Brasil

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Brasil
« em: Junho 21, 2016, 01:32:34 am »
Executivo brasileiro empresta dinheiro ao Rio para evitar vergonha internacional

Na passada sexta-feira, o governo do Rio de Janeiro decretou estado de calamidade face aos graves problemas financeiros.

O secretário executivo do Programa de Parcerias e Investimentos, Moreira Franco, disse hoje que o governo Federal vai emprestar dinheiro ao Rio de Janeiro para não passar vergonha internacional durante os jogos Olímpicos e Paraolímpicos.

"É necessário ajudar os servidores do Estado do Rio de Janeiro, não podemos 'pagar esse mico' [expressão que significa 'passar vergonha'] internacional. Assumimos compromissos para os Jogos Olímpicos na gestão anterior que não foram cumpridos", afirmou.

Na sexta-feira passada, a 49 dias do início dos Jogos, o governo do Rio de Janeiro decretou o "estado de calamidade" devido aos graves problemas financeiros que enfrenta.

Desde o final do ano passado, o Estado tem registado dificuldades em fazer os pagamentos devidos a trabalhadores e aposentados do setor público, e a manutenção de equipamentos de saúde, segurança e educação.

Questionado sobre o assunto, Moreira Franco, que estava num seminário sobre Segurança Jurídica e Governança na Contratação de Obras Públicas organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), classificou a situação do Rio de Janeiro como "terrível".

"Creio que o governo do Presidente [interino] Michel Temer não vai aceitar que nós brasileiros paguemos esse mico no momento em que a imagem do Brasil está muito ruim. Ele acredita que essas circunstâncias impõem uma atitude de Governo federal", reforçou.

Para estancar esta grave crise financeira, o Governo federal já anunciou que pretende enviar, nos próximos dias, 2,9 mil milhões de reais (760 milhões de euros) ao Rio de Janeiro através de uma transferência extraordinária.

O Programa de Parcerias e Investimentos depende organicamente do gabinete do Presidente da República Michel Temer.

http://economico.sapo.pt/noticias/executivo-brasileiro-empresta-dinheiro-ao-rio-para-evitar-vergonha-internacional_252480.html
 

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Daniel

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Re: Brasil
« Responder #1 em: Dezembro 04, 2017, 05:49:55 pm »
[bBrasil vai crescer 1% este ano e 2,6% em média até 2020, diz a Fitch][/b]
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/brasil-vai-crescer-1-este-ano-e-26-em-media-ate-2020-diz-a-fitch-240552

Citar
agência de notação financeira Fitch reviu hoje em alta a estimativa de crescimento para a economia brasileira este ano, de 0,6% para 1%, acelerando para 2,6%, em média, nos dois anos seguintes.

“A previsão para o Brasil este ano aumentou de 0,6% para 1%, mas para 2018 e 2019 as previsões não foram alteradas”, escrevem os analistas da Fitch, no relatório de dezembro sobre as “Perspetivas Económicas Globais”.

“O PIB cresceu apenas 0,1% no terceiro trimestre de 2017, mas o crescimento do primeiro semestre foi revisto em forte alta”, acrescentam os peritos, que notam que em 2018 e 2019 “o crescimento deverá aumentar para uma média de 2,6%”.

O crescimento brasileiro, depois de dois anos de recessão de quase 4% em cada ano, “é apoiado pela recuperação no consumo e no crédito, principalmente às famílias”, lê-se no documento hoje divulgado pela Fitch.

Os principais riscos apontados pelos analistas prendem-se com as “persistentes incertezas de ordem política, orçamental e das reformas”, agravadas pela possibilidade de ‘surpresas’ nas eleições do próximo ano, concluem, na parte relativa ao Brasil.

No geral, o relatório prevê um crescimento mundial de 3,2% este ano, “com grandes surpresas positivas na zona euro, no Japão e, em menor grau, na China”, que vem no seguimento de uma expansão económica de 2,5% no ano passado.

Para 2018, a Fitch antevê um aumento do PIB mundial na ordem dos 3,3%.
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Viajante

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Re: Brasil
« Responder #2 em: Setembro 03, 2018, 10:56:30 am »
Brasil. Incêndio destruiu Museu Nacional do Rio de Janeiro

Um incêndio de grandes proporções que deflagrou no domingo destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro, Brasil, que corre agora o risco de desabamento. As razões do incêndio são ainda desconhecidas.



“O arquivo histórico do museu, de 200 anos de história do país, foi totalmente destruído”, disse o vice-director do museu, Luiz Fernando Dias Duarte, pouco depois de os bombeiros terem lançado um alerta para o risco de desabamento do Museu Nacional, em consequência do incêndio que não causou vítimas, avançou a GloboNews.

O Presidente do Brasil, Michel Temer, já reagiu, em comunicado: “Incalculável para o Brasil a perda do acervo do Museu Nacional. Hoje é um dia trágico para a museologia do nosso país. Foram perdidos duzentos anos de trabalho, pesquisa e conhecimento. O valor para a nossa história não se pode mensurar, pelos danos ao prédio que abrigou a família real durante o Império. É um dia triste para todos brasileiros”.

Antes, o Ministério da Educação já havia lamentado as consequências do incêndio no Museu Nacional “criado por D. João VI e que completa 200 anos este ano”.

O mesmo ministério sublinhou que serão feitos todos os esforços para auxiliar a Universidade Federal do Rio de Janeiro, que geria o museu, no que for necessário para a recuperação do património histórico.

A reitoria da universidade indicou que o incêndio começou por volta das 19:30 (23:30 em Lisboa) e que não há registo de vítimas. As razões do incêndio são ainda desconhecidas, segundo a agência France-Presse.

O Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, afirmou que um contrato de revitalização do Museu Nacional foi assinado em junho, mas não houve tempo para que o projeto pudesse acontecer e para que a “tragédia” fosse evitada.

Segundo o governante, citado pela GloboNews, houve “negligência” em períodos anteriores.

Já a presidente do Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional, Kátia Bogéa, falou numa “tragédia anunciada”.

O Museu Nacional é a mais antiga instituição científica do Brasil voltada para a pesquisa e memória da produção do conhecimento, hoje vinculada à Universidade Federal do Rio de Janeiro, pode ler-se no site dedicado ao museu.

A sua história remonta aos tempos da fundação do Museu Real por D. João VI, em 1818, cujo principal objectivo era propagar o conhecimento e o estudo das ciências naturais em terras brasileiras. Hoje, é reconhecido como um centro de pesquisa em história natural e antropológica na América Latina.

O museu detinha um acervo composto por mais de 20 milhões de itens distribuídos por colecções que servem de base para a pesquisa desenvolvida pelos Departamentos de Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia e Paleontologia, Vertebrados e Invertebrados.

Do acervo do museu fazia parte uma colecção egípcia e outra de arte e artefactos greco-romanos, bem como colecções de Paleontologia, incluindo um esqueleto de um dinossauro encontrado em Minas Gerais e o mais antigo fóssil humano descoberto no actual território brasileiro, baptizado "Luzia".

Grande parte das colecções do Museu Nacional foi reunida durante a Regência e o Império, entre elas as oriundas do “Museu do Imperador”, localizado numa das salas do Paço da Boa Vista. D. Pedro II, tal qual a Imperatriz Leopoldina, sua mãe, nutria grande interesse pelo coleccionismo e pelo estudo das ciências naturais.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/brasil-incendio-destruiu-museu-nacional-do-rio-de-janeiro
https://observador.pt/2018/09/03/incendio-destruiu-museu-nacional-do-rio-de-janeiro/

O Museu antes do incêndio:





Agora está assim:





« Última modificação: Setembro 03, 2018, 11:21:42 am por Viajante »
 

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Re: Brasil
« Responder #3 em: Setembro 03, 2018, 12:30:34 pm »
Incêndio. O que falhou no Museu Nacional brasileiro que o fogo destruiu

Infiltrações, invasões de animais, fios eléctricos expostos eram alguns sinais da degradação no museu. Fogo que o consumiu acabou facilitado pela degradação e falta de meios de prevenção e combate.



Não faltaram avisos nem sinais de que algo poderia correr mal. Em Fevereiro deste ano, a quatro meses dos 200 anos de vida do Museu Nacional brasileiro, o seu director deixava mais um apelo. Havia animais dentro do edifício que podiam destruir o património ali guardado e a degradação era evidente em vários pontos.

“Felizmente essas pragas [morcegos e gambás] não têm aparecido no acervo, mas ainda podem ser vistas nas áreas comuns. O maior problema são as goteiras. Ficamos preocupados quando cai uma tempestade porque só temos verbas para medidas paliativas de prevenção”, reclamava Alexander Kellner ao jornal O Globo, lamentando a falta de verbas para restaurar e proteger a histórica Quinta da Boa Vista.

Em maio deste ano, um novo apelo do responsável pelo mais importante património histórico do Brasil. “Essa sala reflecte o que o museu é: grandeza, com problemas”, descrevia à Folha de São Paulo, sentado num gabinete que em tempos serviu de quarto a D. Pedro I e que expunha agora uma violenta infiltração do tecto até ao chão.

"Reabri a sala pelo simbolismo, a gente deixa claro que não oculta os problemas, mas temos uma grandeza que ninguém tem, conquistado ao longo de dois séculos.”

A grandeza da história corria assim em paralelo com a grandeza dos problemas que estavam registados e se agravavam a cada dia. Além das infiltrações nas paredes, era visível a pintura descascada em muitos espaços do edifício, fios eléctricos expostos e descarnados e outros elementos de degradação que saltavam à vista de quem pagava oito reais (cerca de 1,7 euros) de bilhete para visitar as poucas salas que mantinham exposições.


Ao mau estado de conservação juntou-se nos últimos tempos a invasão de várias espécies animais. Um ataque de térmitas obrigou mesmo ao fecho de uma das mais importantes salas do museu, onde se expunha um esqueleto de baleia jubarte e um dinoprata, o primeiro dinossauro de grande porte montado no país e descoberto em Minas Gerais que terá vivido há 80 milhões de anos. E eram frequentes as visitas de morcegos e gambás na quinta.

O que faltou? O que falhou?

Ainda no rescaldo do fogo, as críticas multiplicam-se e ouvem-se até de investigadores. É o caso de Walter Neves, antropólogo conhecido como “pai da Luzia”, por ter descrito o fóssil que é considerado o fóssil humano mais antigo das Américas, com 11 mil anos e um dos artigos desaparecidos no fogo. “A dúvida não era se algo assim poderia acontecer, mas quando iria acontecer”, disse o investigador ao Estadão.

"O museu estava jogado apodrecendo, incluindo a parte eléctrica”, criticou Walter Neves, agora professor aposentado da Universidade de São Paulo. O incêndio “é uma consequência directa do descaso do poder público”, acusa.

O pesquisador criticou ainda o destino dos recursos. “Gastaram milhões para construir um museu do futuro (Museu do Amanhã), enquanto um museu centenário, que guarda a história do Brasil, ficou largado às traças.”

A falta de financiamento é, por isso, uma das explicações para que o Museu Nacional no Rio de Janeiro atingisse um tal estado de degradação e lhe faltasse qualquer protecção eficaz contra acidentes como o devastador incêndio que o destruiu na noite do último domingo. E, por isso, há pelo menos três anos que o Museu Nacional tem funcionado com cortes orçamentais, conforme relata a imprensa brasileira, sofrendo assim o impacto da própria crise financeira da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a entidade responsável pela sua gestão.

O museu deixou assim de receber os 520 mil reais anuais que garantiriam a sua manutenção — em 2018, o orçamento estava em 54 mil reais. A crise financeira é tal que a direcção do museu anunciou um peditório virtual para reunir pelo menos 50 mil reais para restaurar e reabrir a sala mais importante de todo o espaço, onde estava o dinossauro, valor que não terá chegado a alcançar.

Segundo Alexander Kellner, seriam precisos 300 milhões de reais (cerca de 64 milhões de euros) ao longo de uma década para conseguir recuperar um museu que não era visitado por nenhum presidente brasileiro desde Juscelino Kubitschek. Nesse sentido, tinha sido feito um protocolo com o BNDES para que financiasse em 21,7 milhões o projecto de restauração do edifício a partir deste ano. Também a Universidade já se tinha comprometido a reforçar as verbas orçamentais este ano no sentido de ajudar à recuperação do museu

Com o incêndio da última madrugada, ficaram expostas todas as falhas e fragilidades daquele espaço. As bocas de incêndio existentes não tinham água, o que dificultou o trabalho dos bombeiros e os atrasou em pelo menos 40 minutos — foram obrigados a chamar camiões-cisterna e recorreram a água do lago existente na Quinta da Boa Vista para conseguir combater as chamas, conforme relatou o comandante-geral, coronel Roberto Robadey Costa Junior. Além disso, a existência de áreas sem protecção onde se armazenavam produtos químicos e altamente inflamáveis, muitos deles usados para conservação de animais, ajudou à combustão rápida do património.

Pelo meio, e entre tectos e pavimentos que desabaram durante o fogo, as equipas de 20 quartéis de bombeiros conseguiram resgatar uma parte do acervo, com a ajuda de funcionários, investigadores e agentes de segurança, mas ainda não é possível saber que parte do património se conseguiu salvar. Falta também apurar o que causou o incêndio.

https://observador.pt/2018/09/03/incendio-o-que-falhou-no-museu-nacional/

Nota: Corrijo as notícias originais para o antigo acordo ortográfico!
 

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Lusitano89

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Re: Brasil
« Responder #4 em: Setembro 19, 2018, 04:15:06 pm »
UNESCO apoia reconstrução do Museu Nacional do Rio

« Última modificação: Setembro 19, 2018, 04:17:44 pm por Lusitano89 »
 

 

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