. About half of Turkey's network-based air defense picture has been paid for by NATO. The country is part of NATO's air defense ground environment. Without NATO's consent, it will be impossible for Turkey to make the planned Chinese system operable with these assets, some analysts say.

http://www.defensenews.com/story/defense/land/weapons/2015/02/19/turkey-missile-defense-nato-integrate-china-cpmiec-aster-patriot/23667183/

A Europa vai ser comida se ninguém fizer nada!
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: mafets em Fevereiro 22, 2015, 11:33:47 am
Vai ser comida por quem? :roll:
(http://www.al-monitor.com/pulse/files/live/sites/almonitor/files/images/almpics/2014/11/Chinese-HQ-9-launcher.jpg?t=thumbnail_570)

Cumprimentos
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: nelson38899 em Março 22, 2015, 10:53:47 am
(http://i100.independent.co.uk/image/15767-1xgstu4.jpg)
Título: Re: NATO a desaparecer.
Enviado por: P44 em Abril 06, 2015, 06:40:35 pm
From second-hand boots to ex-Army tanks: Britain's military surplus for sale
http://www.telegraph.co.uk/finance/news ... me=3179548 (http://www.telegraph.co.uk/finance/newsbysector/industry/11374426/From-second-hand-boots-to-armoured-tanks-Britains-military-surplus-for-sale.html?frame=3179548)
Título: Re: NATO a desaparecer
Enviado por: HSMW em Janeiro 04, 2016, 07:17:49 pm
(http://2.bp.blogspot.com/-zAzXQ-vfI2E/VomWYUSaH8I/AAAAAAAAGTI/KeafhGUz9ac/s1600/NATO%2Bnaval%2Bforces.jpg)

http://navalanalyses.blogspot.gr/2016/01/naval-forces-8-north-alliance-treaty.html
Título: Re: NATO a desaparecer
Enviado por: HSMW em Abril 04, 2016, 11:55:59 am
The history of NATO - video timeline
Título: Re: NATO a desaparecer
Enviado por: HSMW em Julho 06, 2016, 07:48:24 pm

Why does NATO still exist? Discover our current challenges
Título: Re: NATO a desaparecer
Enviado por: P44 em Março 07, 2017, 08:32:24 pm
 Country Risk
'Two-speed defence' in Europe now a real prospect, say EU officials

Brooks Tigner, Brussels - IHS Jane's Defence Weekly
07 March 2017



Once politically taboo, the concept of a 'two-speed' Europe in defence where a core of countries shifts ahead of the others into so-called permanent structured co-operation (PESCO) is now a real prospect for the EU's future.

Meeting in Brussels on 6 March, EU foreign and defence ministers formally acknowledged PESCO's potential to develop defence capabilities and called on the European Commission and European Defence Agency (EDA) to map the "common commitments, goals, and criteria" for invoking PESCO and the projects that countries could pursue through it.

The spirit of their declaration was matched by that of joint statements from the EU's four most populous countries - France, Germany, Italy, and Spain - which met the same day in Versailles to prepare for initiatives marking the EU's 60th anniversary in Rome on 25 March.


http://www.janes.com/article/68534/two-speed-defence-in-europe-now-a-real-prospect-say-eu-officials
Título: Re: NATO a desaparecer
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 08, 2017, 05:46:38 pm
Citar
Bruxelas lança Fundo Europeu de Defesa orçado em 5,5 mil milhões euros por ano


A Comissão Europeia instituiu esta quarta-feira o Fundo Europeu de Defesa, dotado com 5,5 mil milhões de euros por ano, que visa reforçar a autonomia e capacidades de defesa da Europa.

...

A UE garantirá o cofinanciamento com um total de 500 milhões de euros para 2019 e 2020, no âmbito de um programa específico de desenvolvimento industrial e de defesa, e mil milhões de euros por ano a partir de 2020.

Em toda a Europa, as pessoas estão preocupadas com a sua segurança e com a segurança dos seus filhos. Complementarmente à nossa cooperação com a NATO, precisamos de fazer mais e melhor. Hoje mostramos que estamos a passar da teoria à prática. O Fundo servirá de catalisador para uma indústria europeia da defesa forte, capaz de desenvolver tecnologias e equipamentos de ponta e plenamente interoperáveis”, afirmou em conferência de imprensa o vice-presidente Jyrki Katainen.

http://observador.pt/2017/06/07/bruxelas-lanca-fundo-europeu-de-defesa-orcado-em-55-mil-milhoes-euros-por-ano/ 

Citação de: European Commission
Europe can no longer afford to piggy-back on the military might of others.

(https://pbs.twimg.com/media/DBtIXdUXgAAIKJk?format=jpg)
Título: Re: NATO a desaparecer
Enviado por: HSMW em Julho 06, 2017, 08:39:04 pm

NATO: What is it, why does it still exist, and how does it work?
Título: Re: NATO a desaparecer
Enviado por: mafets em Julho 21, 2017, 10:51:12 am
http://www.nato.int/cps/en/natohq/news_146283.htm?utm_campaign=170719%2Bmontenegro%2Bsupport&utm_source=facebook&utm_medium=smc (http://www.nato.int/cps/en/natohq/news_146283.htm?utm_campaign=170719%2Bmontenegro%2Bsupport&utm_source=facebook&utm_medium=smc)
Citar
NATO Allies and partners are providing aircraft and helicopters to help Montenegro deal with forest fires in the Lustica peninsula. Montenegro approached NATO’s Euro-Atlantic Disaster Response Coordination Centre (EADRCC) for assistance on Monday (17 July 2017), and the request was immediately circulated to NATO Allies and partners. A Ukrainian fire-fighting aircraft Antonov 32P has been in Montenegro since Tuesday, and two helicopters – contributed by Bulgaria and Switzerland – arrived in Montenegro on Wednesday. Two more fire-fighting aircraft will be deployed from Israel in the coming days.

NATO Secretary General Jens Stoltenberg welcomed the assistance today, saying: “I welcome that Allies and partners came forward in a matter of hours to help Montenegro deal with its devastating forest fires. Montenegro is our newest Ally, having joined the NATO family just over a month ago. Our rapid response demonstrates that we stand with our Allies. This is what Euro-Atlantic solidarity is all about.”

The EADRCC is NATO’s principal civil emergency response mechanism in the Euro-Atlantic area. It is active all year round, operational on a 24/7 basis, and involves NATO’s 29 Allies and all partner countries. The Centre functions as a clearing-house system for coordinating both requests and offers of assistance mainly in case of natural and man-made disasters. More information is available here: www.nato.int/cps/en/natohq/topics_52057.htm.
(http://www.nato.int/nato_static_fl2014/assets/pictures/stock_2017/170719-canadair.jpg)

Saudações

Título: Re: NATO a desaparecer
Enviado por: perdadetempo em Setembro 22, 2017, 12:19:31 am
Um artigo intitulado, como lidar com o autoritarismo na NATO. Na verdade acaba por dar uma breve história em que o proclamado amor da NATO pela democracia, a liberdade individual, e o respeito pela lei, tinha que acomodar países com sistemas políticos mais "musculados" como a Grécia a Turquia e Portugal por motivos geoestratégicos e os problemas que isso criava no seio da aliança e principalmente na opinião publica de alguns países do norte da Europa.

https://warontherocks.com/2017/08/how-to-deal-with-authoritarianism-inside-nato/ (https://warontherocks.com/2017/08/how-to-deal-with-authoritarianism-inside-nato/)

Por exemplo em 1971 na cimeira da NATO em Lisboa a Noruega confrontou Portugal e a Grécia sobre as suas políticas com os resultados que se esperava. Em 1974 em Portugal aconteceu o que se sabe, o que até foi um alivio para os Dinamarqueses, Noruegueses e Canadianos, enquanto que os Turcos e os Gregos entraram em conflito por causa de Chipre, que deu como resultado a decisão da Grécia de sair da NATO.

A verdade é que a NATO já teve crise bem maiores que o que se está  a passar actualmente.

Cumprimentos,
Título: Re: NATO a desaparecer
Enviado por: perdadetempo em Março 17, 2018, 02:11:20 am
Comunicado da NATO com as despesas dos países membros entre 2010 e 2017

https://www.nato.int/nato_static_fl2014/assets/pdf/pdf_2018_03/20180315_180315-pr2018-16-en.pdf (https://www.nato.int/nato_static_fl2014/assets/pdf/pdf_2018_03/20180315_180315-pr2018-16-en.pdf)

Cumprimentos,

nota: na pág 9 do relatório com os dados do GDP dá para perceber os efeitos da crise em Portugal e nos outros países afectados. No nosso caso a recuperação económica  permitiu-nos ficar exactamente onde estávamos em 2010. Nesse espaço de tempo o resto do mundo continuou a seguir seu caminho.
Título: Re: NATO a desaparecer
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 20, 2018, 10:39:39 am
What hurts Putin? Germany’s defense minister wants to find out
By: Sebastian Sprenger

COLOGNE, Germany — German Defence Minister Ursula von der Leyen railed against Russian President Vladimir Putin on Monday, saying in an interview that Europe must find new ways to determine “what hurts him.”

Her comments come as Putin claimed almost 77 percent of votes in Sunday’s national election, giving him another six years in office. Russian opposition activists have raised concerns about the fairness of the process.

Speaking to the Bild newspaper, von der Leyen said the West should not “make itself smaller than we are” in the face of Russian attempts to divide Europeans.

“NATO is the most powerful military alliance in the world,” she said.

However, she stopped short of saying Russia is at war with Europe, as other German lawmakers have suggested. If Berlin was to officially use that verbiage, a “discussion” would have to follow about “what that means for us,” von der Leyen explained, likely referring to the question of whether NATO mutual-defense plans would be triggered.


Asked whether she considers Putin an “opponent,” she also demurred. Such language has the potential to “slam doors shut” for Russia to return to “constructive” behavior, von der Leyen argued.

Russian policies for some time have followed a desire to return to the status of a great global power. Putin has given a voice to those aspirations by, for example, declaring earlier this month that Moscow had developed “invincible“ nuclear weapons.

Putin had no serious competition in Sunday’s election, building his appeal largely on foreign policy goals as the economy lags behind. Many Russian officials believe the West has humiliated them since the fall of the Soviet Union, now seizing every opportunity to flex what they consider a newfound geopolitical muscle.

Von der Leyen warned that choosing the wrong responses to Russia’s recent policies and actions ― annexation of Crimea from Ukraine, intimidating Eastern European NATO countries or propping up Syrian President Bashar Assad ― would play into Putin’s hands.

“He needs the enemy from outside,” she said, arguing that economic sanctions are the best way to punish Moscow.

An opportunity to tighten the sanctions already in place could come soon, as the United Kingdom reviews evidence in the poisoning of a former Russian spy and his daughter in Salisbury, England, earlier this month. The weapon of choice was a nerve agent linked to a Soviet-era chemical weapons program.

The Russian government has denied any involvement in the case. British and U.S. officials claim Moscow had a hand in it.

https://www.defensenews.com/global/europe/2018/03/19/what-hurts-putin-germanys-defense-minister-wants-to-find-out/
Título: Re: NATO a desaparecer
Enviado por: Viajante em Julho 17, 2018, 10:39:00 am
A NATO, a Rússia e o fim de uma era (por Diana Soller)

A trave-mestra da estratégia norte-americana consiste em privilegiar a relação com a Rússia. Uma parceria para contrabalançar a China. Neste contexto os aliados europeus tornaram-se quase dispensáveis

Gostaria de fazer um ponto prévio: não se deve olhar para a viagem do presidente norte-americano como visitas-cimeiras distintas umas das outras, mas um todo indivisível. O mais importante não foi o que se disse nas conferências de imprensa. Foi a forma como a NATO e a Grã-Bretanha foram tratadas, como estados dependentes e pouco importantes para os Estados Unidos, enquanto a a Rússia foi alvo de todas as deferências.

A Cimeira de Bruxelas veio mostrar aquilo que já se suspeitava: acabou-se a aliança entre democracias, e deu-se início a uma nova organização que de semelhante com à anterior pouco mais tem o nome. Não houve propriamente nada de novo: os países reiteraram as suas promessas (feitas a Barack Obama na Cimeira de Gales de 2014) de aumentar paulatinamente a percentagem do seu PIB em gastos de defesa até 2024. Mas instalou-se uma espécie de drama diplomático em vários atos, com Tump a engasgar Merkel ao pequeno-almoço ao apontar a dependência energética alemã da Rússia, e a interromper as reuniões agendadas para voltar a falar do contributo dos aliados europeus.

Disse-se, inclusive, que o presidente americano terá ameaçado deixar a instituição. Mesmo que não tenham sido estas as palavras de Trump, o certo que houve “reunião de emergência”. Mas muito mais importante: não terá havido grandes debates sobre os temas regionais de segurança que estariam na agenda. E esta omissão acaba por ser a mais forte expressão de forma diminuída como os Estados Unidos da America vêm a Europa. Como um “foe” (prefiro a expressão em inglês, porque a tradução é dúbia, correspondendo mais ou menos a um entidade com a qual se está em competição) no qual não reconhece importância suficiente para discutir assuntos de defesa comum.

Esse papel coube à Rússia. Na primeira cimeira bilateral entre os dois países, Donald Trump e Vladimir Putin sentaram-se a debater todos os assuntos de segurança e economia que afetam a região. Do DAESH e da Síria à proliferação nuclear e à cooperação comercial. Ter-se-á até debatido a situação na Ucrânia. Ao contrário do que fez com os parceiros de sempre, o presidente americano tratou Putin como líder de uma grande potência com deveres e responsabilidades. Como parte da solução e não parte do problema. Mais significativo ainda, foram duas declarações que elucidam para onde querem que caminhe a relação bilateral: falaram de Xi Jinping e declaram estar no caminho da cooperação. E Trump ainda enalteceu a sua própria ousadia política em romper com a longa inimizade entre Washington e Moscovo.

Destes episódios, que não ocorreram por acaso em menos de uma semana (aos quais se podem acrescentar uma relação cada vez mais incómoda com o Canadá, um elogio a Boris Johnson e uma descompostura da Theresa May), podem  tirar-se várias conclusões. A primeira é prosaica, mas não menos importante – e já foi foi referida aqui noutras ocasiões. Trump pode ter uma personalidade que desconcerta os chefes de estado, mas já vai sendo tempo de percebermos que há uma estratégia concreta e coerente relativamente ao mundo em geral e ao espaço euro-asiático em particular.

Em segundo lugar, a trave-mestra dessa estratégia consiste em privilegiar uma relação com a Rússia. Uma parceria até, se possível. É certo que Trump nunca escondeu a sua admiração por Putin, mas a razão principal é que a administração acredita que Moscovo é o único estado capaz de conter a China que, não tenhamos dúvidas, é a maior preocupação de Washington.

Em terceiro lugar, os aliados europeus tornaram-se praticamente dispensáveis por três razões. Porque a visão americana de que os Estados Unidos deviam valorizar as relações com as democracias acabou, e em vez dela surgiu uma nova em que a União Europeia prejudica os EUA não só em questões económicas (é importante não esquecer que há uma guerra comercial em curso), como em questões de segurança (os EUA pagam pela defesa europeia sem receberam nada em troca). Também porque Trump não se dá bem com fóruns multilaterais. Prefere chefes de estado com quem possa negociar de um para um do que complicadas relações institucionais burocráticas e demasiadas amarras normativas. Finalmente, porque, precisamente devido à sua fraqueza militar, a Europa tem pouco a contribuir para as necessidades de segurança dos Estados Unidos.

Em dois anos o mundo mudou consideravelmente. Ironicamente, não tanto pela ascendência chinesa, como esperávamos, mas porque a ainda única grande potência, os Estados Unidos, se tornou, novamente, revisionista. Partindo dos princípios que os EUA são um estado “normal” sem obrigações de criação de ordem e sem restrições normativas, e que todos os estados são inimigos dos Estados Unidos até prova em contrário, Trump reformulou toda a política externa do seu país até esta ficar quase irreconhecível. Mas não é uma questão de personalidade. É uma questão de visão do mundo em que os mais fortes cooperam e competem de acordo com os seus interesses. E os mais fracos adaptam-se.

Podemos argumentar que este é um revisionismo temporário, até pela resposta do Congresso, que parece não estar pelos ajustes com a política de Trump. Mas ainda assim, a Casa Branca tem um poder muito vasto no que respeita à política externa e estas mudanças uma vez implementadas, podem ser mais duradouras do que um (ou dois mandatos) de um presidente. E porque há muitas razões para se duvidar da viabilidade da parceria Washington-Moscovo. Mas entretanto a Europa não pode ficar de braços cruzados. É que, bem vistas as coisas, uma Rússia mais forte com a conivência americana, enquanto ainda estamos fragilizados pela nova visão geoestratégica dos EUA, pode ser uma ameaça à Europa, que surja bem mais depressa que a preponderância chinesa de facto no mundo.

https://observador.pt/opiniao/a-nato-a-russia-e-o-fim-de-uma-era/

Muito bom artigo que coloca a nú um objectivo claro, o que une Trump e Putin é o desejo de destruição/implosão da UE, por ser demasiado poderosa economicamente.
Título: Re: NATO a desaparecer
Enviado por: HSMW em Julho 17, 2018, 07:16:16 pm
Capitalismo na sua forma mais pura.
Que se lixe a paz na Europa. O que interessa é o lucro das empresas americanas.

Um exemplo de que que não tem poder militar não tem poder de decisão.
Título: Re: NATO a desaparecer
Enviado por: Viajante em Julho 21, 2018, 07:25:13 pm
Capitalismo na sua forma mais pura.
Que se lixe a paz na Europa. O que interessa é o lucro das empresas americanas.

Um exemplo de que que não tem poder militar não tem poder de decisão.

Bem verdade!

É inacreditável o que disse o Trump publicamente sobre o seu amigo Putin e a Rússia ao colocar em cheque os próprios serviços americanos de segurança!

Entretanto a guerra comercial EUA vs UE continua, agora foi a Google...... quem vai ser a empresa europeia a pagar a fava?!

Não percebo a aliança Putin/Trump. Para além de quererem destruir a UE, querem enfrentar a China?
Título: Re: NATO a desaparecer
Enviado por: P44 em Julho 21, 2018, 07:40:25 pm
Querem primeiro dividir o mundo entre ambos e a seguir "tratar" da China