Exército Brasileiro

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Vitor Santos

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #1050 em: Abril 06, 2017, 07:37:49 pm »
 

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #1051 em: Abril 10, 2017, 08:39:13 pm »

Instituto Militar de Engenharia (IME) presente na LAAD 2017
 

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mafets

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #1052 em: Abril 11, 2017, 04:23:22 pm »
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Voamos o PZL M28, candidato a servir ao Exercito Brasileiro.

Reinaldo Neves

 

Desde a sua criação, em 1941, a Força Aérea Brasileira tem entre suas diversas atribuições o apoio às atividades do Exercito Brasileiro, em especial na região amazônica. Esta região, ainda hoje extremamente carente de recursos tem nos Pelotões de Fronteira um dos pontos de contato e apoio aos habitantes.  A partir do final dos anos 60 e até início do século 21 a FAB apoiou a logística do Exército utilizando-se das robustas aeronaves C-115 Bufalo, avião reconhecido pela  sua excepcional capacidade STOL e operação em pistas não preparadas. Com a desativação destas aeronaves em 2005, o Exercito vem enfrentando crescentes dificuldades na consecução destas missões, impossíveis de serem realizadas somente com o uso de helicópteros . Assim, após estudos realizados pelo Alto Comando, decidiu-se pela compra de aeronaves de asa fixa que possuam uma boa capacidade de carga, características STOL (Short Take-Off and Landing, decolagem e aterragem curta), capacidade de operação em pistas não preparadas, baixo custo de manutenção e alta disponibilidade.  Uma das alternativas é a Aeronave PZL M28, trazida ao Brasil pela Sikorski, empresa do Grupo Lockheed Martin e que tivemos a oportunidade de voar, na tarde nublada do dia 6 de Abril, no Aeroporto de Jacarepaguá, RJ.



Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #1053 em: Abril 12, 2017, 04:33:43 am »
Exército terá, em 4 anos, 2 grupos de artilharia de mísseis e foguetes



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Por Roberto Lopes

O Exército Brasileiro receberá, em 2020, o seu segundo grupo de artilharia de mísseis e foguetes – o 16º – que, assim como a primeira unidade desse tipo – 6º Grupo –, deve ficar sediada no município goiano de Formosa, no Planalto Central.

Ambos estarão aptos a disparar o míssil AV TM-300 e os foguetes guiados SS-40 (uma evolução da munição SS-40 original do Sistema Astros 2, vista na foto abaixo).

Cada grupo de mísseis e foguetes vem sendo planejado e estruturado sobre três baterias de seis viaturas blindadas lançadoras, perfazendo um total de 18 plataformas de disparo por unidade.

Atualmente o 6º Grupo possui apenas duas baterias, ou seja, 12 veículos lançadores modelo Mk3M (modernizadas) e uma bateria (de seis carros) do novo lançador Mk6.

As três baterias do 16º Grupo já estarão equipadas com a nova viatura lançadora Mk6.

Uma série de outros veículos novos e modernizados da Avibras acompanharão a entrada em serviço do lançador Mk.6.

Nesse conjunto estão as viaturas remuniciadoras AV-RMD, que serão fornecidas na proporção de uma para cada plataforma lançadora AV-LMU (Unidade Lançadora Múltipla Universal).

Em cada um dos dois grupos que se encontram em formação haverá unidades de controle de incêndio AV-UCF, veículos de oficina AV-OFVE, plataformas de comando e controle AV-VCC, veículos de comando e controle de bateria AV-PCC e um veículo meteorológico AV-MET.

O general de brigada R/1 José Julio Dias Barreto, gerente do programa Astros 2020 – uma das iniciativas de maior valor estratégico para o Exército – informou ao portal de notícias shepardmedia.com, que o projeto sob sua supervisão não foi afetado pelas recentes restrições orçamentárias que se abateram sobre a Força Terrestre.

Ele explicou ainda que a empresa paulista Avibras, fabricante dos Astros, já entregou 18 dos 38 lançadores Mk3M modernizados (AV-LMU) e 21 dos 50 novos lançadores Mk6.

A norma Mk3M se equivale, por suas capacidades, à dos novos lançadores Mk6 introduzidos na Força Terrestre.

O míssil AV TM-300 e os foguetes guiados ampliarão para um raio de 300 km a capacidade de ataque de precisão dos batalhões de artilharia do Exército Brasileiro.

Isso, claro, aumenta a capacidade de dissuasão da Força contra qualquer potencial invasor do território brasileiro, mas a coluna INSIDER apurou que os chefes militares já comunicaram à Avibras que, a partir do AV TM-300, será preciso desenvolver um vetor que alcance alvos a 500 km de distância.

Barreto disse que o míssil AV TM-300 está em desenvolvimento na Avibras há cinco anos e, apesar de já ter sido disparado em uma campanha de testes (foto acima), ainda demandará de dois a três anos para ser considerado plenamente operacional.

O programa Astros 2020 tem recebido duas ajudas externas: da americana Lockheed Martin, fabricante do sistema de artilharia de foguetes HIMARS, e do Exército do Reino Unido, que opera o lançador de foguetes de artilharia não-guiados do tipo M-270.

FONTE: http://www.planobrazil.com/exercito-tera-em-4-anos-2-grupos-de-artilharia-de-misseis-e-foguetes-com-36-viaturas-lancadoras-no-total-e-espera-por-misseis-com-alcance-de-500-km/
 

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #1054 em: Abril 19, 2017, 01:26:29 pm »
26º Contingente Brasileiro realiza o Exercício Básico de Operações de Paz



No período de 10 a 14 de abril, o 26º Batalhão de Infantaria de Força de Paz (BRABAT 26) realizou o Exercício Básico de
Operações de Paz (EBOP), nos municípios de Caçapava/SP e Jambeiro/SP. A atividade contou com a participação de 675
militares brasileiros da Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira.

Durante esse período, a tropa foi submetida a alguns incidentes, dentro e fora do aquartelamento do Forte Ipiranga,
recriando o ambiente que poderá ser encontrado no Haiti. As principais atividades do EBOP foram o patrulhamento a pé e
motorizado, a localização e socorro às vítimas de acidentes, a segurança de instalações e de autoridades, escolta de
comboios, progressão em ambiente urbano e Cooperação CivilMilitar (CIMIC). Essas ações foram executadas com o apoio do
Centro de Avaliação de Adestramento do Exército Brasileiro (CAADEx), o qual verificou as condições da tropa para o
cumprimento da missão no Haiti.



O 26º Contingente Brasileiro de Missão de Paz tem a previsão de embarque para o Haiti no dia 16 de maio, em substituição
aos militares do BRABAT 25 que estão naquele país. FONTE e FOTOS: Sec Com Soc 12ª Brigada Aeromóvel.

FONTE: http://www.defesaaereanaval.com.br/26o-contingente-brasileiro-realiza-o-exercicio-basico-de-operacoes-de-paz/
 

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #1055 em: Abril 19, 2017, 01:37:47 pm »
Engenharia Aeromóvel: 12ª Cia E Cmb L em adestramento do Pelotão de Engenharia da Força de Atuação Estratégica



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A 12ª Companhia de Engenharia de Combate Leve Aeromóvel (12ª Cia E Cmb L), única Organização Militar de Engenharia de natureza Aeromóvel do Exército Brasileiro realizou nos dias 4 e 5 de Agosto, em Pindamonhangaba/SP, treinamento do Pelotão de Engenharia da Força de Atuação Estratégica (FAE), executando missões de Infiltração e Exfiltração Aeromóvel de Tropa para Patrulha de Destruição, Adestramento de Rapel em Aeronave, Adestramento de Balizamento de Zona de Pouso de Helicóptero (ZPH) e Içamento de Carga por Helicóptero.

Para a realização deste adestramento, foram utilizadas as aeronaves HM-1 Pantera e HM-3 Cougar, ambas pertencentes ao 2º Batalhão de Aviação do Exercito (2º BAvEx), e a unidade especializada em Transporte Aéreo e Suprimento Especial de Aviação do Exército (TASA).

Infiltração e Exfiltração de Tropa

O DAN acompanhou o Pelotão de Engenharia da FAE em treinamento na “Operação Quebra Canela Aeromóvel”, que representava o acionamento da Companhia de Engenharia de Combate Leve e que teve como objetivo a inutilização de uma pista de pouso clandestina simulada, com uso de explosivos reais, para coibir uma possível rota de tráfico e outras ameaças em determinada área do Vale do Paraíba/Serra da Mantiqueira.

Após o reconhecimento prévio especializado e identificação das coordenadas da possível Pista de Pouso Clandestina, a tropa da 12ª Cia E Cmb L foi infiltrada no terreno em Infiltração Aeromóvel com o emprego do helicóptero HM-3 Cougar do 2º BAvEx.

A tropa embarcou na Área de Instrução da Companhia com todo o material necessário ao cumprimento da missão, e o desembarque da aeronave foi feito em área próxima ao objetivo de onde o Pelotão iniciou marcha para o local identificado pelo reconhecimento para o cumprimento da missão.

Para a organização e realização desta operação, foram utilizados equipamentos especiais cuja principal característica é a de ter dimensões reduzidas e pesos compatíveis que permitam o seu transporte por helicópteros, e que têm o objetivo de executar trabalhos técnicos tais como: Reconhecimento Especializado, Instalações, Organização do Terreno, Conservação de Zonas de Pouso de Helicópteros, entre outros , atendendo as demandas do Exército.

Içamento de Carga por Helicóptero

Por questão de segurança, o adestramento foi realizado em uma área isolada do Aeroclube de Pindamonhangaba e sob a atenta orientação das equipes do TASA e da 12ª Cia E Cmb L, que se capacitaram a prover condições de transporte externo de um veiculo do ponto A para o ponto B, usando todas as técnicas necessárias de cálculo de peso, balanceamento e amarração da carga.

Para este exercício, foram utilizados um Trator Polivalente ou Multiuso com peso aproximado de 2.800 kg, e um Veiculo Utilitário Militar MGator A1 com peso aproximado de 900 kg podendo ter alterações conforme os acessórios empregados.

O MGator A1 é dotado de tração 6×6 e é equipado com um motor de 21cv, deslocamento 850cc³ em ciclo Diesel com compatibilidade para uso de combustível de jatos JP8 (similar ao JET A), conforme os dados do fabricante, e possui capacidade de carga útil de 750 kg e reboca até 635 kg.

Em situação de combate, após o desembarque, este veículo é empregado no estabelecimento de uma Cabeça de Ponte Aeromóvel, apoiando os Pelotões de Engenharia no transporte de material desde a ZPH até aos pontos estabelecidos.

FONTE: http://www.defesaaereanaval.com.br/12a-cia-e-cmb-l-em-adestramento-do-pelotao-de-engenharia-da-forca-de-atuacao-estrategica/

















« Última modificação: Abril 19, 2017, 01:43:17 pm por Vitor Santos »
 

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #1056 em: Abril 20, 2017, 02:43:39 pm »

Cerimônia do Dia do Exército em Brasília
 

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #1057 em: Abril 20, 2017, 02:55:50 pm »
Cerimônia em homenagem ao dia do Exército Brasileiro em Brasília

























« Última modificação: Abril 20, 2017, 03:19:48 pm por Vitor Santos »
 

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #1058 em: Abril 20, 2017, 03:09:26 pm »






 

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #1059 em: Abril 21, 2017, 01:29:24 pm »
 

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #1060 em: Abril 21, 2017, 02:41:55 pm »
Comando de Operações Especiais - Seção de Cães de Guerra da Base Administrativa participa de adestramento aeromóvel

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No dia 07 de abril do corrente ano, a Seção de Cães-de-Guerra (SCG) da Base Administrativa do Comando de Operações Especiais participou de Adestramento Aeromóvel no C Op Esp, realizando rapel de aeronave de asa rotativa Cougar com dois cães, com a finalidade de adestrar seus homens  e caninos ao meio de infiltração aeromóvel. Esse preparo possibilita o emprego tático da SCG junto ao Destacamento de Forças Especiais em operações que requeiram esse tipo de infiltração.

Fonte: http://www.copesp.eb.mil.br/index.php/component/content/article?id=243




 

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #1061 em: Abril 24, 2017, 07:10:46 pm »
Comandante do Exército Brasileiro revela em entrevista que Força Terrestre foi sondada para decretar estado de defesa nos dias que antecederam o impeachment de Dilma Rousseff



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O comandante do Exército, General de Exército Eduardo Villas Bôas, revela em entrevista que a instituição foi sondada e rechaçou a hipótese de apoiar a decretação de estado de defesa nos dias tensos que antecederam o impeachment de Dilma. Villas Bôas não diz quais foram os políticos que fizeram a consulta, mas reconhece que as Forças Armadas ficaram “alarmadas” com a perspectiva de serem empregadas para “conter as manifestações que ocorriam contra o governo”.

“Nós temos uma assessoria parlamentar no Congresso que defende nossos interesses, nossos projetos. Esse nosso pessoal foi sondado por políticos de esquerda sobre como nós receberíamos uma decretação do estado de defesa”, afirmou Villas Bôas. Na entrevista, o comandante do Exército também manifesta também preocupação com o “perigo” de surgir no país líderes populistas com discursos “politicamente incorretíssimos, mas que correspondem ao inconformismo das pessoas”.

O General-de-Exército Eduardo Villas Bôas é um homem habituado a lidar com adversidades. Foi comandante do 1° Batalhão de Infantaria de Selva, depois chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia e, por fim, Comandante Militar da Amazônia. Em 2015, foi escolhido comandante do Exército Brasileiro pela então presidente Dilma Rousseff, cuja queda, como ele revela nesta entrevista, foi precedida de dias tensos também para o Exército.

Como a sociedade brasileira vê o Exército hoje?

Como uma instituição extremamente confiável e que cumpre as tarefas para as quais é chamada. O índice de credibilidade do Exército bate nos 80%. O desafio agora é fazer com que as elites que tomam as decisões tenham a compreensão da importância de investir nas Forças Armadas. Num pais com tantas desigualdades como o Brasil, a Defesa não é valorizada porque a população não tem nenhuma percepção de ameaça externa. Mas, além de zelar pela integridade e soberania do país, a Defesa tem o papel de guardar elementos da nacionalidade e ser indutora da economia. Na França, 17% da economia é induzida pela Defesa. Nos Estados Unidos, esse dado é ainda maior. É possível que se tenha essa compreensão aqui no Brasil.

"Pronto para o futuro" é o slogan da Semana do Exército. O senhor acha que a instituição está pronta também para avaliar o passado, o golpe de 64?

As gerações que viveram aquele período ainda são atores no cenário atual. E isso não permite ter total isenção para avaliar aqueles fatos na dimensão correta. Hoje, em geral, não se leva em conta que vivíamos um período de guerra fria. Tínhamos China, Cuba e União Soviética exportando a revolução comunista. A estrutura de repressão foi criada como reação aos movimentos terroristas. Ela já existia antes mesmo do movimento de 64, um período em que se cometeram erros. Estudamos e debatemos essa fase para avaliar o que foi feito de correto e o que não foi. São ensinamentos importantes inclusive para agora.

No período mais tumultuado pré-impeachment, falou-se que a presidente Dilma chegou a pedir um estudo sobre a possibilidade de decretar no Brasil o Estado de Defesa. O que isso tem de verdade?

Esse episódio realmente aconteceu. Mas eu acredito que não nesses termos. Nós temos uma assessoria parlamentar no Congresso que defende nossos interesses, nossos projetos. Esse nosso pessoal foi sondado por políticos de esquerda sobre como nós receberíamos uma decretação do estado de defesa.

Políticos do PT? E o que vocês fizeram?

Não vou discriminar o partido. Mas isso nos alarmou. Percebemos que se poderia abrir a perspectiva de sermos empregados para conter as manifestações que ocorriam contra o governo.  Procurei o ministro da Defesa, Aldo Rebelo (PCdoB), o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) e o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Isso de imediato provocou desmentidos, e o tema nunca mais foi tratado.

Esses parlamentares de esquerda falavam em nome do Palácio do Planalto?

Sinceramente, eu não sei avaliar isso.

Chegou-se a fazer uma planilha com os cenários da decretação do estado de defesa e do estado de sítio?

Esse documento foi feito no Ministério da Defesa como um estudo para definir quais as condições para a decretação de Estado de Defesa ou estado de sítio e quais as consequências de cada um desses decretos. Foi um documento interno.

Foi levado ao Planalto?

Acredito que não. Foi feito no Ministério da Defesa e ficou lá. Foi um estudo para embasar as nossas posições. Não foi um planejamento.

O Planalto sabia dessa discussão?

Não sei dizer.

Qual foi a posição do senhor diante dessa ideia?

Todos com quem eu tratei desse assunto, inclusive o ministro Aldo Rebelo, tiveram a mesma compreensão que eu — de que era totalmente descabida e perigosa a decretação do Estado de Defesa.

Foi o período mais tenso do senhor no governo Dilma?

Acho que sim. Mas preciso ressaltar que tínhamos uma relação excelente com o governo. A presidente Dilma Rousseff sempre teve apreço e deferência por nós.

Não fosse esse comportamento do Exército, acha que algo pior poderia ter acontecido durante o processo de impeachment?
 
É difícil dizer. As nossas atitudes foram todas preventivas. Quando a coisa começou a ficar muito instável, nós logo definimos: vamos trabalhar com base em três pilares. Primeiro, a estabilidade. Vamos contribuir para a manutenção da estabilidade e não ser um fator de instabilidade. O segundo pilar era a legalidade. Poderíamos até ser empregados, mas seria com base no que é prescrito na Constituição — por iniciativa de um dos poderes.

A nossa preocupação era que não viéssemos a ser penalizados novamente, conforme a história nos ensinou. O terceiro pilar era a legitimidade. Tínhamos de preservar uma imagem de isenção e imparcialidade porque, caso fôssemos empregados, não poderíamos ser identificados como tendentes a um ou outro lado. Trabalhamos no sentido de ser um protagonista silencioso.



O senhor ouviu muitas cobranças das pessoas naquele período?

Ouvi palavras de inconformismo de todos os lados. Queriam saber por que não tomávamos uma providência. Eu respondia que não é papel do Exército derrubar nem fiscalizar governo. Mas eu entendo que a sociedade nos vê como um reservatório de valores ainda preservados.

O Exército tem sido chamado com frequência para agir em conflitos de segurança pública. Quão eficazes são essas operações?

Preocupa-me a banalização do emprego das Forças Armadas. As pessoas não entendem que nossa atuação não é policial. Quando estávamos na favela da Maré, no Rio, via o nosso pessoal de capacete e colete, armado, na rua ao lado de crianças e senhoras. É terrível essa disfunção. Estamos ali com arma apontada para brasileiros? É absolutamente inadequado. Embora seja constitucional, é inconveniente e inadequado, além de ineficaz. Em alguns estados em que tivemos de intervir em decorrência do colapso na estrutura de segurança pública, seis meses depois de sairmos tivemos de voltar porque nenhuma medida estrutural havia sido tomada. Há estados que há doze anos não incorporam ninguém à polícia.

Como será a retirada das tropas do Haiti?

A ONU já decidiu a saída, e nós vamos retirar nossos últimos soldados em outubro, depois de treze anos lá. O que conquistamos em termos de pacificação no Haiti é uma referência na ONU, foi uma missão de extremo sucesso. Estão sendo feitos estudos para levantar outras possibilidades de emprego de tropas brasileiras como força de paz, principalmente na África e no Oriente Médio. No Líbano, por exemplo, podemos ter tropas já a partir do próximo ano. Mas isso tudo ainda está em estudo.

Que mensagem o Exército passa ao homenagear o juiz Sergio Moro na Semana do Exército?

É uma mensagem de apoio à Operação Lava-Jato. Nós entendemos que a operação é necessária e queremos que ela ande com a maior celeridade possível. O critério dessa condecoração, que é a Ordem do Mérito Militar, é de brasileiros que tenham prestado serviços relevantes ao pais ou ao Exército, e o juiz Sergio Moro é hoje um destaque.

Qual a avaliação que o senhor faz das revelações de corrupção na delação da Odebrecht?

Considero importante que se dê a celeridade possível ao julgamento dos casos, porque acho perigoso que as pessoas de bem comecem a ficar descrentes, e às vezes até descrentes da democracia. Aí você começa a abrir espaços para atalhos. O Brasil vai ter de se repactuar. E o único parâmetro universal para que se faça isso é o princípio ético e moral. O que me preocupa é que acho que não apareceu uma base de pensamento alternativa nem uma base que propicie o surgimento de uma liderança.

O surgimento de um líder populista neste momento é um risco?

Nitidamente, há um cansaço em relação ao politicamente correto. O perigo é surgir um líder falando determinadas coisas politicamente incorretíssimas, mas que correspondem ao inconformismo das pessoas. Tivemos Donald Trump nos Estados Unidos e temos alguns aqui no nosso país.

O Exército apoia o deputado Jair Bolsonaro em sua pré-candidatura à Presidência?

Não. Nós não temos ligação institucional com o Bolsonaro. Ele é um ex-integrante das Forças Armadas, tem muita relação com o pessoal do círculo dele e todo o direito de se candidatar, mas quem vai julgá-lo é a população, por intermédio do voto.

O senhor está enfrentando um grave problema de saúde e deci-diu torná-lo público. Por quê?

Fui acometido por uma doença degenerativa chamada doença do neurônio motor. Ela atingiu alguns grupos musculares. Estou com dificuldade para caminhar e com alguma dificuldade respiratória. Senti que, se não revelasse o que estava acontecendo, daria margem a mal-entendidos. Comecei a ver notícias de que eu estaria para ser exonerado ou que havia pedido para sair. Então, decidi ser transparente.

O que mudou na sua rotina com a doença?

Ela afetou minha mobilidade, isso é o pior. Mas me considero privilegiado, porque um evento desses dá outro significado à vida. Tenho descoberto nas pessoas coisas fantásticas. Minha família está muito mais unida. Os amigos que tenho, cada um deles é um anjo da guarda a me proteger. Tenho tido muita solidariedade.Aquilo de que mais sinto falta é não poder viajar, percorrer as nossas unidades, estar junto com a tropa, porque a nossa essência é essa. Vivo hoje procurando me equilibrar entre até onde vai meu dever de continuar lutando e permanecer no exercício do cargo e a partir de que momento passarei a atrapalhar. É algo muito sutil.

FONTE: Revista Veja, Por Thaís Oyama e Robson Bonin

LINK: https://orbisdefense.blogspot.com.br/2017/04/general-eduardo-villas-boas-revela-em.html
« Última modificação: Abril 24, 2017, 07:12:34 pm por Vitor Santos »
 

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Re: Exército Brasileiro
« Responder #1062 em: Abril 28, 2017, 01:42:37 pm »
Inspetores do Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz da ONU realizam visitas a unidades do Exército Brasileiro



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Durante esta semana uma equipe das Organizações das Nações Unidas (ONU), esteve encarregada de avaliar tropas do Exército Brasileiro para comporem Missões de Paz. Essa inspeção nas organizações militares brasileiras tem como objetivo, avaliar e assessorar as Forças Armadas do Brasil quanto a sua operacionalidade e prontidão no caso de futuros acordos para participação em operações de paz.

Essa avaliação, “in loco” pode elevar o País ao Nível 2 no Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz das Nações Unidas (UNPCRS, pela sigla em inglês) e caracteriza a aprovação da ONU para compor as tropas me missão, permitindo o prosseguimento de negociação para efetivar a participação em determinada missão, já existente ou a ser criada.

As unidades visitadas, nesta oportunidade pelos inspetores da UNPCRS/ONU, de acordo ao negociado pelo Brasil, por meio do Ministério da Defesa (MD) e do Ministério de Relações Exteriores (MRE), foram: 01 (uma) Unidade Médica Nivel 2 (UNM 2), constituído no Hospital de Campanha (H Cmp), que se desdobrou em sua própria sede, a Base de Apoio Logístico do Exército (Ba Ap Log Ex), no Rio de Janeiro (RJ); e 01 (um) Batalhão de Infantaria de Força de Paz (BRABAT), representado eplo 26º Contingente de Força de Paz, que realiza sua preparação final para embarque para o Haiti, em maio deste ano.

As ações dos inspetores são de regular as atividades as tropas que são visitadas para avaliação e assessoramento (AAV) por parte de comitiva da ONU, a fim de que estas tropas estejam prontas à disposição UNPCRS. Dentre as observações que serão feitas pelos inspetores da ONU, podemos citar algumas:

Verificar o nível de preparação do BRABAT e da UNM 2 no que tange à instrução, conforme os requisitos mínimos estipulados para o pessoal a ser desdobrado para missão de paz da ONU. Identificar se estão sendo atendidas todas as necessidades em pessoal, conforme as capacitações mínimas previstas para o desdobramento de tropas para missão de paz.

Avaliar as condições dos materiais das diversas classes que serão empregados em uma missão de paz em favor da ONU, dentro das categorias de equipamentos de grande porte (major equipments) e de auto sustento (self-sustainment).
Assessorar o país quanto as oportunidades de melhorias e melhores práticas para compor o UNPCRS e para preparação para emprego em uma eventual operação de paz.

FONTE: http://orbisdefense.blogspot.com.br/2017/04/inspetores-do-sistema-de-prontidao-de.html?spref=fb











 

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« Responder #1063 em: Abril 28, 2017, 02:30:39 pm »
Estado-maior da Brigada de Infantaria Pára-quedista recebe oficiais de nações amigas

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No dia 07 de abril, a Bda Inf Pqdt recebeu a comitiva composta por instrutores e alunos do Curso de Comando e Estado-Maior para Oficiais das Nações Amigas. Após a foto oficial, os visitantes assistiram a uma palestra institucional, conduzida pelo Cel Helder, Chefe do Estado-Maior da Bda Inf Pqdt. Logo após, visitaram o museu aeroterrestre e, em seguida, assistiram a uma apresentação da Força Tarefa Aeroterrestre no campo de parada do 27º BI Pqdt. Ao final da visita, a comitiva almoçou no refeitório do QG, onde participou do tradicional badernaço (canto de canções históricas da Bda Inf Pqdt).
FONTE: http://www.bdainfpqdt.eb.mil.br/noticias/162-visita-do-curso-de-comando-e-estado-maior-para-oficiais-das-nacoes-amigas.html

 

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« Responder #1064 em: Maio 04, 2017, 07:28:05 pm »




 

 

"O motor no Exercito"

Iniciado por Nuno CalhauQuadro Livros-Revistas-Filmes-Documentários

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Última mensagem Dezembro 26, 2011, 10:34:13 pm
por flyer
Unidades do Exército a "criar"

Iniciado por PereiraMarquesQuadro Exército Português no ForumDefesa.com

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Última mensagem Junho 16, 2006, 01:28:18 pm
por PereiraMarques
High Tech "Battlelab" para o Exército Britânico

Iniciado por JLRCQuadro Exércitos/Sistemas de Armas

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Última mensagem Outubro 28, 2004, 11:04:28 pm
por JLRC
Nova unidade para o Exército; solução para o quartel de Beja

Iniciado por DuarteQuadro Área Livre-Outras Temáticas de Defesa

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Última mensagem Junho 04, 2007, 01:24:10 pm
por Upham
Exército dos EUA conta com novos meios para minimizar baixas

Iniciado por Tiger22Quadro Tecnologia Militar

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Última mensagem Junho 29, 2004, 11:06:12 pm
por [PT]HKFlash