Tecnologia Portuguesa

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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #600 em: Fevereiro 09, 2016, 03:53:17 pm »
Empresa portuguesa cria base de dados para tornar a indústria espacial mais limpa


Por trás de cada lançamento no espaço da Agência Espacial Europeia (ESA) estão anos de trabalho. Veja-se a famosa sonda Roseta: o aparelho foi lançado em 2004, mas a missão tinha sido aprovada muito antes, em 1993. Além do trabalho científico no desenvolvimento do satélite, houve a construção da sonda e do foguetão que a enviou para o espaço, o que requereu matéria-prima, material usado no trabalho fabril e combustível. Neste processo e na escolha de certos materiais, pode haver impactos no ambiente da Terra e na saúde dos trabalhadores que a ESA quer evitar.

A agência está a trabalhar num método para que, no desenvolvimento dos projectos espaciais, se escolham materiais e procedimentos que tornem as missões mais amigas do ambiente e reduzam os riscos do projecto. Neste contexto, a empresa portuguesa ISQ (antigo Instituto de Soldadura e Qualidade) foi contratada para desenvolver uma base de dados que torne possível a comparação de cenários diferentes de matérias-primas e processos fabris.

O objectivo final, segundo a agência, é tornar a ESA um motor de mudança da indústria aeroespacial e das outras indústrias mundiais. “A ESA quer marcar uma posição em relação às questões de sustentabilidade”, diz ao PÚBLICO Eduardo João Silva, engenheiro do ambiente da ISQ e responsável pelo projecto do ISQ para ESA, iniciado em Julho de 2014. “E quer tentar perceber de que forma este sector pode contribuir para [resolver] um conjunto de problemas ambientais.”

A iniciativa da ESA chama-se Espaço Limpo (Clean Space, em inglês) e destina-se a promover a concepção e desenvolvimento de tecnologias mais verdes, bem como reduzir cada vez mais os detritos no espaço. A preocupação não se fica assim apenas pelas emissões de dióxido de carbono e gases com efeito de estufa das missões espaciais, que têm um impacto nas alterações climáticas e no aquecimento global. Outras questões importantes são o risco da diminuição da camada de ozono, do esgotamento dos recursos, da toxicidade dos materiais tanto para as pessoas como para o ambiente, e do uso de água e do solo.

Dentro da iniciativa, a ESA está a criar desde 2011 o que chama “ferramenta de ecodesign”, que irá ser usada no desenvolvimento de novos projectos espaciais, “desde os satélites até à ida à Lua”, exemplifica Eduardo João Silva. A ferramenta, cujo orçamento total previsto era de cinco milhões de euros, vai permitir avaliar não só o impacto ambiental de cada aspecto dos projectos – para se poder tomar decisões ambientais mais correctas –, como terá em conta o que a legislação existente na Europa deixa ou não fazer em termos ambientais.

Para o desenvolvimento desta ferramenta, foi necessário quantificar e analisar “as emissões, os recursos consumidos e as pressões tanto na saúde humana como no ambiente de diferentes bens e serviços ao longo do seu ciclo de vida”, lê-se no site da ESA. Esta avaliação permite compreender o efeito das alterações que se podem fazer no ciclo de vida dos materiais. O objectivo é “evitar que, ao tentar-se minimizar os impactos numa fase do ciclo de vida [do material], isso leve a um maior impacto noutra fase”, explica a ESA.

Para tudo isto, os projectistas da ESA deverão ter já em 2017 a oportunidade de consultar a base de dados que a ISQ está a criar e prevê ter pronta em meados deste ano. A empresa portuguesa candidatou-se ao projecto e recebeu 600.000 euros da ESA para o realizar. “A ISQ desenvolveu um inventário que permite comparar cenários”, diz Eduardo João Silva. O trabalho contou com a colaboração de duas empresas norueguesas: a Asplan Viak, de construção civil, e a Sintes, especialista na tecnologia de impressão 3D.

Um dos aspectos que estão a ser analisados na recta final do trabalho da ISQ é dos combustíveis. O investigador dá um exemplo da hidrazina – um composto bastante tóxico que integra o combustível dos satélites e é utilizado quando os aparelhos estão no espaço. “É um composto usado apenas no sector aeroespacial e a queima é feita em órbita”, diz o engenheiro ambiental. O problema é o seu transporte em terra ou a exposição dos trabalhadores quando enchem o tanque do satélite. “Pode haver um acidente”, alerta o responsável da ISQ. “Existem alternativas de combustíveis ainda em fase de desenvolvimento. O índice de maturidade destas tecnologias ainda não é suficiente para ser usado. Mas é uma aposta.”

Para o inventário, os trabalhadores da ISQ tiveram de analisar para cada substância o seu impacto desde a extracção da terra até à sua utilização final – no caso dos materiais dos satélites, o seu fim pode ser no regresso à Terra. Alguns dos componentes avaliados foram os painéis fotovoltaicos, a liga de titânio, os componentes electrónicos, as baterias de lítio, os termoplásticos e os tanques de armazenamento de combustível de foguetões.

Feitos com liga de titânio, os tanques para o combustível dos foguetões são um bom exemplo de desperdício: 98% da liga de titânio usada para fabricar os tanques de combustível é desperdiçada. Uma possibilidade futura será o uso de impressoras 3D para a construção dos tanques. “As impressões 3D acabam por ter um impacto positivo porque só é necessário 2% do titânio”, refere Eduardo João Silva. “Prevê-se que no futuro próximo esta tecnologia venha a ser possível.”

As impressoras 3D produzem objectos a partir de um pó. Para já, ainda não se sabe produzir o pó com os componentes metálicos que formam a liga de titânio. Mas esta alternativa contemplada na base de dados da ISQ também seria importante para os processos de produção.

Actualmente, para se construir estes tanques é preciso cortar o aço e usa-se uma lâmina que contém tungsténio (volfrâmio), um elemento químico raro que pode, de repente, não estar disponível no mercado, condicionando a produção destas lâminas e, em consequência, dos tanques de combustível. “Esta exposição [à possibilidade de não haver tungsténio] pode influenciar a escolha de outro material”, defende Eduardo João Silva. “E todo o design tem de ser diferente para aguentar as características de outro material”, diz, sublinhando a importância da avaliação deste tipo de riscos na construção aeroespacial, uma indústria dependente de materiais como as terras-raras, que de um momento para outro podem deixar de estar disponíveis.

No fundo, a mudança na forma como se fazem as coisas exige tempo e pensamento. “As empresas que se focam em ir ao encontro das normas emergentes [na área do ambiente] têm mais tempo para fazer experiências com os materiais, as tecnologias e os processos”, explica a ESA, no seu site, acrescentando que, deste modo, “a indústria europeia deverá ganhará uma vantagem competitiva nos mercados mundiais”.


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« Última modificação: Fevereiro 09, 2016, 06:39:46 pm por Lusitano89 »
 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #601 em: Fevereiro 21, 2016, 04:40:29 pm »
Portugueses inventam aparelho que mede sal na comida em três minutos



Investigadores da Universidade do Porto patentearam este mês uma máquina que mede o sal na comida em três minutos e que promete no futuro ser uma espécie de robô 'bimby' para registar o teor de sal das refeições.

A primeira versão do protótipo integra um ecrã semelhante ao dos 'smartphones', pesa 250 gramas, tem 10 centímetros de comprimento e quatro de profundidade, e pode ser levado para qualquer cozinha portuguesa para medir a quantidade de sal das refeições em cantinas de escolas, infantários, hospitais, lares de idosos ou restaurantes.

Nesta fase, o protótipo ainda não pode ser chamado de robô, mas no futuro está previsto que seja desenvolvido um procedimento automatizado (agitação da amostra, juntar os vários componentes), como numa 'bimby', um robô de cozinha usado pelo mundo fora.

"Está previsto fazermos uma espécie de um robozinho para este tipo de análise de uma forma mais automática e requerer menos tempo do utilizador. O objetivo final é ter um equipamento que automaticamente faça a análise dos alimentos e dê orientações para quem está na cozinha saber qual a percentagem de sal e contribuir para o bem-estar das pessoas", dizem os responsáveis pelo protótipo.

A ingestão de sal não deve ultrapassar cinco gramas por dia, mas há crianças em Portugal a consumir 17 gramas de sal por dia e adolescentes a consumir 22 gramas de sal por dia através de 'pizzas', chourição e pastelaria, indicam estudos recentes.

Para combater o excesso de consumo de sal, que está relacionado com o desenvolvimento de hipertensão arterial e com alguns tipos de cancro, como o do estômago, investigadores da Faculdade de Ciências da Nutrição Alimentação e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) inventaram esta máquina que promete "revolucionar" a forma de comer dos portugueses.

O aparelho vai permitir, por exemplo, avisar a cozinheira com "um sinal vermelho" que aparece no ecrã, que a sopa tem sal a mais e que pode corrigir o excesso acrescentando água de forma a não ficar com a sopa salgada e prejudicial para a saúde.

Joaquim Mendes, engenheiro mecânico da FEUP e um dos autores do protótipo, explica que se pensou numa máquina que pudesse facilitar o interface com o equipamento, com menu simples, apelativo e de fácil utilização, de baixo custo, compacto e reprodutível para entrar no mercado.

Carla Gonçalves, nutricionista, especialista em Ciências do Consumo e autora teórica desta máquina, explica que a ideia começou a desenvolver-se, porque o consumo de sal em Portugal continua a ser excessivo e porque não existia uma máquina portátil e rápida para resolver o problema nas cozinhas portuguesas.

Antes da existência deste protótipo, o processo de medição de sal na comida era realizado em laboratório, moroso e com custos elevados.

José Luís Moreira, engenheiro químico da FEUP e que também colaborou na criação do protótipo, explicou que o método de medição do sal na comida é muito rápido, simples, acessível ao maior número de pessoas e vai dar resultados com exatidão suficiente para quem estiver a controlar no terreno.

O aparelho está desenhado para responder à alimentação dos portugueses e, portanto, tem em conta as principais categorias da alimentação da população, permitindo analisar desde salsichas, pão, ou outros produtos de cafetaria e restauração que fazem parte dos cardápios nacionais.

Neste momento, população portuguesa consome uma média de 11 gramas de sal por dia, os adolescentes têm um consumo de sete gramas/dia e as crianças também apresentam um consumo excessivo por volta 6,5% a 7,5 gramas/dia.


DN
 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #602 em: Setembro 05, 2016, 12:48:28 pm »
Investigadores da UMinho patenteiam motor inovador



Três investigadores da Universidade do Minho acabam de patentear um motor capaz de obter rendimentos muito elevados ao aproveitar a energia que é desperdiçada em motores convencionais. Até a NASA está de olho nesta inovação.

O projeto tem apoio de um empresário norte-americano e está em terceiro lugar entre 200 trabalhos do concurso “Create the Future Design Contest” da revista NASA Tech Briefs.
 
A votação ainda se encontra aberta, encerrando só a 09 de setembro, e quem desejar pode ajudar esta equipa de investigadores portugueses acedendo à página de votos nos projetos aqui.
 
Os engenheiros envolvidos no projeto são Jorge Martins, Francisco Brito e Tiago Costa, em conjunto com Bernie Bon, um empresário dos EUA entusiasta por motores.
 
“Vimos a ideia inicial de Bernie num grupo do Linkedin, trocámos impressões e daí juntámo-nos ao projeto, introduzindo vários melhoramentos”, conta Jorge Martins em comunicado.
 
Outros dois investidores norte-americanos apoiaram a divulgação do conceito em conferências e suportaram o registo da patente nos EUA. Um terceiro elemento deverá financiar, em breve, a produção do primeiro protótipo, revela um comunicado da UMinho.

O novo motor, “Hyper4 High Efficiency Engine”, é mais leve e compacto, permitindo o desenho de um ciclo termodinâmico sobrexpandido, algo que Jorge Martins estuda há 15 anos.
 
A maior eficiência está em redirecionar a energia desperdiçada num motor convencional, tanto em gases quentes de escape como no arrefecimento do radiador. Assim, este motor alia várias estratégias de aumento de rendimento, como combustão a volume constante, taxa de compressão variável, sobrexpansão e regeneração interna.
 
Os investigadores confiam que o novo conceito de motor seja comprovado em protótipo em termos da sua eficiência e das prestações, para depois singrar no ramo automóvel ou em outras aplicações estacionárias como geradores, cortadores de relva ou drones.
 
Os investigadores afirmam que “desde que haja aceitação dos principais agentes industriais” não há razão para o projeto falhar.



>>>> http://boasnoticias.pt/noticias_Investigadores-da-UMinho-patenteiam-motor-inovador_24826.html?page=0
 
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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #603 em: Dezembro 22, 2016, 07:10:12 pm »
Português inventa alternativa às lombas na estrada


O projeto Vehicle Energy Efficient Extractor (Venex) é uma espécie de “tapete” de 40 metros que promete desacelerar os automóveis sem causar desconforto ao condutor ou danos no veículo.

O projeto, apresentado por Francisco Duarte, aluno de doutoramento em Sistemas de Transportes do Programa MIT Portugal na Universidade de Coimbra, venceu Prémio Inovação em Segurança Rodoviária 2016, promovido pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela BP Portugal.

Francisco Duarte propõe um sistema de redução de velocidade “que induz a desaceleração dos veículos sem causar desconforto para os automobilistas, danos para os veículos e sem causar ruído, queixas habitualmente atribuídas às habituais lombas redutoras de velocidade (LRV)”, anunciou o MIT Portugal em comunicado.

“Prevê-se que os ensaios laboratoriais decorram no início do próximo ano e que o projeto-piloto seja implementado no segundo semestre de 2017″, adiantou.

Designado Vehicle Energy Efficient Extractor (VENEX), o protótipo “funciona como uma espécie de tapete que é colocado no pavimento e reduz de forma ativa a velocidade de circulação dos veículos através da extração de energia cinética, com um impacto mínimo sobre as viaturas”, ao contrário das LRV.

“O sistema absorve a energia do veículo e fá-lo desacelerar de forma segura, sem ruído e sem que seja sentido pelo condutor. Deste modo, os condutores que circularem dentro dos limites legais definidos não serão penalizados, sendo retirada a energia em função da necessidade do local”, segundo a filial portuguesa do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Em substituição das lombas, a redução de velocidade passa a resultar da “extração energética do veículo, sem qualquer ação do condutor, ao invés de funcionar por indução de desconforto dos ocupantes do veículo, o que provoca frequentemente danos nos automóveis e lesões nos passageiros”, devido ao impacto.

“Ao atuar diretamente sobre as viaturas, esta solução poderá ser eficaz em diversos locais, como na imediação de passadeiras, cruzamentos, rotundas, zonas residenciais, escolares e hospitalares, entre outras áreas onde se pretenda controlar de forma eficaz a velocidade”, salienta a nota.

O prémio Inovação Segurança Rodoviária é uma iniciativa do ACP, em parceria com a BP Portugal, o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e a Agência Nacional de Inovação. O montante de 10 mil euros concedido a Francisco Duarte será investido no desenvolvimento do protótipo.


>>>>  http://www.autoportal.iol.pt/noticias/geral/portugues-inventa-alternativa-as-lombas/
 

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Marinha Americana financia projecto do INESC TEC
« Responder #604 em: Janeiro 14, 2017, 10:59:54 pm »
Citação de: Eunice Oliveira
O INESC TEC vai estudar novos algoritmos que permitam monitorizar múltiplos objectos, em condições extremas de luminosidade. A análise de imagens, utilizando técnicas de visão por computador, é essencial para algumas áreas do Gabinete de Investigação Naval dos Estados Unidos da América (ONRG – Office of Naval Research Global), entidade que vai financiar o projecto.

«A obtenção de informações precisas e confiáveis através da análise de imagens é muito importante, nomeadamente na área dos sistemas autónomos e não tripulados», refere Maximino Bessa, investigador do INESC TEC e professor na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Estes sistemas precisam de ser operados numa ampla variedade de condições de iluminação. Muitas vezes as imagens são recolhidas em situações extremas de luz onde podem existir múltiplos objectos em situações de iluminação muito distintas. «Por exemplo, um objecto pode estar numa área muito escura (numa sombra), enquanto outro pode estar numa área muito brilhante (sob o brilho do sol)», explica o investigador.

Trata-se da primeira vez que o INESC TEC consegue aprovação de um projecto com a ONR, que faz parte do Departamento da Marinha do Governo dos Estados Unidos da América e tem como objectivo coordenar, executar e promover os programas e ciência e tecnologia da USN e do USMC.

Além do INESC TEC, que coordena o projecto, participam também a UTAD e a Universidade de Warwick.  O projecto tem a duração de dois anos.
Fonte: https://noticias.up.pt/marinha-americana-financia-projeto-do-inesc-tec/

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #605 em: Fevereiro 08, 2017, 04:08:22 pm »
Esta já é de 1 de Fevereiro

Citar
Back in 2012, Jaime Jorge did something few of his Portuguese compatriots ever did: He turned down a job at Google in London. Jorge, then a 24-year-old software developer, chose to start his own enterprise instead. Five years later, Codacy, the company he co-founded with Joao Caxaria, uses algorithms to automatically correct mistakes in software code for scores of businesses worldwide, including PayPal and Adobe.

They’ve never looked back. “Instead of working 18 hours a day for someone else, we did this cool project for ourselves,” Jorge says at a cafe in Baixa, Lisbon’s historic district. “We had an alternative.”   continua

https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-02-01/portugal-once-launched-ships-now-it-launches-startups
 
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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #606 em: Fevereiro 20, 2017, 01:27:41 pm »
Coimbra testa robôs para ajudar idosos


 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #607 em: Maio 24, 2017, 11:31:26 am »
Orgulho em fazer pate desta equip
Fundilusa

A história desta empresa
« Última modificação: Maio 24, 2017, 11:41:50 am por ICE 1A+ »
 
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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #608 em: Junho 28, 2017, 01:03:17 am »
Cientistas do Porto inventam máquina que lava loiça em seis minutos com ultrassons


A Silampos, empresa que criou a primeira panela de pressão em Portugal, desafiou cientistas do Politécnico do Porto a inventar uma máquina especial que lava a loiça em meia dúzia de minutos, recorrendo à tecnologia de ultrassons e eletrónica.

Depois de produzir na década de 60 do século XX a primeira panela de pressão em Portugal, a Pequena e Média Empresa (PME) portuguesa Silampos, fundada em 1951, em Cesar, no concelho de Oliveira de Azeméis, prepara-se agora para voltar a "revolucionar a forma de cozinhar" e de "viver a cozinha", com uma máquina para lavar a loiça com recurso a inovação disruptiva, avançou hoje à Lusa Rui Coutinho, coordenador da Porto Design Factory, um evento que arranca no Porto na próxima quinta-feira, dia 29, para revelar projetos inovadores que devem entrar no mercado na próxima década.

Segundo Rui Coutinho, uma equipa multidisciplinar composta por estudantes do Politécnico do Porto, que trabalhou durante dez meses num contexto de pós-graduação em inovação de produtos e serviços, em parceria com uma universidade da Califórnia (EUA), conseguiu desenvolver uma "solução de lavagem de loiça a partir de técnicas relacionadas com ultrassons e com eletrónica" que permite reduzir "substancialmente o tempo de lavagem da loiça, melhorar esse processo, torná-lo mais ecológico, poupando água e retirar todo e qualquer detergente químico".

"Se imaginarmos uma família de duas pessoas, que tipicamente demorará uma semana a conseguir encher a máquina de lavar (...), ela passa a ter uma solução que permite lavar entre três a seis minutos toda a loiça de um jantar de forma ecológica, mais sustentável, mais rápida e mais económica", explica.

Simultaneamente, a recente criação tecnológica, denominada de Piavo, vai permitir que a tecnologia seja "acoplada a qualquer banca de qualquer cozinha" ou que as bancas das cozinhas sejam desenvolvidas "em função da dimensão do agregado familiar", acrescentou Rui Coutinho.

O Piavo, novo sistema de limpeza, "rápido, eficaz e preciso que limpa os utensílios de cozinha entre três a 12 minutos, baseia-se em "inovação disruptiva", ou seja, a inovação utiliza tecnologias que já existem em indústrias adjacentes, como a técnica de ultrassons que existe em laboratórios e hospitais, transpondo essa inovação para contextos menos "habituais" ou "menos previsíveis", concluiu aquele especialista do Politécnico do Porto.

A Porto Design Factory, uma plataforma experimental do Instituto Politécnico do Porto que iniciou trabalhos em 2013, arranca esta quinta-feira no Porto, e até sexta-feira vai mostrar vários projetos desenvolvidos pelos alunos do Politécnico do Porto, em parceria com universidades internacionais, designadamente projetos para empresas como a Sonae MC, Ikea Industry ou Sport Zone.

O conceito de 'Factory' (fábrica, em português) no Porto, surge depois de se ter começado na Finlândia, e ter chegado a Shangai (China), Melbourne (Austrália) e Santiago (Chile).

Para sexta-feira, pelas 16:00 está prevista a visita do ministro da Ciência e do Ensino Superior, Manuel Heitor, informou hoje o Politécnico do Porto.


>>>>>>  http://www.dn.pt/sociedade/interior/cientistas-do-porto-inventam-maquina-que-lava-loica-em-seis-minutos-com-ultrassons-8595335.html
 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #609 em: Julho 10, 2017, 10:03:32 pm »
Testes em ambiente real da weecoat07
Fundilusa
 :G-beer2:

Nanotecnologia com resultados macro!!!!
Seguem os testes
« Última modificação: Julho 10, 2017, 10:08:36 pm por ICE 1A+ »
 
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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #610 em: Julho 21, 2017, 02:20:07 pm »
Estudantes da Universidade de Aveiro desenvolvem robô para ajudar Proteção Civil




Num cenário de catástrofe porquê arriscar a vida no reconhecimento do interior de um edifício desmoronado? A solução é um robô capaz de entrar nos escombros, mapear em três dimensões o espaço, detetar focos de incêndio e medir a temperatura, humidade e monóxido de carbono e, em tempo real, enviar os dados para o exterior. Pequeno e autónomo, o robô desenvolvido por um grupo de estudantes de Engenharia Electrónica e Telecomunicações da Universidade de Aveiro (UA) quer ser uma preciosa ajuda quando todos os minutos são essenciais para salvar vidas.

Projetado por 15 estudantes do Mestrado Integrado em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações, no âmbito da unidade curricular de Projeto em Engenharia Electrotécnica lecionada pelo docente Nuno Borges CArvalho, o robô já está em fase de protótipo e à espera de todos os apoios para, no futuro, ser fundamental no trabalho da Proteção Civil. Para tal, os estudantes têm já delineado a HART – Human Aid Robotic Technologies, uma empresa que, quando nascer, vai dar suporte ao desenvolvimento e comercialização do robô.

Projeto único num mercado onde abundam soluções voltadas essencialmente para ambientes militares e que fazem uso das câmaras apenas para recolha de imagens, o robô tem também por novidade a capacidade de dispensar um operador já que, apontam os estudantes do Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática, na fase final de desenvolvimento o robô vai ser capaz de se mover e adquirir informação de forma autónoma.

Com 1,5 quilogramas e 23 por 28 centímetros, o robô pode facilmente ser usado em todos os cenários que necessitem de medir condições ambientais e em que a obtenção de um modelo tridimensional possa ser útil. Nestes cenários os estudantes incluem incêndios, colapsos parciais, grutas, demolições e operações de reconhecimento, busca e salvamento. O robô pode ainda ser usado para ajudar na avaliação da integridade e extensão de danos num edifício afetado por um sinistro.

Do interior dos escombros o robô conseguirá informar sobre a temperatura, humidade, concentração de monóxido de carbono e presença de focos de incêndio. Será ainda possível visualizar um modelo tridimensional do espaço onde o robô se encontra.

Todos estes dados serão disponibilizados em tempo real às equipas de salvamento através de uma aplicação de computador criada para o efeito, onde a informação é apresentada de forma clara, simples e concisa, para acelerar o processo de análise e tomada de decisões.

Nesta fase de desenvolvimento, apontam os estudantes, o robô já consegue fazer a sensorização do ambiente e gerar o respetivo modelo 3D. Dentro em breve, será a vez da implementação da capacidade de adquirir e sobrepor vários modelos 3D e da instalação do movimento autónomo. Depois disso estará pronto a entrar em ação.


>>>>>  http://boasnoticias.pt/investigacao-do-departamento-eletronica-telecomunicacoes-informatica/
 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #611 em: Agosto 01, 2017, 07:30:22 pm »
Drone lusófono até refeições quentes entrega


 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #612 em: Agosto 16, 2017, 03:27:06 pm »
Aterrar em Marte pela mão de uma empresa de Lisboa





Criada há 11 anos, quando o espaço era ainda embrionário no país, a empresa Spinworks criou um sistema mais preciso para descer noutros planetas

Dentro de três semanas, Francisco Câmara, João Oliveira e Tiago Hormigo mudam-se com os computadores e um drone todo equipado com câmaras de vídeo e vários sistemas eletrónicos para uma pedreira perto de Alenquer. Será ali, no meio do nada, num terreno desativado que eles próprios estão agora a preparar, para que se pareça com uma paisagem marciana no arranjo das rochas, que vão fazer a primeira grande prova de fogo da sua nova tecnologia espacial.

Trata-se de um sistema de deteção e desvio de obstáculos em tempo real para uma aterragem de precisão em Marte - que também pode ser usado em missões à Lua, a cometas ou a asteroides -, que a sua empresa, a Spinworks, sediada em Lisboa, desenvolveu nos últimos dois anos para a ESA, a agência espacial europeia.

Neste momento, já está tudo mais do que testado no computador - e a funcionar sem falhas. Na fase final da aterragem em Marte, que tem uma atmosfera muito rarefeita e uma gravidade cerca de três vezes menor do que a Terra, tudo acontece muito depressa: dos 400 metros de altitude até ao solo são apenas 30 segundos. Nessa descida alucinante, o software tem apenas dez segundos para avaliar o risco do local em que a nave vai descer: é o tempo de detetar um eventual obstáculo e ainda ter margem de manobra para um desvio rumo a um sítio seguro. Neste momento, o sistema que os jovens engenheiros da Spinworks desenvolveram já consegue fazê-lo em modo virtual. Num ecrã gigante, na parede, Francisco Câmara, um dos líderes do projeto, com João Oliveira e Tiago Hormigo, projeta o filme de uma das muitas simulações feitas. Visto de cima para baixo, lá está o terreno rugoso virtual a aproximar-se. Ao lado, aquela mesma zona da "superfície marciana" surge pintada a duas cores - a verde estão as áreas seguras para pousar, a vermelho as perigosas.

Subitamente, o sistema percebe que o ponto escolhido para a aterragem se encontra na zona vermelha - porque há uma rocha no caminho, ou uma cova -, e então aciona os comandos para dirigir a "nave" para a parte verde, onde por fim aterra em segurança.

O algoritmo que comanda a descida está a correr sem falhas e no tempo certo: as imagens da câmara chegam a cada décimo de segundo, como previsto, e são combinadas com as de um LiDAR, um sistema de varrimento de laser que lê o relevo, e tudo é processado em tempo real, de forma que a nave pode salvar-se a tempo de uma aterragem desastrosa.

"Com o LIDAR temos um nível de precisão do relevo da ordem dos seis centímetros, muito mais preciso do que todos os outros sistemas existentes", diz Francisco Câmara, sublinhando que este tem uma taxa de sucesso acima dos 99% numa aterragem em Marte. Atualmente, pousar no Planeta Vermelho tem taxas de sucesso de apenas 80%, dado que não há ainda nenhum sistema de aterragem deste tipo - outros grupos, além da Spinworks, estão a trabalhar nisso, na Europa e nos Estados Unidos.

Falta agora a prova dos nove, no terreno, o que vai ser feito na tal pedreira, com uma série de testes, ou seja, de aterragens, com um drone que a própria equipa construiu e equipou com a sua tecnologia. E, para que tudo se assemelhe ao que acontece com a descida de uma sonda no Planeta Vermelho, o drone tem de estar a uma altitude de cem metros no momento em que inicia a manobra de aterragem.

"Temos de fazer pelo menos mil descidas, em diferentes pontos e a horas distintas do dia, para no final termos uma estatística robusta", explica Francisco Câmara. Num projeto deste tipo, "não pode haver mais de um por cento de aterragens falhadas", resume.

A campanha seguinte também já está marcada: será em novembro, em Marrocos, num vasto terreno de solo avermelhado, pedregoso e muito "marciano", já preparado para isso mesmo. É ali que decorrem muitos dos derradeiros testes de veículos e tecnologias de missões a Marte.

Se tudo correr bem, como a equipa da Spinworks espera, em janeiro o projeto estará concluído e entregue à ESA. Até lá, ultimam-se detalhes - e respira-se confiança.

Seis jovens, uma empresa e o sonho de voar alto

No princípio eram seis, todos jovens de 20 e poucos anos, todos saídos do Instituto Superior Técnico, da área da Engenharia Aerospacial, todos com alguns anos de experiência no estrangeiro, na ESA, ou empresas de referência, como a Airbus. "Quando entrámos no Técnico não havia indústria aerospacial em Portugal", lembra Tiago Hormigo, que trabalhou no centro de controlo da ESA, em Darmstadt, na Alemanha, e foi um dos fundadores da Spinworks, em janeiro de 2006. A temporada lá fora, "a trabalhar no que de melhor se fazia na Europa na área do espaço, logo à saída do curso", fez toda a diferença. "Isso galvanizou-nos", recorda Tiago Hormigo. E a possibilidade de criar uma empresa em Portugal acabou por surgir com naturalidade. Hoje a Spinworks tem 19 engenheiros e investigadores e de projeto em projeto, todos ganhos em concursos internacionais e competitivos, nomeadamente no âmbito da ESA, a equipa cresceu, ganhou know-how e desenvolveu tecnologia própria e competitiva, como a do sistema de aterragem de precisão noutros planetas.

Do espaço para a Terra, há novas aplicações

O primeiro projeto que a Spinworks ganhou, logo em 2007, no valor de um milhão de euros, foi a produção de antenas para o Galileo, o sistema europeu de navegação por satélite. "Não foi fácil, porque só recebíamos a verba depois de entregar as antenas, mas foi um sucesso", lembra Tiago Hormigo. Isso foi decisivo para se abalançarem a novos concursos, nomeadamente da ESA. E nessa altura começou a desenhar-se o caminho para esta nova tecnologia de deteção e desvio de obstáculos para aterragem de precisão. "Achámos que valia a pena investir nesta tecnologia", conta Francisco Câmara. Logo em janeiro de 2007 ganharam um projeto da ESA para desenvolver um sistema desse tipo para a missão Next Lunar Lander, que acabou por ser cancelada. Mas o conhecimento ficou e voltou a servir de trampolim para a diversificação de outras aplicações, também terrestres, como o apoio à agricultura e silvicultura, com drones e imagem em tempo real. "Desenvolvemos os nossos próprios drones para isso e prestamos serviços a agricultores e produtores florestais", diz Francisco Câmara.


>>>> http://www.dn.pt/sociedade/interior/aterrar-em-marte-pela-mao-de-uma-empresa-de-lisboa-8707757.html
 

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #613 em: Setembro 08, 2017, 05:14:48 pm »
Avaliador da Yupido diz que viu a “televisão revolucionária”. E lembrou-se de Steve Jobs

O revisor oficial de contas que avaliou o aumento de capital da Yupido ficou "maravilhado" com a "televisão" que lhe mostraram. E, perante um "bem desta envergadura", diz que se lembrou de Steve Jobs.


"A missão da Yupido é dar aos seus clientes a infraestrutura e o apoio que precisam para operar com menos custos e maior eficiência", escreve a empresa

António José Alves da Silva, o revisor oficial de contas (ROC) que comprovou que a Yupido valia 28,8 mil milhões de euros no último aumento de capital da empresa, disse ao Observador que, quando viu a imagem da “televisão” que os fundadores e um grupo de técnicos lhe mostraram, lembrou-se logo de Steve Jobs. Não tem dúvidas de que vai “revolucionar o sistema”.

O ROC tem mais de 50 anos de carreira, é consultor da sociedade de advogados Rogério Fernandes Ferreira & Associados e é reconhecido pelos seus pares como um dos profissionais mais respeitados da área. Ao Observador, explicou que foi contactado apenas para fazer a avaliação do bem, mas que não podia revelar “os caminhos que seguiu para chegar aos 28,8 mil milhões” porque tinha assinado um compromisso profissional de sigilo.

“Reuni com algumas pessoas, os responsáveis pela empresa e alguns técnicos. Vi a imagem da televisão e pouco mais. Não sou nenhum técnico especializado, mas fiquei maravilhado“, refere. Segundo o que foi avançado pelo Eco, Alves da Silva escreveu no relatório que o bem era uma “plataforma digital inovadora de armazenamento, proteção, distribuição e divulgação de todo o tipo de conteúdo media” e que se destacava “pelos algoritmos que a constituem”.

No relatório consultado pelo Eco, o ROC assume que era da sua “responsabilidade a razoabilidade de avaliação do direito intangível em causa”. Ao Observador, Alves da Silva diz que três anos depois está “completamente confortável” com o valor que deu à “televisão” e reiterou o que também já tinha escrito no relatório: que o valor real podia ser ainda maior.

Questionado pelo Observador se estava habituado a avaliar bens tecnológicos, admitiu que “desta envergadura não”, mas que tem um currículo profissional com centenas de relatórios de avaliação a bens que entravam para as empresas como capital. E demarcou-se das restantes contas da empresa (em 2016 os prejuízos são superiores a 21 mil euros), dizendo que o único serviço que prestou à Yupido foi a avaliação do relatório.
O “Senador da Fiscalidade”

Os aumentos de capital de uma empresa devem ser objeto de um relatório elaborado por um ROC, designado por deliberação dos sócios. Nos dois anos seguintes, este ROC não pode exercer quaisquer cargos ou funções profissionais na sociedade que, neste caso, é a Yupido.

António José Alves da Silva foi reconhecido como “Senador da Fiscalidade” pelo Instituto de Direito Económico Financeiro e Fiscal e pela Revista de Finanças Públicas e Direito Fiscal, numa sessão onde foi orador o então ministro da Saúde Paulo Macedo. E também foi presidente da Sociedade Portuguesa de Contabilidade e do Conselho Técnico da Câmara dos Técnicos de Contas.



A 20 de julho de 2015, Cláudia Sofia Pereira Alves, Torcato André Jorge Claridade da Silva, Filipe Antunes Besugo e os advogados da Pares Advogados Tiago André Rodrigues Gama e Sofia Cristina Asseiceiro Marques Ferreira constituíram a Yupido S.A, uma empresa de consultoria que é uma espécie de faz tudo da era digital, com um capital inicial de 243 milhões de euros. A sede da empresa é na Rua Tomás da Fonseca, Torre G.1, 1º andar, em São Domingos de Benfica, mas não há lá ninguém a trabalhar.

O Observador apurou que algumas das reuniões de trabalho que os fundadores da Yupido tinham com pessoas externas à empresa aconteciam num apartamento na zona de Telheiras. Esta quinta-feira, bateu à porta do escritório e, apesar de ter ouvido ruído e de alguém ter aberto o “olho mágico”, que permite ver quem está do lado de lá da porta, ninguém respondeu. Os jornalistas do Observador confrontaram os vizinhos com as fotografias de Torcato Jorge e Filipe Besugo, que confirmaram a identidade dos jovens.

De acordo com o que foi avançado pelo Expresso, Francisco Mendes, porta-voz da empresa, diz que “o capital tem por base uma operação global”, que a empresa trabalha “em tecnologias de informação” e que “está a preparar plataformas que visam servir pessoas e empresas” e que os primeiros serviços seriam “lançados para o ano”. A mesma publicação avança que a Polícia Judiciária já está a “analisar” a empresa.

O relatório e contas da Yupido em 2016 aponta para prejuízos de 21.570 euros e depósitos à ordem em bancos no valor de 243 milhões — o valor do capital social inicial da empresa. Não há registo de pagamentos a funcionários ou a sócios. Não há vendas. Não há, até à data, registo de que a Yupido tenha colaboradores.

Lê-se no relatório que foi emitida uma certificação legal “sem reservas” das contas da empresa, mas esse documento — que comprova a veracidade desta informação –, não está anexado ao relatório. O Observador apurou que não foi emitido qualquer relatório pela parte do ROC, porque o auditor não “estava satisfeito com a informação que foi dada” para justificar o aumento de capital da empresa.

http://observador.pt/2017/09/08/avaliador-da-yupido-diz-que-viu-a-televisao-revolucionaria-e-lembrou-se-de-steve-jobs/
https://www.yupido.com/company-info.php

Realmente uma notícia fora do normal. Uma empresa criada em 2015, sem funcionários nem negócios até ao momento é avaliada por um ROC em 29 mil milhões de euros! É a empresa mais valiosa do país!!!!! Nem a Galp chega aos calcanhares!
Como dizem nos comentários, secalhar sentaram o senhor (o ROC que avaliou o aumento de capital) já com certa idade à frente de uma TV 4K e curva e ele ficou maravilhado!!!!
 
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Lusitano89

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Re: Tecnologia Portuguesa
« Responder #614 em: Novembro 05, 2017, 03:30:10 pm »
Uma boia telecomandada por qualquer um. Mesmo que não saiba nadar





Tecnologia e produção portuguesa, a boia salva-vidas U-Safe consegue salvar com rapidez, em qualquer condição de mar e sem colocar em risco quem está a salvar. Que pode ser uma criança ou alguém que não saiba nadar. Basta saber teleguiar com o comando. As boias nacionais vão estar na próxima edição da Volvo Ocean Race.

Questão prévia: não se trata de uma brincadeira para crianças nem é um brinquedo para adultos que não largam a criança que têm dentro deles. Também não há espaço para brincadeiras. O assunto é sério. Trata-se de salvar vidas no mar.

A Noras Performance criou, patenteou, desenvolve e já começou a produzir a boia salva-vidas U-Safe, um equipamento telecomandado que permite socorrer um náufrago à distância, em qualquer condição de mar, rapidamente e sem colocar em risco a vida de quem está a salvar. Três características diferenciadoras a que se acrescenta outra. “Qualquer criança ou qualquer pessoa que não tenha capacidade técnica para salvar alguém consegue utilizar”. Para tal, “basta atirar a boia para a água e está pronta a funcionar”, garante Jorge Noras, presidente da empresa, empresário e inventor. Para tal, há um joystick (comando) que se assemelha a qualquer um utilizado nas consolas de jogos ou nos comandos de carros telecomandado, aviões ou mesmo drones.

A U-Safe foi concebida em forma de U, facilitando, desta forma, a navegação. “As faces são assimétricas, aspiráveis nas duas faces e mesmo que sofra capotamento continua a funcionar”, explicou Jorge Noras durante a apresentação do acordo de parceria tecnológica com a organização da Volvo Ocean Race, em que a empresa sedeada em Torres Vedras irá fornecer esta tecnologia de salvamento às equipas participantes da próxima edição da regata à volta do mundo, em 2020.

“Pesa 8 kg e consegue transportar até 200 kg”, descreveu. E atinge uma velocidade de “15 nós”. A tecnologia é 100% portuguesa. “É tudo feito em Portugal à exceção do motor que, no entanto, foi desenhado e pensado por mim”, sublinhou durante uma demonstração que decorreu na Doca de Pedrouços e que contou com a participação dos Escuteiros Marítimos de Belém.

A bateria carrega “por indução”. Ou seja, é carregada por ondas magnéticas, não tem ficha elétrica (por causa da água) e basta pousar num suporte que, esse sim, tem de estar ligado. “Tem uma autonomia de 40 minutos, está patenteada para esse tempo embora já consiga mais minutos”, garantiu. Por agora demora “10 horas a carregar”, embora Jorge Noras adiante que está a desenvolver um novo modelo para encurtar esse tempo de carregamento. Em desenvolvimento está também um “suporte fixo com painel solar associado”.

6 anos para ver o sonho concretizado

Da ideia, à patente, à execução e à produção “foi um caminho de 6 anos”, resumiu o empresário Jorge Noras. Comercializada a partir de janeiro de 2018, a um preço de 6 mil euros, o objetivo inicial é vender “2500 boias” adiantou Eduardo Filipe, General Manager da Noras performance, números que deverão “triplicar”, garante. “Temos distribuidores de mais de 100 países interessados”.

Tendo com público-alvo os “profissionais da busca e salvamento pelo mundo, marinhas, iates, cruzeiros e pequenos navios”, este responsável deixa a promessa de desenvolver uma outra boia “para ser massificada, a preço mais acessível e com as mesmas caraterísticas”, avançou.

E porque “há mar e mar, há ir e voltar”, frase imortalizada por Alexandre O’Neill, os avanços tecnológicos não podem parar e Jorge Noras sabe disso. “Estou a estudar uma boia para ser utilizada em zonas de tubarões (África do Sul e Austrália)” e uma outra para ser “montada na popa dos barcos com dispositivo suspenso. E quando alguém cai à água, a boia deteta, solta-se e vai ter sozinha com a pessoa (através de um sistema de GPS instalado na boia e utilizado pela pessoa)”, avançou. “Pode ser a próxima novidade na edição futura da Volvo Ocean Race”, rematou.


>>>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/uma-boia-telecomandada-por-qualquer-um-mesmo-que-nao-saiba-nadar
 

 

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