Sector Portuário

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Malagueta

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Re: Sector Portuário
« Responder #60 em: Julho 08, 2011, 11:56:01 am »
boas Pedro,

Como tu dizes, peca por ser tarde, mas pelo já vemos algo a mudar no pensamento estratégico para Portugal,
vamos ver se esta nova visão das coisas é para manter ou é sol de pouca dura.

Mas não era só esta linha que era necessária, acho que devia haver outra igual, mas da plataforma de Cacia a Salamanca, eram dois eixos, cada um a servir os portos e industrial norte e outro o sul.

estas duas no meu entender deviam ser prioritárias, pk (porque) serviam não só os portos, mas tb (também) as industrias para exportar para a Europa, e provavelmente o investimento seria mt (muito) menor, que tgv e coisas afins.

relativamente as linhas dedicadas, penso que com o problema da CP ser deficitária e estarem a cortar, mts (muitos) comboios e ligações, iremos assistir uma maior disponibilidade das linhas para a carga, apesar de eu achar que o problema ai não esta nos comboios de passageiros mas sim na ma organização dos horários, existe sempre períodos durante o dia e noite em que as linhas não tem composições a circular que devia ser aproveitado para fazer passar comboios de mercadorias de maiores tamanhos ( mais vagões por comboio ), lembro de um exemplo que conheci, que era a linha do oeste que a noite, passavam sempre comboios na zona do cacem, com 52 vagões das razoes valouro e outros, dado que essa linha durante o dia é mt (muito) mas mesmo muito movimentada por composições de passageiros.

e por fim, o próprio incremento dessas linhas para carga, vai potenciar a construção de vagões, porque felizmente ainda é uma das coisas que produzimos em Portugal e exportamos.

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Peço que haja uma maior atenção à ortografia utilizada. Escrita de telemóvel não é necessária neste fórum e ainda menos neste tópico que está a ser alimentado por esta excelente discussão.
 :G-beer2:
O moderador HSMW
 

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Malagueta

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Re: Sector Portuário
« Responder #61 em: Julho 14, 2011, 12:32:04 pm »
Mais boas noticias:



"Em entrevista concedida ao Diário Económico, a presidente da Administração do Porto de Sines (APS), Lídia Sequeira, destacou que a ligação semanal direta com a América do Sul "representa um marco muito importante" para o processo de crescimento do porto alentejano.

“Esta ligação representa um marco muito importante do crescimento sustentado do porto, pois permite juntar às ligações directas já existentes com os Estados Unidos, Canadá, México, Extremo Oriente e Turquia/ Europa (Norte e Mediterrâneo) um novo serviço direto para a América do Sul”, referiu Lídia Sequeira, acrescentando que, com este novo serviço, “cresce naturalmente o ‘transhipment’ e a economia nacional passa a ter um novo serviço para aquela região, com particular importância para o mercado brasileiro”.

Na mesma entrevista, Carlos Vasconcelos, diretor-geral da MSC, justificou esta nova aposta do segundo maior armador a nível mundial: “O objetivo da MSC é que, até ao final do ano, passemos a ter nove ou dez escalas semanais de navios porta-contentores de grande porte em Sines."



" O porto da Figueira da Foz atingiu números históricos no primeiro semestre de 2011, que já se constitui como o melhor primeiro semestre de sempre no porto figueirense, ultrapassando os registos de 2010.

No total, movimentaram-se na Figueira da Foz 861.1133,19 toneladas de mercadorias, o que representa um crescimento de 12,13% (mais 93.189,19 toneladas) face a período homólogo de 2010, e 56,44% (mais 164.189,40 toneladas) em relação ao primeiro semestre de 2009.

A carga geral e a contentorizada atingiram também os seus máximos valores de movimentação num primeiro semestre. O movimento de carga geral foi de 417.077,4 toneladas, a que corresponde um crescimento de 15,87% (mais 57.125,40 toneladas) em relação a período homólogo de 2010 e 64,93% (mais 164.189,40 toneladas) em relação ao primeiro semestre de 2009.

Movimentaram-se 80.802.40 toneladas de carga contentorizada, o que equivale a um crescimento de 24,40% (mais 15.846.40 toneladas) em relação ao mesmo período de 2010. Em relação a 2009 o crescimento foi de 15,78% (mais 11.012.40 toneladas).

Os graneis sólidos cresceram 2,09% (mais 7.178,69 toneladas) em relação a período homólogo de 2010, fruto das 350.214,70 toneladas movimentadas. Tendo em conta 2009, o crescimento foi de 53,75% (mais 122.432,70 toneladas)."

PS: De futuro terei mais cuidado na escrita, obrigado.
 

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PedroI

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Re: Sector Portuário
« Responder #62 em: Julho 14, 2011, 02:44:04 pm »
Boas,

Caro Malagueta,

Sempre com boas noticias, de facto o Porto da FIgueira merece bons resultados porque soube apostar na prata da casa como a pasta de papel, sem preocupar em fazer concorrência cega aos outros portos. Pena as limitações à navegação.

Para quem não conhece aqui fica um videoclip de uma banda qualquer italiana filmado maioritariamente no Porto da Figueira

Entretanto hoje a hora do almoço recebi um mail interessante sobre uma suposta companhia de segurança anti-pirataria. Pelas fotografias no site deles não andam mal armados.
Resta saber com que jurisdição...Ups! Espera em aguas internacionais vale tudo.









Cumprimentos,
 

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PedroI

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Re: Sector Portuário
« Responder #63 em: Julho 14, 2011, 02:48:39 pm »
As minhas desculpas pela falta de conhecimentos da musica italiana, o vídeo acima é só da recolha de imagens abaixo o dito cujo videoclip cam algumas imagens de Lisboa também. :D
Tentando manter on topic engraçado os italianos com tantas instalações portuárias de qualidade e tamanho virem para Portugal filmar.
 

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Malagueta

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Re: Sector Portuário
« Responder #64 em: Julho 14, 2011, 02:55:31 pm »
boas Pedro,

Só as trago quando há, mas os portos em geral em Portugal, andam a portar-se bem ( e ainda bem )

Quanto a esses meninos, parecem saidos de um jogo de Computador tipo Army of Two, já agora sabes o preço? lol.

E já agora uma ajuda, sobre esta noticia, sobre os portos dos Açores, é uma mais valia a fusão das admnistrações dos portos? se o sistema actual promove mais e melhor corrência entre os mesmos?

A" reforma da administração portuária nos Açores, que hoje começou a ser debatida no parlamento açoriano, vai traduzir-se numa poupança anual da ordem dos 2,2 milhões de euros.

A informação foi avançada pelo Secretário Regional da Economia, que justificou aquela poupança com a redução do número de administradores, que passará de 11 para três, e com outros ganhos na aquisição de bens e serviços.

Por proposta do Governo, vão fundidas, numa só empresa, as quatro empresas que, até agora, tinham responsabilidades em matéria de administração portuária no arquipélago.

Segundo afirmou Vasco Cordeiro, esta decisão, justificada pelo “estado de maturação” do sistema até agora em vigor, traduzir-se-á na “implementação de uma solução institucional mais simples e mais flexível”.

O governante assegurou, todavia, que está garantida “a autonomia operacional de cada um dos portos”.

Com sede na cidade da Horta, a Portos dos Açores, S.A. resultará da incorporação, por fusão, das sociedades Administração dos Portos das Ilhas de São Miguel e Santa Maria, S.S., Administração dos Portos da Terceira e Graciosa, S.A., e Administração dos Portos do Triângulo e do Grupo Ocidental, S.A..

A nova empresa terá por objecto a administração dos portos de Ponta Delgada, em São Miguel, de Vila do Porto, em Santa Maria, da Praia da Vitória e Pipas, na Terceira, da Praia, na Graciosa, da Horta, no Faial, de São Roque, da Madalena e das Lajes, no Pico, de Velas e da Calheta, em São Jorge, das Lajes e de Santa Cruz, nas Flores, e da Casa, no Corvo.

O exercício dessa administração, que poderá ser extensivo a outros portos que lhe venham a ser atribuídos, visa a sua “exploração, conservação e desenvolvimento e abrangendo o exercício das competências e prerrogativas de autoridade portuária que lhe estejam ou venham a ser cometidas”.

De acordo com este diploma, os portos dos Açores distribuem-se por cinco classes, ficando os das classes A, B e C sob responsabilidade da autoridade portuária (a Portos dos Açores, S.A.), e os restantes na dependência do departamento do Governo Regional com competência em matéria de pescas (os da classe D) e de administração do domínio público marítimo (os da classe E).

O diploma, que só amanhã será votado, define como portos de classe A os que têm funções de entreposto comercial, com fundos de cota mínima de – 7,00ZH e cais acostável de pelo menos 400 metros, e como portos de classe B os que tenham funções comerciais, suportando a actividade económica da ilha onde se situam, cujos fundos tenham a cota mínima de – 4,00ZH e com cais acostável de pelo menos 160 metros.

Por sua vez, os portos de classe C têm funções mistas de pequeno comércio, transporte de passageiros e apoio às pescas, os de classe D são exclusivamente destinados ao apoio às pescas e os de classe E são os pequenos portos sem qualquer das funções específicas previstas nas restantes classes, em geral designados por “portinhos”.

Está também previsto que o porto da Casa, na ilha do Corvo, fique excepcionalmente incluído na classe B, embora sem ter as características previstas para os portos dessa classe."
 

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PedroI

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Re: Sector Portuário
« Responder #65 em: Julho 15, 2011, 12:29:36 am »
Caro Malagueta,

Se eu bem conheço esta malta dos Açores, e acho posso me dar ao luxo de dizer que conheço quer profissionalmente ao nível da cabotagem insular quer pessoalmente, ainda vai correr muita tinta. Neste fórum usa-se muito o termo "quintinha" quando se fala das unidades militares, ora bem os Açores são 9 grandes quintas e eles levam muito a peito a sua quintinha. Querem chatear um Terceirense perguntem-lhe porque é que S. Miguel é que é a capital ou se quiser o contrario perguntem a um Micaelense se é verdade que a ilha mais bonita é a Terceira. A verdade é que não há capital e são todas bonitas mas eles ficam doentes :D  :wink: ).
Juntando o útil ao agradável as cargas para as restantes ilhas seriam distribuídas por Navios mais pequenos, mistos passageiros e carga, normalmente mais rápidos e contribuindo assim para uma maior ligação entre Ilhas.

Cumprimentos,
 

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Malagueta

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Re: Sector Portuário
« Responder #66 em: Julho 15, 2011, 09:11:34 am »
boas Pedro,

Obrigado mais uma vez pela excelente explicação, e ficamos a espera do Artigo da Carga Edições, já que eu leio a versão online da mesma.

Vamos ver no que resulta, essa fusão, espero que seja para melhor, só tenho pena que, os navios necessarios para essas operações não sejam construidos em Portugal, ai estava mais uma boa oportunidade para os nossos estaleiros.

Mais uma noticias ( da Cargo Edições ), vou lhe começar a chamar a saga dos Portos Portugueses.  :D



"O melhor semestre de sempre na história de Leixões
O porto de Leixões encerrou o primeiro semestre de 2011 com o melhor registo de movimentação de mercadorias de toda a sua história. O volume de mercadorias movimentadas no Porto de Leixões cresceu em quase todos os grupos, totalizando um valor recorde de mais de 8 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 12% face ao período homólogo de 2010.

A carga exportada através de Leixões aumentou 24%, totalizando cerca de 2 750 mil toneladas. Os principais destinos da carga exportada a partir de Leixões durante este período foram Angola, Estados Unidos da América, Reino Unido, Holanda, Espanha e Argélia. Para estes países foram transportadas mercadorias como papel e cartão; fios, tecidos e artigos têxteis; bebidas; cimento; ferro e aço; matérias plásticas; azulejos e mosaicos; máquinas e aparelhos; e produtos refinados.

O maior crescimento nas mercadorias em Leixões nos primeiros seis meses deste ano registou-se na carga geral fraccionada, que atingiu um valor de 51% em relação a 2010, com um total de 462 mil toneladas movimentadas, sendo mais de metade do valor, carga para exportação. Os granéis sólidos tiveram também um significativo aumento de 39% face ao ano anterior, registando neste primeiro semestre mais de 1,4 milhões de toneladas movimentadas.

A carga contentorizada continua a grande responsável pelo crescimento de mercadorias no porto de Leixões. De Janeiro a Junho de 2001, foram movimentadas em Leixões cerca de 2,7 milhões de toneladas, um aumento de 13% em relação a igual período de 2010.

Em Leixões foram movimentados neste primeiro semestre 162 mil contentores, a que corresponde 257 mil TEU?s (Twenty-foot Equivalent Unit, a medida standard internacional de contabilização do volume de um contentor de carga"
« Última modificação: Julho 15, 2011, 11:38:11 am por Malagueta »
 

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PedroI

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Re: Sector Portuário
« Responder #67 em: Julho 15, 2011, 11:30:47 am »
Caro Malagueta,

Saga de facto a palavra correta  :mrgreen:  :N-icon-Axe:
Citar
Monoboia para descarga - carga de hidrocarbonetos para a refinaria da Petrogal de Leça da Palmeira. Esta estrutura permite que os navios a ela atraquem e que, conectando-se a um oleoduto submarino, descarreguem ou carreguem sem necessidade de ir a terra.
A estrutura, que se encontra em funcionamento desde 2003, está implementada a cerca de 3 quilómetros da costa e permite o atraque de navios até 300 mil toneladas de arqueação bruta.

Fica a ressalva que a revista CARGO é a única publicação de jeito que vale a pena ler nesta temática do transporte, especialmente marítimo e que aconselho a todos. E não não tenho comissão nas vendas :lol:

Ultima parte de um artigo maior. Nem sequer sou um grande fã do Felicio, mas esta ultima parte com a proposta dos organigramas está muito interessante em minha opinião apenas acho que neste pais dividir seja o que for em Norte e Sul é meio caminho para trocas de acusações, confusão, "vocês sabem do que estou a falar" como diz o outro.




Cumprimentos,
 

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Malagueta

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Re: Sector Portuário
« Responder #68 em: Julho 15, 2011, 11:42:16 am »
boas Pedro,

Mais uma vez obrigado, já agora não podes colocar aqui o Artigo, já que o que consigo ler na revista cargo é a 1º pagina, já que não sou assinante da mesma, leio o site e as news letters.

Sobre a Boia acho que foi uma excelente ideia, já agora Sines tem o mesmo sistema ou os navios tem que ir ao terminal descarregar? caso tenham que ir a solução da boia não seria novamente melhor até para libertar o porto de sines desses navios?

e aproveitando a tua boa vontade, este tipo de contentores tem "pernas para andar", ou só daqui a decadas que haverá uma solução para o problema dos contentores vazios?

"Hapag-Lloyd testa contentor dobrável Cargoshell
A transportadora marítima alemã Hapag-Lloyd está a testar o contentor dobrável Cargoshell, feito de plástico reforçado, que pode ser facilmente integrado na atual cadeia de transporte padronizada, com certificação ISO.

Apresentado em 2009, o Cargoshell deve atender a rigorosos requisitos de certificação e realizar testes feitos por um gabinete independente antes de ser introduzido no mercado, devendo ser subbmetido a provas pela Hapag-Lloyd, em setembro.

O Cargoshell é um conceito original, contribuindo para uma substancial redução de peso, com capacidade de ser dobrado por uma pessoa em trinta segundos ou a contribuição para a redução nas emissões de CO2.

A Cargoshell encontra-se ainda a desenvolvler um sistema de 'track and trace' para a localização e avaliação do contentor em tempo real"
 

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PedroI

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Re: Sector Portuário
« Responder #69 em: Julho 15, 2011, 03:18:49 pm »
Caro Malagueta,

Citar
Mais uma vez obrigado, já agora não podes colocar aqui o Artigo, já que o que consigo ler na revista cargo é a 1º pagina, já que não sou assinante da mesma, leio o site e as news letters.
Para semana talvez consiga, tenho de ir tentar descobrir aonde é que para as edições passadas.

Citar
Sobre a Boia acho que foi uma excelente ideia, já agora Sines tem o mesmo sistema ou os navios tem que ir ao terminal descarregar? caso tenham que ir a solução da boia não seria novamente melhor até para libertar o porto de sines desses navios?
Sines não precisa de monoboia porque tem excelentes condições no seu terminal de graneis líquidos, que recebem monstros até 350.000toneladas. A monoboia em Leixões não é uma solução de inovação tecnológica incrível, é uma necessidade dadas as restrições do próprio Porto. No fundo foi uma forma de evitar o fecho da refinaria durante mais uns anos.
O Porto de Sines não deve, nem quer se libertar destes navios já que eles são o verdadeiro ganha pão de Sines em 2010 dos 24,4Milhões de Toneladas movimentadas 13.6 foram graneis liquidos.

Citar
e aproveitando a tua boa vontade, este tipo de contentores tem "pernas para andar"
Epá eu não quero estar sempre na negativa pareço um velho do Restelo mas sinceramente.... NÃO!  :D Quando os contentores estão velhos e já não há mais nenhum uso, mas mesmo nenhum, para eles  a solução é derreter e transformar em chapa aproveitada para fazer mais contentores.

Cumprimentos,
 

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Malagueta

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Re: Sector Portuário
« Responder #70 em: Julho 15, 2011, 03:40:25 pm »
boas,

Pedro, quando me referia aos contentores vazios, falava em termos de sua movimentação, de porto para porto,
tal como já referiste no porto de setubal, os mesmos tem que transitar de porto em porto ocupando espaço em navios e nas docas.

Pensei, que uma solução do género, torna-se a logistica dos mesmos mais faceis.

Sobre o porto de sines, entrentado tive a ver o site do mesmo, e vi que tem um terminal dedicado, o que pensei fosse libertar esse terminal para outras funções ussando um sistema similar ao de leixões :D.

Outra pergunta, pelo que tenho visto, a marinha mercante portuguesa esta quase acabada, salvo o registo maritimo de madeira ( Mar ), a Portline, que conta com mais de uma dezena de navios, e um Armador dos açores, quase nada mais aparece pelo menos na net, sobre armadores portugueses, vejo que a soponor e sacor, já quase não existem.

Achas que existe futuro para nossa marinha mercante? ou estamos condenados a ter tipo a Naviera Armas a fazer transportes entre o continente e a madeira, e já estão a pensar em expandir-se para os Açores.

coloco esta pergunta não só pela nossa dependencia maritima de frotas do exterior, que estrategicamente é muito mau, como sem Armadores Portugueses ( e os que há encomendam navios fora de Portugal, como a Portline, em que todos os navios que estão no seu site nenhum foi construido em portugal ) podemos dar inicio a um verdadeido cluster maritimo.

E a saga continua..... destacando a parte final pelos melhores motivos.

" Porto de Sines cresce 23% nos contentores no primeiro semestre
O porto de Sines encerrou o primeiro semestre de 2011 com um crescimento de 23% na movimentação de carga contentorizada, tendo conseguido um volume total de 203.389 teu, face aos 164.992 teu registados em período homólogo do ano transato.

Nos diversos segmentos de carga há a registar um crescimento de 18% na Carga Geral, 15% no Gás Natural Liquefeito, 16% nos Graneis Sólidos e 28% nos Produtos Petroquímicos. Globalmente, pese embora ter havido uma recuperação ao longo do semestre, verificou-se uma quebra de 20% na movimentação de Produtos Petrolíferos, motivada pelo impacto da paragem da Refinaria de Sines para efeitos das obras de interligação da nova fábrica. Em todo o porto foram movimentadas 11,7 milhões de toneladas de mercadorias, mantendo uma clara liderança no setor.

Neste primeiro semestre registou-se ainda um incremento de 23,3% ao nível das exportações por contentor, evidenciando a tendência crescente da escolha do porto de Sines pelas empresas sediadas no hinterland português e espanhol para a exportação das suas mercadorias. A totalidade do tráfego local teve um incremento de cerca de 30%, o que consolida Sines como o grande gateway da fachada Atlântica, único a dispor de ligações diretas aos principais mercados mundiais."
 

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PedroI

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Re: Sector Portuário
« Responder #71 em: Julho 15, 2011, 05:28:17 pm »
Caro Malagueta,

Reposicionamento de contentores vazios é em si mesmo um negócio e acho que dava mais trabalho estar a montar desmontar fazer uma pilha com uns quantos, ligar e meter no Navio. Nesta ideia tudo ira depender principalmente das capacidades de carga e do preço.

Quanto a Sines e graneis líquidos acostares um navio ao terminal é bem melhor do que uma bóia, não tens problemas com o estado do mar, dependendo do numero de manifolds podes descarregar de vários porões ao mesmo tempo ou até produtos diferentes, abastecer o navio durante as operações etc. Tenho tambem algumas duvidas que se possam movimentar ramas, crudes e naftas em monoboias já que estas têm de ser aquecidas a temperaturas consideráveis para escoar. A monoboia foi e é excelente para Leixões para Sines já não faz tanto sentido.

Quanto ao estado da marinha mercante em Portugal meu Deus por onde começar...... :N-icon-Axe:
Ora bem armadores tens varios:
Portline (do Stanley Ho): Graneis Sólidos (Internacional)
             Contentores (Cabo Verde e Madeira)
Transinsular (do Grupo ETE): Contentores (Cabo Verde e Açores)
Mutualista Açoreana (Grupo Bensaude): Contentores (Açores)
Que opera o M/V "CORVO" construido nos ENVC.
Madeirense (Grupo Sá):   Contentores (Madeira)
Box Lines (Ex-Sonae e agora Grupo Sá):   Contentores ( Madeira e Açores)
Vieira & Silveira (Grupo ETE): Contentores (Madeira)
NAVEIRO: Graneis (Internacional)
SeaCarrier: Cimentos (Nacional)
Transportes Marítimos Graciosenses: Carga Geral / Contentores (Inter-Ilhas Açores)
isto só para carga e certamente a de faltar aqui algum pequeno de que não me recordo.

Relativamente a construção de Navios tirando o M/V "CORVO" desconheço se algum dos outros operados pelas acima é de construção nacional (é uma pena o Chaimites não parar neste tópico) mas não podes ser tão linear por exemplo no caso da Portline maioria dos Navios são fretados (alugados) consoante as necessidades do mercado, a já algum anos por terem fretado numa altura de baixa imediatamente antes do mercado inverter fartaram-se de fazer dinheiro.
Na Box Lines quando o Belmiro saiu da cama e disse "vou abrir uma empresa de Navios" decidiu e bem fretar pois não sabia no que ia dar entretanto passaram 10 anos e vendeu tudo ao pessoal da Madeirense.
A mesma Madeirense que por ter um bom pé de meia no ano passado comprou o M/V "Funchalense 5" a preço de saldo já que o estaleiro Alemão estava a beira da falência.

Vou ter de ficar por aqui mas volto logo que possível.

Cumprimentos,
 

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chaimites

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Re: Sector Portuário
« Responder #72 em: Julho 16, 2011, 04:56:00 pm »
Boas!
Chamaram por mim?

De construçao recente pelos ENVC;
 
Porta contentores:
 
cons: 204      Insular                 TRANSPORTES MARÍTIMOS INSULARES. S.A. Portugal       1998   112m         6700   tons
 


Porta contentores e carga geral:

   cons: 209:    Açor B                   Mutualista Açoreana Transp. Marítimos, S.A. Portugal      1997         93,00m       5000 tons
   

 Apos requalificaçao efectuada de  nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, em 2008 o  AÇOR B foi . vendido à Transinsular – Transportes Marítimos  Insulares, de Lisboa e entregue a 18-01-2008 em Viana do Castelo, alterando o nome para LAGOA.

Lagoa ex Açor B   2008







  cons: 205:    Sete Cidades         TRANSINSULAR - TRANSPORTES MARÍTIMOS INSULARES, S.A. Portugal 1999     93.00 m     5000tons
   

  cons: 210:    Corvo                    Mutualista Açoreana de Transportes Marítimos Portugal     2007 112m      9000 tons
 

Passageiros:

cons:234    Algarve Cruiser   Douro Azul  Portugal 2005
 cons: 235   Douro Queen      Douro Azul  Portugal 2005  



RO-RO  ferry
cons: 237   Lobo Marinho     PORTO SANTO LINE    Portugal   2003



Construçoes mais antigas temos:
Navio Tanque
cons: 114 Galp Sines SACOR MARITIMA Portugal 1982  18732  
cons: 115 Galp Leixões SACOR MARITIMA Portugal 1983  18732
Porta contentores e carga geral
cons: 150 Port Lima    PORTLINE Portugal 1989  82,00m    2812 tons
cons: 151 Port Vouga   PORTLINE Portugal 1989 82,00m   2809 tons
cons: 152 Port Sado    PORTLINE Portugal 1989  82,00m    2809 tons
cons: 153 Port Faro     PORTLINE Portugal 1990 82,00m   2812 tons



E depois ainda Ha o navio mais Luxuoso que alguma vez foi construido pelos ENVC:
Armador ENVC
viagens efectuadas: +/- uma duzia entre o cais do bogio a bacia de aprestamento e a doca seca 1 B
http://www.youtube.com/watch?v=kDp-4FOkj7Q
 

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Malagueta

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Re: Sector Portuário
« Responder #73 em: Julho 18, 2011, 10:52:39 am »
boas

Desde já obrigado chaimites.

Falei sobre a nossa frota mercante, porque acho que esta tudo ligado, como agora gostam de chamar o "cluster do mar",
quantos mais Armadores Portugueses existirem e Navios registados Portugal, assisteremos, a mais contratação na reparação/manutenção de navios e até construção em Portugal, beneficiando muitos sectores e os nossos estaleiros e por fim tambem os nossos portos.

encontrei este mini report de 2009.

( desculpem mas não consegui colocar aqui os graficos directamente, pelo que deixo o link )

http://www.imarpor.pt/pdf/manual_client ... ota_mc.pdf.

Um mini resumo
" É notório o decréscimo do número de navios de comércio de registo convencional registados
em Portugal, particularmente até ao ano de 1993, a partir do qual, tal decréscimo se
apresenta menos acentuado. A partir de 2006, em que se atingiu o mínimo absoluto de 11
navios, verifica-se uma ligeira inflexão da tendência.
O número de navios controlados por armadores nacionais registados no MAR tem vindo a
aumentar notoriamente sendo de 25 navios em 2009."

Uma estretagia para o Mar, ou Cluster do Mar, tem que passar por aqui, não só pelos portos, mas pelo aumento da nossa marinha mercante e pesca, que vai beneficiar os  nossos estaleiros e por fim a nossa propria Marinha de Guerra.

Neste contexto, deixo aqui uma iniciativa privada que segue nesse sentido, só peca por não referir a nossa marinha mercante.

"
Fórum
Empresas lançam fundo de 100 milhões para investir no mar
Miguel Costa Nunes  
16/07/11 13:26

   
--------------------------------------------------------------------------------
 
Bruno Bobone acredita no investimento público no fundo porque se “só ensinamos o burro a deixar de comer, ele morre”.
 
 
.Fórum vai captar capital público e privado para projectos de produção de peixe, armamento e turismo náutico.

O conjunto de empresas públicas e privadas que integra o Fórum Empresarial da Economia do Mar decidiu constituir um fundo de investimento que, numa primeira fase, terá um limitede 100 milhões de euros. O objectivo é angariar fundos que
financiem os projectos empresariais para desenvolver a economia do mar defendidos pelo estudo coordenado pelo economista Ernâni Lopes.

O presidente do Fórum do Mar, Bruno Bobone, explicou ao Diário Económico que, "alémde procurarmos investidores para os diversos projectos, decidimos que, na próxima semana, iremos constituir um fundo de investimento até 100 milhões de
euros, que irão sendo angariados à medida que forem apresentados os diversos projectos".

"Vamos chamando o capital à medida que os projectos forem avançando", revela Bruno Bobone. Este responsável acrescenta que, paralelamente, os empresários do Fórum do Mar vão iniciar já os passos burocráticos necessários para a constituição do fundo de investimento junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O mesmo responsável adiantou ainda que de entre as dezenas de projectos empresarias de investimento defendidos no estudo de Ernâni Lopes sobre o designado ‘hipercluster' do mar emPortugal, o fundo de  investimento dará prioridade a três: um na área da produção de peixe; outro no segmento do turismo náutico, associado a diversas entidades autárquicas; e um terceiro no sector do armamento.

"Tendo em conta que alguns destes projectos são estratégicos para a economia de Portugal, não está vedada a subscrição do fundo a empresas e entidades públicas, antes pelo contrário, pelo que é normal que considerem ter alguma participação neste fundo. Até porque o corte de custos tem de ser acompanhado por estímulos à economia, senão ensinamos o burro a deixar de comer e ele morre", defende Bruno Bobone.

Este responsável admite que o valor de 100 milhões de euros inicialmente pensado para o arranque do fundo poderá ser aumentado.

"Tudo depende da adesão ao fundo. Mas omais importante nesta medida que tomámos é que estamos a pôr em prática todo o trabalho que encomendámos, de forma a que não se fique só pelo custo do estudo e pelo documento bonito que apresentámos.

Este é um sinal positivo para a economia portuguesa", acredita Bruno Bobone"
 

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Malagueta

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Re: Sector Portuário
« Responder #74 em: Julho 19, 2011, 08:45:27 am »
Estado fica com 90% dos lucros de 16,8 milhões dos portos


"Contrariando o hábito de ficar apenas com metade dos resultados conseguidos pelos portos, o accionista Estado decidiu este ano levar para casa quase todos os lucros.
Uma acostagem estatal que fez embarcar nos cofres públicos quase todos os lucros gerados pelas autoridades portuárias. Em Leixões, Sines e Setúbal, o accionista Estado aprovou uma distribuição de dividendos equivalente a cerca de 90% dos resultados líquidos registados por estes portos no ano passado. E Lisboa e Aveiro apenas se "safaram" porque os lucros aqui verificados foram muito diminutos - 741 mil euros no porto da capital e 527 mil euros no mais pequeno dos cinco maiores portos nacionais. No total, o sector portuário teve lucros de 16,8 milhões de euros em 2010 e entregou ao Estado 13,8 milhões."
 

 

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