União Europeia

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União Europeia
« em: Dezembro 05, 2017, 04:08:46 pm »
Seria um erro histórico parlamento não apoiar adesão à defesa europeia, diz Marcelo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que seria um erro histórico o parlamento não aprovar, por falta de diálogo, um projeto de apoio à adesão de Portugal ao mecanismo de defesa comum europeia.



Em declarações aos jornalistas, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa recordou que no tempo em que foi presidente do PSD não teve "um instante de dúvida" em fazer um acordo com o PS, então no Governo, sobre a moeda única, para que se "avançasse em conjunto" nessa matéria.

O chefe de Estado pediu aos responsáveis políticos para "falarem, estabelecerem pontes, debaterem o que há a debater" neste caso concreto, referindo que, "qualquer que seja a fórmula, é importante para Portugal que fique clara a vontade parlamentar de que Portugal está no arranque deste mecanismo de segurança reforçada".

"O que me parece incompreensível é que, não estando em causa a criação de um exército europeu - que não é isso que está em causa -, por razões pessoais, de falta de diálogo, de suscetibilidade, de não haver um mínimo de contacto entre forças políticas, houvesse o mínimo de dúvida quanto ao empenhamento de Portugal na segurança europeia", afirmou.

"Para mim, seria incompreensível e seria um erro histórico", reforçou o Presidente da República.

Questionado se estava criticar a posição do PSD, respondeu: "Eu não estou a qualificar partidos, porque o diálogo tem de ser recíproco. Têm de falar as pessoas e têm de falar os partidos. E, que diabo, também não é muito difícil falar sobre esta matéria. Já se sabe do que é que se fala, está estudado há muito tempo".

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que "Portugal tem de estar presente no momento em que vai arrancar aquilo que é uma forma de reforço da segurança europeia" e que, para isso, "é preciso que o parlamento acolha essa intenção" nos próximos dias.

Para o Presidente, cabe aos partidos decidir "como é que acolhe, se é porque há um conjunto de partidos que convergem no mesmo documento, se há cruzamento de documentos de tal forma que passa mais do que um na base da abstenção dos outros".

O chefe de Estado deixou a solução "à imaginação e ao espaço próprio de intervenção do parlamento", mas reafirmou que "seria incompreensível que não houvesse um projeto de resolução, um, pelo menos" aprovado.

No seu entender, esta é uma questão "que não é doutrinária, que não é uma divergência política, que não é uma divergência ideológica, não é uma divergência fundamental", mas pode haver um desentendimento "por falta de diálogo" ou mesmo "por falta de apreciação de documentos".

O Presidente da República citou "um político francês que dizia que 95% dos problemas em política são de suscetibilidade", e acrescentou: "Era o que faltava, por uma questão de susceptibilidade de parte a parte, de repente Portugal faltasse a um momento fundamental para a política portuguesa e para a sua posição na Europa".

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/seria-um-erro-historico-parlamento-nao-apoiar-adesao-a-defesa-europeia-diz-marcelo
 

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Daniel

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Re: União Europeia
« Responder #1 em: Dezembro 06, 2017, 08:04:02 pm »
Espanha ‘com ciúmes’ de Portugal. E de Itália
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/espanha-com-ciumes-de-portugal-e-de-italia-241565

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Um artigo de opinião do ‘El Pais’ tenta dar a entender porque é que Espanha conta tão pouco em termos internacionais, ao contrário do que se passa com outros países latinos. Mário Centeno parece ter sido a gota de água.Portugal tem “um notável sucesso na conquista de cargos internacionais (atualmente a secretaria-geral da ONU e a presidência do Eurogrupo, recentemente a liderança da Comissão Europeia [Durão Barroso]), apesar do seu menor tamanho”, enquanto que a Itália “possui quatro cadeiras de nível superior: a presidência do BCE (Mario Draghi), do Parlamento Europeu (Antonio Tajani), da Autoridade Bancária Europeia (Andrea Enria) e do Alto Representante da Política Externa (Federica Mogherini)”.

É assim que o comentador de assuntos internacionais do jornal ‘El Pais’, Andrea Rizzi, desenvolve o tema da espécie de apagão que um país como a Espanha está a passar em termos de cargos internacionais. Rizzi compreende a ‘submissão’ de Espanha face a Itália: “tem um maior peso político em relação à Espanha devido ao peso da sua economia (um PIB de 1,67 mil milhões de euros em comparação com 1,11 mil milhões de Espanha); ao peso demográfico (61 milhões contra 46milhões); ao peso dos militares (28 mil milhões de dólares de despesas anuais de defesa contra 15 mil milhões) e ao peso político: é membro fundador da União Europeia.

Mas há o outro lado da questão: “nos últimos 40 anos, a Espanha teve seis presidentes de governo; Itália teve, 18 (alguns deles repetiram em momentos diferentes)”. Itália passou por “uma longa fase de hibernação económica com pelo menos duas décadas de crescimento raquítico. A crise atingiu duramente a Espanha, e a taxa de desemprego é maior, mas a vitalidade da economia permitiu reduzir as distâncias em termos globais durante esse período e exercer durante longos períodos um vigor que a Itália não possui”.

“O país transalpino, além disso, não tem vínculos históricos e linguísticos com qualquer área remotamente comparável ao enorme bem que a Espanha possui com o seu elo latino-americano.” “Finalmente, [Itália] está muito atrasada em matéria de direitos civis, em que a Espanha assumiu a liderança e que constitui um poderoso fator de avaliação nos ambientes liberais que continuam a exercer um peso importante na Europa”.

Andrea Rizzi abstém-se de produzir o mesmo comparativo com Portugal, por certo porque seria fastidioso face aos critérios usados – mesmo em termos linguísticos. Mas avança com algumas respostas possíveis para que os espanhóis, ou ao menos os leitores do ’El Pais’ percebam as razões do ‘apagão’.

“Em termos geopolíticos, a Itália conseguiu manter-se num lugar mais central e com maior aura de independência. A Itália jogou com alguma inteligência no conselho internacional, mantendo uma espécie de equidistância do eixo franco-alemão e a confiança de Washington intacta. A Espanha abriu primeiro um abismo com Berlim e Paris no tempo de Aznar e a foto dos Açores [onde por acaso também estava Durão Barroso], para depois assumir uma volta abrupta com Zapatero e perder a benevolência de Washington”.

Em termos políticos/culturais, Rizzi conclui que a Espanha não é capaz de produzir líderes europeus que consigam fascinar minimamente os seus pares – e a opinião pública – fora de Espanha, ao contrário do que se passa com Portugal e Itália.

Não fica explícito no texto se o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, é um dos visados pela opinião de Andrea Rizzi, mas o certo é que, externamente, o líder do PP continua a colecionar disparates. Há uns tempos – a propósito das intenções separatistas da Catalunha – dizia que Espanha era a nação mais antiga da Europa; o tema é polémico, mas sem sobra de dúvidas que Portugal, França e Dinamarca são bem mais antigos que o melhor que Espanha consegue (1492, conquista de Granada pelos reis Católicos).

Hoje, em viagem oficial no Reino Unido, Rajoy disse que a posição da primeira-ministra Theresa May sobre a Catalunha (outra vez a Catalunha) era importante porque a Inglaterra é a pátria do parlamentarismo – e, por isso, da democracia e do respeito pela Constituição. Só mais tarde alguém o informou que o parlamento mais antigo da Europa surgiu em 1888 no reino de Leão, que por acaso faz parte do atual território espanhol.

Como não encontrei um tópico a condizer com a notícia, acho que este é o mais acertado.  ;) ;D
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Re: União Europeia
« Responder #2 em: Dezembro 07, 2017, 06:58:10 pm »
Schulz defende transformação da UE em “Estados Unidos da Europa”
https://sol.sapo.pt/artigo/591513

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No arranque do congresso do Partido Social Democrata (SPD) alemão, esta quinta-feira, no qual se decidirá se Martin Schulz tem luz verde para se sentar com Angela Merkel para, ao contrário do que o próprio apregoou durante o último ano, encontrar uma solução de governo que possa desbloquear o impasse político provocado pelo falhanço das conversas entre a União Democrata-Cristã (CDU), a União Social-Cristã (CSU) – “irmã” da CDU na Baviera – os Verdes e o Partido Liberal Democrata (FDP), com vista à constituição de um executivo, o líder social-democrata apresentou um ambicioso plano para o futuro da União Europeia.

No seu discurso inaugural no certame social-democrata, Schulz defendeu uma visão muito próxima da solução federalista. O ex-presidente do parlamento europeu defendeu a transfiguração do atual projeto de integração num compromisso entre os Estados-membros para a  composição dos “Estados Unidos da Europa” até 2025, através da negociação de um novo Tratado Constitucional.

“Este Tratado Constitucional deverá ser apresentado aos Estado-membros e aqueles que não o aprovarem deverão abandonar automaticamente da EU”, sugeriu o líder do SPD, citado pelo Financial Times.

Schulz mostrou-se igualmente aberto à proposta do presidente de França, Emmanuel Macron, que sugere a criação de um cargo de ministro das Finanças europeu e de um orçamento comunitário a todos os integrantes da zona euro. “Não precisamos de uma austeridade europeia imposta, mas de investimentos num orçamento europeu. Queremos uma Europa solidária e não uma [Europa] dos bancos e das multinacionais”, defendeu Schulz.

As bases do SPD vão votar, ainda esta quinta-feira, a autorização ou rejeição das negociações com Merkel, num congresso que apenas terminará no sábado, com a reeleição de Schulz ou com a escolha de um novo líder para o maior partido de centro-esquerda da Alemanha.
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Re: União Europeia
« Responder #3 em: Dezembro 07, 2017, 09:43:05 pm »
Schulz defende transformação da UE em “Estados Unidos da Europa”

Não tinha grandes dúvidas de que a UE desde que nasceu, tem esse objectivo. Ainda para mais o maior obstáculo ao Federalismo vai saír da UE (Reino Unido). Mas ouvir isso do líder da SPD (PS Alemão) e ainda por cima está a um passo de entrar no governo com a Merkl!!!!!

Mas há imensos obstáculos pelo caminho, a começar pelo Fiscal, numa Federação, não faz sentido 1 estado cobrar 10% de IVA e outro ao lado 25%. Um estado cobrar 13% de imposto às empresas (Irlanda) e outro 21% (Portugal).......

O que vai acontecer com a dívida pública dos países? Numa Federação, o Banco Central (neste caso o BCE) é o último responsável pela dívida de todos os estados! A Alemanha vai aceitar que a dívida toda de Portugal, Grécia, etc passe toda para o BCE? Isso era excelente! Ou vai só avalizar uma parte da dívida a partir deste momento ou do momento de criação do Euro (como já ouvi aos maiores economistas europeus?)

Depois vem a defesa. Vai haver um exército único que defende toda a União? Já vai nascer um movimento de defesa comum que vai contar com mais de 20 países, mas este passo será demasiado grande. Mas como nos EUA está uma criatura chamada Trump e aqui ao lado Putin.... a "Tia" May vai virar as costas, mas encontrei esta notícia recente, que desconhecia, a Alemanha já está a erguer um exército europeu!!!!! https://sol.sapo.pt/artigo/586811/alemanha-esta-a-criar-o-seu-exercito-europeu

Agora o mais difícil, os europeus vão aceitar o Federalismo? Com todos os aspectos positivos e negativos? Federalismo, significa que todos os países vão perder soberania para a UE.......
 

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Re: União Europeia
« Responder #4 em: Dezembro 08, 2017, 01:21:50 pm »
UE. Socialistas alemães exigem Europa federal até 2025. Portugal diz não
https://sol.sapo.pt/artigo/591559

Citar
O discurso de Martin Schulz, ontem, no congresso do partido socialista alemão (SPD) causou um terramoto político, não pela sua consequência prática, mas pelas reações que obteve. O líder do segundo partido mais votado nas últimas eleições germânicas (com cerca de 21% dos votos) pediu a conversão da União Europeia, na qual já foi presidente do Parlamento Europeu, numa lógica federalista de Estados Unidos da Europa até 2025 – um ano a seguir ao prazo que Emmanuel Macron marcou como linha reformista para a Europa no seu discurso na Sorbonne, em setembro.

Schulz voltaria a reafirmar esses tópicos nas redes sociais, citando parágrafos da sua intervenção. “Quero um novo tratado constitucional para estabelecer os Estados Unidos da Europa”, escreveu. Um “rascunho” seria feito “em cooperação próxima com o povo e com a sociedade civil”. Os “resultados”, propõe Schulz, “seriam depois submetidos a todos os Estados-membros” e “qualquer Estado que não ratificasse este tratado sairia automaticamente da União Europeia”. Nigel Farage, eurocético britânico, ironizou de volta: “Se é este o caminho que vão seguir, poderá ser uma União Europeia bem pequena!”
Portugal distante do federalismo

Ouvidos pelo i, os partidos políticos portugueses afastaram-se da proposta do alemão. Da esquerda à direita, a distância para um projeto federalista para a Europa foi marcada. Do lado do partido do governo (PS), o deputado Vitalino Canas considera que o defendido por Martin Schulz “foi ligeiramente fora de tom”. “É uma ideia que não merece ser olhada como uma opção séria”, vaticinou o parlamentar socialista. “A opção federalista está muito mais distante do que já esteve no passado. É claro que existem federalistas na Europa e também em Portugal, mas não vale a pena andarmos de um lado para o outro. Não há contexto político interno ou na Europa para a opção federalista: em Portugal, ainda é muito minoritário, pouco viável. Interessante do ponto de visto teórico e académico, mas pouco viável”, conclui, em declarações ao i, salientando a saída do Reino Unido, a crise migratória e algum ceticismo da Europa de leste em relação ao projeto europeu como entraves à ideia de Schulz.

O PSD também descarta o discurso do líder do SPD, considerando as declarações “disparatadas”. “Caso tivessem alguma sequência, provocariam a maior fratura na história da União Europeia”, diz ao i o deputado Miguel Morgado, vice-presidente do grupo parlamentar. “Vêm dar ainda mais razão ao PSD por ter insistido em linhas vermelhas para a PESCO”, lembra, na medida em que os sociais-democratas exigiram ao governo que rejeitasse qualquer desenvolvimento da Cooperação Estruturada Permanente de defesa europeia para um exército comum europeu.

Contra os tratados

O CDS, na voz de Pedro Mota Soares, lembra que a proposta de Schulz incorre em ilegalidade de acordo com os tratados europeus. “O federalismo é uma ideia que já morreu muitas vezes. Esta ideia, que é da responsabilidade um socialista alemão (Martin Schulz), não deixa de ser ligeiramente tonta. A exclusão automática de Estados-membros vai contra os tratados”, afirma o centrista. “Na situação europeia de hoje – com o Brexit, a crise humanitária e migratória dos refugiados e a memória de uma solidariedade institucional em falta durante a crise das dívidas soberanas –, é necessário consolidar a Europa antes de sequer pensar em ‘mais Europa’. Há prioridades já identificadas mas por cumprir, nomeadamente na arquitetura da zona euro: capacitar o sistema financeiro para não tremer em caso de sobressalto financeiro”, considera, em jeito de conclusão e ainda ao i.

Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda, também aponta a “formulação incorreta da proposta”. “Qualquer que seja o destino da Europa, não depende da vontade exclusiva do sr. Schulz. Depende da vontade dos povos e dos governos europeus e não é uma fuga para a frente que resolve o problema. Schulz teve a sua oportunidade enquanto presidente do Parlamento Europeu e não fez nada fez nesse sentido”, relembra. “Não é agora e à margem das instituições e da vontade popular que tem condições para impor o que seja”, remata a antiga candidata presidencial.

Schulz o reformista vs. Schulz o sobrevivente

Por Bruxelas, ao que o i apurou, o discurso de Schulz é lido mais como uma manobra de sobrevivência interna – “até porque nunca falou disto na campanha eleitoral deste ano” – do que como algo a levar em conta na escala europeia. “É um toca-e-foge, a pensar nas eleições antecipadas na Alemanha, e ainda por cima em contraciclo”, avalia um conservador do sul. “Por lá, nesta altura, o federalismo é coisa que não vende.”
  “Está a alinhar totalmente com Macron para tentar ganhar margem”, aponta um socialista também do Mediterrâneo. “Mais vale aguardar e ver. Mas a Europa como está não pode ficar.”
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