Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos

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Vitor Santos

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #105 em: Outubro 28, 2016, 06:20:20 pm »






 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #106 em: Outubro 28, 2016, 06:26:11 pm »


























ADSUMUS!!  :G-beer2:
 

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Vitor Santos

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #107 em: Outubro 28, 2016, 11:47:17 pm »
 

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Cabeça de Martelo

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« Última modificação: Outubro 29, 2016, 02:22:34 pm por Cabeça de Martelo »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Burro

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #109 em: Outubro 29, 2016, 12:37:36 pm »
A opção será o Guarani 8x8 armado com tubo 105 mm Otto Melara.

Essa é a previsão, fabricado em Minas Gerais.
 

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Cabeça de Martelo

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« Última modificação: Outubro 29, 2016, 02:23:43 pm por Cabeça de Martelo »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Vitor Santos

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #111 em: Outubro 30, 2016, 10:24:45 pm »
http://www.planobrazil.com/segundo-janes-o-corpo-de-fuzileiros-navais-da-marinha-do-brasil-estuda-modernizar-o-sk-105a2-e-adquirir-veiculos-blindados-4x4-e-6x6/

Não tenha dúvida. O projeto é mesmo de modernizar o SK-105 (muito bem avaliado pelo CFN, diga-se de passagem) e adquirir uma frota de blindados sobre rodas 4x4 e 6x6. Acho que tais veículos serão os mesmos que o EB opera (e ainda vai operar), ou seja, Iveco Guarani (6x6) e MLV (4x4), seguindo uma política de padronizar os equipamentos dentro das FFAAs brasileiras.

Mas daí surge a pergunta, e os Mowag Piranha III 8x8?

Quando o CFN comprou os blindados suíços, ainda não existia o Iveco Guarani (naquela época não passava de um projeto) e, os Fuzileiros, precisavam em caráter de urgência de uma viatura blindada multifuncional, em especial para a tarefa de transporte de tropa. A aquisição coincidiu com a Missão de Paz no Haiti. O CFN operou por um longo período blindados 6x6 Engesa Urutu que foram substituídos pelos Piranha na ocasião da missão de paz na ilha caribenha.   
« Última modificação: Outubro 30, 2016, 10:58:01 pm por Vitor Santos »
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #112 em: Novembro 05, 2016, 03:21:56 am »
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #113 em: Novembro 17, 2016, 04:04:55 pm »


























Créditos: Roberto Caiafa
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #114 em: Novembro 26, 2016, 01:16:10 am »
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #115 em: Janeiro 24, 2017, 02:04:04 pm »




 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #116 em: Janeiro 25, 2017, 06:48:27 pm »
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #117 em: Março 05, 2017, 08:25:25 pm »
Fuzileiros Navais em apoio à Segurança Pública no carnaval do Rio de Janeiro

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The Brazilian Federal Government did not authorize thousands of military personnel who reinforced the safety of the city of Rio de Janeiro to be used to increase the safety of cariocas and tourists during the Rio Carnival. Carnival Carioca officially begins on Friday (February 24 ), But today was the last day that the military operated in the city. More than 1 million Brazilian and foreign tourists are expected for the festivities and the population fears for its safety. In this image, Marines patrol the last day, the Olympic Boulevard (place used as a recreational area for the Rio 2016 Olympic Games, which is currently one of the main sights of downtown Rio and disembarkation point for cruise ships).
















 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #118 em: Março 07, 2017, 06:15:53 pm »
Os 60 anos de uma força diferenciada

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O ano de 2017 marca o sexagenário dos três comandos de força do setor operativo da Marinha do Brasil, que mesmo com o país atravessando um momento de crise econômica aguda, continua atuando em várias operações reais, em diferentes ambientes operacionais.



A manhã da quarta-feira, dia 15 de fevereiro, foi agitada no Comando da Divisão Anfíbia do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil (CFN). Além dos preparativos para a cerimônia de comemoração dos 60 anos da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE), que seria realizada no dia seguinte, uma notícia importante chegou aos ouvidos dos militares presentes ao local: dois assaltantes que tentavam roubar uma moto – sendo um deles armado – foram surpreendidos por uma patrulha de Fuzileiros Navais. Na fuga, um deles atirou contra os militares e acabou sendo baleado, vindo a falecer no local.

Os fuzileiros patrulhavam a região em cumprimento às orientações e procedimentos para atuação na Operação Carioca, que entrava em seu segundo dia nos principais bairros do Rio de Janeiro, além dos municípios de Niterói e São Gonçalo. A atuação das tropas federais foi autorizada pelo presidente Michel Temer após pedido do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão.

“Desculpe ter interrompido nossa conversa, mas é fundamental neste momento dar todo o apoio necessário ao militar que fez o disparo em legítima defesa”, explicou o Vice-Almirante Fuzileiro Naval Alexandre José Barreto de Mattos, atual comandante da FFE que, no momento em que soube do ocorrido, concedia uma entrevista à Diálogo. “É importante manter o moral da tropa elevado e que eles saibam que o almirantado está aqui para apoiá-los em momentos como este.”

Garantia da lei e da ordem

O patrulhamento das ruas cariocas pelos Fuzileiros Navais, considerada uma operação de garantia da lei e da ordem, assim como outras missões como a participação nas ações de segurança da Copa do Mundo 2014 e das Olimpíadas 2016, conta com o envolvimento fundamental da FFE. “Nós temos um órgão de adestramento muito intenso que prevê a preparação do nosso pessoal, desde o nível mais baixo, para estes tipos de operações. Isso obedece a um ciclo de adestramento e a parte principal desse ciclo nós chamamos de eixo central do adestramento”, contou o V Alte Alexandre que, no dia anterior à entrevista à Diálogo, tinha sido promovido a Almirante-de-Esquadra e será, em breve, o comandante-geral do CFN.

Um pouco de história

Para entender o escopo da participação da FFE nestes tipos de operações, é preciso um pouco de história. O CFN nasceu como uma brigada dentro da Marinha de Portugal, em 1808, e foi constituído como a tropa anfíbia que foi acompanhando a família real portuguesa que, fugindo de Napoleão Bonaparte, seguiu para o Brasil naquele mesmo ano.

Depois da Guerra de independência do Brasil, também em 1808, a Marinha portuguesa permaneceu em solo brasileiro, e os atuais Fuzileiros Navais foram então chamados de soldados marinheiros. “Como tudo ainda era muito incipiente no país, foram enviados oficiais da Marinha do Brasil (MB) para visitas, estágios e cursos nas principais organizações de Fuzileiros Navais estrangeiras, principalmente junto ao Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, os famosos Marines”, esclareceu o Contra-Almirante José Luiz Corrêa da Silva, comandante da Tropa de Reforço da FFE.

“Os fuzileiros navais do Brasil e dos Estados Unidos estabeleceram, ao longo dos anos, uma forte e duradoura relação. Há décadas, ambas as Forças têm intercambiado experiências e conhecimento”, concordou o Contra-Almirante Kevin M. Iiams, comandante da Força do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Sul.

Com o passar dos anos, houve a necessidade de se criar uma força moderna, que permitisse o emprego de tropas de desembarque em cenários de operações anfíbias. E foi assim que, em 1957, alguns homens, usando barracas como local de trabalho e utilizando equipamentos ultrapassados, porém com um romantismo quase cinematográfico, deram início ao que tempos mais tarde se transformaria no principal braço operativo do CFN: a FFE.

“Ao mesmo tempo, foram adquiridos os navios-transporte e as embarcações de desembarque que passaram a integrar o treinamento e operação dos recursos humanos, ajudando a consolidar uma mentalidade de operações anfíbias na Marinha do Brasil”, contou o Contra-Almirante Fuzileiro Naval César Lopes Loureiro, atual comandante da Divisão Anfíbia dos Fuzileiros Navais, que também foi promovido recentemente e substituirá o V Alte Alexandre no comando da FFE.

Durante muitos anos o comandante-geral do CFN acumulou ambas as funções, chefiando também a FFE. Em 1981, com a promoção de um almirante fuzileiro a quatro estrelas pela primeira vez, tudo mudou. O Almirante-de-Esquadra (FN) Domingos de Mattos Cortez passou a comandar o CFN e transferiu o cargo de comandante da FFE ao Vice-Almirante (FN) Carlos de Albuquerque. Houve então a separação do comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, que passou a ser um membro do almirantado, grupo subordinado diretamente ao comandante da Marinha, para seu assessoramento, e criou-se um setor de Comando-Geral. Esse setor de Comando-Geral cuida dos recursos humanos, da parte de material e da doutrina de emprego dos Fuzileiros Navais brasileiros.

Setor operativo da MB

“A FFE, na verdade, foi criada para ser a Força de Fuzileiros de UMA esquadra, não DA Esquadra, pois existia a intenção da Marinha do Brasil de ter outras esquadras, como daqui a alguns anos deve ocorrer”, disse o C Alte Luiz Corrêa. “Então, a FFE é uma tropa de Fuzileiros Navais com a sua organização, e que está à disposição do comandante de operações navais, ou seja, já estamos falando do setor operativo da Marinha, que é capacitado para fazer operações anfíbias e planejar, executar e controlar a realização de uma operação anfíbia. É a única força, dentro das Forças Armadas brasileiras, com essa capacidade, em termos de pessoal preparado para isso, material especificamente comprado para esse fim e a doutrina especificamente de emprego em operações anfíbias nas suas seis modalidades”, completou.

Em seu discurso durante a cerimônia de comemoração dos 60 anos da FFE, realizada no Comando da Divisão Anfíbia, dia 16 de fevereiro, o V Alte Alexandre disse: “A FFE, juntamente com suas Forças Subordinadas, a Divisão Anfíbia e a Tropa de Reforço, externa a conjuração de uma tropa especializada não limitada às Operações Anfíbias, mas uma tropa pronta para qualquer missão designada pela MB, podendo ser empregada em múltiplas atividades, sempre respondendo aos anseios da sociedade brasileira. E continuou: “Passaram-se sessenta anos desde que o presidente Juscelino Kubitscheck assinou o decreto de criação da FFE mas, apesar de um passado glorioso, as forças não são estáticas nem em seu caráter expedicionário, nem na sua visão de futuro. Vislumbramos sempre o horizonte em buscas de novos desafios.”

“O sexagésimo aniversário da FFE é uma excelente oportunidade para se refletir e celebrar o quanto é importante essa nossa parceria naval para o sucesso de nossos corpos de fuzileiros navais. Aproveito para desejar um feliz aniversário aos meus amigos Fuzileiros da FFE," concluiu o C Alte Iiams.

FONTE: http://www.defesanet.com.br/cfn/noticia/25025/Os-60-anos-de-uma-forca-diferenciada/
 

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Vitor Santos

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 206 Anos
« Responder #119 em: Março 07, 2017, 06:20:08 pm »
Fuzileiros da Esquadra, uma força 100 por cento profissional

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Uma conversa franca com o Vice-Almirante do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil Alexandre José Barreto de Mattos sobre os desafios para dirigir a Força de Fuzileiros da Esquadra da Marinha do Brasil.


O Contra-Almirante (FN) César Lopes Loureiro (esq), atual Comandante da Divisão Anfíbia, irá substituir o atual Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, Vice-Almirante (FN) Alexandre José Barreto de Mattos, que passará a ser o Comandante Geral do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil. (Foto: Marcos Ommati/Diálogo)

A Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) é o principal braço operativo do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil (CFN). Este, por sua vez, está dividido em dois setores dentro da Marinha do país. Um é de apoio e cuida de cursos, captação de pessoal, aquisição de material, doutrina e carreira. No organograma da instituição, está subordinado ao Comando-Geral do CFN, chefiado por um almirante quatro estrelas. No braço operativo dos Fuzileiros Navais, há o corpo principal que é a FFE, que por sua vez está subordinada ao comandante de Operações Navais, ou seja, dentro do setor operativo da Marinha, onde se encontram as unidades distritais, que ficam espalhadas pelos diversos distritos navais no Brasil. Resumindo: o principal braço operativo dos Fuzileiros Navais se concentra na FFE, cujo atual comandante é o Vice-Almirante (FN) Alexandre José Barreto de Mattos que, coincidentemente, no dia em que concedeu esta entrevista à Diálogo – 14 de fevereiro – foi promovido a Almirante-de-Esquadra e em breve irá comandar todo o CFN do Brasil.

Diálogo: A FFE completou 60 anos em fevereiro. Por que esta data deve ser considerada histórica?

Vice-Almirante (FN) Alexandre José Barreto de Mattos: Toda força, toda instituição, toda pessoa que é sexagenária já viveu muita coisa na sua vida, tem um passado muito importante. O passado da FFE não poderia ser diferente. É um passado glorioso, de evolução permanente, com a constante evolução dos seus trabalhos. Isso faz com que, hoje, a tenhamos uma FFE respeitada em qualquer missão de que participa, principalmente naquelas em apoio à paz nos outros países, naquelas que reforçam a segurança dos brasileiros nas diversas operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O CFN é respeitado junto à Marinha do Brasil, é integrante da Marinha do Brasil, respeitado pela nossa sociedade, assim como por todas as Forças Armadas.

Diálogo: O senhor irá deixar sua atual função em breve. Qual foi o seu principal desafio como comandante da FFE?

V Alte Alexandre: Comandar a FFE é um sonho para todo oficial dos Fuzileiros Navais. Eu diria que meu principal desafio foi estabelecer todas as condições necessárias de disciplina, adestramento, planejamento detalhado, que proporcionam o emprego de mais de seis mil homens da FFE, com a mais absoluta segurança. Temos que nos adestrar, nos preparar, temos que prover segurança para todo esse pessoal que está sempre utilizando munição real, sempre sendo colocado em situação de risco. Temos que prover a eles a segurança necessária, para que eles sempre voltem, no final do dia, ou no final de cada missão, para os seus lares em segurança. Esse é o maior desafio.

Diálogo: Qual a participação do CFN na região Amazônica, a chamada Amazônia Verde?

V Alte Alexandre: Temos dois batalhões de operações ribeirinhas: o 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas, que é subordinado ao comando do 9º Distrito Naval, e temos o 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas, que é subordinado ao 4º Distrito Naval. Esses dois batalhões atuam na Região Amazônica Verde realizando operações ribeirinhas, segurança na calha de rios, inspeções de navios e inspeções relativas ao tráfego aquaviário naquela região. Estes batalhões também realizam ações de segurança interna, para garantia do uso dos rios da Bacia Amazônica, além de exercícios conjuntos com as demais Forças Armadas e outros órgãos de segurança que são responsáveis diretos por ações de defesa ou ações contra o narcotráfico.

Diálogo: Que tipo de apoio é prestado nestas operações pelos Fuzileiros Navais?

V Alte Alexandre: Nessas operações que são feitas também com os órgãos de segurança, como a Polícia Federal e as polícias locais, o grande apoio que esses batalhões prestam é o suporte logístico, é o apoio referente à inteligência, de modo que os órgãos responsáveis pelo combate ao narcotráfico tenham a tranquilidade e a segurança necessárias para fazerem sua parte neste tipo de missão.

Diálogo: O CFN participou da segurança das Olimpíadas 2016, da Copa do Mundo 2014, atuou nas ocupações dos complexos de favelas do Alemão, Penha e da Maré. Atualmente estão no Haiti, como parte da Missão de Estabilização das Nações Unidas (MINUSTAH), nas missões de GLO no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, além de estarem fazendo varredura em presídios em Natal, no Rio Grande do Norte. Como preparar uma tropa para realizar tantas e tão diferentes missões?

V Alte Alexandre: Nós temos um órgão de adestramento muito intenso que prevê a preparação do nosso pessoal desde o nível mais baixo. A parte principal desse ciclo nós chamamos de eixo central do adestramento. Esse é um termo clássico utilizado para o adestramento da FFE. Todo esse adestramento e todos os planejamentos relacionados a esses adestramentos fazem com que o nosso militar exercite, ao longo do ano, coisas que são fundamentais para o cumprimento de qualquer tarefa: disciplina, obediência total aos preceitos hierárquicos, uma capacidade intensa de se realizar um planejamento detalhado e se conduzir uma operação que tenha um detalhamento tão grande em seu planejamento. Tendo esses fatores bastante treinados ao longo do ano, existe uma capacidade conferida ao fuzileiro naval de participar em qualquer tarefa que lhe seja acometida. Além disso, o CFN é completamente profissional, ou seja, desde o nosso soldado até o almirante-de-esquadra, são todos profissionais, todos voluntários, todos pertencentes a uma carreira, todos concursados. O CFN não tem o militar recruta, aquele que passa pelas suas fileiras ao longo de apenas 10 meses fazendo o serviço militar. Não, são todos profissionais. Isso facilita a realização desses adestramentos, facilita também o aprendizado nos cursos e facilita também a colocação em qualquer tarefa que seja acometida ao CFN. Nós trabalhamos também dentro de um conceito doutrinário de organização por tarefas, ou seja, qualquer tarefa que seja atribuída ao CFN é cumprida com a formação de um grupamento operativo de fuzileiros navais. Quando a gente fala de um grupamento operativo de fuzileiros navais, fala de uma composição de meios e de pessoal que confere ao fuzileiro naval a capacidade de durar na ação com autonomia administrativa e com autonomia de planejamento. Isso também facilita quando estamos, em um momento, trabalhando para a GLO e esse mesmo grupo, rapidamente, seja movimentado como operação de paz e também seja, rapidamente, movimentado para cumprir uma outra ação, onde seja necessário um uso maior da força.

Diálogo: É inegável que a participação em missões de paz e de GLO, que são reais e não treinamentos, acaba sendo muito bom para seus comandados...

V Alte Alexandre: Sem dúvida. Todos esses grandes eventos de que nós participamos, todas as operações de GLO nas comunidades, daqui do Rio de Janeiro e fora dele também, e o próprio Haiti, são operações reais. Isso está sendo fundamental para a evolução do CFN. Hoje, dificilmente encontramos algum militar graduado que não tenha participado de pelo menos um desses eventos, ou seja, que não tenha pelo menos uma experiência em missão real. Não podemos esquecer que nós estamos no Líbano também, na UNIFIL [Força Interina da ONU no Líbano]. Também não podemos esquecer que temos destacamentos de segurança de embaixadas, que também são missões reais. Quando você faz a segurança do embaixador, do corpo diplomático, você está em uma missão real.

Diálogo: Possivelmente a MINUSTAH será desativada em alguns meses. O CFN já estuda a utilização de sua Força em operações em outros países?

V Alte Alexandre: Sim. Já há pedidos junto ao Ministério da Defesa do Brasil para que participemos em missões da ONU por parte do Chipre, Líbano, Congo, Saara Ocidental, República Centro-Africana, Libéria, Síria, Costa do Marfim, Sudão, ou seja, são países que têm dificuldades na sua segurança interna e que os organismos internacionais analisam a possibilidade de enviar tropas em missão de paz para esses países.

Diálogo: Qual a importância da interação dos FN do Brasil com outros corpos de fuzileiros navais de outros países?

V Alte Alexandre: A troca de experiências é fundamental, tanto para nós quanto para eles; essa é uma via de mão dupla. Logicamente, há um equilíbrio nessa troca de experiências. Como tudo que acontece nas relações internacionais, existem as contrapartidas, existem as negociações, os planejamentos. O que nós recebemos de lá, na mesma medida nós podemos passar nossas experiências para outros países também. É importante, pois também serve para o trabalho de operações combinadas, que são exatamente essas que envolvem operações. A UNITAS é um exemplo clássico disso.

FONTE: http://www.defesanet.com.br/cfn/noticia/25029/Fuzileiros-da-Esquadra--uma-forca-100-por-cento-profissional/
 

 

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