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Economia => Portugal => Tópico iniciado por: Malagueta em Maio 27, 2011, 10:03:44 am

Título: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Maio 27, 2011, 10:03:44 am
Vila Real de Santo António assistiu recentemente ao bota-abaixo do atuneiro "Mestre Sacadura", encomendado à Nautiber pelo armador açoriano Pescas Amaral & Sousa e que irá integrar a frota da pesca do atum nos mares dos Açores. Trata-se também do primeiro atuneiro de 25 metros construído por aquela empresa vila-realense de construção naval.
"Já tínhamos construído um palangreiro [para a pesca com anzóis] e uma traineira, também com 25 metros, mas este é o primeiro atuneiro que construímos com estas dimensões", diz Rui Roque, proprietário da Nautiber, empresa que tem liderado o mercado no âmbito da construção de embarcações em fibra de vidro.
O "Mestre Sacadura" não será certamente a última embarcação a sair daqueles estaleiros, mas o futuro começa a apresentar-se cada vez mais complicado num setor com grandes tradições na cidade pombalina. "Tem havido algum trabalho no âmbito da construção de embarcações para a pesca, mas apenas para os Açores, porque para o mercado do continente já acabou. E para os Açores também está a acabar, devido à falta de apoios para o setor", lamenta o empresário e engenheiro de construção naval.
Aliás, uma situação confirmada no dia do bota-abaixo por Gualberto Rita, da empresa Pescas Amaral & Sousa, proprietária da embarcação: "Encomendámos esta embarcação e, em princípio, vamos parar por aqui".
Atualmente, a Nautiber emprega cerca de 40 pessoas. No entanto se forem contabilizados os subcontratados, trabalham diariamente naquele estaleiro de construção naval mais de meia centenas de pessoas. "Ainda temos em construção mais cinco embarcações, mais pequenas do que esta e também para os Açores, mas o futuro é uma incógnita. Depois, não temos mais nada", garante Rui Roque.
O empresário recorda que Vila Real de Santo António teve, há alguns anos, "a capacidade para passar da construção em madeira para a construção em fibra de vidro", especializando-se nesta última área. "Em Vila Real de Santo António temos um know-how que não existe noutro local do país. Ganhou-se uma grande tradição neste tipo de construção e é uma pena que se perca. É que por este caminho, isto vai mesmo acabar", alerta Rui Roque.
De acordo com o responsável da Nautiber, a solução terá forçosamente que passar por substituir a construção pelos setores da reparação e do parqueamento. Porém, esta reconversão implicaria mais algum investimento e a criação de outras condições de trabalho.
Rui Roque diz que a prometida expansão da zona industrial da cidade seria "uma boa forma de levar a cabo essa transição", mas sublinha que a incógnita acerca do avanço das obras está a deixar os empresários do setor num dilema. "Não investimos nas instalações que temos porque nos dizem que não vale a pena, já que a zona industrial vai avançar. Mas, entretanto, também vamos perdendo os timings.", lamenta o aquele engenheiro de construção naval.


Fotos do interior e exterior do "mestre secadura "

http://www.nautiber.pt/verboat.php?id=818 (http://www.nautiber.pt/verboat.php?id=818)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: HSMW em Junho 09, 2011, 11:29:25 pm
Construção naval em Portugal e comércio.
http://www.infoempresas.com.pt/C301_CON ... NAVAL.html (http://www.infoempresas.com.pt/C301_CONSTRUCAO-NAVAL.html)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Junho 10, 2011, 12:33:35 pm
O melhor contributo que a construçao naval poderia dar a Portugal era juntar todos os dirigentes politicos que tem dirigido este País  prende-los todos juntos na Amarra e fazer isto:    Anchor Drop!!!

http://youtu.be/oepO8o1R_zo

 fundo bem fundo!!!! la no fundo e que eles estavam bem!
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: FoxTroop em Junho 10, 2011, 08:49:49 pm
Concordo, apoio e até ajudo a prender os bichos, mas temo que a multa por lançar lixo tóxico borda fora seja alta demais para a minha carteira e já se sabe como os ambientalistas e defensores dos animais são chatos com essas coisas.....
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 11, 2011, 11:23:16 am
Aprendam comigo que eu não duro para sempre, era só convidá-los para dar uma voltinha de iate, depois dizer que se eles puxassem aquela corda eles ganham uma prenda muita especial. No final, eles próprios fazem o serviço... :twisted:

Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Junho 28, 2011, 11:22:51 am
DouroAzul recebe novo navio-hotel Douro Spirit
EMPRESA APOSTA NO REFORÇO DA FROTA EM CONTRACICLO COM A RECESSÃO ECONÓMICA

 
embarcação tecnologicamente inovadora e energeticamente eficiente chega domingoe inicia operações no final de abril
projecto classificado de interesse turístico num investimento global de 12,4 milhões de euros
construção adjudicada ao estaleiro naval da navalria, grupo martifer, levou cerca de um ano
                                                                           
Após um ano de construção nos estaleiros da NavalRia, em Aveiro, vai ser entregue domingo o novo navio-hotel da DouroAzul. Tecnologicamente inovador e energeticamente eficiente o Douro Spirit começará a operar a partir do final de  Abril em cruzeiros de uma semana no Douro. A DouroAzul reforça assim a sua frota, passando a ter com a entrada do Douro Spirit, cinco navios-hotel, num total de 11 embarcações.
 
Domingo, dia 10 de Abril, o Douro Spirit navegará pela primeira vez, saindo dos estaleiros da NavalRia pelas 09h30 e estando prevista a chegada ao Cais de Gaia, em Vila Nova de Gaia, cerca das 12h30.
 
Este projecto foi classificado de Interesse para o Turismo e fez parte de uma candidatura submetida ao sistema de incentivos SI Inovação do Ministério da Economia, no valor global de 12,4 milhões de Euros, e que recebeu do Turismo de Portugal a respectiva aprovação tendo sido co-financiado pelo QREN, no âmbito do Programa Operacional Factores de Competitividade.
 
O Douro Spirit destina-se ao mercado internacional, estando já integralmente vendida a sua ocupação para clientes estrangeiros entre 2011 e 2015 e irá operar cruzeiros de uma semana no Douro.
 
Este navio-hotel, que tem 80 metros de comprimento e 11,4 metros de largura, sendo composto por 65 quartos duplos, com uma capacidade para 130 pessoas é a nova aposta da DouroAzul para a continuação do seu plano de expansão e crescimento. O investimento neste navio-hotel irá criar 36 novos postos de trabalho directos (tripulantes do navio) e várias dezenas de postos de trabalho indirectos na região do Douro, pela parte da empresa líder de cruzeiros em Portugal, para além dos que foram criados nos estaleiros da Navalria.
 
“Apesar da recessão económica a DouroAzul decidiu avançar para a construção deste navio-hotel depois de ter assegurado a sua ocupação, junto de operadores turísticos internacionais, entre 2011 e 2015, sendo mais um passo no seu crescimento orgânico e contribuindo, consequentemente, para o aumento da notoriedade no exterior da Região do Douro, património da humanidade”, disse Mário Ferreira, CEO e fundador da Douro Azul.
 
Este novo navio-hotel é inovador e energeticamente mais eficiente, com um menor consumo dos motores propulsores para atingir a mesma velocidade com consequente redução substancial de emissões de CO2. Conta com piscina aquecida e será o primeiro do género com SPA, cabeleireiro e ginásio.
 
É também o primeiro navio do sector a integrar uma rede de fibra óptica, possibilitando as ligações entre quartos e exterior, sistema de gestão hoteleira, house TV para promover a loja e os produtos da região, televisão de alta definição por satélite auto tracking em movimento, filmes de sistema Pay TV, assim como um completo sistema de banda larga de acesso à Internet que poderá ser acedido desde o quarto com o seu próprio teclado sem fios e TV ou com um PC pessoal através dos pontos wireless.
 
A iluminação da embarcação será feita por sistema de LEDs, poupando nos consumos eléctricos e no calor produzido pelos focos que são de luz fria, reduzindo a necessidade de ar condicionado. Tem ainda pré-aquecimento da água de banhos por permutador de calor utilizando a água de arrefecimento dos motores.
 
Sobre a DouroAzul
A DouroAzul é líder no mercado nacional de cruzeiros fluviais. Iniciou a sua actividade há 18 anos, e desde essa data encontra-se em constante expansão. Dispõe de uma frota de 10 embarcações, que passará agora a 11, composta por cinco navios-hotel, quatro barcos que efectuam cruzeiros diários, um Iate de luxo, um barco rabelo e um helicóptero. Com este novo navio-hotel reforçará a sua frota com vista ao fortalecimento da internacionalização, mercado que representou em 2010, cerca de 70% das vendas da DouroAzul, com um valor superior a 8,5 milhões de Euros.
 

Direcção de Comunicação e Relações Institucionais

08-04-2011
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Junho 28, 2011, 11:29:35 am
Os Estaleiros Navais do Mondego (ENM), Figueira da Foz, assinaram, nos últimos dias, dois contratos de construção de navios e acreditam na recuperação da unidade de construção naval que está em processo de insolvência, disse fonte empresarial.

O futuro imediato dos ENM, fundados nos anos 40 do século passado, passa pela assembleia de credores agendada para 30 de junho. Nos últimos dias, os ENM anunciaram a assinatura de dois contratos – um catamarã de passageiros e o casco de uma embarcação de pesca – com início de construção agendada para 01 de julho e setembro.

Ouvido pela Lusa, Élio Figueiredo, do departamento comercial dos ENM, justificou a assinatura dos contratos alegando que a empresa “mantém a atividade comercial” e está em processo de recuperação.

Embora alegando que questões relativas ao processo de insolvência extravasam as suas competências no departamento comercial, Élio Figueiredo assumiu que os clientes dos estaleiros “estão plenamente conscientes de que a situação da empresa não é saudável”, disse.

“Mas o mercado existe e queremos demonstrar que a empresa tem mercado. E a administração está a fazer um esforço enorme para encontrar fontes de autofinanciamento”, necessárias para adquirir matérias-primas, pagar aos trabalhadores “e viabilizar os dois projetos”.

O gestor comercial manifestou-se “plenamente confiante” da viabilidade da empresa e que os contratos agora assinados representam “uma verdadeira oportunidade” de recuperação dos ENM.

“Espero que o Estado, que é o maior credor, não se decida pela liquidação. Esse é um cenário que nem sequer equaciono”, afirmou.

O Tribunal Judicial da Figueira da Foz decretou a insolvência dos ENM a 18 de abril, na sequência de um pedido que partiu da própria empresa.

Apenas oito trabalhadores estão no ativo já que os restantes, na ordem da meia centena, suspenderam os contratos em fevereiro alegando ordenados em atraso desde dezembro de 2010, créditos que totalizam cerca de 800 mil euros.

Contactado pela Lusa, o administrador de insolvência Jorge Calvete recusou comentar a assinatura dos contratos por parte dos ENM.

Já os sindicatos do setor desconfiam do anúncio da celebração dos acordos “em cima” da assembleia de credores.

“Espero que não seja uma manobra de marketing. Mas antes do dia 30 não vai haver novidades, isto parece uma forma de colocar pressão em cima do administrador judicial que é quem tem de decidir”, disse à agência Lusa António Moreira, da União de Sindicatos de Coimbra.

Também José Paixão, do Sindicato das Industrias Transformadoras, considerou “muito estranho” o anúncio dos contratos.

“É um risco, porque a última palavra é do administrador de insolvência, [os estaleiros] têm de prestar contas ao administrador judicial”, frisou.

As estruturas sindicais reúnem quinta-feira com a administração dos ENM, pretendendo ainda reunir com o Presidente da Câmara da Figueira da Foz e administrador de insolvência antes da assembleia de 30 de junho, indicou.


Sobre o Navio para a madeira:

Os Estaleiros Navais do Mondego (ENM) vão construir “uma nova embarcação para a atividade marítimo-turística” na Madeira, anunciaram este domingo (12) a empresa da Figueira da Foz e o operador turístico madeirense Brisa Clássica, que a encomendou.

Envolvendo um investimento da ordem de um milhão de euros, o barco, “tipo catamaran”, terá “um comprimento de fora-a-fora de 19,7 metros”, e capacidade para 149 passageiros, acrescenta uma nota divulgada pelas duas empresas.

Construída em alumínio naval e “recorrendo à mais recente tecnologia”, a embarcação deverá ser construída no prazo de 180 dias, tudo indicando que pode estar em pleno funcionamento em março de 2012.

“Esta embarcação é diferente das que têm vindo a operar na Madeira”, disse à Lusa Élio Figueiredo, responsável da área comercial dos ENM, acreditando que “esta será a primeira de um novo ciclo de embarcações marítimo-turísticas” a construir por estes estaleiros. Apostando em baixos consumos e reduzidas emissões de gases, o barco também terá particular preocupação com a eficiência energética, garante aquele responsável
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Julho 07, 2011, 03:11:31 pm
boas

nei onde por isso, mas acho que isto, explica mt a diferença entre mts paises e o nosso, no que concerne na estrategia
economica.

" CE investiga ajudas do Estado espanhol à aquisição de navios
A Comissão Europeia abriu a 1 de julho de 2011 uma investigação sobre financiamento o Estado espanhol à compra de navios, através de benefícios fiscais.

Em causa está a compatibilidade com as regras comunitárias relativas aos auxílios estatais. Segundo um comunicado da Comissão, "o plano permitiria as companhias de navegação em certas condições, a compra de navios a preços 20 a 30% inferior ao de mercado.


O Comissário Almunia disse que "a UE precisa de uma indústria naval competitiva internacionalmente e permite um regime fiscal favorável, conhecido como o de imposto de tonelagem (tax tonnage), para que as empresas deslocalizem as suas actividades. Mas a Comissão deve assegurar que o sistema espanhol não excede o permitido pelas regras da UE e não cria distorções à concorrência no mercado interno. "

O regime espanhol permitiria a uma sociedade adquirir um navio por meio de uma complexa estrutura contratual e financeira e não diretamente ao estaleiro. Estas estruturas complexas são introduzidas por b ancos espanhóis e geralmente envolvem uma empresa de leasing, os contribuintes espanhóis que desejam reduzir sua base tributária e um agrupamento de interesse económico (AIE), o beneficiário original do medidas fiscais em causa.

A aplicação de determinadas medidas fiscais exige a aprovação prévia da administração fiscal. Neste ponto, a Comissão considera que este sistema contém um auxílio estatal em benefício da GIE, os contribuintes que investem, e as empresas de transporte que adquiriem os navios, e, possivelmente, o benefício do estaleiro e alguns intermediários.

A Comissão recorda que, até à data, autorizou o sistema de imposto de tonelagem em dezesseis estados membros."
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Julho 18, 2011, 09:50:02 am
"Vocação africana dos Estaleiros de Peniche faz ganhar aposta na internacionalização

« anteriorseguinte »Senegal, Nigéria, Cabo Verde e Angola já têm embarcações construídas em Peniche. Agora, chegou a vez de Moçambique e Argélia, porque a Europa é muito proteccionistaMoçambique é, actualmente, o principal destino das exportações dos Estaleiros Navais de Peniche (ENP), que têm em carteira encomendas de 19,5 milhões de euros para aquele país. Dois navios de carga, uma lancha de 29 metros e dois ferries para passageiros destinados ao lago Niassa e a Cahora Bassa fazem parte da lista. O Índico I, um dos dois navios de carga e a lancha, já concluídos, zarparam do porto de Peniche em 29 Junho passado, devendo chegar a Maputo a 4 de Agosto.

"Estas encomendas aconteceram devido à necessidade de Moçambique reequipar o seu transporte marítimo e aproveitando as linhas de crédito, estabelecidas entre o Estado português e o moçambicano", diz Carlos Mota, presidente dos ENP, para quem só graças a estes acordos entre Estados tem sido possível construir navios para os mercados africanos.

Para Angola, os ENP assinaram um contrato para a construção de uma doca flutuante no valor de 7,3 milhões de euros, a fabricar em Peniche e rebocada depois para Luanda, onde será montada. Acompanhando este negócio, este empresário diz que se perspectiva também a recuperação do estaleiro da Soconal na ilha de Luanda, destinado a apoiar a frota artesanal e semi-industrial daquele país, bem como a própria possibilidade de os ENP virem a assumir a própria exploração destes estaleiros.

"A nossa internacionalização, que até agora tem sido só de fornecedores de bens de equipamento, entraria assim numa fase em que nos assumiríamos também como prestadores locais de serviços de reparação naval", diz Carlos Mota.

Contrato de nove milhões

A Argélia é o mais recente mercado desta empresa, para onde vai construir duas lanchas de apoio ao trabalho portuário, num negócio de 800 mil euros, mas que é apenas o início de um contrato mais vasto que inclui o fornecimento de 18 lanchas, no valor de nove milhões de euros.

Nos últimos três anos, os ENP já fabricaram 16 traineiras para Angola e nove water-táxis para a Nigéria, Moçambique e Senegal.

No mercado português conta-se o fabrico de quatro lanchas de piloto para a administração dos portos da Terceira e Graciosa e para as barras do Douro e de Leixões, bem como o apetrechamento final do Sacor II, um navio da Galp para distribuição de combustível na costa portuguesa e que constitui para o ENP um contrato de 1,7 milhões de euros.

A componente reparação tem vindo a perder peso na actividade destes estaleiros, mas em 2010 representou, ainda assim, uma facturação de 2,7 milhões de euros (num total de 12,5 milhões de volume de negócios). Dentro desta, o segmento das embarcações de pesca representou 765 mil euros e tem vindo a cair - sinal também do declínio deste sector de actividade - estando as reparações concentradas nos ferrys, pequenos navios de carga e embarcações ligadas às actividades portuárias, que foram responsáveis, no ano passado, por 1,9 milhões de euros de facturação.

Mas para 2011 está já fechado um contrato com um armador norueguês para a reparação de um navio por um milhão de euros.

Também de um milhão de euros e também para um cliente nórdico é o valor do contrato dos Estaleiros de Peniche com uma empresa finlandesa. A colaboração passa pela montagem de um equipamento para produção de energia através das correntes submarinas.

Para responder às encomendas moçambicanas, os estaleiros de Peniche investiram em 2010 mais de quatro milhões de euros - "sem qualquer apoio oficial", sublinha Carlos Mota - na construção de uma nova doca para receber navios de maior porte e na modernização e ampliação de toda a sua linha de aço. Um investimento que não se traduz directamente num aumento do imobilizado no seu balanço, uma vez que os ENP operam num espaço concessionado pelo Instituto Marítimo Portuário e dos Transportes Marítimos, ao qual pagam 200 mil euros por ano. "O nosso património resume-se aos bens de equipamento móveis", diz Carlos Mota.

De resto isso também acontece com os outros estaleiros congéneres em Portugal - os de Viana do Castelo, que são uma empresa pública, e a Naval Ria, em Aveiro, que pertencem à Martinfer.

Quarto maior estaleiro

Peniche tem o quarto maior estaleiro nacional (após a Lisnave, Estaleiros de Viana do Castelo e Arsenal do Alfeite), mas esta posição sobe para primeiro lugar se se considerar o universo dos estaleiros privados.

Carlos Mota diz que a concorrência entre os estaleiros portugueses não é um problema. Sobre a situação dos de Viana do Castelo, diz apenas desejar que a solução encontrada para a paralisia em que se encontram não aconteça, "uma vez mais, exclusivamente à conta do Orçamento do Estado". Isto, sem deixar de verberar "a infeliz afirmação do presidente da Câmara de Viana do Castelo, quando referiu que não se podem deixar morrer estes estaleiros, por serem os únicos a garantir a construção naval no país".

A crítica ao proteccionismo interno é velada: em Viana do Castelo é o Estado que paga a factura e que arranja os clientes para os estaleiros. Em Peniche, é ele próprio que procura encomendas pelo mundo inteiro.

E na Europa? "É praticamente impossível assegurar uma encomenda no mercado europeu porque há um proteccionismo de cada um dos países para salvaguardar para os seus estaleiros o mercado interno", responde Carlos Mota, lamentando que, já agora, Portugal não faça o mesmo.

"Ainda recentemente o Governo Regional dos Açores abriu um concurso com um valor-base de 18 de milhões de euros, para comprar dois ferries para apoio ao transporte interilhas do qual, na prática, excluiu os estaleiros nacionais com as imposições colocadas a nível do caderno de encargos", referiu o presidente dos estaleiros.

No seu relatório de contas de 2010 a empresa lamenta a "irrelevância" do mercado nacional e "verbera, muito veementemente, a irresponsabilidade com que as empresas de capitais públicos organizam os concursos para as novas construções, num manifesto desprezo impune pela salvaguarda do interesse nacional".
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Julho 25, 2011, 10:01:33 am
Construção naval: Portugal passou de 26 mil trabalhadores para um milhar em 40 anos

A indústria naval portuguesa já empregou 26.000 pessoas mas actualmente restam os Estaleiros Navais de Viana do Castelo como a última grande empresa de um sector que nunca se conseguiu levantar após a chegada dos construtores asiáticos.

O contra-almirante Victor Gonçalves de Brito, um dos maiores especialistas em indústria naval, recorda que o pico do sector foi atingido em meados dos anos setenta. Desde então o sector só tem perdido postos de trabalho, empresas e encomendas, até aos cerca de mil trabalhadores actuais.

“As crises económicas cíclicas desde 1973 fizeram reduzir a procura e desviar a indústria da construção naval desde a América do Norte e Europa para a Ásia. Mais recentemente a China e outros países vizinhos tornaram-se construtores com elevada quota de mercado”, justificou o especialista, à Lusa.

Gonçalves de Brito destacou-se no Arsenal do Alfeite, onde foi chefe de divisão de projectos, director técnico e presidente do Conselho de Administração. “Maior produtividade, menores custos de produção e condições de mercado distorcidas”, são os motivos na alteração do mercado.

Há cerca de 40 anos, só nos estaleiros de Viana do Castelo (ENVC), a construção e reparação naval empregava mais de 2.500 trabalhadores, na LISNAVE mais de 8.500 e em Setúbal (SETENAVE) cerca de 5.000. A estes somavam-se ainda 3.400 trabalhadores no Arsenal do Alfeite e cerca de 2.000 espalhados por outros estaleiros.

“A importação de soluções desenvolvidas no Ocidente permitiram a implantação da Ásia como principal centro da indústria naval de grandes navios e de embarcações de serviços”, explica.

A Europa foi relegada para “nichos de navios específicos de alta tecnologia, incluindo navios militares e equipamento para plataformas de exploração oceânica”, diz ainda o homem que liderou o Departamento de Construções da Direcção de Navios da Marinha portuguesa, entre 1994 e 2001.

Quanto a Portugal, os Estaleiros da Lisnave, com cerca de 300 trabalhadores e o maior da Europa na reparação naval, são uma “honrosa excepção” ao panorama em que a modernização e especialização das empresas nacionais simplesmente não foi feita.

“Portugal apenas deverá aspirar à construção de navios em nichos dentro dos nichos, aproveitando situações pontuais de ocasião, potenciando a diplomacia económica e valorizando a entrada na construção de navios militares de tecnologia média, marítimo turísticas e mais algumas outras oportunidades que aparecem esporadicamente”, afirma.

Além da conjuntura internacional e das dificuldades do país, Victor Gonçalves de Brito sublinha que “neste momento a indústria naval portuguesa debate-se com o problema adicional de falta de profissionais qualificados”.

“Mesmo que ocorresse uma viragem nas perspectivas de mercado de procura, a incapacidade de resposta seria um facto face à dita falta de recursos humanos qualificados e à descapitalização dos estaleiros que limita a respectiva actualização tecnológica e a inovação”, assume, ele que também foi presidente do Executivo dos ENVC, em 2010, onde trabalham cerca de 700 pessoas.

“Portugal deixou de ser competitivo”, admite.

Assinala que o país não tem custos de produção baixos, produtividade ou sequer capacidade de gestão “adequadas”.

“E não dispomos de centro de excelência que disponibilizem rapidamente projectos técnicos inovadores e atractivos para os armadores, por total descapitalização das poucas estruturas de engenheiros e projectistas, existentes”, aponta.

Entre o “nicho tecnológico” ao alcance de Portugal, conta-se, defende ainda, a aposta nas renováveis.

“Sobretudo grandes estruturas oceânicas de energia, investigação e recolha de matérias prima para as águas sob controlo nacional, onde seja importante minimizar a distância do local de construção ao local de utilização
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Agosto 09, 2011, 01:21:13 pm
Bem, estes estaleiros nao param. O Indico 2 já está pronto.

"Construction 975 Launched
    
ENP Have launched on 28th July 2011 their construction 975, named "ÍNDICO II", to be delivered to the Ministry of Transports and Communications, of the Repulic of Mozambique.

This 57 m Landing Craft is a twin sister of Construction 974, "ÍNDICO I", which was delivered last June and is now underway from Peniche, Portugal to Maputo, Mozambique.

These vessels are the largest of a 5 vessel contract, which also include a 30 m passenger landing craft and two 24 m GRP passenger vessels, one for the Niassa Lake and the other to operate in the Cahora Bassa dam."

http://www.enp.pt/index.php?lop=conteud ... 40275bdc0a (http://www.enp.pt/index.php?lop=conteudo&op=67c6a1e7ce56d3d6fa748ab6d9af3fd7&id=c0c7c76d30bd3dcaefc96f40275bdc0a)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Agosto 13, 2011, 10:23:26 am
A Palhaçada na Atlanticoline continua, mas com os Holandeses nao brincam mais!


A Damen desistiu do contrato de construçaão dos novos ferrys para os Açores!  

A atlanticoline vai abrir novo concurso internacional
Depois dos ENVC e da DAMEN resta saber quem sera o novo Actor da novela, mas a continuarem assim um dia destes so em Marte e que compram navios!
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Agosto 14, 2011, 11:16:21 am
Contou-me um "passarinho" do mundo da construção naval que a Atlanticoline pretendia que os novos ferrys atingissem os 18 nós, mas....

A Damen detectou que o projecto fornecido pela Atlanticoline   nunca ultrapassaria os 13 Nós de velocidade maxima!!!!

:rir:  :rir: :rir:


Como o Armador nao apresentou a solução para o problema, e a Damen nunca conseguiria colocar os ferrys a 18 nós!  desistiram da Construção
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Feinwerkbau em Agosto 14, 2011, 11:47:01 am
ehhh paahhh!!!!

onde é que eu já vi uma historia parecida????   :twisted:
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Setembro 23, 2011, 08:59:14 am
A " saga" continua.


" Atlânticoline lançou novo concurso para construção de dois navios
Regional | 2011-09-22 18:19

A Atlânticoline anunciou o lançamento de um novo concurso para a construção de dois navios para operar nas ligações entre Faial, Pico e S. Jorge, nos Açores, mantendo as condições que suscitaram críticas dos estaleiros nacionais.
“Os critérios mantêm-se, sempre achamos que estavam bem”, afirmou Carlos Reis, presidente da Atlânticoline, empresa que gere o transporte marítimo de passageiros e viaturas entre as ilhas dos Açores, acrescentando que o concurso pretende seleccionar “estaleiros com capacidade técnica e financeira”.

No anterior concurso, encerrado em Agosto depois da desistência do único estaleiro convidado a apresentar proposta, algumas das condições exigidas suscitaram fortes críticas da Associação das Indústrias Navais, para quem essas condições inviabilizavam a participação dos estaleiros nacionais.

Carlos Reis considerou que o novo concurso “tem boas probabilidades de sucesso”, salientando que se pretendem dois navios que permitam garantir as ligações entre as ilhas do Triângulo durante todo o ano em condições de segurança e conforto.

Os navios sofreram, no entanto, mudanças, aumentando três metros em cumprimento, que passou a ser de 40 metros, o que permite também aumentar em quatro toneladas a carga que podem transportar, ainda que o peso global tenha descido 13 toneladas.

Um dos navios aumenta a capacidade de 300 para 333 passageiros e de seis para oito viaturas, enquanto o outro mantém a capacidade para 12 viaturas, mas aumenta a lotação de 228 para 246 passageiros.

O tempo de construção também aumenta, passando de 450 para 540 dias no primeiro caso e de 540 para 600 dias no segundo"
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Setembro 24, 2011, 04:22:44 am
Citar
Os navios sofreram, no entanto, mudanças, aumentando três metros em cumprimento, que passou a ser de 40 metros, o que permite também aumentar em quatro toneladas a carga que podem transportar, ainda que o peso global tenha descido 13 toneladas.


Eu só gostava de saber quem é que   na realidade  faz os projectos para a Atlanticoline!!!

Será que alguem arrisca concorrer?
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Desertas em Setembro 27, 2011, 10:20:06 pm
Uma foto interessante do ferry Lobo-Marinho na passada sexta-feira no Porto do Funchal.

(http://1.bp.blogspot.com/-YcNRo7Hm6IY/Tn-kk15h3jI/AAAAAAAAB34/yoKkzGo4TzM/s1600/Ventura_Lobo_Marinho.jpg)

http://planesandstuff.blogspot.com/

Um Abraço
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Setembro 29, 2011, 10:41:39 am
"Douro Azul negoceia com estaleiros novo navio de 13 milhões

Já tem nome e projecto aprovado no QREN, com uma taxa de financiamento de 65%. Só falta mesmo sair do papel. A construção do Douro Prestige, o novo navio-hotel que Mário Ferreira que colocar no rio em Março de 2013, deverá ser adjudicada no próximo mês.
“Estamos em negociações com estaleiros portugueses, holandeses e espanhóis, e pretendo fazer a encomenda no próximo mês”, avançou ao Negócios o presidente da Douro Azul"

Esperemos que mais uma vez esta empresa continue a privilegiar os estaleiros portugueses como tem feito até agora.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Setembro 29, 2011, 12:53:26 pm
Citação de: "Malagueta"
"Douro Azul negoceia com estaleiros novo navio de 13 milhões

Já tem nome e projecto aprovado no QREN, com uma taxa de financiamento de 65%. Só falta mesmo sair do papel. A construção do Douro Prestige, o novo navio-hotel que Mário Ferreira que colocar no rio em Março de 2013, deverá ser adjudicada no próximo mês.
“Estamos em negociações com estaleiros portugueses, holandeses e espanhóis, e pretendo fazer a encomenda no próximo mês”, avançou ao Negócios o presidente da Douro Azul"

Esperemos que mais uma vez esta empresa continue a privilegiar os estaleiros portugueses como tem feito até agora.

Este vai ser um irmao do Douro Spirit ou uma versao ainda mais moderna? É que este último já foi financiado pelo QREN http://www.douroazul.pt/Default.aspx?ID=1043 (http://www.douroazul.pt/Default.aspx?ID=1043)  Se a maioria dos 65% nao forem da UE parece-me um lobby.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Setembro 29, 2011, 02:27:23 pm
Boas,

Sinceramente ainda não foi publicado qualquer informação sobre o veículo a não ser o nome dele.

Os ultimos foram construidos em portugal pelos ENVC e pela Nalvalria, a empresa tem preveligiado a contrução dos navios em portugal.

Alem disso ainda no inicio deste ano a intenção era construir dois navios, dado que a empresa esta interessada a iniciar a navegação no brasil e no algarve, mas ainda são só projecto.

Apesar de ser finaciado o projecto, pelo historico da empresa, que tem a lotação esgotada por exemplo desse navio do link até 2015, é um bom financiamento, e seria excelente como até aqui o mesmo for construido em Portugal.

Noticia antiga sobre isto
" DouroAzul quer mais dois navios-hotel29 de Abril de 2011 às 10:52:01 por Patricia Afonso
A empresa de cruzeiros do Douro, que inaugura esta sexta-feira o seu mais recente navio, o Douro Spirit, quer construir mais duas embarcações.

O negócio foi revelado por Mário Ferreira, presidente da DouroAzul (DA), ao Diário Económico, com o responsável a indicar que o investimento neste novo projecto pode atingir os 43 milhões de euros.

Mário Ferreira, em declarações ao jornal, explicou que pretende financiar a construção dos dois navios-hotel através de capitais próprios e financiamento bancários, 30% e 70%, respectivamente.

O projecto visa a concretização da internacionalização da DA, um projecto já antigo de Mário Ferreira. No entanto, agora, além de querer operar cruzeiros na Amazónia, no Brasil, o responsável ‘sonha mais alto’ e quer oferecer viagens aos “destinos de identidade portuguesa, como Luanda, Cabo Verde ou Brasil”.

Todo este processo decorrerá em paralelo com um reforço da oferta da empresa de Mário Ferreira no Douro, com uma nova embarcação, refere o Diário Económico."

e para acrescentar outra noticia deste ano, e como se poder ver esta empresa costuma dar preferencia até agora sempre a empresas portuguesas

" DouroAzul com mais autocarros de luxo6 de Abril de 2011 às 20:16:18 por Patricia Afonso
A DouroAzul anunciou esta quarta-feira que adquiriu quatro autocarros para reforçar a sua frota de luxo.

Com capacidade para 59 passageiros, os pesados foram encomendados à empresa Irmãos Mota.

“Esta compra representa um investimento de cerca de um milhão de euros e irá servir para o transporte de clientes dos navios-hotel da empresa”, afirma a DouroAzul"

Nota: a Irmão Mota, é uma contrutura de carroçarias para Autocarros.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Setembro 29, 2011, 04:00:14 pm
Boas,

eu segui as notícias do Douro Azul, que na altura foi anunciado como o mais evoluído e amigo do ambiente navio-hotel inland, e daí ter sido financiado através do QREN. No entanto, considero o financiamento de um navio igual a este um desperdício de dinheiro por parte do nosso estado, uma vez que esses fundos poderiam ser desviados para financiar outros projectos (como por exemplo a renovaçao da linha do Douro, cujo potencial turístico é tao grande como os cruzeiros do douro). Caso seja para um novo navio com diferentes características, que poderá potencializar outros mercados, aí sim, dinheiro bem empregue; agora estar a financiar a frota duma empresa privada quando há tanta coisa para renovar e onde investir, cheira-me a esturro. Contudo se houver financiamento certamente que será construído em Portugal, muito provavelmente na navalria aproveitando o know how adquirido do Douro Spirit.

Citação de: "Malagueta"
O projecto visa a concretização da internacionalização da DA, um projecto já antigo de Mário Ferreira. No entanto, agora, além de querer operar cruzeiros na Amazónia, no Brasil, o responsável ‘sonha mais alto’ e quer oferecer viagens aos “destinos de identidade portuguesa, como Luanda, Cabo Verde ou Brasil”.

É de louvar o espírito empreendedor deste senhor Mário Ferreira, que de lavador de pratos em Londres, passou a um empresário bem sucedido no ramo do turismo. Tem muito olho para o negócio, algo que nao se aprende em universidades, nem em palestras ou foruns de empreendorismo. Deviam-lhe impingir o Atlantida, convertendo-o em navio cruzeiro e pondo-lhe uma piscina no deck superior. Ele rentabilizava logo o navio a fazer cruzeiros nos Açores durante o verao e cruzeiros em Cabo Verde no inverno.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Setembro 29, 2011, 04:37:10 pm
boas,

Não ponho em causa o que foi dito relativamente a orientação dos fundos do QREN, mas sobre a linha do douro a mesma não vai ficar uma parte sobremersa? por causa da barragem.

Sobre a douro azul e o navio, pelo que sei o mesmo tem uma enorme taxa de ocupação esgota até 2015, e se há procura acho que sim, deve ser ajudada a empresa talvez de outras formas.

Sobre o atlantida, acredito que o senhor aproveita-se o mesmo e outro, e ponha-os a fazer dinheiro.
para quem começou em 1996 já vai para o 12 navio, e já olha para mais outro.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Setembro 29, 2011, 07:34:40 pm
Citação de: "Malagueta"
mas sobre a linha do douro a mesma não vai ficar uma parte sobremersa? por causa da barragem.

Nao Malagueta, essa é a linha do Tua, onde parece que agora há uma barracada por causa das contrapartidas á barragem relacionadas com a mobilidade na regiao ainda nao estarem assinadas. Eu refiro-me ao troço Pocinho - Barca D'alva (mais ou menos 30km) construído no final do século XIX e talvez a nossa maior obra de engenharia da altura, uma vez que tem varios túneis e montes de pontes.

Citação de: "Malagueta"
Sobre a douro azul e o navio, pelo que sei o mesmo tem uma enorme taxa de ocupação esgota até 2015, e se há procura acho que sim, deve ser ajudada a empresa talvez de outras formas.

Sim e creio que já estava esgotada até 2015 antes de o navio sair das docas. Este segundo será claramente um bom investimento, mas daí a financiar 65% o segundo navio quando o primeiro foi financiado com a mesma % ou até mais, e nao tendo a certeza deste ser construído em Portugal, acho demasiado.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Setembro 30, 2011, 09:35:17 am
Boas,

Obrigado, logo vi que estava a fazer confusão com as linha, relativamente aos investimentos na linha do douro, concordo contigo, apesar de custar se calhar muito dinheiro. Mas aproveito já agora se poderes exclarecer se existem projectos, estudos e os custos, da requalicação da linha.

Sobre o 1º Barco da financiado pelo Qren, na altura nas noticias saiu que era 40% de comparticipação.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Setembro 30, 2011, 10:21:52 am
Citação de: "Malagueta"
Obrigado, logo vi que estava a fazer confusão com as linha, relativamente aos investimentos na linha do douro, concordo contigo, apesar de custar se calhar muito dinheiro. Mas aproveito já agora se poderes exclarecer se existem projectos, estudos e os custos, da requalicação da linha.
Nao serei certamente a melhor pessoa para responder a essa questao, uma vez que vivo fora do país há 5 anos, mas o que eu sei e li nos jornais foi que em 2009 a entao secretária de Estado dos Transportes anunciou a requalificaçao da linha inicialmente para fim turísticos. http://www.publico.pt/Local/pocinhobarc ... ca-1397947 (http://www.publico.pt/Local/pocinhobarca-de-alva-vai-reabrir-pelo-menos-como-linha-turistica-1397947)  No entanto nada aconteceu e como o memurando da Troika propoe o fecho de varias linhas, de certeza que nao irao reactivar linhas fechadas há quase 25 anos, que já estao esquecidas e entretanto foram saqueadas (parte dos carris foram roubados, assim como os fios de cobre das estacoes e seus respectivos azulejos)  :(  :(  Mas o problemas da linha do Douro nao termina aqui, a parte que está activa e serve populacoes nao está totalmente electificada, o que obriga muitos utentes a fazer o transbordo dos comboios electricos para os a diesel (que estao sempre a avariar).
Se tiveres curiosidade aqui está um artigo do jornal para emigrantes "Mundo Portugues" sobre a linha do douro http://www.mundoportugues.org/content/1 ... rroviario/ (http://www.mundoportugues.org/content/1/9785/pelas-belezas-douro-ferroviario/)
Citação de: "Malagueta"
Sobre o 1º Barco da financiado pelo Qren, na altura nas noticias saiu que era 40% de comparticipação.
OK, tinha ideia de que tinha sido 85%, mas devo ter feito confusao com a percentagem dos fundos comunitários no QREN.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Setembro 30, 2011, 11:00:38 am
boas,

Obrigado, já estive a ler, e vou aproveitar para procurar mais sobre o assunto, talvez estes post deviam estar noutro tópico, talvez com o nome sector ferroviário.

Aproveitando ainda este tópico, devia-se pensar também na navegabilidade de outros rios, que estão ao abandono nessa questão, nomeadamente o Tejo, arado, e Guadiana, porque podem permitir por exemplo o transporte de mercadorias, alem de potenciar o turismo ( como no douro ) e existem alguns estudos sobre isso.

Mas como em tudo, falta muito em Portugal uma visão estratégica sobre quase tudo.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Setembro 30, 2011, 01:31:07 pm
Olá,

Em relaçao ao Tejo, nao sei até onde é navegável depois de Vila Franca de Xira, pois a sua zona mais bonita é depois daí. No entanto sei que o encerramento de algumas empresas de extracao de areias rebentou com a navegabilidade em alguns canais. Por isso embarcacoes como o Douro Spirit nao me parecem viáveis :mrgreen:  :(
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Setembro 30, 2011, 02:25:17 pm
Citar


Defesa quer que governo regional atue junto da Atlânticoline
O Ministério da Defesa pediu ao Governo dos Açores para interceder no caso do concurso público lançado pela empresa Atlânticoline para a construção de dois ferries porque os critérios excluem os estaleiros de Viana do Castelo e qualquer empresa nacional.


«Num procedimento que infelizmente é já recorrente, a empresa Atlânticoline, SA repete o lançamento de concursos para a construção de navios cujos requisitos inviabilizam, pura e simplesmente, a possibilidade de os ENVC [Estaleiros Navais de Viana do castelo], mas também de qualquer empresa nacional, a eles concorrer», lê-se num carta dirigida ao secretário Regional da Economia, Vasco Cordeiro, assinada pelo secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Paulo Braga Lino, a que a agência Lusa teve acesso.


Paulo Braga Lino invoca o «difícil momento que o país e as suas empresas atravessam», a situação dos ENVC e «o interesse nacional e regional» para solicitar a intervenção do Governo açoriano.

Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Setembro 30, 2011, 02:29:11 pm
Boas,

Sim, já tinha conhecimento quando visitei o site dos ENP, mas tambem nunca mais ouvi falar sobre o assunto.

Sobre a  historia navegação/potencial dos rios em portugal nos dia de hoje,  conheço alguns artigos que deixo aqui, que tb fala sobre o rio arade.

http://www.revistademarinha.com/index.p ... Itemid=390 (http://www.revistademarinha.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1150:navegacao-fluvial-em-portugal-o-aproveitamento-dos-principais-rios-portugueses&catid=106:marinha-mercante&Itemid=390)

Este sobre o rio tejo, que até faz referencia a forma de conseguir a navegação mais facil e fala da problematica da ausencia de estração de areias, e a possibilidade de transporte de mercadorias.

http://www.ccdr-lvt.pt/files/5c8195c8b6 ... 6818c6.pdf (http://www.ccdr-lvt.pt/files/5c8195c8b6cb75e34211b212506818c6.pdf)

Sobre isto tudo, é potencial desaporveitado, sendo que é potencial, podia desenvolver tantos outros sectores, desde o turimos, a contrução civil, maquinas e barcos.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Setembro 30, 2011, 02:42:41 pm
Citação de: "miguelbud"
Boas,



É de louvar o espírito empreendedor deste senhor Mário Ferreira, que de lavador de pratos em Londres, passou a um empresário bem sucedido no ramo do turismo. Tem muito olho para o negócio, algo que nao se aprende em universidades, nem em palestras ou foruns de empreendorismo. Deviam-lhe impingir o Atlantida, convertendo-o em navio cruzeiro e pondo-lhe uma piscina no deck superior. Ele rentabilizava logo o navio a fazer cruzeiros nos Açores durante o verao e cruzeiros em Cabo Verde no inverno.

Já Alguem teve essa ideia, mas, o Governo Regional do Açores zeloso pelos interesses dos Açoreanos  boicotou o negócio.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Setembro 30, 2011, 02:44:59 pm
Caro chaimites

O que eles deviam ser obrigados não era a lançar o novo concurso de forma a permitir a entrada de estaleiros Portugueses, mas sim a ficarem e pagar os barcos anteriormente encomendados ao ENVC.

Boicutou o negocio porque?
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Setembro 30, 2011, 03:08:42 pm
Se fossemos chineses ja tinhamos navios Panamax a navegar pelo tejo ate Espanha!  :mrgreen:
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Setembro 30, 2011, 03:13:54 pm
lol,

mas o governo dos acçores boicoutou o negocio da utelização do atlantida para outros fins por algum motivo especial?
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Setembro 30, 2011, 03:31:46 pm
Citar

Um empresário luso-canadiano apresentou uma proposta para a compra do navio. Objectivo é criar linha marítima entre os Açores e a Madeira

O luxuoso ferryboat Atlântida, encomendado aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) pelo Governo Regional dos Açores, entidade que acabou por o recusar devido a uma diferença mínima na velocidade máxima, poderá, afinal, acabar por fazer transporte turístico… nos Açores. Tudo porque um emigrante açoriano no Canadá, proprietário de uma empresa de transportes marítimos, acaba de apresentar uma proposta para a integração do navio no modelo de transportes que apresentou para aquela região autónoma e que prevê, inclusive, uma linha marítima entre Açores e Madeira.

"Quero dar aos meus conterrâneos aquilo que eles precisam, com toda a qualidade. O Governo Regional dos Açores já tem esta proposta em mãos", explicou ao DN John Amaral, o empresário, gerente da "Cascata do Mar", empresa de capitais canadianos interessada no negócio. A proposta de John Amaral prevê uma rede de três navios num investimento de 100 milhões de euros.

O Atlântida, ferry encomendado pelo Governo mas entretanto rejeitado, seria utilizado em cruzeiros de 9 dias por todo o arquipélago. Sobre este ferry, conforme explicou o empresário, o Governo Regional já pagou 32 milhões aos ENVC e a proposta da empresa ao Executivo dos Açores passa por liquidar esse valor, faseado por um período de 10 anos, com pagamentos de 3,2 milhões de euros anuais. "Prestações essas que serão pagas com o serviço de Aluguer do Navio Atlântida, para Cruzeiro de Turistas em todas as ilhas dos Açores, durante todo o ano", acrescentou.

"Não é por causa de menos de duas milhas de velocidade que se abandona um navio novo. Para o turismo isso não faz nenhuma diferença", disse ainda o empresário.



Meu caro, alguem anda a meter milhões ao bolso com o fretamento de navios para os Açores
2010 /2011 custou 20 milhoes ao contribuinte por 6 meses de aluguer!
O Atlantida ia estragar a "galinha dos ovos de ouro"  a muito boa gente!
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Setembro 30, 2011, 03:38:41 pm
boas,

Citar
Meu caro, alguem anda a meter milhões ao bolso com o fretamento de navios para os Açores
2010 /2011 custou 20 milhoes ao contribuinte por 6 meses de aluguer!
O Atlantida ia estragar a "galinha dos ovos de ouro" a muito boa gente!

Infelizmente, não é o unico caso, enquanto não começar a serem presos.. etc... vai ser dificil levantar o País.

Mas neste caso, o navio até ia ser utelizado numa Rota que não existe, nem ia afectar os bolsos dessa "boa gente".
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Setembro 30, 2011, 03:51:56 pm
Isto ja e entrar por caminhos muito escuros,  mas,  e só pensar um bocadinho, porque motivo, nao premitem que a NAVIERA ARMAS  opere nos Açores!

A Naviera ARMAS em 2010 queria incluir Ponta Delgada na rota Portimão-Funchal-Canarias, mas, mais uma vez os interesses dessa "boa gente" falaram  mais alto!

O que tinham a perder???

Citar

A empresa espanhola ‘Naviera Armas’, que opera com navios mistos de passageiros e carga entre as ilhas das Canárias e na ligação entre Portimão e o Funchal, já manifestou interesse junto do governo dos Açores e da ‘Atlanticoline’ para operar em Ponta Delgada, retomando as ligações marítimas do arquipélago para a Madeira e Portugal Continental.


Acho que a Troika se esqueceu de fazer uma visita as nossas regiões autonomas!
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Setembro 30, 2011, 03:59:35 pm
Citação de: "Malagueta"
Mas neste caso, o navio até ia ser utelizado numa Rota que não existe, nem ia afectar os bolsos dessa "boa gente".

Sim Malagueta,  mas nao te esqueas que o nosso "amigo" Sócrates e o governo regional dos Açores tinham um projecto para construçao de um Terminal de Cruzeiros na baía de Angra do Heroísmo. Ora se o Atlantida fosse pra lá, uma vez que está 100% preparado para os porto açoreanos isso poderia inviabiizar a construçao do terminal. Assim cortou-se logo o mal pela raiz e parafraseando o chaimites: "a culpa do Atlantida foi do Zé do malho".

No entanto isto aconteceu quando o Governo da República e o regional dor Acores tinham a mesma cor, como as coisas mudaram e o navio ainda nao foi vendido e o tio Álvaro até estava no Canadá antes de ser ministro da economia... (Ai, é tao bom sonhar).
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Setembro 30, 2011, 04:20:42 pm
lol,

Para mim era bom acordar e ver que era só um pesadelo o que se tem passado em Portugal, infelizmente
esse Senhor que me recuso a prenunciar o nome, ainda vai "curtir" umas belas ferias para Paris, a conta de coisas dessas.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Setembro 30, 2011, 04:23:23 pm
Miguelbud temos falando tanto dele........ aqui esta!

 Em honra do "Ze do malho"

(http://img641.imageshack.us/img641/5842/zedomalho.jpg)
Foto Egídio Santos

Os herois que moldavam o aço e rebitavam chapas á força do malho! (marreta)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: HSMW em Setembro 30, 2011, 04:59:47 pm
Aquele maço é de madeira...  :?
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Setembro 30, 2011, 06:05:34 pm
Nao encontrei nenhuma foto de marreta!  :D

Olha que nao devia ser facil passar o dia a malhar de marreta de 15 quilos

http://youtu.be/2V-EYGEFPBE
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Setembro 30, 2011, 07:39:05 pm
A marreta é utilizada pelo senhor da direita, por isso é que ele parece mais cansado e nem a conseguiu trazer consigo.  :mrgreen:

A foto é muito boa, ilucida bem o quanto era difícil construir um navio naquela altura.

Chaimites, o Gil Eanes foi construído á força do malho, nao foi?
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Setembro 30, 2011, 08:19:39 pm
Sim!

O Gil Eanes ainda é do tempo da chapa dobrada  e rebitada, á força de marreta!

Nao faço ideia mas sao uns milhares de rebites...
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Feinwerkbau em Setembro 30, 2011, 08:30:18 pm
realmente estamos num país onde a concorrência favorece imenso o consumidor e a economia  :), não sei se de 15 se de 20kg lol

agora imaginem andar todo o dia a martelar rebites em brasa com um martelo de ar comprimido em ferro fundido quem tem cara de pesar praí 30kg

felizmente a construção naval tem evoluido muito ao longo dos anos :)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Novembro 09, 2011, 10:28:06 am
Infelizmente nao tenho a versao impressa, pois creio que lá haverá mais detalhes sobe isto.

Douro Azul ganha novo contrato de 20,5 milhões e vai construir outro navio

Mário Ferreira dobra o valor da encomenda nas negociações com os Estaleiros de Viana e a Navalria.

O crescimento da Douro Azul entrou em velocidade de cruzeiro. Em contraciclo com a recessão económica portuguesa, a maior operadora de cruzeiros turísticos no rio Douro aposta no reforço da sua frota.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... 17873&pn=1 (http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=517873&pn=1)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Novembro 09, 2011, 10:59:45 am
Boas miguel,

aqui tens a noticias completa, e para mim uma boa noticia...

Douro Azul ganha novo contrato de 20,5 milhões e vai construir outro navio


Mário Ferreira dobra o valor da encomenda nas negociações com os Estaleiros de Viana e a Navalria
.
O crescimento da Douro Azul entrou em velocidade de cruzeiro. Em contraciclo com a recessão económica portuguesa, a maior operadora de cruzeiros turísticos no rio Douro aposta no reforço da sua frota. Depois de ter lançado à agua, em Abril passado, o seu quinto navio-hotel, num investimento de 12,4 milhões de euros, e de ter anunciado a intenção de contratar a construção de mais um barco, a empresa acaba de firmar, em Inglaterra, a decisão de duplicar a encomenda a adjudicar até ao final deste ano.
 

"Assinei hoje [ontem], na World Travei Market, em Londres, um contrato por cinco anos com a norte-america na Ama Waterways, no valor de 20,5 milhões de euros, o que vai obrigar a Douro Azul a encomendar a construção de mais um navio-hotel para além do que já estava previsto", revelou ao Negócios Mário Ferreira, presidente da empresa portuguesa. Significa isto que a Douro Azul assegurou até 2017 a ocupação integral, com clientes estrangeiros, do futuro navio, que deverá entrar ao serviço da companhia californiana em Marco de 2013.

 

E pela primeira vez na sua história, a empresa sediada no Porto terá na sua frota um barco baptizado como nome da contratante. "Todos os nomes dos barcos que trabalham em exclusivo para a Ama Waterways começam por Ama. No caso do nosso navio, a empresa norte-americana decidiu chamar-lhe Ama Vida, pois estará ao serviço daqueles que amam a vida!", gracejou Mário Ferreira.

 

O empresário português, que ontem assinou o novo contrato com Rudi Schreiner, presidente da AmaWaterways, avançou ainda que o AmaVida, que terá uma dimensão semelhante aos que fazem parte da actual frota da Douro Azul, vai ficar dotado de uma menor capacidade de alojamento. "Devido ao facto de o perfil de cliente deste operador ser de classe alta, o navio terá 54 cabines em vez das habituais 65", confidenciou o mesmo gestor.

 

Investimento previsto: cerca de 11 milhões de euros, sendo que "este contrato compreende um adiantamento de 500 mil euros por parte da operadora". A AmaWaterways é especialista na distribuição de cruzeiros fluviais, operando em rios como o asiático Mekong, o europeu Danúbio ou o africano Zambeze.

 

Mais de 20 milhões no estaleiro

 

Abriu entretanto a corrida à construção dos novos barcos-hotel da Douro Azul. "É que agora vou encomendar não um, mas dois navios", avançou Mário Ferreira, admitindo que está a negociar com dois estaleiros portugueses - os de Viana do Castelo e a Navalria, da Martifer – e o holandês De Hoop. O empresário não quis adiantar mais pormenores sobre a sua estratégia de negociação, mas confirmou que a adjudicação das duas embarcações deverá acontecer "até ao final do ano".

 

Aos 11 milhões de euros em que está orçada a construção do AmaVida, acresce os 13 milhões previstos para colocar na água o Douro Prestige, nome do outro navio a encomendar pela Douro Azul, num investimento que inclui a aquisição de um helicóptero e dois autocarros turísticos.


2011-11-09 09:42
Rui Neves, Jornal de Negócios .
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Novembro 09, 2011, 01:13:28 pm
Obrigado Malagueta,

É de facto uma excelente notícia, vejo muitas vezes os navios da Amawaterways passarem Danúbio acima, Danúbio abaixo e estao sempre lotados. É uma empresa bastante bem posicionada no mercado dos cruzeiros fluviais.

Agora a cereja em cima do bolo seria mandarem construir o Douro Prestige na Navalria (aproveitando o Know how adquirido aquando a construçao do Douro Spirit), o Amavida nos ENVC e os autocarros turísticos na Salvador Caetano. Quanto ao helicóptero...  :roll:  :roll:
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: HSMW em Novembro 09, 2011, 01:25:43 pm
:censurado:

 :mrgreen:
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Novembro 09, 2011, 02:43:24 pm
lol...

Os Autocarros, são construidos na Irmãos Mota, como quase todos tem sido encomendados pela douro azul,
relativamente a construção dos barcos, os mesmos tem mantido a preferencia por estaleiros Portugueses, exactamente os dois que estão em negociação. ( um foi construido nos ENVC em 2005 se não estou em erro )
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Feinwerkbau em Novembro 09, 2011, 05:27:34 pm
em 2005 foram entregues 2 navios gémeos, o Douro Queen e o Algarve Queen à Douro Azul

http://www.envc.pt/navios/n234/navio235.htm

o Douro Queen opera no Douro o Algarve não sei onde pára actualmente.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Novembro 09, 2011, 09:55:20 pm
Citação de: "Feinwerkbau"
em 2005 foram entregues 2 navios gémeos, o Douro Queen e o Algarve Queen à Douro Azul

http://www.envc.pt/navios/n234/navio235.htm

o Douro Queen opera no Douro o Algarve não sei onde pára actualmente.

O Algarve Cruise oi rebatizado Douro Cruise  e efectua cruzeiros  no Douro
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Novembro 10, 2011, 10:59:55 am
Contactos com potenciais investidores, como é o caso da Martifer, já se iniciaram. Mas a permanência do Estado nos ENVC fez a empresa recuar.

Martifer interessada numa concessão
A proposta defendida pela Empordef já deixou pelo caminho alguns parceiros possíveis. O Diário Económico sabe que um dos eventuais interessados nos Estaleiros de Viana era a Martifer, que já detém o negócio da Navalria. Fontes próximas do processo adiantaram ao Diário Económico que "o presidente da Martifer, Carlos Martins, e o presidente da Douro Azul, Mário Ferreira, estiveram a semana passada na Empordef, a convite desta entidade". E, garante a mesma fonte, "o facto de o modelo defendido pela Empordef permitir ao Estado continuar a mandar nos Estaleiros Navais não interessou aos dois participantes na reunião".

Fontes próximas do processo revelam que o modelo que poderia interessar à Martifer seria o de uma concessão por 20 ou 25 anos. Contactada, a empresa não fez qualquer comentário. Também Mário Ferreira não quis comentar se está ou não interessado na privatização dos ENVC. O presidente da Douro Azul limitou-se a dizer que, "obviamente, tenho muitas reuniões, quer na Empordef, quer noutras entidades, uma vez que sou potencial cliente dado que tenho barcos para construir".
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Novembro 21, 2011, 10:27:45 am
Noticias 1

Douro Azul melhora Natal de trabalhadores e estaleiros

Por ar, terra e água, Mário Ferreira continua a querer marcar a actualidade.
Após conquistar a liderança do mercado de cruzeiros turísticos no rio Douro e comprar o bilhete que lhe vai dar o estatuto de primeiro português a ir ao espaço, o dono da Douro Azul anunciou que irá pagar por inteiro o subsídio de Natal aos mais de 100 trabalhadores da empresa. "E poderá haver uma segunda prenda, neste caso ao País, com a entrega da construção de dois navios-hotel a estaleiros portugueses", adiantou o empresário ao Negócios. Partilhar

Noticias 2

Indústria naval
Estaleiros Navais de Viana do Castelo garantem novas encomendas
Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENCV) receberam novas encomendas que podem garantir a viabilidade no futuro.
De acordo com ò "Público", que cita fonte dos ENCV, a administração tem "vários contratos assinados e outros em vias de contratualização" que representam mais trabalho e afastam a ameaça de despedimentos.
 
Entretanto, hoje, responsáveis pela captação de investimentos do Brasil visitam os Estaleiros para estudar futuros negócios.
2011-11-21 09:53
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Novembro 28, 2011, 12:32:01 pm
Alguém tem mais informaçao sobre esta notícia? Gostaria de saber, quais é que serao as consequencias para a Rodman? em quanto é que foi financiado pelo estado portugues? e qual a razao para nao se avançar com a produçao (que calculo que tenha sido a crise em 2008).  

Fábrica subsidiada pelo Estado foi deixada ao abandono

Há quatro anos foi apresentada como uma das mais modernas fábricas a instalar-se em Portugal e prometia criar 400 postos de trabalho - mas o investimento de 10,5 milhões de euros da Rodman, de onde deviam sair 300 iates por ano, está hoje praticamente abandonado no parque empresarial de Valença, no distrito de Viana do Castelo.

http://www.dn.pt/inicio/economia/interi ... id=2151393 (http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2151393)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Novembro 28, 2011, 12:38:59 pm
boas,

Aqui tens, mas uma triste historia...

Investimento apoiado pelo Estado ao abandono


Custou 10,5 milhões e é uma das mais modernas fábricas do género em toda a Europa, mas está fechada há dois anos e nunca foi além de 50 dos 400 empregos prometidos.

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Há quatro anos foi apresentada como uma das mais modernas fábricas a instalar-se em Portugal e prometia criar 400 postos de trabalho - mas o investimento de 10,5 milhões de euros da Rodman, de onde deviam sair 300 iates por ano, está hoje praticamente abandonado no parque empresarial de Valença, no distrito de Viana do Castelo.

 

Para trás ficaram incentivos do Estado português através de benefícios fiscais atribuídos ao grupo espanhol e uma comparticipação de mais de meio milhão de euros na formação profissional dos trabalhadores. A fábrica está hoje deserta, ainda com o equipamento de topo no interior e com um aspecto de novo que mais parece pronta a inaugurar, conforme o DN constatou no local.

 

Apesar das tentativas, não foi possível obter qualquer explicação por parte da administração da empresa para a actual situação da fábrica portuguesa. O IAPMEI também não respondeu às perguntas do DN sobre quanto dinheiro foi concedido à empresa.

 

Totalmente parada há dois anos, a fábrica da Rodman serve hoje apenas de armazém, completamente fechada, enquanto aguarda melhores notícias do mercado internacional e sobretudo da casa-mãe, na Galiza, em risco de insolvência.

 

A unidade portuguesa "é talvez a mais avançada do grupo, mas não serve para nada, está fechada", explicou ao DN um sindicalista. A Rodman Lusitânia, instalada em Valença desde Setembro de 2007, teve o apoio da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), nomeadamente na compra dos 65 mil metros quadrados de terrenos, instalações e máquinas das mais avançadas da Europa.

 

Desde 2008 que o grupo Rodman, líder ibérico na venda destas embarcações de recreio, enfrenta uma grave crise, com uma queda superior a 60% na facturação. Em Valença, desde esse ano, despediu 45 dos 50 trabalhadores que chegou a contratar, muito aquém dos 400 postos de trabalho directos que tinha inicialmente prometido.

 

A Rodman previa operar em Portugal com uma unidade industrial para o fabrico de embarcações especiais e de recreio entre os 8 e os 16 metros de comprimento, das gamas Rodman Fisher & Cruise, empregando tecnologias avançadas em construção naval em poliéster reforçado com fibra de vidro (PRFV).

 

Durante anos foi apresentado como um investimento âncora para Valença mas só operou, e abaixo da sua capacidade normal, durante o ano de 2008.

 

A dificuldade do mercado é o motivo apontado pela administração para a redução drástica dos postos de trabalho nos últimos dois anos.

 

A Rodman Lusitânia previa produzir por ano cerca de 300 embarcações e obter um volume de negócios de aproximadamente 28 milhões de euros.

 

 

DADOS DO IIC

Menos falências apesar da crise

 

O número de empresas a pedir a insolvência está a abrandar, apesar de o agravar da crise financeira ter provocado maiores restrições no crédito bancário. Até ontem, pediram insolvência 3405 empresas, menos 136 (-3,84%) que nos primeiros 11 meses de 2010, de acordo com os dados do Instituto Informador Comercial (IIC). Aveiro, Braga, Coimbra e Porto são os distritos onde a situação parece estar a melhorar; Leiria, Faro e Lisboa registam um agravamento nas insolvências. A crise parece estar a bater com mais força na construção, indústria de mobiliário, transportes e comércio a retalho; pelo contrário, a situação está menos negra nas imobiliárias e, sobretudo, no vestuário e têxteis.


2011-11-27 08:28
Paulo Julião, Viana do Castelo, Diário de Notícias .
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Novembro 28, 2011, 02:12:48 pm
Obrigado Malagueta,

Infelizmente, as minhas 2 primeiras perguntas nao sao respondidas. E como isto ocorreu no tempo do inginheiro, calculo que nao haja nenhuma clausula no contrato a ressalvar o interesse nacional.

Acabei de ler esta notícia http://www.tvi24.iol.pt/politica/passos ... -4072.html (http://www.tvi24.iol.pt/politica/passos-coelho-europa-crise-mar-estrategia-tvi24/1303303-4072.html) . Espero que o Passos abra os olhos e veja o potencial que aqui tem.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Novembro 29, 2011, 11:06:40 am
Boas Miguel,

O Problema é que apesar de todos os Worshops, reuniões, seminários, conferencias etc..  continua a faltar uma plano, uma estratégia, para isto como em outras muitas coisas em Portugal.

Até lá falam muito e fazem muito pouco infelizmente....

Muito de que ainda se faz, são planos vindo do tempo do Salazar como por exemplo Sines, ou seja passado 40 a 50 anos ainda andas a tentar concretizar esses projectos.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Novembro 29, 2011, 12:55:00 pm
Olá Malagueta,

Pois, nós nunca fomos bom a planear, especialmente a longo prazo.

Mas por exemplo, aqui na Hungria (e o governo hungaro nao é exemplo para ninguém) houve muitas multinacionais que se transferiram para aqui e criaram os chamados shared services centers. A escolha pela Hungria deu-se por causa da localizaçao geográfica e pelos subsidios dados. No entanto, o contrato assinado tinha um cronograma que estipulava que até á data x, y pessoas devem ser empregadas por esta empresa e até a W, z pessoas, etc etc. Caso as deadlines nao fossem cumpridas, parte do dinheiro tinha de ser devolvido.

No seguimento disto, a Vodafone andou a contratar gente em Junho de 2007 que só começou a trabalhar em Abril, e estiveram a ser pagos para olhar para as moscas. Com a BP passou-se uma coisa semelhante.

Em relaçao a esta unidade fabril o nosso estado devia confiscar todos os activos, uma vez que o contracto nao foi respeitado. ISto se houve contracto assinado. :roll:
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Novembro 29, 2011, 02:48:57 pm
Ainda sobre as tuas perguntas encontrei isto.

Sobre a empresa em si, acho que esta com probelmas de insolvencia em espanha mas não te posso dar a certesa.

"        
 Governo aprova novos projectos de investimento
 
 
 O Conselho de Ministros aprovou, na sua reunião de 17 de Dezembro, as minutas dos contratos de investimento e respectivos anexos relativos a dois novos projectos a realizar nos concelhos de Arcos de Valdevez e Valença.

O primeiro é celebrado entre o Estado Português, a Sarrel Sarthoise de Revêtements Electrolytiques, S.A.S., a Orial, S.A.S. e a Sarreliber- Transformação de Plásticos e Metais, S.A. O projecto de investimento da Sarreliber-Transformação de Plásticos e Metais, S.A., ascende a um montante total de 16,04 milhões de euros, dos quais cerca de 1,25 milhões de euros em formação profissional.

O projecto de investimento em causa visa a criação de uma unidade industrial, tecnologicamente avançada, para o tratamento de superfícies metálicas e plásticas. Os principais mercados clientes da empresa são a indústria automóvel, a indústria electrónica e o sector da perfumaria. Aproximadamente 80% da produção é destinada à exportação. Este investimento, a desenvolver no Concelho de Arcos de Valdevez, prevê a criação de 105 postos de trabalho, bem como a realização de um extenso programa de formação com vista à qualificação da força de trabalho.

A Sarreliber-Transformação de Plásticos e Metais, SA pertence ao Grupo francês Orial, através da empresa Sarrel, líder europeu da metalização electrolítica sobre matérias plásticas destinadas à indústria automóvel.

O segundo contrato é celebrado entre o Estado Português, a Rodman Polyships, S.A. e a Rodman Lusitânia, Construção e Reparação Naval, S.A., para a realização do projecto de investimento desta última em Valença, distrito de Viana do Castelo. O projecto de investimento da Rodman Lusitânia-Construção e Reparação Naval, S.A., ascende a um montante total de cerca de 10,5 milhões de euros, dos quais cerca de 540 mil euros se destinam a formação profissional.

O projecto de investimento em causa visa a criação de uma unidade industrial, tecnologicamente avançada, para o fabrico de embarcações de pesca e recreio de pequeno porte em polyester reforçado de fibra de vidro. Este investimento, a realizar no Concelho de Valença, prevê a criação de 183 postos de trabalho, bem como a realização de um importante programa de formação com vista à qualificação da força de trabalho. Em 2006 estima-se que o valor das vendas atinja os 21 milhões de euros. O projecto prevê a obtenção, até 31 de Dezembro de 2012, de um saldo cambial acumulado de cerca de 115 milhões de euros.

A Rodman Lusitânia–Construção e Reparação Naval, S.A. pertence ao Grupo espanhol Rodman já presente em Portugal desde 1999, altura em que adquiriu a Conafi, S.A., empresa dedicada à construção e reparação de embarcações instalada em Vila Real de Santo António."
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Dezembro 05, 2011, 05:58:47 pm
Uma notícia triste!
Fim da industria naval na Figeuira da Foz



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Tribunal encerra Estaleiros do Mondego
O Tribunal Judicial da Figueira da Foz decretou esta segunda-feira o encerramento dos Estaleiros Navais do Mondego (ENM), depois de a empresa proprietária ter desistido do plano de viabilização apresentado em Julho

A insolvência foi pedida, em Abril, pela administração dos estaleiros, liderados pela firma espanhola Contsa, que os adquiriu em 2006 à Fundação Bissaya Barreto pelo preço simbólico de um euro, assumindo o passivo da companhia naval.

No final da assembleia de credores, o administrador de insolvência, Jorge Calvete, afirmou que a empresa desistiu do plano de viabilidade, levando o tribunal a determinar o encerramento.

"A única alegação [da Contsa] foi que o plano era inexequível", afirmou. O responsável disse ainda que o plano - que previa a constituição de uma nova empresa de construção e reparação de navios, com uma nova denominação, o perdão de algumas dívidas e o pagamento de outras a prazos entre os quatro e os 12 anos - possuía "algumas falhas técnicas" de elaboração.

"Enfim, o resultado da viabilização está aqui à vista, foi a desistência", frisou.

Jorge Calvete revelou que o passivo dos estaleiros, fundados na década de 1940, ascende a cerca de sete milhões de euros e que os activos existentes, maquinaria e material diverso, rondam os 360 mil euros.

Os estaleiros serão agora alvo de uma liquidação "normal", sendo que, de acordo com a lei, é privilegiada a venda da empresa "como um todo", referiu.

"Não havendo interessados para a venda da empresa como um todo, é vendida verba por verba, máquina por máquina", disse Jorge Calvete. O gestor judicial alegou ainda desconhecer que os estaleiros tenham recebido encomendas de navios nos últimos meses, informação que chegou a ser divulgada pela administração, em Junho.

"Desde que foi declarada a insolvência até agora não houve qualquer tipo de encomenda", garantiu.

O encerramento dos estaleiros e, com ele, o fim da indústria naval da Figueira da Foz, foi, por seu turno, classificado pelos sindicatos como um "dia triste" para os 44 trabalhadores, a grande maioria dos quais tinha os contratos suspensos.

"É um dia triste para os trabalhadores e para todos os figueirenses. Este estaleiro era uma referência e um marco importante nesta cidade", disse António Moreira, coordenador da União de Sindicatos de Coimbra

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/tribunal-encerra-estaleiros-do-mondego
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Dezembro 05, 2011, 07:56:58 pm
Citação de: "chaimites"
Uma notícia triste!
Fim da industria naval na Figeuira da Foz
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/tribunal-encerra-estaleiros-do-mondego
De facto é triste pois creio que estes eram os nossos estaleiros mais antigos.  :cry:

Chaimites, o sector naval é muito estranho. No verao li que os ENM iam ser salvos porque tinham assinado 2 novos contratos, (se nao estou em erro eram uma traineira e e um ferry), passados 4 meses, sao insolventes. Os ENVC também tem encomendas de X milhoes de euros, mas as coisas nao andam para a frente e a falencia...

Possa, e andava eu a queixar-me do sector financeiro.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Dezembro 13, 2011, 07:58:05 pm
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Portugal e Líbia irão assinar memorando para a construção naval

Portugal e a Líbia irão assinar brevemente um memorando de entendimento nas áreas da construção naval e da formação militar, segundo palavras de Aguiar-Branco, ministro da Defesa, que defendeu a importância de restaurar a cooperação com aquele país.

"É muito importante, nesta nova fase, restaurar os laços de cooperação com a Líbia", referiu Aguiar-Branco, em visita à Mauritânia, acrescentando que o acordo "visa a formação de líbios em Portugal na área militar e também nas indústrias navais, ao nível da construção naval".

Autor/fonte: http://www.cargoedicoes.pt/site/Default.aspx?tabid=380&language=pt-PT&id=6630&area=Cargo


É caso para perguntar:
Construção naval? qual construção naval?
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: PereiraMarques em Dezembro 13, 2011, 08:15:21 pm
Citação de: "chaimites"
É caso para perguntar:
Construção naval? qual construção naval?

Sim. Não venham com a "história da carochinha" do costume...de lhes vender NPO...é que a Líbia não tem Oceano, ainda se for umas LFC...
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Dezembro 23, 2011, 09:42:36 pm
Boas festas a todos os camaradas do ForumDefesa.com

http://www.fundilusa.com/video/empresa.swf
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Janeiro 19, 2012, 02:18:08 pm
Estaleiros da VianaPesca em pre falencia


Os Estaleiros da vianapesca construtora das lanchas Searib,s estão em  pre-falencia depois de ser acusada de vender lanchas voadoras a grupos de narcotrafico com raizes Colombianas e Galegas

Na base da acusação estara um vendedor comissionista da empresa de Viana que foi detido e acusado de ser o lider Galego de uma organizaçao que transportava cocaína da Guine-Bissao para a Galiza

Buscas realizadas aos estaleiros da Vianapesca resultaram na apreenção de 4 lanchas  de 25metros capazes de atinguir 150 Km/h e que seriam usadas para transporte decocaina entre Africa  e a Galiza

O gerente da Vianapesca diz-se inocente e que não pode ser julgado pelo uso que davam as lanchas fabricadas em viana
recorde-se que a empresa de viana era fornecedora de lanchas para a marinha Portuguesa, Espanhola, Marroquina entre outros  

Segundo o Administrador da Vianapesca tudo nao passa de uma conspiração Espanhola para fechar a empresa de Viana que produzia um excelente produto e estava a estragar o negocio das concorrentes Espanholas
Recorde-se que a empresa de viana era fornecedora de lanchas para a marinha Portuguesa, Espanhola, Marroquina entre outros

Os 60 trabalhadores da empresa ja foram quase na maioria reencaminhados para outras empresas do sector

Na proxima semana deve ficar decidido se o julgamento do caso sera feito em Viana ou na Galiza  

Uma excelente empesa com uma marca que começava a dar cartas a nivel internacional   infelizmente envolvida em negocios estranhos


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A nossa empresa produzia barcos, por exemplo para as marinhas de Espanha e de Portugal, mas também da Guiné-Bissau e de Marrocos, entre outras. Não podemos ser culpados pela utilização que era dada às lanchas, como querem fazer parecer", apontou ainda Francisco Portela Rosa.

Em causa está a atividade da SeaRib's, uma sociedade portuguesa com sede em Vigo, na Galiza, participada pela empresa VianaPesca, Construção e Reparação Naval, cujos estaleiros estão instalados em Viana do Castelo e que foram revistados, na altura, pela Polícia Judiciária, para atestar a relação de Ramiro Vázquez.

Segundo o jornal El País, baseando-se na investigação espanhola, a VianaPesca seria o "centro das operações da organização" supostamente dirigida por Ramiro, hoje com 45 anos, e que foi detido na mesma altura em Pontevedra, Galiza, juntamente com mais seis suspeitos, por tráfico de cocaína.


  "A nossa empresa fazia um produto de grande qualidade e veio fazer mossa, sobretudo aos estaleiros espanhóis, que arrastaram Portugal para isto, envolvendo-nos desta forma.  O resultado é que estamos em situação de pré-falência e, só em IVA por devolver por Portugal, enquanto o processo não se resolve, é quase meio milhão de euros", disse  Francisco Portela Rosa, da Administração
 Espanha queria acabar com a empresa e conseguiu. Sempre que há notícias destas do outro lado da fronteira, os responsáveis da polícia espanhola são promovidos", apontou  Portela Rosa.

A investigação espanhola garante que o estaleiro de Viana do Castelo está avaliado em "pelo menos" 1,5 milhões de euros e que uma participação pertenceria à mulher do alegado traficante galego,  escrevendo o "El País" que a empresa seria utilizada para "lavagem de dinheiro" proveniente do tráfico de droga.

Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Fevereiro 29, 2012, 10:23:25 pm
Douro Azul anuncia amanha quem vai construir os 2 novos navios Hotel
ENVC e Navalria  e o Holandês De Hoop.  estão na corrida.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Março 01, 2012, 09:59:06 am
Citação de: "chaimites"
Douro Azul anuncia amanha quem vai construir os 2 novos navios Hotel
ENVC e Navalria  e o Holandês De Hoop.  estão na corrida.
A Navalria construiu o ultimo a meias com os estaleiros da Figueira da Foz, certo?
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Março 01, 2012, 03:57:55 pm
Correto!
E deverão construir os proximos, seria grande surpresa se assim nao fosse.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Março 09, 2012, 07:06:20 pm
Va la!   uma boa noticia:

Navios da Douro Azul construidos em Portugal

A douro Azul entregou a construção dos dois novos  nanvios hotel  a um consorcio formado pela Navalria e a VianaDecoNaval.  uma empresa de Viana do Castelo de Arquitetura e construção naval

Façam uma vista ao site da VianaDecoNaval  

http://www.vianadeconaval.com/marine_and_industial.htm
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Março 09, 2012, 09:40:21 pm
Sei que os estaleiros da Figueira da Foz fizeram alguns blocos para o Douro Spirit. Visto que esses já nao existem, haverá a possibilidade de subcontratarem os ENVC?
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Março 10, 2012, 01:00:21 am
Possibilidades ha sempre,  mas,  e  o aço? ; onde esta o aço???
 o mais certo era a EMPORDEF nao aceitar fazer nada pois o aço esta caro!  :N-icon-Axe:
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Março 26, 2012, 03:18:52 pm
Teve lugar no Terminal TERMITRENA, em Setúbal, junto dos Estaleiros Navais da LISNAVE, a cerimónia de inauguração do navio-graneleiro TEMARA, adquirido recentemente pela empresa CimpShips, do Grupo CIMPOR. Presidiu a esta cerimónia o Dr. Sérgio Monteiro, Secretario de Estado dos Transportes, Obras Públicas e Comunicações, estando presentes a Embaixadora de Marrocos, a Presidente da Camara Municipal de Setúbal, o Dr. Castro Guerra, Presidente do C.A. e o Dr. Francisco de Lacerda, Presidente da Comissão Executiva da CIMPOR, administradores da firma espanhola Ership, o Engº José António Rodrigues, Presidente do C.A. da LISNAVE, o Cap-Frag Lopes da Costa, Capitão do Porto de Setúbal e demais autoridades civis e militares locais. Os convidados foram acolhidos a bordo pelo Engº Pedro Marques, administrador da CimpShips, uma firma detida maioritáriamente pela Cimpor, associada á  Ership.

            O navio TEMARA foi adquirido em meados de 2011 por cerca de 26 milhões de dólares; é um navio recente, pois foi construido em 2007 em Jiangyn, na China. Com 190 metros de comprimento, 32 de boca e um calado de 12,6 metros, tem um porte bruto de 53.400 tons. Um motor diesel  MAN assegura uma velocidade máxima de 14 nós e a energia é proporcionada por três geradores diesel Dahiatsu mod DK-20. Na ponte dispõe de um moderno sistema de controlo concebido pela Rolls-Royce, e de radares, equipamentos de comunicações e de navegação fornecidos por firmas ocidentais. A tripulação é constituida por 22 elementos, sendo o Comandante e os oficiais do Perú e a mestrança e a marinhagem das Honduras. O navio está registado no RIM, no Funchal, e ostenta a bandeira Portuguesa.

            O TEMARA é um navio moderno, desenhado para o transporte de cargas sólidas a granel nos seus cinco porões. Está equipado com meios de descarga próprios, com quatro gruas de 36 tons de capacidade de elevação, que operam um balde de garras com 11 m3 de capacidade. A utilização deste navio permitirá ao Grupo CIMPOR estabilizar os custos de transporte de clinker e de petcoke, um combústivel feito a partir dos residuos da refinação de petróleo, muito utilizado nos fornos das cimenteiras.

            Esta unidade foi baptizada inicialmente como SHANGHAI  VENTURE (2007-2011), tendo a partir de 12 de Julho de 2011 passado a designar-se por TEMARA, o nome da cidade de Marrocos onde está instalada uma das mais importantes fábricas de cimento do Grupo CIMPOR. Recentemente, em 22 de Fevereiro de 2012, a CimpShips comprou o navio ISMAIL K (2007-2012) por 21 milhões de dólares, um graneleiro de 158 metros de comprimento e 21.000 tons de porte bruto, que se passou a chamar SOUSELAS, localidade onde a CIMPOR tem instalada outra fábrica,  e que ostenta também a bandeira Portuguesa.

            A Revista de Marinha, que esteve presente na cerimónia em apreço,  congratula-se com a aquisição destes navios, que passam a ser controlados por uma empresa do Grupo CIMPOR, fazendo votos para que outros mais se sigam e, se possivel, com alguns elementos portugueses nas respectivas tripulações.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Março 29, 2012, 11:49:55 am
Navaltagus constrói três novas lanchas para o porto de Lisboa
Três novas lanchas, inteiramente concebidas e construídas em Portugal pelos Estaleiros Navaltagus, do Grupo ETE, irão entrar em atividade já a partir do início do próximo mês de abril, assegurando um inovador serviço de amarração no porto de Lisboa.

Esta terça-feira batizadas, numa em cerimónia que decorreu nos estaleiros situados no Seixal, as três lanchas prestarão um serviço que irá ser desenvolvido pela Portrac, especificamente criada para este efeito.

Na cerimónia de batismo e apresentação destas novas lanchas estiveram presentes largas dezenas de convidados assim como membros das entidades envolvidas no negócio. João Carvalho, presidente do IPTM, referiu que fica assim mostrado que "vale a pena continuar a apostar na construção e reparação naval no nosso país". Em representação da Administração do Porto de Lisboa (APL) esteve Andreia Ventura, que lembrou que "grande parte das atividades do porto da capital estão concessionadas" e que por tal "o porto de Lisboa não vive sem estas entidades privadas". Já o Cte. Cruz Pinto, da Rebosado, destacou que neste tipo de investimentos não se pode falar apenas em amortizações financeiras mas também na "qualidade e na segurança". Quem também esteve presente na cerimónia foi a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, que realçou o "trabalho exemplar da Rebosado que uma vez mais mostra que o momento difícil atual não os fará baixar os braços".

A Portrac é constituída pela Pioneiro do Rio, empresa de serviços marítimos no porto de Lisboa com um grupo de profissionais com mais de 25 anos de experiência no sector, associados à Svitzer (Grupo AP Moller Maersk); completa o quadro acionista a Rebosado, empresa prestadora de serviços no porto de Setúbal há mais de 35 anos, detentora de uma frota de rebocadores e lanchas, que realiza serviços de transporte fluvial e reboque-auxiliar nas manobras de navios que escalam o porto de Setúbal, estando também preparada para serviços de reboque costeiro e operações de resgate.

Realce para o facto destas três novas lanchas terem orçado em €800.000 (investimento inicial), para um volume de vendas expectável, logo no primeiro ano de atividade, de €1.700.000. Merece destaque igualmente a particularidade das três lanchas serem de fabrico nacional, constituindo uma boa notícia numa altura de maiores dificuldades que os estaleiros navais atravessam no nosso País.

Trata-se de uma encomenda, enfatiza o construtor, que vem atestar a qualidade da construção nacional, já que serão entregues à Svitzer, reconhecida mundialmente pela sua exigência de respeito pela qualidade e padrões de segurança das embarcações, bem como pela formação dos tripulantes
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Abril 10, 2012, 10:30:29 pm
Estaleiros Armon venceram o concurso para a construçao dos ferrys dos Açores.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Abril 13, 2012, 02:20:41 am
Citar


Encomenda de navios é "brincadeira de mau gosto"
O deputado do PSD Eduardo Teixeira classificou hoje a decisão do Governo dos Açores, de encomendar dois ferryboats a uma empresa espanhola, como "uma brincadeira de muito mau gosto" face aos sacrifícios pedidos aos portugueses.

"O país, a economia e os portugueses estão a fazer grandes esforços, nomeadamente para aumentar as exportações. Só como uma brincadeira de muito mau gosto é que podemos ver este anúncio", afirmou à agência

Em causa está um contrato de 18,6 milhões de euros assinado esta semana entre a Atlânticoline - empresa pública detida totalmente pelo Governo Regional dos Açores - e os espanhóis da 'Astilleros Armon', para a construção de dois navios para transporte de passageiros e viaturas entre as ilhas do Triângulo, naquele arquipélago.

O concurso público internacional foi lançado em 2011 e mereceu duras críticas dos estaleiros nacionais, que alegaram possuir regras que limitavam o acesso das empresas portuguesas.

Os dois navios serão do tipo monocasco e terão capacidade entre os 333 passageiros e oito viaturas e os 246 passageiros e 12 viaturas.

A entrega está prevista para entre agosto e outubro de 2013, de forma a permitir "alterar substancialmente o método de transporte entre estas ilhas", afirmou, terça-feira, Vasco Cordeiro, secretário regional da Economia, acrescentando que os navios permitirão dar "um novo impulso" à economia das ilhas do Faial, Pico e São Jorge.


Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Abril 17, 2012, 07:28:08 pm
Parece que os estaleiros da Martifer, também ganharam o concurso para o navio que vai fazer cruzeiros na amazónia.

http://economico.sapo.pt/noticias/douro ... 42731.html (http://economico.sapo.pt/noticias/douro-azul-procura-parceiro-para-cruzeiros-na-amazonia_142731.html)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Abril 18, 2012, 10:23:31 am
Boas miguelbud,

O que me parece ( nota é só mesmo isso, não tenho qualquer fonte) é que existe uma parceria entre a Martifer e a Douro Azul, se repares naquela noticia sobre o ENVC, existia a intenção de ambas empresas "ficarem " com os ENVC.

Se for mesmo isto é finalmente para mim uma coisa bem pensada, só é pena não existir mais em Portugal,  é a pareceria entre quem constrói e quem depois gere o produto, tem tudo para ter sucesso. Só tenho mesmo pena que os ENVC tenham ficado fora deste tipo de parceria. ( conforme mais abaixo pode significar muitos navios para construir )

Se confirmar a minha opinião, acho que os frutos começam aparecer, a Douro Azul começa a internacionalizar e por arrasto a Martifer começa a construir navios para "exportação".

Conforme esta entrevista e por mais alguma existe uma intenção de ter 3 navios a operar na amazónia até 2017 ( ou seja da quase um navio a cada dois anos, para "exportação" ) e chamo atenção a parte sublinhada a bold, o que poderá quer dizer que sejam necessários muitos mais navios.

" Aventuras na Amazónia e viagens ao espaço. O empresário Mário Ferreira não faz a coisa por menos. Mas os cruzeiros no rio Amazonas, com a Mystic Cruises, e as idas ao espaco, com a Caminho das Estrelas - duas empresas do Grupo Douro Azul -, pouco ou nada contribuem para as contas. Em entrevista ao ‘Projecto Empresa', do ETV, Mário Ferreira revela que os cruzeiros no Douro são a grande prioridade.

 

Em que fase está o projecto dos cruzeiros na Amazónia?
A secretária de Estado do Turismo da Amazónia desafiou-me a unir Manaus a Iquitos, num programa de dois mil quilómetros. É uma área muito vasta, com poucas ou nenhumas acessibilidades, o que torna o desafio muito grande. Um navio que possa funcionar entre Manaus e Iquitos terá de ter uma autonomia de sete dias. Essa parte está ultrapassada, já sabemos onde podemos parar e as visitas que podemos fazer e as grandes atracções que existem.
 

Falta o navio e financiá-lo....
Falta construir o navio, que já está aprovado. Agora estamos na fase intermédia, do financiamento, para depois entrar na construção e iniciar actividade.

 

E como o vai o financiar? Houve um projecto de IPO que não chegou a concretizar-se....
Esse IPO [Oferta Pública Inicial] esteve próximo de acontecer, mas a conjuntura não permitiu. Passámos à frente. Estamos agora com outro modelo de financiamento interessante, mas não posso ainda revelar as fontes interessadas em financiar o navio. Há duas possibilidades.

 

O grande objectivo era financiar o projecto da Amazónia?

Era dar o salto para a Amazónia mais rápido. Não o demos em 2012, quem sabe teremos o projecto em 2014... Dois anos de atraso, mas hoje a empresa vale mais, Por isso, não perdi - antes pelo contrário, ganhei muito em não ter feito o IPO em 2010.

 

Garantiu financiamento para os seus projectos de investimento?

Sim, porque temos feito operações interessantes. Fizemos o que alguns banqueiros e bancários portugueses achavam praticamente impossível, que foi, numa altura de crise, conseguir a confiança de bancos alemães e suíços para financiar os nossos projectos, a taxas muito competitivas. O 'mix' entre bancos portugueses, que também nos têm apoiado, e europeus, permite-nos trabalhar ainda com 'spreads' aceitáveis.

 

Tem dois navios-hotel em construção.

Sim, na Martifer, que é o 'Ama a Vida' e o 'Queen Isabel', que entram ao serviço logo no início de 2013 e estão já vendidos por cinco anos. Um para os mercados americano e australiano, e outro para os mercados americano e inglês.

 

Prevê duplicar a facturação até 2014. O que vai sustentar esse crescimento?

Vai ser sustentado, como no passado, em novos navios. Como vamos ter dois novos em 2013, haverá um salto grande na facturação. E com outros dois novos navios-hotel, em 2014, haverá outro grande salto. Como esses já estão pré-vendidos, é muito mais fácil sabermos com algum rigor o que vai ser a facturação e os EBITDA. Em 2013 vamos duplicar o EBITDA para cerca de dez milhões de euros. Em relação a 2014, andaremos nos 15 milhões. É uma subida grande? Sim. Mas a estrutura será a mesma.

 

Não receia uma reviravolta que ameace esses investimentos?

Temos 147 milhões de euros de pré-vendas a nível mundial, com empresas que têm 60 milhões de euros de lucros anuais. Empresas em que os contratos com a Douro Azul representam entre 2 e 3 % das vendas. É uma fatia muito pequena, o risco é limitado - embora exista sempre risco. Mas o risco está disperso a nível global.

 

A Douro Azul tem os direitos para comercializar em Portugal as primeiras viagens turísticas ao espaço. Já vendeu alguma?

Representamos a Virgin Galactic em Portugal e já vendemos quatro viagens, totalmente pagas, a portugueses. Mas temos 45 interessados registados no 'site'. A nave existe há muito tempo, só espera a certificação da FAA americana para começar os voos regulares. "
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Abril 18, 2012, 10:09:39 pm
Boas!

MARTIFER e DOURO AZUL nao queriam ficar com os ENVC, queriam construir navios nas instalações pertencentes aos ENVC.
O Estado ficava com a Empresa ENVC, com o Passivo, com os trabalhadores e tudo o que diz respeito aos ENVC ficaria igual ao que é hoje em dia.
Eles simplesmente pretendiam usar as instalações e fretar mão de obra, consoante fizesse falta.
A recusa do Ministerio da Defesa, foi muito bem dada,  não havia qualquer plano de futuro para os ENVC.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Abril 19, 2012, 09:19:07 am
boas,

Caro chaimites, se a proposta foi apresentada tal como tu dizes, concordo contigo.

O que vem na comunicação socila é diferente:

" O presidente da "Douro Azul' refere
que a sua empresa chegou a apresentar
ao Ministério da Defesa "uma
proposta para a concessão da empresa",
"garantindo os postos de trabalho
e os restantes compromissos".
A proposta, segundo diz Mário Ferreira,
acabou por ser recusada, tendo
o Ministério informado que tinha
ofertas mais vantajosas. "

Eu não tenho qualquer fonte de qual é a correcta.

De qualquer das formas tenho pena que o ENVC não estejam envolvidos neste negocios/pareceria para construção de navios, mas este exemplo da martifer e da Douro Azul é sempre de louvar.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Abril 26, 2012, 11:55:33 am
Concordo contigo Malagueta, e acho que seria interessante os armadores portugueses terem participaçoes nas empresas de construçao naval, pois seria uma maneira salvaguardar a sustentabilidade do sector e os seus próprios interesses, especialmente nos tempos que correm. Nao sei como funciona este sector, mas noutros vemos muitos casos em que 2 empresas sao ambas clientes, parceiros, concorrentes e fornecedores uma da outra. Os tempos das quintinhas já lá vao.

Chaimites explica-me uma coisa, se o navio para os cruzeiros for construído em Portugal terá obrigatoriamente de ser montado no Brasil, certo? Pergunto isto porque nao me parece que uma embarcaçao de cruzeiros fluviais se possa aventurar a atravessar o Atlantico devido á ondulaçao.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: HSMW em Abril 30, 2012, 08:12:57 pm
QUEREMOS VOLTAR AO MAR?

Preocupados com a situação e futuro do nosso País, não podemos deixar de tal vos manifestar, em face do que ultimamente e em especial no dia de hoje se passou com nosso futebol.

Ver muita gente de nosso povo, com quase novecentos anos de existência como nação, ao longo dos últimos dias, inquieta e dar profunda atenção com a entrada (parece que foi uma entrada coxa) ou não, em campo, da equipa do Leiria. Os médias de páginas e ecrans cheios, com polémicas de longas horas sobre a pontuação dos clubes. As gentes das finanças temerosas se as competições futebolísticas param, e os políticos assustados com possíveis agitações públicas, não podíamos deixar de nos preocupar.

Ver um país, que foi dito de marinheiros, e se solidificou por via do mundo marítimo e ramificou suas geneses do falar e do espiritual pelos cinco continentes do globo, ficar reduzido a pouco mais de 19 mil marinheiros profissionais (Armada, Comércio e Pesca) mas tendo já atingido o registo oficial de mais de 22 mil jogadores de bola profissionais.
Ver um país que construiu alguns dos maiores estádios de futebol deste globo e ainda não construiu um terminal portuário para exportar os seus minérios que tanto se aguarda exportar.
Ver um país que se inunda de escolas de formação de jogadores e arrasa a melhor Escola de Pesca do Mundo.
Ver um pais que constrói as melhores auto-estradas para se ligar aos campos de futebol e ainda não construiu um quilómetro de novas vias férreas europeias para seus portos.
Ver um país a delirar com o desempenho de seus jogadores em clubes estrangeiros e aplaude delirantemente seus clubes nacionais repletos de estrangeiros.
Ver um país a reduzir e racionar o consumo de água nos seus laboratórios e instalações de biologia marinha e gasta milhões de metros cúbicos em regas de relvados.
Ver um país onde bastas multidões correm nos fins da semana para os campos de futebol e seus portos e baías ficam vazias de velas brancas desportivas.
Ver um país a construir largas dezenas de complexos faraónicos de todos os motivos e deixar definhar ou extinguir seus estaleiros navais.

Tudo isto não pode deixar de nos questionar se de facto é assim que pretendemos de novo saltar nas ondas do mar ou vamos continuar a dinamizar o saltitar sobre os relvados.
Com o tão minguado dinheiro que temos os dois ”exercícios” são impossíveis de realizar.

Eu vos envio o meu muito saudar
Joaquim Ferreira da Silva - Capitão da Marinha Mercante
 :arrow:  http://lmcshipsandthesea.blogspot.pt/20 ... o-mar.html (http://lmcshipsandthesea.blogspot.pt/2012/04/queremos-voltar-ao-mar.html)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Luso em Abril 30, 2012, 09:36:08 pm
É tudo por acaso, HSMW. Não é nada planeado.
Aliás, como todos os gostos e preocupações e mundivisão da multidão. É tudo espontãneo.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Maio 07, 2012, 11:21:58 am
Navegador luso restaura veleiro com o apoio do Montepio

O velejador solitário Ricardo Diniz está a recuperar em Portugal, nos Estaleiros Navais de Peniche, com o patrocínio do Montepio, um veleiro muito especial que será “uma embaixada flutuante da portugalidade” durante a expedição “Montepio Mare Nostrum”. Uma expedição marítima à Zona Económica Exclusiva (ZEE) de Portugal, que vai iniciar no final de Julho.

Ricardo Diniz avança que este é o primeiro passo para cumprir mais um sonho há muito seu. “Comprei o barco em Setembro de 2011. É o meu primeiro barco. Estava parado em La Rochelle, um importante porto francês para vela oceânica, e a precisar de melhoramentos e restauros.”
Durante a “Montepio Mare Nostrum”, o navegador irá viver a sua maior expedição até hoje. Ricardo Diniz estará sozinho em alto mar cerca de um mês numa epopeia cuja ideia nasceu em 2004, e que é agora possível tornar realidade.
Com 20 metros de comprimento e capacidade para superar os 25 nós de velocidade, o veleiro está a ser redesenhado por dentro e por fora e recuperado com os materiais e técnicas mais modernas, asseguradas pela equipa de Ricardo Diniz e pelos Estaleiros Navais de Peniche. “Daqui a poucas semanas o veleiro estará incrível e irreconhecível”, assegura Ricardo Diniz.
Com o apoio do Montepio, Ricardo Diniz quer continuar a colocar Portugal no centro do mundo, considerando que o país também tem de beneficiar do facto de ser "20 vezes mais mar do que terra" e de ter na história a epopeia dos descobrimentos. “Mas temos mesmo de olhar para a frente agora. Portugal precisa do seu mar para garantir o seu futuro”, reforça o velejador.
No seu vasto currículo dedicado a atividades ligadas à educação, palestras e ao mar - já navegou 80 mil milhas - figuram quatro travessias do Oceano Atlântico, três Tall Ships como comandante e a viagem solitária do Lisboa-Dakar à vela, em 2005, que ocorreu em paralelo com o mítico rali, entre outras.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: HSMW em Junho 16, 2012, 04:39:41 pm
http://lmcshipsandthesea.blogspot.pt/20 ... amarz.html (http://lmcshipsandthesea.blogspot.pt/2012/06/lanchas-abano-e-tamarz.html)
http://lmcshipsandthesea.blogspot.pt/20 ... o-rio.html (http://lmcshipsandthesea.blogspot.pt/2012/06/lancha-pioneiro-do-rio.html)
Novas construções da NAVALTAGUS, Seixal.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Agosto 31, 2012, 10:44:34 am
Estaleiros Navais do Mondego reabrem brevemente
Segundo fonte sindical, a reabertura dos antigos Estaleiros Navais do Mondego (ENM), na Figueira da Foz, está apenas dependente da assinatura do contrato.

"Está tudo conversado, tudo a postos para reabrir, falta apenas a formalização da assinatura do contrato [de atribuição do alvará] com a Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF)", disse à agência Lusa António Moreira, coordenador da União de Sindicatos de Coimbra (USC/CGTP).

Recorde-se que apenas uma empresa se apresentou a concurso de atribuição do alvará, sendo que o sindicalista adianta o nome 'Atlantic Eagle Ship Building', "com suporte financeiro nacional que lhe permite arrancar com a exploração", incorporada por "algumas pessoas que estiveram ligadas à actividade naval" nos estaleiros de São Jacinto (Aveiro).

António Moreira frisou ainda que os antigos ENM deverão assumir a denominação em inglês da empresa proprietária, sendo que "muito recentemente" foi concretizada a assinatura de contratospromessa "com todos" os 44 extrabalhadores, um dos requisitosdo concurso.

Ainda de acordo com o sindicalista, é de esperar que a empresa comece a laborar no início de setembro, sendo que os primeiros 30 dias "serão para preparar todos os equipamentos" para que em outubro "já possa haver alguma actividade de reparação" de embarcações e posterior construção.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Agosto 31, 2012, 04:00:00 pm
Excelente notícia para a Figueira.

Li ontem no Jornal de Negócios que a Atlanticeagle Shipbuilding é totalmente portuguesa, controlada (52%) pela Flyfordgest, uma SGPS que (detém a empresa promotora do "Gaiart's Plaza Centrum"). Este é o tal grupo que faz parte dos 4 finalistas á privatizaçao dos ENVC.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Setembro 14, 2012, 11:05:59 pm
Muito bem mandada  :rir:  :rir:

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Chega hoje ao Douro a barcaça real que os ingleses não queriam perder


Tem entre 3500 e 5 mil euros para gastar numa semana no Douro, desfrutando do mesmo luxo em que a rainha de Inglaterra viajou no Tamisa? Então é provável que esta notícia lhe interesse particularmente: chega nesta sexta-feira ao Porto a barcaça real Spirit of Chartwell, que, após ter estado ao serviço das comemorações do Jubileu de Isabel II, no desfile fluvial do dia 3 de Junho, foi adquirido pelo empresário Mário Ferreira e vai, a partir de agora, efectuar cruzeiros turísticos a partir do Porto, inaugurando o novo serviço da Douro Azul. A primeira viagem do Spirit of Chartwell no Douro está marcada para o próximo dia 22, mas a embarcação só deve passar a operar regularmente a partir de Março.

"As barcaças de luxo são um produto que actualmente só existe em França e nós vamos aproveitar a publicidade gratuita que a compra do barco da rainha está a ter nos media ingleses", disse Mário Ferreira ao PÚBLICO, aludindo ao facto de a venda do Spirit of Chartwell estar a provocar alguma polémica do outro lado do canal da Mancha. Os ingleses, sempre zelosos dos símbolos reais, não gostaram de saber que a embarcação foi vendida "com prejuízo" pelo seu proprietário e a notícia chegou aos principais jornais. "Se os ingleses estão com saudades do barco, então podem vir fazer um cruzeiro no Douro", ironiza Ferreira.

O Spirit of Chartwell, decorado em púrpura e dourado, tem 64 metros de comprimento e conta com 14 cabinas de luxo e uma suíte real. Segundo Mário Ferreira, nem chegou a estar à venda. "Assim que vi as imagens da barcaça, e porque já tinha a ideia deste novo negócio, tirei uma manhã para descobrir a quem pertencia. Percebi que o dono era o Philip Morrell, que conheço há vinte anos. Fiz o contacto e fechei o negócio ainda em Junho. Agora não faltam pretendentes ao barco, mas, naquela altura, foi uma sorte ter feito a proposta no timing certo".

Pela leitura dos jornais ingleses, percebe-se o resto do enredo que ajudou a trazer a barcaça real para o Douro. A Magna Carta Steamship Company, anterior proprietária, tentou obter licença para que o barco pudesse efectuar percursos turístico entre Londres e Richmond, mas viu essa pretensão ser-lhe negada pelas autoridades, devido à passagem sob uma ponte. Como se este desaire não fosse suficiente, o barco perdeu ainda o lugar no cais no centro de Londres que a organização dos Jogos Olímpicos precisou de ocupar. "Foi a última gota. Decidi que o barco não era viável", explicou Philip Morrell ao The Telegraph.

Mário Ferreira entrou em cena e, segundo Morrell, comprou o Spirit of Chartwell por metade do preço que tinha custado. O montante do negócio está, porém, abrangido por uma cláusula de confidencialidade. "O que interessa é que o barco está comprado e pago", diz.

Notícias de Maio nos jornais ingleses, porém, apontavam para que a aquisição e transformação do barco, de 1997, tenha custado mais de 8 milhões de libras (10 milhões de euros) a Morrel, que há três anos tinha descoberto em Roterdão - em mau estado e arrestada por um banco - esta embarcação que também operou no rio Reno sob o nome de Van Gogh.

Após a consumação do negócio, Mário Ferreira ainda teve que esperar pelo final dos Jogos Olímpicos para tomar posse da barcaça real, que esteve ao serviço da Nike até 12 de Agosto. Na semana passada, o barco iniciou, no cais de Ramsgate, em Kent, a sua viagem rumo ao Douro, tendo sido rebocado pelo Atlântico até ao Porto. A cerimónia oficial de recepção está marcada para as 19h desta sexta-feira, sendo certo que o barco vai continuar a navegar com o pavilhão britânico, estando já licenciado pelas autoridades competentes. "Aqui não tivemos problema nenhum", garante o empresário, cuja anterior aquisição, o Douro Spirit, tem 80 metros de cumprimento e passa sem problemas nas eclusas das barragens.

Para quem vê a crise passar ao largo

Com a chegada do Spirit of Chartwell, a Douro Azul vai, segundo Mário Ferreira, extinguir os cruzeiros de um dia no Douro, apostando fortemente no segmento de luxo. As duas embarcações que têm estado dedicadas às viagens mais curtas vão, entretanto, ser transformadas também em barcaças de luxo. O custo da operação ainda não está completamente fechado, mas o empresário adiantou que o novo produto turístico contará com um percurso diferente, pretendendo ser uma espécie de montra para o vinho do Porto. Por um preço entre os 3500 e os 5 mil euros, os clientes pagam a pensão completa em alojamentos luxuosos e, acrescenta Mário Ferreira, "a possibilidade de provarem todos os vinhos que quiserem".
@ público
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Setembro 26, 2012, 09:48:04 am
O Spirit of Chartwell esteve nos ENVC a  fazer manutençâo

Nem fazia ideia qual o destino dele.

Este Mário Ferreira tem pinta para o negócio :wink:
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Outubro 04, 2012, 11:35:56 am
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Governo autoriza venda da Naval Canal à sociedade Mares Lusos

Venda vai permitir não só garantir a manutenção da infraestrutura, como também, mediante um acordo de investimento no valor de 6 milhões de euros, alargar o leque de serviços atualmente prestados pelos Estaleiros da Madalena.

O Governo Regional autorizou hoje a empresa Portos dos Açores a vender 24,5 do capital social dos Estaleiros da Madalena, no Pico, à sociedade Mares Lusos, do grupo ETE, que possui a empresa de transportes marítimos Transinsular.

"A decisão permitirá, não só garantir a manutenção da infraestrutura, como também, mediante um acordo de investimento no valor de seis milhões de euros, alargar o leque de serviços atualmente prestados pelos Estaleiros da Madalena, potenciando a vocação histórica do Pico na área da construção naval e contribuindo para a fixação de mão-de-obra especializada", refere o comunicado final do Conselho de Governo.

A decisão, que se refere ao capital social da Naval Canal - Estaleiros de Construção e Reparação Naval, integra-se no âmbito do processo de reestruturação do setor público empresarial regional.

RTP Açores
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 06, 2012, 03:52:07 pm
Lisnave 'finta' a crise


O estaleiro da Mitrena, no Sado, reparou este ano, até ao fim de setembro, 77 navios - menos cinco que em igual periodo de 2011 - o que é um dos melhores desempenhos deste sector na Europa
J. F. Palma-Ferreira (www.expresso.pt (http://www.expresso.pt))
9:00 Sexta feira, 5 de outubro de 2012  

video :arrow: http://videos.sapo.pt/1d0OhVmvIEkeeymPy8LZ (http://videos.sapo.pt/1d0OhVmvIEkeeymPy8LZ)

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/lisnave-finta-a ... z28WuEVMzM (http://expresso.sapo.pt/lisnave-finta-a-crise=f757884#ixzz28WuEVMzM)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Novembro 16, 2012, 09:16:28 am
A Martifer entrou na corrida à construção de navios-hotel para a companhia americana de cruzeiros Viking River Cruises, cujos responsáveis visitaram já os estaleiros da Navalria, em Aveiro. "E ficaram bem impressionados", garantiu o presidente Douro Azul.
Mário Ferreira, dono da maior operadora portuguesa de cruzeiros fluviais, está a capitalizar o seu prestígio junto das operadoras turísticas internacionais para “trazer para Portugal a construção de navios”.



No caso da americana Viking River Cruises, que contratualizou com a Douro Azul a ocupação dos dois navios-hotel da empresa portuguesa que serão construídos pela Martifer, Ferreira apadrinhou uma visita de gestores da Viking aos estaleiros navais dos irmãos Martins, em Aveiro. “Eles ficaram bem impressionados”, garantiu o empresário.



Ferreira adiantou que a Viking “opera 30 navios e vai investir na construção de mais 10”, pelo que está empenhado “em trazer a construção de alguns para cá”, se possível para os estaleiros da Navalria, a empresa do grupo do seu “parceiro e amigo” Carlos Martins.



Já o presidente da Martifer, que esta quinta-feira firmou com a Douro Azul a adjudicação de mais dois navios-hotel, por 25 milhões de euros, confirmou a visita da Viking aos estaleiros de Aveiro, mas ressalvou que “isto não quer dizer nada”. A Navalria está ainda na fase de “dar preços” aos americanos.



De qualquer forma, rematou Carlos Martins, os estaleiros da Navalria estarão completamente ocupados até Março de 2014
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Novembro 21, 2012, 11:03:09 am
ENP entregam Doca Flutuante
   
Quarta, 14 Novembro 2012 00:00


 

Largou de Peniche no passado dia 9 de Novembro, a caminho de Luanda, a Doca Flutuante C-986, cuja estrutura foi construida nos Estaleiros Zaliv, na Ucrânia, e cujo apresto e montagens finais decorreram nos ENP-Estaleiros Navais de Peniche. Trata-se de uma robusta construção em aço, com um deslocamento aproximado de 1.200 tons, que  seguiu a reboque  para Angola, onde vai ser  entregue ao seu armador, a firma ENATIP–Empresa Nacional de Abastecimento Técnico Material da Indústria Pesqueira.

                          As caracteristicas principais desta Doca Flutuante são um comprimento total de 66 metros, boca exterior de 26 e um calado (leve) de 1 metro. A capacidade de elevação são cerca de 2.000 tons. Os equipamentos  instalados incluem dois geradores de 350 KVA, bombas de lastro e de incêndio, hidróforos de água doce e  salgada, compressores de ar, dois cabrestantes e duas gruas. Os serviços ( alojamento, copa / messe, oficina, armazém e sanitários) estão alojados em contentores de 40 e 20 pés. O valor deste contrato é da ordem dos 7 milhões de euros, representando o custo da aquisição do casco na Ucrânia cerca de metade deste valor.

                          As cerca de 4.000 milhas da viagem serão percorridas, a reboque,  em cerca de quarenta dias. Assinala-se que toda a preparação logística desta operação de reboque foi responsabilidade de uma empresa de Peniche, a “Atlântida-Sociedade Abastecedora de Navios, Lda”.

                          A Revista de Marinha congratula-se com mais este contrato ganho pelos Estaleiros  Navais de Peniche, que nos mostra que a construção naval, felizmente,   ainda não acabou em Portugal. A capacidade exportadora e de inovação destes estaleiros merece certamente todo o apoio, designadamente no âmbito financeiro, permitindo novos e maiores empreendimentos, a bem da economia nacional
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Novembro 23, 2012, 09:15:50 am
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Douro Azul encomenda dois barcos rabelos em Viana por 1,1 milhões
"A ideia é reinventar o barco rabelo tradicional, fazer uma escala rigorosa mas com algumas inovações", explicou Mário Ferreira, administrador da empresa Douro Azul.

Uma das "inovações" é precisamente o material utilizado na construção destes barcos, que deixa de ser em madeira e passa a recorrer ao aço.

"Desliza melhor, tem uma eficiência energética superior, entre outras vantagens", reconheceu.

Além disso, vão incorporar uma cobertura em vidro permitindo dividir os 140 turistas (pelo interior e exterior) que cada um poderá transportar durante os passeios pelo rio Douro.

Também serão equipados com bancos ergonómicos que incluem um sistema de descrição áudio das paisagens envolventes e aspectos históricos, disponibilizado em 16 línguas diferentes.

Os barcos rabelos foram projectados pelo Arsenal do Alfeite e mantêm o comprimento tradicional de 25 metros deste tipo de embarcação típica do rio Douro.

A construção de cada uma destas embarcações vai custar 550 mil euros e o negócio foi fechado no início do mês de Novembro com as empresas Vianadecon e MetalRep, ambas de Viana do Castelo.

"A entrega está prevista para Abril de 2013 e vamos iniciar as operações com estes barcos já no verão. Falámos com vários estaleiros e a nossa escolha ficou a dever-se à relação entre qualidade, preço e garantia sobre prazos", rematou Mário Ferreira.
@ Diario economico
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Novembro 23, 2012, 11:01:37 am
boas miguel

Um resumo sobre as encomendas da Douro Azul:

2 Navios hotel em construção na Navalria
2 Navios hotel encomendados na Navalria
2 Barcos Rebelos encomendados  na Vianadecon  e MetalRep, ambas de Viana do Castelo.

O Spirit of Chartwell esteve nos ENVC a fazer manutençâo.

Deve ser o unico Armador em Portugal a encomendar Navios.

Alguem sabe aonde é feita as reparaçoes e manutençoes dos navios da Douro Azul?
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Novembro 28, 2012, 11:36:39 am
Ha cerca de 2 ou 3 anos, ja nao me lembro bem (os dias aqui parecem meses) ja perdi a noção do tempo :(

fizerem uma grande revisão com tratamento de casco, pintura, revisão mecánica, etc,  em Viana

Pequenas manutenções nao sei onde as fazem.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Novembro 28, 2012, 01:42:59 pm
Caro chaimites

Obrigado.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Dezembro 01, 2012, 10:32:14 am
Citação de: "miguelbud"
Citar
Douro Azul encomenda dois barcos rabelos em Viana por 1,1 milhões

Os barcos rabelos foram projectados pelo Arsenal do Alfeite e mantêm o comprimento tradicional de 25 metros deste tipo de embarcação típica do rio Douro.

A construção de cada uma destas embarcações vai custar 550 mil euros e o negócio foi fechado no início do mês de Novembro com as empresas Vianadecon e MetalRep, ambas de Viana do Castelo.

"A entrega está prevista para Abril de 2013 e vamos iniciar as operações com estes barcos já no verão. Falámos com vários estaleiros e a nossa escolha ficou a dever-se à relação entre qualidade, preço e garantia sobre prazos", rematou Mário Ferreira.
@ Diario economico


METALREP   propriedade de um antigo quadro dos ENVC,  o Engenheiro Moreira!
 :Palmas:  :Palmas:
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Janeiro 21, 2013, 11:16:30 pm
Sobre a reactivaçao dos estaleiros do Mondego. Entrem no link que tem um vídeo.

http://www.jornaldenegocios.pt/economia ... lhoes.html (http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/governo_anuncia_criacao_de_134_postos_de_trabalho_em_investimento_de_18_milhoes.html)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Cabecinhas em Janeiro 22, 2013, 02:00:18 am
Citação de: "miguelbud"
Sobre a reactivaçao dos estaleiros do Mondego. Entrem no link que tem um vídeo.

http://www.jornaldenegocios.pt/economia ... lhoes.html (http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/governo_anuncia_criacao_de_134_postos_de_trabalho_em_investimento_de_18_milhoes.html)


 :G-beer2:
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Fevereiro 02, 2013, 07:34:17 pm
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Lisnave reparou 101 navios em 2012
A Lisnave manteve o volume de atividade em 2012, comparativamente com 2011, tendo reparado 101 navios, de 60 clientes oriundos de 23 países, o que comprova o resultado do esforço de dinamização da atividade efetuado pelo estaleiro português a nível internacional, revelou a empresa ao Expresso.

O maior fluxo de trabalho foi encomendado por empresas de Singapura, que contrataram a reparação de 22 navios, seguindo-se a Grécia, com 15 navios. Chipre, com dez navios, o Japão com nove, a Dinamarca com sete e a Alemanha com cinco navios foram os países com maior número de reparações efetuadas na Lisnave.

O maior cliente do estaleiro português foi a Unicom Managements Services, de Chipre, que docou sete navios. Seguiram-se as empresas AET Eagle Shipmanagement e a AP Moller - Maersk que entregaram seis navios cada uma para reparação.

Outras reparações importantes também foram feitas em cinco navios da Tsakos Columbia Shipmanagement e da Dampskibsselskabet .

Entre as maiores obras de reparação naval - por categorias de navios -, a Lisnave reparou 66 petroleiros, 12 graneleiros e 10 porta-contentores.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/lisnave-reparou ... z2JlveAqtA (http://expresso.sapo.pt/lisnave-reparou-101-navios-em-2012=f783959#ixzz2JlveAqtA)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Cabecinhas em Fevereiro 02, 2013, 07:45:27 pm
Então, mas nas instalações da Lisnave não querem implementar o projecto "Manhattan"?
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Fevereiro 02, 2013, 08:51:56 pm
Boas cabecinhas, sim na Lisnave queriam fazer isso. Acho que o problema foi do jornaleiro que deveria ter escrito Setenave.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Fevereiro 26, 2013, 09:13:43 am
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Lisnave mantém nível de encomendas e resiste à crise global

A Lisnave conseguiu no ano passado resistir à crise globalizada da economia e à redução da procura por reparações navais. O estaleiro de Setúbal fechou 2012 com um total de 101 navios reparados, exactamente o mesmo número conseguido no ano anterior.

"Mesmo num mercado em queda, aliado uma forte concorrência, o estaleiro da Lisnave reparou 101 navios em 2012, pertencentes a 60 clientes de 23 países", sublinha um comunicado oficial da empresa no seu ‘site' oficial. "Apesar da actual economia mundial, que não é favorável à actividade de reparação de navios, a Lisnave conseguiu manter um interessante nível de trabalho, tendo reparado o mesmo número de navios do ano passado [2011]", acrescenta o mesmo comunicado.
In Diario economico
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: P44 em Fevereiro 26, 2013, 11:24:04 am
Citação de: "miguelbud"
Boas cabecinhas, sim na Lisnave queriam fazer isso. Acho que o problema foi do jornaleiro que deveria ter escrito Setenave.


quando a Margueira fechou, a SETEnave passou a chamar-se LISnave  :wink:
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 26, 2013, 12:01:54 pm
Eu à uns anos passei por lá e aquilo parecia bastante movimentado.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Março 16, 2013, 09:46:23 pm
Estes navios com heliporto, devem ser para começar a preparar os cruzeiros na Amazónia.

(http://imagens1.publico.pt/imagens.aspx/757631?tp=UH&db=IMAGENS&w=749)

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Novos barcos da Douro Azul desfilaram no rio como estrelas de cinema
Com pompa e circunstância, a Douro Azul apresentou ontem as duas embarcações que passam a ser as estrelas da companhia de turismo fluvial.

Os dois novos topo de gama da empresa zarparam às 7h30 de Aveiro, onde foram construídos, para uma viagem inaugural até ao rio Douro. Ama Vida e Queen Isabel são dois navios-hotel de luxo que vão entrar em breve ao serviço dos cruzeiros no Douro. Vão ligar Porto e Barca d" Alva, em viagens de sete dias, com várias escalas.

Mário Ferreira, o proprietário da Douro Azul, refere que, com estes barcos, a empresa vai ao encontro dos interesses dos estrangeiros que "têm tempo e dinheiro para gastar num turismo assente na paisagem, na cultura, na gastronomia e na arquitectura local".

Ama Vida e Queen Isabel não se limitaram a aportar ao Cais de Gaia para se mostrarem à comunicação social. Os jornalistas é que foram ao seu encontro, no mar, transportados num iate de 14 metros da Douro Azul. A bordo deste iate de recreio, o Enigma, os jornalistas puderam testemunhar a chegada das novas estrelas do Douro. Já na zona da foz do rio, perceberam que não eram os únicos a acercarem-se dos novos navios-hotel.

O barulho de um rotor de hélice denunciou a chegada de um helicóptero, que transportava repórteres de imagem, quase pendurados nas portas, abertas, de ambos os lados do aparelho. Viram-se manobras arrojadas e voos rasantes, que deram um toque cinematográfico ao cenário. O helicóptero acompanhou as embarcações até ao Cais de Gaia, onde dezenas de pessoas aguardavam a chegada dos Ama Vida e Queen Isabel, cujo baptismo está marcado para dia 22, com as actrizes Sharon Stone e Andie MacDowell como madrinhas.

Mário Ferreira não mencionou os valores pelos quais comprou as novas embarcações, mas diz que "as expectativas são muito boas" e que não fez um investimento de risco. "Os dois navios já estão pré-vendidos por cinco anos a empresas estrangeiras", que têm essencialmente clientes americanos e australianos, adiantou.

As inovações tecnológicas e a eficiência energética marcam a diferença dos novos barcos. Têm heliporto e uma área considerável de painéis fotovoltaicos que "permitem alimentar todas as luzes do navio", disse Mário Ferreira, orgulhoso.

O interior dos navios oferece um ambiente luxuoso, patente na decoração, nos acabamentos e nos materiais. Restaurante, piscina, ginásio e SPA são valências comuns às duas embarcações. O requinte nas cabines e nos espaços públicos é notório e sugere que só poderá "descansar" nestes cruzeiros quem já tiver um nível de conforto financeiro elevado.
@Público
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Março 17, 2013, 10:54:56 am
Aqui fica um vídeo dos bichos.

http://www.jn.pt/multimedia/video.aspx? ... id=3110848 (http://www.jn.pt/multimedia/video.aspx?content_id=3110848)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: HSMW em Março 28, 2013, 08:50:11 pm
Algo a considerar.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 09, 2013, 05:04:49 pm
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Duas empresas de Viana construíram os “novos” rabelos que vão realizar passeios turísticos no rio Douro

Duas empresas de Viana do Castelo concluíram hoje a construção de dois barcos rabelos de nova geração e que ainda este mês vão começar realizar passeios turísticos no rio Douro.

 
Trata-se de uma encomenda da empresa de cruzeiros turísticos Douro Azul e a construção de cada uma destas embarcações típicas custou 550 mil euros, envolvendo a Vianadecon e MetalRep, ambas de Viana do Castelo.

A construção integral em aço é uma das inovações dos novos rabelos, que pesam, cada um, 57 toneladas, e têm capacidade para 137 turistas.

"Este protótipo é em aço. Os barcos rabelos do Douro de antigamente eram em madeira e isso foi um desafio para as duas empresas", explicou à Lusa o arquiteto naval, grego, Pavlos Zabelis, um dos administradores da Vianadecon.

Instalada em Viana do Castelo há mais de dez anos, aquela empresa subcontratou a componente metalúrgica à MetalRep, também do concelho.

Os barcos rabelos foram projetados pelo Arsenal do Alfeite e a construção iniciou-se em janeiro, tendo envolvido, em Viana do Castelo, mais de 30 trabalhadores.

"Ficaram muito bons e esperamos que sejam os primeiros dois de muitos outros", admitiu o administrador da Vianadecon.

A construção foi toda feita em seco, num pavilhão, e ainda hoje os dois barcos turísticos serão lançados ao rio Lima, em Viana do Castelo, para provas em água e pequenos ajustes, antes de iniciarem a viagem, por mar, até ao Porto, o que deverá acontecer na próxima semana.

Com 25 metros de comprimento por seis de largura, cada um destes barcos rabelos vai realizar cruzeiros de uma hora no rio Douro, entre a ponte do Freixo e a foz.

Incorporam uma cobertura em vidro para permitir dividir os turistas, pelo interior e exterior, durante os passeios pelo rio Douro. Também contam com bancos ergonómicos que incluem um sistema de descrição áudio das paisagens envolventes e aspetos históricos.

"É uma tecnologia que nunca foi usada em barcos, que estamos a usar nos autocarros, com a história das margens [do rio Douro] e das suas pontes em 16 línguas", explicou à Lusa o administrador da Douro Azul.

Segundo Mário Ferreira, os primeiros passeios turísticos com estes barcos rabelos deverão acontecer dentro de duas semanas.

 :arrow: http://radioaltominho.pt/radio/index.ph ... -rio-douro (http://radioaltominho.pt/radio/index.php/13-noticias/regional/viana-do-castelo/618-duas-empresas-de-viana-construiram-os-novos-rabelos-que-vao-realizar-passeios-turisticos-no-rio-douro)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Julho 16, 2013, 11:41:28 am
Aqui ficam fotos destes rabelos. O autor nao está identificado, mas foram tiradas do blog http://olharvianadocastelo.blogspot.pt/ (http://olharvianadocastelo.blogspot.pt/)

(http://2.bp.blogspot.com/-1XtfWKtM9u8/UdWStJLYQ2I/AAAAAAAAFxI/BPxsTN7n3_g/s1024/Barco+Rabelo,+Viana+do+Castelo+(1).jpg)
(http://2.bp.blogspot.com/-BSmog_wnNKs/UdWStx3x_SI/AAAAAAAAFxQ/CC92jEa57QQ/s1024/Barco+Rabelo,+Viana+do+Castelo+(2).jpg)
(http://2.bp.blogspot.com/-h1F1mlaWGdc/UdWSsljxsuI/AAAAAAAAFxA/bjwaiNHI1vQ/s1024/Barco+Rabelo,+Viana+do+Castelo+(3).jpg)
(http://3.bp.blogspot.com/-eb_7Pzld7rk/Ud2S0pDh2mI/AAAAAAAAFzQ/sUbAjbe84xI/s400/Rabelo,+Viana+do+Castelo.jpg)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: cmc em Julho 22, 2013, 12:24:15 am
De rabelos têm tanto como os moliceiros turísticos de Aveiro: o nome...
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Agosto 06, 2013, 11:29:27 pm
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 14, 2013, 10:58:24 am
Iates de luxo made in Portugal

por Carla Amaro. Fotografia de Reinaldo Rodrigues

Há trinta anos, Fernando Sena saiu de Portugal para construir barcos no mundo inteiro. Mas foi cá, em frente ao Tejo, que montou um estaleiro para desenvolver iates de luxo. Daqueles a que só os milionários podem aspirar.

A indústria naval portuguesa atravessa uma das piores crises de sempre. Por isso, não deixa de ser surpreendente que nos arredores de Lisboa, na pequena localidade de Sarilhos Pequenos, Moita, estejam a ser construídas embarcações de luxo que, se tiverem sucesso no mercado internacional, podem atrair a este estaleiro na margem sul do Tejo clientes milionários de todo o mundo. Talvez não o empresário russo Roman Abramovich, que na lista de milionários da Forbes ocupa a 53.ª posição e é dono de um dos maiores e mais caros iates de luxo do mundo; talvez não o emir do Dubai, Mohammed Bin Rashid Al Maktoum, que se faz passear numa embarcação de recreio de 162 metros; talvez não o sultão de Omã, Qaboos Al Said, que adquiriu um barco de 155 metros. Os clientes VIP que poderão chegar àquela que já foi terra de pescadores e salineiros não são os das torneiras de ouro e os das banheiras de lápis-lazuli, dos heliportos e das piscinas; são os que têm um poder de compra bem mais modesto, ainda que acima da média, mas gostam de gozar o melhor da vida rodeados do máximo conforto, requinte e sofisticação à tona da água.

O estaleiro da empresa portuguesa Trimarine Compósitos tem poucas semanas de atividade e é um velho sonho do construtor naval português Fernando Sena. A ideia começou a germinar em Inglaterra, para onde foi viver e trabalhar há trinta anos, por um «feliz acaso». Acaso ou talvez não. Quis o destino que largasse a meio o curso de medicina e abandonasse uma carreira de vendedor de medicamentos para regressar ao seu «ambiente natural», o mar. «Sou dos Açores, vivi no Faial e no Pico. Talvez por isso, por estar rodeado de água, ganhei queda para os desportos náuticos, especialmente vela, mas nunca enveredei pela competição.»

Foi graças a um amigo que sabia da sua ligação ao mar e do gosto pelos barcos que Fernando começou a questionar o rumo da sua vida profissional como delegado de informação médica. «Como nunca deixei de fazer vela, um amigo velejador pediu-me para supervisionar a construção de uma embarcação de regata que ele queria fazer nuns antigos estaleiros em Pedrouços, os famosos estaleiros Brites.» Fernando aceitou o desafio, mas antes disso ainda foi a Inglaterra, onde a tecnologia estava mais avançada, para se inteirar da dinâmica envolvida na construção naval. «Foi lá que conheci novas tecnologias, novas técnicas, novos materiais chamados compósitos, com que ainda hoje trabalho. São materiais como a fibra de carbono, colas e resinas especiais, que são usadas em aeronáutica e tornam as embarcações mais leves e resistentes.» Quando regressou a Portugal, trouxe os materiais consigo e aplicou-os no veleiro de regata do amigo.

A novidade depressa começou a despertar a curiosidade de «potenciais clientes que vinham aos estaleiros Brites para ver o que estávamos a fazer, que materiais eram aqueles que usávamos, onde os fomos buscar...» A dada altura, o interesse era tanto que começou a comprar compósitos no estrangeiro e a vendê-los em Portugal. Mas nem assim deixou de vender medicamentos: «A propaganda médica era o meu ganha-pão. Os barcos e a vela eram um hobby. Sabe, naquele tempo, quem não nascia numa família de construtores navais dificilmente se tornava um.» Ele tornou-se, depois de um longo caminho.

A paixão pela vela levava-o todos os anos, nas férias, à ilha de Wight, no Sul da Inglaterra, para participar na Cowes Week, um importante evento desportivo. E numa dessas viagens, surgiu outro desafio, de outro amigo: ficar definitivamente em Inglaterra, a trabalhar na construção naval, dando assistência técnica e formação em materiais compósitos. Afinal, capacidade e know-how era coisa que não lhe faltava. «Desde miúdo que gosto de resolver problemas técnicos, substituir umas peças por outras. Era um engenhocas.» Fernando aceitou o novo desafio. Em 1982 mudou-se para Wight. «Passei os primeiros cinco anos de malas na mão, de estaleiro em estaleiro, a treinar e a ensinar os tradicionais construtores navais ingleses a utilizar as novas técnicas e os materiais compósitos. Eles estavam habituados a trabalhar apenas a madeira. E enquanto lhes dava formação, eu próprio estava a aprender.»

Em 1995, Fernando lançou-se por conta própria. Com um sócio francês e outro italiano, criou a Trimarine Advanced Marine Projects, empresa de consultoria e gestão naval, sediada em Inglaterra e com filial em Itália. «Só tínhamos escritórios. Parávamos muito pouco por lá, porque o nosso trabalho é nos estaleiros.» Desde que fundou a empresa, construiu mais de cinquenta embarcações de regata e de luxo, em estaleiros nos Estados Unidos, Dubai, Turquia, Grécia, Brasil, Alemanha, Itália, França, Espanha. Trabalhou com várias celebridades do universo náutico, entre as quais o prestigiado arquiteto naval português Tony Castro, radicado há anos em Inglaterra, e o italiano Andrea Vallicelli, que desenhou o veleiro de cruzeiro Virtuelle, de que meio mundo já ouviu falar por ter sido decorado pelo designer de mobiliário e de interiores Philippe Starck.

O empresário não sabe quantas voltas já deu ao mundo a construir barcos, mas sabe por que razão escolheu Sarilhos Pequenos, em frente ao Tejo, para instalar o seu primeiro e único estaleiro. «É barato, está na orla do rio e permite acesso direto ao mar, o que é muito importante para o transporte de embarcações de determinadas dimensões. Além disso, é um espaço grande, com capacidade para a construção de barcos com vinte, trinta e mais metros, se aparecerem clientes a encomendar iates desse segmento.»

Dos clientes, Fernando não revela muito, ou não fossem requisitos deste negócio a «discrição e o secretismo». É por isso que não diz para quem são os dois barcos, um veleiro e outro motorizado, que estão a ser construídos em Sarilhos Pequenos. «Só lhe posso dizer que são para um cliente europeu. Nem a nacionalidade posso revelar, porque só isso seria dizer muito.»

Uma das embarcações tem 11 metros e está quase pronta. Começou a ser construída há oito meses num estaleiro nos arredores de Paris, em França, e em novembro do ano passado veio para a Moita, quando Fernando e os sócios fundaram a Trimarine Compósitos e o «pequeno» estaleiro de quatrocentos metros quadrados foi alargado para 1500 («tive de alugar o restante armazém»). A embarcação - o nome também é segredo - já foi para o mar fazer os primeiros testes de água. Falta apenas concluir um ou outro pormenor para ficar completamente pronta, dentro de duas ou três semanas. Nessa altura, navegará da Moita para Paris, onde percorrerá os salões náuticos. É um barco de meio milhão de euros.

A outra embarcação, de 12 metros, começou a ser construída de raiz aqui e estará pronta em agosto. É de volta dela, a trabalhar o casco, que estão os carpinteiros portugueses David e João Pedro, e a italiana Chiara Sorrenti, especialista em laminação de materiais compósitos. Enquanto David alisa a madeira com a lixadeira elétrica, sob o olhar atento de João, Chiara aplica a mistura de resina que acabou de preparar na chamada sala limpa. «É uma sala fechada, onde não pode entrar pó nem outros contaminantes, para não comprometer a aderência das colas e das resinas aos materiais», explica a italiana de 24 anos, sem parar um segundo o trabalho que está a realizar. Se parar, «a resina endurece e seca» nas suas mãos.

O que distingue os barcos de Fernando Sena são precisamente os materiais compósitos e o que diferencia o seu estaleiro de outros em Portugal é a mão-de-obra especializada para os trabalhar. E porque não encontrou cá profissionais à altura, foi buscá-los a vários países. «São pessoas com quem me fui cruzando e com quem trabalhei em muitos projetos. São quase todos freelancers. Hoje estão cá, daqui a uns tempos podem estar noutro estaleiro em qualquer parte do mundo. O objetivo é ir fazendo a transferência de know-how, de modo a que dentro de algum tempo possamos ter só trabalhadores portugueses.» Enquanto isso não acontece, as línguas que mais se falam nestes 1500 metros quadrados são o inglês e o italiano, apesar de haver portugueses, russos, brasileiros, italianos, franceses, ingleses. No total, são vinte profissionais, entre carpinteiros, designers de produção, engenheiros de estruturas, pintores, montadores, eletricistas, laminadores e técnicos de materiais. Chiara é uma das especialistas importadas. Está há oito meses em Portugal, e não faz ideia de quanto tempo mais vai estar em Sarilhos Pequenos: «Vou para onde me chamarem. Agora estou aqui, amanhã posso ser precisa na Alemanha.» Antes do estaleiro na Moita, esteve noutros em França, Itália e Espanha.

Menos mundo percorreu o jovem carpinteiro naval João Pedro. Com 20 anos, é o mais novo da equipa e, tal como o patrão, tem uma ligação visceral ao mar. Não podia por isso dedicar-se a uma arte que o obrigasse a estar longe da água. «Nasci no mar. Toda a minha família é de pescadores e de peixeiras. Era puto quando comecei a praticar surf e vela. Sou escuteiro marítimo desde os cinco anos.» E escuteiro marítimo que se preze tem de ter uma embarcação. «Ando a tratar disso. Comprei um barco à vela que já foi classe olímpica e estou a recuperá-lo totalmente. É pequeno, tem apenas cinco metros e meio. Mal posso esperar para o levar para o mar.»

Curiosamente, quem consegue passar bem sem um barco é justamente o patrão. Fernando já teve um, também «pequeno, de seis metros», muito diferente daqueles que constrói. «Não era uma embarcação de regata nem de recreio. Era um simples barco de pesca que comprei há muitos anos nos Estados Unidos, sem qualquer luxo. Servia para o que eu queria, que era a pesca de corrico ao largo dos Açores, nas férias.» Durante muitos anos manteve este costume, até ao dia em que o tempo se tornou cada vez mais escasso para conciliar lazer e negócio. «Tive de o vender.»

As aspirações de Fernando não passam pela posse de um iate de luxo, até porque «só faz sentido ter uma embarcação de um certo segmento se houver disponibilidade para desfrutar dela». Além disso, brinca, «um barco desses é muito caro. Sai mais barato passear nos barcos dos amigos». O que Fernando mais deseja agora é passar mais tempo em Portugal, ainda que pretenda manter a atividade nos estaleiros do mundo inteiro. Continua a regressar frequentemente a Wight, onde tem casa - os filhos nasceram no Reino Unido, um trabalha em Londres, a outra estuda em Bournemouth - mas as exigências do trabalho obrigam-no a ficar muito tempo por cá. Se conseguir começar a produzir em série os dois protótipos que está a construir, este estaleiro tem pernas para andar. No ano passado a empresa faturou dois milhões e meio de euros, para este ano o objetivo mantém-se o mesmo. Depois disso, logo se verá. Otimismo não lhe falta: «Acredito que vamos conseguir produzir sete ou oito unidades por ano.» Era a garantia de ver no mar iates de luxo com assinatura portuguesa.

 :arrow: https://www.facebook.com/pages/Trimarin ... 5773637564 (https://www.facebook.com/pages/Trimarine-Comp%C3%B3sitos-Lda/131395773637564)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Outubro 14, 2013, 09:06:01 am
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Lisnave resiste à crise e mantém número de navios reparados
A Lisnave encerrou o primeiro semestre deste ano com 49 navios reparados nos estaleiros navais da Mitrena, em Setúbal, mantendo o nível conseguido no período homólogo do ano passado, apesar de se continuar a sentir uma crise generalizada dos transportes marítimos mundiais. Os 49 navios reparados pela Lisnave na primeira metade deste ano pertenciam a 35 clientes de 17 países diferentes.
http://economico.sapo.pt/noticias/lisna ... 79145.html (http://economico.sapo.pt/noticias/lisnave-resiste-a-crise-e-mantem-numero-de-navios-reparados_179145.html)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Outubro 29, 2013, 02:57:44 am
Numa realidade completamente distinta da nossa, um video dedicado a quem resolveu "correr" com os Noruegueses dos ENVC

Simplesmente fantástico!!!

Título: Re: Sector Naval
Enviado por: HSMW em Dezembro 01, 2013, 11:10:58 pm
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Janeiro 22, 2014, 04:15:55 pm
Os Açores estao-se a preparar para a construçao de mais 2 ferries.

http://oportodagraciosa.blogspot.pt/201 ... de-de.html (http://oportodagraciosa.blogspot.pt/2014/01/novos-ferrys-vao-ter-mais-capacidade-de.html)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Fevereiro 24, 2014, 09:53:53 am
@ Açoriano Oriental


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A Atlanticoline lançou um concurso internacional, com um valor base de 85 milhões de euros, para a construção de dois novos barcos, com capacidade para 650 passageiros, que espera pôr a operar em 2016.
 

 

O concurso surge quase cinco anos depois de, em 2009, os Açores terem recusado o "Atlantida", construído nos estaleiros de Viana do Castelo, alegando que o barco não cumpria o caderno de encargos.

Os Açores alugam atualmente dois barcos a um armador grego para o transporte de passageiros e viaturas entre todos os grupos de ilhas do arquipélago nos meses da primavera e do verão.

"Com navios próprios conseguimos fazer a gestão da atividade dos navios, temos completa autonomia de decisão sobre concretizar viagens, alterar horários e conseguir fazer viagens de verão e de inverno", disse Carlos Reis, presidente da Atlanticoline, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada.

Carlos Reis justificou a opção por construir dois navios também com os custos, dizendo que haverá recurso a fundos comunitários, o que "minimiza o investimento necessário", e que, "a prazo, vai sair muito mais económico do que a opção de fretamento" atual, já que a vida útil dos barcos é de 20 a 30 anos.

Os dois barcos a ser construídos são iguais, para rentabilizar meios a nível da manutenção e formação das tripulações, por exemplo, facilitar aspetos como a permutabilidade e permitir poupar na própria construção.

Os barcos terão capacidade para pelo menos 650 passageiros e 150 viaturas (ou 40 carros e 12 autocarros), números semelhantes aos dos barcos alugados e que dão resposta à procura que a Atlanticoline estima ter nos próximos anos.

Segundo Carlos Reis, em 2013 a empresa transportou 112.104 passageiros (menos 4% do que em 2012) e 17.853 viaturas, tendo a expectativa de que haja um crescimento da procura de 15 a 20% quando houver recuperação económica e face à aposta das autoridades regionais no setor do turismo.

O concurso hoje lançado é para a construção de dois barcos de 115 metros e 725 toneladas, em aço e que atinjam uma velocidade de 25 nós.

Os barcos terão 20 camarotes, pelo menos 100 cadeiras ao ar livre, primeira classe, espaço de bar e refeições, lojas e uma zona de crianças, além de haver exigências a nível do ruído, vibração, conforto para passageiros e tripulação, entre outras.

Carlos Reis explicou que o tipo e as características pedidas para os barcos resultam da experiência da empresa com a operação realizada desde 2010.

O prazo para apresentação de propostas são 70 dias a partir de hoje e os barcos devem ser entregues em 580 dias (o primeiro) e 670 dias (o segundo). A Atlanticoline espera tê-los disponíveis para a operação de 2016.

Ao contrário do que aconteceu com o “Atlantida”, desta vez caberá aos estaleiros que ganharem o concurso a inteira responsabilidade de conceber os navios que respondam aos requisitos pedidos pelos Açores.

Carlos Reis sublinhou que "não há uma relação direta entre entregar um pré-projeto e correr mal", como aconteceu com o “Atlantida”, dizendo que isso também foi feito no caso dos dois novos barcos de 40 metros destinados às ligações entre as ilhas do triângulo (Pico, Faial e S. Jorge) "e nesse caso correu bem".

"Mas face àquilo que pretendemos, entendemos que faz mais sentido o estaleiro estar envolvido desde o início, desde a fase da conceção, até ao fim (...), seja recorrendo a projetistas próprios ou a projetistas da sua confiança", afirmou.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Junho 11, 2014, 01:31:03 pm
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Empresa portuguesa invedst em iate de luxo para captar eventos 'corporate'

WaterX pretende conquistar 20 mil pessoas por ano. Nesta fase, 95% dos clientes são estrangeiros.

Captar cerca de 20 mil pessoas por ano em eventos ‘corporate' é o objectivo do novo WaterX Catamaran que é apresentado hoje pela empresa portuguesa WaterX que desde 2002 se dedica aos eventos no segmento náutico. Ao Diário Económico o presidente executivo da WaterX, João Meunier de Mendonça, explica que este catamaran com capacidade para 150 pessoas significa o culminar "de uma estratégia de crescimento" da empresa e assume que desenvolveu "o primeiro iate de turismo português" que representa uma nova oferta de turismo náutico na cidade de Lisboa.

De acordo com a mesma fonte, o projecto já nasceu "virado para a exportação, já que 95% dos clientes não são portugueses". Mercados como o inglês, alemão, francês, espanhol são os que compõem a principal procura do WaterX Catamaran, a que se juntam em menor proporção os norte-americanos, brasileiros, nórdicos e holandeses. A América Latina e Oriente já começam também a ser mercados emissores de clientes.

João de Mendonça realçou que o investimento de cerca de 720 mil euros é cofinanciado a 65% pelo QREN, sendo que o projecto é 100% português: desde o promotor, conceito, desenho, operação e construção a cargo dos Estaleiros de Vila Real de Santo António - NAUTIBER.

O presidente executivo do grupo que representa sete empresas sublinha que em duas semanas o catamaran já recebeu 1.500 pessoas, sendo que acredita que no próximo ano e meio a facturação do barco ascenda a 600 mil euros. Neste horizonte temporal, o mesmo responsável irá reforçar a frota da empresa com dois novos navios, num investimento global de 800 mil euros.

Numa altura em que o turismo náutico passou a ser considerado um produto estratégico para o desenvolvimento turístico em Portugal - hoje o secretário de Estado do Turismo estará presente na inauguração do iate assim como a ministra da Agricultura -, João de Mendonça lembra que o "o ‘surf' não responde ao mercado ‘corporate'. O turismo náutico tem por onde crescer e argumentos para trazer pessoas para o rio Tejo".
@ Diário Económico
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 11, 2014, 05:25:17 pm
:arrow: http://videos.sapo.pt/hv3dVbLyrZUSQsSO1Ovy (http://videos.sapo.pt/hv3dVbLyrZUSQsSO1Ovy)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: nelson38899 em Julho 30, 2014, 03:42:06 pm
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A companhia de navegação grega Thesarco Shipping não cumpriu com o prazo contratual para pagamento do navio de passageiros RoRo ATLÂNTIDA, pelo que a Administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) decidiu alargar até amanhã, quarta-feira, o prazo de venda do navio, que fazia parte de uma encomenda de duas unidades destinadas ao Governo Regional dos Açores.
A administração dos ENVC notificou nesta segunda-feira a Thesarco Shipping de que têm até quarta-feira, às 15:00, para efectuar o pagamento dos cerca de 13 milhões de Euros relativos ao pagamento do ATLÂNTIDA.
A proposta grega foi a mais elevada das três que se apresentaram ao concurso público internacional lançado pela administração dos ENVC em Março, que tinha como único critério a melhor proposta financeira. Em caso de incumprimento do novo prazo o programa de procedimento prevê a possibilidade de adjudicação do navio ao segundo classificado, a Mystic Cruises, do grupo Douro Azul (cruzeiros turísticos) por um valor que ronda os oito milhões de euros. A proposta mais baixa, de quatro milhões de euros, foi de um grupo de holandeses, especialistas na operação de navios hoteis e de alojamento relacionado com projectos de desenvolvimento industriais.
O navio foi colocado à venda pela administração dos ENVC através de concurso público internacional lançado a 11 de Março. Concorreram três empresas, a Mystic Cruises, do grupo Douro Azul (cruzeiros turísticos), o consórcio MD Roelofs Beheer BV e Chevalier Floatels BV (empresas holandesas representadas por um grupo espanhol) e os gregos da Thesarco Shipping. Esta empresa grega é conhecida internacionalmente por um sem número de alegadas más práticas relacionadas com o exercício da sua actividade, nomeadamente na operação de navios de carga a granel, como o Blogue dos Navios e do Mar alertou há algum tempo (ver aqui). Se a Douro Azul acabar por ficar com o navio perspectiva-se a sua reconversão para navio de cruzeiros de luxo para operar no Amazonas, o que irá obrigar a um grande investimento e ao desmantelamento parcial do navio.

http://lmcshipsandthesea.blogspot.pt/
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Setembro 10, 2014, 02:41:32 pm
@ Jornal de Negócios

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Os Estaleiros Navais de Peniche foram adquiridos por um fundo gerido pela OxyCapital e pela Amal, que esteve na corrida à tomada dos de Viana em consórcio com os alemães que venderam dois submarinos a Portugal.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Setembro 16, 2014, 12:50:43 pm
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Douro Azul compra Atlântida com capitais próprios e investe 6 milhões no futuro paquete
A Douro Azul vai pagar 8,7 milhões de euros, com capitais próprios, pelo Atlântida e vai investir seis milhões de euros para transformar o ferryboat em navio de cruzeiros, disse hoje à agência Lusa o presidente da empresa.

"Na sexta-feira, a Douro Azul passará um cheque de capitais próprios. A Douro Azul tem capitais próprios suficientes para adquirir este navio e está neste momento a negociar com três bancos portugueses o financiamento [de seis milhões para obras de remodelação]. Estou convencido que dos três bancos teremos notícias positivas a muito curto prazo", afirmou Mário Ferreira.

A adjudicação do navio à Mystic Cruises, do grupo Douro Azul, vai ser formalizada na sexta-feira, anunciou hoje à Lusa fonte dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

A mesma fonte adiantou que o contrato de compra e venda vai ser assinado às 12:00 nas instalações dos ENVC.

Os ENVC decidiram a adjudicação a 31 de Julho, depois de terminado o segundo prazo atribuído à Thesarco Shipping, o armador grego que venceu o concurso para a venda do navio, para pagar os quase 13 milhões de euros que tinha proposto, sem que o tenha feito.

O navio foi construído nos ENVC, por encomenda do Governo dos Açores, que depois o rejeitaria em 2009 devido a um nó de diferença na velocidade máxima contratada.

De acordo com Mário Ferreira, o ferryboat vai regressar a Viana do Castelo, aos estaleiros da West Sea, subconcessionária dos ENVC para a intervenção que o vai transformar num navio de cruzeiros, com 105 metros de cumprimento e capacidade para 156 passageiros e 100 tripulantes,

Orçada em seis milhões de euros, a intervenção deverá demorar um ano, estimando a Douro Azul que a embarcação esteja a "navegar a caminho do Brasil na primeira semana de Outubro de 2015".

A remodelação incidirá, sobretudo, nos dois pisos actualmente destinados ao transporte de veículos, que serão transformados em quartos de luxo e suítes.

A zona técnica, explicou, "não será tocada" por estar dotada de equipamentos "altamente evoluídos, mais apropriados para um paquete do que para um ferryboat".

Para Mário Ferreira, a embarcação possui "equipamentos e determinadas técnicas construtivas demasiado luxuosas e demasiado exigentes para um ferry que deveria transportar camiões e carros".

Questionado sobre a rejeição do navio pela transportadora açoriana Atlânticoline, o empresário recusou envolver-se "nesta polémica".

"Já faz parte do passado. Não compreendo nem me compete a mim compreender ou não o porquê do ferry não ter sido aceite. Eles lá terão as suas razões. Para mim o navio é excelente e estou certo que superará as expectativas para o propósito a que está destinado".

O Atlântida vai ser "um navio de cruzeiros internacionais que poderá navegar em todo o mundo". Numa primeira fase, vai "estar orientado para trabalhar na Amazónia, Brasil".

Quanto ao novo nome do Atlântida, adiantou que só estará definido no final do ano por estar dependente "das negociações que estão em curso, até final de Novembro, com cinco operadores internacionais [E.U.A, Alemanha, Suíça e Inglaterra], interessados em fretamentos de longo prazo, com a Douro Azul, para a Amazónia".
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Setembro 17, 2014, 05:22:36 am
Citação de: "miguelbud"
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Douro Azul compra Atlântida com capitais próprios e investe 6 milhões no futuro paquete

A zona técnica, explicou, "não será tocada" por estar dotada de equipamentos "altamente evoluídos, mais apropriados para um paquete do que para um ferryboat".

Para Mário Ferreira, a embarcação possui "equipamentos e determinadas técnicas construtivas demasiado luxuosas e demasiado exigentes para um ferry que deveria transportar camiões e carros".

 

  Acho melhor não mexer, em Viana tambem ja não esta ninguem capaz de mexer aí!

 sala de controlo da casa das maquinas
(http://i57.tinypic.com/jqm0dc.jpg)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Setembro 26, 2014, 12:30:13 pm
O Concurso para os novos ferrys dos Açores foi anulado, parece que os projectos apresentavam falhas na documentaçao e erros de calculo.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Setembro 26, 2014, 04:19:19 pm
Atlanticoline continua a espalhar o seu perfume pela industria naval!
   
 (http://i60.tinypic.com/1zhd0g.jpg)

    São todos burros:
   
    ENVC
    Damen
    Astilleros Hijos Barreras
    Astilleros Armon
    Fiskerstrand  Verft AS

   :N-icon-Axe:
 
      Nâo ha nenhum estaleiro que consiga responder aos cadernos de encargos da Atlanticoline!

    Eu ja disse! eles que vão construir navios para Marte
    No planeta Terra não se constroem os navios que essa gente tem na cabeça!
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Setembro 26, 2014, 04:48:09 pm
Chaimites, o projecto é esse?  Quem é que desenhou o navio?
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Setembro 26, 2014, 04:50:53 pm
Wartsila design
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Setembro 26, 2014, 05:13:15 pm
Mas eles não desistem?
 
   Novo concurso Publico internacional
 
   
Citar
A Atlanticoline decidiu, por isso, encerrar "este procedimento" e vai lançar, "no prazo máximo de um mês", um novo concurso internacional para a construção de dois navios com as mesmas características e o preço base (85 milhões de euros) do concurso agora anulado.

Apesar de o caderno de encargos ser o mesmo, a empresa acredita que surgirão novos candidatos.

 


  Só rir isto!
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Outubro 01, 2014, 01:15:14 am
Atlantida parte dentro de uma hora do Alfeite rumo  Viana do Castelo!
  ja avisei Mario Ferreira pra não  ultrapassar os 16.8 nós, para não dar muito nas vistas!
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Outubro 07, 2014, 12:24:15 pm
Última Viagem do Atlantida

  http://videos.sapo.pt/tlv5LMpPtPQJfslCPirC

 Um especialista em navios  acompanhou a ultima  viagem do Atlantia
e publicou no seu blog  sua  opinião sobre o navio!

  http://lmcshipsandthesea.blogspot.pt/search/label/ATL%C3%82NTIDA%20%28Passenger%20RoRo%20ship%29
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Outubro 08, 2014, 07:45:29 pm
Boa Noite,

Alguém sabe se Timor leste já adjudicou  a construção do navio, que pretendiam, com a compra do material do anticiclone?
ou aonde esta esse material?



"O Governo de Timor-Leste anunciou nesta quarta-feira em comunicado que vai adquirir em Portugal um novo navio para fazer o transporte de passageiros e de carga para o enclave de Oecussi. “O Ggoverno decidiu adquirir um navio de carga e passageiros para servir a região de Oecussi Ambeno”, refere o executivo timorense no comunicado referente à reunião extraordinária do Conselho de Ministros realizada na passada sexta-feira.

Segundo o Governo timorense, a decisão foi tomada depois de uma equipa técnica do Ministério dos Transportes e Comunicações ter viajado a Portugal para “avaliar os custos e qualidade de construção de um novo navio para Timor-Leste”. “Tendo a equipa feito uma avaliação positiva, e atendendo à urgência de aquisição deste meio de transporte marítimo para responder à necessidade de circulação com Oecussi, o Governo decidiu autorizar a aquisição por ajuste direto”, acrescenta.

Segundo apurou o Observador, isto significa que o Governo timorense adquiriu por 1 milhão de euros o material que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo já tinha adquirido para construir o navio Anticiclone, encomendado pelos Açores juntamente com o Atlântida e que nunca veio a ser construído. Mesmo assim, o valor de 1 milhão de euros é inferior ao custo do material.

A missão timorense esteve em Lisboa em junho e visitou os Estaleiros de Viana do Castelo, informação confirmada ao Observador pelo Ministério da Defesa.

A construção do navio pretendido pelo Governo de Timor, porém, ainda não está adjudicada, podendo ter lugar em Viana do Castelo, nos estaleiros que agora estão concessionados à Martifer.

Na região aAdministrativa timorense de Oecussi vai ser implementado o projeto da Zona Especial de Economia Social de Mercado, liderado pelo antigo primeiro-ministro timorense Mari Alkatiri. A Zona Especial de Economia Social de Mercado pretende incentivar o desenvolvimento regional integrado através da criação de zonas estratégicas nacionais atrativas para investidores nacionais e estrangeiros. O objetivo é retirar a Oecussi o estatuto de enclave e conferir-lhe o estatuto de polo de desenvolvimento nacional, sub-regional e regional, ficando Ataúro, no âmbito deste polo, direcionado para o turismo integrado."

fonte
http://observador.pt/2014/08/27/timor-e ... -portugal/ (http://observador.pt/2014/08/27/timor-encomenda-navio-portugal/)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Outubro 09, 2014, 07:36:27 pm
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IPMA vai ter novo navio de investigação
O Governo autorizou, esta quinta-feira, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a iniciar o processo de compra do novo navio de investigação, que deverá estar operacional a partir de junho de 2015, disse esta quinta-feira o presidente da entidade.

«Estamos prontos para abrir o concurso público internacional para a aquisição do novo navio» que exige um investimento total de 10,5 milhões de euros, dos quais Portugal só paga «cerca de 1,5 milhões de euros», avançou à agência Lusa Jorge Miranda.

A decisão foi hoje aprovada em Conselho de Ministros e o comunicado distribuído no final da reunião refere que «a despesa total autorizada é de aproximadamente 10,521 milhões de euros e os respetivos encargos orçamentais são satisfeitos por verbas inscritas e a inscrever no orçamento de investimento do Instituto».

O presidente do IPMA explicou que a compra do navio, há muito esperada, será realizada no âmbito do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (EEA), liderado pela Noruega, mas era necessária a comparticipação nacional, de 1,5 milhões de euros.

A embarcação vai substituir o navio «Noruega» e será utilizado para a realização dos cruzeiros do IPMA para controlo dos stocks de pesca e para as operações relacionadas com a diretiva quadro da estratégia marinha e a exploração da nova plataforma marítima portuguesa, acrescentou Jorge Miranda.
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/compr ... vestigacao (http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/compra/ipma-vai-ter-novo-navio-de-investigacao)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: nelson38899 em Outubro 09, 2014, 09:28:25 pm
Citação de: "miguelbud"
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IPMA vai ter novo navio de investigação
O Governo autorizou, esta quinta-feira, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a iniciar o processo de compra do novo navio de investigação, que deverá estar operacional a partir de junho de 2015, disse esta quinta-feira o presidente da entidade.

«Estamos prontos para abrir o concurso público internacional para a aquisição do novo navio» que exige um investimento total de 10,5 milhões de euros, dos quais Portugal só paga «cerca de 1,5 milhões de euros», avançou à agência Lusa Jorge Miranda.

A decisão foi hoje aprovada em Conselho de Ministros e o comunicado distribuído no final da reunião refere que «a despesa total autorizada é de aproximadamente 10,521 milhões de euros e os respetivos encargos orçamentais são satisfeitos por verbas inscritas e a inscrever no orçamento de investimento do Instituto».

O presidente do IPMA explicou que a compra do navio, há muito esperada, será realizada no âmbito do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (EEA), liderado pela Noruega, mas era necessária a comparticipação nacional, de 1,5 milhões de euros.

A embarcação vai substituir o navio «Noruega» e será utilizado para a realização dos cruzeiros do IPMA para controlo dos stocks de pesca e para as operações relacionadas com a diretiva quadro da estratégia marinha e a exploração da nova plataforma marítima portuguesa, acrescentou Jorge Miranda.
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/compr ... vestigacao (http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/compra/ipma-vai-ter-novo-navio-de-investigacao)

É uma boa noticia. Até parece que foi necessário acabar com os ENVC, para começar a mandar fazer navios.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Outubro 09, 2014, 09:47:13 pm
Creio que este nao será construído de raíz, mas sim comprado em segunda mao de acordo com o que o existe no mercado.

No entanto se fosse para construir o Alfeite tem este projecto bastante interessante. http://www.arsenal-alfeite.pt/index.php?id=157 (http://www.arsenal-alfeite.pt/index.php?id=157)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Outubro 10, 2014, 07:28:45 pm
Citação de: "miguelbud"
Creio que este nao será construído de raíz, mas sim comprado em segunda mao de acordo com o que o existe no mercado.

No entanto se fosse para construir o Alfeite tem este projecto bastante interessante. http://www.arsenal-alfeite.pt/index.php?id=157 (http://www.arsenal-alfeite.pt/index.php?id=157)


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Propulsão Azimutal       2x1900 Kw
Propulsores de Proa       2x405 Kw
Produção Energia Eléctrica 3x1766Kw

  10 milhões não chega!  

  Navios oceanográficos  novos, há no mercado entre  50/70 milhões de euros e daí para cima,  dependendo dos equipamentos e laboratórios que quiseres instalar a bordo.
 Por 10 milhões só usado
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: chaimites em Outubro 11, 2014, 12:39:22 am
Mario Ferreira ja garantiu 100 milhões de euros de pré-vendas para o Atlântida,  nos EUA,  para o período de cinco anos e meio  
 :G-beer2:
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Novembro 03, 2014, 11:23:24 am
@ Jornal de Negócios
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Amal e Oxycapital investem 15 milhões nos Estaleiros Navais de Peniche
O grupo que comprou a infra-estrutura quer manter a construção naval mas também incorporar outra actividades, em que a Amal é especialista.

O grupo Amal e o fundo de capital de risco gerido pela Oxycapital esperam investir 15 milhões de euros nos Estaleiros Navais de Peniche nos próximos cinco anos, depois destas duas entidades terem adquirido a infra-estrutura.

Segundo o Público desta segunda-feira este investimento servirá para criar 300 postos de trabalho, com o grupo a querer manter a actividade de construção e reparação naval, mas também incorporar o "core business" da Amal – a construção de estruturas modulares para exploração de petróleo e gás.

Além disso, os estaleiros pretendem construir embarcações para a pesca do cerco em Angola, bem como continuar com um projecto para a construção de módulos de produção de energia a partir das correntes submarinas, revelou ao Publico fonte do grupo.

Actualmente, os estaleiros têm 60 trabalhadores, sendo que deverão ficar na empresa os que tratam directamente da actividade de construção e reparação naval.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Janeiro 06, 2015, 05:18:53 pm
Nove empresas querem comprar o Atlântida à Douro Azul

   
Citar
 
Há nove empresas interessadas no ferryboat Atlântida – o navio que a Douro Azul adquiriu por 8,75 milhões de euros em setembro e anunciou querer vender três meses depois -, avançou o líder da empresa, Mário Ferreira, ao Observador. As propostas, de acordo com o empresário, são oriundas da Austrália, Singapura, Malta, um país da África Ocidental, Espanha, Grécia, Estados Unidos da América e Noruega. No último país, há duas organizações interessadas em ficar com o navio.

“De repente, o mercado internacional percebeu que estávamos a negociar o navio” e as propostas começaram a aparecer, explicou o empresário e líder da Douro Azul. As obras de reconversão do ferryboat num navio para cruzeiros de luxo, comprado para operar no maior rio do Mundo, entre Manaus, no Brasil, e Iquitos, no Perú, já tinham terminado em dezembro. Na altura, o responsável pela empresa tinha adiantado que iria “repensar o projeto turístico para a Amazónia”.

Entretanto, Mário Ferreira adiantou que as propostas que a Douro Azul já recebeu têm diferentes objetivos: apoio a plataformas petrolíferas, operações típicas de um ferryboat ou a conversão num navio de expedição. A última proposta é a da empresa norte-americana.



  http://observador.pt/2015/01/06/da-australia-noruega-nove-empresas-querem-comprar-o-atlantida-douro-azul/#
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 06, 2015, 05:36:19 pm
Mas quando o navio era propriedade dos ENVC ninguém queria aquilo... pelo menos não apresentaram uma proposta credivel... :evil:
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Get_It em Janeiro 06, 2015, 06:28:59 pm
Não é preciso teorias de conspiração. Pelos menos não é preciso daquelas em que o 11 de Setembro foi um ataque levado a cabo pelos próprios norte-americanos. É preciso é saber ler entre as linhas e há muito que sabemos que existiu sempre um interesse em denegrir a imagem dos estaleiros em frente ao Zé Povinho e em manter o valor dos ENVC baixo para ser fácil despachar aquilo e até vender barato aos amigos. Só isto já ajuda a explicar o atraso na encomenda dos NPOs e como não houve dinheiro para um projecto com interesse para a economia e indústria nacional mas como apareceu dinheiro para fazer um monte de outras coisas. Também ajuda a explicar toda a novela com o NAVPOL e os Damen Schelde quando durante anos e anos (e até durante o aperto do cinto) todos os MDN diziam que o NAVPOL era uma prioridade para a Marinha.

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Janeiro 27, 2015, 01:16:01 pm
@ Lusa
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Timor procura alternativas para navio contratado a Portugal mas com atrasos


O Governo timorense está a procurar alternativas para um navio encomendado à empresa AtlanticEagle Shipbuilding, concessionária dos antigos Estaleiros Navais do Mondego, e que ainda não começou a ser construído devido às dificuldades com garantias bancárias necessárias.

Mari Alkatiri, responsável da Zona Especial de Economia Social de Mercado de Oecusse, confirmou à Lusa os atrasos e as dificuldades que a empresa está a ter para conseguir as garantias, tendo já havido contactos com as autoridades portuguesas para apoiar o projeto.

"Construir um navio como este implica uma série de questões. A crise financeira internacional não permite avançar como queríamos. Não é do nosso lado mas das garantias de 50% que têm que ser dadas para poder avançar com a construção", explicou à Lusa.

"Quem vai construir o navio não tem esse montante e está com dificuldades em arranjar essas garantias", disse.

Daí, explica, Timor-Leste criou uma equipa técnica que vai tentar renegociar com a AtlanticEagle Shipbuilding, procurando soluções alternativas.

Isso inclui uma tentativa de conseguir o apoio do Governo português ou da Caixa Geral de Depósitos.

Mari Alkatiri explicou que, como medida de contingência, está a ser ponderado o recurso a outro navio, de aluguer, talvez até com mais capacidade do que o inicialmente previsto, que possa servir não apenas para transporte mas também como hotel flutuante.

A Lusa tentou, sem êxito, durante vários dias contactar o administrador da AtlanticEagle Shipbuilding, Carlos Costa para solicitar um comentário sobre o tema.

Segundo a Lusa conseguiu apurar de fontes ligadas ao negócio, a Atlantic Eagle está a ter dificuldades na obtenção de garantias necessárias para a operação, tendo procurado que o Governo português assegure o projeto junto da banca.

Uma das alternativas mais prováveis é a obtenção de um seguro de caução, com garantia do Estado português, mas que teria de ser validado pelo Tesouro e pelas Finanças, num processo que ainda poderá demorar várias semanas.

Mesmo que o processo seja agilizado, porém, é praticamente impossível que se cumpram as datas de entrega do navio - necessário para as celebrações dos 500 anos da chegada dos portugueses a Timor, no final do ano - e cuja construção já deveria ter começado no final do ano passado.

No início de dezembro, Carlos Costa disse em Luanda que a empresa previa começar ainda esse mês a construção do navio de 72 metros que se destinava ao transporte de 377 passageiros, 22 viaturas e carga.

O navio serviria para ligar Dili à ilha de Ataúro e ao enclave de Oecusse.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Fevereiro 26, 2015, 03:05:16 am
Citação de: "miguelbud"
@ Lusa
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Timor procura alternativas para navio contratado a Portugal mas com atrasos


O Governo timorense está a procurar alternativas para um navio encomendado à empresa AtlanticEagle Shipbuilding, concessionária dos antigos Estaleiros Navais do Mondego, e que ainda não começou a ser construído devido às dificuldades com garantias bancárias necessárias.

Mari Alkatiri, responsável da Zona Especial de Economia Social de Mercado de Oecusse, confirmou à Lusa os atrasos e as dificuldades que a empresa está a ter para conseguir as garantias, tendo já havido contactos com as autoridades portuguesas para apoiar o projeto.

"Construir um navio como este implica uma série de questões. A crise financeira internacional não permite avançar como queríamos. Não é do nosso lado mas das garantias de 50% que têm que ser dadas para poder avançar com a construção", explicou à Lusa.

"Quem vai construir o navio não tem esse montante e está com dificuldades em arranjar essas garantias", disse.

Daí, explica, Timor-Leste criou uma equipa técnica que vai tentar renegociar com a AtlanticEagle Shipbuilding, procurando soluções alternativas.

Isso inclui uma tentativa de conseguir o apoio do Governo português ou da Caixa Geral de Depósitos.

Mari Alkatiri explicou que, como medida de contingência, está a ser ponderado o recurso a outro navio, de aluguer, talvez até com mais capacidade do que o inicialmente previsto, que possa servir não apenas para transporte mas também como hotel flutuante.

A Lusa tentou, sem êxito, durante vários dias contactar o administrador da AtlanticEagle Shipbuilding, Carlos Costa para solicitar um comentário sobre o tema.

Segundo a Lusa conseguiu apurar de fontes ligadas ao negócio, a Atlantic Eagle está a ter dificuldades na obtenção de garantias necessárias para a operação, tendo procurado que o Governo português assegure o projeto junto da banca.

Uma das alternativas mais prováveis é a obtenção de um seguro de caução, com garantia do Estado português, mas que teria de ser validado pelo Tesouro e pelas Finanças, num processo que ainda poderá demorar várias semanas.

Mesmo que o processo seja agilizado, porém, é praticamente impossível que se cumpram as datas de entrega do navio - necessário para as celebrações dos 500 anos da chegada dos portugueses a Timor, no final do ano - e cuja construção já deveria ter começado no final do ano passado.

No início de dezembro, Carlos Costa disse em Luanda que a empresa previa começar ainda esse mês a construção do navio de 72 metros que se destinava ao transporte de 377 passageiros, 22 viaturas e carga.

O navio serviria para ligar Dili à ilha de Ataúro e ao enclave de Oecusse.




  Não pode!!
  A Autoridade Europeia da Concorrência não deixa!  :G-deal:
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Malagueta em Maio 27, 2015, 02:08:04 pm
Atividade da LISNAVE no I trimestre de 2015


Nos primeiros três meses de 2015, a actividade da Lisnave manteve-se num nível estável e equilibrado, apesar da continuada instabilidade do mercado do “shipping” e da intensa concorrência internacional.

            Assim, fruto de uma agressiva actividade comercial, no I trimestre do presente ano, docaram, para manutenção/reparação no estaleiro da Lisnave, na Mitrena, em Setúbal, 21 navios pertencentes a 21 diferentes clientes, oriundos de 11 países, com destaque para a Grécia com 7 unidades, seguida da Inglaterra com 3. Registe-se que no período homólogo do transacto ano, foram reparados 20 navios, mas no corrente ano o volume de trabalho por navio aumentou ligeiramente, com destaque para uma grande reparação efectuada na barcaça S600, da SAIPEM LID e uma média reparação feita na draga Marieke, pertencente à Dredging International Luxembourg S.A..

            Sendo a Lisnave reconhecida a nível mundial pelo seu elevado know-how, independentemente do tipo de embarcação, é normal e frequente encontrarem-se nas suas docas, os mais variados tipos de navios, desde mineraleiros a Ro-ro’s, continuando, porém, o tradicional segmento dos petroleiros, a ser responsável pela maior fatia dos trabalhos efectuados (45%), seguido pelo porta-contentores (30%).
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Junho 30, 2015, 04:12:16 pm
Morreu o Atlantida!   nasceu o Norway Explorer

 
  Com as cores do novo armador
  (http://i58.tinypic.com/2dwhll.jpg)

  A companhia norueguesa Hurtigruten já anunciou o novo navio da frota o MS Norway Explorer , o antigo ferry português "Atlântida" e substituirá MS Midnatsol quando navegar para o Artico
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: HSMW em Junho 30, 2015, 09:51:35 pm
Podia ser pior. Em quanto fica o negócio?
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Junho 30, 2015, 09:54:38 pm
17 milhões
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Julho 02, 2015, 08:02:17 am
O Atlantida,  MS Norway Explorer vai receber certificação ICE 1A+  na Noruega para navegar no gelo

Devera fazer companhia ao MS Fram na Antartida

 
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Novembro 10, 2015, 10:00:55 am
Douro Azul investe 15 milhões em novo navio de cruzeiro

http://economico.sapo.pt/noticias/douro-azul-investe-15-milhoes-em-novo-navio-de-cruzeiro_234193.html
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Fevereiro 28, 2016, 10:15:35 pm
VianaDecon SA
Um empresa de viana do Castelo que continua a crescer
Merece o vosso like no face!!
vejam la os trabalhos que tem feito ultimamente!!
http://m.facebook.com/vianadecon/ (http://m.facebook.com/vianadecon/)
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Lusitano89 em Março 09, 2016, 12:53:35 pm
Empresa de Olhão criou barco a energia solar

(http://static.globalnoticias.pt/storage/DN/2016/dn2015_detalhe_topo/ng6160922.jpg)

Uma jovem empresa de construção naval de Olhão, distrito de Faro, estreou na última sexta-feira, com sucesso, o primeiro barco eletrossolar de uma linha de produção em série a pensar na exportação para todo o mundo.

"Correu excelentemente, dentro das nossas expetativas e [o barco] atingiu a velocidade esperada apenas com a ajuda da energia solar", disse à Lusa, satisfeito, Jorge Severino, sócio e responsável pelo desenvolvimento e pela produção da Sun Concept.

O barco, lançado à água numa rampa ao lado das docas de Olhão, tem sete metros de comprimento, 2,4 metros de largura e dois motores elétricos ligados a baterias escondidas dentro da embarcação, alimentadas por seis grandes painéis solares que lhe dão um ar futurista.

As baterias permitem ainda uma autonomia de oito horas de navegação noturna.

"O sol é uma energia que temos em grande quantidade e podemos utilizar de forma perpétua", explicou Jorge Severino, acrescentando que a ideia inicial era apenas produzir barcos de recreio, mas que rapidamente se deram conta de que podiam também construir barcos a pensar noutras atividades.

O primeiro barco produzido tem capacidade para oito pessoas, mas dois outros modelos já estão a ser desenvolvidos: um destinado à atividade marítimo-turística, com lotação para 14 pessoas, e outro destinado a atividades profissionais, com um porão aberto e de fácil acesso, para já com especial enfoque nas atividades dos mariscadores e viveiristas.

Um outro sócio da empresa, Manuel Brito, referiu que "a opção pelo desenvolvimento e produção de embarcações eletrossolares nasce da consciência da necessidade de redução do consumo de combustíveis fósseis, face ao impacto negativo na natureza e no aquecimento global, e da oportunidade de utilização com eficiência de energias limpas e renováveis/sustentáveis".

"O futuro de grande parte do setor da construção naval passará pela adoção de embarcações eletrossolares, quer pela sua cada vez maior eficiência, pela inexistência de gastos com consumos e, especialmente, pela urgência da redução do consumo de combustíveis fósseis com as vantagens daí advenientes", defendeu Manuel Brito.

A Sun Concept iniciou a sua atividade em maio de 2015 e os seus sócios investiram até agora cerca de 300.000 euros.

Emprega atualmente 10 pessoas, essencialmente ligadas ao desenvolvimento de modelos e à preparação de moldes para produção, e prevê reforçar esta equipa com mais 10 pessoas para iniciar a produção em série de barcos, com uma previsão de construção mensal de três a quatro barcos.

DN
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 30, 2016, 10:29:46 am
Lisnave duplica lucros e distribui prémio recorde pelos trabalhadores


O estaleiro da Lisnave, no Sado, bateu um novo recorde em 2015, com os lucros a atingirem os 13,6 milhões de euros, o que é mais do dobro do valor apresentado no ano anterior



João Palma-Ferreira



Os 107 navios reparados na Lisnave em 2015 proporcionaram um lucro recorde ao estaleiro do Sado, que corresponde a um valor médio de reparação superior a um milhão de euros por navio, quando tradicionalmente o valor das reparações médias rondava os 850 mil euros por navio. Na reunião de acionistas realizada a 29 de março foi aprovado o pagamento de uma gratificação de 1,5 milhões de euros aos trabalhadores, que é 25% superior ao valor pago em 2014.

O volume de negócio resultante da actividade de reparação naval da Lisnave, decorrente dos 107 navios reparados em 2015, contra 92 navios reparados em 2014 ascendeu a 113,2 milhões de euros, o que compara com os 85,6 milhões registados em 2014.

Desta forma, os lucros liquidos da Lisnave aumentaram para 13,6 milhões de euros, o que compara com os 6,5 milhões registados em 2014.

Os acionistas do estaleiro naval vão receber um dividendo global de 13,5 milhões de euros relativo ao exercício de 2015. A gratificação de 1,5 milhões de euros atribuída aos trabalhadores relativa ao exercício de 2015 é 25% superior aos 1,2 milhões atribuidos em prémios em 2014.

http://expresso.sapo.pt/economia/2016-03-30-Lisnave-duplica-lucros-e-distribui-premio-recorde-pelos-trabalhadores
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Viajante em Abril 02, 2016, 12:18:31 pm
Lisnave duplica lucros e distribui prémio recorde pelos trabalhadores


O estaleiro da Lisnave, no Sado, bateu um novo recorde em 2015, com os lucros a atingirem os 13,6 milhões de euros, o que é mais do dobro do valor apresentado no ano anterior


http://expresso.sapo.pt/economia/2016-03-30-Lisnave-duplica-lucros-e-distribui-premio-recorde-pelos-trabalhadores

Têem uma boa solidez financeira. Esperamos que a West Sea também tenha um futuro risonho, porque o accionistas está a passar por dificuldades (a Martifer). Felizmente a Martifer identificou e muito bem, que deve apostar na reparação e principalmente na construção naval, porque..... a Martifer tem o seu principal negócio é as construções metálicas, desde a fundição dos metais até à entrega dos produtos finais! Mas como a empresa mãe está tão endividada........ foi forçada a reestruturar a dívida e vender activos que não são prioritários!

http://www.martifer.pt/pt/noticias/martifer-informa-sobre-acordo-de-reestruturacao-financeira/
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Junho 25, 2016, 06:37:23 pm
@Público
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(https://imagens6.publico.pt/imagens.aspx/1058066?tp=UH&db=IMAGENS)

Ainda cheira a tinta perto das margens do rio Tejo. Nas oficinas da Navaltagus, no Seixal, dão-se os últimos retoques ao novo rebocador-empurrador português. Desde 1990 que não se construíam este tipo de embarcações no estuário do rio. O investimento de 2 milhões de euros foi feito pelo grupo ETE e a embarcação será lançado à água no dia 29 de Junho.

“Era um sonho do ETE de construir as suas próprias embarcações”. O administrador, Miguel Figueiredo, fala numa oportunidade que surgiu depois da crise de 2008, quando o grupo exportou para a Colômbia duas embarcações, sendo uma delas um rebocador. Em 2014, face aos únicos dois rebocadores existentes em Lisboa, cada vez mais velhos e desactualizados, decidiu-se apostar na renovação. Miguel Trovão, director da Navaltagus, vai mais longe: “Acabou por ser uma necessidade e um investimento.” Da necessidade à assinatura do contrato passou um ano. E em Outubro de 2015 quebrou-se o jejum de 26 anos e começou a construção do rebocador-empurrador.

Ao todo, foram investidos 2 milhões de euros e utilizadas 100 toneladas de aço, 700 metros de tubo, 1100 litros de tinta e 1000 metros de cabo eléctrico. Miguel Trovão assume que era um investimento “complicado”, mas que o conseguiu inteiramente através do grupo ETE sem necessidade de recorrer à banca. Durante o período de construção apostou-se na indústria portuguesa, com excepções: “Houve alguns equipamentos que tivemos de comprar no exterior, como os motores principais. Não há fabricante nenhum português que os faça.”

É entre papelões e plásticos no chão da embarcação que ainda circulam os trabalhadores que construíram o rebocador. Concluem-se os últimos retoques numa obra que envolveu 60 operários.

“Creio que um empurrador com estas características seja único em Portugal”, salienta o director da Navaltagus. A inovação está no baixo calado, com 2,38 metros, o que proporciona mais potência e força na navegação. Também o comprimento reduzido, de 16,50 metros, faz com que seja possível que a embarcação passe em zonas estreitas e sinuosas do rio. A questão ambiental não foi deixada de lado e está preparado para navegar a gás natural.

A embarcação poderá operar desde Lisboa à Valada do Ribatejo, mas não só. Foi pensado para que também possa vir a desenvolver actividade no Rio Douro. “Quando o projectámos, já o fizemos a pensar nesses constrangimentos. Daí as suas dimensões”, esclarece Miguel Trovão. O responsável do estaleiro assume que já perspectiva que atrás deste investimento, surjam outros.

Chamar-se-á Baía do Seixal numa homenagem ao município, assume Luís Figueiredo, do grupo ETE. Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal, reforça as palavras de Luís Figueiredo acrescentando que o contributo do Seixal para a construção naval vem desde os Descobrimentos e é para se manter. O autarca aproveita ainda para anunciar que, também na próxima quarta-feira, será assinado um estudo de viabilidade para a instalação de um Porto de Recreio no Seixal.
Um estudo para perceber o que o Seixal tem para dar

“Face à nossa tradição na construção naval e do facto do município ter uma baía e um porto de abrigo natural, penso que estamos muito bem posicionados para desenvolver um projecto com características de apoio às embarcações, mas também de reparação, assim como um centro de desportos náuticos”, afirma Joaquim Santos. A zona em causa envolve as instalações da Navaltagus e a área que pertence ao município. 

“É uma oferta que não existe no Tejo”, aponta o autarca sobre as duas vertentes do porto de recreio. Para isso, salienta que a intenção é “torná-lo numa referência”. O presidente refere que há 200 lugares para embarcações na baía, mas nem todos na marina, e é necessário organizar um espaço dedicado a isso. “No ano passado tivemos cerca de 500 embarcações a entrar no Seixal e 3500 tripulantes, o que demonstra uma boa procura”, constata. De acordo com o autarca, este pode ser um investimento que pode alavancar o desenvolvimento da economia local e a rentabilização do turismo fluvial. “O Tejo, além de ser importante por causa dos transportes de cargas e passageiros, tem uma componente de lazer que não está aproveitada”, acrescenta.

Com este estudo, alvo de um protocolo entre a Câmara do Seixal, o Porto de Lisboa, o grupo ETE e a Libertas, pretende-se perceber a procura do mercado. “Queremos criar um projecto com sustentabilidade”, considera. Depois, terá de se compreender como é possível responder à procura para que futuros parceiros possam surgir e investir. “Gostaríamos de até ao final do ano ter o estudo e apresentá-lo”, anuncia Joaquim Santos.

O município tem vindo a apostar nos investimentos na zona ribeirinha e na baía. Joaquim Santos destaca que o mais importante foi a parceria que se fez com municípios da margem sul e da margem norte para o tratamento dos esgotos. “Foi fundamental para termos uma água com mais qualidade”, afirma.
Seixal como complemento ao turismo de Lisboa?

O turismo é outra das frentes em que o município do Seixal quer actuar. “Temos potencial turístico que pode ser um complemento a Lisboa. Não queremos substituir a capital, achamos é que somos uma componente interessante”, esclarece o presidente da câmara, Joaquim Santos. Para tal, um dos conceitos pensados é o Seixal Vila Hotel. A ideia é potenciar o alojamento local junto ao rio e no núcleo histórico da cidade de forma a que o visitante se sinta no ambiente de uma vila piscatória antiga. “Esta é uma oferta diferente, não só porque se está numa vila ribeirinha em frente a Lisboa, mas porque depois é possível ir para a capital de barco”, explica. Agora, a missão é encontrar parceiros para que este conceito tenha pernas para andar. Para isso, a câmara está a requalificar espaços para que seja possível receber serviços, como a restauração.

Até ao momento, há já um hostel num dos terrenos da câmara. “Ainda não abriu, mas está apra breve”, afirma. Para incentivar à exploração do hostel, a câmara atribuiu um “valor de requalificação” a quem o alugou. “Estamos disponíveis para que o valor do investimento seja partilhado pelo município”, revela. Dos 1500 euros de renda mensal no final do ano, o valor será reduzido para 90% no primeiro ano, no segundo ano para 70% e assim consecutivamente durante cinco anos. O objectivo é reaver o valor de investimento. “O município assume as questões de rentabilização do património do ponto de vista financeiro para que seja este depois seja rentabilizado do ponto de vista social e económico”, explica.

Além do alojamento, o município quer assumir-se também como um ponto de referência museológico nacional e internacional.  Face ao Ecomuseu Municipal do Seixal, a Oficina de Artes Manuel Cargaleiro ou o moinho de maré de Corroios, o presidente sublinha: “Temos muito potencial, o que nos falta é que concretizar uma gestão integrada entre as várias estruturas.”

Há também uma preocupação com o núcleo urbano antigo do Seixal. A intervenção vai ser feita em seis hectares com um investimento de 2 milhões de euros. A requalificação já se iniciou com a obra de prolongamento do passeio ribeirinho do Seixal, onde se pretende acrescentar novos espaços pedonais, prolongar o passeio ou melhorar pavimentos e acessos. “Uma coisa é estar numa rua antiga com buracos, outra coisa é estar numa rua antiga mas ter um piso requalificado e moderno”, diz Joaquim Santos. De acordo com o presidente, esta intervenção tem funcionado como contágio para a população. “A partir do momento em que começámos, já seis ou sete particulares começaram a requalificar imóveis”, diz.

Joaquim Santos revela que a autarquia tem tentado perceber quais os anseios da população. Para isso, têm-se feito estudos de opinião. O turismo surge logo atrás da saúde e do emprego nos tópicos que os habitantes do Seixal acham mais determinantes na economia do município. “Há aqui a noção que o Seixal pode ter um papel muito importante no turismo de Lisboa e há a disposição para dinamizar este processo”. Para isso, a câmara municipal está a preparar também um caderno de orientação para o investimento, que vai desde grandes fábricas a pequenos quiosques. “A câmara não quer dinheiro, a câmara quer desenvolvimento”, remata.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Julho 15, 2016, 08:47:56 pm
Mario Ferreira  vai lançar-se nos cruzeiros  de mar

O Navio protótipo desta nova aventura de Mario Ferreira  esta em fase de projeto em 5 estaleiros sendo o West Sea um deles.
O projeto tem o nome de Vasco da Gama Expedition Cruises.
será um navio de cruseiros para experiencias no mar exclusivas e de alto luxo com 90 cabines  e no maximo 180 passageiros
O negócio e para ser implementado em 2018.
Mario Ferreira acredita que este é e um segmento de mercado sem explorar,  contrariando a massificação dos grandes navios de cruseiro, que ja não oferecem qualidade ao segmento de mercado da classe alta.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 16, 2016, 12:17:03 am
Ice um pequeno offtopic, tens acompanhado o que tem acontecido às empresas do sector na Coreia do Sul? A coisa está preta...
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Julho 16, 2016, 05:43:22 am
Ice um pequeno offtopic, tens acompanhado o que tem acontecido às empresas do sector na Coreia do Sul? A coisa está preta...

Sim os Estaleiros Sul Coreanos estão a passar o mesmo que aconteceu a industrial naval Europeia no final do Sec. passado.
Estaleiros altamente subsidiados pelo governo, comercio maritimo mundial estagnado associado ao , mercado saturado de navios devido a grande demanda da ultima  decada, e a grande competição Chinesa.
O governo  Sul Cureano ja nao aguenta mais subsidear esses estaleiros. que somam milhares de milhoes de prejuizo.
O destino deles vai ser o dos estaleiros Europeus! Reestruturar , deixar de produzir navios em série e especializar-se em algum segmento de mercado para o qual os chineses ainda não apresentem soluçoes viáveis.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: HSMW em Julho 29, 2016, 06:49:18 pm
Governo financia projectos marítimos de I&D na Defesa em 5,1 milhões de euros
4.3 milhões para projectos nacionais e 857 mil euros para projectos internacionais


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O Ministério da Defesa Nacional (MDN) financia cinco projectos nacionais de Investigação e Desenvolvimento (I&D), para a área militar/defesa, relacionados com o ambiente marítimo com cerca de 4,3 milhões de euros, apurou o nosso jornal junto de fonte oficial. Portugal participa e/ou participará igualmente em três projetos de I&D no âmbito da Agência Europeia de Defesa (EDA) com um investimento nacional de cerca de 857 mil euros, para um total estimado de 56,3 milhões de euros, segundo a mesma fonte.

 

Projectos nacionais

 

O projecto nacional de valor mais elevado é o TROANTE (financiado em 1.226.438 euros, que corresponde a 49% do valor total do projecto), que visa testar e operacionalizar um sistema de veículos aéreos não tripulados (Unmanned Aerial Vehicle – UAV) de pequena/média dimensão, com peso máximo de 25 quilos à descolagem.

Destina-se a uma utilização conjunta (civil e militar) e dual (ar e mar), tem a duração de três anos, entre Janeiro de 2016 e o fim de 2018, e conta com a participação da Força Aérea, Marinha, Exército (CIGeoE e CINAMIL), Critical Software, Instituto de Telecomunicações de Aveiro, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, PT Inovação e Sistema e da CEIIA (Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel).

O segundo destes projectos de maior valor é o SUB-ECO (1.197.200,50 euros) e visa “desenvolver uma capacidade integrada de monitorização e vigilância acústica da margem continental portuguesa, complementada por tarefas de previsão do ruído acústico submarino e potenciar a caracterização e controlo do bom estado ambiental dos ecossistemas marinhos nacionais”, refere o MDN.

Este projecto arrancou em Janeiro deste ano e tem a duração de 39 meses, contando com a participação da Marinha, através do Instituto Hidrográfico, Força Aérea, Estado-Maior General das Forças Armadas, a empresa MarSensing e o CINTAL (Centro de Investigação Tecnológica do Algarve).

O terceiro projecto é o BMS & EMM (Battlefield Management System & Emergency Mobile Mesh) (financiado em 1.156.262,50 euros, que corresponde a 66% do valor total do projecto), destinado a desenvolver um produto de tecnologia aberta e baseado “em normas internacionais para operações militares de emergência e socorro”, refere o MDN, e equipar escalões, ao nível de manobra, no plano de operações de emergência e socorro (como as unidades que asseguram as operações SAR na Autoridade Marítima Nacional). A sua duração é de três anos (Janeiro de 2016 a Dezembro de 2018) e envolve a Critical Software, o CINAMIL, o CINAV, a Autoridade Marítima Nacional e o INESC-ID.

O quarto projecto mais financiado é o THEMIS (Distributed Holistic Emergency Management Intelligent System) (financiado em 423.006,32 euros, que corresponde ao 68% do valor total do projeto) e, como refere o MDN, procura criar “um sistema inteligente de apoio à decisão” que, combinando tecnologias emergentes, como sistemas periciais, redes ad-hoc e modelos de dados para troca de informação, “desenvolve uma nova solução para a gestão de operações humanitárias e de gestão de emergência, em contexto de inter-agência, apoiando a cooperação civil militar”.

Tem a duração de três anos (Janeiro de 2016 a Dezembro de 2018) e conta com a participação da Marinha, Exército, Critical Software, Instituto Superior de Estatística e Gestão da Informação da Universidade Nova de Lisboa (MAGIC) e UNIDEMI (Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Engenharia Mecânica e Industrial da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa).

O último projecto, em valor, é o ANDRÓMEDA (financiado em 332.375 euros, que corresponde a 27% do valor total do projeto), relacionado com a investigação e tecnologia de UAV e navios. De acordo com o Ministério da Defesa, trata-se de uma “evolução do sistema de informação implementado no âmbito do projeto europeu PERSEUS com a integração da plataforma PERSEUS” e da “partilha de vídeo, em tempo real, entre aeronaves”, sistemas aéreos não tripulados e navios.

O projecto tem duração de 30 meses, desde outubro de 2015, e envolve o INOV- INESC, a Marinha, a Força Aérea e a empresa XSEALENCE.

O resto e os projetos internacionais em:
http://www.jornaldaeconomiadomar.com/8722-2/
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: HSMW em Outubro 03, 2016, 08:42:13 pm
Compra de equipamento científico para o MAR PORTUGAL

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~ O navio de investigação científica MAR PORTUGAL, comprado em 2015 pelo Estado Português com apoio financeiro da Noruega, para substituir o n/m NORUEGA na investigação das Pescas, está imobilizado em Lisboa há mais de 11 meses a aguardar reconversão para poder desempenhar a função para que foi adquirido. Só agora o governo deu luz verde para que o IPMA lance um concurso internacional, no valor de 2 milhões de euros para aquisição de equipamento de investigação para ser instalado a bordo do MAR PORTUGAL, calculando-se que na melhor das hipóteses o navio só estará apto a cumprir a sua missão no fial do primeiro semestre de 2017. É demasiado tempo, mostrando mais uma vez o Estado a sua inepcia total para lidar com navios.
O MAR PORTUGAL já tem 30 anos, foi construído em 1986 e modernizado em 2012.

http://lmcshipsandthesea.blogspot.pt/search/label/MAR%20PORTUGAL%20%28navio%20oceanogr%C3%A1fico%29
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Janeiro 17, 2017, 11:24:42 am
in Jornal Económico
Setor nacional da construção naval recuperou em 2015 após longa crise

Após um longo período de Inverno, o sector nacional da construção naval voltou a recuperar em 2015 e travou uma queda de produção que já vinha, pelo menos, desde 2008.

Esta é uma das conclusões da sétima edição do LEME – Barómetro da Economia do Mar, elaborado pela consultora PriceWaterhouseCoopers, documento que foi ontem pré-apresentado em Lisboa.

Segundo explicou Miguel Marques, ‘partner’ da PwC, a recuperação da actividade da construção naval em Portugal em 2015 fica a dever-se em particular às encomendas garantidas pela West Sea, do grupo Martifer, que opera nos antigos estaleiros Navais de Viana do Castelo em associação com outra empresa de construção naval do grupo, a Navalria, sediada em Aveiro; e também à Nautiber – Estaleiros Navais do Guadiana, que opera em Vila Real de Santo António.

“Após um longo período de redução, o volume de negócios da construção naval, a preços constantes, aumenta em 2015”, sublinha o referido barómetro.

O mesmo documento acrescenta que, “em termos globais, as indústrias da construção e manutenção e reparação naval portuguesas têm vantagens competitivas devido à localização geográfica privilegiada, condições climatéricas e mão-de-obra especializada”.

A PwC considera que estes são “sectores estratégicos para Portugal, por proporcionarem geração de emprego e riqueza num vasto conjunto de indústrias”.

“Portugal dispõe de estaleiros com capacidade relevante. No entanto, enfrenta uma forte competição por parte de países com mão-de-obra barata ou de países de tecnologia mais avançada”, explica o barómetro da PwC.

Além da construção naval, o barómetro da PwC sobre a economia do Mar, que deverá ser apresentado publicamente na próxima quinta-feira numa cerimónia que contará com a presença da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, indica que os segmento de actividade que cresceram de forma mais sustentada no ano de 2015 em Portugal foram os portos (cargas  movimentadas, incluindo as contentorizadas), registo de navios, passageiros de cruzeiros (Continente, ilhas da Madeira e dos Açores e cruzeiros fluviais na Via Navegável do Douro), registo de navios e a indústria de conservas e outros preparados de peixe.
Título: Re: Sector Naval, também em Portugal
Enviado por: tenente em Abril 12, 2017, 05:18:29 am
Sei que esta info já está um pouco desactualizada, mas acho que vale a pena ler em especial as páginas 15 a 19:

http://www.dgpm.mam.gov.pt/Documents/PAC2015%20-%20Ventura%20de%20Sousa%20-%20AIN.pdf

Abraços
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: tenente em Abril 15, 2017, 05:52:26 pm
documento interessante em especial a pág 29.

http://www.martifer.com/fotos/downloads/mnews08pt_5263696858b050f6049be.pdf


Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Maio 22, 2017, 08:21:54 pm
Novo ferry para Timor construído nos estaleiros navais do Mondego.

Este seria o "Anticiclone" que era para ir para os Açores.

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/mondego-lanca-felicidade-para-timor?ref=Empresas_outros
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Agosto 02, 2017, 11:18:06 pm
Mais uma empresa de Viana do Castelo a dar cartas a nivel mundial

Viana Decon. SA
http://www.vdn.pt/pt-PT/Home.aspx?AreaId=1 (http://www.vdn.pt/pt-PT/Home.aspx?AreaId=1)

Título: Re: Sector Naval
Enviado por: HSMW em Novembro 15, 2017, 10:57:46 pm

Citar
The merchant shipping industry releases 2.2% of the world’s carbon emissions, about the same as Germany, and the International Maritime Organization estimates that could increase up to 250% by 2050 if no action is taken

Tecnologia que apareceu em 1922 mas só agora se tornou economicamente viável: a vela rotativa
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 31, 2018, 02:12:04 pm
Lisnave com atividade em alta nos primeiros nove meses de 2017
Nuno Miguel Silva

Os navios reparados pela Lisnave nos primeiros três trimestres de 2017 foram provenientes de 39 clientes diferentes, de 19 países.

A Lisnave reparou 62 navios nos estaleiros da Mitrena, em Setúbal, nos primeiros nove meses do ano passado.

De acordo com a informação disponibilizada no ‘site’ oficial da Lisnave, a empresa de reparação naval aumentou a sua atividade face ao período homólogo de 2016, durante o qual reparou 54 navios, menos oito do que de janeiro a setembro do ano passado.

Os navios reparados pela Lisnave nos primeiros três trimestres de 2017 foram provenientes de 39 clientes diferentes, de 19 países.

Singapura foi o país que mais navios enviou para a Lisnave no período em análise, segundo-se a Grécia (sete), Dinamarca e Alemanha (seis cada), Bélgica e Brasil (cinco navios cada), Venezuela (quatro), e Noruega e Hong Kong (com três navios cada).

“A Lisnave continuar a reparar diversos tipos de navios, apoiada pelo forte ‘know how’ acumulado ao longo de décadas, sendo o tradicional mercado dos petroleiros a representar o maior número de navios reparados (34), seguido por navios porta-contentores com 13 navios e por navios graneleiros com oito navios”, revela um comunicado da Lisnave.

O mesmo documento acrescente no período em causa os clientes da Lisnave que repararam mais navios nos estaleiros da Mitrena foram o líder mundial dos armadores, “a A. P. Moeller/Maersk, com seis navios; V. Ships (do Brasil, Alemanha e Singapura) e Teekay Marina (Noruega e Singapura), com quatro navios cada”.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/lisnave-com-atividade-em-alta-nos-primeiros-nove-meses-de-2017-263319
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: HSMW em Fevereiro 09, 2018, 07:29:19 pm

Os movimentos marítimos na nossa costa vistos através do satélite Sentinel-3 da ESA.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Agosto 22, 2018, 11:49:05 pm
Lembram-se da Atlantic eagle que queria tomar posse dos ENVC.?

Estes artistas com uma carteira de encomendas considerável para o estaleiro em questão, conseguiram por o Estaleiro do Mondego mais uma vez em insolvência.

A  insolvência foi pedida pelos trabalhadores que levavam já varios meses de ordenados em  atraso.

Em causa  ficam agora as construções dos ferry’s para Timor e varias outras encomendas de navios de pesca.

down: :down: :down: :down: :down: :mala: :down:
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Lusitaniae em Janeiro 13, 2019, 08:02:29 pm
(https://i.postimg.cc/Pxq2797P/49897055-1291719924293507-2086804642099888128-n.jpg) (https://postimages.org/)

Imagem de Mario Ferreira dos Estaleiros em Viana, lotado! 🚢
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Lusitaniae em Fevereiro 18, 2019, 03:52:13 pm
Mais um Post no Facebook do Mário Ferreira com queixas de falta de mão de obra especializada :

"Mais um dia em Viana, cada vez mais perto da data, cada vez mais Stress, a mão de obra especializada parece desaparecer num navio tão grande, se tivéssemos mais 100 colaboradores, para colocar papel, tectos, pladur e ajustar painéis em madeira, nem dávamos por eles..."

(https://i.postimg.cc/nr148Xwv/world-explorer.jpg) (https://postimages.org/)
Foto Mário Ferreira
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Lusitaniae em Fevereiro 27, 2019, 11:19:09 pm
World Explorer to be Fitted with FarSounder FLS

O navio de cruzeiro World Explorer será equipado com alta tecnologia para navegar nos polos á vontadinha sem medo dos icebergues.

"FarSounder’s Forward-Looking Sonar (FLS) will be included on the World Explorer from Mystic Cruises when she debuts this spring.

This latest technology in navigation and obstacle avoidance will be a welcome addition to this state-of-the-art vessel, FarSounder said, in a prepared press release.

The ship will be on a worldwide deployment pattern, including the Polar Regions.

With FarSounder's 3D FLS installed, the crew can rest easy knowing they have the latest technology aboard to mitigate these risks, the company said.

One of the ship's captains, Captain Zakalashnnyuk, is looking forward to taking the helm on this "ultra well-equipped ship for expedition and exploring style cruises. With the latest and more advanced equipment that was included in its construction, all the knowledge and sophisticated technical improvements developed over the last decade in the maritime industry are on board allowing us to feel like we are on the bridge of a large yacht."

https://www.cruiseindustrynews.com/cruise-news/20433-world-explorer-to-be-fitted-with-farsounder-fls.html?fbclid=IwAR2vqhG_NQt_cRo9XLG2Tysbt9aDaMp6I1phWtfsNBRmdAil8c3-So5VqlI
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Lusitaniae em Março 03, 2019, 03:31:23 pm
Podem ver uma reportagem na RTP sobre os estaleiros west sea em Viana do Castelo, basta ir ao minuto 39'

https://www.rtp.pt/play/p5285/e393067/jornal-da-tarde-2019
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Lusitaniae em Março 20, 2019, 10:22:19 am
Navio World Explorer quase pronto.
Vai ser bonito ver esta beleza a navegar!
(https://i.ibb.co/2ch8bKX/Screenshot-2019-03-20-10-17-07.png) (https://ibb.co/vLqstz2)

Foto : Mario Ferreira Facebook
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Lusitaniae em Abril 08, 2019, 11:56:51 am
Foi amadrinhado o Navio de cruzeiros World Explorer.
Uma visão de cima do dito com um "sportinguista" heliporto.

(https://i.ibb.co/W6fwQdG/56398284-1350206925111473-1888106368221577216-n.jpg) (https://ibb.co/g3JpGXm)

Foto de Mario Ferreira
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Lusitaniae em Julho 17, 2019, 05:13:36 pm
Projeto APEX

(https://cdn1.imggmi.com/uploads/2019/7/17/c8d92cc5b79fb121a432a4d7d4d2efc7-full.jpg) (https:///)


https://www.rtp.pt/play/p6032/e418575/tech-3 (https://www.rtp.pt/play/p6032/e418575/tech-3)


Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 23, 2019, 05:48:26 pm
SOPROMAR. EM ANGOLA "SÓ LHE FALTAVA TER UM AVIÃO", EM PORTUGAL APRENDEU A CAIR E LEVANTAR-SE PARA QUE O SONHO SE CUMPRISSE

(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=NWY0++I1wJ9SA/AUDKkhT3r0d8Dq8ITH5OWCX3RW3WXnSdJr151r6AoufJL8TiZkZ8eBJqtv5HRkfS8gBkYInNo5kY5zO6ltrWuZ/NGMaNO/DYA=&W=2100&H=1050&delay_optim=1&crop=center)

Esta é a história de um sonho que um homem não conseguiu materializar, "que não o deixaram", e que a família carregou até fundar o estaleiro naval que é hoje a Sopromar, em Lagos. Ercidia é o pilar desta história. Marcada com os rótulos de retornada e viúva, só quer saber de um rótulo, o de mãe, aquele que lhe permitiu fundar o pequeno império que tem hoje.

...

https://24.sapo.pt/vida/artigos/sopromar-em-angola-so-lhe-faltava-ter-um-aviao-em-portugal-aprendeu-a-cair-e-levantar-se-para-que-o-sonho-se-cumprisse
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Lusitaniae em Julho 26, 2019, 01:47:19 am
Bem, parece que os novos catamarans para a travessia do Tejo virão da Australia.
Segundo noticias de ontem, de todos os candidatos só mesmo a Austal cumpre os requisitos.


Quatro excluídos. Só ficou um concorrente para fornecer barcos à Transtejo

25/7/2019, 10:41

Maior concurso lançado pela Transtejo desde 2003 será disputado apenas por um concorrente. Os outros quatro falharam pré-qualificação. Juntar construção e manutenção de navios dificultou propostas.

É o maior concurso lançado pela Transtejo desde pelo menos 2003, ano em que a Soflusa (detida pela Transtejo atualmente) adquiriu os oito catamarãs que atualmente fazem a ligação entre Lisboa e o Barreiro. No entanto, o concurso para o fornecimento e manutenção de dez barcos para a Transtejo, com um valor de referência da ordem dos 90 milhões de euros, só tem um candidato qualificado a apresentar proposta final. Dos cinco concorrentes que se apresentaram a concurso, quatro chumbaram na fase de qualificação por razões acima de tudo formais — falta de documentos exigidos, ausência de certificação sobre capacidades técnicas e experiência exigidas, entrega fora de prazo e até falta de assinaturas.

Pelo caminho ficaram grupos internacionais como a Damen Shipyards, estaleiros holandeses que forneceram os barcos à Soflusa há 16 anos, mas também consórcios que juntavam estaleiros navais portugueses, os de Viana do Castelo geridos pelos irmãos Carlos Martins associados à Empresa de Tráfego e Estiva (ETE), e dos do Mondego, bem como o Arsenal do Alfeite, empresa pública que concorreu em parceria com estaleiros espanhóis situados nas Astúrias, os Astilleros Gondan.

O relatório final do júri, que confirma o relatório preliminar de avaliação das propostas, já foi validado pela administração da Transtejo na semana passada. A concurso ficou apenas um concorrente, a australiana Austal Limited, a única empresa que conseguiu reunir todos os requisitos impostos no concurso. O grupo qualificado é uma empresa australiana reconhecida no fornecimento de navios militares e comerciais e está nas suas mãos o sucesso do concurso para o qual o Governo tem remetido a solução para os graves problemas operacionais que têm afetado a frota da Transtejo com sucessivas supressões do serviço devido a avarias e necessidade de manutenção.

Fonte oficial da Transtejo confirma ao Observador que a qualificação de um único candidato “não é impeditivo do prosseguimento do processo concursal”, de acordo com as regras da contratação pública. A pré-qualificação dos candidatos é justificada pelo valor do investimento em causa e pela complexidade do objeto do fornecimento. O próximo passa por enviar ao concorrente uma carta convite, à qual se segue uma fase de negociação e só depois a entrega da versão final da proposta cujo preços não podem ultrapassar os valores fixados o preço base.

Qualquer proposta que apresente custo de fornecimento superior ao valor base definido nas peças do procedimento será excluída, confirmou ao Observador fonte oficial da Transtejo. E nesse caso, a “empresa não poderá realizar a adjudicação, tendo de proceder à anulação do concurso”.

A renovação da frota da empresa foi aprovada no início deste ano e prevê a compra de 10 navios com propulsão a gás natural para assegurar as ligações entre Lisboa, a partir do Cais do Sodré, e Montijo, Seixal e Cacilhas, por um valor máximo de 57 milhões de euros. A Soflusa, que faz a ligação ao Barreiro, não foi incluída. O concurso inclui a prestação de serviços de manutenção global integrada dos navios até 2035, no montante até 32,946 milhões de euros.

O concurso foi lançado em fevereiro e expetativa da Transtejo é que a adjudicação com a luz verde do Tribunal de Contas possa ser feita ainda este ano. A chegada dos primeiros barcos está prevista para começar em 2021. Se tudo correr bem.


Mas a elevada taxa de mortalidade de propostas é apontada por entidades conhecedoras do setor como um sintoma de que o concurso e o caderno de encargos não são os mais adequados à realidade do setor e do mercado e que o resultado final até pode ser uma anulação. Um cenário que a concretizar-se seria já depois das eleições legislativas de outubro, evitando embaraços para o Governo.

Concurso dificultou propostas? Transtejo diz que solução tem vantagens operacionais e financeiras
Uma das principais restrições apontadas, e que está na origem das dificuldades sentidas pelos concorrentes em cumprir os requisitos exigidos,  é a opção de juntar no mesmo concurso a conceção, a construção e a manutenção dos barcos.

Ora estas componentes costumam ser contratadas separadamente e um estaleiro de construção naval não tem, em regra, competências para fazer a manutenção, o que obriga os interessados a fazerem parcerias para apresentarem propostas. Com uma agravante de que está a ser exigido que o barco tenha um motor a gás natural, um modelo de propulsão que será pouco habitual no perfil e dimensão das embarcações que a Transtejo quer comprar.

No fundo, está a ser pedido aos concorrentes que apresentem quase um protótipo, uma embarcação feita à medida das necessidades e exigências da empresa — no caso do gás natural, a exigência terá até sido da tutela — com uma combinação de características que não se encontra nos navios que existem no mercado atualmente.

Questionada sobre esta combinação de requisitos no mesmo concurso, fonte oficial da empresa de transportes explica que esta solução “dá à Transtejo a garantia da total operacionalidade dos navios durante um período de tempo razoável, acautelando que o serviço público de transporte fluvial de passageiros é devidamente assegurado.” O modelo tem também vantagens financeiras e operacionais na medida em que “permite fixar os custos a suportar com a frota, num modelo em tudo equivalente ao do leasing operacional ou de contratação de serviço por “n” anos ou “y” milhas, muito habitual em investimentos semelhantes.

Dada a diversidade dos fornecimentos pedidos, acrescenta a empresa, foi admitida a criação de consórcios.

Porque foram afastados todos os outros concorrentes? Segundo o relatório do júri, foram vários os fatores que determinaram a exclusão.

No caso do concorrente West Sea (estaleiros de Viana), foi considerado que faltou a entrega da documentação de certificação que permitia comprovar a capacidade técnica para construção e manutenção de navios, processo que estaria em curso, segundo o candidato.
Já o candidato Arsenal do Alfeite e Astilleros Gondan falhou na entrega de autorizações e consentimentos dos titulares de dados pessoais, que constituiu fundamento para exclusão, mas também na assinatura eletrónica de documentos e, o não cumprimento dos requisitos de capacidade técnica exigidos, nomeadamente no que diz respeito à componente de experiência de manutenção de barcos.
Os estaleiros Damen Shipyards, associados à Sociedade de Consultores Martítimos, seriam à partida um candidato forte, mas acabaram excluídos por não cumprirem um conjunto de formalidades, e que passam pela não entrega de alguns documentos obrigatórios e pela não assinatura eletrónica de outros.
O concorrente formado pela Mondego Shipyard, Global Services, Mecren e Wight Shipyards cai porque apresentou candidatura fora do prazo, para além de um conjunto diversificado de falhas que passam por falta de assinaturas, mas também por não ter demonstrado a capacidade financeira e os requisitos técnicos impostos no concurso.
Quanto à incerteza sobre a forma como será feito o abastecimento dos navios a gás natural, outra das limitações apontadas por fonte do setor, nomeadamente na hora de apresentar valores a concurso, a Transtejo lembra que entre a decisão de adjudicação e a entrega do primeiro navio poderá decorrer cerca de um ano. Esse período, adianta, permitirá lançar um concurso para o fornecimento aos abastecedores de GNL (gás natural liquefeito), o que poderá ser feito por terra, como atualmente no fornecimento de gasóleo, ou por via fluvial.


Basta ver algumas imagens desta empresa australiana para se perceber que qualidade e inovação é com eles.
Esperemos pelo protótipo.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: ICE 1A+ em Julho 29, 2019, 01:40:17 pm
Emenasa  empresa  que fabrica consolas para a ponte de comando de navios, quadros quadros e sistemas elétricos, instala-se em Viana do castelo!

A empresa é a fornecedora da ponte de comando dos NPO’s 2000

http://www.altominho.tv/site/2019/07/25/empresa-de-construcao-naval-cria-20-novos-postos-de-trabalho-em-viana-do-castelo/ (http://www.altominho.tv/site/2019/07/25/empresa-de-construcao-naval-cria-20-novos-postos-de-trabalho-em-viana-do-castelo/)




http://www.altominho.tv/site/2019/07/25/empresa-de-construcao-naval-cria-20-novos-postos-de-trabalho-em-viana-do-castelo/ (http://www.altominho.tv/site/2019/07/25/empresa-de-construcao-naval-cria-20-novos-postos-de-trabalho-em-viana-do-castelo/)

Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 30, 2019, 11:24:06 am
Emenasa  empresa  que fabrica consolas para a ponte de comando de navios, quadros quadros e sistemas elétricos, instala-se em Viana do castelo!

A empresa é a fornecedora da ponte de comando dos NPO’s 2000

http://www.altominho.tv/site/2019/07/25/empresa-de-construcao-naval-cria-20-novos-postos-de-trabalho-em-viana-do-castelo/ (http://www.altominho.tv/site/2019/07/25/empresa-de-construcao-naval-cria-20-novos-postos-de-trabalho-em-viana-do-castelo/)

http://www.altominho.tv/site/2019/07/25/empresa-de-construcao-naval-cria-20-novos-postos-de-trabalho-em-viana-do-castelo/ (http://www.altominho.tv/site/2019/07/25/empresa-de-construcao-naval-cria-20-novos-postos-de-trabalho-em-viana-do-castelo/)


(https://emenasa.com/img/noticias/58d0e1b7c3685284adcb5e99dbb779c6.jpg)


martes, 22 de enero de 2019

Successful electrical installation in the THE NRP SETUBAL
Electromecánica Naval e Industrial S.A. (EMENASA), has successfully finished engineering, electrical installations and tests on board of the NRP SETUBAL.

The offshore patrol vessel, with a total length of 81 m, was built in WESTSEA SHIPYARDS in Viana do Castelo and delivered to the Portuguese Navy the last month of December.

EMENASA, as with the twin vessel NRP SINES, was the company in charge of delivering the turn key electrical installation, as well as the following equipment:

Two Main Switchboards, 400 Vac
Load centers
Distribution switchboards, 400 and 230 Vac
Transformers of the electrical installation
 

Congratulations to WESTSEA! We wish the best of lucks to the NRP SETUBAL in all its missions!
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: Lusitaniae em Agosto 02, 2019, 01:45:04 am
O navio World Explorer acabou de zarpar rumo á Islândia.

https://www.marinetraffic.com/pt/ais/details/ships/shipid:5905776/mmsi:255806193/imo:9835719/vessel:WORLD_EXPLORER