EMBRAER

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Lusitano89

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Re: EMBRAER
« Responder #120 em: Dezembro 22, 2017, 09:52:03 am »
 

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Lusitano89

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Re: EMBRAER
« Responder #121 em: Dezembro 23, 2017, 07:23:23 pm »
 

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Vitor Santos

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Re: EMBRAER
« Responder #122 em: Dezembro 28, 2017, 09:01:03 pm »
Fatia do governo e regras em estatuto podem ser barreiras para venda da Embraer


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Analistas do Morgan Stanley acreditam ainda que a ‘golden share’ do governo brasileiro pode constituir um impedimento para um acordo potencial
Karin Sato, O Estado de S.Paulo

A fatia do governo na Embraer e as regras do estatuto da companhia podem representar um obstáculo para a venda completa da companhia brasileira, avaliaram os analistas do banco Morgan Stanley, em relatório. Para eles, uma venda completa é improvável, mas uma parceria relativa à família de aeronaves E-Jets pode ser fechada.

“Dado o interesse do governo em manter o controle da Embraer, além dos obstáculos decorrentes dos estatutos da empresa (embora estes possam ser ajustados, na nossa opinião), achamos que é mais provável que a Boeing e a Embraer formem algum tipo de joint venture na divisão Comercial. Essa parceria pode implicar que a Boeing adquira uma grande participação minoritária na Embraer ou uma participação de 50% na divisão comercial”, diz o banco em relatório.

“Em cenários desse tipo, ainda acreditamos que a ação pode ter valorização com base em sinergias potenciais e potencial de preço de aquisição favorável para a participação. Atualmente, o valor de mercado da Embraer é de US$ 4,5 bilhões, apenas cerca de 2,5% do valor de mercado da Boeing”, acrescenta.

Os analistas do Morgan Stanley acreditam ainda que a golden share, ações de classe especial, do governo brasileiro pode constituir um impedimento para um acordo potencial. “Lembramos aos investidores que os ativos da Embraer (tangíveis ou não, como grandes plantas, inteligência de engenharia, tecnologia, desenvolvimento de equipamentos/sistemas de defesa, entre outros) são muito estratégicos para o governo local.”

Os analistas do Morgan Stanley acreditam ainda que a golden share, ações de classe especial, do governo brasileiro pode constituir um impedimento para um acordo potencial. “Lembramos aos investidores que os ativos da Embraer (tangíveis ou não, como grandes plantas, inteligência de engenharia, tecnologia, desenvolvimento de equipamentos/sistemas de defesa, entre outros) são muito estratégicos para o governo local.”

Outro obstáculo são as regras de uma eventual OPA. “Reconhecemos que os estatutos da empresa poderiam ser revisados, mas na sua forma atual representam um obstáculo considerável para uma mudança de controle. Os estatutos colocam algumas obrigações aos acionistas que se tornarem detentores de mais de 35% do capital social. Até 15 dias após atingir o limite de 35%, eles devem enviar um pedido ao governo brasileiro para iniciar uma oferta pública de aquisição das ações restantes”, diz o texto.

Conforme os analistas, se o governo o negar, o acionista terá que vender as ações em excesso em 30 dias. Se aceitar, uma oferta pública para todas as ações deve acontecer em 60 dias.

FONTE: Estadão / http://www.aereo.jor.br/2017/12/27/fatia-do-governo-e-regras-em-estatuto-podem-ser-barreiras-para-venda-da-embraer/
 

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jpthiran

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Re: EMBRAER
« Responder #123 em: Dezembro 30, 2017, 01:26:52 pm »
Fatia do governo e regras em estatuto podem ser barreiras para venda da Embraer


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Analistas do Morgan Stanley acreditam ainda que a ‘golden share’ do governo brasileiro pode constituir um impedimento para um acordo potencial
Karin Sato, O Estado de S.Paulo

A fatia do governo na Embraer e as regras do estatuto da companhia podem representar um obstáculo para a venda completa da companhia brasileira, avaliaram os analistas do banco Morgan Stanley, em relatório. Para eles, uma venda completa é improvável, mas uma parceria relativa à família de aeronaves E-Jets pode ser fechada.

“Dado o interesse do governo em manter o controle da Embraer, além dos obstáculos decorrentes dos estatutos da empresa (embora estes possam ser ajustados, na nossa opinião), achamos que é mais provável que a Boeing e a Embraer formem algum tipo de joint venture na divisão Comercial. Essa parceria pode implicar que a Boeing adquira uma grande participação minoritária na Embraer ou uma participação de 50% na divisão comercial”, diz o banco em relatório.

“Em cenários desse tipo, ainda acreditamos que a ação pode ter valorização com base em sinergias potenciais e potencial de preço de aquisição favorável para a participação. Atualmente, o valor de mercado da Embraer é de US$ 4,5 bilhões, apenas cerca de 2,5% do valor de mercado da Boeing”, acrescenta.

Os analistas do Morgan Stanley acreditam ainda que a golden share, ações de classe especial, do governo brasileiro pode constituir um impedimento para um acordo potencial. “Lembramos aos investidores que os ativos da Embraer (tangíveis ou não, como grandes plantas, inteligência de engenharia, tecnologia, desenvolvimento de equipamentos/sistemas de defesa, entre outros) são muito estratégicos para o governo local.”

Os analistas do Morgan Stanley acreditam ainda que a golden share, ações de classe especial, do governo brasileiro pode constituir um impedimento para um acordo potencial. “Lembramos aos investidores que os ativos da Embraer (tangíveis ou não, como grandes plantas, inteligência de engenharia, tecnologia, desenvolvimento de equipamentos/sistemas de defesa, entre outros) são muito estratégicos para o governo local.”

Outro obstáculo são as regras de uma eventual OPA. “Reconhecemos que os estatutos da empresa poderiam ser revisados, mas na sua forma atual representam um obstáculo considerável para uma mudança de controle. Os estatutos colocam algumas obrigações aos acionistas que se tornarem detentores de mais de 35% do capital social. Até 15 dias após atingir o limite de 35%, eles devem enviar um pedido ao governo brasileiro para iniciar uma oferta pública de aquisição das ações restantes”, diz o texto.

Conforme os analistas, se o governo o negar, o acionista terá que vender as ações em excesso em 30 dias. Se aceitar, uma oferta pública para todas as ações deve acontecer em 60 dias.

FONTE: Estadão / http://www.aereo.jor.br/2017/12/27/fatia-do-governo-e-regras-em-estatuto-podem-ser-barreiras-para-venda-da-embraer/

Bom dia caro amigo Vitor.

Será que o negócio da Embraer com a Boeing não se vai fazer?

Tem noção que este se concretizar a Industria Aeronautica Brasileira morre e não vão receber os Caças Saab Gripen mas os Boeing F-18? E que a independência militar Brasileira desaparece?

Gostava de ouvir os seus comentários sobre este assunto, pois a questão é verdadeiramente crítica.

Melhores cumprimentos,

Jean-Pierre.
 

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Vitor Santos

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Re: EMBRAER
« Responder #124 em: Dezembro 30, 2017, 07:36:51 pm »
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Bom dia caro amigo Vitor.

Será que o negócio da Embraer com a Boeing não se vai fazer?

Tem noção que este se concretizar a Industria Aeronautica Brasileira morre e não vão receber os Caças Saab Gripen mas os Boeing F-18? E que a independência militar Brasileira desaparece?

Gostava de ouvir os seus comentários sobre este assunto, pois a questão é verdadeiramente crítica.

Melhores cumprimentos,

Jean-Pierre.

Primeiramente, obrigado pela cordialidade e pela pergunta.

Não há menor possibilidade de a BOEING assumir o controle total da Embraer por causa da Golden Share do governo brasileiro. Ademais, o próprio presidente da República Federativa do Brasil, Michel Temer, já sinalizou que não permitirá tal ação. O ministro da Defesa também disso o mesmo em recente entrevista e, pelo que parece, os militares, em especial da FAB, estão pressionando o governo para que o controle total não seja da BOEING.

Ainda não há informações mais concretas acerca das negociações que se avançam.

O que espero é uma JOINT VENTURE ou uma parceria comercial para que a BOEING possa comercializar em sua cadeia de produção e venda, os E-JETS da EMBRAER em mercados que a EMBRAER ainda não tem tanta força - especialmente na Ásia. Na realidade, aparentemente, o que a BOEING quer da EMBRAER são os E-JETS para contrapor os C-SERIES da BOMBARDIER que, por sua vez, teve suas operações comerciais atreladas à da AIRBUS (que entrou de vez no mercado de jatos regionais cuja liderança é da EMBRAER).

Enquanto à Divisão de Defesa e Segurança da EMBRAER esta não vai deixar de existir e muito menos passará ao controle de uma empresa estrangeira.

Em relação ao KC-390, este é de propriedade da FAB (todo o financiamento veio dos cofres da Força Aérea Brasileira), ou seja, foi feito sob medida para atender aos militares brasileiros.

Já o SAAB GRIPEN E não será substituído pelo F-18 SUPER HORNET para equipar a FAB. Isso está fora de cogitação. Pelo simples fato de seu custo de operação ser exorbitantemente maior ao que se estima para o GRIPEN E.  Além disso, não trata-se apenas de uma aquisição de ‘prateleira’, a FAB está adquirindo tecnologia e, a EMBRAER, a possibilidade de fabricá-los no Brasil para possíveis outros clientes. Lembre-se: O GRIPEN E da FAB terá sensores, painel e armas específicas para a FAB.   

A SAAB e a BOEING são parceiras no projeto T-X da USAF. Contudo, não há nenhuma ligação fora disso que implique a parceria EMBRAER e SAAB para montar 15 caças em solo brasileiro (transferência de tecnologia), dos 36 GRIPEN E encomendados pelo Brasil, para dotar os esquadrões de caça da FAB.

Temos que aguardar novas informações para que possamos ter um veredicto mais substancial a respeito.
Particularmente queria que esta parceria fosse limitada a uma JOINT VENTURE. Espero que não haja a compra e tomada total do controle da EMBRAER pelos norte-americanos. Isso significaria o fim da EMBRAER como empresa estratégica brasileira e o sepultamento do maior orgulho nacional.

A EMBRAER significa ao Brasil o que a Volkswagen, BMW, Merecedes-Benz significam para a Alemanha, a RENAULT, Grupo PSA e a Dassault Aviation para a França, Grupo FIAT para a Itália, Navantia e Banco Santander para a Espanha, Samsung e Hyundai para a Coréia do Sul e a Honda, Mitsubishi, Nissan, Toyota e Sony ao Japão.

Acredito que nenhum dos respectivos governos desses países supra citados autorizaria a aquisição destas marcas por grupos estrangeiros.
 

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jpthiran

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Re: EMBRAER
« Responder #125 em: Dezembro 30, 2017, 08:54:03 pm »
Caro amigo Vitor.

Espero muito sinceramente que tenha razão.

O meu receio é que perante um maço de notas e promessas, os administradores, os acionistas e os decisores políticos esqueçam tudo aquilo porque lutaram a vida toda!...assisto a isso todos dias!...

A única maneira de evitar que isso acontece é o povo Brasileiro acompanhar esse negócio de manhã à noite, de modo a evitar surpresas desagradáveis!...

A Embraer é um verdadeiro caso de sucesso que representa imenso para o Brasil e que a meu ver também interessa muito a Portugal.

Seria uma pena enorme perder-se esta empresa que representa tanto para tantos, passar a representar tanto para uma meia centena!...

Tenham presente que o que a Boeing e os seus parceiros estiverem a congeminar, eles não vos vão contar!...por ventura já andam a congeminar este negócio à vários anos!...Provavelmente desde que perderam o negócio dos F 18...

O acompanhamento deste assunto pelos Brasileiros dever ser permanente e detalhado.

Melhores cumprimentos,

Jean-Pierre.
« Última modificação: Dezembro 30, 2017, 10:42:52 pm por jpthiran »
 

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jpthiran

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Re: EMBRAER
« Responder #126 em: Dezembro 30, 2017, 09:49:25 pm »
Só mais um ponto em relação a este assunto.

Aquilo que muito pomposamente se chamou Globalização nada mais foi do que um acordo entre as Multinacionais Americanas e a China para permitir a essas grandes empresas entrar no mercado Chinês, em que este país exigiu como contrapartida a abertura do mercado Americano aos produtos Chineses!...

O resultado desse acordo, para benefício de algumas grandes empresas Americanas se sacrificou o resto da economia Americana e depois de todo o Ocidente!...

Na realidade não há concorrência entre empresas no mercado mundial mas uma farsa!...

As empresas Ocidentais tem todo o género de obrigações (e bem) e o Oriente (e a China em particular) produz sem regras nem obrigações nenhumas ao ponto de trabalhar com uma mão-de-obra quase escrava...obviamente que sem preocupações com os trabalhadores, nem com o ambiente, nem com a propriedade intelectual podem conquistar facilmente grandes parcelas de mercado a nível mundial...com prejuízo de resto do mundo, especialmente dos países desenvolvidos...

As Multinacionais Americanas quando pressionaram para que se realizassem estes acordos sabiam bem que iam por em causa as economias dos seus países, mas não estiveram preocupados com isso!...

Pelo que o Brasil e a Embraer tem um adversário pela frente que não podem subestimar de modo algum...as multinacionais Americanas já andam nisto à muitos anos!...

Se não forem os Brasileiros a defender o seu interesse, mais ninguém o fará!...

Num momento de dificuldade económica tudo vacila!...veja-se a EDP em Portugal - receberam 1.000 milhões e num dia perdeu-se o controlo de uma empresa que levou mais de 100 anos a construir, com muito trabalho de milhares de Portugueses!...
« Última modificação: Dezembro 30, 2017, 10:00:58 pm por jpthiran »
 

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Lusitano89

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Re: EMBRAER
« Responder #127 em: Dezembro 31, 2017, 12:58:36 pm »
 
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Re: EMBRAER
« Responder #128 em: Janeiro 03, 2018, 04:24:45 pm »
 

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jpthiran

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Re: EMBRAER
« Responder #129 em: Janeiro 04, 2018, 09:42:37 pm »

nunca tive a menor dúvida quanto às intenções da Boeing!...
mas o interesse dos Americanos não é na Embraer, nem nos seus jactos regionais!...
o interesse é apenas em fazer descarrilar o negócio dos SAAB Gripen!...
depois virá a segunda fase - oferecer os F 18 de novo!...
é isso que conta - tudo o resto é folclore!...
mas não deixa de me espantar a agressividade da Boeing!...
e espanta-me muito mesmo!...
os Brasileiros é melhore tomarem MUITO CUIDADO com esta história!...
senão serão comidos vivos, dentro da sua própria casa!...
e não é preciso muito - basta uns maços de notas nos sítios certos!...
só isso!...e vai TUDO DE VELA!...
 

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jpthiran

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Re: EMBRAER
« Responder #130 em: Janeiro 06, 2018, 07:37:16 pm »
...para dar uma ideia do que está aqui em causa, vejam no You Tube o que os Americanos fizeram aos Canadianos nos anos 50, em relação ao avião de intercepção Avro Arrow...
...esse avião ainda hoje seria imbatível em alguns aspectos!...
...vão ver e logo percebem o que a Embraer enfrenta!...
 

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mafets

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Re: EMBRAER
« Responder #131 em: Janeiro 10, 2018, 10:57:05 am »
http://www.aereo.jor.br/2018/01/03/o-globo-ministro-da-aval-acordo-da-embraer-incluindo-area-de-defesa/
Citar
Raul Jungmann diz que é necessário apenas preservar sigilo de operações
Por Geralda Doca / Ana Paula Ribeiro / João Sorima Neto

BRASÍLIA e SÃO PAULO – O governo brasileiro pode vir a apoiar uma parceria mais ampla entre a americana Boeing e a Embraer — que envolva também projetos das Forças Armadas, além da linhas de produção comercial (aeronaves civis). Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, desde que o acordo tenha cláusulas que preservem o sigilo, não há restrições. O Brasil, destacou o ministro, só não abrirá mão do controle da companhia porque isso significaria “flexibilizar a soberania nacional”.

— É possível fazer uma parceria ou promoção comercial também na área militar, desde que seja resguardado o sigilo, caso a caso. Só não faremos alienação, venda ou transferência do controle — disse o ministro.

O governo tem uma golden share, classe especial de ações que permite o veto em questões estratégicas. Jungmann ressalta que os países não repassam o controle das empresas que atuam na fabricação de equipamentos de Defesa.

O ministro disse ainda o governo ainda não recebeu uma proposta concreta da Boeing, mas que a expectativa em torno das tratativas é positiva:

— A Defesa torce para que essa parceria avance — ressaltou.

Mesmo sem um modelo definido para a parceria com a Boeing, como compra de ações ou associação, a Embraer pretende manter conversas com o governo para mostrar o melhor caminho para a empresa, o que poderia render frutos para o país. Segundo uma fonte, a fabricante americana defende que é possível encontrar um modelo em que o sigilo e a autonomia da operação na área de Defesa sejam preservados.

— O importante é que houve a sinalização de que é possível ter um arranjo na área de Defesa em que sejam mantidos os aspectos de sigilo, interesse estratégico e soberania. Esse tipo de arranjo já ocorre na Austrália e no Reino Unido, onde a Boeing tem parcerias — disse a fonte, que falou sob condição de anonimato.

Nestes casos, a Boeing cumpre uma série de protocolos para que não ocorra a circulação de informações relativas à segurança dos países em que atua. Procuradas, as empresas não comentaram o assunto e se limitaram a informar que não há novidade desde a divulgação do comunicado do último dia 21, quando ambas afirmaram estudar uma associação.

MAIS ACESSO A MERCADOS

Internamente, a Embraer vê de forma favorável a associação com a Boeing num mercado que vem se consolidando. O segmento de aviões regionais vem ganhando novos concorrentes de China e Rússia, e a canadense Bombardier fez acordo recente com a europeia Airbus.

Segundo o ministro Jungmann, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento na área de Defesa são muito elevados. Ele afirma que o cargueiro tático KC-390, desenvolvido pela Embraer, só avançou porque o governo investiu R$ 6 bilhões e se comprometeu a comprar 28 aeronaves do modelo. O acordo com a Boeing também teria potencial de elevar a competitividade da companhia brasileira no segmento de aviões civis, como o E-195.

— Ter a Boeing olhando para o KC-390 e o E-195 é muito positivo — disse uma fonte ligada à Aeronáutica.

Segundo uma fonte que acompanha as negociações, a parceria cria um novo cenário para a venda de produtos:

— O KC-390 é um avião que pode aumentar a participação da Embraer em um segmento mais rentável. Mas para isso é preciso uma estrutura comercial que a Boeing tem de sobra. Será possível impulsionar a venda de produtos ao mercado americano.

Outro argumento é que a associação tem potencial para intensificar a aproximação comercial entre Brasil e EUA:

— Quando se tem uma indústria estratégica envolvida, você acaba tendo uma aproximação comercial.

Para Carlos Soares, analista da Magliano, a operação facilitaria a compra de equipamentos, insumos e troca de tecnologia.

Já o diretor do sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Herbert Claros, criticou a negociação:

— Temos certeza de que a negociação incluirá tanto a área de jatos executivos quanto a de Defesa, já que Boeing e Embraer têm parceria para a venda do KC-390 no exterior. Isso preocupa porque defendemos, além da preservação dos empregos, a manutenção da soberania da Embraer no segmento de Defesa.

FONTE: O Globo


Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

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jpthiran

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Re: EMBRAER
« Responder #132 em: Janeiro 10, 2018, 10:20:28 pm »
...ora aí está!...
...basta untar as mãos algumas personagens chave, que elas fazem o resto!...
...como disse Raul Jungmann diz que é necessário apenas preservar sigilo de operações!...
...isto é, tudo será feito pela calada!...
...quando derem por ela, já está!...
...enfim, parece que os Brasileiros vão se lixar em grande!...
...quando estava a chegar a um resultado de relevo, tiram-lhes o tapete!...
...a ver vamos, como diria o cego!...
 

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Lightning

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Re: EMBRAER
« Responder #133 em: Janeiro 27, 2018, 09:34:43 pm »
Pareceria entre Boeing e Embraer pode afetar transferência de tecnologia de caças suecos para o Brasil

Ministro da Defesa se reuniu com Saab para garantir que acordo seja preservado mesmo com uma eventual fusão do fabricante brasileiro com o norte-americano

http://aeromagazine.uol.com.br/artigo/ministro-da-defesa-se-reune-com-executivos-da-saab_3762.html
 

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Re: EMBRAER
« Responder #134 em: Janeiro 29, 2018, 10:49:35 pm »
Pareceria entre Boeing e Embraer pode afetar transferência de tecnologia de caças suecos para o Brasil

Ministro da Defesa se reuniu com Saab para garantir que acordo seja preservado mesmo com uma eventual fusão do fabricante brasileiro com o norte-americano

http://aeromagazine.uol.com.br/artigo/ministro-da-defesa-se-reune-com-executivos-da-saab_3762.html

...O ministro da Defesa do Brasil, quando sair do governo terá um belíssimo emprego numa empresa Americana, por compensação por ter traído os seus compatriotas!...
...os Estados Unidos agradecem, obviamente os serviços prestados!...
 

 

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