Israel lança ofensiva em Gaza

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Israel lança ofensiva em Gaza
« em: Dezembro 27, 2008, 09:09:07 pm »
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Número de mortos em Gaza por ataque de Israel sobe para 208

Da Reuters
Por Nidal al-Mughrabi

GAZA (Reuters) - Aviões e helicópteros de combate israelenses bombardearam a Faixa de Gaza neste sábado, deixando pelo menos 208 mortos no território controlado pelo Hamas, num dos dias mais sangrentos para os palestinos em 60 anos de conflito com Israel.

Militantes palestinos responderam lançando foguetes que mataram um israelense e feriram muitos outros, de acordo com médicos da região.

Os militares israelenses disseram que os alvos dos ataques eram "infra-estrutura terrorista". O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que a operação militar "pode levar tempo" e uma fonte militar israelense afirmou que a campanha pode ser ampliada e incluir forças terrestres.

"Não temos limite de tempo e estamos determinados a fazer o que for preciso, incluindo todas as nossas opções, por ar ou por terra", disse o militar israelense a repórteres.

O Hamas informou que pelo menos 100 membros das forças de segurança do grupo foram mortas, além de pelo menos 15 mulheres e crianças, e prometeu vingar o que chamou de "carnificina israelense".

"Não vamos deixar nossa terra, não vamos levantar bandeiras brancas e não vamos ficar de joelhos, exceto diante de Deus", disse Ismail Haniyeh, líder do governo do Hamas na Faixa de Gaza, a um site da Internet.

"Há sangue por todo lugar, há feridos e mártires em todas as casas e em todas as ruas. Gaza hoje foi decorada de sangue... Pode haver mais mártires e pode haver mais feridos, mas Gaza nunca será destruída e nunca vamos nos render", acrescentou Haniyeh.

Uma fumaça negra e espessa tomou o céu sobre a Cidade de Gaza, onde mais de 30 ataques foram realizados, destruindo várias instalações policiais do Hamas, incluindo duas onde aconteciam cerimônias de formatura de novos recrutas.

Imagens de TV mostravam corpos no chão, e mortos e feridos sendo carregados do local. Vários edifícios foram atingidos.

Entre os mortos estavam o chefe de polícia nomeado pelo Hamas, Tawfiq Jabber, o chefe de segurança do Hamas e o governador da região central de Gaza, de acordo com funcionários dos serviços médicos. Segundo médicos de Gaza, o número de palestinos mortos chega a pelo menos 205.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que a ofensiva aérea israelense era "criminosa" e pediu intervenção da comunidade internacional. A Liga Árabe informou que ministros das Relações Exteriores árabes se encontrarão no Cairo, domingo ou segunda-feira, para tomar uma posição comum sobre os ataques israelenses.

A União Européia fez um apelo por um cessar-fogo imediato em Gaza: "Estamos muito preocupados com os eventos em Gaza... pedimos que todos mostrem máxima moderação", afirmou o porta-voz para do chefe de Política Externa da União Européia, Javier Solana.

Já a Casa Branca pediu que Israel evite baixas civis em seus ataques aéreos e afirmou que o Hamas precisa interromper os ataques de morteiros a Israel para cessar a violência. No entanto, Washington não pediu para que Israel interrompa os ataques aéreos.

"Os contínuos ataques de morteiros do Hamas em Israel precisam parar para interromper a violência. O Hamas precisa acabar com suas atividades terroristas se quiser ter um papel no futuro do povo palestino", afirmou o porta-voz da Casa Branca Gordon Johndroe.

A chanceler israelense Tzipi Livni, uma das líderes das pesquisas para o pleito de fevereiro que escolherá o novo primeiro-ministro do país, pediu apoio internacional contra o Hamas, considerado por ela "uma organização extremista islâmica... que tem o apoio do Irã", arquiinimigo de Israel.

"CARNIFICINA ISRAELENSE"

Os ataques aéreos aconteceram após o fim, há uma semana, de uma trégua de seis meses em Gaza. Na quinta-feira, o premiê de Israel, Ehud Olmert, alertou o Hamas para que parasse de disparar foguetes contra alvos israelenses ou então que enfrentasse as consequências.

Uma dezena de foguetes foi disparada de Gaza na sexta-feira. Um matou de forma acidental, no norte de Gaza, duas crianças palestinas, segundo médicos.

Neste sábado, corpos eram empilhados, e feridos se contorciam em dor. Os que mostravam sinais de vida eram levados para carros e ambulâncias.

Alguns dos que faziam o resgate batiam na própria cabeça e gritavam: "Allahu akbar" (Deus é grande). Testemunhas disseram que os ataques foram realizados por aviões e helicópteros de combate.

Mais de 700 palestinos ficaram feridos, de acordo com os médicos.

"Todos os combatentes têm a ordem de responder à carnificina israelense", afirmou um comunicado do Jihad Islâmico. O Hamas e outros grupos armados se pronunciaram no mesmo sentido.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, afirmou que a operação militar em Gaza terá longa duração e será ampliada se necessário. "Não será fácil e não será curta", disse Barak a jornalistas.

Em março, uma ofensiva israelense de cinco dias matou mais de 120 pessoas


http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,M ... +PARA.html
 

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Abbas pede ajuda; Liga Árabe convoca reunião de urgência
« Responder #1 em: Dezembro 27, 2008, 09:21:15 pm »
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CAIRO - A Liga Árabe condenou neste sábado, 27, o bombardeio israelense sobre a Faixa de Gaza e convocou uma reunião de urgência de seus ministros de Exteriores para a próxima segunda-feira, a fim de falar sobre o ataque, que deixou dezenas de mortos. Mais cedo, o  presidente palestino Mahmoud Abbas anunciou ter iniciado uma série de "contatos urgentes" com diversos países para deter os bombardeios israelenses. "Iniciamos contatos urgentes com vários países árabes e outros para cessar a agressão e os massacres na Faixa de Gaza", disse Abas por telefone à agência de notícias AFP.

A organização também pediu ao Conselho de Segurança da ONU para adotar medidas a fim de conter os ataques israelenses sobre a Faixa de Gaza e proteger os palestinos, segundo a agência de notícias governamental egípcia Mena.

O assistente do secretário-geral da Liga Árabe para assuntos palestinos, Mohamad Subeih, pediu aos palestinos que deixem de lado suas disputas e permaneçam unidos, e solicitou aos Estados árabes uma postura unificada frente aos "crimes" de Israel.

Os Governos da Jordânia e dos Emirados Árabes Unidos (EAU) já condenaram o ataque, enquanto o Egito decidiu abrir a passagem de Rafah, na fronteira com Gaza, para evacuar os feridos, e mandou 30 ambulâncias ao território palestino para transferir as vítimas a hospitais egípcios.

Centenas de sindicalistas jordanianos foram às ruas para protestar contra o bombardeio, e gritaram palavras de ordem contra o papel de mediação do Egito no conflito palestino-israelense, e contra o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Segundo agências internacionais, pelo menos 155 pessoas morreram e várias centenas ficaram feridas devido ao bombardeio realizado hoje pelo Exército israelense em Gaza, onde as equipes de socorro trabalham para resgatar as vítimas presas sob os escmbros.

http://www.estadao.com.br/internacional ... 9575,0.htm
 

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« Responder #2 em: Dezembro 28, 2008, 07:05:10 pm »
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Israel expande ofensiva militar e fará invasão terrestre a Gaza

O governo de Israel aprovou neste domingo a convocação de 6.500 reservistas para uma eventual invasão militar de Gaza por terra, que se segue aos bombardeios aéreos que já deixaram 270 mortos e mais de 700 estão feridos. Hoje, pelo segundo dia consecutivo, os israelenses arremessaram cerca de 100 bombas contra os palestinos.

Para a operação, o Exército de Israel organizou na faixa de Gaza centenas de soldados de infantaria e veículos de combate para uma operação terrestre em grande escala. O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse hoje que o Exército "aprofundará e ampliará sua operação conforme necessário, pois o objetivo da operação é mudar completamente as regras do jogo".

De acordo com jornal "Haaretz", o número de convocações de reservistas pode aumentar, na maior ofensiva do país desde a Guerra dos Seis Dias em 1967. "Oficiais da Defesa disseram que alguns reservistas estão sendo mobilizados para ajudar proteger algumas comunidades na fronteira de Gaza e que podem ajudar na retaliação com os palestinos. Os novos reservistas poderão ajudar na nova escalada de ataques".

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse hoje que o governo usará de "sensatez, paciência e firmeza" na gestão do ataque iniciado sábado na faixa de Gaza. Em resposta, as milícias palestinas dispararam mais de 50 foguetes --o que chegou mais longe caiu perto de Ashdod, a cerca de 37 quilômetros da faixa de Gaza.

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) convocou uma jornada de luto e greve na Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião de urgência e pediu o fim imediato da violência na região, além do fornecimento de ajuda humanitária.

De acordo com o jornal "El País", os ataques israelenses de hoje foram em sedes policiais e centros de entretenimento do Hamas, assim como zonas residenciais, estações de televisão, que desde o início dos ataques, fizeram as transmissões dos ataques.

"Uma mesquita foi bombardeada nas últimas horas por acolher atividades terroristas. Durante a madrugada caças áreas F-16 israelenses bombardearam 23 pontos, entre eles, a sede do governo no Hamas onde está situado o conselho do ministros", informou o jornal.

Hamas

De acordo com o "Haaretz", três oficiais sêniores do Hamas foram mortos nos ataques. "Tawfik Jabber, comandante da força policial em Gaza, o seu ajudante, comandante da Defesa e Segurança, Ismail al Ja'abri, e o governantes da central do Hamas, em Gaza, Abu Ahmad Ashur", informa o jornal.

Hoje, os palestinos prometeram começar a retaliação. " Os ocupantes israelenses devem saber que serão recebidos a fogo pelas nossas organizações militares", disse Iz al Din, Brigadas de Ezzedin al Qassam, braço armado do Hamas.

De acordo com o jornal, a situação na região está caótica. Com a falta de medicamentos e leitos em hospitais, os sobreviventes estão sendo atendidos em corredores e os corpos estão sendo colocados amontoados em salas de refrigeração.

Segundo o "El País", a Jihad Islâmica afirmou hoje que todos os combatentes estão convocados a responder a carnificina israelense. O líder do grupo palestino, Khaled Meshaal, pediu hoje aos partidários uma nova ofensiva contra Israel.

Anteriormente, o líder do governo do Hamas, Ismael Haniyeh, afirmou que os palestinos nunca se renderam em Israel. "Nós nunca abandonamos a nossa terra, nós levantaremos as bandeiras brancas somente a Deus", disse Haniyeh. "Pode haver mártires feridos, mas Gaza nunca irá se render".

O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmud Abbas, afirmou hoje que a responsabilidade da situação atual vivida hoje em Gaza é do grupo radical Hamas. "Nós conversamos com ele e pedimos: por favor, não comecem com os ataques, nós queremos a continuidade da trégua. Nós poderíamos ter evitado isso se eles tivessem aceitado", disse Abbas.

O grupo radical acusa Israel de ter violado o acordo de cessar-fogo estipulado em junho deste ano e que expirou no dia 19 de dezembro.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mund ... 3948.shtml
 

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« Responder #3 em: Dezembro 29, 2008, 04:37:53 pm »
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Germany sides with Israel over Gaza escalation

By ASSOCIATED PRESS
BERLIN

Germany has blamed Hamas for the escalation of violence in the Middle East and called on Israel to avoid civilian casualties.
German Chancellor Angela Merkel has spoken by telephone with Prime Minister Ehud Olmert about the assault on Gaza that began Saturday.

Merkel spokesman Thomas Steg said the chancellor and Olmert agreed that the "clear, sole responsibility for the situation lies with Hamas" for breaking a cease-fire.
Steg said Merkel stressed in the telephone conversation late Sunday that Israel must do everything possible to avoid civilian causalities and insisted that Hamas must immediately halt its rocket attacks on Israel.

http://www.jpost.com/servlet/Satelli...cle%2FShowFull


Ate ao momento,até o proprio Hamas admite que practicamente todos os mortos são membros do Hamas.Pensa-se que cerca de 50são civis.

Pelo que tenho lido em alguns sites,esta não é uma operação preparada em cima do joelho..Israel parece estar em posse de todas ou quase todas as localizações do Hamas,mesmo após os primeiros ataques continua a "saber" onde andam.Até os tuneis foram destruidos..

Mossad a trabalhar,ou como alguns arabes dizem,ajudados pela Jordania e pelo Egipto?
 

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André

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« Responder #4 em: Dezembro 29, 2008, 05:13:54 pm »
:arrow:  Nenhum edifício do Hamas em Gaza ficará de pé, promete general israelita

Nenhum edifício do Hamas na Faixa de Gaza ficará de pé depois da operação militar iniciada por Israel contra o movimento islamita palestiniano, prometeu hoje o chefe adjunto do Estado-Maior, general Dan Harel, em declarações ao jornal Yediot Aharonot.
«Esta operação é diferente das anteriores. Não estamos apenas a atacar os terroristas e os lança-foguetes, mas sim todo o governo do Hamas. Visamos aos edifícios oficiais, às forças de segurança, e atribuímos a responsabilidade de tudo o que está a acontecer ao Hamas. Não fazemos qualquer distinção entre as suas várias ramificações», acrescentou.

«Só estamos no início da batalha. O mais difícil está para chegar e é preciso preparar-se para isso. Queremos mudar as regras do jogo na Faixa de Gaza», concluiu

Lusa

 

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« Responder #5 em: Dezembro 29, 2008, 06:29:45 pm »
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Israel declara "guerra total" ao Hamas

Jerusalém, 29 dez (EFE).- A operação em Gaza será longa e se trata de uma "guerra total contra o Hamas e os de sua classe", advertiu esta tarde no Parlamento israelense o ministro da Defesa, Ehud Barak.

A operação, iniciada no sábado e denominada "Chumbo Fundido", será "ampliada e aprofundada segundo seja necessário", disse o titular da Defesa no Knesset (Parlamento de Israel).

O objetivo da ofensiva, que matou até agora 345 pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza e feriu outras 1.600, não são os residentes da Faixa, mas o Hamas, disse Barak, que assegurou que o movimento islamita "é responsável por tudo o que ocorre em Gaza" e de ter transformado esse território palestino em um "refúgio de terroristas".

O ministro lembrou ao Plenário que o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, quando visitou Israel sendo ainda candidato presidencial, assegurou que se alguém lançasse foguetes contra sua casa enquanto suas filhas dormissem "faria tudo o que pudesse para evitá-lo".

Vários parlamentares árabes acusaram o Governo de levar ao país a uma guerra por motivos partidários a fim de ganhar votos antes das eleições gerais do próximo mês de fevereiro.

A comandante Avital Leivovitz, porta-voz do Exército israelense, confirmou em entrevista à Agência Efe que por enquanto a ofensiva contra Gaza "continua sendo por ar" e "levará bastante tempo".

Segundo a porta-voz, por enquanto "só há planejada uma operação terrestre".

A aprovação ontem por parte do Conselho de Ministros da mobilização de 6.500 reservistas é só um primeiro passo, que deverá ser confirmado pelo Comitê de Defesa antes que estes possam ser convocados para lutar.

"Temos muitas tropas em alerta, mas ainda não há plano para ativá-las", disse a comandante, embora indicando que poderia iniciar uma operação por terra se decidir "terminar a ação com maior rapidez".

Ontem à noite, a Marinha israelense uniu-se à operação e disparou contra dois navios que o movimento islamita Hamas utiliza para introduzir armas na Faixa, segundo a porta-voz.

Tanto ontem quanto hoje Israel permitiu a entrada em Gaza de caminhões com ajuda humanitária, afirmou Leivovitz, precisando que no domingo entraram na Faixa 150 toneladas de comida e medicina enquanto hoje se introduziu a carga de 100 caminhões.

"Não temos nenhum limite da quantidade de medicina e alimentos que permitimos passar: estamos deixando entrar tudo o que enviarem as organizações humanitárias", indicou.

As comunidades do sul de Israel se encontram em estado de alerta e a Frente de Interior se posicionou na região para proteger seus habitantes.

"As pessoas que vivem a menos de 10 quilômetros da Faixa de Gaza têm que permanecer o dia todo em refúgios, os que vivem a entre 10 e 20 quilômetros têm que permanecer a menos de 15 segundos de um refúgio e entre 20 e 30 quilômetros a 30 segundos", disse a militar, explicando que "300 mil israelenses encontram-se atualmente sob a mira de foguetes".

Enquanto o Exército israelense abateu hoje 20 alvos -entre eles vários abrigos subterrâneos, instalações do Hamas e plataformas de lançamento de foguetes-, as milícias palestinas lançaram 10 bombas e 50 foguetes Qassam e Grad ao território israelense, um dos quais matou um pedreiro na cidade de Askhelon.

Estes foguetes são de fabricação artesanal e seu potencial destrutivo é baixo. EFE

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,M ... HAMAS.html[/i]
 

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André

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« Responder #6 em: Dezembro 30, 2008, 05:38:15 pm »
:arrow:  Anunciado cessar-fogo em Gaza

A notícia é avançada pelo jornal Israelita Haaretz.

Foi anunciado um cessar-fogo de dois dias na Faixa de Gaza e Israel vai suspender os ataques, avança o jornal israelita Haaretz.

Ainda hoje, fontes oficiais afirmaram que os dirigentes israelitas admitiram a possibilidade de um cessar-fogo temporário na Faixa de Gaza.

TV Net

 

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André

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« Responder #7 em: Dezembro 30, 2008, 07:23:51 pm »
:arrow:  Olmert diz que a operação em Gaza está na «primeira fase»

O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, afirmou hoje que a operação militar em Gaza, que já matou mais de 380 pessoas e feriu mais de 1.700, em quatro dias de bombardeios, ainda está na sua «primeira fase».

Olmert fez estas declarações num encontro com o chefe de Estado, Shimon Peres, para o informar sobre a ofensiva, indicou o gabinete do presidente em comunicado.

«A operação militar está actualmente a avançar e, por enquanto, o Exército está a executar a primeira de várias fases que foram autorizadas pelo gabinete político-militar» na quarta-feira passada, dia em que se decidiu a ofensiva, disse Olmert.

Israel mantém tropas e tanques posicionados em torno de Gaza visando uma possível invasão terrestre da Faixa.

Por seu turno, Peres afirmou que «não há ninguém no mundo que entenda quais são os objectivos do Hamas e porque é que eles continuam a disparar foguetes» contra Israel.

Quatro pessoas morreram nas localidades próximas a Gaza pelo disparo pelas milícias palestinianas de cerca de 200 projécteis de fabrico caseiro, que desencadeou o bombardeamento em massa à Faixa.

«Israel não está a combater a população palestiniana, (mas) só contra uma organização terrorista que fez sua a bandeira da continuação da violência e a ameaça à estabilidade regional», acrescentou o presidente israelita no encontro, realizado na sua residência em Jerusalém.

Lusa

 

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« Responder #8 em: Dezembro 30, 2008, 09:27:53 pm »
e o mais "engraçado" no meio disto tudo é que o Hamas é uma criação da Mossad, para minar a Fatah....

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Hamas is a Creation of Mossad
by Hassane Zerouky
Global Outlook, No 2, Summer 2002
www.globalresearch.ca   23 March 2004
The URL of this article is: http://globalresearch.ca/articles/ZER403A.html


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Thanks to the Mossad, Israel's "Institute for Intelligence and Special Tasks", the Hamas was allowed to reinforce its presence in the occupied territories. Meanwhile, Arafat's Fatah Movement for National Liberation as well as the Palestinian Left were subjected to the most brutal form of repression and intimidation

Let us not forget that it was Israel, which in fact created Hamas. According to Zeev Sternell, historian at the Hebrew University of Jerusalem, "Israel thought that it was a smart ploy to push the Islamists against the Palestinian Liberation Organisation (PLO)".

 

Ahmed Yassin, the spiritual leader of the Islamist movement in Palestine, returning from Cairo in the seventies, established an Islamic charity association. Prime Minister Golda Meir, saw this as a an opportunity to counterbalance the rise of Arafat’s Fatah movement. .According to the Israeli weekly Koteret Rashit (October 1987), "The Islamic associations as well as the university had been supported and encouraged by the Israeli military authority" in charge of the (civilian) administration of the West Bank and Gaza. "They [the Islamic associations and the university] were authorized to receive money payments from abroad."

The Islamists set up orphanages and health clinics, as well as a network of schools, workshops which created employment for women as well as system of financial aid to the poor. And in 1978, they created an "Islamic University" in Gaza. "The military authority was convinced that these activities would weaken both the PLO and the leftist organizations in Gaza." At the end of 1992, there were six hundred mosques in Gaza. Thanks to Israel’s intelligence agency Mossad (Israel’s Institute for Intelligence and Special Tasks) , the Islamists were allowed to reinforce their presence in the occupied territories. Meanwhile, the members of Fatah (Movement for the National Liberation of Palestine) and the Palestinian Left were subjected to the most brutal form of repression.

In 1984, Ahmed Yassin was arrested and condemned to twelve years in prison, after the discovery of a hidden arms cache. But one year later, he was set free and resumed his activities. And when the Intifada (‘uprising’) began, in October 1987, which took the Islamists by surprise, Sheik Yassin responded by creating the Hamas (The Islamic Resistance Movement): "God is our beginning, the prophet our model, the Koran our constitution", proclaims article 7 of the charter of the organization.

Ahmed Yassin was in prison when, the Oslo accords (Declaration of Principles on Interim Self-Government) were signed in September 1993. The Hamas had rejected Oslo outright. But at that time, 70% of Palestinians had condemned the attacks on Israeli civilians. Yassin did everything in his power to undermine the Oslo accords. Even prior to Prime Minister Rabin’s death, he had the support of the Israeli government. The latter was very reluctant to implement the peace agreement.

The Hamas then launched a carefully timed campaign of attacks against civilians, one day before the meeting between Palestinian and Israeli negotiators, regarding the formal recognition of Israel by the National Palestinian Council. These events were largely instrumental in the formation of a Right wing Israeli government following the May 1996 elections.

Quite unexpectedly, Prime Minister Netanyahu ordered Sheik Ahmed Yassin to be released from prison ("on humanitarian grounds") where he was serving a life sentence. Meanwhile, Netanyahu, together with President Bill Clinton, was putting pressure on Arafat to control the Hamas. In fact, Netanyahu knew that he could rely, once more, on the Islamists to sabotage the Oslo accords. Worse still: after having expelled Yassin to Jordan, Prime Minister Netanyahu allowed him to return to Gaza, where he was welcomed triumphantly as a hero in October 1997.

Arafat was helpless in the face of these events. Moreover, because he had supported Saddam Hussein during the1991 Gulf war, (while the Hamas had cautiously abstained from taking sides), the Gulf states decided to cut off their financing of the Palestinian Authority. Meanwhile, between February and April 1998, Sheik Ahmad Yassin was able to raise several hundred million dollars, from those same countries. The the budget of The Hamas was said to be greater than that of the Palestinian Authority. These new sources of funding enabled the Islamists to effectively pursue their various charitable activities. It is estimated that one Palestinian out of three is the recipient of financial aid from the Hamas. And in this regard, Israel has done nothing to curb the inflow of money into the occupied territories.

The Hamas had built its strength through its various acts of sabotage of the peace process, in a way which was compatible with the interests of the Israeli government. In turn, the latter sought in a number of ways, to prevent the application of the Oslo accords. In other words, Hamas was fulfilling the functions for which it was originally created: to prevent the creation of a Palestinian State. And in this regard, Hamas and Ariel Sharon, see eye to eye; they are exactly on the same wave length.


http://www.globalresearch.ca/articles/ZER403A.html

http://www.wariscrime.com/2008/12/29/ne ... by-mossad/
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Lightning

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« Responder #9 em: Dezembro 31, 2008, 01:41:57 am »
Citação de: "P44"
e o mais "engraçado" no meio disto tudo é que o Hamas é uma criação da Mossad, para minar a Fatah....


Aprenderam com a CIA, estes apoiaram os vietnamitas comunistas e os Afegãos radicais  :roll:
 

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« Responder #10 em: Dezembro 31, 2008, 07:55:59 pm »
Usar os pontos fracos do inimigo é uma estratégia muito antiga.
Os palestinianos foram e são o somatório de muitas facções, os Israelitas sabem disso.
Sempre é melhor ter vários grupos, em que os recursos têm de ser divididos por todos, do que um grupo com todos os meios ao seu dispor.
 
Chama-se dividir para reinar......................
Eis aqui
quase cume da cabeça da Europa toda
O Reino Lusitano
onde a Terra se acaba
e o Mar começa.

Versos de Camões
 

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Luso

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« Responder #11 em: Dezembro 31, 2008, 10:24:53 pm »
"Pobres" Judeus! Agora até os culpa da criação do Ezbolah! :shock:
Também já foram responsabilizados pela chegada do Adolfo ao poder.

Entretanto, enquanto a "esquerda festiva" e caviar faz as suas festas, milhões morrem no Congo e arredores. E desses ninguém fala.
Dá para perguntar se essa "esquerda" não estará a fazer de palhaço para "alguém".

Às tantas também é esta "esquerda" que é criação dos judeus...
Mas eu também já estou à espera de tudo.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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« Responder #12 em: Janeiro 01, 2009, 11:56:08 am »
não é o Ezbolah, é o Hamas, pá :wink:
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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André

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« Responder #13 em: Janeiro 02, 2009, 12:00:53 am »
:arrow:  Aviação israelita mata importante dirigente do Hamas

Israel marcou o sexto dia de bombardeamentos na Faixa de Gaza com a morte de um importante dirigente do Hamas, Nizar Rayan, e uma série de outros ataques que fizeram subir o balanço para mais de 400 mortos.

A par desta escalada, e apesar de insistir na prontidão do exército para avançar para uma ofensiva terrestre, o governo israelita deu os primeiros sinais de abertura a uma solução diplomática para o conflito, exigindo observadores internacionais como condição para uma trégua com o movimento radical islâmico.

O lançamento de uma bomba de uma tonelada que destruiu o prédio de quatro andares do campo de refugiados de Jebalya em que vivia Nizar Rayan, e que matou mais onze pessoas, incluindo mulheres e filhos do dirigente do Hamas, mostrou que nesta ofensiva nenhum líder do movimento está a salvo.

"Estamos a tentar atingir todas as pessoas com funções dirigentes no movimento e hoje atingimos um dos seus líderes", declarou o vice-primeiro-ministro israelita, Haim Ramon, numa entrevista à televisão.

Nizar Rayan, de 50 anos, era um dos cinco principais decisores do Hamas e foi o mais importante dirigente do movimento a ser morto na actual ofensiva.

Professor de lei islâmica, era conhecido pelas suas ligações estreitas à ala militar do movimento e respeitado em Gaza por participar pessoalmente em ataques contra as forças israelitas, como quando em Outubro de 2001 enviou um dos seus filhos numa missão suicida que matou dois colonos israelitas em Gaza.

Eminente orador e partidário da linha mais radical do Hamas, prometeu em Outubro de 2007 que o movimento que tomou pela força o controlo da Faixa de Gaza iria fazê-lo igualmente na Cisjordânia.

Mais de 400 habitantes da Faixa de Gaza foram mortos desde o início dos bombardeamentos, sábado passado, e cerca de 1.700 foram feridos.

As Nações Unidas dizem que o balanço total de mortos inclui mais de 60 civis, 34 deles crianças.

Do lado israelita, três civis e um soldado morreram em ataques com "rockets" disparados da Faixa de Gaza para distâncias cada vez mais longas, que nesta altura colocam um oitavo da população israelita sob o seu alcance.

Até agora, a ofensiva israelita lançada depois de uma série de ataques do Hamas que quebrou uma trégua em vigor há seis meses tem sido exclusivamente aérea, mas o porta-voz militar major Avital Leibovich disse hoje que os preparativos para uma ofensiva terrestre estão concluídos.

"A infantaria, a artilharia e outras forças estão prontas. Estão posicionadas em volta da Faixa de Gaza, à espera de ordem para avançar", disse.

A campanha militar israelita não conseguiu até agora pôr fim aos lançamentos de "rockets". Segundo o exército, ao longo do dia de hoje foram lançados mais de 30 "rockets" que não fizeram qualquer vítima, mas apenas danos materiais.

Quarta-feira, o primeiro-ministro israelita recusou uma proposta francesa para uma trégua de 48 horas mas, hoje, deu sinais de abertura a uma solução diplomática ao dizer à chefe da diplomacia norte-americana, Condoleezza Rice, que Israel só aceitará uma trégua se observadores internacionais se responsabilizarem pela sua aplicação, segundo fontes do governo israelita.

Em 2006, quando bombardeou o Líbano, Israel aceitou uma trégua mediada e acompanhada pela comunidade internacional, em que a ONU aceitou destacar forças de manutenção de paz no sul do Líbano.

JN

 

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André

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« Responder #14 em: Janeiro 03, 2009, 12:58:13 pm »
:arrow:  Ataque aéreo de Israel mata líder militar do Hamas em Gaza

Um ataque aéreo israelita causou hoje a morte de mais um comandante de alto nível do braço armado do Hamas, enquanto o líder do grupo advertiu o exército de Israel de que será derrotado se invadir Gaza.

Uma semana depois de Israel ter iniciado ataques aéreos devastadores contra o enclave palestiniano com o objectivo declarado de acabar com o lançamento de foguetes contra o seu território, o fim das hostilidades parece distante apesar dos esforços diplomáticos internacionais.

O ataque aéreo nocturno em Gaza causou a morte de Abu Zakaria al Yamal, um alto comandante do braço armado do Hamas, disse o grupo islamita.

O exército israelita disse apenas que realizou uma série de ataques durante a noite.

Na quinta-feira, uma ataque aéreo de Israel matou outro líder do Hamas, Nizar Rayan. A maioria dos oficiais do Hamas está escondida, antecipando-se a possíveis tentativas de assassínio por parte de Israel.

Os Estados Unidos defenderam um cessar-fogo com supervisão internacional que garantisse que o Hamas não pudesse armar-se, mas em Damasco, o líder do grupo Jaled Meshaal surgiu desafiador num discurso na televisão.

«Estamos prontos para o desafio, essa batalha foi-nos imposta e confiamos em alcançar a vitória porque fizemos a nossa preparação«, disse Meshaal.

Médicos em Gaza estimam que foram mortos 429 palestinianos e pelo menos 2.000 estão feridos.

Uma agência das Nações Unidas afirmou que mais de um quarto dos mortos são civis. Um grupo de direitos humanos palestiniano estabeleceu aquela cifra de 40%.

Quatro israelitas morreram vítimas dos foguetes palestinianos, que alcançaram o porto de Ashdod e a povoação no deserto de Beersheba, obrigando ao encerramento de escolas e a busca de refúgio pelos moradores.

Lusa

 

 

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