EMPORDEF

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SSK

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EMPORDEF
« em: Julho 05, 2007, 06:53:03 pm »
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Sérgio Parreira de Campos presidente da EMPORDEF


Sérgio Parreira de Campos é hoje eleito presidente da EMPORDEF - Empresa Portuguesa de Defesa, holding estatal das indústrias de defesa portuguesas, durante a Assembleia-geral da empresa.

O accionista soube, portanto, encontrar uma solução vantajosa para resolver o problema criado pelo abandono, em Abril, a meio do mandato, da presidência da Empordef por José Mourato, que optou por um lugar de assessor financeiro no grupo de Stanley Ho.

Sérgio Parreira de Campos, 61 anos, era até agora presidente das empresas do Pólo Tecnológico do Aeroespacial e da Defesa (PTAD)  - Edisoft, EID e ETI - e vice-presidente da holding Empordef.

Militar de Abril, Sérgio Parreira de Campos é licenciado em Ciências Militares (Academia  Militar) e licenciado em Organização e Gestão de Empresas (ISCTE). Como formação profissional, Sérgio Campos fez o “NATO Staff Orientation Course”, em 1986, o “Curso de Técnica de Estado Maior”, em 1985, no Instituto de Altos Estudos Militares, o “On-the-job-training” em Investigação Operacional e Análise de Sistemas”, em 1981, com o desenvolvimento de um projecto de modelação matemática de um sistema complexo. Orientado pelo Prof. Daniel Nussbaum, no Departamento de Gestão de Recursos/USAREUR em Heidelberg, o “Curso de pós-graduação em Investigação Operacional e Análise de Sistemas”, em 1979, no ALMC / FIT - Virgínia, USA, com a classificação final de 84 %. Aluno estrangeiro mais classificado.

Tem publicados numerosos estudos e trabalhos, sendo os mais recentes “Sensors & feelings -  Data fusion in new theaters”, “As tecnologias de Informação e a modernização das Forças Armadas”, “I Love you ... All ou a Segurança da Informação na era moderna”, “A cartografia Digital na Guerra do Golfo”, “Potencial Geoestratégico do Flanco Sul Europeu - O factor Circulação”, “Estratégias de desenvolvimento para Portugal”, “Exércitos de massas versus Exércitos Profissionais - Uma abordagem matemática”.

É também autor de projectos como “Projecto de reestruturação estratégica das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (Alverca)”, “Parecer técnico-científico sobre o projecto MMHS (Military Message Handling System) da EID-Empresa de I&D de Electrónica SA”, “Plano Estratégico para a entrada no sector de Engenharia de Trânsito”, “Parecer sobre o projecto de reestruturação do Arsenal do Alfeite”, e muitos outros. Autor ainda de vários trabalhos sobre desenvolvimento informático de “Jogos de Guerra”.

Foi durante vários anos Professor do Quadro do Instituto de Altos Estudos Militares, Professor Catedrático da Academia Militar, Chefe da Secção de Investigação Operacional do Gabinete de Estudos e Planeamento/Estado Maior do Exército, Vogal da CORINDE, Comissão de Reestruturação da Indústria de Defesa, Vice-Presidente da CRACID, Comissão de Reorganização das Actividades Industriais de Defesa, Assessor do Ministro da Defesa Nacional, para a área da Indústria de Defesa e ainda administrador no grupo Marconi.

É fundador e Vice-Presidente da PROESPAÇO, Associação Portuguesa das Indústrias do Espaço, desde a sua fundação (2003), estando desde o início intimamente ligado aos programas espaciais europeus EGNOS e GALILEO.

Tudo indica que Sérgio Parreira de Campos manterá a presidência das empresas do PTAD.


não resisto a perguntar se o senhor também adora a nova camisola do Benfica
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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comanche

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(sem assunto)
« Responder #1 em: Outubro 07, 2007, 07:18:02 pm »
Empordef quer ter papel central na definição de contrapartidas

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A holding da indústria portuguesa de defesa Empordef quer assumir um papel central na definição dos programas de contrapartidas para a compra de material pelas Forças Armadas portuguesas, apurou a agência Lusa de fontes da empresa.
 


Esta é uma das 50 medidas para "reforço da coesão, coerência e competitividade" do grupo, que constam de um documento apresentado às empresas participadas pela Empordef, no primeiro encontro de quadros, realizado em Évora, em Setembro, como noticiou a Lusa.

Para assumir um papel central na "definição e avaliação dos programas de contrapartidas", a Empordef pretende ocupar o seu lugar no Conselho Consultivo da Comissão Permanente de Contrapartidas.

"A Empordef terá de assumir o lugar que se lhe encontra reservado no Conselho Consultivo da CPC (nomear imediatamente um representante) e estabelecer canais de comunicação com os elementos da CPC, de forma a poder acompanhar e influenciar as escolhas a fazer no domínio da selecção das contrapartidas", refere a empresa.

A holding quer que as 13 empresas que constituem o universo da Empordef - Empresa Portuguesa de Defesa sejam mais competitivas e, da mesma forma que pretende criar sinergias e identificar e desenvolver clusters, a empresa liderada por Sérgio Parreira de Campos vai encerrar as áreas de actividade que mostrarem não ter viabilidade.

A Empordef está, também, a desenvolver uma série de projectos comuns às suas participadas, para que estas comecem a operar numa lógica de grupo, num movimento que é considerado essencial pela administração da empresa.

Objectivo de pôr as empresas participadas da Empordef a trabalhar em conjunto é obter sinergias de grupo, comunicar uma imagem mais forte e "reforçar o papel [da Empordef] de centro de decisão estratégica da indústria de defesa", explicou à Lusa um dos participantes no encontro de Évora.

Entre os projectos comuns apresentados encontra-se a criação de uma estrutura dedicada à inteligência económica, que terá por missão recolher e trabalhar informação considerada fundamental para cada uma das empresas e para o grupo empresarial no seu conjunto.

"Cada vez menos as empresas poderão viver sem informação oportuna sobre mercados, concorrência, decisões tomadas ou a tomar, e sem se protegerem contra os mecanismos de guerra económica", referiram os responsáveis pela holding aos quadros das empresas.

Este "gabinete de inteligência económica" funcionará na dependência do conselho de administração da Empordef e os seus custos serão repartidos entre a holding e as empresas participadas.

Além deste projecto, será criada uma "rede comum de conhecimento" no grupo, que ligará a holding e as empresas por si participadas, comprometendo-se estas, também, a criar sistemas internos de circulação de informação.

A nova estratégia de funcionamento como grupo empresarial será particularmente visível nas vertentes de marketing e comunicação, com a partilha de canais e a institucionalização de uma imagem corporativa única e comum.

 
 

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zocuni

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(sem assunto)
« Responder #2 em: Maio 04, 2008, 11:40:24 am »
Tudo bem,

Realmente a Empordef,parece estar a se firmar no contexto nacional e até mesmo internacional.Gostei do site:

http://www.empordef.pt/main.html

E,do destaque no site "Air Forces Technology",sem dúvida muito visitado.

http://www.airforce-technology.com/contractors/training/empordef-ti/


Excelente,
zocuni

"Este governo não cairá porque não é um edifício,sairá com benzina porque é uma nódoa"Eça de Queirós
 

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Malagueta

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Re: EMPORDEF
« Responder #3 em: Julho 21, 2011, 04:14:19 pm »
VISITA AO GRUPO EMPORDEF DA COMISSÃO BILATERAL LUSO-ANGOLANA NO DOMÍNIO DA DEFESA
28 Junho 2011 -  (Fotografias do evento)
No âmbito das actividades da 13ª Reunião da Comissão Bilateral Luso-Angolana , no domínio da Defesa, a EMPORDEF promoveu um encontro com as Delegações de ANGOLA e PORTUGAL, que decorreu numa das empresas do Grupo: a Arsenal do Alfeite, S.A.
Durante o briefing sobre o Grupo EMPORDEF, as Delegações puderam conhecer as capacidades e competências tecnológicas das Empresas., assim como os projectos em desenvolvimento, nomeadamente os respeitantes a novos meios navais de interesse para ANGOLA (NPO, NCP, e LFC) produzidos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e no Arsenal do Alfeite.
O programa das Delegações de ANGOLA e PORTUGAL, respectivamente chefiadas pelo Almirante André Gaspar Mendes de Carvalho - Director Nacional de Relações Internacionais e pelo Dr. Luís Faro Ramos - Director-Geral de Política e Defesa Nacional, acompanhados pelas Administrações da EMPORDEF e ARSENAL do ALFEITE, SA, prosseguiu com uma visita ao NRP ”Viana do Castelo”,atracado na Base Naval de Lisboa ,no Alfeite, navio de patrulha oceânico(NPO) recentemente construído nos ENVC, onde a comitiva foi recebida pelo Almirante Comandante da Flotilha e pelo Comandante do Navio.  
Após um briefing sobre as características e capacidades técnicas e operacionais do navio, foi possível conhecer as instalações e fornecer dados e informações, tendo no final a Delegação de ANGOLA manifestado interesse nos navios de produção nacional, em particular, no tipo de navio visitado e respectivos requisitos.
 

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Malagueta

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Re: EMPORDEF
« Responder #4 em: Agosto 12, 2011, 01:38:50 pm »
O economista Vicente Ferreira é o novo presidente da Empordef, holding das indústrias de Defesa, a quem o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, dá posse na tarde desta sexta-feira, soube o DN.

Fontes do sector adiantaram que o novo conselho de administração tem quatro membros, contando com dois vogais executivos - António Mendonça e Luís Miguel Novais - e um não executivo, Jorge Camões.

No conjunto, a Empordef vai ter menos dois administradores do que os seis que tinha até agora (três executivos e três não executivos), permitindo poupar cerca de 80 mil euros anuais, assinalou uma fonte do Ministério.

O anterior conselho de administração estava há várias semanas em gestão, após a saída do anterior presidente, Jorge Rolo.

Rui Jorge de Carvalho Vicente Ferreira desempenhou funções de consultor financeiro na Sociedade de Desenvolvimento Empresarial, no BCP e na Hidroeléctrica de Cahora Bassa (barragem em Moçambique), entre outras empresas

A Empordef - Empresa Portuguesa de Defesa - é um grupo que engloba diferentes empresas nos sectores naval, munições e explosivos, aeronático, comunicações, espaço, simulação e treino: Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), Arsenal do Alfeite, OGMA, Edisoft, EID ou IDD são algumas das participadas pela holding das indústrias de Defesa.

O futuro dos ENVC surge como a primeira prioridade da nova administração, estando marcada uma assembleia-geral para o dia 2 de Setembro com o objectivo de anunciar decisões sobre uma empresa que tem 200 milhões de euros de passivo e registou um prejuízo de 40 milhões em 2010.

O seu eventual encerramento, tendo em conta que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, já anunciou não colocar mais verbas dos contribuintes em empresas públicas consideradas inviáveis, poderá implicar o fim dos projectos de renovação da frota da Armada e que estão em curso (lanchas de fiscalização costeira e navios de patrulha oceânica, já sem falar no há muito adiado navio polivalente logístico).
 

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chaimites

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Re: EMPORDEF
« Responder #5 em: Junho 02, 2014, 04:24:27 pm »
Estado transforma OGMA imobiliario; empresa publica que geria os terrenos de Alverca onde se situam as OGMA em EMPORDEF-NAVAL
para não perder o contrato dos Asfalteiros.
   
   Esta empresa vai agora gerir a construçâo dos dois navios para a Venezuela,
   :|
 

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nelson38899

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Re: EMPORDEF
« Responder #6 em: Junho 02, 2014, 08:49:14 pm »
Citação de: "chaimites"
Estado transforma OGMA imobiliario; empresa publica que geria os terrenos de Alverca onde se situam as OGMA em EMPORDEF-NAVAL
para não perder o contrato dos Asfalteiros.
   
   Esta empresa vai agora gerir a construçâo dos dois navios para a Venezuela,
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Estado cria Naval para não perder navios da Venezuela

A "holding" pública da indústria de defesa transformou a OGMA Imobiliária em Empordef Naval para firmar a gestão do contrato para a construção dos dois navios asfalteiros encomendados pela Venezuela.
A Empordef, a "holding" estatal das empresas de Defesa, cumpriu mais uma exigência da Venezuela para conseguir firmar a execução da encomenda aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) de dois navios asfalteiros

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/estado_cria_naval_para_nao_perder_navios_da_venezuela.html
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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miguelbud

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Re: EMPORDEF
« Responder #7 em: Junho 25, 2014, 11:14:30 am »
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Ministro da Defesa vai encerrar Empordef
O ministro da Defesa Nacional anunciou esta quarta-feira que irá encerrar a Empresa Portuguesa de Defesa (Empordef) e que as sociedades que a integram passarão a ser geridas pelas tutelas setoriais da Defesa e das Finanças.

José Pedro Aguiar-Branco disse que irá propor que a atual administração da Empordef, holding estatal que agrega as indústrias portuguesas de Defesa, apresente «em 90 dias» um «plano de dissolução», por entender que «não faz sentido» continuar a existir uma sociedade gestora de participações sociais do universo das empresas de Defesa.

O facto de a empresa pública Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) ter sido extinta [e os terrenos e infraestruturas subconcessionados] também contribuiu para a decisão de liquidar a Empordef, disse Aguiar-Branco, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Defesa Nacional.

Aguiar-Branco disse que o objetivo do ministério é apostar na «diplomacia económica na área da Defesa de forma mais forte e concertada» e que, nesse sentido, será alterado o objeto social de uma das empresas do universo Empordef, a IDD, Indústria de Desmilitarização e Defesa, para que esta entidade passe a assegurar a promoção das empresas portuguesas do setor.
http://www.tvi24.iol.pt/economia---econ ... -6377.html
 

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ruipalmeira

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Re: EMPORDEF
« Responder #8 em: Junho 28, 2014, 12:08:45 am »
A dissolução da Empordef  e a possível venda dos 35% que esta detêm nas OGMA, isto perante uma eventual venda, já que apenas garantiram a sua manutenção na tutela do estado  em 2014, me preocupa bastante.
 A indústria aeronáutica  nacional fica  quase na totalidade nas mãos de uma multinacional estrangeira, que pode perfeitamente a desmantelar na sua totalidade a qualquer momento, em especial depois de adquirir as habilidades tecnológicas que estão disponíveis nas OGMA, ou depois de adquirirem o know-how  português e espanhol que podem usufruir nas fabricas de Évora...
 Penso que tal como em todos os países do mundo, cito a turkish aeroespace industries, a israel aeroespace industries, ou a hellenic aeroespace industries, onde os processos de privatização procuram salvar os interesses nacionais... O estado não pode vender a sua participação nas OGMA, alias essa participação deveria servir para ajudar a que o cluster aeronáutico nacional formado por PMEs,  tivessem as portas abertas para entrar na cadeia de fornecedores da indústria aeronáutica, ate como parceiros de risco... se venderem tudo, não elaborarem um plano B,  perante uma possível saída da Embraer pode ter dissabores, moro há dois anos no Brasil e tenho muitas dificuldades em acreditar em parcerias por estes lados
 

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ruipalmeira

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Re: EMPORDEF
« Responder #9 em: Julho 17, 2014, 10:49:13 am »
“Todas as empresas da Defesa são passíveis de ser privatizadas”

http://economico.sapo.pt/noticias/todas ... 97780.html
 

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Lightning

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Re: EMPORDEF
« Responder #10 em: Setembro 04, 2017, 11:32:59 am »