MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses

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Charlie Jaguar

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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #585 em: Junho 06, 2017, 05:53:47 pm »
Estive a ler a Jane's Navy International deste mês com o artigo de fundo dedicado à modernização da Armada Portuguesa da autoria da jornalista Kate Tringham, e embora extenso não há grandes novidades anunciadas por parte do principal entrevistado, o Vice-Almirante Mendes Calado. Assim sendo temos em resumo o seguinte e a nível de meios:

- Modernização das fragatas da classe BD: na linha da holandesa e belga, ou seja, instalação de um novo sistema de gestão em combate e guerra electrónica, modernização do sonar, do CIWS Goalkeeper e do sistema Harpoon. O sistema de lançamento de torpedos será também alvo de um upgrade, passando do Mk.46 Mod. 5 actual para o Mk.54 que é mais eficaz em águas litorais, enquanto o Sea Sparrow será substituído pelo ESSM. A Bartolomeu Dias deverá iniciar o seu MLU no próximo ano, com a duração de 15 meses, seguida pela D. Francisco de Almeida em 2019.

- Modernização das fragatas da classe VdG: Começarão a sua modernização após estar terminada as da classe BD. Assumidamente de cariz mais modesto devido a constrangimentos de razão orçamental, irão todavia receber um novo sistema integrado de comunicações e uma nova plataforma integrada de gestão de sistemas. A modernização dos sistemas de combate ainda está em discussão, mas é certo que não receberão nem ESSM, nem Harpoon Block II ao contrário das BD.

- Corvetas e NPO's: a última das 3 corvetas sobreviventes da classe Baptista de Andrade deverá ser retirada em 2020. Segundo é avançado no artigo, a Marinha tem a intenção de até 2029 poder contar com 10 NPO, sendo que existe um grupo de trabalho que em conjunto com os estaleiros da West Sea quer simplificar o programa de construção destes navios para que se tornem menos caros já que a nível de celeridade o programa entrou agora nos eixos. "Do 5º ao 10º navio tentaremos agilizar o processo de forma a que a construção se torne mais económica, com base em tudo aquilo que aprendemos com os primeiros navios".

- Stanflex 300 ou classe Tejo: 3 navios entrarão ao serviço este ano, com o quinto e último em 2018. O Vice-Almirante enaltece que são excelentes e robustos, usados inclusivamente em combate no Líbano pela Dinamarca, mas que em Portugal a abordagem é diferente e que os navios serão utilizados somente para patrulha, vigilância costeira e fiscalização pesqueira.

- Submarinos: Mendes Calado afirma à Jane's que a opção pela aquisição de uma terceira unidade 209PN permanece em aberto, mas que não vê a Marinha num futuro próximo a exercer essa opção devido às restrições financeiras sobejamente conhecidas. A grande revisão de que está a ser alvo o Tridente em Kiel desde Janeiro deverá durar até aos primeiros meses do próximo ano, sendo que após a sua chegada o Arpão fará o mesmo mas já no Arsenal do Alfeite. A Marinha aponta que ambas as embarcações deverão sofrer um extenso upgrade no período compreendido entre 2022 e 2025.

- Bérrio: estudos em curso para a sua possível substituição entre 2021 e 2022. Com várias Marinhas europeias igualmente em processo de renovação das suas frotas, a Armada tem estado a analisar vários programas dos seus congéneres e a espreitar a oportunidade de poder participar num deles. Para esse efeito estão em curso conversações com a Royal Navy e Marinhas da Alemanha, Espanha e Holanda. A ambição é adquirir um navio novo, e para isso a Marinha tentará aumentar as verbas para este programa em específico aquando da revisão da LPM no próximo ano. A aquisição de um navio em segunda-mão não está posta de parte, porém a intenção principal revelada pelo Vice-Almirante Mendes Calado é poder ter ao dispor um navio novo, navio esse com um deslocamento máximo na ordem das 15.000, 16.000 toneladas, tripulação reduzida, convés de voo e a possibilidade de poder apoiar a projecção de fuzileiros em operações especiais. O Vice-Almirante afirma que o substituto do Bérrio também deverá ter a possibilidade de dar auxílio em caso de catástrofes naturais ou missões de cariz humanitário.

- LPD: continua a haver firme intenção na aquisição/obtenção de uma plataforma deste género, apesar de para já tal se encontrar em banho-maria pelos motivos conhecidos. Poderá ser construído em Portugal e a ambição ajustada ao orçamento disponível ou de novo nos virarmos para uma opção em segunda-mão como o Siroco em 2015, mas só entre as décadas de 2020 e 2030 é que será mais crível esse passo. A propósito do Siroco, Mendes Calado refere que a incompatibilidade do hardware militar em uso em Portugal, incluindo os EH-101 da FAP, foi o factor que ditou o parecer negativo à sua aquisição.

- Super Lynx: embora seja referido que o plano inicial era a aquisição de 7 a 8 helicópteros, as verbas para tal nunca foram disponibilizadas e os 5 que existem serão os 5 que estarão ao serviço até pelo menos 2030. O primeiro aparelho começará a modernização já este mês nas instalações da Leonardo Helicopters em Yeovil, Inglaterra, sendo reentregue à Armada em 2019, e que de acordo com o contrato assinado todos deverão estar de novo ao serviço até 2021. O MLU dos Super Lynx será feito em paralelo com o das fragatas, e Mendes Calado adianta que apesar do seu uso intensivo as aeronaves não tiveram qualquer acidente ao longo dos 24 anos de serviço, e que o quadro de tripulações de voo e de terra é excelente ao ponto de no início de 2017 terem havido períodos em que 4 helicópteros se encontravam operacionais em simultâneo, embora a média seja de 2.8. O upgrade em si dos Super Lynx consistirá na substituição dos motores originais Rolls-Royce Gem 42 pelos LHTEC CTS-800-4N, a instalação de um novo glass cockpit com 3 mostradores multifunções, novos sistemas de navegação e um novo guincho eléctrico de resgate.

 ;)

« Última modificação: Junho 08, 2017, 01:03:56 pm por Charlie Jaguar »
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

         "PER ASPERA AD ASTRA"
               (Por Caminhos Árduos, Até Às Estrelas)
 
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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #586 em: Junho 06, 2017, 10:19:11 pm »
Estive a ler Jane's Navy International deste mês com o artigo de fundo dedicado à modernização da Armada Portuguesa da autoria da jornalista Kate Tringham, e embora extenso não há grandes novidades anunciadas por parte do principal entrevistado, o Vice-Almirante Mendes Calado. Assim sendo temos em resumo o seguinte e a nível de meios:

- Modernização das fragatas da classe BD: na linha da holandesa e belga, ou seja, instalação de um novo sistema de gestão em combate e guerra electrónica, modernização do sonar, do CIWS Goalkeeper e do sistema Harpoon. O sistema de lançamento de torpedos será também alvo de um upgrade, passando do Mk.46 Mod. 5 actual para o Mk.54 que é mais eficaz em águas litorais, enquanto o Sea Sparrow será substituído pelo ESSM. A Bartolomeu Dias deverá iniciar o seu MLU no próximo ano, com a duração de 15 meses, seguida pela Francisco de Almeida em 2019.

- Modernização das fragatas da classe VdG: Começarão a sua modernização após estar terminada as da classe BD. Assumidamente de cariz mais modesto devido a constrangimentos de razão orçamental, irão todavia receber um novo sistema integrado de comunicações e uma nova plataforma integrada de gestão de sistemas. A modernização dos sistemas de combate ainda está em discussão, mas é certo que não receberão nem ESSM, nem Harpoon Block II ao contrário das BD.

- Corvetas e NPO's: a última das 3 corvetas sobreviventes da classe Baptista de Andrade deverá ser retirada em 2020. Segundo é avançado no artigo, a Marinha tem a intenção de até 2029 poder contar com 10 NPO, sendo que existe um grupo de trabalho que em conjunto com os estaleiros da West Sea quer simplificar o programa de construção destes navios para que se tornem menos caros já que a nível de celeridade o programa entrou agora nos eixos. "Do 5º ao 10º navio tentaremos acelerar o processo de forma a que a construção se torne mais económica, com base em tudo aquilo que aprendemos com os primeiros navios".

- Stanflex 300 ou classe Tejo: 3 navios entrarão ao serviço este ano, com o quinto e último em 2018. O Vice-Almirante enaltece que são excelentes e robustos, usados inclusivamente em combate no Líbano pela Dinamarca, mas que em Portugal a abordagem é diferente e que os navios serão utilizados somente para patrulha, vigilância costeira e fiscalização pesqueira.

- Submarinos: Mendes Calado afirma à Jane's que a opção pela aquisição de uma terceira unidade 209PN permanece em aberto, mas que não vê a Marinha num futuro próximo a exercer essa opção devido às restrições financeiras sobejamente conhecidas. A grande revisão de que está a ser alvo o Tridente em Kiel desde Janeiro deverá durar até aos primeiros meses do próximo ano, sendo que após a sua chegada o Arpão fará o mesmo mas já no Arsenal do Alfeite. A Marinha aponta que ambas as embarcações deverão sofrer um extenso upgrade no período compreendido entre 2022 e 2025.

- Bérrio: estudos em curso para a sua possível substituição entre 2021 e 2022. Com várias Marinhas europeias igualmente em processo de renovação das suas frotas, a Armada tem estado a analisar vários programas dos seus congéneres e a espreitar a oportunidade de poder participar num deles. Para esse efeito estão em curso conversações com a Royal Navy e Marinhas da Alemanha, Espanha e Holanda. A ambição é adquirir um navio novo, e para isso a Marinha tentará aumentar as verbas para este programa em específico aquando da revisão da LPM no próximo ano. A aquisição de um navio em segunda-mão não está posta de parte, porém a intenção principal revelada pelo Vice-Almirante Mendes Calado é poder ter ao dispor um navio novo, navio esse com um deslocamento máximo na ordem das 15.000, 16.000 toneladas, tripulação reduzida, convés de voo e a possibilidade de poder apoiar a projecção de fuzileiros em operações especiais. O Vice-Almirante afirma que o substituto do Bérrio também deverá ter a possibilidade de dar auxílio em caso de catástrofes naturais ou missões de cariz humanitário.

- LPD: continua a haver firme intenção na aquisição/obtenção de uma plataforma deste género, apesar de para já tal se encontrar em banho-maria pelos motivos conhecidos. Poderá ser construído em Portugal e a ambição ajustada ao orçamento disponível ou de novo nos virarmos para uma opção em segunda-mão como o Siroco em 2015, mas só entre as décadas de 2020 e 2030 é que será mais crível esse passo. A propósito do Siroco, Mendes Calado refere que a incompatibilidade do hardware militar em uso em Portugal, incluindo os EH-101 da FAP, foi o factor que ditou o parecer negativo à sua aquisição.

- Super Lynx: embora seja referido que o plano inicial era a aquisição de 7 a 8 helicópteros, as verbas para tal nunca foram disponibilizadas e os 5 que existem serão os 5 que estarão ao serviço até pelo menos 2030. O primeiro aparelho começará a modernização já este mês nas instalações da Leonardo Helicopters em Yeovil, Inglaterra, sendo reentregue à Armada em 2019, e que de acordo com o contrato assinado todos deverão estar de novo ao serviço até 2021. O MLU dos Super Lynx será feito em paralelo com o das fragatas, e Mendes Calado adianta que apesar do seu uso intensivo as aeronaves não tiveram qualquer acidente ao longo dos 24 anos de serviço, e que o quadro de tripulações de voo e de terra é excelente ao ponto de no início de 2017 terem havido períodos em que 4 helicópteros se encontravam operacionais em simultâneo, embora a média seja de 2.8. O upgrade em si dos Super Lynx consistirá na substituição dos motores originais Rolls-Royce Gem 42 pelos LHTEC CTS-800-4N, a instalação de um novo glass cockpit com 3 mostradores multifunções, novos sistemas de navegação e um novo guincho eléctrico de resgate.

 ;)

CJ,

Acho muita fruta virmos a ter dez NPO's, a ser verdade, seria muitíssimo bom, que alguns desses futuros seis NPO's possuíssem mais valências que as quatro primeiras unidades;
Que a aquisição do AOR fosse uma realidade e se concretizasse o mais rápido possível de preferência ainda antes de 2022;
E que fosse possível adquirir o 3º Tridente ASAP;
Cinco Helis é muitíssimo pouco para a nossa MdG, oito a dez unidades seria o ideal, pelo menos oito !!

Abraços
« Última modificação: Junho 06, 2017, 10:27:35 pm por tenente »
 
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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #587 em: Junho 06, 2017, 10:26:02 pm »
Oh sim, 10 traineiras mais 4 fisgas ,duas fragatas e mais três a meio gás.....  Muito gostam dos NPO´s... se ainda fizessem umas corvetas daquilo.
 

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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #588 em: Junho 06, 2017, 10:30:00 pm »
Oh sim, 10 traineiras mais 4 fisgas ,duas fragatas e mais três a meio gás.....  Muito gostam dos NPO´s... se ainda fizessem umas corvetas daquilo.

CINCO FISGAS !!!!!!!!!!! :G-beer2: :G-beer2: :G-beer2: :G-beer2: :G-beer2:
Uma fortuna em elásticos.................. :nice: :nice: :nice: :nice: :nice:
 
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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #589 em: Junho 07, 2017, 01:16:59 am »
"Mendes Calado afirma à Jane's que a opção pela aquisição de uma terceira unidade 209PN permanece em aberto..."
A minha opção pela Charlize Theron também contínua em aberto.


 
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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #590 em: Junho 07, 2017, 04:46:24 am »
Por aquilo que o Charlie Jaguar nos fez o favor de compilar, o futuro da marinha é muito pouco auspicioso e muito sombrio. Senão vejamos:

As Bartolomeu Dias
Se seguirem a modernização feita pelos holandeses e belgas. Tal como eu já referi atrás, essa modernização foi efectuada como transitória até à chegada das fragatas substitutas que será em breve. E não como uma modernização para a utilização a longo prazo. O que vai suceder? Dentro de 5 anos as BD estarão obsoletas ao nível de sensores. Poderão ter os ESSM II e os Harpoon II mas o Smart-S, o sensor principal do navio é da década de 90 para não falar do LW08 é ainda do final da década de 80. Portanto mais uma trapalhada e muita incompetência "à portuguesa", nunca há mais meio de aprendermos.

As MEKO
Excelentes fragatas que sendo modernizadas convenientemente ficariam ainda um meio importante. Se vão só mudar os ecrans e o sistema de controlo e o resto fica como está. O seu valor militar ou naval é quase ZERO. Isto sim é que é desperdiçar recursos.

NPO
Insistir e continuar a fabricar este navio sem qualquer modernização ou evolução efectiva tal como foi concebido nos anos 90 é uma estupidez. Mas enfim este assunto, até falar dele já cheira mal.

Submarinos
Apesar de 2 ser muito pouco. São os únicos meios da marinha com valor militar e verdadeiramente dissuasor.

Stanflex
Já aqui falamos sobre esta aquisição e transformação absurda. Valor naval: ZERO
O Sr. Vice-Almirante como não tem nada de saliente ou importante para dizer sobre estes navios. Porque realmente eles não têm absolutamente nada. Argumenta que tiveram no Libano e que são excelentes navios e robustos (é o cartão de visita). A minha prima também é excelente e robusta.

Bérrio
Não é dito absolutamente nada de substantivo. Apenas mero processos de intenções e que andam a ver com outros países. Esta estória de andar a ver já é muito antiga. Há mais de 10 anos falavam que iam conjuntantamente com a Noruega partilhar o projecto do AOR. Os noruegueses estão prestes a receber o seu Aegir que vem da Coreia e nós andamos ainda a ver, a pensar, a estudar. O Sr. Vice-Almirante teve vergonha de dizer á Sra. da Jane´s que nós iamos deixar de ter essa valência e para fazer boa figura disse que estavam a pensar num novo. Foi só para não dar parte fraca.

LPD
Os EH101 têm as costas largas.

Os helis
Uma modernização sem contemplar a câmera FLIR. Um helicóptero naval da NATO sem este dispositivo é um absurdo. Toda a gente na NATO já despachou os Lynx e nós ainda vão apanhar com eles até 2035.

Resumindo:
Como já referi há pouco tempo atrás. Vamos ter uma Marinha com 2 submarinos e 2 fragatas para "inglês ver" e o resto é tudo "chaçaria".
« Última modificação: Junho 07, 2017, 04:49:15 am por Major Alvega »
 
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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #591 em: Junho 07, 2017, 11:53:33 am »
Tenho pena de não ter nada relativo a equipamento para os Fuzileiros, principalmente, uma nova espingarda.
 

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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #592 em: Junho 07, 2017, 02:35:48 pm »
Oh sim, 10 traineiras mais 4 fisgas ,duas fragatas e mais três a meio gás.....  Muito gostam dos NPO´s... se ainda fizessem umas corvetas daquilo.

CINCO FISGAS !!!!!!!!!!! :G-beer2: :G-beer2: :G-beer2: :G-beer2: :G-beer2:
Uma fortuna em elásticos.................. :nice: :nice: :nice: :nice: :nice:

Então a quinta não tinha sido comprada para peças!? Estava na ideia que a ultima Stanflex era só para peças.
 

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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #593 em: Junho 07, 2017, 02:47:19 pm »
Oh sim, 10 traineiras mais 4 fisgas ,duas fragatas e mais três a meio gás.....  Muito gostam dos NPO´s... se ainda fizessem umas corvetas daquilo.

CINCO FISGAS !!!!!!!!!!! :G-beer2: :G-beer2: :G-beer2: :G-beer2: :G-beer2:
Uma fortuna em elásticos.................. :nice: :nice: :nice: :nice: :nice:

Então a quinta não tinha sido comprada para peças!? Estava na ideia que a ultima Stanflex era só para peças.

Também eu mas quando li o artigo na Jane's fiquei a saber que é para entrar ao serviço !!!!
Lá vamos gastar dinheiro............ porque o orçamentado era para " Downgradar " quatro embarcações e não cinco, a matemática não engana, digo eu !

Abraços
 
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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #594 em: Junho 07, 2017, 03:07:29 pm »
10 NPO´s parece ser o sonho húmido dos Almirantes burocratas como o actual CEMA. A mentalidade administrativa parecer ser avessa ao conceito do combate. É a mentalidade de um Vassalo, em todos os aspectos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Ant%C3%B3nio_Vassalo_e_Silva
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #595 em: Junho 07, 2017, 03:28:51 pm »
Porque deviam ter todos lutado até à morte para um ter um final exatamente igual.
 

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Luso

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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #596 em: Junho 07, 2017, 04:53:06 pm »
Porque deviam ter todos lutado até à morte para um ter um final exatamente igual.

Mas porque é que o resultado teria que ser esse?
Não é tarefa do administrador garantir que tal situação nunca ocorresse?
Nota: este é um off-topic claramente, mas atendendo a que o assunto deste tópico já deixou de o ter até lá para finais de dois mil e vinte e tais ou trinca e muitos, talvez se fale de coisas com algum interesse efectivo.

Quando eu falo do General Vassalo, falo considerando-o como o militar de topo mais interessado em outras coisas alheias ao seu mister.
Repare que Manuel António Vassalo e Silva foi agraciado com a Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial Classe Industrial, o que só lhe ficou muito bem, mas denuncia a falta da vertente do combate, da guerra. Pode revelar o construtor, mas um militar deve ser primeiro um destruidor.
- Acho eu!  ;)
Provavelmente serei injusto com Vassalo, se considerarmos o pouco tempo que terá tido para preparar defesas (dois anos) mas foi a ele que o Destino escolheu.
Com efeito, mais teremos a dizer do seu antecessor, General Paulo Bénard Guedes, outro militar aparentemente pouco interessado em questões militares e que ocupou o lugar de governador entre 52 e 58. Este General também foi formado na Escola Superior Colonial (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa).
Atendendo a que PBG este no cargo 6 anos nos anos de 52 e 58, deveria ter este senhor efectuado a verificação das defesas e das munições disponíveis e procedido à sua substituição, considerando que na altura as munições .303 e 7.92 assim como armas ligeiras de qualidade eram ao preço da chuva, tal como o eram a artilharia e morteirame. O que poderia ser mais chato seriam as armas anti-carro (M20) que seriam novas e mais caras mas certamente já disponíveis em 1958. Embora tais aquisições pudessem ficar mais baratas comprando, por exemplo, stocks franceses, ingleses ou mesmo americanos, não eram coisa impossível.
Ou seja, havia a hipótese de se fazer um esforço que não foi feito, porque pelos vistos o que interessava era o tacho, e a preocupação pelas verdadeiras questões militares era pelos vistos muito reduzida.
Albuquerque não construiu o Império da Ásia ignorando a questão militar como foi feita.
Mas o que interessa agora mesmo é: o que nos trazem os militares com preocupações excessivamente “civis”, secundárias ou acessórias como o nosso Almirante Hidrográfico?
E o CEMFA, cuja carreira foi feita a pilotar aviões de transporte?
Não deverão todos os CEM serem oriundos de especialidades directamente ligadas ao combate?
Não deverá o CEMA ter sido comandante de uma das poucas fragatas, ou Comandante dos Fuzileiros?
O CEME ter o curso de operações especiais?
O CEMFA ter sido piloto de Caça ou de Helicóptero?

Existirá alguma diferença de atitude entre o militar de linha de frente e o burocrata?
Pergunto isto porque gostaria de assistir a umas demissões em bloco e em sucessão de CEMs, que deveriam ser gente com eles no sítio, mais que qualquer outro e denunciassem esta pouca vergonha.
E nenhum faz.

Ou será que afinal no futuro apenas nos resta desistir?
É que para isso já basta o que temos. E o que temos é realmente apenas simbólico e uma fachada, uma reles fachada.
« Última modificação: Junho 07, 2017, 04:55:55 pm por Luso »
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Lusitan

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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #597 em: Junho 07, 2017, 05:51:18 pm »
Porque deviam ter todos lutado até à morte para um ter um final exatamente igual.

Mas porque é que o resultado teria que ser esse?
Não é tarefa do administrador garantir que tal situação nunca ocorresse?
Nota: este é um off-topic claramente, mas atendendo a que o assunto deste tópico já deixou de o ter até lá para finais de dois mil e vinte e tais ou trinca e muitos, talvez se fale de coisas com algum interesse efectivo.

Quando eu falo do General Vassalo, falo considerando-o como o militar de topo mais interessado em outras coisas alheias ao seu mister.
Repare que Manuel António Vassalo e Silva foi agraciado com a Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial Classe Industrial, o que só lhe ficou muito bem, mas denuncia a falta da vertente do combate, da guerra. Pode revelar o construtor, mas um militar deve ser primeiro um destruidor.
- Acho eu!  ;)
Provavelmente serei injusto com Vassalo, se considerarmos o pouco tempo que terá tido para preparar defesas (dois anos) mas foi a ele que o Destino escolheu.
Com efeito, mais teremos a dizer do seu antecessor, General Paulo Bénard Guedes, outro militar aparentemente pouco interessado em questões militares e que ocupou o lugar de governador entre 52 e 58. Este General também foi formado na Escola Superior Colonial (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa).
Atendendo a que PBG este no cargo 6 anos nos anos de 52 e 58, deveria ter este senhor efectuado a verificação das defesas e das munições disponíveis e procedido à sua substituição, considerando que na altura as munições .303 e 7.92 assim como armas ligeiras de qualidade eram ao preço da chuva, tal como o eram a artilharia e morteirame. O que poderia ser mais chato seriam as armas anti-carro (M20) que seriam novas e mais caras mas certamente já disponíveis em 1958. Embora tais aquisições pudessem ficar mais baratas comprando, por exemplo, stocks franceses, ingleses ou mesmo americanos, não eram coisa impossível.
Ou seja, havia a hipótese de se fazer um esforço que não foi feito, porque pelos vistos o que interessava era o tacho, e a preocupação pelas verdadeiras questões militares era pelos vistos muito reduzida.
Albuquerque não construiu o Império da Ásia ignorando a questão militar como foi feita.
Mas o que interessa agora mesmo é: o que nos trazem os militares com preocupações excessivamente “civis”, secundárias ou acessórias como o nosso Almirante Hidrográfico?
E o CEMFA, cuja carreira foi feita a pilotar aviões de transporte?
Não deverão todos os CEM serem oriundos de especialidades directamente ligadas ao combate?
Não deverá o CEMA ter sido comandante de uma das poucas fragatas, ou Comandante dos Fuzileiros?
O CEME ter o curso de operações especiais?
O CEMFA ter sido piloto de Caça ou de Helicóptero?

Existirá alguma diferença de atitude entre o militar de linha de frente e o burocrata?
Pergunto isto porque gostaria de assistir a umas demissões em bloco e em sucessão de CEMs, que deveriam ser gente com eles no sítio, mais que qualquer outro e denunciassem esta pouca vergonha.
E nenhum faz.

Ou será que afinal no futuro apenas nos resta desistir?
É que para isso já basta o que temos. E o que temos é realmente apenas simbólico e uma fachada, uma reles fachada.
Um Chefe de Estado-Maior deve ser acima de tudo um estratega, não interessa se vem de Operações Especiais ou de Aviação de transporte ou até de Logística. O que importa é que tenha uma capacidade de elaborar estratégias para diversas situações e com os meios que tem.
Um estratega sabe que não basta apenas disparar uma arma, é preciso ter balas. Não basta ter um soldado treinado, também tem de ter um soldado motivado e alimentado.
Sabe que não basta ser versado em tácticas e manobras militares se não souber preparar o pós-guerra (exemplo brilhante é o Iraque).
As guerras vencem-se tanto no terreno como nos escritórios. Sem logística e sem planeamento estratégico, ninguém vence guerras.

Deixo aqui um link para algumas citações célebres de militares acerca de logística:
http://www.military-quotes.com/forum/logistics-quotes-t511.html
 

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Cabeça de Martelo

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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #598 em: Junho 07, 2017, 05:57:26 pm »
Eu conheço um certo CEME que depois de ter visto o seu comando minado pelo Ministro da defesa apresentou automaticamente a demissão.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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tenente

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Re: MLU às VdG e/ou BD - Hipóteses
« Responder #599 em: Junho 07, 2017, 07:28:16 pm »
Eu conheço um certo CEME que depois de ter visto o seu comando minado pelo Ministro da defesa apresentou automaticamente a demissão.

Há muito poucos com tomates para fazer isso, a tacharia fala mais alto !!!

Abraços