Sector Naval

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Lusitano89

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Re: Sector Naval
« Responder #150 em: Março 09, 2016, 12:53:35 pm »
Empresa de Olhão criou barco a energia solar



Uma jovem empresa de construção naval de Olhão, distrito de Faro, estreou na última sexta-feira, com sucesso, o primeiro barco eletrossolar de uma linha de produção em série a pensar na exportação para todo o mundo.

"Correu excelentemente, dentro das nossas expetativas e [o barco] atingiu a velocidade esperada apenas com a ajuda da energia solar", disse à Lusa, satisfeito, Jorge Severino, sócio e responsável pelo desenvolvimento e pela produção da Sun Concept.

O barco, lançado à água numa rampa ao lado das docas de Olhão, tem sete metros de comprimento, 2,4 metros de largura e dois motores elétricos ligados a baterias escondidas dentro da embarcação, alimentadas por seis grandes painéis solares que lhe dão um ar futurista.

As baterias permitem ainda uma autonomia de oito horas de navegação noturna.

"O sol é uma energia que temos em grande quantidade e podemos utilizar de forma perpétua", explicou Jorge Severino, acrescentando que a ideia inicial era apenas produzir barcos de recreio, mas que rapidamente se deram conta de que podiam também construir barcos a pensar noutras atividades.

O primeiro barco produzido tem capacidade para oito pessoas, mas dois outros modelos já estão a ser desenvolvidos: um destinado à atividade marítimo-turística, com lotação para 14 pessoas, e outro destinado a atividades profissionais, com um porão aberto e de fácil acesso, para já com especial enfoque nas atividades dos mariscadores e viveiristas.

Um outro sócio da empresa, Manuel Brito, referiu que "a opção pelo desenvolvimento e produção de embarcações eletrossolares nasce da consciência da necessidade de redução do consumo de combustíveis fósseis, face ao impacto negativo na natureza e no aquecimento global, e da oportunidade de utilização com eficiência de energias limpas e renováveis/sustentáveis".

"O futuro de grande parte do setor da construção naval passará pela adoção de embarcações eletrossolares, quer pela sua cada vez maior eficiência, pela inexistência de gastos com consumos e, especialmente, pela urgência da redução do consumo de combustíveis fósseis com as vantagens daí advenientes", defendeu Manuel Brito.

A Sun Concept iniciou a sua atividade em maio de 2015 e os seus sócios investiram até agora cerca de 300.000 euros.

Emprega atualmente 10 pessoas, essencialmente ligadas ao desenvolvimento de modelos e à preparação de moldes para produção, e prevê reforçar esta equipa com mais 10 pessoas para iniciar a produção em série de barcos, com uma previsão de construção mensal de três a quatro barcos.

DN
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Sector Naval
« Responder #151 em: Março 30, 2016, 10:29:46 am »
Lisnave duplica lucros e distribui prémio recorde pelos trabalhadores


O estaleiro da Lisnave, no Sado, bateu um novo recorde em 2015, com os lucros a atingirem os 13,6 milhões de euros, o que é mais do dobro do valor apresentado no ano anterior



João Palma-Ferreira



Os 107 navios reparados na Lisnave em 2015 proporcionaram um lucro recorde ao estaleiro do Sado, que corresponde a um valor médio de reparação superior a um milhão de euros por navio, quando tradicionalmente o valor das reparações médias rondava os 850 mil euros por navio. Na reunião de acionistas realizada a 29 de março foi aprovado o pagamento de uma gratificação de 1,5 milhões de euros aos trabalhadores, que é 25% superior ao valor pago em 2014.

O volume de negócio resultante da actividade de reparação naval da Lisnave, decorrente dos 107 navios reparados em 2015, contra 92 navios reparados em 2014 ascendeu a 113,2 milhões de euros, o que compara com os 85,6 milhões registados em 2014.

Desta forma, os lucros liquidos da Lisnave aumentaram para 13,6 milhões de euros, o que compara com os 6,5 milhões registados em 2014.

Os acionistas do estaleiro naval vão receber um dividendo global de 13,5 milhões de euros relativo ao exercício de 2015. A gratificação de 1,5 milhões de euros atribuída aos trabalhadores relativa ao exercício de 2015 é 25% superior aos 1,2 milhões atribuidos em prémios em 2014.

http://expresso.sapo.pt/economia/2016-03-30-Lisnave-duplica-lucros-e-distribui-premio-recorde-pelos-trabalhadores
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Viajante

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Re: Sector Naval
« Responder #152 em: Abril 02, 2016, 12:18:31 pm »
Lisnave duplica lucros e distribui prémio recorde pelos trabalhadores


O estaleiro da Lisnave, no Sado, bateu um novo recorde em 2015, com os lucros a atingirem os 13,6 milhões de euros, o que é mais do dobro do valor apresentado no ano anterior


http://expresso.sapo.pt/economia/2016-03-30-Lisnave-duplica-lucros-e-distribui-premio-recorde-pelos-trabalhadores

Têem uma boa solidez financeira. Esperamos que a West Sea também tenha um futuro risonho, porque o accionistas está a passar por dificuldades (a Martifer). Felizmente a Martifer identificou e muito bem, que deve apostar na reparação e principalmente na construção naval, porque..... a Martifer tem o seu principal negócio é as construções metálicas, desde a fundição dos metais até à entrega dos produtos finais! Mas como a empresa mãe está tão endividada........ foi forçada a reestruturar a dívida e vender activos que não são prioritários!

http://www.martifer.pt/pt/noticias/martifer-informa-sobre-acordo-de-reestruturacao-financeira/
 

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miguelbud

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Re: Sector Naval
« Responder #153 em: Junho 25, 2016, 06:37:23 pm »
@Público
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Ainda cheira a tinta perto das margens do rio Tejo. Nas oficinas da Navaltagus, no Seixal, dão-se os últimos retoques ao novo rebocador-empurrador português. Desde 1990 que não se construíam este tipo de embarcações no estuário do rio. O investimento de 2 milhões de euros foi feito pelo grupo ETE e a embarcação será lançado à água no dia 29 de Junho.

“Era um sonho do ETE de construir as suas próprias embarcações”. O administrador, Miguel Figueiredo, fala numa oportunidade que surgiu depois da crise de 2008, quando o grupo exportou para a Colômbia duas embarcações, sendo uma delas um rebocador. Em 2014, face aos únicos dois rebocadores existentes em Lisboa, cada vez mais velhos e desactualizados, decidiu-se apostar na renovação. Miguel Trovão, director da Navaltagus, vai mais longe: “Acabou por ser uma necessidade e um investimento.” Da necessidade à assinatura do contrato passou um ano. E em Outubro de 2015 quebrou-se o jejum de 26 anos e começou a construção do rebocador-empurrador.

Ao todo, foram investidos 2 milhões de euros e utilizadas 100 toneladas de aço, 700 metros de tubo, 1100 litros de tinta e 1000 metros de cabo eléctrico. Miguel Trovão assume que era um investimento “complicado”, mas que o conseguiu inteiramente através do grupo ETE sem necessidade de recorrer à banca. Durante o período de construção apostou-se na indústria portuguesa, com excepções: “Houve alguns equipamentos que tivemos de comprar no exterior, como os motores principais. Não há fabricante nenhum português que os faça.”

É entre papelões e plásticos no chão da embarcação que ainda circulam os trabalhadores que construíram o rebocador. Concluem-se os últimos retoques numa obra que envolveu 60 operários.

“Creio que um empurrador com estas características seja único em Portugal”, salienta o director da Navaltagus. A inovação está no baixo calado, com 2,38 metros, o que proporciona mais potência e força na navegação. Também o comprimento reduzido, de 16,50 metros, faz com que seja possível que a embarcação passe em zonas estreitas e sinuosas do rio. A questão ambiental não foi deixada de lado e está preparado para navegar a gás natural.

A embarcação poderá operar desde Lisboa à Valada do Ribatejo, mas não só. Foi pensado para que também possa vir a desenvolver actividade no Rio Douro. “Quando o projectámos, já o fizemos a pensar nesses constrangimentos. Daí as suas dimensões”, esclarece Miguel Trovão. O responsável do estaleiro assume que já perspectiva que atrás deste investimento, surjam outros.

Chamar-se-á Baía do Seixal numa homenagem ao município, assume Luís Figueiredo, do grupo ETE. Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal, reforça as palavras de Luís Figueiredo acrescentando que o contributo do Seixal para a construção naval vem desde os Descobrimentos e é para se manter. O autarca aproveita ainda para anunciar que, também na próxima quarta-feira, será assinado um estudo de viabilidade para a instalação de um Porto de Recreio no Seixal.
Um estudo para perceber o que o Seixal tem para dar

“Face à nossa tradição na construção naval e do facto do município ter uma baía e um porto de abrigo natural, penso que estamos muito bem posicionados para desenvolver um projecto com características de apoio às embarcações, mas também de reparação, assim como um centro de desportos náuticos”, afirma Joaquim Santos. A zona em causa envolve as instalações da Navaltagus e a área que pertence ao município. 

“É uma oferta que não existe no Tejo”, aponta o autarca sobre as duas vertentes do porto de recreio. Para isso, salienta que a intenção é “torná-lo numa referência”. O presidente refere que há 200 lugares para embarcações na baía, mas nem todos na marina, e é necessário organizar um espaço dedicado a isso. “No ano passado tivemos cerca de 500 embarcações a entrar no Seixal e 3500 tripulantes, o que demonstra uma boa procura”, constata. De acordo com o autarca, este pode ser um investimento que pode alavancar o desenvolvimento da economia local e a rentabilização do turismo fluvial. “O Tejo, além de ser importante por causa dos transportes de cargas e passageiros, tem uma componente de lazer que não está aproveitada”, acrescenta.

Com este estudo, alvo de um protocolo entre a Câmara do Seixal, o Porto de Lisboa, o grupo ETE e a Libertas, pretende-se perceber a procura do mercado. “Queremos criar um projecto com sustentabilidade”, considera. Depois, terá de se compreender como é possível responder à procura para que futuros parceiros possam surgir e investir. “Gostaríamos de até ao final do ano ter o estudo e apresentá-lo”, anuncia Joaquim Santos.

O município tem vindo a apostar nos investimentos na zona ribeirinha e na baía. Joaquim Santos destaca que o mais importante foi a parceria que se fez com municípios da margem sul e da margem norte para o tratamento dos esgotos. “Foi fundamental para termos uma água com mais qualidade”, afirma.
Seixal como complemento ao turismo de Lisboa?

O turismo é outra das frentes em que o município do Seixal quer actuar. “Temos potencial turístico que pode ser um complemento a Lisboa. Não queremos substituir a capital, achamos é que somos uma componente interessante”, esclarece o presidente da câmara, Joaquim Santos. Para tal, um dos conceitos pensados é o Seixal Vila Hotel. A ideia é potenciar o alojamento local junto ao rio e no núcleo histórico da cidade de forma a que o visitante se sinta no ambiente de uma vila piscatória antiga. “Esta é uma oferta diferente, não só porque se está numa vila ribeirinha em frente a Lisboa, mas porque depois é possível ir para a capital de barco”, explica. Agora, a missão é encontrar parceiros para que este conceito tenha pernas para andar. Para isso, a câmara está a requalificar espaços para que seja possível receber serviços, como a restauração.

Até ao momento, há já um hostel num dos terrenos da câmara. “Ainda não abriu, mas está apra breve”, afirma. Para incentivar à exploração do hostel, a câmara atribuiu um “valor de requalificação” a quem o alugou. “Estamos disponíveis para que o valor do investimento seja partilhado pelo município”, revela. Dos 1500 euros de renda mensal no final do ano, o valor será reduzido para 90% no primeiro ano, no segundo ano para 70% e assim consecutivamente durante cinco anos. O objectivo é reaver o valor de investimento. “O município assume as questões de rentabilização do património do ponto de vista financeiro para que seja este depois seja rentabilizado do ponto de vista social e económico”, explica.

Além do alojamento, o município quer assumir-se também como um ponto de referência museológico nacional e internacional.  Face ao Ecomuseu Municipal do Seixal, a Oficina de Artes Manuel Cargaleiro ou o moinho de maré de Corroios, o presidente sublinha: “Temos muito potencial, o que nos falta é que concretizar uma gestão integrada entre as várias estruturas.”

Há também uma preocupação com o núcleo urbano antigo do Seixal. A intervenção vai ser feita em seis hectares com um investimento de 2 milhões de euros. A requalificação já se iniciou com a obra de prolongamento do passeio ribeirinho do Seixal, onde se pretende acrescentar novos espaços pedonais, prolongar o passeio ou melhorar pavimentos e acessos. “Uma coisa é estar numa rua antiga com buracos, outra coisa é estar numa rua antiga mas ter um piso requalificado e moderno”, diz Joaquim Santos. De acordo com o presidente, esta intervenção tem funcionado como contágio para a população. “A partir do momento em que começámos, já seis ou sete particulares começaram a requalificar imóveis”, diz.

Joaquim Santos revela que a autarquia tem tentado perceber quais os anseios da população. Para isso, têm-se feito estudos de opinião. O turismo surge logo atrás da saúde e do emprego nos tópicos que os habitantes do Seixal acham mais determinantes na economia do município. “Há aqui a noção que o Seixal pode ter um papel muito importante no turismo de Lisboa e há a disposição para dinamizar este processo”. Para isso, a câmara municipal está a preparar também um caderno de orientação para o investimento, que vai desde grandes fábricas a pequenos quiosques. “A câmara não quer dinheiro, a câmara quer desenvolvimento”, remata.
 
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Re: Sector Naval
« Responder #154 em: Julho 15, 2016, 08:47:56 pm »
Mario Ferreira  vai lançar-se nos cruzeiros  de mar

O Navio protótipo desta nova aventura de Mario Ferreira  esta em fase de projeto em 5 estaleiros sendo o West Sea um deles.
O projeto tem o nome de Vasco da Gama Expedition Cruises.
será um navio de cruseiros para experiencias no mar exclusivas e de alto luxo com 90 cabines  e no maximo 180 passageiros
O negócio e para ser implementado em 2018.
Mario Ferreira acredita que este é e um segmento de mercado sem explorar,  contrariando a massificação dos grandes navios de cruseiro, que ja não oferecem qualidade ao segmento de mercado da classe alta.
 

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Re: Sector Naval
« Responder #155 em: Julho 16, 2016, 12:17:03 am »
Ice um pequeno offtopic, tens acompanhado o que tem acontecido às empresas do sector na Coreia do Sul? A coisa está preta...
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Sector Naval
« Responder #156 em: Julho 16, 2016, 05:43:22 am »
Ice um pequeno offtopic, tens acompanhado o que tem acontecido às empresas do sector na Coreia do Sul? A coisa está preta...

Sim os Estaleiros Sul Coreanos estão a passar o mesmo que aconteceu a industrial naval Europeia no final do Sec. passado.
Estaleiros altamente subsidiados pelo governo, comercio maritimo mundial estagnado associado ao , mercado saturado de navios devido a grande demanda da ultima  decada, e a grande competição Chinesa.
O governo  Sul Cureano ja nao aguenta mais subsidear esses estaleiros. que somam milhares de milhoes de prejuizo.
O destino deles vai ser o dos estaleiros Europeus! Reestruturar , deixar de produzir navios em série e especializar-se em algum segmento de mercado para o qual os chineses ainda não apresentem soluçoes viáveis.
 

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Re: Sector Naval
« Responder #157 em: Julho 29, 2016, 06:49:18 pm »
Governo financia projectos marítimos de I&D na Defesa em 5,1 milhões de euros
4.3 milhões para projectos nacionais e 857 mil euros para projectos internacionais


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O Ministério da Defesa Nacional (MDN) financia cinco projectos nacionais de Investigação e Desenvolvimento (I&D), para a área militar/defesa, relacionados com o ambiente marítimo com cerca de 4,3 milhões de euros, apurou o nosso jornal junto de fonte oficial. Portugal participa e/ou participará igualmente em três projetos de I&D no âmbito da Agência Europeia de Defesa (EDA) com um investimento nacional de cerca de 857 mil euros, para um total estimado de 56,3 milhões de euros, segundo a mesma fonte.

 

Projectos nacionais

 

O projecto nacional de valor mais elevado é o TROANTE (financiado em 1.226.438 euros, que corresponde a 49% do valor total do projecto), que visa testar e operacionalizar um sistema de veículos aéreos não tripulados (Unmanned Aerial Vehicle – UAV) de pequena/média dimensão, com peso máximo de 25 quilos à descolagem.

Destina-se a uma utilização conjunta (civil e militar) e dual (ar e mar), tem a duração de três anos, entre Janeiro de 2016 e o fim de 2018, e conta com a participação da Força Aérea, Marinha, Exército (CIGeoE e CINAMIL), Critical Software, Instituto de Telecomunicações de Aveiro, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, PT Inovação e Sistema e da CEIIA (Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel).

O segundo destes projectos de maior valor é o SUB-ECO (1.197.200,50 euros) e visa “desenvolver uma capacidade integrada de monitorização e vigilância acústica da margem continental portuguesa, complementada por tarefas de previsão do ruído acústico submarino e potenciar a caracterização e controlo do bom estado ambiental dos ecossistemas marinhos nacionais”, refere o MDN.

Este projecto arrancou em Janeiro deste ano e tem a duração de 39 meses, contando com a participação da Marinha, através do Instituto Hidrográfico, Força Aérea, Estado-Maior General das Forças Armadas, a empresa MarSensing e o CINTAL (Centro de Investigação Tecnológica do Algarve).

O terceiro projecto é o BMS & EMM (Battlefield Management System & Emergency Mobile Mesh) (financiado em 1.156.262,50 euros, que corresponde a 66% do valor total do projecto), destinado a desenvolver um produto de tecnologia aberta e baseado “em normas internacionais para operações militares de emergência e socorro”, refere o MDN, e equipar escalões, ao nível de manobra, no plano de operações de emergência e socorro (como as unidades que asseguram as operações SAR na Autoridade Marítima Nacional). A sua duração é de três anos (Janeiro de 2016 a Dezembro de 2018) e envolve a Critical Software, o CINAMIL, o CINAV, a Autoridade Marítima Nacional e o INESC-ID.

O quarto projecto mais financiado é o THEMIS (Distributed Holistic Emergency Management Intelligent System) (financiado em 423.006,32 euros, que corresponde ao 68% do valor total do projeto) e, como refere o MDN, procura criar “um sistema inteligente de apoio à decisão” que, combinando tecnologias emergentes, como sistemas periciais, redes ad-hoc e modelos de dados para troca de informação, “desenvolve uma nova solução para a gestão de operações humanitárias e de gestão de emergência, em contexto de inter-agência, apoiando a cooperação civil militar”.

Tem a duração de três anos (Janeiro de 2016 a Dezembro de 2018) e conta com a participação da Marinha, Exército, Critical Software, Instituto Superior de Estatística e Gestão da Informação da Universidade Nova de Lisboa (MAGIC) e UNIDEMI (Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Engenharia Mecânica e Industrial da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa).

O último projecto, em valor, é o ANDRÓMEDA (financiado em 332.375 euros, que corresponde a 27% do valor total do projeto), relacionado com a investigação e tecnologia de UAV e navios. De acordo com o Ministério da Defesa, trata-se de uma “evolução do sistema de informação implementado no âmbito do projeto europeu PERSEUS com a integração da plataforma PERSEUS” e da “partilha de vídeo, em tempo real, entre aeronaves”, sistemas aéreos não tripulados e navios.

O projecto tem duração de 30 meses, desde outubro de 2015, e envolve o INOV- INESC, a Marinha, a Força Aérea e a empresa XSEALENCE.

O resto e os projetos internacionais em:
http://www.jornaldaeconomiadomar.com/8722-2/
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Re: Sector Naval
« Responder #158 em: Outubro 03, 2016, 08:42:13 pm »
Compra de equipamento científico para o MAR PORTUGAL

Citar
~ O navio de investigação científica MAR PORTUGAL, comprado em 2015 pelo Estado Português com apoio financeiro da Noruega, para substituir o n/m NORUEGA na investigação das Pescas, está imobilizado em Lisboa há mais de 11 meses a aguardar reconversão para poder desempenhar a função para que foi adquirido. Só agora o governo deu luz verde para que o IPMA lance um concurso internacional, no valor de 2 milhões de euros para aquisição de equipamento de investigação para ser instalado a bordo do MAR PORTUGAL, calculando-se que na melhor das hipóteses o navio só estará apto a cumprir a sua missão no fial do primeiro semestre de 2017. É demasiado tempo, mostrando mais uma vez o Estado a sua inepcia total para lidar com navios.
O MAR PORTUGAL já tem 30 anos, foi construído em 1986 e modernizado em 2012.

http://lmcshipsandthesea.blogspot.pt/search/label/MAR%20PORTUGAL%20%28navio%20oceanogr%C3%A1fico%29
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Re: Sector Naval
« Responder #159 em: Janeiro 17, 2017, 11:24:42 am »
in Jornal Económico
Setor nacional da construção naval recuperou em 2015 após longa crise

Após um longo período de Inverno, o sector nacional da construção naval voltou a recuperar em 2015 e travou uma queda de produção que já vinha, pelo menos, desde 2008.

Esta é uma das conclusões da sétima edição do LEME – Barómetro da Economia do Mar, elaborado pela consultora PriceWaterhouseCoopers, documento que foi ontem pré-apresentado em Lisboa.

Segundo explicou Miguel Marques, ‘partner’ da PwC, a recuperação da actividade da construção naval em Portugal em 2015 fica a dever-se em particular às encomendas garantidas pela West Sea, do grupo Martifer, que opera nos antigos estaleiros Navais de Viana do Castelo em associação com outra empresa de construção naval do grupo, a Navalria, sediada em Aveiro; e também à Nautiber – Estaleiros Navais do Guadiana, que opera em Vila Real de Santo António.

“Após um longo período de redução, o volume de negócios da construção naval, a preços constantes, aumenta em 2015”, sublinha o referido barómetro.

O mesmo documento acrescenta que, “em termos globais, as indústrias da construção e manutenção e reparação naval portuguesas têm vantagens competitivas devido à localização geográfica privilegiada, condições climatéricas e mão-de-obra especializada”.

A PwC considera que estes são “sectores estratégicos para Portugal, por proporcionarem geração de emprego e riqueza num vasto conjunto de indústrias”.

“Portugal dispõe de estaleiros com capacidade relevante. No entanto, enfrenta uma forte competição por parte de países com mão-de-obra barata ou de países de tecnologia mais avançada”, explica o barómetro da PwC.

Além da construção naval, o barómetro da PwC sobre a economia do Mar, que deverá ser apresentado publicamente na próxima quinta-feira numa cerimónia que contará com a presença da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, indica que os segmento de actividade que cresceram de forma mais sustentada no ano de 2015 em Portugal foram os portos (cargas  movimentadas, incluindo as contentorizadas), registo de navios, passageiros de cruzeiros (Continente, ilhas da Madeira e dos Açores e cruzeiros fluviais na Via Navegável do Douro), registo de navios e a indústria de conservas e outros preparados de peixe.
 

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Re: Sector Naval, também em Portugal
« Responder #160 em: Abril 12, 2017, 05:18:29 am »
Sei que esta info já está um pouco desactualizada, mas acho que vale a pena ler em especial as páginas 15 a 19:

http://www.dgpm.mam.gov.pt/Documents/PAC2015%20-%20Ventura%20de%20Sousa%20-%20AIN.pdf

Abraços
« Última modificação: Abril 12, 2017, 05:20:22 am por tenente »
 

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Re: Sector Naval
« Responder #161 em: Abril 15, 2017, 05:52:26 pm »
 

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Re: Sector Naval
« Responder #162 em: Maio 22, 2017, 08:21:54 pm »
Novo ferry para Timor construído nos estaleiros navais do Mondego.

Este seria o "Anticiclone" que era para ir para os Açores.

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/mondego-lanca-felicidade-para-timor?ref=Empresas_outros
 

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Re: Sector Naval
« Responder #163 em: Agosto 02, 2017, 11:18:06 pm »
Mais uma empresa de Viana do Castelo a dar cartas a nivel mundial

Viana Decon. SA
http://www.vdn.pt/pt-PT/Home.aspx?AreaId=1

« Última modificação: Agosto 02, 2017, 11:21:39 pm por ICE 1A+ »
 

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Re: Sector Naval
« Responder #164 em: Novembro 15, 2017, 10:57:46 pm »

Citar
The merchant shipping industry releases 2.2% of the world’s carbon emissions, about the same as Germany, and the International Maritime Organization estimates that could increase up to 250% by 2050 if no action is taken

Tecnologia que apareceu em 1922 mas só agora se tornou economicamente viável: a vela rotativa
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Sector público nacional melhorou nos anos 90

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por Cabeça de Martelo
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Iniciado por MarauderQuadro Portugal

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Última mensagem Dezembro 25, 2006, 06:54:01 pm
por Luso