Sector Naval

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Malagueta

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Re: Sector Naval
« Responder #45 em: Novembro 09, 2011, 10:59:45 am »
Boas miguel,

aqui tens a noticias completa, e para mim uma boa noticia...

Douro Azul ganha novo contrato de 20,5 milhões e vai construir outro navio


Mário Ferreira dobra o valor da encomenda nas negociações com os Estaleiros de Viana e a Navalria
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O crescimento da Douro Azul entrou em velocidade de cruzeiro. Em contraciclo com a recessão económica portuguesa, a maior operadora de cruzeiros turísticos no rio Douro aposta no reforço da sua frota. Depois de ter lançado à agua, em Abril passado, o seu quinto navio-hotel, num investimento de 12,4 milhões de euros, e de ter anunciado a intenção de contratar a construção de mais um barco, a empresa acaba de firmar, em Inglaterra, a decisão de duplicar a encomenda a adjudicar até ao final deste ano.
 

"Assinei hoje [ontem], na World Travei Market, em Londres, um contrato por cinco anos com a norte-america na Ama Waterways, no valor de 20,5 milhões de euros, o que vai obrigar a Douro Azul a encomendar a construção de mais um navio-hotel para além do que já estava previsto", revelou ao Negócios Mário Ferreira, presidente da empresa portuguesa. Significa isto que a Douro Azul assegurou até 2017 a ocupação integral, com clientes estrangeiros, do futuro navio, que deverá entrar ao serviço da companhia californiana em Marco de 2013.

 

E pela primeira vez na sua história, a empresa sediada no Porto terá na sua frota um barco baptizado como nome da contratante. "Todos os nomes dos barcos que trabalham em exclusivo para a Ama Waterways começam por Ama. No caso do nosso navio, a empresa norte-americana decidiu chamar-lhe Ama Vida, pois estará ao serviço daqueles que amam a vida!", gracejou Mário Ferreira.

 

O empresário português, que ontem assinou o novo contrato com Rudi Schreiner, presidente da AmaWaterways, avançou ainda que o AmaVida, que terá uma dimensão semelhante aos que fazem parte da actual frota da Douro Azul, vai ficar dotado de uma menor capacidade de alojamento. "Devido ao facto de o perfil de cliente deste operador ser de classe alta, o navio terá 54 cabines em vez das habituais 65", confidenciou o mesmo gestor.

 

Investimento previsto: cerca de 11 milhões de euros, sendo que "este contrato compreende um adiantamento de 500 mil euros por parte da operadora". A AmaWaterways é especialista na distribuição de cruzeiros fluviais, operando em rios como o asiático Mekong, o europeu Danúbio ou o africano Zambeze.

 

Mais de 20 milhões no estaleiro

 

Abriu entretanto a corrida à construção dos novos barcos-hotel da Douro Azul. "É que agora vou encomendar não um, mas dois navios", avançou Mário Ferreira, admitindo que está a negociar com dois estaleiros portugueses - os de Viana do Castelo e a Navalria, da Martifer – e o holandês De Hoop. O empresário não quis adiantar mais pormenores sobre a sua estratégia de negociação, mas confirmou que a adjudicação das duas embarcações deverá acontecer "até ao final do ano".

 

Aos 11 milhões de euros em que está orçada a construção do AmaVida, acresce os 13 milhões previstos para colocar na água o Douro Prestige, nome do outro navio a encomendar pela Douro Azul, num investimento que inclui a aquisição de um helicóptero e dois autocarros turísticos.


2011-11-09 09:42
Rui Neves, Jornal de Negócios .
 

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miguelbud

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Re: Sector Naval
« Responder #46 em: Novembro 09, 2011, 01:13:28 pm »
Obrigado Malagueta,

É de facto uma excelente notícia, vejo muitas vezes os navios da Amawaterways passarem Danúbio acima, Danúbio abaixo e estao sempre lotados. É uma empresa bastante bem posicionada no mercado dos cruzeiros fluviais.

Agora a cereja em cima do bolo seria mandarem construir o Douro Prestige na Navalria (aproveitando o Know how adquirido aquando a construçao do Douro Spirit), o Amavida nos ENVC e os autocarros turísticos na Salvador Caetano. Quanto ao helicóptero...  :roll:  :roll:
 

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HSMW

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Re: Sector Naval
« Responder #47 em: Novembro 09, 2011, 01:25:43 pm »
:censurado:

 :mrgreen:
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Malagueta

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Re: Sector Naval
« Responder #48 em: Novembro 09, 2011, 02:43:24 pm »
lol...

Os Autocarros, são construidos na Irmãos Mota, como quase todos tem sido encomendados pela douro azul,
relativamente a construção dos barcos, os mesmos tem mantido a preferencia por estaleiros Portugueses, exactamente os dois que estão em negociação. ( um foi construido nos ENVC em 2005 se não estou em erro )
 

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Feinwerkbau

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Re: Sector Naval
« Responder #49 em: Novembro 09, 2011, 05:27:34 pm »
em 2005 foram entregues 2 navios gémeos, o Douro Queen e o Algarve Queen à Douro Azul

http://www.envc.pt/navios/n234/navio235.htm

o Douro Queen opera no Douro o Algarve não sei onde pára actualmente.
 

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chaimites

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Re: Sector Naval
« Responder #50 em: Novembro 09, 2011, 09:55:20 pm »
Citação de: "Feinwerkbau"
em 2005 foram entregues 2 navios gémeos, o Douro Queen e o Algarve Queen à Douro Azul

http://www.envc.pt/navios/n234/navio235.htm

o Douro Queen opera no Douro o Algarve não sei onde pára actualmente.

O Algarve Cruise oi rebatizado Douro Cruise  e efectua cruzeiros  no Douro
 

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Malagueta

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Re: Sector Naval
« Responder #51 em: Novembro 10, 2011, 10:59:55 am »
Contactos com potenciais investidores, como é o caso da Martifer, já se iniciaram. Mas a permanência do Estado nos ENVC fez a empresa recuar.

Martifer interessada numa concessão
A proposta defendida pela Empordef já deixou pelo caminho alguns parceiros possíveis. O Diário Económico sabe que um dos eventuais interessados nos Estaleiros de Viana era a Martifer, que já detém o negócio da Navalria. Fontes próximas do processo adiantaram ao Diário Económico que "o presidente da Martifer, Carlos Martins, e o presidente da Douro Azul, Mário Ferreira, estiveram a semana passada na Empordef, a convite desta entidade". E, garante a mesma fonte, "o facto de o modelo defendido pela Empordef permitir ao Estado continuar a mandar nos Estaleiros Navais não interessou aos dois participantes na reunião".

Fontes próximas do processo revelam que o modelo que poderia interessar à Martifer seria o de uma concessão por 20 ou 25 anos. Contactada, a empresa não fez qualquer comentário. Também Mário Ferreira não quis comentar se está ou não interessado na privatização dos ENVC. O presidente da Douro Azul limitou-se a dizer que, "obviamente, tenho muitas reuniões, quer na Empordef, quer noutras entidades, uma vez que sou potencial cliente dado que tenho barcos para construir".
 

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Malagueta

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Re: Sector Naval
« Responder #52 em: Novembro 21, 2011, 10:27:45 am »
Noticias 1

Douro Azul melhora Natal de trabalhadores e estaleiros

Por ar, terra e água, Mário Ferreira continua a querer marcar a actualidade.
Após conquistar a liderança do mercado de cruzeiros turísticos no rio Douro e comprar o bilhete que lhe vai dar o estatuto de primeiro português a ir ao espaço, o dono da Douro Azul anunciou que irá pagar por inteiro o subsídio de Natal aos mais de 100 trabalhadores da empresa. "E poderá haver uma segunda prenda, neste caso ao País, com a entrega da construção de dois navios-hotel a estaleiros portugueses", adiantou o empresário ao Negócios. Partilhar

Noticias 2

Indústria naval
Estaleiros Navais de Viana do Castelo garantem novas encomendas
Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENCV) receberam novas encomendas que podem garantir a viabilidade no futuro.
De acordo com ò "Público", que cita fonte dos ENCV, a administração tem "vários contratos assinados e outros em vias de contratualização" que representam mais trabalho e afastam a ameaça de despedimentos.
 
Entretanto, hoje, responsáveis pela captação de investimentos do Brasil visitam os Estaleiros para estudar futuros negócios.
2011-11-21 09:53
 

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miguelbud

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Re: Sector Naval
« Responder #53 em: Novembro 28, 2011, 12:32:01 pm »
Alguém tem mais informaçao sobre esta notícia? Gostaria de saber, quais é que serao as consequencias para a Rodman? em quanto é que foi financiado pelo estado portugues? e qual a razao para nao se avançar com a produçao (que calculo que tenha sido a crise em 2008).  

Fábrica subsidiada pelo Estado foi deixada ao abandono

Há quatro anos foi apresentada como uma das mais modernas fábricas a instalar-se em Portugal e prometia criar 400 postos de trabalho - mas o investimento de 10,5 milhões de euros da Rodman, de onde deviam sair 300 iates por ano, está hoje praticamente abandonado no parque empresarial de Valença, no distrito de Viana do Castelo.

http://www.dn.pt/inicio/economia/interi ... id=2151393
 

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Malagueta

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Re: Sector Naval
« Responder #54 em: Novembro 28, 2011, 12:38:59 pm »
boas,

Aqui tens, mas uma triste historia...

Investimento apoiado pelo Estado ao abandono


Custou 10,5 milhões e é uma das mais modernas fábricas do género em toda a Europa, mas está fechada há dois anos e nunca foi além de 50 dos 400 empregos prometidos.

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Há quatro anos foi apresentada como uma das mais modernas fábricas a instalar-se em Portugal e prometia criar 400 postos de trabalho - mas o investimento de 10,5 milhões de euros da Rodman, de onde deviam sair 300 iates por ano, está hoje praticamente abandonado no parque empresarial de Valença, no distrito de Viana do Castelo.

 

Para trás ficaram incentivos do Estado português através de benefícios fiscais atribuídos ao grupo espanhol e uma comparticipação de mais de meio milhão de euros na formação profissional dos trabalhadores. A fábrica está hoje deserta, ainda com o equipamento de topo no interior e com um aspecto de novo que mais parece pronta a inaugurar, conforme o DN constatou no local.

 

Apesar das tentativas, não foi possível obter qualquer explicação por parte da administração da empresa para a actual situação da fábrica portuguesa. O IAPMEI também não respondeu às perguntas do DN sobre quanto dinheiro foi concedido à empresa.

 

Totalmente parada há dois anos, a fábrica da Rodman serve hoje apenas de armazém, completamente fechada, enquanto aguarda melhores notícias do mercado internacional e sobretudo da casa-mãe, na Galiza, em risco de insolvência.

 

A unidade portuguesa "é talvez a mais avançada do grupo, mas não serve para nada, está fechada", explicou ao DN um sindicalista. A Rodman Lusitânia, instalada em Valença desde Setembro de 2007, teve o apoio da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), nomeadamente na compra dos 65 mil metros quadrados de terrenos, instalações e máquinas das mais avançadas da Europa.

 

Desde 2008 que o grupo Rodman, líder ibérico na venda destas embarcações de recreio, enfrenta uma grave crise, com uma queda superior a 60% na facturação. Em Valença, desde esse ano, despediu 45 dos 50 trabalhadores que chegou a contratar, muito aquém dos 400 postos de trabalho directos que tinha inicialmente prometido.

 

A Rodman previa operar em Portugal com uma unidade industrial para o fabrico de embarcações especiais e de recreio entre os 8 e os 16 metros de comprimento, das gamas Rodman Fisher & Cruise, empregando tecnologias avançadas em construção naval em poliéster reforçado com fibra de vidro (PRFV).

 

Durante anos foi apresentado como um investimento âncora para Valença mas só operou, e abaixo da sua capacidade normal, durante o ano de 2008.

 

A dificuldade do mercado é o motivo apontado pela administração para a redução drástica dos postos de trabalho nos últimos dois anos.

 

A Rodman Lusitânia previa produzir por ano cerca de 300 embarcações e obter um volume de negócios de aproximadamente 28 milhões de euros.

 

 

DADOS DO IIC

Menos falências apesar da crise

 

O número de empresas a pedir a insolvência está a abrandar, apesar de o agravar da crise financeira ter provocado maiores restrições no crédito bancário. Até ontem, pediram insolvência 3405 empresas, menos 136 (-3,84%) que nos primeiros 11 meses de 2010, de acordo com os dados do Instituto Informador Comercial (IIC). Aveiro, Braga, Coimbra e Porto são os distritos onde a situação parece estar a melhorar; Leiria, Faro e Lisboa registam um agravamento nas insolvências. A crise parece estar a bater com mais força na construção, indústria de mobiliário, transportes e comércio a retalho; pelo contrário, a situação está menos negra nas imobiliárias e, sobretudo, no vestuário e têxteis.


2011-11-27 08:28
Paulo Julião, Viana do Castelo, Diário de Notícias .
 

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miguelbud

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Re: Sector Naval
« Responder #55 em: Novembro 28, 2011, 02:12:48 pm »
Obrigado Malagueta,

Infelizmente, as minhas 2 primeiras perguntas nao sao respondidas. E como isto ocorreu no tempo do inginheiro, calculo que nao haja nenhuma clausula no contrato a ressalvar o interesse nacional.

Acabei de ler esta notícia http://www.tvi24.iol.pt/politica/passos ... -4072.html . Espero que o Passos abra os olhos e veja o potencial que aqui tem.
 

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Malagueta

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Re: Sector Naval
« Responder #56 em: Novembro 29, 2011, 11:06:40 am »
Boas Miguel,

O Problema é que apesar de todos os Worshops, reuniões, seminários, conferencias etc..  continua a faltar uma plano, uma estratégia, para isto como em outras muitas coisas em Portugal.

Até lá falam muito e fazem muito pouco infelizmente....

Muito de que ainda se faz, são planos vindo do tempo do Salazar como por exemplo Sines, ou seja passado 40 a 50 anos ainda andas a tentar concretizar esses projectos.
 

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miguelbud

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Re: Sector Naval
« Responder #57 em: Novembro 29, 2011, 12:55:00 pm »
Olá Malagueta,

Pois, nós nunca fomos bom a planear, especialmente a longo prazo.

Mas por exemplo, aqui na Hungria (e o governo hungaro nao é exemplo para ninguém) houve muitas multinacionais que se transferiram para aqui e criaram os chamados shared services centers. A escolha pela Hungria deu-se por causa da localizaçao geográfica e pelos subsidios dados. No entanto, o contrato assinado tinha um cronograma que estipulava que até á data x, y pessoas devem ser empregadas por esta empresa e até a W, z pessoas, etc etc. Caso as deadlines nao fossem cumpridas, parte do dinheiro tinha de ser devolvido.

No seguimento disto, a Vodafone andou a contratar gente em Junho de 2007 que só começou a trabalhar em Abril, e estiveram a ser pagos para olhar para as moscas. Com a BP passou-se uma coisa semelhante.

Em relaçao a esta unidade fabril o nosso estado devia confiscar todos os activos, uma vez que o contracto nao foi respeitado. ISto se houve contracto assinado. :roll:
 

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Malagueta

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Re: Sector Naval
« Responder #58 em: Novembro 29, 2011, 02:48:57 pm »
Ainda sobre as tuas perguntas encontrei isto.

Sobre a empresa em si, acho que esta com probelmas de insolvencia em espanha mas não te posso dar a certesa.

"        
 Governo aprova novos projectos de investimento
 
 
 O Conselho de Ministros aprovou, na sua reunião de 17 de Dezembro, as minutas dos contratos de investimento e respectivos anexos relativos a dois novos projectos a realizar nos concelhos de Arcos de Valdevez e Valença.

O primeiro é celebrado entre o Estado Português, a Sarrel Sarthoise de Revêtements Electrolytiques, S.A.S., a Orial, S.A.S. e a Sarreliber- Transformação de Plásticos e Metais, S.A. O projecto de investimento da Sarreliber-Transformação de Plásticos e Metais, S.A., ascende a um montante total de 16,04 milhões de euros, dos quais cerca de 1,25 milhões de euros em formação profissional.

O projecto de investimento em causa visa a criação de uma unidade industrial, tecnologicamente avançada, para o tratamento de superfícies metálicas e plásticas. Os principais mercados clientes da empresa são a indústria automóvel, a indústria electrónica e o sector da perfumaria. Aproximadamente 80% da produção é destinada à exportação. Este investimento, a desenvolver no Concelho de Arcos de Valdevez, prevê a criação de 105 postos de trabalho, bem como a realização de um extenso programa de formação com vista à qualificação da força de trabalho.

A Sarreliber-Transformação de Plásticos e Metais, SA pertence ao Grupo francês Orial, através da empresa Sarrel, líder europeu da metalização electrolítica sobre matérias plásticas destinadas à indústria automóvel.

O segundo contrato é celebrado entre o Estado Português, a Rodman Polyships, S.A. e a Rodman Lusitânia, Construção e Reparação Naval, S.A., para a realização do projecto de investimento desta última em Valença, distrito de Viana do Castelo. O projecto de investimento da Rodman Lusitânia-Construção e Reparação Naval, S.A., ascende a um montante total de cerca de 10,5 milhões de euros, dos quais cerca de 540 mil euros se destinam a formação profissional.

O projecto de investimento em causa visa a criação de uma unidade industrial, tecnologicamente avançada, para o fabrico de embarcações de pesca e recreio de pequeno porte em polyester reforçado de fibra de vidro. Este investimento, a realizar no Concelho de Valença, prevê a criação de 183 postos de trabalho, bem como a realização de um importante programa de formação com vista à qualificação da força de trabalho. Em 2006 estima-se que o valor das vendas atinja os 21 milhões de euros. O projecto prevê a obtenção, até 31 de Dezembro de 2012, de um saldo cambial acumulado de cerca de 115 milhões de euros.

A Rodman Lusitânia–Construção e Reparação Naval, S.A. pertence ao Grupo espanhol Rodman já presente em Portugal desde 1999, altura em que adquiriu a Conafi, S.A., empresa dedicada à construção e reparação de embarcações instalada em Vila Real de Santo António."
 

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chaimites

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Re: Sector Naval
« Responder #59 em: Dezembro 05, 2011, 05:58:47 pm »
Uma notícia triste!
Fim da industria naval na Figeuira da Foz



Citar
Tribunal encerra Estaleiros do Mondego
O Tribunal Judicial da Figueira da Foz decretou esta segunda-feira o encerramento dos Estaleiros Navais do Mondego (ENM), depois de a empresa proprietária ter desistido do plano de viabilização apresentado em Julho

A insolvência foi pedida, em Abril, pela administração dos estaleiros, liderados pela firma espanhola Contsa, que os adquiriu em 2006 à Fundação Bissaya Barreto pelo preço simbólico de um euro, assumindo o passivo da companhia naval.

No final da assembleia de credores, o administrador de insolvência, Jorge Calvete, afirmou que a empresa desistiu do plano de viabilidade, levando o tribunal a determinar o encerramento.

"A única alegação [da Contsa] foi que o plano era inexequível", afirmou. O responsável disse ainda que o plano - que previa a constituição de uma nova empresa de construção e reparação de navios, com uma nova denominação, o perdão de algumas dívidas e o pagamento de outras a prazos entre os quatro e os 12 anos - possuía "algumas falhas técnicas" de elaboração.

"Enfim, o resultado da viabilização está aqui à vista, foi a desistência", frisou.

Jorge Calvete revelou que o passivo dos estaleiros, fundados na década de 1940, ascende a cerca de sete milhões de euros e que os activos existentes, maquinaria e material diverso, rondam os 360 mil euros.

Os estaleiros serão agora alvo de uma liquidação "normal", sendo que, de acordo com a lei, é privilegiada a venda da empresa "como um todo", referiu.

"Não havendo interessados para a venda da empresa como um todo, é vendida verba por verba, máquina por máquina", disse Jorge Calvete. O gestor judicial alegou ainda desconhecer que os estaleiros tenham recebido encomendas de navios nos últimos meses, informação que chegou a ser divulgada pela administração, em Junho.

"Desde que foi declarada a insolvência até agora não houve qualquer tipo de encomenda", garantiu.

O encerramento dos estaleiros e, com ele, o fim da indústria naval da Figueira da Foz, foi, por seu turno, classificado pelos sindicatos como um "dia triste" para os 44 trabalhadores, a grande maioria dos quais tinha os contratos suspensos.

"É um dia triste para os trabalhadores e para todos os figueirenses. Este estaleiro era uma referência e um marco importante nesta cidade", disse António Moreira, coordenador da União de Sindicatos de Coimbra

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/tribunal-encerra-estaleiros-do-mondego
 

 

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