Guerra contra o terrorismo

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JoseMFernandes

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« Responder #15 em: Janeiro 25, 2006, 07:45:12 pm »
Caro Aces High2, a sua contribuiçao sobre este tema 'escaldante' é certamente muito bem vinda.Penso ter entendido a sua posiçao, que alias é partilhada por muitos outros, mas tenho algumas observaçoes a fazer.

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Ora, acredito eu, que estas ações de "endurecer" contra o extremismo por parte da UE, EUA, Japão e Austrália é o mesmo que querer apagar fogo com gasolina. Em minha opinião, o extremismo islamico, é uma reação ao extremismo europeu, seja na ganancia da europa (pelo petroleo atualmente ou por rotas comerciais no passado) ante o islã, seja na impossição de valores tidos como ocidentais em países islamicos (consumismo, democracia e igualdade entre sexos), ou até mesmo na intervenção ocidental em seus assuntos internos

Sejamos claros,  sao extremistas, mas nao poupemos as palavras 'sao acima de tudo terroristas', o que faz uma diferença importante.Nao ha justificaçao para esse nivel de violencia e desprezo pela vida propria e dos outros, e custa-me entender que se insinue que a DEMOCRACIA ( a igualdade entre sexos parece-me ai logicamente englobado), independentemente de deficiencias na sua aplicaçao, seja considerado como apenas 'um dos valores ocidentais' impostos aos paises islamicos.
Alias nem sequer sou favoravel a intromissao da religiao(qualquer) na governaçao e nos estados.O Ocidente ultrapassou, com maior ou menor dificuldade essa fase, e nem saberiamos ja viver em paises de estrutura confessional.Mas la voltaremos a questao da democracia...

 (sua cit.)
Alem disso não podemos esquecer o enclave israelence nas relações ocidente-islã.
Sejam justos: Durante anos (e até o presente momento) o ocidente armou e treinou Israel em suas guerras de expanção e intervenção (onde a guerra de 73 foi uma continuação da ocorrida em 67) onde milhares de arabes e palestinos foram mortos e/ou expulsos de suas terras. Agora, nessa situação qual é o pensamente desses povos? Será que apenas Israel é culpada para eles? Não, pois o Ocidente oferece a Israel dinheiro e armas que desequelibram a região e possibilitam Israel atacar seus países e humilha-los, assim isso já é um dos motivos que levam a esses povos a terem magoas e rancor com o ocidente.
 (fim de cit.)

Estou absolutamente de acordo que a situaçao na Palestina passa por um acordo de convivencia comum, entre israelitas e palestinos.Para tal é preciso fazer desaparecer os extremistas terroristas.Pouco se pode fazer nesse ambito se organizaçoes ou estruturas que advogam a liquidaçao dos outros puderem actuar quase impunemente, é dificil, leva tempo, mas a repressao é um dos meios de pelo menos evitar males maiores.Até que ponto se podera discutir com essas organizaçoes, nao sei...mas elas terao obviamente de desaparecer enquanto instrumentos de morte e terror, sera ou eles ou nos...
Ah...se em 1947, os Arabes palestinos tivessem aceite a partilha proposta...e a ONU entao tivesse forma de a fazer respeitar, nao estariamos talvez nesta degradada e quase insoluvel situaçao...
até porque no que respeita a longa guerra que se tem arrastado entre Israel e os paises vizinhos, nao sendo israelita nem  judeu, compreendo que Israel lute pela sua sobrevivencia e reconhecer-se-a que a sua historia desde o inicio ha longos milhares de anos, tem sido isso mesmo...sobreviver, mesmo que para tal, reconheço, por vezes utilize meios discutiveis.Arabes foram expulsos de suas terras?...infelizmente é verdade, tal como essas terras ja tinham sido antes de Israel ( foram de resto  os Arabes que invadiram o territorio de Israel e conquistaram Jerusalem pela primeira vez).Se me permite vou citar-me numa contribuiçao minha, ja ha algum tempo, noutro forum (Forum de Historia), para entender que em questao de expansionismo todos, mas todos especialmente os Muçulmanos, tem as suas responsabilidades;

[/quote]
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(...)Esta argumentaçao vem coincidir largamente com o que é ensinado nos manuais escolares do mundo arabe, de nossos dias, se bem que uma boa parte é deixada para os comentarios dos professores que relacionam com a actualidade do Proximo Oriente ( uma das formas de semear o fundamentalismo). De uma maneira geral todos esses manuais (marroquinos, argelinos, libios, jordanos...) enfatizam a intolerancia ocidental, relativamente ao Oriente, e a sua sede de conquista fundamentada na religiao, mas na verdade com objectivos economicos e demograficos.
"Quando o cavaleiro punha a sua veste de combate, era dispensado de impostos e dividas, a Igreja concedia-lhe a absolviçao dos pecados, e garantia-lhe a vida no outro mundo"- Manual de Historia argelino
Evidentemente nenhum manual nem professor salienta o facto de a expansao e conquista ter sido iniciada exactamente por eles proprios e com muitos anos de antecedencia.Bem como o facto de a primeira cruzada ter como objectivo preciso
livrar os cristaos das perseguiçoes a que estavam sujeitos na Terra Santa.
(...)
A dicotomia entre Ocidente e Oriente é hoje dissecada, como anteriormente disse, na sociedade arabe e muçulmana.A religiosidade
desvanece-se na Europa mas do outro lado do Mediterraneo ela ou faz parte ou ambiciona o poder.
" A religiao foi sempre mais importante no Islao que no Ocidente.O Estado e a religiao sao indissociaveis entre nos, enquanto que na Europa faz ja muito tempo que o papado nao influencia a politica.Nos manuais escolares, as crianças aprendem que o seu povo, tolerante e aberto, se viu invadido por Europeus fanaticos, grandemente interessados pelas riquezas das suas terras.E a Historia repete-se diversas vezes, é essa talvez a liçao que elas retem..." Ephrem Isa-Youssif - filosofo iraquiano
Nao esqueçamos porém, e repito, que foram os Arabes a iniciar a expansao militar ( a conquista de Jerusalém por eles data de 638, enquanto a primeira cruzada aparecera em 1096, nas circunstancias mencionadas) e durante quase cinco séculos os Europeus se mantiveram principalmente na defensiva, perante o alargamento belicista muçulmano.
Recordemos apenas alguns pontos:" no séc. VII os muçulmanos ocupam a Palestina e a Siria; no séc. VIII liquidam a cristandade em toda a Africa do Norte, e invadem Espanha e Portugal; no séc. IX conquistam a Sicilia enquanto Constantinopla enfrenta o perigo turco, e apesar do cisma de 1054 as pontes nao tinham sido cortadas entre Roma e Bizancio.Foi a pedido de Bizancio (Miguel VII) ao papa Gregorio VII, que se lançaram as cruzadas, que se podem considerar uma resposta à expansao militar do Islao e implantaçao de Arabes e Turcos nas regioes-berço do cristianismo, ao tempo de S. Paulo e sede das primeiras dioceses, regioes essas onde os cristaos serao perseguidos" (cit. de Les Croisades-- Jean Sevillia - Ed. Perrin 2003)
A diferença de visao entre europeus e arabes é também visivel a respeito da escravatura.Foram primeiramente os arabes a explorar intensamente o trafico de escravos na Africa, muito antes da chegada dos portugueses e outros europeus.O ideal seria que a assunçao publica e repetida dos erros cometidos no passado pelo Ocidente, fosse seguida de sinais semelhantes do lado da politica e cultura islamica.Situaçao quase impossivel de acontecer a meu ver.
(fim da cit)

Nao referi aqui obviamente a invasao muçulmana(otomana) na Europa Oriental, entre os séc.XIV-XVII, que teve o seu ponto alto no célebre e dramatico cerco de Viena(que poderia ter liquidado a Europa Ocidental) nem o exodo cristao dos Balcas, que levou a uma situaçao de tensoes que como se sabe chegaram aos dias de hoje.


 (sua cit.)
Alem disso, tem a questão politica. Uma grande parcela dos países islamicos (notadamente os do Oriente Médio) tem uma grande rejeição de sua população. São dinastias corruptas, violentas e injustas, onde essas tenham vida de "deuses" as custas das riquezas naturais desses países, onde estas dinastias corruptas, são sustentadas com o auxilio do ocidente, uma vez que as mesmas permitem a exploração do petroleo, assim sendo essas populações tem neste motivo, mais um agravante para o "ódio" contra vocês.(fim de sua cit.)

Em alguns casos sera verdade, ja o foi certamente na esmagadora maioria deles, mas a minha resposta é sempre : DEMOCRACIA -  fazer desenvolver, mesmo descriminando positivamente as organizaçoes sociais e politicas que a tal se empenhem no terreno, retirando progressivamente o papel da religiao do centro politico.Sei que é mais facil dize-lo que faze-lo,pois  a margem de manobra é estreita e perigosa, mas se a religiao continuar como 'guia base' dessas naçoes ficara sempre em posiçao de tal ser aproveitado por 'messias' e correntes fundamentalistas, que sempre existiram e foram uma constante do Islamismo.

(sua cit)
 Agora, por que nunca vemos a AEIA, a UE e os EUA fazerem pressão sobre Israel com relação a seu programa nuclear, pois por mais que Israel diga o contrário, o mundo todo sabe que Israel não só tem acesso a tecnologia atomica como tambem possui já um arsenal nuclear. Agora onde esta o senso de justiça nessa situação. Por que novamente Israel pode e os países do Oriente Médio não podem ter essa tecnologia? Isso não é preconceito? Como vc quer ser amigo de uma pessoa se ela é claramente antipatica a ti? Para piorar tudo isso, lembrem-se que foi Paris e Washington que auxiliaram Israel a ter tecnologia atomica....... Quando um país muculmano faz alguma ação para o Ocidente considerada ofensiva ou abusiva, geralmente leva "bomba" na certa.(fim de sua cit.)

Compreenda que se esta tentando a limitaçao de armas nucleares.Isso passa pela interdiçao de novos arsenais, pela proibiçao de testes reais das existentes e nao como se poderia eventualmente deduzir de suas palavras, de um equilibrio através do terror da disseminaçao de novas armas.Estou certamente de acordo consigo que nao deveriamos ter chegado a este ponto, mas tem que se impor ja uma limitaçao e controle activo,como foi feito de resto  aprovado esmagadoramente na ONU, e dando a esta os meios possiveis para efectuar as vistorias necessarias e impor limitaçoes que considere indispensaveis. Por alguma razao foram  a Agencia da Energia Atomica  e o seu responsavel EL Baradei reconhecidos recentemente com o Prémio Nobel da Paz.Evidentemente,  é um desafio importante e devera prosseguir-se com todos os esforços para o desmantelamento das armas nucleares a nivel global.Nao faço ilusoes, sera dificil e longo o caminho, mas a direcçao é a correcta...
Quanto a questao dos valores, que voce pretende que o Ocidente esta impondo...volto a repetir-me...DEMOCRACIA é fundamental !, respeitem-se os habitos e tradiçoes que nao sejam incompativeis com ela e com as leis, que como Alguém um dia disse, no que foi tao mal seguido, 'A DEUS o que é de DEUS, a CESAR o que é de CESAR'.
Concluo, observando-lhe carissimo colega, que nao acredito que voce, e qualquer um, seja onde for, se possa considerar apenas mero observador e "fora deste Conflito de Civilizaçoes" ...mas é uma opiniao muito pessoal.
Cumprimentos
 

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Aces High2

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« Responder #16 em: Fevereiro 01, 2006, 01:55:25 am »
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Sejamos claros,  sao extremistas, mas nao poupemos as palavras 'sao acima de tudo terroristas', o que faz uma diferença importante.Nao ha justificaçao para esse nivel de violencia e desprezo pela vida propria e dos outros,

-> de quem você fala? Eu não vejo diferença nenhuma entre uma pessoa que amarra um cinto de explossivos e pregos no corpo e explode dentro de um onibus, de um militar que dentro de um tanque ou helicoptero dispara misseis e obuses contra multidões de civis. Assim ou ambos são extremistas ou ambos não são extremistas.

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e custa-me entender que se insinue que a DEMOCRACIA ( a igualdade entre sexos parece-me ai logicamente englobado), independentemente de deficiencias na sua aplicaçao, seja considerado como apenas 'um dos valores ocidentais' impostos aos paises islamicos.

-> Como não? Acabamos de ver uma eleição extremamente justa e democratica na palestina, mas só por que o resultado não foi aquele que a UE e EUA queriam, para todos levantarem questões e duvidas sobre o novo governante. Se a Democracia é algo verdadeiro e justo (como vcs Europeus e Americanos tanto falam) independente se fosse o Hamas, ou Fatah que ganhassem as eleições, vcs deveriam aceita-las pois a Democracia prega que não haja intervençoes de terceiros em eleições democraticas e se ser assim, jamais deveriam "ameaçar" a palestina com "chantagens" (não vejo outro nome para isso) de cortar subsidios e auxilios externos, se o novo governo não seguir as "regras" impostas por países externos. Assim que não somente palestinos mas 3/4 do mundo, perdem as ilusões com essa tão falada e afamada democracia...pois ela só vale para beneficio de uns poucos sob a de muitos.

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Alias nem sequer sou favoravel a intromissao da religiao(qualquer) na governaçao e nos estados.O Ocidente ultrapassou, com maior ou menor dificuldade essa fase, e nem saberiamos ja viver em paises de estrutura confessional.Mas la voltaremos a questao da democracia...

-> Pois é, mas ainda é muito util utilizar no ocidente a religião como um meio de "ocidentalizar" um povo, pois no momento que vc catequiza alguem, essa pessoa começa a receber influencia de um padre, que é subordinada a uma paroquia, esta qual é subordinada a Roma, sendo que Roma foi, é e será sempre financiada por países da Europa e USA e é um grande e forte braço politico para o Ocidente.

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Estou absolutamente de acordo que a situaçao na Palestina passa por um acordo de convivencia comum, entre israelitas e palestinos.

-> Conveniencia Comum? Não sabia que praticar assassinatos de palestinos mensalmente seja "Conveniencia Comum". Assim como acho estranho dois povos viverem em convivencia com um deles fazendo muros para separar um do outro.

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Para tal é preciso fazer desaparecer os extremistas terroristas.

->Aí é a questão. Não adianta querer fazer desaparecer os extremistas de um lado (palestino) e o do outro (israelences) continuarem impunes e com a benção do Ocidente, como no caso de Ariel Sharon.

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Pouco se pode fazer nesse ambito se organizaçoes ou estruturas que advogam a liquidaçao dos outros puderem actuar quase impunemente, é dificil, leva tempo, mas a repressao é um dos meios de pelo menos evitar males maiores.

-> Israel, por mais de 40 anos não reconhecia o estado palestino, expulsou os palestinos de sua terra legitima, para outros países, massacrou-os desde de antes de sua formação atravez de grupos radicais terroristas (com apoio britanico e americano) até hoje, destroi suas casas para contruir colonias judaicas, expreme-os em guetos, restringe os seus movimentos e ainda por cima controem muros com a intenção de os seprarem dos israelitas. Se esse "estado" que faz tudo isso - no caso Israel - não for uma instituição terrorista, nada no mundo o é, pois Israel faz aos palestinos, exatamente o que Hitler fez para eles até o inicio da segunda guerra.......
Se vc acha a repressão o caminho correto para isso, pense nos dois lados, onde o palestino tambem pensará o mesmo que ti e que os Israelences, so que enquanto este tem tanques e aviões para reprimi-los (comprados e mantidos com recursos do ocidente) os palestinos tem unicamente homens-bomba para fazer a repressão contra seus "terroristas"......

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Até que ponto se podera discutir com essas organizaçoes, nao sei...mas elas terao obviamente de desaparecer enquanto instrumentos de morte e terror, sera ou eles ou nos...

->Esse é o exato pensamento de ambos os lados, e ambos se acham no direito disso. Por isso que te falo, que quanto mais violencia de uma parte, maior a resposta do outro lado.....

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Ah...se em 1947, os Arabes palestinos tivessem aceite a partilha proposta...e a ONU entao tivesse forma de a fazer respeitar, nao estariamos talvez nesta degradada e quase insoluvel situaçao...

-> Calma aí. Quem em 47 não aceitou a partilha foi justamente Israel apoiada pelos EUA e por vcs Europeus. Não queiram tirar a sua culpa nisso, que tambem é até mesmo do Brasil, por ter aceitado a pressão do "Ocidente" para a criação do Estado Judeu e Palestino e ter desempatado a votação....E alias, Israel é um dos principais (se não o principal) país que mais vezes desrespeitou resoluções aprovadas pela ONU.......


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até porque no que respeita a longa guerra que se tem arrastado entre Israel e os paises vizinhos, nao sendo israelita nem  judeu, compreendo que Israel lute pela sua sobrevivencia

->E então por que quando os palestinos fazem isso, voces consideram como "atos terroristas"? Que queira ou não, desde a decada de 30 eles lutam diariamente contra um inimigo que por si só tem como objetivo "extermina-los" da palestina. Só por que os palestinos não tem tanques e aviões a designação deles muda perante os livros?

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e reconhecer-se-a que a sua historia desde o inicio ha longos milhares de anos, tem sido isso mesmo...sobreviver, mesmo que para tal, reconheço, por vezes utilize meios discutiveis.Arabes foram expulsos de suas terras?...infelizmente é verdade, tal como essas terras ja tinham sido antes de Israel ( foram de resto  os Arabes que invadiram o territorio de Israel e conquistaram Jerusalem pela primeira vez).


-> Quando Moises trousse os Hebreus do Egito, por 40 anos eles ficaram vagando pelo deserto, até chegarem na região da Canaã, habitadas pelos mesmos, onde estes são os antepassados dos atuais palestinos......e em cima desta cidade que nasceu Jerusalem.
 

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SSK

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« Responder #17 em: Agosto 01, 2007, 08:29:27 pm »
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Al-Qaeda continua a ser maior ameaça aos EUA

Os serviços de intelligence norte-americanos apresentaram recentemente um relatório onde afirmam que a Al-Qaeda é e vai continuar a ser a principal ameaça terrorista aos EUA. Segundo o relatório a organização liderada por Osama bin Laden reorganizou-se, é neste momento o centro do terrorismo islâmico a nível mundial e está a tentar colocar operacionais dentro do território dos EUA.

2007/07/31


http://www.voanews.com/specialenglish/2007-07-20-voa1.cfm
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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« Responder #18 em: Agosto 01, 2007, 08:41:49 pm »
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Escutas anti-terrorista sem mandato judicial

Um tribunal federal norte-americano decidiu recentemente que a Agência de Segurança Nacional (NSA) pode efectuar escutas telefónicas anti-terroristas sem precisar de um mandato judicial assinado por um juiz, considerando que os cidadãos não podem apresentar queixa sem provar que realmente estão sob vigilância.
2007/07/31


http://www.rfi.fr/actufr/afp/001/mon/070706211748.7vw2vp4t.asp
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« Responder #19 em: Agosto 01, 2007, 08:42:23 pm »
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Washington e Nova Iorque reforçam combate ao terrorismo
 
O departamento de Homeland Security dos EUA anunciou recentemente um aumento de 15 milhões de dólares em fundos de ajuda para o combate ao terrorismo nas cidades de Washington e Nova Iorque. As duas cidades norte-americanas ficam assim, juntas, com quase 200 milhões de dólares para gerir. No entanto, o departamento alertou para o facto de não poder realizar mais aumentos nas grande metrópoles sob pena de não ter capacidade para contribuir para cidades de média-dimensão.
2007/07/31


http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/07/18/AR2007071801507.html
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« Responder #20 em: Agosto 01, 2007, 08:43:35 pm »
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“Sky Marshals” nos aviões europeus

A União Europeia quer aplicar uma nova lei sobre segurança aérea, com o objectivo de autorizar as companhias aéreas europeias a usarem seguranças armados dentro do aviões, como forma de luta contra possíveis ameaças terroristas. O Parlamento Europeu deverá discutir, rever e aplicar a nova lei, até 2008.
2007/07/31


http://www.lepoint.fr/content/societe/article.html?id=190129
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« Responder #21 em: Agosto 01, 2007, 08:44:07 pm »
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Satélites para combater o crime
As polícias europeias querem ter acesso, via satélite, à actividade dos criminosos e analizar, em tempo real, os cenários do crime, à semelhança do que já acontece com as forças militares. O tema foi abordado no Encontro de Óbidos, integrado na presidência portuguesa da União Europeia, que visou optimizar a partilha e definições de estratégias operacionais no combate ao crime, através da distribuição da informação, uma vez que o crime organizado e o terrorismo estão cada vez mais internacionalizados.

O comandante-geral da GNR, tenente-general Mourato Nunes, a presidir à reunião, defendeu que a “utilização da informação de satélite, muito usada em aplicações militares de defesa, deve ser aplicada em utilizações de segurança” e salientou o facto de Portugal poder "liderar um grupo nesta área”.

Mourato Nunes adiantou ainda que “importa aprofundar a relação das polícias ao grupo FRONTEX (Agência Europeia de Gestão de Fronteiras) da União Europeia, com recurso a tecnologia geoespacial via satélite”, mas sempre salvaguardando os direitos, liberdades e garantias e a privacidade dos cidadãos.

A utilização da tecnologia espacial para o combate ao terrorismo e o crime organizado vão voltar a ser debatidos em Novembro, em Bruxelas, numa reunião que vai juntar todas as forças policiais da Europa.

Confirma-se assim "o papel fundamental do Espaço na problemática da Homeland Security", tal como o Presidente da Empordef afirmou numa entrevista à EspacialNews.

"Toda a informação passa hoje pelo Espaço, este deve servir para enquadrar as estratégias se segurança e para as optimizar. Ou seja, o Espaço é o "papel de embrulho" que permite organizar, ligar e embrulhar todas as outras tecnologias e dispositivos".
2007/07/31
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« Responder #22 em: Agosto 04, 2007, 10:11:29 am »
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Encontrado submarino «caseiro»
2007/08/04 | 00:25
Nova Iorque:: três homens foram detidos durante a manhã de sexta-feira
 

Três homens num estranho submarino de fabrico doméstico foram sexta-feira detidos em Nova Iorque, próximo do cais onde está ancorado o transatlântico Queen Mary II, avança a Lusa.

O sumbarino, esférico e com uma escotilha no topo para acesso ao interior, está ancorado no East River, em Brooklyn. Dentro dele, segundo as autoridades, havia várias botijas de oxigénio.

Os três homens foram detidos perto do Termianl de Navios de Cruzeiro de Brooklyn, em Red Hook, às 11 horas da manhã.

A polícia esclareceu que o estranho submarino não constitui uma ameaça terrorista.

Os três detidos foram interrogados e acusados de violarem as regras de segurança do porto.

O estranho submarino tem a forma de uma esfera em fibra de vidro e estava amarrado a um barco insuflável.
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André

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« Responder #23 em: Agosto 04, 2007, 01:35:36 pm »
Congressista Norte-americano defende bombardeamento preventivo de Meca

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O membro do Congresso norte-americano Tom Tancredo, que procura a designação do Partido Republicano como candidato a Presidente dos Estados Unidos da América, defendeu sexta-feira o bombardeamento com efeitos dissuasores de lugares sagrados do islamismo, como Meca.
A afirmação foi considerada «um disparate» por diversos analistas americanos, conta a CNN, mas foi defendida publicamente pela equipa de campanha do candidato.

«Não há acção mais dissuasora do que essa. Mas ele [Tom Tancredo] tem a mente aberta e está disposto a abraçar outras posições. Isto é apenas um meio para prevenir que eles nos ataquem»,disse Bay Buchanan, conselheiro do candidato.

Na quinta-feira, Tancredo avisou que um novo ataque terrorista em território americano «causaria um colapso económico a nível mundial».

Diário Digital / Lusa


O homem está crazy, se isso acontecesse seria um golpe fatal nas relações com a Árabia Saudita. Aí é que ficaria o caldo entornado totalmente naquela região.

 

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André

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« Responder #24 em: Agosto 05, 2007, 01:29:15 pm »
Estados Unidos matam "cérebro" do atentado a Samarra

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A morte do líder da Al Qaeda e carniceiro de Samarra, Haitham al-Badri, que terá planeado os ataque bombistas a um dos principais santuários xiitas de Samarra foi hoje reclamada pelo exército norte-americano.

Os Estados Unidos afirmam terem morto o alegado "cérebro" dos atentados, o líder da Al Qaeda na província de Salahuddin, que em Fevereiro de 2006 e em Junho deste ano destruíram a cúpula dourada e os minaretes do santuário Al-Askari em Samarra.

Al-Badri foi morto quinta-feira num ataque aéreo naquela cidade. O Governo iraquiano responsabilizava o líder pelas dezenas de milhares de iraquianos mortos nos confrontos sectários no país que aumentaram após a explosão do santuário.

Diário Digital
« Última modificação: Janeiro 19, 2008, 10:51:40 pm por André »

 

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« Responder #25 em: Agosto 05, 2007, 05:33:40 pm »
Al Qaeda ameaça embaixadas e diplomatas estrangeiros

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Um norte-americano membro da al Qaeda ameaçou diplomatas e embaixadas estrangeiras no mundo islâmico apelidando-as de «tocas de espiões» no mais recente vídeo da organização terrorista, divulgado domingo.

O vídeo, de uma hora e 17 minutos, também contém uma recriação animada por computador do ataque suicida de Março de 2006 que vitimou mortalmente o diplomata norte-americano David Foy em Carachi, Paquistão, bem como o testemunho de um homem que afirma ser o bombista.

«Vamos continuar a tomar-vos como alvo, tanto no vosso país como fora, tal como vocês nos atacam, em casa e fora, e atacaremos estas tocas de espiões e postos de comando militar e centros de controlo onde vocês planearam a vossa agressão contra o Afeganistão e o Iraque», declarou Adam Gadahn, também conhecido como Azzan al-Amriki.

Gadahn, que nasceu na Califórnia, foi acusado de traição pelos Estados Unidos e desde 2004 que é procurado pelo FBI, que oferece um milhão de dólares (cerca de 730 mil euros) de recompensa por informações que levem à sua captura.

A última aparição de Gadahn em vídeo datava de Maio, quando ameaçou os Estados Unidos com um ataque mais mortífero do que o de 11 de Setembro de 2001.

A autenticidade do video de hoje não foi ainda confirmada por fontes independentes, mas ostenta o logótipo da casa que produz os vídeos da Al Qaeda, as-Sahab.

Diário Digital / Lusa


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« Última modificação: Janeiro 19, 2008, 10:50:39 pm por André »

 

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« Responder #26 em: Agosto 05, 2007, 07:25:32 pm »
Citação de: "André"
Congressista Norte-americano defende bombardeamento preventivo de Meca

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O membro do Congresso norte-americano Tom Tancredo, que procura a designação do Partido Republicano como candidato a Presidente dos Estados Unidos da América, defendeu sexta-feira o bombardeamento com efeitos dissuasores de lugares sagrados do islamismo, como Meca.
A afirmação foi considerada «um disparate» por diversos analistas americanos, conta a CNN, mas foi defendida publicamente pela equipa de campanha do candidato.

«Não há acção mais dissuasora do que essa. Mas ele [Tom Tancredo] tem a mente aberta e está disposto a abraçar outras posições. Isto é apenas um meio para prevenir que eles nos ataquem»,disse Bay Buchanan, conselheiro do candidato.

Na quinta-feira, Tancredo avisou que um novo ataque terrorista em território americano «causaria um colapso económico a nível mundial».

Diário Digital / Lusa


Mas que visão estratégica... É por causa destes visionários que o Iraque ficou como ficou...
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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« Responder #27 em: Agosto 06, 2007, 01:01:19 am »
Hamid Karzai vê Teerão mais como «ajuda» do que ameaça

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O presidente afegão declarou hoje, no início de uma visita de dois dias aos Estados Unidos, que o regime iraniano representa para o seu país «uma ajuda e uma solução», e não a ameaça descrita por Washington. «O Irão tem sido até agora uma ajuda e uma solução», afirmou Hamid Karzai numa entrevista à cadeia televisiva norte-americana CNN.

«Mantemos relações muito próximas, que são excelentes», precisou o chefe de estado afegão, que é recebido pelo homólogo e anfitrião George W.Bush na residência de Camp David, perto da capital federal.

«O Irão tem sido um apoio para o Afeganistão» ao longo do processo de paz, no combate ao terrorismo e contra o tráfico de droga, salientou.

Estas opiniões chocam frontalmente contra a posição da administração Bush, que considera o regime dos ayatollahs uma ameaça, acusando Teerão de financiar o terrorismo internacional, de armar os rebeldes no Iraque e no Afeganistão, e de tudo estar a fazer para fabricar a bomba atómica.

Para o secretário da Defesa, Robert Gates, o Irão «faz um jogo duplo no Afeganistão, (...) ajuda o governo e os talibãs ao mesmo tempo, fornecendo nomeadamente armas», disse à CNN, ao regressar de uma digressão pelo Médio Oriente acompanhado pela chefe da diplomacia, Condoleezza Rice.

Rice também disse hoje à cadeia televisiva CBS que o Irão é uma ameaça para todo o Médio Oriente, razão pela qual os Estados Unidos avançaram com uma ajuda milionária, compreendendo a venda de armamento, aos países aliados da região durante a próxima década.

Karzai, por outro lado, prometeu fazer o que estiver ao seu alcance para conseguir a libertação dos 21 sul-coreanos - de um grupo inicial de 23, dois dos quais mortos - reféns dos talibãs desde o dia 19 de Julho.

No entanto, o presidente afegão assegurou que não tomará qualquer medida susceptível de encorajar mais sequestros, como por exemplo a libertação de prisioneiros talibãs a troco de reféns, com pretendem os terroristas. Washington sufraga a posição de Karzai.

O presidente adiantou que os sequestradores «não são muçulmanos, nem afegãos, mas sim terroristas estrangeiros, (...) sem respeito pelas mulheres e causa de muito má reputação para o país».

Sobre a «caça» ao homem forte da Al-Qaeda, o milionário saudita Osama bin Laden, Karzai admitiu que «não chegou a lado algum» desde o derrube do regime talibã no final de 2001, depois dos atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos.

«Estamos onde sempre estivemos, nem mais perto, nem mais longe» de Bin Laden, lamentou o líder afegão, confessando ignorar por completo o paradeiro do terrorista mais procurado do mundo e dos seus homens.

A violência quotidiana, a morte de civis e o alarmante tráfico de droga - 95% da produção mundial - são pontos quentes na agenda de Karzai e Bush, que querem delinear uma nova estratégia política, segundo Teresita Schaffer, antiga responsável do Departamento de Estado para a Ásia do Sul.

As relações Cabul-Islamabad estão igualmente sobre a mesa das conversações, devido à alegada infiltração de terroristas no Afeganistão através do Paquistão.

Diário Digital / Lusa

 

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SSK

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« Responder #28 em: Agosto 06, 2007, 11:51:36 pm »
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Behind the Indoctrination and Training of American Jihadis


08/06/2007 - By Chris Heffelfinger (from Terrorism Monitor, August 2) - On July 26, a former Washington, DC cab driver and resident of Gwynn Oak, Maryland was sentenced to 15 years in federal prison for providing material support to a terrorist group. Ohio-born Mahmud Faruq Brent, 32, admitted to attending training camps run by Lashkar-e-Taiba (LeT, Army of the Pure) in 2002, a Pakistani-based jihadi group established during the 1980s campaign against the Soviets in Afghanistan. After training at various locations in Pakistan, Brent returned to the United States, residing in Baltimore when he was arrested in August 2005. Brent told Tarik Shah—who pleaded guilty to conspiring to provide material support to al-Qaeda—that he had been up in the mountains training with the mujahideen [1]. Through Shah, Brent's training is linked to other cases of Americans who attended LeT-run camps in Pakistan. After Shah's arrest, he agreed to record conversations with Brent in cooperation with the FBI. In Shah's cell phone, along with Mahmud al-Mutazzim, another name Brent used, was the contact information for Seifullah Chapman, who also knew Brent (Dawn, July 26). Chapman, a former Marine, was part of the "Virginia Jihad Group," another informal network convicted of terrorism-related charges stemming from their training in Pakistan. He was sentenced in 2005 to a 65-year prison term. As disturbing as these cases are individually, collectively they demonstrate an even more troubling trend of radicalized American Muslims—bound by Salafi ideology—receiving training overseas and returning to the United States for potential future operations.

The Virginia Jihad Group

Based out of Falls Church, Virginia, the informal jihadi group was led by Ali al-Timimi. A U.S. citizen, al-Timimi was sentenced to life in prison for soliciting others to levy war against the United States. Eleven people were charged in total in the case, and the prosecutors successfully argued that the network was part of the jihadi threat akin to al-Qaeda. Al-Timimi was born in Washington, DC, his father a lawyer for the Iraqi Embassy. At age 15, he moved with his family to Saudi Arabia. While there, he grew interested in Islam, invariably the Salafi variety that is espoused by the Saudi religious establishment. After returning to the United States, he received a Ph.D in computational biology from George Mason University (The Atlantic Monthly, June 2006).

In addition to his academic pursuits, al-Timimi was an Islamic teacher in the northern Virginia area. Yet, he was also involved with the Islamic Assembly of North America (IANA), a group based in Ann Arbor, Michigan that receives funding from Saudis to promote Salafi Islam in the United States, especially in the prison system (http://www.iananet.org). Naturally, al-Timimi's scholarly ties, more than anything, reveal his ideological proclivities. Establishing a center for Islamic education, al-Timimi contacted the well-known Egyptian-born Salafi Abd al-Rahman Abd al-Khaliq and translated his works into English. Abd al-Khaliq openly promoted the Salafi Islam prominent in the Gulf, and privately encouraged more militant Salafism among his followers, telling them that "American troops were legitimate targets of the jihad."

Ties to Salafi Organizations

Ali al-Timimi's work for IANA—which included leading a five-person delegation to Beijing in 1995, where he defended female circumcision at an international women's conference—ties him into a much broader circle of Salafis, such as those in the Saudi Salafi establishment. Like many others who have been a part of that movement, he sought more militant teachings that condoned violence against Americans. Yet, the gateway to militancy often begins with seemingly benign teachings at austere mosques and Islamic centers. Commonly called Wahhabi, they call themselves Salafi, but for purposes of da'wa (proselytizing) and education, they do not emphasize their denomination. It is simply presented as "pure" Islam, and theirs is a purification movement.

A former chairman of IANA, Muhammad al-Ahmari, told the New York Times that, as of 2001, roughly half of his organization's funding came from the Saudi government, with the remainder primarily coming from private individual donations from the Gulf. IANA received at least $3 million from 1995 through 2002, which funded the distribution of 530 packages containing Qurans, tapes, lectures and other instructional Salafi educational material to prisoners in the United States. Part of the funds, however, also went to disseminating what is among the most militant Salafi material to date in the United States.

The group's webmaster, Sami Omar Hussayen, was a graduate student in Idaho when he posted two fatwas from Saudi Salafi-Jihadis Salman al-Awda and Safar al-Hawali, which incited jihad against Americans. Sami's uncle, Saleh Hussayen, is a high-ranking Saudi minister who gave at least $100,000 to IANA. He was also a director of a northern Virginia organization (the Safa Group) with, the U.S. government contends, around 100 front companies operating under it to launder money to al-Qaeda through the Isle of Man and Swiss bank accounts (Washington Post, October 2, 2003). Those raids, which took place in late 2001 and early 2002, have not yet come to trial. More inexplicable yet, Hussayen also came under scrutiny for a trip to the United States where, on September 10, 2001, he stayed at the same Marriott Residence Inn near Dulles Airport as three of the Saudi hijackers who crashed Flight 77 into the Pentagon.

Hussayen was questioned by the FBI, but there was no evidence he actually met or interacted with the hijackers. He was said to feign a seizure during the interview and taken to the hospital, where he was declared to be in good health. He returned to Saudi Arabia and to his post as Minister of Religious Endowments, overseeing the two holy mosques in Mecca and Medina.

From Ideology to Action

After conducting numerous case studies at the Combating Terrorism Center at West Point, research has demonstrated a pattern for radicalization among Americans who embrace jihad, whether foreign or U.S. born. The cases of the Lackawanna Six, the Portland Seven, the Virginia Jihad Group, as well as John Walker Lindh, Adam Gadahn and others demonstrate the need to travel overseas to receive training. In all of the above cases, the individuals traveled, or attempted to travel, to Pakistan or Afghanistan. As the base of al-Qaeda's leadership and the site of the first jihad, the area continues to be one of the primary destinations for mujahideen seeking training.

These individuals and others from the United States may have arrived at LeT camps, rather than at the al-Farouq camp or others that have been under bin Laden and al-Qaeda because they enjoy far less scrutiny. Founded shortly after 1986 as the military wing of the Center for Da'wa and Guidance, LeT initially helped Pakistani mujahideen enter the Afghan jihad against the Soviet Union. In the 1990s, the focused their efforts on Kashmir and have two of their training camps in Muzaffarabad, the capital of the Pakistan-administered section of the disputed province (Terrorism Monitor, February 24, 2005).

LeT also claims to have trained thousands of combatants to join the mujahideen in Afghanistan, Kashmir, Bosnia, Chechnya, Kosovo and the Philippines [2]. Clearly, among American Muslims radicalized by militant Salafi Islam, LeT camps in Pakistan became a center for incoming mujahideen, as did bin Laden's guest house in Peshawar two decades ago.

Conclusion

These cases all suggest that ideology, above anything else, is the common identity among group members. Their belief and commitment to the Salafi movement and its aims to purify Islam, which is the foundation upon which bin Laden and other jihadi leaders have built their platforms, was the common factor that bound together these diverse individuals with various ethnic, national and linguistic backgrounds. Even a cursory look at the Brent case reveals ties to members of Ali al-Timimi's northern Virginia jihad group, and through them, a much larger world of official Saudi funding and militant Salafi influence. For nearly all the terrorism cases involving radical Islam, the subjects began their journey with the Salafi Islam offered by the Saudi establishment, its leading scholars and its prestigious institutions in Mecca and Medina.

Although they are clearly responsible for a portion of the radicalized Muslims now on a course for militancy, whether headed for a jihadi front in Iraq, Somalia, Lebanon, or in the United States or United Kingdom, those same individuals who have committed themselves to the cause cannot be effective without adequate training. Such individuals are encouraged—by Ali al-Timimi and Abu Musab al-Suri alike—to seek training in a place like Pakistan as an essential stage in their path to truly serving the jihad.

Chris Heffelfinger is an independent researcher affiliated with the Combating Terrorism Center at the U.S. Military Academy, West Point.

Notes

1. See Criminal Complaint, "United States of America v Mahmud Faruq Brent, aka Mahmud al-Mutazzim," Filed in United States District Court, Southern District of New York, August 3, 2005.
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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« Responder #29 em: Agosto 06, 2007, 11:54:24 pm »
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Abu Yahya al-Libi: Al-Qaeda's Theological Enforcer - Part 1


07/31/2007 - By Michael Scheuer (from Terrorism Focus, July 31) - In the rising generation of post-9/11 al-Qaeda leaders, Abu Yahya al-Libi seems to be assuming the unique position of insurgent-theologian. Since escaping from U.S. detention at Bagram air base in Afghanistan in July 2005—with three other al-Qaeda fighters, one of whom, Faruq al-Iraqi, has since died in combat in Iraq—al-Libi has become a frequent contributor to al-Qaeda journals and Islamist websites, and he has been the central figure in several lengthy videos produced by al-Qaeda's media production arm, as-Sahab [1]. Little information is available about al-Libi beyond his record as an insurgent, the fact that he was imprisoned by both Pakistani and U.S. authorities and his own claim to have studied Islamic law, history and jurisprudence "for years among excellent and great scholars" who were in the field with al-Qaeda and other Islamist insurgent groups [2]. In video presentations, al-Libi is never far from the weaponry of the mujahideen. In the background, there are often AK-47s, machine guns and RPG launchers, or footage of mujahideen training on shoulder-fired missiles or actually participating in combat [3]. Al-Libi's subject, not surprisingly, is the necessity for contemporary Muslims to wage a relentless jihad against the United States, Israel and apostate Arab regimes, particularly Saudi Arabia. Unlike al-Qaeda military commander Sayf al-Adl and Osama bin Laden himself, however, al-Libi offers no tactical military advice or instructions on how to stymie the U.S. military's use of airpower through dispersal and entrenching. Rather, al-Libi is something of an attack dog who engages those whom the Islamists deem to be enemies of the concept of jihad—especially those who are Muslim enemies—on the basis of theology and the expectations of God and the Prophet Mohammad.

To date, al-Libi's main targets have been Hamas; the worldwide Islamic clerical and scholarly establishment; the Shiites and their faith; and the government of Saudi Arabia. This article will discuss al-Libi's handling of the first two targets, and a subsequent piece will cover the latter two.

Al-Libi has used Hamas on several occasions to demonstrate that Western-style democratic elections are detrimental to Islam in two ways. First, the elections themselves are un-Islamic because they amount to the creation and subsequent worship of a secular "idol," which is the "polytheistic legislative council" in which the will of the people governs, rather than the word of God [4]. Second, after winning the Palestinian elections, the Hamas leaders began to speak in words that "sickened" the mujahideen and made "it hard for people to distinguish between [Hamas'] language and that of other non-Islamic Palestinian organizations such as Fatah and the Popular Front" [5]. Damning Hamas for abandoning "the methodology of jihad in the battlefields," al-Libi scathingly asked, "So, where is your religion, O leaders of Hamas, [you have gone] from the case of implementing the Sharia [to seeing] all the Sharia which you slaughtered with your own hands when you agreed to follow the infidel religion of democracy, which is founded on the basis of the rule and sovereignty of the people" [6]. Al-Libi also has made an effort to drive a wedge between Hamas and its military wing—the "pure young men" and "lions" of Izz al-Din al-Qassam Brigades—by claiming that its political leaders ensured that its "activities were frozen once…[they] walked into the legislative dome." Al-Libi urged Hamas fighters to ignore their leaders and continue military operations so as to "renew your glory and show us the enemy's towers collapsing" [7].

In the first half of 2007, Abu Yahya has focused his critiques on Islamic scholars who are lukewarm in supporting, or who fail to endorse, the al-Qaeda-led defensive jihad. Too many scholars, al-Libi claims, have "disowned the mujahideen, repudiated their actions and dedicated their pulpits and mouths to slandering the mujahideen." Al-Libi is direct in admitting that the mujahideen have made theological mistakes and errors in judgment on the battlefield, but adds that it is the scholars, not the insurgents, who are to blame because the former "are negligent and absent from [the mujahideen's] midst" [8]. He warns the scholars that they are at great risk of losing the respect, honor and obedience that they have historically received from believers by claiming that young Muslims have a "choice" about joining the jihad.

Joining the jihad is not optional but mandatory on all youth, al-Libi writes, and scholars "have degraded it by adding this ugly word to it and saying (and what a terrible thing they say) 'the choice of jihad' or the 'choice of resistance,' thus dirtying [the jihad's] face and fiddling with its meaning. Jihad is a prescribed, obligatory devotion made compulsory by the Lord, He who sent down the book from above the seven heavens" [9]. Seeking to shame the scholars whom bin Laden describes as the "clerics of the king," al-Libi insists that the scholars do what is essential for the success of the jihad: they must join it in the field. "So, rush and go forth to [the mujahideen]," Abu Yahya writes. "If you are remiss, who will lead the way…if you delay, who will step forward. O scholars of Islam: the battle awaits you, and the fields of jihad, preparation and strength await you and look forward to you. And by Allah, you will find nothing in them but respect, honor and pride from your devoted sons, the mujahideen" [10]. The scholar's model for action, al-Libi explains, should be the late-Taliban scholar-commander Mullah Dadullah, whose loss of a leg exempted him from mandatory participation in the jihad, but who died fighting the U.S.-led coalition because he was determined to "limp my way to heaven" [11].

Therefore, Abu Yahya is emerging as a more pointed and acerbic complement to the comments made by Ayman al-Zawahiri and Osama bin Laden; indeed, by seeking to divide Hamas leaders from their military wing, he has done something bin Laden and al-Zawahiri have not. While both of the latter have strongly criticized the un-Islamic tendencies of Hamas and many of the scholars who are in the pay of Arab governments, al-Libi has gone much farther and has been more scabrous in both his comments and his effective wielding of the hammer of shame, a tool which retains enormous influence in an Islamic civilization where the idea that a man must maintain his honor unbesmirched is still relevant. When al-Libi's commentary on Shiite Muslims and the Saudi regime is examined, it will be clear that on these two issues al-Libi again is much franker and more direct than bin Laden and al-Zawahiri, perhaps giving the West a better look at the core of al-Qaeda's beliefs on those issues.

Michael Scheuer served as the Chief of the bin Laden Unit at the CIA's Counterterrorist Center from 1996 to 1999. He is now a Senior Fellow at The Jamestown Foundation.

Notes

1. Abu Yahya al-Libi, "Combat Not Compromise," http://www.mohajaroon.com, November 3, 2006.
2. "Interview with Abu Yahya al-Libi," http://www.tajdeed.org, June 21, 2006.
3. Each of these martial ingredients can be found in the video presentation, "Abu Yahya al-Libi Calling for Jihad," al-Meer Forums, July 28, 2006.
4. Abu Yahya al-Libi, "Hamas has Dug its Own Grave," Islamic Renewal Organization, February 1, 2007.
5. Ibid.
6. Abu Yahya al-Libi, "Palestine: Warning Call and Caution Cry," al-Fajr Media Center, April 30, 2007.
7. Abu Yahya al-Libi, "Hamas has Dug its Own Grave," Islamic Renewal Organization, February 1, 2007.
8. "Interview with Abu Yahya al-Libi," http://www.tajdeed.org, June 21, 2006.
9. Abu Yahya al-Libi, "To the Army of Difficulty in Somalia," as-Sahab Productions, February 2007.
10. Ibid.
11. Abu Yahya al-Libi, "Mullah Dadullah: I Pray I Limp My Way to Heaven," Global News Network, http://www.w-n-n.com, June 6, 2007.
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

 

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