Brexit

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Crypter

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Re: Brexit
« Responder #30 em: Junho 26, 2016, 08:59:20 pm »

Quanto ao RU, o "Camarão" consegui o quase impensável. Tirar o RU da UE onde tinha um estatuto de privilégio comendo apenas o bom e descartando o mau (moeda única, fronteiras abertas, controlo financeiro da UE à City, etc.)

O que mais surpreendeu neste referendum é que o RU de facto tinha esse estatuto especial. Aliás, no "core business" da coisa, o RU nunca foi muito pro-europeu! Mas daí a saltarem fora do barco..

Para mim a peça chave foram duas: refugiados, excesso de influência muçulmana no país.. A europa é demasiado mole e a velha escola não estava a gostar do estado das coisas
 

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Pedro E.

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Re: Brexit
« Responder #31 em: Junho 26, 2016, 11:21:32 pm »
A Uniao Europeia e neste momento (se nao mudar ainda vai-se acentuar mais) um ponto de estagnacao. Tanto economico como social.

O eixo de decisao, poder e crescimento mudou para leste ( Russia,China, India). Estando a margem da uniao europeia o reino unido continuara a comercializar com a europa mas ha um mundo maior la fora cheio de tantas outras mais oportunidades que Londres pode agora explorar livremente sem as redeas de bruxelas.

Canada, Australia, China,India, EUA  (o Trump vai dar uma mao) sao parceiros e  enormes mercados que se abrem para o reino unido. Para que estar confinado a uma organizacao que esta em decadencia?

Importante agora e haver gente competente para negociar com bruxelas e fazer a transicao da saida da Uniao Europeia.

Nao descortino no entanto no fraco quadro politico ingles um lider a altura deste momento e receio por isso.

Interessante observar que foram os mais seniores que votaram em larga escala pelo Leave. Estamos a falar de gente que passou por pelo menos uma grande guerra mundial, a recessao dos anos 80, a entrada do pais na Uniao Europeia entre outras atribulacoes. Eles viram mais, sabem qual e o rumo agora que o pais precisa mesmo face aos obstaculos que se avizinham. Os jovens curiosamente mostram-se com mais medo, coitados foram sedados pelos media.

Quanto a escocia, mais uma vez, na pergunta do referendo nao havia referencias a uniao europeia. Se as pessoas pressupoe coisas so se podem queixar delas mesmas. E quem e que garante a escocia que tem entrada na Uniao Europeia de qualqer das formas?.  So lhes interessa estar vinculados ao reino unido estando este na uniao europeia. Esse e o comportamento dum chulo.
 

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Viajante

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Re: Brexit
« Responder #32 em: Junho 26, 2016, 11:53:11 pm »
A Uniao Europeia e neste momento (se nao mudar ainda vai-se acentuar mais) um ponto de estagnacao. Tanto economico como social.

O eixo de decisao, poder e crescimento mudou para leste ( Russia,China, India). Estando a margem da uniao europeia o reino unido continuara a comercializar com a europa mas ha um mundo maior la fora cheio de tantas outras mais oportunidades que Londres pode agora explorar livremente sem as redeas de bruxelas.

Canada, Australia, China,India, EUA  (o Trump vai dar uma mao) sao parceiros e  enormes mercados que se abrem para o reino unido. Para que estar confinado a uma organizacao que esta em decadencia?

Importante agora e haver gente competente para negociar com bruxelas e fazer a transicao da saida da Uniao Europeia.

Nao descortino no entanto no fraco quadro politico ingles um lider a altura deste momento e receio por isso.

Interessante observar que foram os mais seniores que votaram em larga escala pelo Leave. Estamos a falar de gente que passou por pelo menos uma grande guerra mundial, a recessao dos anos 80, a entrada do pais na Uniao Europeia entre outras atribulacoes. Eles viram mais, sabem qual e o rumo agora que o pais precisa mesmo face aos obstaculos que se avizinham. Os jovens curiosamente mostram-se com mais medo, coitados foram sedados pelos media.

Quanto a escocia, mais uma vez, na pergunta do referendo nao havia referencias a uniao europeia. Se as pessoas pressupoe coisas so se podem queixar delas mesmas. E quem e que garante a escocia que tem entrada na Uniao Europeia de qualqer das formas?.  So lhes interessa estar vinculados ao reino unido estando este na uniao europeia. Esse e o comportamento dum chulo.

Que parte dos 62% de votos da Escócia permanecer na UE é que não percebeste? Irlanda do Norte idem.... não ouviste as declarações da Primeira-Ministra da Escócia? Não percebo, o RU vota pela saída e a Escócia tem de acatar a decisão? Interessante conceito de liberdade......

Crescimento na Rússia? Já ouviste falar em bloqueio ocidental á Rússia devido à anexação da Crimeia.

China parceira dos EUA? Estás a falar da Apple e Foxconn? Austrália parceira da China? Parece-me que a China na Ásia não tem quase nenhum parceiro!

Economicamente a UE é o maior parceiro comercial. Os Brics eram para descolar, mas....... algo correu muito mal

Não sei se olhaste para o mapa, mas as fronteiras mais próximas do RU são com países da UE.........
 

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mafets

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Re: Brexit
« Responder #33 em: Junho 27, 2016, 09:49:14 am »
A UE precisa do RU e o RU precisa da União Europeia. Na génese isto deverá dar um acordo semelhante ao que os Suíços têm quanto à livre circulação e os Noruegueses quanto ao livre comercio. É esperar para ver como vão correr as negociações e duvido que antes exista algum tipo de referendo às questões da Escócia e Irlanda do Norte.  ;)
Citar
http://www.europarl.europa.eu/ftu/pdf/pt/FTU_6.5.3.pdf
Culpas são muitas e extensas, mas as maiores recaem nuns certos lideres europeus e nas instituições comunitárias, os mesmo que numa Europa de 26 marcam uma reunião de 6, os que colocaram a Grécia 5 meses à mingua dos mercados e que fartaram-se de cascar nos países gastadores do sul mas agora têm o exemplo da Finlândia a aplicar austeridade aos seus muchachos. No RU os euro-cépticos só tiveram que explorar muito bem estas questões, jogando uma pitada de refugiados, parte deles vindo de uma Líbia onde 3 das principais empresas de armamento europeias pressionaram os respectivos governos para lá irem lançar bombas e depois vendas conseguidas "meteram-se ao fresco". É claro que os totós do costume agora dizem que são os velhos e campónios que votaram mal ( esta democracia...  ;D), mas esquecem-se que quando o Cameron foi eleito, o que o elegeu foi primeiro a promessa de referendar a Escócia e em 2015 a UE com ampla maioria (desde 2012 que lançava a escada para a eleição de 2015, a bem do tacho  ::) ). (deve ter existido na altura muita gente a contar quantos ingleses foram ao google...  :P). O resto, o ruído do costume.   8)
Citar
Pressionado por eurocéticos dentro do seu próprio Partido Conservador, o primeiro-ministro britânico admite pela primeira vez a realização de um referendo sobre as relações entre Reino Unido e União Europeia. Reconhecendo que ele próprio, como a maioria dos cidadãos britânicos, quer uma mudança nas relações com o bloco europeu, David Cameron sublinha no entanto que "estão em causa os interesses da Grã-Bretanha". Por isso, afirma, poderá vir a ser realizado um referendo, "mas não para já".

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/cameron-admite-referendar-lacos-com-uniao-europeia_n566988

Cumprimentos
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Re: Brexit
« Responder #34 em: Junho 27, 2016, 10:52:45 am »
A UE precisa do RU e o RU precisa da União Europeia. Na génese isto deverá dar um acordo semelhante ao que os Suíços têm quanto à livre circulação e os Noruegueses quanto ao livre comercio. É esperar para ver como vão correr as negociações e duvido que antes exista algum tipo de referendo às questões da Escócia e Irlanda do Norte.  ;)
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http://www.europarl.europa.eu/ftu/pdf/pt/FTU_6.5.3.pdf
Culpas são muitas e extensas, mas as maiores recaem nuns certos lideres europeus e nas instituições comunitárias, os mesmo que numa Europa de 26 marcam uma reunião de 6, os que colocaram a Grécia 5 meses à mingua dos mercados e que fartaram-se de cascar nos países gastadores do sul mas agora têm o exemplo da Finlândia a aplicar austeridade aos seus muchachos. No RU os euro-cépticos só tiveram que explorar muito bem estas questões, jogando uma pitada de refugiados, parte deles vindo de uma Líbia onde 3 das principais empresas de armamento europeias pressionaram os respectivos governos para lá irem lançar bombas e depois vendas conseguidas "meteram-se ao fresco". É claro que os totós do costume agora dizem que são os velhos e campónios que votaram mal ( esta democracia...  ;D), mas esquecem-se que quando o Cameron foi eleito, o que o elegeu foi primeiro a promessa de referendar a Escócia e em 2015 a UE com ampla maioria (desde 2012 que lançava a escada para a eleição de 2015, a bem do tacho  ::) ). (deve ter existido na altura muita gente a contar quantos ingleses foram ao google...  :P). O resto, o ruído do costume.   8)
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Pressionado por eurocéticos dentro do seu próprio Partido Conservador, o primeiro-ministro britânico admite pela primeira vez a realização de um referendo sobre as relações entre Reino Unido e União Europeia. Reconhecendo que ele próprio, como a maioria dos cidadãos britânicos, quer uma mudança nas relações com o bloco europeu, David Cameron sublinha no entanto que "estão em causa os interesses da Grã-Bretanha". Por isso, afirma, poderá vir a ser realizado um referendo, "mas não para já".

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/cameron-admite-referendar-lacos-com-uniao-europeia_n566988

Cumprimentos

Já para não falar no facto de nós termos atingido um défice de 3,2%, a UE está a ponderar aplicar sanções a Portugal (se fosse votada na última reunião do eurogrupo, a maioria queria impor sanções a Portugal e Espanha), mas a França que é França (como diz o Junker) pode atingir um défice de 3,6% em 2015 e ninguém ousa impor sanções!!!!!

A Alemanha também teve um défice em 2010 de 4,1% sem consequências, assim como tem agora um excedente "pornográfico".

Mas concordo contigo, mas também digo que há forças muito poderosas que não querem que a UE resulte. Os britânicos a brincar lá assumem:


Mas apesar de todas as imperfeições, ninguém quer saír da UE.... e pelos vistos nem o RU quer saír ou não era bem a intenção deles!!!!!
« Última modificação: Junho 27, 2016, 11:33:07 am por Viajante »
 

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Pedro E.

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Re: Brexit
« Responder #35 em: Junho 27, 2016, 01:53:56 pm »
a escolha era facil  8)

 

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Lusitano89

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Re: Brexit
« Responder #36 em: Junho 27, 2016, 03:23:31 pm »
Reino Unido. A saída “rápida” da UE
Alexandre Reis Rodrigues



O Presidente do Conselho Europeu, Jean Claude Juncker, foi a primeiro a defender a necessidade de se resolver rapidamente o processo de saída do Reino Unido. O Presidente da Comissão, Donald Tusk, já nomeou uma diplomata belga, Didier Seews, para chefiar a “Task Force” que coordenará o processo. O Presidente Holland também já deixou claro que não se pode protelar o assunto. Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos seis Estados-membros fundadores, reunidos em Berlim a 25 de junho, pediram uma saída o mais rápida possível.

A rapidez desejada varia entre o “imediato” (posição de Juncker) e “alguns dias” (França). Estão todos preocupados com a possibilidade do chamado “efeito de dominó”, sobretudo nos Estados membros onde a corrente dos eurocéticos está mais forte, e com o clima de incerteza que se instalará enquanto as condições do acordo não estiverem esclarecidas. Sendo cenários de que os investidores se afastam, tornar-se-á mais difícil sair da crise económica.

Não obstante toda esta pressão, nada se vai clarificar brevemente. A maior ou menor velocidade com que o assunto será tratado está mais nas mãos do Reino Unido do que nas da União Europeia. Cameron já informou que deixa a decisão de notificação da União Europeia para o seu sucessor. Como o processo só se iniciará depois dessa notificação, nada acontecerá de imediato ou mesmo a curto prazo.

Primeiro, porque não há ainda uma decisão formal. Esta cabe apenas ao Parlamento que, em teoria, até pode não aceitar o resultado do referendo. O Parlamento não vai, certamente, por esse caminho, mas, entretanto, terá – espera-se - que discutir uma petição que reclama a realização de um segundo referendo, impondo um mínimo de 60% de votos favoráveis à saída para esta se consumar. Em qualquer caso, a maioria no Parlamento, que está contra a saída, nada fará para apressar os respetivos procedimentos. Bem pelo contrário.

Segundo, porque os ingleses querem manter em aberto todas as possibilidades de negociar informalmente, evitando ficar reféns dos votos dos restantes 27 Estados membros que serão chamados a aprovar o acordo de saída. Um dos grandes advogados da “saída”, Boris Johnson, já veio dizer que não há qualquer pressa em invocar o muito falado artigo 50 do Tratado de Lisboa.

A substituição de Cameron terá que passar, pelo menos, por duas fases, eleições entre os conservadores, no seio do Parlamento e no Partido. A possibilidade de serem necessárias novas eleições legislativas não pode ser descartada. Quem for escolhido para substituir Cameron terá certamente que ser “pró-saída” mas tem que, paralelamente, estar pronto para o desafio de ter que lidar com uma maioria contrária. O desfecho da situação política interna é imprevisível e complexo porque o entendimento sobre o que fazer depois da saída não reúne consenso, mesmo entre os que mais lutaram por esse desfecho. Para não falar do problema do referendo escocês que voltou com maior força, a partir da ideia de que não querem ficar fora da Europa.

A Europa não pode deixar de desde já preparar-se para enfrentar o rude golpe que representa a saída do Reino Unido, mas, formalmente, está de mãos mais ou menos atadas à espera que este formalize a sua posição. Pode continuar a fazer pressão política para que o Reino Unido não enverede por manobras dilatórias, mas não existe qualquer mecanismo legal que permita exigir qualquer prazo para a formalização da notificação de saída. A partir daí, são pelo menos dois anos. Pode ser mais se houver consenso entre as partes, porque o número 3 do artigo 50º assim o permite.

A senhora Merkel, aparentemente divergindo do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, quer uma posição, digamos mais “amigável” com o Reino Unido. Diz que a questão não poderá eternizar-se mas não vê razão para apressar os procedimentos. Defende um processo metódico que tenha em conta a importância do Reino Unido («close economic partner»), como a 5ª maior economia mundial (45% de exportações para o bloco europeu e 53% de importações). Sem nada fazer por isso, o Reino Unido já ganhou uma aliada de peso.

Tudo isto nos diz que o processo vai ser bem mais lento do que se imaginou inicialmente. Londres vai tentar “comprar” tempo para identificar de que forma melhor preservará os seus interesses. Presume-se que quererá integrar a European Economic Area, mas com um mínimo de obrigações. Um estatuto como o da Noruega não lhes serve, porque colidiria com a mais importante motivação que levou à saída. Obrigaria a aceitar a livre circulação de pessoas e implicaria também um contributo
para o orçamento comunitário.

A Europa precisa de encontrar uma resposta que desencoraje futuras saídas e favoreça a formação de uma frente unida, mas os sinais que começou a dar não vão nessa direção, como mostra a reunião dos seis ministros dos Negócios Estrangeiros no dia 25, à margem das instituições europeias e com exclusão de todos os outros, sob um critério difícil de sustentar. Se os excluídos não se mostrarem descontentes não estarão a mostrar-se empenhados na procura de uma posição comum (a exceção foi a Estónia que pediu publicamente ao ministro Steinmeier (Alemanha) que tenha presente que a UE tem 28 membros).

Há um ponto prévio que é preciso discutir e deixar claro. Decidir se a questão da continuação do trajeto de crescente integração, a caminho da solução federalista, é a solução para sair da crise ou é o problema que a originou. Aparentemente, o conjunto dos seis atrás referidos, ao reconhecer que os níveis de ambição quanto a mais integração não são uniformes, opta por o considerar um problema. Ou seja, preferem dar prioridade à contenção dos eurocéticos, pelo menos até haver uma  opinião pública mais favorável ao caminho alternativo. Faz sentido, mas é preciso que todos se unam à volta dessa ideia e trabalhem objetivamente para a concretizar.


>>>>  http://database.jornaldefesa.pt/organizacoes_internacionais/ue/JDRI%20195%20270616%20europa.pdf
 

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Clausewitz

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Re: Brexit
« Responder #37 em: Junho 27, 2016, 05:15:41 pm »
Citação de: Pedro E.
Islandia, Noruega, Suica, tudo paises com boa qualidade de vida e fora da uniao europeia

Tudo países dentro do mercado único, portanto contribuindo para o orçamento da união e tendo livre circulação de pessoas também. Para além de que por exemplo no caso da Noruega acabam por adoptar grande parte da legislação comunitária sem sequer terem voz sobre a mesma. Logo, exemplos que não podem ser citados, tendo em conta as bases da campanha pela saída. A não ser que fosse tudo mentira e no fim as coisas não são como foram ditas... Mas isso não pode ser, porque quem faz essas coisas são lá os Senhores de Bruxelas...

Citação de: Pedro E.
a historia esta cheia de exemplos, deste dilemas e a licao a tirar e que vencendo os medos e a opressao e que ha progressos.

Sim, o povo alemão venceu o medo e a opressão dos sionistas e elegeu um austríaco de bigode ridículo e discurso populista. Foi um assinalável progresso para eles e para o mundo. Os Venezuelanos venceram o medo e a opressão dos imperialistas reacionários e elegeram o Chaves e depois o Maduro dos passarinhos e tem sido um progresso de fazer inveja ao mundo. Os norte-americanos venceram o medo das armas químicas e do isolamento internacional e avançaram corajosos contra a opressão do Saddam e para provocar uma mudança política em toda a região. Desde então o progresso no Médio Oriente tem sido sempre em crescendo. Por cá, vencemos o medo e a opressão dos Medinas Carreiras e outros Velhos do Restelo e elegemos o trafulha do Sócrates, para construir auto-estradas SCUT, TGVs, aeroporto em Beja e outro em Alcochete, afinal há mais vida para além do défice. Os progressos foram tantos que os meus filhos ainda os estarão a pagar. A lição a tirar é que dar ouvidos a demagogos de discurso inflamado, que propõe soluções radicais e simplórias para problemas complexos é meio caminho andado para o desastre.

Citação de: Pedro E.
Canada, Australia, China,India, EUA  (o Trump vai dar uma mao) sao parceiros e  enormes mercados que se abrem para o reino unido. Para que estar confinado a uma organizacao que esta em decadencia?

Que se abrem? Mas desde quando é que esses mercados estão fechados para o Reino Unido ou para qualquer outro país europeu? A União Europeia tem acordos comercias externos e tem um peso negocial muito mais forte do que qualquer dos seus integrantes individualmente. Se Portugal saisse da UE como defende, qual é que acha que seria a nossa força negocial perante uma China, um Brasil, ou uns Estados Unidos, por exemplo? Acha mesma que conseguiamos condições mais favoráveis para defender direitos laborais e ganhos economicos? Se a UE está em decadencia o que precisamos de fazer é melhorá-la, não atirar o bebe fora com a água. Fugir cada um para o seu quintal é que é ser apático e derrotado, seria o maior sinal de declínio da Europa e há muita besta no mundo que esfregaria as mãos de contentamento.

Citação de: Pedro E.
Nao descortino no entanto no fraco quadro politico ingles um lider a altura deste momento e receio por isso.

Concordo, os líderes do Brexit Boris Johnson e Nigel Farage são uma corja inenarrável e mentirosa. Aliás este referendo é o exemplo acabado de como jogos de poder mesquinhos podem sair fora de controlo e dar mau resultado. Até acredito, com base em várias intervenções contraditórias anteriores, que o Boris no fundo não desejasse a saída da UE e que tenha tentado apenas reforçar o seu poder no partido para suceder ao Cameron no futuro. Numa tacada só, talvez consigam também enterrar o Reino Pouco Unido. É obra.

Citação de: Pedro E.
So lhes interessa estar vinculados ao reino unido estando este na uniao europeia. Esse e o comportamento dum chulo.

Pois, e o comportamento de quem está dentro de uma união com um pé fora, quer comer a carne e largar os ossos para os outros e ainda chantageia e acha-se no direito de impor condições que mais ninguém tem? É um comportamento de cavalheiro certamente. Um dos argumentos fundamentais contra a independência da Escócia foi exatamente a permanência na União Europeia. Esse argumento deixou de existir. Como em tudo, pode haver consequências, nem que seja um aumento de tensões políticas e sociais.

Citação de: Pedro E.
a escolha era facil  8)

Mais areia para os olhos, o RU não está sequer no espaço Schengen. A migração extra-comunitária não muda uma virgula com isto, o Boris Johnson até fez uns acenos às comunidades indiana e paquistanesa no país, típicos de alguém para quem os fins justificam os meios, e parece que essas comunidades votaram maioritariamente na saída da UE.
Quanto à escolha, mesmo sabendo que não se conhece a prenda antes de abrir o embrulho, para mim seria clara por uma série de motivos. Mas também não deixa de ser caricato o exemplo que escolheu, é que a moça que tem o Reino Unido “no coração” não tem muito ar de anglo-saxónica e vai na volta ainda é uma ovelha tresmalhada, descendente dos malvados estrangeiros.
« Última modificação: Junho 27, 2016, 05:17:21 pm por Clausewitz »
 
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Re: Brexit
« Responder #38 em: Junho 27, 2016, 06:17:17 pm »
A Uniao Europeia e neste momento (se nao mudar ainda vai-se acentuar mais) um ponto de estagnacao. Tanto economico como social.

O eixo de decisao, poder e crescimento mudou para leste ( Russia,China, India). Estando a margem da uniao europeia o reino unido continuara a comercializar com a europa mas ha um mundo maior la fora cheio de tantas outras mais oportunidades que Londres pode agora explorar livremente sem as redeas de bruxelas.

Canada, Australia, China,India, EUA  (o Trump vai dar uma mao) sao parceiros e  enormes mercados que se abrem para o reino unido. Para que estar confinado a uma organizacao que esta em decadencia?

Importante agora e haver gente competente para negociar com bruxelas e fazer a transicao da saida da Uniao Europeia.

Nao descortino no entanto no fraco quadro politico ingles um lider a altura deste momento e receio por isso.

Interessante observar que foram os mais seniores que votaram em larga escala pelo Leave. Estamos a falar de gente que passou por pelo menos uma grande guerra mundial, a recessao dos anos 80, a entrada do pais na Uniao Europeia entre outras atribulacoes. Eles viram mais, sabem qual e o rumo agora que o pais precisa mesmo face aos obstaculos que se avizinham. Os jovens curiosamente mostram-se com mais medo, coitados foram sedados pelos media.

Quanto a escocia, mais uma vez, na pergunta do referendo nao havia referencias a uniao europeia. Se as pessoas pressupoe coisas so se podem queixar delas mesmas. E quem e que garante a escocia que tem entrada na Uniao Europeia de qualqer das formas?.  So lhes interessa estar vinculados ao reino unido estando este na uniao europeia. Esse e o comportamento dum chulo.

Que parte dos 62% de votos da Escócia permanecer na UE é que não percebeste? Irlanda do Norte idem.... não ouviste as declarações da Primeira-Ministra da Escócia? Não percebo, o RU vota pela saída e a Escócia tem de acatar a decisão? Interessante conceito de liberdade......

Crescimento na Rússia? Já ouviste falar em bloqueio ocidental á Rússia devido à anexação da Crimeia.

China parceira dos EUA? Estás a falar da Apple e Foxconn? Austrália parceira da China? Parece-me que a China na Ásia não tem quase nenhum parceiro!

Economicamente a UE é o maior parceiro comercial. Os Brics eram para descolar, mas....... algo correu muito mal

Não sei se olhaste para o mapa, mas as fronteiras mais próximas do RU são com países da UE.........

Imagina tu que portugal fazia um referendo sobre a permanencia na uniao europeia e o sim ganhava mas na madeira votou-se para a saida. davas independencia ao arquipelago? fazias um referendo pela independencia?

olha para as ultimas legislativas portuguesas, o pais esta bastante dividido a norte passos coelho a sul os socialistas. o passos coelho foi o mais votado mas nem faz parte do actual governo. deve o minho exigir novas eleicoes? iniciar um movimento separatista?

no referendo pela independencia da escocia nao havia na questao nada que remetesse para a uniao europeia. os escoceses votaram para ficar no reino unido. o reino unido votou para sair da uniao europeia. a escocia so tem que carregar com a responsabilidade do compromisso que estabeleceu em continuar parte do reino unido. nao me facas ter que repetir mais isto.

ves como ha mais mundo para la da uniao europeia. o mercado europeu ficou um pouco comprometido eles os russos, arranjaram alternativas, a producao nacional foi forcada a crescer e estabeleceram aliancas na regiao. o bloco sino-russo e o mais poderoso actualmente. digo te mais o futuro da russia e bastante promissor.

os brics ja descolaram ha muito tempo, acorde homem e o irao tem potencial para fazer parte desse grupo tambem

eu conheco bem o mapa do mundo e ja nos quinhentos portugal comercializava no brasil,africa,india. falar em fronteiras comerciais nos dias de hoje e estar fora da realidade.  nao e a uniao europeia que esta em negociacoes com os eua a proposito do ttip? sem as regras de bruxelas reino unido e mais livre de negociar com os paises que estao a crescer e tem os seus parceiros tradicionais como retaguarda.

 

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FoxTroop

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Re: Brexit
« Responder #39 em: Junho 27, 2016, 09:38:02 pm »
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Imagina tu que portugal fazia um referendo sobre a permanencia na uniao europeia e o sim ganhava mas na madeira votou-se para a saida. davas independencia ao arquipelago? fazias um referendo pela independencia

Uótii?!! Comparar uma região autónoma, que nunca foi, nem esteve perto de ser, uma Nação ou Povo (nem reúne uma única condição para isso) com um Povo e Nação historicamente reconhecida, que se uniu ao RU por tratado e que, no ultimo referendo, só se manteve por garantias expressas do governo que se manteriam na UE?!!

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olha para as ultimas legislativas portuguesas, o pais esta bastante dividido a norte passos coelho a sul os socialistas. o passos coelho foi o mais votado mas nem faz parte do actual governo. deve o minho exigir novas eleicoes? iniciar um movimento separatista?

Não, deves mesmo começar é por entender o nosso sistema e perceberes como funciona. Aliás, não é só cá, mas também na maioria das democracias parlamentares. As eleições legislativas servem para eleger o Parlamento e é desse parlamento que saí depois um Governo. Por norma, costuma ser o do partido mais votado mas é a maioria expressa e absoluta emanada pelo colégio parlamentar eleito quem na realidade decide que e quem forma Governo. Se fosse essa lógica simplista que debitas, aqui os nossos vizinhos do lado não estavam entalados como estão para formar um Governo.

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no referendo pela independencia da escocia nao havia na questao nada que remetesse para a uniao europeia. os escoceses votaram para ficar no reino unido. o reino unido votou para sair da uniao europeia. a escocia so tem que carregar com a responsabilidade do compromisso que estabeleceu em continuar parte do reino unido. nao me facas ter que repetir mais isto

Todos aqui, que estejam a discutir isto de boa fé e com intuito de perceber e trocar ideias, sabem muito bem que essa promessa foi feita pelo Governo de Londres. Todos os que acompanharam minimamente a questão, viram nos diversos noticiários essas afirmações serem feitas, inclusive com ameaças veladas de altos cargos da UE a dizer que seria virtualmente impossível uma Escócia independente na UE pois Londres vetaria a entrada como retaliação à sua saída do RU e todos nós sabemos que isso teve um peso enorme para que muitos dos indecisos tenham optado pela permanência. A tua ultima tirada, que eu sublinhei, é simplesmente descabida e deselegante, para ser comedido nas palavras.

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os brics ja descolaram ha muito tempo, acorde homem e o irao tem potencial para fazer parte desse grupo tambem

Já descolaram?! A começar pela letra B, a única descolagem que vejo é em direcção ao fundo oceânico e, a este ritmo, ainda acabam é bem aconchegados no núcleo do Planeta. Uma espécie de reedição, versão economia, da Viagem ao centro da Terra.

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eu conheco bem o mapa do mundo e ja nos quinhentos portugal comercializava no brasil,africa,india. falar em fronteiras comerciais nos dias de hoje e estar fora da realidade.

Não sei sinceramente o que responder a isso. Aliás, nem sei porque raio param os produtos comprados fora da UE na hóstia da alfandega e depois tem de se ir lá pagar o processo de desalfandegar.... E lá fica o raio do iphone xing ling mais caro que um original......
 

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Re: Brexit
« Responder #40 em: Junho 27, 2016, 10:23:59 pm »
SURPRESA! Um novo BREXIT..... e merecido :)

peço desculpa pelo offtopic!
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Brexit
« Responder #41 em: Junho 28, 2016, 10:25:14 am »
É impossível eu não ficar com um sorriso nos lábios... a Islândia, país que escolheu os seus jogadores através de uma votação democrática, treinados por um dentista venceu uma selecção das mais poderosas do mundo. Brutal!

Em relação ao tópico, a minha irmã, a primeira da família que entrou e concluiu com sucesso a universidade, foi forçada a emigrar à uns anos atrás. Ela está a trabalhar numa conhecida multinacional no norte da Europa, juntamente com meio mundo. Segundo ela os dois colegas Inglesas com quem ela trabalha estão a tentar a dupla nacionalidade. Um Irlandesa outro a Portuguesa. Os mesmos estão desesperados e não têm qualquer confiança em todo este processo e estamos a falar tudo de pessoas entre os 25 e os 30 anos.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Lusitano89

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Re: Brexit
« Responder #42 em: Junho 28, 2016, 11:18:38 am »



 :Soldado2: :Soldado2: :Soldado2: :Soldado2: :Soldado2:
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Brexit
« Responder #43 em: Junho 28, 2016, 11:55:24 am »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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HSMW

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Re: Brexit
« Responder #44 em: Junho 28, 2016, 12:18:38 pm »
SURPRESA! Um novo BREXIT..... e merecido :)

peço desculpa pelo offtopic!

Por acaso acho que é bastante on topic pois este momento da história é um "momento de viragem". ("turning point").
Tudo o que está a acontecer terá consequências.

E também porque mete-me nojo esta mentalidade de que somos superiores. Com disse um dos comentadores da RTP num dos primeiros jogos:
32 equipas é demasiado, deveriam ser só 16, apenas a elite do futebol europeu.   

Está-se a ver a elite...  :N-icon-Axe:
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"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

 

Brexit: repercussões militares?

Iniciado por olisipoQuadro Mundo

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Última mensagem Julho 19, 2016, 12:02:23 pm
por olisipo