Brexit

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Cabeça de Martelo

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Re: Brexit
« Responder #15 em: Junho 25, 2016, 11:28:42 am »
Exacto, basta ver o que aconteceu na Grécia, o Syriza berrou, esperneou, mas no momento "h" baixou as calças e foi fornicado a sangue frio. Uma coisa é falar, outra coisa é fazer e acartar com as consequências.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Pedro E.

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Re: Brexit
« Responder #16 em: Junho 25, 2016, 01:02:08 pm »
Ó Pedro faz-me um pequeno favor, vai chamar cobarde a quem te fez as orelhas! Se não sabes comportar-te então estás no sitio errado.

Tu sabes as consequências práticas que aconteceriam a Portugal se saíssemos da UE? Se não sabes, pesquisa um pouco antes de dizeres asneiras e das grandes.

EU fui contra a entrada no Euro (€) desde o primeiro dia, mas agora que entramos não outra solução senão aguentarmos. E em relação à UE é ainda pior, afinal entre o dinheiro que recebemos e o que temos para pagar em divida... é algo pura e simplesmente impensável sairmos, porque a nossa economia iria colapsar.

O RU é bem provável que vá pagar e muito pela saída da UE, Desde a economia que vai ser e muito afectada (tanto a industria como a banca vão levar um rombo colossal), passando pela integridade territorial (pode haver uma secessão com a Escócia e o Norte da Irlanda a saírem do RU).

É muito engraçado dizer que a UE é a responsável pela emigração em massa para o RU, mas na verdade não é saindo da UE que isso vai acabar com esse fenómeno.

Islandia, Noruega, Suica, tudo paises com boa qualidade de vida e fora da uniao europeia

"mas agora que entramos não outra solução senão aguentarmos" , que discurso de subserviencia, que mentalidade de medo e pouca valentia. continuai por portugal a gozar da boa vida que com certeza tendes

Haja politicos ingleses a altura de levar a cabo a vontade do povo britanico em desligarem-se duma organizacao que esta a prejudicar o desenvolvimento na europa.
 

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Viajante

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Re: Brexit
« Responder #17 em: Junho 25, 2016, 02:09:53 pm »
Ó Pedro faz-me um pequeno favor, vai chamar cobarde a quem te fez as orelhas! Se não sabes comportar-te então estás no sitio errado.

Tu sabes as consequências práticas que aconteceriam a Portugal se saíssemos da UE? Se não sabes, pesquisa um pouco antes de dizeres asneiras e das grandes.

EU fui contra a entrada no Euro (€) desde o primeiro dia, mas agora que entramos não outra solução senão aguentarmos. E em relação à UE é ainda pior, afinal entre o dinheiro que recebemos e o que temos para pagar em divida... é algo pura e simplesmente impensável sairmos, porque a nossa economia iria colapsar.

O RU é bem provável que vá pagar e muito pela saída da UE, Desde a economia que vai ser e muito afectada (tanto a industria como a banca vão levar um rombo colossal), passando pela integridade territorial (pode haver uma secessão com a Escócia e o Norte da Irlanda a saírem do RU).

É muito engraçado dizer que a UE é a responsável pela emigração em massa para o RU, mas na verdade não é saindo da UE que isso vai acabar com esse fenómeno.

Islandia, Noruega, Suica, tudo paises com boa qualidade de vida e fora da uniao europeia

"mas agora que entramos não outra solução senão aguentarmos" , que discurso de subserviencia, que mentalidade de medo e pouca valentia. continuai por portugal a gozar da boa vida que com certeza tendes

Haja politicos ingleses a altura de levar a cabo a vontade do povo britanico em desligarem-se duma organizacao que esta a prejudicar o desenvolvimento na europa.

Como? Estás a falar da Suiça que é talvez a maior offshore do mundo e não é pelos melhores motivos? A Noruega tem petróleo, que nós para já ainda não temos e para além disso são gestores exímios, a Noruega tem só o maior fundo soberano do mundo e que vale mais de 800 mil milhões de euros, graças ao petróleo e está sempre a aumentar todos os anos!

A Islãndia é um pequeníssimo país e que por acaso já faliu por causa ....... dos bancos com uma dimensão muito grande para o tamanho do país!

Eu não sei se te lembras do modo de vida antes de 1986 em Portugal. Um país pobre, fechado e ...... atrasado (economicamente, politicamente, na educação, insfraestruturas, etc, etc.....), vê o salto que demos depois de 1986. Isto obviamente e à parte a boa ou a assim-assim gestão dos fundos comunitários.

Por falar em fundos comunitários, é bom que os portugueses saibam que em cada quadro comunitário (o actual é o Portugal2020 e vai de 2014 a 2020), na pratica faz com que Portugal vá contribuír para o Orçamento Comunitário com mais de 2 mil milhões de euros (2014 a 2020) mas em troca vai receber mais de 27 mil milhões de euros! Sabes o impacto que é para o país deixarmos de receber por ano mais de 4 mil milhões de euros? Sabes como era viver no pré-1986?

E já agora, diz-me lá 1 projecto de grande envergadura e feito no país que não tenha uma placa azul de co-financiamento da UE. Tens desde Escolas, tribunais, edifícios públicos, estradas, auto-estradas, obras municipais..... até rotundas, saneamento, águas, etc, etc, tudo co-financiado pela UE. Passando pelo ensino (bolsas de doutoramento e mestrado financiadas, o ensino profissional é financiado a 85% pela UE), subsídios de desemprego, formação profissional, ...... e se imaginasses os subsídios que as empresas portuguesas recebem....... a agricultura provavelmente desaparecia sem os subsídios. Há subsídios para tudo....... pescas idem aspas..... agora se nós não utilizamos bem esse dinheiro, é um problema nosso!!!!

Realmente a UE é tão má, tão má que eu nem percebo porque não saímos dela!!!!!

1 à parte, a maior parte da legislação portuguesa vem da UE (e ainda bem por uma questão de uniformidade de regras e de livre circulação de bens e pessoas). E um assunto importante, a UE por norma não defende as empresas (como normalmente fazem os países mais fechados com impostos sobre importações, bastante elevados, para favorecerem as empresas nacionais), a UE defende a cima de tudo o consumidor, para termos produtos o mais barato possível!!!

Pedro, imagina que eras Alemão (é só o maior contribuinte líquido da UE) e vê que é todos os dias atacado pelos outros países...... imagina que se farta e pensa e tomar um rumo sozinho...... é o risco que corremos com os radicalismos e as tuas ideias......
« Última modificação: Junho 25, 2016, 02:18:06 pm por Viajante »
 
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Re: Brexit
« Responder #18 em: Junho 25, 2016, 02:26:14 pm »
 


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Re: Brexit
« Responder #20 em: Junho 25, 2016, 03:23:37 pm »
Ó Pedro faz-me um pequeno favor, vai chamar cobarde a quem te fez as orelhas! Se não sabes comportar-te então estás no sitio errado.

Tu sabes as consequências práticas que aconteceriam a Portugal se saíssemos da UE? Se não sabes, pesquisa um pouco antes de dizeres asneiras e das grandes.

EU fui contra a entrada no Euro (€) desde o primeiro dia, mas agora que entramos não outra solução senão aguentarmos. E em relação à UE é ainda pior, afinal entre o dinheiro que recebemos e o que temos para pagar em divida... é algo pura e simplesmente impensável sairmos, porque a nossa economia iria colapsar.

O RU é bem provável que vá pagar e muito pela saída da UE, Desde a economia que vai ser e muito afectada (tanto a industria como a banca vão levar um rombo colossal), passando pela integridade territorial (pode haver uma secessão com a Escócia e o Norte da Irlanda a saírem do RU).

É muito engraçado dizer que a UE é a responsável pela emigração em massa para o RU, mas na verdade não é saindo da UE que isso vai acabar com esse fenómeno.

Islandia, Noruega, Suica, tudo paises com boa qualidade de vida e fora da uniao europeia

 :rir:

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"mas agora que entramos não outra solução senão aguentarmos" , que discurso de subserviencia, que mentalidade de medo e pouca valentia. continuai por portugal a gozar da boa vida que com certeza tendes

Rapaz, os heróis morreram todos na guerra. Tu que pelos vistos és emigrante podes mandar umas bocas para o ar que ao contrário de mim e da minha família, não és afectado. O que tu defendes não é "heroismo", é burrice pura e dura. Faz as contas e diz-me como é que o Estado iria pagar aos seus FP, aos reformados, aos que estão no desemprego no final do mês, diz-me como é que o estado iria pagar a divida que tem, ou financiar-se lá fora. Diz-me lá, ó cabecinha pensadora.

falar é fácil, o difícil é concretizar.

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Haja politicos ingleses a altura de levar a cabo a vontade do povo britanico em desligarem-se duma organizacao que esta a prejudicar o desenvolvimento na europa.

Pois é, depois quando a escócia e o Norte da Irlanda sair do RU, vão ter uma grande país... :bang:
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Re: Brexit
« Responder #21 em: Junho 25, 2016, 03:51:38 pm »
Para o Viajante:

fala como se não houvesse mundo para lá da união europeia, vende a falácia de que é impossível crescer sem fazer parte dessa organização, quando actualmente a ue não apresenta crescimento económico e está cheia de problemas sociais e afins. a união europeia a meu ver foi um instrumento criado para matar a soberania dos países. onde está a produção nacional?


Para o Cabeça de Martelo:

nem a irlanda do norte nem a escócia vão sair do reino unido
 

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Re: Brexit
« Responder #22 em: Junho 25, 2016, 04:23:40 pm »
Para o Viajante:

fala como se não houvesse mundo para lá da união europeia, vende a falácia de que é impossível crescer sem fazer parte dessa organização, quando actualmente a ue não apresenta crescimento económico e está cheia de problemas sociais e afins. a união europeia a meu ver foi um instrumento criado para matar a soberania dos países. onde está a produção nacional?

A UE apresenta toda uma série de problemas que estão identificados, mas que a Alemanha e outros temem em não fazerem frente porque estão a lucrar com os mesmo ou os políticos desses países não têm coragem politica para executar as reformas necessárias. Dito isto, uma vez que um país pertence à UE e ao euro (€), é praticamente impossível sair. O RU pelo contrário, sempre teve um pé dentro e outro fora. Países como por exemplo a Noruega também fazem o mesmo ao não serem membros da UE, nem do euro, mas fazem parte do espaço Schengen.

Dito isto o RU apesar de estarem muito menos integrados no projecto Europeu, sofreram um desvalorização brutal da sua moeda nacional, vão ver o aumento muito substancial do desemprego, ao enfraquecimento da banca e da sua industria.


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Para o Cabeça de Martelo:

nem a irlanda do norte nem a escócia vão sair do reino unido

Talvez devesses dizer isso a esta senhora:

http://rr.sapo.pt/noticia/57407/novo_referendo_a_independencia_na_escocia_esta_em_cima_da_mesa

É "apenas" a primeira-ministra escocesa...
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Re: Brexit
« Responder #23 em: Junho 25, 2016, 04:34:12 pm »
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Governo e executivos preveem nova crise econômica no Japão
Iene sofreu forte alta após saída do Reino Unido da União Europeia
Crédito: Redação - 25/06/2016 - Sábado, 14:37h

Tóquio - “Existe a probabilidade de que ocorra uma crise econômica semelhante a do Lehman Brothers (2008)”, declarou na sexta-feira (24) durante coletiva à imprensa, Hiroshige Sekou, vice-chefe do Gabinete do primeiro-ministro Shinzo Abe, referindo-se à forte alta do iene provocada pela desvalorização repentina do euro e do dólar.

A alta do iene está relacionada à decisão do Reino Unido, em referendo, de deixar a União Europeia. A valorização da moeda japonesa pode trazer graves consequencias à economia local, a maior delas o desemprego, principalmente para trabalhadores ligados ao setor exportador e que possuem contratos de trabalho temporário, como ocorreu na crise de 2008. Neste perfil se enquadra grande parte da mão de obra brasileira residente no país.

Com o referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia, os investidores passaram a procurar o iene como alternativa de investimento.

A fuga dos investidores do euro provocou forte queda do dólar que, na sexta-feira, recuou de 106,60 ienes para 99 ienes, fato que não ocorria desde novembro de 2013.

O iene fechou o dia a 101,50 por dólar, marcando perda recorde de 3,4 pontos em apenas um dia. De uma cesta de 10 principais moedas, entre elas a libra esterlina inglesa, o franco francês e o marco alemão, a maior alta foi a do iene.

Yoshimitsu Kobayashi, diretor da Associação Japonesa de Executivos Empresariais (Keizai Doyukai), instituição que reúne os executivos das principais empresas japonesas, disse ao jornal Asahi que a decisão do Reino Unido “é o prenúncio de uma guinada repentina na economia mundial”.

Esta é a mesma posição do presidente da Federação Empresarial do Japão (Keidanren), Sadayuki Sakakibara. Para ele, o impacto da decisão sobre as empresas japonesas será forte. “Com a valorização repentina do iene, o produto japonês fica mais caro no exterior, perdendo competitividade”, explicou o executivo.

Segundo o Teikoku Databank, instituição que monitora os principais dados econômicos do país, cerca de 1.380 empresas japonesas que planejavam investir ou mantêm negócios relacionados à exportação no Reino Unido devem mudar de posição. Esses negócios envolvem desde o setor petrolífero ao automobilístico.

A redução das vendas no setor exportador, principalmente de veículos, pode provocar o fechamento de postos de trabalho no Japão, atingindo principalmente os trabalhadores com contratos de trabalho por tempo determinado ou temporário.

Para o Banco do Japão, a cotação do iene a partir de 105 por dólar, dependendo do produto a ser oferecido no exterior, já é o suficiente para o início da redução de postos de trabalho no setor exportador.

http://www.alternativa.co.jp/Noticia/View/58753/Governo-e-executivos-preveem-nova-crise-economica-no-Japao
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Brexit
« Responder #24 em: Junho 25, 2016, 05:15:02 pm »
Ataques de pânico, reuniões familiares de urgência e choro. Portugueses no Reino Unido falam das reações dos amigos britânicos

http://ionline.sapo.pt/artigo/514514/ataques-de-p-nico-reunioes-familiares-de-urg-ncia-e-choro-portugueses-no-reino-unido-falam-das-reacoes-dos-amigos-brit-nicos?seccao=Mundo_i

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Pedro E.

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Re: Brexit
« Responder #25 em: Junho 25, 2016, 11:43:37 pm »
Para o Viajante:

fala como se não houvesse mundo para lá da união europeia, vende a falácia de que é impossível crescer sem fazer parte dessa organização, quando actualmente a ue não apresenta crescimento económico e está cheia de problemas sociais e afins. a união europeia a meu ver foi um instrumento criado para matar a soberania dos países. onde está a produção nacional?

A UE apresenta toda uma série de problemas que estão identificados, mas que a Alemanha e outros temem em não fazerem frente porque estão a lucrar com os mesmo ou os políticos desses países não têm coragem politica para executar as reformas necessárias. Dito isto, uma vez que um país pertence à UE e ao euro (€), é praticamente impossível sair. O RU pelo contrário, sempre teve um pé dentro e outro fora. Países como por exemplo a Noruega também fazem o mesmo ao não serem membros da UE, nem do euro, mas fazem parte do espaço Schengen.

Dito isto o RU apesar de estarem muito menos integrados no projecto Europeu, sofreram um desvalorização brutal da sua moeda nacional, vão ver o aumento muito substancial do desemprego, ao enfraquecimento da banca e da sua industria.


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nem a irlanda do norte nem a escócia vão sair do reino unido

Talvez devesses dizer isso a esta senhora:

http://rr.sapo.pt/noticia/57407/novo_referendo_a_independencia_na_escocia_esta_em_cima_da_mesa

É "apenas" a primeira-ministra escocesa...

ha coisas que nao tem preco, uma delas e a liberdade. os cenarios economicos pessimistas que avancam para o reino unido serao (acredito) de curto-medio prazo. o povo britanico e lutador e trabalhador e resistente o suficiente para dar a volta por cima. resta saber em que estado estara a economia da uniao europeia daqui a dois, cinco anos. pior ou melhor do que o reino unido? veremos

la pela primeira ministra da escocia querer um segundo referendo nao lhe da direito automatico a nada
as probabilidades disso acontecer sao muito reduzidas (ficarei bastante surpreendido se se realizar)
os escoceses tiveram a oportunidades deles pela independencia- se tivessem vencido eram livres de adoptar o euro ou nao, fazerem os acordos economicos que quisessem. eram soberanos. no entanto escolheram fazer parte do reino unido, o reino unido votou para sair da uniao europeia. logo a escocia tem que sair da uniao europeia tambem. e a vida.
 

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Re: Brexit
« Responder #26 em: Junho 26, 2016, 01:21:48 pm »
Pedro? Ninguém prende Portugal, quando quiser, pode saír da UE (apesar dos tratados não preverem essa situação devido ao facto de termos o euro).

Mas eu e muitos outros que compraram casa a crédito, não me agrada nada ter uma dívida em euros e passar a ganhar o meu salário numa moeda que pelo menos vai valer metade da actual, ou seja, na prática é como se as nossas dívidas passassem de um dia para o outro para o dobro (quem pede a saída do euro defende a desvalorização da nova moeda, para evitar cortar salários). Este é só um dos aspectos negativos da saída, mas há muitos mais, por exemplo as taxas de juro do euro são praticamente zero! Com a nova moeda..... lembras-te dos juros em 1986? Eram de 2 dígitos, caso não saibas. E o petróleo pago em dólares (taxa de câmbio estável em relação ao euro)? Já para não falar nos mais de 4 mil milhões de euros que entram anualmente no país.

Resumindo, nós podemos sair? Podemos, mas convém fazerem bem as contas..........

Como é que é? Falas em liberdade e recusas a liberdade da Escócia e Irlanda do Norte? Esse argumento é engraçado!
« Última modificação: Junho 26, 2016, 01:26:17 pm por Viajante »
 

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Pedro E.

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Re: Brexit
« Responder #27 em: Junho 26, 2016, 05:13:02 pm »
nao me revejo nesse tipo de discurso e mentalidade. e obvio que qualquer mudanca brusca acarreta riscos graves mas nao valera a pena pagar o preco a bem dum futuro melhor? a historia esta cheia de exemplos, deste dilemas e a licao a tirar e que vencendo os medos e a opressao e que ha progressos.

a retorica do viajante e do cabeca do martelo e a dos apaticos e dos derrotadas,  fazem lembrar um treinador de futebol que depois de sofrer o primiero golo concede imediatamente o jogo. para que continuar? ja estamos a perder, eles sao mais fortes,. nao conseguem ver mais alem, vao logo abaixo ao primeiro empurrao, preferem continuar na miseria certinha e sabida do que dar o salto, do que desafiar, construir, ganhar.

na lituania, aderiram ao euro, os precos triplicaram assim de repente. bem vindos ao mundo da ilusao da uniao europeia e o que para ai vem- kosovos, albaneses, turcos, um sistema completamente disfuncional, que procura amalgar realidades tao distintas  sem medir as consequencias.

quanto a escocia nao deves ter lido o que escrevi anteriormente. ha menos de dois anos fizeram la um referendo pela INDEPENDENCIA e votaram para FICAR NO REINO UNIDO. os escoceses tiveram toda a LIBERDADE para decidir o seu futuro.
o que defendes? referendos de dois em dois anos ou de 6 em 6 meses ate que a tua vontade prevaleca? respeitar a decisao da maioria e bonito tambem.

sobre a irlanda do norte  estou convencido que a realizar-se um semelhante referendo a maioria votava para ficar no reino unido. mas uma vez que o ultimo deste genero foi ha cerca de 40 anos nao vejo com maus olhos essa possibilidade
 

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Clausewitz

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Re: Brexit
« Responder #28 em: Junho 26, 2016, 06:24:59 pm »
Acredito que as previsões mais catastrofistas para o Reino Unido não se venham a realizar e que o impacto maior seja a curto ou médio prazo. O Reino Unido sempre teve um pé dentro e outro fora da UE, tem uma grande dimensão económica e política no contexto europeu e até mesmo mundial e os britânicos são extremamente pragmáticos. Acredito que se virem mais ainda para os Estados Unidos e que negoceiem acordos favoráveis com a Europa. A matriz política e económica deles não muda com isto, continuarão a ser uma democracia e economia liberal, não vão passar a ser um país isolacionista ou uma república das bananas ao estilo Chavez. O Farage já veio admitir que a promessa de aplicar os milhões gastos com a UE no serviço de saúde era falsa e provavelmente não será cumprida. Acho que vários outros pontos da campanha pela saída também não o serão, até porque eram mentirosos e impossíveis de cumprir. O Reino Unido deve continuar no mercado único, tal como a Noruega ou a Islândia estão, o que implica contribuir para o orçamento da União e ter livre circulação de pessoas com o resto dos países... Se quiserem mesmo sair do mercado único, aí as consequências podem ser bem piores.

Politicamente talvez seja um abalo grande que leve à independência ou ao aumento de tensões na Escócia e Irlanda do Norte. 55% dos escoceses votaram pela permanência no Reino Unido e agora 62% votaram pela permanência na União Europeia. Parece que a permanência na União Europeia tem mais apoio lá do que a permanência no Reino Unido. Aliás quando os escoceses votaram no referendo da independência, um dos principais argumentos da campanha pela permanência no RU era exactamente a questão europeia, sendo dito que se ficassem independentes estariam fora da União Europeia e teriam que negociar a adesão tal como qualquer outro país externo e esse foi um ponto que pesou para continuarem no Reino Unido.

A questão que nos devia preocupar é mais qual é o impacto no resto da Europa e em Portugal em particular. Preocupa-me que isto abra uma vaga de saídas guiadas por populistas encartados e que seja a machadada na integração europeia. Parece que há muita gente com saudades dos anos 30 ou com uma vontade imensa de aplicar na Europa as maravilhas do socialismo latino-americano - isto no Sul da Europa é claro.

A União Europeia tem problemas de vários tipos, mas quanto a mim também tem servido de desculpa para muita coisa que é culpa dos governos nacionais ou para problemas que existiriam de qualquer forma independentemente da União Europeia. Penso que há muita gente na Europa a quem ainda não caiu a ficha sobre o que tem sido a evolução do mundo e como isso acaba por nos afectar, gostemos ou não.

Na década de 50, quando começou a integração europeia, o mundo tinha 2,5 mil milhões de pessoas e a Europa representava em torno de 15% da população e tinha um grande peso económico. Hoje o mundo tem mais de 7 mil milhões de pessoas e a Europa representa menos de 7% dessa população. A população mundial continuará a aumentar e o peso económico da Europa no mundo a cair. O potencial de conflitos e instabilidade que isto gera não é pequeno, com consequências ao nível de acesso a recursos naturais ou crises de refugiados, por exemplo. Depois, há a questão económica. Mais de 60% da população está na Ásia e o centro económico do mundo tem-se deslocado para lá. Trata-se de populações com uma cultura, determinação e capacidade de sacrifício pouco condizentes com os modelos de bem-estar social e com as liberdades e garantias que tanto prezamos, e que tem colocado uma pressão tremenda ao nível da competição comercial. Neste quadro, e estando a UE próxima de zonas de instabilidade e fundamentalismo religioso, como existem no Norte de África e Médio Oriente, e à beira de uma Rússia guiada por um proto-fascista com saudades do império, há alguém que ache mesmo que estaremos melhor cada um por si ou numa associação da tanga, tipo CPLP da Europa? Eu penso que não e se for esse o caminho receio até pela manutenção da paz na Europa, não devemos dar nada por adquirido. Para Portugal pior ainda, juntar isto tudo à chico-esperteza nacional é uma mistura tóxica.
 
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Re: Brexit
« Responder #29 em: Junho 26, 2016, 06:35:23 pm »
Concordo com o Cabeça e o Viajante. Tal como o Cabeça fui completamente contra a entrada na moeda única mas agora estamos nela e é como um TGV a 300 km/h. Não se salta de um, quer dizer, saltar até se salta, o resultado será o previsível. Se Portugal saísse, como é óbvio não iria desaparecer nem acredito sequer num colapso completo, tipo anarquia. Mas, no mínimo voltaria a ver o que vi quando miúdo, até meados dos 80. Inflação a roçar o 30% e taxas de juros a 25%,, para não falar de episódios de fome nos trabalhadores de grandes centros industriais (Setúbal, por exemplo).

Quanto ao RU, o "Camarão" consegui o quase impensável. Tirar o RU da UE onde tinha um estatuto de privilégio comendo apenas o bom e descartando o mau (moeda única, fronteiras abertas, controlo financeiro da UE à City, etc.) e, ao mesmo tempo, acabar com o RU. O garante de uma permanência da Escócia no RU foi a garantia do "Camarão" que o RU nunca sairia da UE. Esse garantia foi ao ar e tanto escoceses como nor-irlandeses sentem que o seus interesses foram fortemente prejudicados e que o governo de Londres deixou de representar por completo os seus povos.

Quanto à industria inglesa, sugiro ao Pedro que veja quem são os seus donos e qual a razão das grandes montadoras japonesas terem instalado lá as suas fábricas (em detrimento de países como Portugal por exemplo). Esse pessoal avisou e deixou bem claro que, caso o RU abandonasse a UE teria abandonar o RU e instalar-se no espaço da UE. Tens uma ideia de quantas centenas de milhares de empregos directos estamos a falar? E indirectos?!

E quanto à City, sabes para onde já estão feitos os planos de mudança visto França e Alemanha quererem um "divórcio" completo e radical com o RU, ou seja, alfandegas, controlo de movimento de capitais, etc, etc? Frankfurt e Paris. Entendes agora bem o pânico nas bolsas e como, após um tempo que será de estabilização, se vai agravar com as condições do divórcio?

Já agora, no RU é normal a falta crónica de alguns bens alimentares, hoje é o arroz, amanhã serão os frescos, depois de amanhã talvez sejam as batatas, etc, isto com as fronteiras actuais. Basta haver greve no euro-túnel conjugado com mau tempo no Canal a impedir a travessias dos ferrys e então chega a só haver latas para comer nos supermercados. Quero ver como isto vai parar......

 
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