Marinha do Brasil

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Lusitano89

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1290 em: Fevereiro 22, 2018, 07:38:40 pm »
Para o Marcelo Rios, esses submarinos são muito importantes para o Brasil, um fator de dissuação para eventuais inimigos  :snipersmile:
 

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Vitor Santos

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1291 em: Fevereiro 22, 2018, 07:47:10 pm »
Nós temos, actualmente, uma ZEE cuja área é metade da brasileira e no futuro será sensivelmente maior e por isso sabemos o quão difícil manter a sua soberania. Em tempo de paz, a mais importante ferramenta de soberania numa ZEE são NPO's e mais NPO's e aviões e drones de patrulha e mais aviões e drones de patrulha; satélites também dão uma ajudinha.

Eu (e muitos outros) vemos os modernos SSK, incluindo o Riachuelo, como armas de emprego estratégico, porque negam a utilização de grandes superfícies oceânicas e costeiras a um potencial inimigo. No contexto actual — e como tu bem reconheces — não vejo um SSN como sendo essencial ao Brasil. A própria Austrália com maiores recursos financeiros e com uma área de actuação bem superiores ao Brasil, preferiu 'quantidade' (SSK) em vez de 'qualidade' (SSN). Não quero com isto dizer que não entenda a posição brasileira de almejar a um lugar entre os grandes, mas dadas as imensas lacunas actuais penso que há maior necessidade em investir em outros meios.

Também entendo sua lógica. Acho que a Marinha do Brasil precisa ir por etapas. Isto é: primeiro renovar a frota de superfície (novas fragatas de 6000 tons, fragatas leves ou corvetas de 3500 tons - em curso o desenvolvimento do projeto Classe Tamandaré -, navios caça-minas, navios de apoio logístico e mais NPO's) e, concomitantemente, os novos SSK (Scorpène). Isso tudo primeiro, para depois ir para o SN-BR. 
 

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Vitor Santos

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1292 em: Fevereiro 22, 2018, 08:02:48 pm »
Somente para ilustrar o andamento da construção dos quatros SSK (Scorpène modificado) brasileiros:

 

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Vitor Santos

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1293 em: Fevereiro 22, 2018, 08:47:54 pm »
Marinha do Brasil avalia compra de três OPV classe River da RN


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A Marinha do Brasil (MB) está avaliando a conveniência de adquirir os três navios-patrulha oceânicos (OPV – Offshore Patrol Vessel) classe River, da Marinha Real, cuja desativação teve início em outubro do ano passado e irá se estender até dezembro deste ano: o Severn (P282), o Tyne (P281) e o Mersey (P283).

Desativado a 27 de outubro de 2017, o Severn se encontra atracado em Portsmouth aguardando o seu destino final. O Tyne será descomissionado em maio próximo, e o Mersey só navegará ostentando o pavilhão do Reino Unido até dezembro.

Construídos no início da década de 2000, os navios, de 1.700 toneladas, tiveram seu projeto aproveitado, com melhorias, na fabricação das três embarcações destinadas à Força Naval de Trinidad & Tobago que, no começo dos anos de 2010, acabaram repassadas à MB – onde passaram a constituir a chamada classe “Amazonas” (Amazonas, Apa e Araguari) de Navios-Patrulha Oceânicos (NPaOc).

Os primeiros classe River apresentam, contudo, algumas limitações, além do desgaste natural gerado pelo tempo em que se encontram em operação. Entre elas o armamento principal de baixo calibre, a velocidade não superior a 20 nós, e a mais importante de todas: a falta de um convés de voo.

O espaço no convés principal à ré permite apenas operações de Vertical Replenishment, ou Reabastecimento Vertical efetuado por helicóptero – manobra mais conhecida pela sigla VERTREP.

Na Marinha Real Britânica esses navios são mais empregados em missões anti-pirataria, de combate ao narcotráfico, repressão à pesca ilegal, patrulha de águas jurisdicionais e prevenção a ações terroristas.




Batch 2 – O novo lote dos classe River – navios do Batch 2, como os ingleses gostam de dizer – que o grupo BAE Systems está começando a entregar à Marinha Real, deslocam 2.000 toneladas – 300 a mais que os velhos River originais.

Eles têm mais espaço para transportar tropas, possuem um canhão de 30 mm na proa – em vez de uma peça de 20 mm –, velocidade aumentada em quatro nós, dois botes semi-rígidos para abordagem em alto-mar tipo Pacific 24, e convoo capaz de resistir às manobras de um helicóptero de porte médio AW-101 Merlin, de quase 20 m de comprimento e 14,6 toneladas carregado.

A robustez desses novos River é tão grande, que um deles será designado para constituir a guarnição da Royal Navy nas Ilhas Malvinas, em substituição ao HMS Clyde – patrulheiro construído com os planos do Severn (agora desativado), mas equipado com convés de voo.

Um outro River Batch 2 vai patrulhar o Mar do Caribe.

Todos os cinco novos navios River – Forth, Trent, Medway, Tamar e Spey – deverão estar plenamente operacionais por volta do ano de 2020.

Outra vantagem das unidades do Batch 2: a economia de tripulação, que reflete o apreciável grau de automação da embarcação.

Planejado para ser operado por 58 militares – e não por 70, como no caso dos NaPaOcs classe Amazonas – o novo River pode ser tirado de seu atracadouro e levado para o mar com até 34 tripulantes.



FONTE - http://www.naval.com.br/blog/2018/02/22/marinha-do-brasil-avalia-compra-de-tres-opv-classe-river-da-rn/
 

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NVF

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1294 em: Fevereiro 22, 2018, 11:37:14 pm »
Apesar de (bem) usados, essa seria uma aquisição positiva que viria de encontro ao dizíamos atrás.
 

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mafets

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1295 em: Fevereiro 23, 2018, 10:06:42 am »
Na minha perspectiva a utilização do submarino nuclear enquanto armas estratégica, depende principalmente do uso de pelo menos um míssil de cruzeiro, embora com a adição da capacidade para atacar alvos terrestres de misseis anti-navio, passem a ter um papel ainda mais importante. O Brasil sabe disto, tanto que está a desenvolver o AV TM300.


Quanto ao resto, a marinha brasileira parece estar a caminhar no bom sentido, com um conjunto de aquisições e projectos que vão de acordo às necessidades militares mas também de patrulha da Zee. Vão manter uma presença mínima com a aviação naval, apenas com 6 A4 modernizados e os 4 Trader, restando saber de que Porta-Aviões serão usados para manter essa capacidade. Não existindo para já planos para aquisição ou fabrico de um navio desse tipo por parte do Brasil, restam os EUA e a França. Aliás, os últimos vão operar de porta-aviões americanos enquanto o seu está em manutenção.

http://www.thedrive.com/the-war-zone/17648/french-rafale-fighters-will-deploy-aboard-an-american-supercarrier-this-april
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A number of Marine Nationale Rafale-M multi-role fighter jets and E-2C Hawkeye airborne early warning and control aircraft, along with 350 support personnel and aircrew, will deploy aboard the USS George H.W. Bush this Spring. Not only will the multi-national operation work to give Rafale-M aircrews much needed carrier qualifications—France's only carrier has been undergoing a mid-life refit—but it also aims to expand the two countries' abilities to operate fighter aircraft cooperatively from the sea for prolonged periods of time.


Cumprimentos
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Daniel

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1296 em: Fevereiro 23, 2018, 10:47:11 am »
Vitor Santos
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Isso porque a Marinha do Brasil dispensou o AIP e preferiu um compartimento maior para combustíveis, baterias e pessoal. 

Caro Vitor, já agora gostaria de saber qual o motivo que levou a MB a dispensar o sistema AIP ?
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 
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Vitor Santos

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1297 em: Fevereiro 23, 2018, 11:38:19 am »
Vitor Santos
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Isso porque a Marinha do Brasil dispensou o AIP e preferiu um compartimento maior para combustíveis, baterias e pessoal. 

Caro Vitor, já agora gostaria de saber qual o motivo que levou a MB a dispensar o sistema AIP ?

Obrigado pela pergunta Daniel

De acordo com o que foi divulgado nos meios especializados na imprensa brasileira, a Marinha do Brasil  optou por não utilizar o Sistema AIP (Air Independent Propulsion- MESMA) no SSK Classe Riachuelo (Scorpène) por achar que para o nosso teatro de operações, este sistema não traria os benefícios desejados. Com o espaço obtido com a não utilização deste sistema, os engenheiros irão acrescentar maior capacidade de armazenamento de combustível, baterias e pessoal. 

Contudo, as características dos sistema AIP MESMA permitem sua instalação no Scorpène brasileiro, por meio de uma uma operação de engenharia que inclui o corte do submarino para acrescentar o referido sistema. A Marinha do Brasil está equipada e tem técnicos à altura de efetuar este tipo de modificação sem qualquer tipo de dependência exterior.

 

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mafets

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1298 em: Fevereiro 23, 2018, 12:01:05 pm »
Vítor, é melhor ficar como está que reza a história que o MESMA não é "grande espingarda"...  :) ;)

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Turbinas a vapor de Ciclo Fechado:



(Submarino paquistanês PNS Hamza equipado com sistema AIP MESMA in http://www.hrvatski-vojnik.hr)

Em França decorrem trabalhos sobre um sistema AIP conhecido localmente como MESMA “Module d’Energie Sous-Marin Autonome”. O MESMA consiste numa turbina convencional alimentada pelo vapor gerado pela combustão de etanol (a partir de trigo) e oxigénio armazenado a uma pressão de 60 atmosferas. O dióxido de carbono gerado por esta combustão é expelido para fora do navio, como no sistema CCD. O MESMA pode teoricamente gerar mais potencia do que qualquer outro sistema AIP a eficiência do sistema é relativamente baixa e o consumo de oxigénio o maior de todos os sistemas semelhantes, o que tem um impacto severo nos submarinos equipados com MESMA. O submarino paquistanês PNS Hamza da classe “Agosta 90B” foi construído de raíz com este sistema e os outros dois submarinos paquistaneses da mesma classe deverão ser transformados para receber também o MESMA, o que significa que qualquer unidade desta classe pode ser transformada de forma a receber este sistema AIP. Além do Paquistão, a Espanha também opera quatro submarinos da mesma classe, pelo que poderia ser um cliente potencial para este upgrade, contudo, como a Espanha tem o seu próprio submarino, o excelente “Scorpene”, também ele capaz de incluir propulsão AIP MESMA, essa possibilidade perde credibilidade… Curiosamente, o fabricante (que com a saída da DCN ficou sendo apenas os estaleiros Navantia espanhóis) afirma que a versão AIP triplica o raio de ação submerso, com uma velocidade de apenas 4 nós e exige um aumento de 76,2 m contra 63,5 m e um aumento da tonelagem de 1870 toneladas a partir de 1590 toneladas, o que dá uma boa medida da escala das transformações exigidas pela instalação do MESMA…

https://ogrunho.wordpress.com/2008/10/06/submarinos-aip-sistemas-vantagens-e-desvantagens/

https://aquellasarmasdeguerra.wordpress.com/2014/01/10/submarinos-diesel-electricos-ssk-clase-scorpene/



Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Vitor Santos

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1299 em: Fevereiro 23, 2018, 12:07:30 pm »
Vítor, é melhor ficar como está que reza a história que o MESMA não é "grande espingarda"...  :) ;)

Suspeito que, sabendo das limitações do MESMA, a Marinha do Brasil também incluiu tal fato aos outros fatores que a fizeram dispensar o sistema AIP dos franceses.
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1300 em: Fevereiro 23, 2018, 12:33:32 pm »
Negativo, estes sistemas foram dispensados desde o principio pela MB.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Vitor Santos

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1301 em: Fevereiro 23, 2018, 12:46:31 pm »
Negativo, estes sistemas foram dispensados desde o principio pela MB.

Por isso que deixei minha afirmação no campo da ilação. Mera inferência.

Que o AIP foi dispensado desde o início do projeto Classe Riachuelo disso, já sabia.

Inclusive quando anteriormente o Brasil tinha entrado em negociações com a Alemanha para a compra de submarinos do tipo U-214, mas embora os militares brasileiros tenham afirmado que o U-214 não teriam sistema AIP, os alemães asseguraram que a possibilidade de ser construído um U-214 sem AIP não faria qualquer sentido. Isso porque o submarino teria que ser redesenhado para remover um sistema que foi desenhado para estar integrado com o navio.
 

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NVF

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1302 em: Fevereiro 23, 2018, 12:57:44 pm »
Alguns desenhos mais recentes dispensam o AIP, preferindo a utilização de baterias de iões de lítio (semelhantes às que encontramos nos nossos telefones e tablets). No entanto, penso que as baterias do Riachuelo são convencionais.
 

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Vitor Santos

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1303 em: Fevereiro 23, 2018, 01:13:00 pm »
Alguns desenhos mais recentes dispensam o AIP, preferindo a utilização de baterias de iões de lítio (semelhantes às que encontramos nos nossos telefones e tablets). No entanto, penso que as baterias do Riachuelo são convencionais.

"O Riachuelo terá um deslocamento entre 2.000 a 2.200 toneladas submerso e 75 metros de comprimento, sendo portanto, bem diferente de outros modelos Scorpène. Com um Motor Elétrico Principal (MEP), Jeumont-Schneider EPM Magtronic  de 2.915(KW) à 150 rpm, o Riachuelo poderá desenvolver submerso, velocidade acima de 21 nós.

O motor propulsor e os sistemas auxiliares são alimentados pelas baterias que estão distribuídas em 2 compartimentos, cada um com 220 células, conferindo ao submarino um desempenho excelente. 

As baterias precisam ser recarregadas periodicamente pelos diesel-geradores, o que obriga o submarino a utilizar o Snorkel periodicamente. Estudos estão sendo realizados pela DCNS a fim de equipar os Scorpènes com baterias de íons de Lítio (Li-ion), o que irá aumentar consideravelmente sua permanência submerso. Não está confirmado ainda se os SSK brasileiros irão utilizá-las.

Os quatro motores diesel MTU 12V 396 SE84 e seus geradores retificadores Jemount Industries 580(KW), fazem com que a corrente elétrica seja sempre contínua. O submarino terá uma rede elétrica principal continua, redes de corrente alternada de 115(Volts), 60 e 400(Hz); 220(Volts), 60(Hz), e uma rede de corrente contínua com 28(Volts) de segurança e  emergência."

FONTE: http://www.defesaaereanaval.com.br/sbr-submarino-riachuelo-s40/
 

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Vitor Santos

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Re: Marinha do Brasil
« Responder #1304 em: Hoje às 02:08:02 pm »
Marinha reduz número de jatos AF-1 Skyhawk modernizados pela Embraer


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O Jane’s noticiou que a Força Aeronaval da Marinha do Brasil receberá seis caças McDonnell Douglas Skyhawk modernizados (três AF-1B monopostos e três AF-1C bipostos), em vez de nove AF-1Bs e três AF-1Cs como originalmente planejado em abril de 2009 em contrato com a Embraer.

O movimento é devido ao orçamento restritivo do Brasil, a sua decisão de eliminar seu porta-aviões São Paulo (A12) e sua esperança de preservar a capacidade de operar aeronaves embarcadas.

Um AF-1C deve ser entregue nas próximas semanas e um AF-1B será entregue em agosto, informou a Marinha ao Jane’s. O primeiro AF-1B foi entregue em maio de 2015 e o segundo em abril de 2016, mas a última aeronave caiu no mar em 26 de julho de 2016.

Modernização

No dia 11 de maio de 2011, a Marinha do Brasil (MB) aprovou a implementação de melhorias no programa de modernização das aeronaves AF-1/1A para alterar a concepção das novas aeronaves AF-1B/C. O contrato original foi celebrado em em abril de 2009.

Naquela época, a Embraer não possuía condições técnicas e nem conhecimento da aeronave AF-1/1A para precificar, dentro do prazo disponível, algumas melhorias na interface entre os sistemas modernizados e os que permaneceriam na aeronave.

Com o passar do tempo, a Embraer foi adquirindo experiência no projeto e, submeteu a arquitetura aviônica da aeronave modernizada à MB.

O Setor Operativo, com a corroboração do Setor de Material, solicitou a incorporação de equipamentos novos e modificações em alguns sistemas, a fim de aumentar a capacidade operativa das aeronaves AF-1/1A e, com isso, viabilizar o seu emprego em operações combinadas.

Novo cockpit do AF-1

Os principais pontos do Programa de Modernização dos jatos A-4KU Skyhawk II (AF-1) da Marinha são os seguintes:

Revisão Geral das aeronaves (PMGA);

Novo radar com inúmeras capacidades (Elta 2032);

Sistema OBOGS (On Board Oxygen Generation System), para geração de oxigênio proveniente da atmosfera para os tripulantes, sem a necessidade de abastecimento das atuais garrafas de oxigênio;

Novo sistema de geração de energia, com a substituição dos antigos geradores e conversores;

Novos rádios para realizar, automaticamente, comunicação criptografada e a transmissão de dados via data-link;

Sistema inercial (EGI) de última geração;

HOTAS (Hand On Throttle and Stick), mão sempre no manche;

Novo HUD (Head Up Display);

Dois display tático 5”x7”, Color Multi-Function Display (CMFD;

Computador principal para cálculo de navegação e balístico, permitindo ao piloto o emprego dos armamentos (bombas, metralhadora e futuramente o míssil MAA-1B)

Revisão Geral dos motores.

Instalação do Radar Warning Receiver (RWR): possibilita à aeronave detectar e se evadir de ameaças, como mísseis e caças inimigos, o que aumenta a capacidade de sobrevivência da aeronave e a probabilidade de sucesso nas missões;

Instalação do 3º Rádio VHF: capacita a aeronave a operar seus dois rádios ROHDE SCHWARZ na transmissão de dados via data-link, enquanto permanece com a escuta dos órgãos ATC (Air Traffic Controler);

Revitalização do Piloto Automático: possibilita ao piloto gerenciar seus sistemas, permitindo maior concentração na missão imposta;

Integração do Radar Altímetro e do TACAN: facilita ao piloto focar a sua atenção em apenas um instrumento (a tela do CMFD que concentrará todas estas informações), aumentando assim sua consciência situacional quando operando do porta-aviões e quando voando em condições de voo por instrumento;

Integração dos instrumentos do motor: possibilita ao piloto receber os avisos aurais dos limites de funcionamento do motor, concentração das informações em uma única tela e melhor visualização das informações dos indicadores;

Estações de briefing e debriefing: possibilitam ao piloto condições de preparar melhor a missão, garantindo assim um maior aproveitamento, economia de utilização dos equipamentos aviônicos, melhor disposição das informações geradas em vôo para treinamento das equipagens e avaliação das missões.

A modernização proporciona à MB a oportunidade de operar um vetor aéreo no estado da arte, quanto à aviônica e sistemas embarcados, qualificando-a a empregar suas aeronaves em operações aeronavais e aéreas, nacionais e internacionais, o que aumentará significativamente a operacionalidade da Aviação Naval da Marinha.

Radar multimodo Elta-2032
FONTE: http://www.aereo.jor.br/2018/02/21/marinha-reduz-numero-de-jatos-af-1-skyhawk-modernizados-pela-embraer/
 

 

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