Portugal comecerá a recuperar?

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Re: Portugal comecerá a recuperar?
« Responder #600 em: Julho 19, 2017, 07:20:27 pm »
Xico-espertices do actual governo..... o Zé que pague a conta!

Mais uma manobra financeira (diga-se que não é o único governo a fazer tal coisa), para cobrar já dinheiro, mas ao mesmo tempo prejudica o país no futuro.
Ora, se temos assim tanta falta de dinheiro, porque é que o actual governo oferece 800 milhões de euros à EDP e aos bancos? 2 casos......

EDP - Em 2016, o governo porventura para baixar o déficit, para além das cativações, o que é que magicou fazer para sacar mais uns trocos? Criou um sistema para a EDP reavaliar activos (inflacionar os bens da eléctrica em quase 1,2 mil milhões de euros). Como teve este incremento, obviamente a EDP vai pagar impostos, mas a uma taxa mais reduzida de 14%, o que perfaz um imposto a pagar a mais ao estado de 165 milhões de euros a pagar entre 2016 e 2018 (que só por acaso calha no governo da geringonça!!!!). E o que é que o estado português deu em troca para a EDP "oferecer" 165 milhões de euros ao estado? Um perdão fiscal à EDP em lucros futuros no valor de 339 milhões de euros a descontar no IRC que a EDP tiver de pagar até 2026! Na prática o governo recebe já 165 milhões de euros e abate 339 milhões de euros que a EDP tiver a pagar no futuro (os próximos governos ficam a olhar para este negócio da "China" sem poderem fazer nada.

2ª chico-espertice do actual governo: O governo perdoou esta semana 630 milhões de euros ao Fundo de Resolução do BES/Novo Banco (fundo de resolução são os bancos!!!!) Como é que foi feito este negócio? Se estão recordados, o Estado emprestou 3,9 mil milhões de euros ao Fundo de Resolução para resolver o problema do BES. Como os bancos não têem possibilidade de pagar este valor, vão pagar juros e capital ao estado até 2046. Até aqui nada de anormal.
A verdadeira anormalidade surge da seguinte forma, o Fundo de Resolução vai pagar os juros dos 3,9 mil milhões à taxa de juro que o estado português paga para se financiar a 5 anos, em vez dos 30 anos que dura o empréstimo! Onde está o excelente negócio para os bancos? É que o estado para financiar-se a 5 anos, tem de pagar cerca de 1,3% de juros actualmente (e daqui a 5 anos vão novamente ver que taxas paga o estado a 5 anos e é essa taxa que vão pagar ao estado, assim sucessivamente de 5 em 5 anos até chegar à maturidade do empréstimo)....... mas o empréstimo é a 30 anos, e ainda à pouco tempo o estado financiou-se a 30 anos e pagou........ 4,1%!!!!! É essa diferença que dá os 630 milhões de euros de bónus que o estado dá ao Fundo de Garantia!!!!!!!
 
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Re: Portugal comecerá a recuperar?
« Responder #601 em: Julho 24, 2017, 04:17:33 pm »
Portugal poupou mais de 10 mil milhões com descida dos juros

A poupança orçamental conseguida por Portugal é inferior à da Alemanha e França, em termos relativos, e superior à da Espanha e Irlanda. Em valor, representa uma ínfima parte do bilião de euros obtido por todos os países do euro.

Os orçamentos dos países da Zona Euro beneficiaram de uma folga total de um bilião de euros devido ao corte de juros efectuado pelo Banco Central Europeu desde a crise financeira de 2008.

A conclusão é do Bundesbank e está no relatório mensal que o banco central alemão publicou esta segunda-feira, 24 de Julho (versão em alemão disponível aqui). A instituição liderada por Jens Weidman fez as contas por país, calculando a diferença entre o custo de financiamento de cada ano desde 2008 (ano em que o BCE começou a reduzir os juros) face ao que se registava em média antes da crise financeira.

A Itália é a grande vencedora, tendo obtido ao longo destes anos uma poupança no seu orçamento equivalente a 10,41% do produto interno bruto (PIB). Seguem-se a Holanda, Áustria e França também com valores acima de 10%.

Em média a poupança de todos os países do euro corresponde a 9% do PIB, sendo que a Alemanha surge abaixo (7,7%), mas claramente à frente em termos de valores (240 milhões de euros, ou quase um quarto do total), o que se explica devido à dimensão da economia.

Portugal surge ainda mais abaixo da média, mas a meio da tabela dos países do euro. De acordo com os cálculos do Bundesbank, as finanças publica portuguesas beneficiaram de uma poupança orçamental que corresponde a 5,86% do PIB. Este valor foi captado ao longo dos últimos nove anos, mas se for tido em conta o valor da economia portuguesa em 2016 (185 mil milhões de euros), a poupança acumulada ascende a 10,8 mil milhões de euros. Um montante que pesa apenas 1% das poupanças totais, o que se situa abaixo do peso da economia portuguesa na Zona Euro.

O ano passado foi claramente o mais forte nas poupanças obtidas por Portugal com o reduzido nível dos juros (1,39% do PIB, ou 2,5 mil milhões de euros, o que corresponde a cerca de um quarto do total).

A Grécia não apresenta valores comparáveis devido ao perdão de dívida de que beneficiou, sendo que aplicando o mesmo exercício, a poupança corresponde a 21,23%.

No boletim mensal, o Bundesbank mostra-se preocupado com o facto de os países do euro estarem tentados a pressionar o BCE para que o banco central mantenha os juros em mínimos históricos. E teme que os países mais endividados da região tenham dificuldades em cumprir o serviço da dívida quando as taxas de juro começarem a subir.

"Existe o risco crescente que a confiança na sustentabilidade das finanças públicas dos países sofra uma erosão assim ou as taxas de juro subam, o que ameaça colocar pressão sobre a política monetária para responder" a este problema, afirma o Bundesbank.

Para ilustrar esta preocupação, o Bundesbank refere que se os custos de financiamento no ano passado fossem iguais aos registados antes da crise, os custos com juros da dívida pública na Zona Euro teriam aumentado em cerca de 2% do PIB.

Nas várias estatísticas que publica no seu boletim mensal, o Bundesbank coloca Portugal como o país da Zona Euro onde o custo com pagamento de juros tem um maior peso no PIB, o que aliado ao elevado peso da dívida (acima dos 130% do PIB) coloca o país como um dos mais vulneráveis a um aumento dos juros por parte do BCE.

O peso dos custos com juros até baixou em 2016 para o equivalente a 4,24% do PIB, mas é o único país do euro onde o rácio permanece acima dos 4%.

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/financas-publicas/detalhe/portugal-poupou-mais-de-10-mil-milhoes-com-descida-dos-juros?ref=DestaquesTopo
 

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Re: Portugal comecerá a recuperar?
« Responder #602 em: Agosto 07, 2017, 11:27:52 am »
Porque é que tivemos de injectar dinheiro na CGD?

"11 grandes devedores da Caixa: cinco estão em liquidação – e há mais quatro que não pagam"


Entre os grandes devedores de alto risco da Caixa Geral de Depósitos, há empresas em liquidação e outras que não estão a pagar empréstimos. Perdas de mais de mil milhões já terão sido reconhecidas.

    - La Seda/Fábrica de Sines
    - Grupo Efacec
    - Vale do Lobo
    - Autoestradas Douro Litoral
    - Grupo Espírito Santo
    - Grupo Lena
    - António Mosquito
    - Reyal Urbis
    - Finpro
    - Brisal, a concessionária da A17
    - Pescanova/Fábrica de Mira
    - Não estava na lista, mas é problemático. O caso Berardo

A lista dos maiores devedores em risco da Caixa Geral de Depósitos (CGD) não é oficialmente conhecida. A Caixa e o Ministério das Finanças recusaram entregá-la à comissão parlamentar de inquérito que investigou as causas de recapitalização do banco. Mas há um conjunto de grandes devedores com empréstimos em risco que são públicos. No ano passado até foi divulgada uma lista de 11 investidores que estariam nessa situação, no verão de 2015, que nunca foi desmentida. Alguns destes casos têm vindo a público, com números, nos processos de recuperação e insolvência que entraram no sistema judicial.

Entre os maiores devedores de risco da CGD, há sociedades que foram declaradas insolventes e que se encontram em processo de liquidação. Só nos últimos dois meses, aconteceram três casos, todos com sotaque espanhol. Dois em Portugal — a Artlant (fábrica da ex-La Seda em Sines) e a Acuinova (unidade de aquacultura da Pescanova em Mira), declaradas insolventes em julho — e um em Espanha — a sociedade imobiliária Reyal Urbis que foi para liquidação em junho.

Juntam-se a outras duas grandes devedoras da Caixa que já estavam em processo de liquidação, a Finpro e várias sociedades do Grupo Espírito Santo. No ranking das maiores dores de cabeça no crédito concedido, há ainda, pelo menos, quatro sociedades que não estão a pagar todos os empréstimos ao banco do Estado, encontrando-se em situação de incumprimento.

A Soares da Costa — viu o PER (Processo Especial de Revitalização) recusado pelo juiz, estando agora a preparar um novo plano. Duas concessionárias de autoestradas estão em incumprimento com os bancos financiadores e a sociedade gestora do resort de Vale do Lobo também tem crédito vencido.

As perdas estão quase todas reconhecidas. Ao longo do último ano, a Caixa Geral de Depósitos reforçou substancialmente as imparidades, sobretudo com a chegada à administração de António Domingues. Foi para cobrir as perdas provocadas pela limpeza de maus créditos que foi necessária uma recapitalização tão generosa.

Essa foi, também, a principal razão para a apresentação de prejuízos históricos em 2016 no valor de 1.859 milhões de euros. Está já aqui incluída grande parte dos prejuízos que a Caixa teve de encaixar com a insolvência e incumprimento de grandes devedores. Só as empresas em liquidação, a que se somam a Soares da Costa, que só será viabilizada à custa de um grande perdão de dívida, terão custado 1.400 milhões de euros em perdas de crédito.

O Observador sabe que os casos mais problemáticos foram provisionados quase na totalidade, pelo que o banco público não terá perdas adicionais com estas operações, apesar das falências conhecidas nos últimos dias. Isso mesmo foi afirmado pelo deputado socialista João Galamba, em reação a notícias sobre o impacto negativo das insolvências das unidades da La Seda e da Pescanova.

Mas isto não significa que as perdas não tenham acontecido, no passado ou até no presente. Ainda no primeiro semestre, a Caixa registou mais 300 milhões de euros em imparidades de crédito líquidas.

A comissão parlamentar de inquérito ao banco pediu a lista dos 100 maiores créditos, data de concessão e informação sobre reestruturações e/ou renegociações, bem como o nível de cumprimento, mas a sua entrega foi recusada em nome do sigilo bancário e segredo de supervisão. O relatório que não chegou a ser aprovado, apresentado pelo socialista Carlos Pereira, limitou-se a questionar o racional económico de operações como a La Seda e Vale do Lobo. Entretanto, o caso chegou à justiça.



O Ministério Público está a investigar suspeitas de ocultação de passivo na concessão de créditos da Caixa, sobretudo a partir de 2007. Na mira estão decisões dos órgãos de gestão do banco em várias áreas que são passíveis de configurar o crime de gestão danosa. O inquérito visa os grandes devedores do banco que obrigaram ao registo de imparidades de 1.401 milhões de euros, refere o acórdão do Tribunal da Relação que dá ordem ao Banco de Portugal para entregar documentos ao Ministério Público”.

“Os elementos já reunidos sustentam a suspeita de que a CGD foi confrontada com a necessidade de proceder ao registo de imparidades (desvalorização de ativos) que tiveram em grande parte origem na concessão de crédito, com violação de normas de racionalidade de gestão, nomeadamente no que tange à prestação de garantias, ou outras perdas, sobretudo na área do investimento.”

O MP assinala que as condições destes contratos foram alteradas várias vezes, nomeadamente no que toca a garantias. Denuncia a omissão de alguns registos de incumprimento, como triggers (gatilhos) de imparidades. E diz que foram detetados clientes com operações vencidas que estavam classificados como créditos sem incumprimento.

Algumas destas operações estarão relacionadas com os casos mais bicudos que são do domínio público. A lista divulgada em junho do ano passado pelo jornal Correio da Manhã tinha por base um relatório da comissão de auditoria interna da Caixa, entregue ainda ao Governo liderado por Pedro Passos Coelho, em agosto de 2015.

Este relatório chegou a ser entregue aos deputados da comissão de inquérito, mas de tal forma rasurado que não permitia identificar os clientes do crédito da Caixa. Apesar das cautelas, os devedores, a exposição da Caixa e as imparidades (perdas reconhecidas em balanço) foram notícia, amplamente reproduzida por outros órgãos de comunicação social.

A lista de grandes créditos em risco divulgada em 2016:

    Artlant (fábrica da La Seda em Sines) — empréstimos de 476,4 milhões de euros — imparidades de 214 milhões de euros
    Efacec (Grupo de engenharia detido pelo Grupo Mello e Têxtil Manuel Gonçalves que vendeu principal empresa a Isabel dos Santos) — empréstimos de 303 milhões de euros — imparidades de 15,2 milhões de euros.
    Vale do Lobo (resort de luxo no Algarve) — empréstimos de 282,9 milhões de euros — imparidades de 138 milhões de euros.
    Autoestradas Douro Litoral (concessionária da autoestrada no Grande Porto) — empréstimos de 271,3 milhões de euros — imparidades de 181,4 milhões de euros.
    Grupo Espírito Santo (várias empresas não financeiras do GES) — empréstimos de 237 milhões de euros — imparidades de 79 milhões de euros.
    Grupo Lena (construtora, turismo, concessões) — empréstimos de 225 milhões de euros — imparidades de 76,7 milhões de euros.
    António Mosquito (investidor angolano com dois grandes investimentos em Portugal — a Soares da Costa e a Global Media, dona da TSF e DN e JN) — empréstimos de 178 milhões de euros — 49,2 milhões de imparidades.
    Reyal Rubis (imobiliária espanhola) — empréstimos de 166,6 milhões de euros — imparidades de 133 milhões de euros.
    Finpro (sociedade de investimentos em infraestruturas) — empréstimos de 123,9 milhões de euros — 24,8 milhões de imparidades.
    Brisal (concessionária da autoestrada A17) — Empréstimo de 37,9 milhões — imparidades de 22,7 milhões de euros.
    Acuinova (fábrica da Pescanova em Mira) — Empréstimo de 37,9 milhões de euros — imparidades de 22,7 milhões de euros.

Esta lista de créditos em risco representava empréstimos de 2,4 mil milhões de euros para imparidades de mais de 1.038 milhões de euros, em números que seriam de 2015. O Observador foi avaliar a evolução de cada um destes grandes devedores, através da consulta de documentos públicos, entre os quais processos que constam no portal da justiça, o Citius, e os relatórios e contas mais recentes disponíveis.

...... e continua
http://observador.pt/especiais/11-grandes-devedores-da-caixa-cinco-estao-em-liquidacao-e-outros-quatro-nao-pagam/

Nota: Quando se fala em imparidades, as empresas estão a reconhecer na sua contabilidade que já perderam x€ por um mau empréstimo, mau investimento ou porque um cliente não paga. E quando se começam a colocar imparidades nas contas de uma empresa (banco neste caso), a probabilidade de perda total é grande. Resumindo, quando uma empresa coloca imparidades num determinado montante, reconhece que nunca mais vai ver esse dinheiro, pelo menos.
« Última modificação: Agosto 07, 2017, 11:33:22 am por Viajante »
 
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Re: Portugal comecerá a recuperar?
« Responder #603 em: Setembro 21, 2017, 04:32:24 pm »
WSJ: Portugal, “um dos elos mais fracos da Zona Euro parece estar cada vez mais seguro”

Depois de o Financial Times ter elogiado a saída de Portugal do rating de “Lixo”, o Wall Street Journal vem agora dizer que Portugal dá uma “lição” aos eurocéticos britânicos.

Há 25 anos que os eurocéticos britânicos preveem o fim da moeda única, servindo mesmo esse fim anunciado como um dos motivos para a saída do Reino Unido da União Europeia. Mas esta narrativa sofreu vários revezes ao longo dos últimos anos, sendo o mais recente a saída da dívida soberana portuguesa do nível de “Lixo”, de acordo com o novo rating da Standard & Poor’s. Com esta mudança, a última ida do país aos mercados traduziu-se numa descida abrupta dos juros, para valores que não eram vistos desde janeiro de 2016.

Para o Wall Street Journal, esta alteração foi mais um passo na recuperação do país da crise financeira que levou o Governo a pedir o resgate à Europa e a aceder à intervenção do FMI. Para o periódico, com o crescimento esperado do país a cifrar-se nos 2,8% e o desemprego a descer novamente para perto dos 9%, “um dos elos mais fracos da Zona Euro parece estar cada vez mais seguro”. A recuperação lusa é descrita como uma “lição” a ser estudada pelos eurocéticos britânicos. As razões para esta afirmação assentam no facto de Portugal ter conseguido passar de um défice de 9% em 2012 para um de 1,5% em 2016, ao passo que o do Reino Unido se mantinha, em março deste ano, nos 2,4%. O nosso país conseguiu ainda que o défice da balança corrente (onde predomina a balança de bens e serviços) passasse dos 6% para um resultado positivo de 0,7%, por oposição à do Reino Unido, cujo défice se cifra em 4,4%. E Portugal conseguiu ainda aumentar as suas exportações como percentagem do PIB para 45%, um valor bem acima dos 28% do Reino Unido.

Apesar dos bons resultados, o jornal afirma que Portugal – tal como a Zona Euro – não está ainda livre de perigo. Os níveis altos de dívida pública e privada deixam o país vulnerável, apesar das perspetivas de crescimento. Tal como muitos países da Zona Euro, o país precisa de aumentar a sua produtividade para dissipar todas as dúvidas acerca da sustentabilidade da dívida a longo prazo. Mas a recuperação de Portugal não deixa de ser um alerta de que o colapso do Euro não é inevitável e de que a sua sobrevivência não precisa de depender da passagem da eurozona para um superestado, tal como a falta de equilíbrio do Reino Unido lembra que uma moeda flexível pode ser uma maldição se permitir que os Governos se esquivem a tomar as decisões difíceis, com tomou Portugal.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/wsj-portugal-um-dos-elos-mais-fracos-da-zona-euro-parece-estar-cada-vez-mais-seguro-211404
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Portugal comecerá a recuperar?
« Responder #604 em: Setembro 27, 2017, 03:34:03 pm »
Portugal sobe 4 lugares no ranking da competitividade

Portugal é agora o 42.º entre 137 países, diz o estudo do Fórum Económico Mundial. Burocracia e impostos são o principal problema

Portugal está mais competitivo do que há um ano e ocupa presentemente o 42.º lugar 137 países, indica a nova edição do Ranking da Competitividade do Fórum Económico Mundial para 2017-2018.

É uma subida de quatro lugares desde a última edição, mas ainda assim o país fica abaixo da 38ª posição que ocupava em 2015. Na prática, recupera o posto atribuído em 2016 e fica alguns pontos abaixo do seu melhor lugar de sempre (36.º) em 2014.

Entre os 137 países estudados, a Suíça é o mais competitivo, seguida dos Estados Unidos. A Espanha está em 24.º lugar, mas a Itália ficou pior classificada do que Portugal.

Entre os fatores que mais afetam o desempenho de Portugal estão a burocracia, os impostos, a legislação laboral e até a "instabilidade política". Já as infraestruturas, em especial a qualidade das estradas (classificadas entre as 10 melhores do mundo), educação, saúde e tecnologia aparecem com boas avaliações.

http://reports.weforum.org/global-competitiveness-index-2017-2018/competitiveness-rankings/
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Portugal comecerá a recuperar?
« Responder #605 em: Setembro 27, 2017, 04:13:03 pm »
Portugal sobe 4 lugares no ranking da competitividade

Portugal é agora o 42.º entre 137 países, diz o estudo do Fórum Económico Mundial. Burocracia e impostos são o principal problema

Faz-me um bocado de confusão esse ranking. Como é que ao usar variáveis como segurança, infraestruturas, diversificação da economia, educação, etc...... consegue colocar a Índia na frente de Portugal? E a Rússia que tem desde o início da era de Putin como meta atingir o desenvolvimento de Portugal? A República Checa muito à frente da Itália? E já agora a Itália colada a Portugal, mas atrás de nós!!!!!! E ao Brasil colocaram quase como país do 3º mundo (com muitos outros muito melhores colocados, como o Ruanda! Cazaquistão! .....

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Re: Portugal comecerá a recuperar?
« Responder #606 em: Setembro 27, 2017, 07:38:08 pm »
Portugal sobe 4 lugares no ranking da competitividade

Portugal é agora o 42.º entre 137 países, diz o estudo do Fórum Económico Mundial. Burocracia e impostos são o principal problema

Faz-me um bocado de confusão esse ranking. Como é que ao usar variáveis como segurança, infraestruturas, diversificação da economia, educação, etc...... consegue colocar a Índia na frente de Portugal? E a Rússia que tem desde o início da era de Putin como meta atingir o desenvolvimento de Portugal? A República Checa muito à frente da Itália? E já agora a Itália colada a Portugal, mas atrás de nós!!!!!! E ao Brasil colocaram quase como país do 3º mundo (com muitos outros muito melhores colocados, como o Ruanda! Cazaquistão! .....

Índice muito estranho e nada imparcial :)

E já alguém reparou que Angola não existe? Pelo menos não se consegue encontrar nos dados. Se calhar no caso de Portugal deve-se em parte ao nível de endividamento e ao facto de o estudo ainda não tomar em consideração que Portugal já saiu do nível lixo. De qualquer maneira as estatísticas valem  o que valem, é tudo uma questão de opinião (ou valorações).

Por exemplo no caso da Índia quando se chega à parte financeira eles levam-nos vantagem porque dão-nos uma abada na confiança que se pode ter no sistema bancário ( e nós até percebemos porquê) , na facilidade de acesso a empréstimos, capital de risco para investimento, financiamento por acesso à bolsa etc... Logo temos uma pontuação de 3.3 para nós e 4.4 para eles.

Muitos deles podem ir ao campo fazer as suas necessidades mas para um banco é uma situação sem relevância porque o negócio deles é números/numerário. Por isso é que temos Países com classificações muito boas economicamente mas que continuam a ter percentagens significativas da população a viver em situação degradantes.

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Re: Portugal comecerá a recuperar?
« Responder #607 em: Setembro 27, 2017, 10:45:35 pm »
Portugal sobe 4 lugares no ranking da competitividade

Portugal é agora o 42.º entre 137 países, diz o estudo do Fórum Económico Mundial. Burocracia e impostos são o principal problema

Faz-me um bocado de confusão esse ranking. Como é que ao usar variáveis como segurança, infraestruturas, diversificação da economia, educação, etc...... consegue colocar a Índia na frente de Portugal? E a Rússia que tem desde o início da era de Putin como meta atingir o desenvolvimento de Portugal? A República Checa muito à frente da Itália? E já agora a Itália colada a Portugal, mas atrás de nós!!!!!! E ao Brasil colocaram quase como país do 3º mundo (com muitos outros muito melhores colocados, como o Ruanda! Cazaquistão! .....

Índice muito estranho e nada imparcial :)

E já alguém reparou que Angola não existe? Pelo menos não se consegue encontrar nos dados. Se calhar no caso de Portugal deve-se em parte ao nível de endividamento e ao facto de o estudo ainda não tomar em consideração que Portugal já saiu do nível lixo. De qualquer maneira as estatísticas valem  o que valem, é tudo uma questão de opinião (ou valorações).

Por exemplo no caso da Índia quando se chega à parte financeira eles levam-nos vantagem porque dão-nos uma abada na confiança que se pode ter no sistema bancário ( e nós até percebemos porquê) , na facilidade de acesso a empréstimos, capital de risco para investimento, financiamento por acesso à bolsa etc... Logo temos uma pontuação de 3.3 para nós e 4.4 para eles.

Muitos deles podem ir ao campo fazer as suas necessidades mas para um banco é uma situação sem relevância porque o negócio deles é números/numerário. Por isso é que temos Países com classificações muito boas economicamente mas que continuam a ter percentagens significativas da população a viver em situação degradantes.

Cumprimentos,

Também acho que tem a ver com as regras do trabalho, e a quantidade de impostos.
 

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Re: Portugal comecerá a recuperar?
« Responder #608 em: Setembro 28, 2017, 08:16:27 pm »
Citar
ambém acho que tem a ver com as regras do trabalho, e a quantidade de impostos.

Terá a haver com várias coisas. Na Índia decerto que existe mais "flexibilidade" no mercado de trabalho, basta ver aqueles estaleiros de desmantelamento de navios na praia. Por outro lado o governo tem tanta dificuldade em conseguir cobrar impostos, que acabou com as notas de 500 e 1000 rupias, para obrigar a população a ir depositar o dinheiro nos bancos.

Tudo depende daquilo em que em que a instituição que faz as estatísticas está interessada. Se fosse por exemplo uma organização interessada em negócios de turismo em montanhas, provavelmente o NEPAL aparecia no topo da lista.

O que ainda acho mais piada naquela lista é as Filipinas e o Rwanda conseguirem ficar à frente da Hungria e da Republica Eslovaca.

Cumprimentos,

 

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Camuflage

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Re: Portugal comecerá a recuperar?
« Responder #609 em: Setembro 28, 2017, 09:32:53 pm »
O nosso sistema de justiça e a burocracia são o principal problema, demasiada gente de direito a querer chupar. Depois segue-se o ensino que está muito afastado em regra geral do mercado de trabalho salvo alguns cursos.
 

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Re: Portugal comecerá a recuperar?
« Responder #610 em: Setembro 28, 2017, 10:09:19 pm »
O nosso sistema de justiça e a burocracia são o principal problema, demasiada gente de direito a querer chupar. Depois segue-se o ensino que está muito afastado em regra geral do mercado de trabalho salvo alguns cursos.

Já está a mudar muito o nosso ensino. Os cursos de ensino geral (que servem apenas para quem quer prosseguir estudos), esses ainda não estão sob escrutínio tão rigoroso, apesar do Ministério da Educação controlar por região o número de cursos que devem abrir.

Mas nos cursos financiados por fundos comunitários (normalmente 85% do financiamento), esses cursos têem 2 objectivos mínimos que têem de ser cumpridos, pelo menos 65% dos alunos que começam os cursos (cursos profissionais do 10º ao 12º ano), têem de concluir o 12º ano de escolaridade. E ao mesmo tempo uma entidade chamada de POCH (Programa Operacional de Capital Humano) exige os números da Segurança Social e dá à Escola 6 meses depois de terminar o curso e vão medir a % de alunos inscritos nos Centros de Emprego. Qualquer curso que tenha mais de 35% de desempregados (65% de empregabilidade ou prosseguimento de estudos), pode ter a certeza que não volta a abrir esse curso nessa Escola!!!!!!

E o POCH vai apertar ainda mais essas percentagens para 90% de conclusão de curso e mais de 75% de empregabilidade. Quem não atingir esses objectivos (as Escolas) tão cedo não podem abrir cursos dessa área!

No entanto, também foram criados grupos de apoio à empregabilidade, ao nível dos Municípios, com vários licenciados nas áreas de Sociologia, Psicologia...... (uma forma de dar emprego a milhares de desempregados nessas áreas), que têem como única função "arranjar" empregos a todos os jovens que saiem das Escolas ou que estão desempregados.
« Última modificação: Setembro 28, 2017, 10:14:48 pm por Viajante »
 

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Re: Portugal comecerá a recuperar?
« Responder #611 em: Setembro 30, 2017, 03:23:44 pm »
Preço dos combustíveis:

O Governo queixa-se de que as empresas de combustível podem estar a concertar preços e carregar nos mesmos........ coitadinhos..... basta vermos a imagem seguinte para tirarmos as dúvidas sobre o verdadeiro "ladrão" no caso dos preços dos combustíveis:



O governo fica com 2/3 do preço dos combustíveis no consumidor final e ainda tem a lata de chamarem "ladrões" aos outros!!!!!!!

Ainda tiveram a lata de fazerem queixa à UE! Quando viram a carga de impostos que Portugal aplica, devem ter rido às gargalhadas e arquivaram o processo!

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/inacabado-214762
 

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Re: Portugal comecerá a recuperar?
« Responder #612 em: Outubro 27, 2017, 10:55:54 am »
A propósito dos incêndios, deixo um texto de Rui Ramos, sobre a forma como é tratado o interior do país!

Ninguém vai salvar o “país rural”



A pretexto da floresta, o governo vai tornar a vida ainda mais difícil às populações rurais. A Idade Média foi o tempo dos povoadores. Vivemos agora no tempo dos despovoadores.

Parece que os incêndios tiveram o efeito das antigas campanhas publicitárias que prometiam “um Portugal desconhecido que espera por si”. Esse Portugal é o “país rural”, que a oligarquia se propõe agora salvar. Desculpem se não consigo ver aqui as políticas de um Estado funcional, mas apenas o palavreado leviano de um regime demagógico.

A partir dos anos 50, a tecnocracia nacional, ainda instalada na ditadura salazarista, mas já a pensar na integração europeia, convenceu-se de que a “província”, tal como o “ultramar”, só tinha desvantagens. As colónias de África eram uma fonte de guerra e isolamento diplomático, e o interior do país, um viveiro de famílias pobres, a deprimir as estatísticas. Pior: África e a província eram as âncoras do salazarismo. Desenvolver e democratizar Portugal pressupunha, portanto, trocar a África pela Europa, e a província pelas cidades do litoral. Foi o que aconteceu, no caso do interior do país por meio da emigração e do desmantelamento europeu do proteccionismo agrícola e industrial. Nos vales e montanhas da província, a população rareou e envelheceu. O território, embora atravessado por vias rápidas, foi abandonado a um matagal pomposamente designado por “floresta”. O desnível de riqueza acentuou-se: o PIB da Área Metropolitana de Lisboa representa 110% da média da UE, mas o do Norte só equivale a 64%, o do Centro, a 68% e o do Alentejo, a 73%.

Durante décadas, as rotundas do “poder autárquico” maquilharam o declínio do “Portugal profundo”. Miguel Torga foi o porta-voz literário desse país “telúrico”, oposto a “Lisboa”. Acontece que a capital, apesar da localização dos ministérios, nem por isso foi poupada. Antes dos turistas e da nova lei das rendas, largas manchas da cidade chegaram a ser uma massa suja de prédios a ruir, lojas esvaziadas pelos centros comerciais da periferia, e bairros tão desertificados e envelhecidos como as aldeias serranas. Nem faltavam os incêndios, como o do Chiado em 1988.

Porquê? Porque também os bairros de Lisboa estavam associados à pobreza e aos constrangimentos que despejavam as aldeias. O Portugal de hoje resultou de uma enorme deslocação de população à procura de melhor vida – melhor vida que não estava nas montanhas, nem, até há pouco tempo, no centro histórico da capital.

Vai agora ser diferente? Não basta mais uma “reforma da floresta”, tal como nunca bastou mais uma citação “telúrica” de Torga. O mato português é um vasto cemitério de reformas florestais. O “país rural” precisa de gente: mais gente, e gente com meios e liberdade para investir. Ora, a pretexto da prevenção dos fogos, o governo prepara-se para dificultar ainda mais a vida no sertão do país. Não é de espantar. À oligarquia repugna tudo o que signifique menos controle e menos impostos, isto é, menos lugares para a clientela. Em Lisboa, a liberalização e o turismo começaram a recuperar a cidade, mas a maioria social-comunista já só fala em congelar, taxar e dissuadir — talvez ainda chegue à proibição neo-zelandeza de vender casas a estrangeiros. Para a província, António Costa lembrou-se de restaurar o antigo regime colonial das culturas obrigatórias, privando os nativos do rendimento dos eucaliptos, e ameaçando-as de expropriação. O pretexto é a “floresta”, a alcatifa verde que o citadino vê deslizar à volta quando passa na autoestrada. Mas sabemos o que a estatização valeu ao Pinhal de Leiria. O resultado, como já tanta gente previu, será um campo com ainda menos gente e, portanto, com mais fogos. A Idade Média foi o tempo dos povoadores. Vivemos agora no tempo dos despovoadores.

http://observador.pt/opiniao/ninguem-vai-salvar-o-pais-rural/#comment-post-2332754-1718304
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Portugal comecerá a recuperar?
« Responder #614 em: Janeiro 04, 2018, 10:34:40 pm »
Caixa vende créditos sobre Vale do Lobo a fundo português que vai assumir a gestão

Banco do Estado vendeu os créditos que detinha sobre a sociedade gestora de Vale do Lobo ao fundo português ECS por 222,9 milhões de euros. Resort de luxo vai ter nova administração.



A Caixa Geral de Depósitos vendeu os créditos que detinha na sociedade gestora do empreendimento de luxo Vale do Lobo a um fundo detido pela ECS Capital, gestora de fundos gerida pelos portugueses António de Sousa e Fernando Esmeraldo. A informação foi confirmada ao Observador por fonte oficial do banco público que adianta que o valor da transação foi de 222,9 milhões de euros. O comprador, acrescenta, foi um fundo investimento da ECS Capital vocacionado para intervir em projetos no setor imobiliário e turístico.

Vale do Lobo foi um dos projetos mais polémicos em que esteve envolvida a Caixa e agora vai passar a ser gerido pela ECS. Com esta transação, a gestora de fundos portuguesa ficará a principal acionista e nessa qualidade vai substituir a administração liderada por Diogo Gaspar Ferreira e que esteve à frente da sociedade desde que a Caixa financiou a compra deste empreendimento. A entrada do banco no resort algarvio foi decidida em 2006, uma decisão que envolveu Armando Vara, então administrador do banco do Estado.

A venda foi fechada a 22 de dezembro e ainda aguarda autorização das autoridades competentes. A transação foi feita com um desconto em relação ao total dos empréstimos concedidos pelo banco do Estado à sociedade, cuja dimensão não foi revelada. A exposição da Caixa a Vale do Lobo, enquanto financiadora e acionista, terá ultrapassado os 300 milhões de euros, mas a existência de ativos valiosos como garantia — as propriedades e os terrenos do resort algarvio — travaram o valor das perdas para a CGD.

O Observador sabe que também o Novo Banco terá cedido os seus créditos nesta operação. A Caixa vai receber unidades de participação do fundo de investimento que ficará com Vale do Lobo, o Flite, que tem outros ativos imobiliários como as Torres de Lisboa, onde está instalada a sede da Galp Energia. Apesar de continuar exposta ao risco desta operação, que foi um dos empréstimos mais problemáticos feitos pela CGD, o banco público dilui esse risco uma vez que o fundo vai gerir Vale do Lobo tem outros ativos que estão no mercado. A expetativa do banco público é a de que este ativo que durante todos os anos em que a Caixa foi acionista deu prejuízos “possa ser recuperado e rentabilizado”.

Segundo informação recolhida pelo Observador, houve várias propostas para adquirir os créditos de Vale do Lobo, incluindo uma feita por um investidor estrangeiro, acabou por ser escolhida a oferta da ECS Capital. A gestora portuguesa de fundos de investimento é gerida por António de Sousa, que foi presidente da Caixa Geral de Depósitos entre 2000 e 2004, abandonando o cargo antes do banco do Estado se ter envolvido no negócio de Vale do Lobo.

A Caixa foi o principal financiador deste projeto desde que entrou no capital e para além das perdas, o empreendimento também está envolvido na Operação Marquês, tendo vários dos seus gestores sido acusados, no quadro do inquérito contra o antigo primeiro-ministro José Sócrates.

Com esta operação, o banco do Estado dá mais um passo para resolver as operações ruinosas, feitas sobretudo na década passadam e que contribuíram para a necessidade do aumento de capital de mais de 4.000 milhões de euros em 2017. Em novembro, o banco anunciou a venda da fábrica Artlant, da antiga La Seda, a um grupo tailandês. Neste caso, a perda reconhecida pelo banco do Estado foi muito mais significativa.

Entre os casos bicudos que estão por resolver destacam-se a Comporta, herdade na qual a Caixa é a detentora dos principais créditos. Uma tentativa de venda acabou por não ser autorizada pelo Ministério Público no quadro do inquérito-crime ao universo do Grupo Espírito Santo. Outro ativo por vender é a fábrica da Pescanova em Mira que foi declarada insolvente este verão, mas neste caso a Caixa é um entre vários credores bancários.

http://observador.pt/2018/01/04/caixa-vende-creditos-sobre-vale-do-lobo-a-fundo-portugues-que-vai-assumir-a-gestao/

Conclusão: La Seda recebeu empréstimos de 476,4 milhões de €, é vendida por 28 milhões €
Vale do Lobo recebeu empréstimos de 282,9 milhões €, vendido por 222,9 milhões €
Só nesta limpeza de activos, a CGD ficou a perder mais de 500 milhões de euros!!!!!!!
 

 

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