Petróleo em Portugal

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Re: Petróleo em Portugal
« Responder #120 em: Setembro 27, 2015, 01:47:55 pm »

Digam adeus às praias do Algarve.
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Re: Petróleo em Portugal
« Responder #121 em: Setembro 28, 2015, 08:11:03 pm »
Consórcio ENI/Galp avança com perfuração na costa alentejana em 2016


"No próximo ano vamos perfurar um poço na concessão chamada Santola, a 80 quilómetros do porto de Sines, que é uma estrutura muito importante que poderia fornecer um bom suporte tanto à área de prospeção, como, esperamos, no possível desenvolvimento futuro", afirmou Franco Conticini, responsável da ENI, na conferência "Exploração de Petróleo em Portugal", na Fundação Calouste Gulbenkian.

A petrolífera italiana lidera desde dezembro um consórcio com a Galp (70%/30%), que detém três concessões na costa alentejana, denominadas Lavagante, Santola e Gamba, que abrangem uma área total de aproximadamente 9.100 quilómetros quadrados.

O furo na costa alentejana será o 28.º em alto mar na costa portuguesa e o primeiro em águas profundas.

Segundo o responsável da ENI, a operação de perfuração vai decorrer por um período de cerca de 45 dias, durante o qual um navio vai recolher análises para perceber se há viabilidade para continuar a investigar.

"Em caso de descoberta vamos precisar de mais poços para estimar o tamanho e a extensão da jazida", explicou Franco Conticini, na conferência promovida pela Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC).

Questionado pelos jornalistas, o porta-voz da ENI escusou-se a responder a questões relacionadas com os planos da petrolífera na pesquisa e prospeção de petróleo, remetendo para os elementos divulgados durante a apresentação.

Em março, o então presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, estimou em mais de 100 milhões de dólares o investimento na prospeção de petróleo na costa alentejana.

Lusa
 

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Re: Petróleo em Portugal
« Responder #122 em: Fevereiro 25, 2016, 07:12:27 pm »
Alerta de organizações internacionais dá "fôlego" a Algarve Livre de Petróleo




A Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) anunciou que tem "novos aliados de peso na campanha" por esse objetivo, depois de um "grupo constituído por 14 associações e ONGA, incluindo a norte-americana NRDC, a suíça OCEANCARE e a espanhola Alianza Mar Blava ter enviado um manifesto à PALP e ao Governo português".

Nesse manifesto, precisou a Plataforma num comunicado, o grupo de organizações ambientalistas deixa "o seu alerta e preocupação perante os tremendos impactos negativos das pesquisas sísmicas nos ecossistemas marinhos, resultantes das atividades de pesquisa e prospeção de petróleo e gás natural em curso ao largo de toda a costa algarvia".

"Neste mês, a PALP recebeu um novo fôlego graças ao apoio dado por várias instituições estrangeiras de renome que estão muito preocupadas com a prospeção de hidrocarbonetos no Algarve", congratulou-se a Plataforma, frisando que as associações internacionais "enviaram uma declaração para o Governo" que "demonstra as suas profundas preocupações sobre as notícias de prospeção e exploração de petróleo e gás natural, em Portugal".

A iniciativa adotada pelas 14 ONGA recorda a "elevada biodiversidade marinha que ocorre no Algarve", com espécies de golfinhos, baleias, orcas, tartarugas ou aves marinhas e "reconhece o Algarve como uma zona paradisíaca, com praias de areias macias e douradas, consideradas gemas à espera de serem descobertas", acrescentou a PALP.

"A pesca e a produção de marisco não ficam de fora das suas preocupações, relembrando que o Algarve é uma das regiões portuguesas onde a pesca possui um impacto social bastante significativo, possuindo várias comunidades com tradições muito enraizadas e uma dependência económica nas pescas ou em atividades associadas à pesca ou ao marisco", destacou também a PALP.

A Plataforma, que é constituída por associações ambientalistas ou de defesa do património portuguesas, referiu ainda que estas organizações internacionais "estão em consonância com a PALP", quando defende que "a prospeção e exploração de petróleo e gás natural poderá ter consequências severas na pesca e no turismo, podendo mesmo, futuramente, vir a afetar a segurança alimentar dos algarvios".

A PALP opõe-se à prospeção e exploração de gás natural e petróleo na região, tanto no mar como em terra, e tem organizado protestos e sessões de esclarecimento sobre os riscos que essa atividade pode acarretar para o ambiente, o turismo ou a pesca.

Em novembro, a PALP apresentou uma petição com mais de 7.000 assinaturas a pedir à Assembleia da República para impedir a prospeção e exploração de petróleo no mar algarvio, reivindicação que também faz a Associação de Municípios do Algarve, defensora de uma região que aposte em "energias limpas" e num setor turístico "forte e sustentável".


Lusa
 

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Re: Petróleo em Portugal
« Responder #123 em: Dezembro 14, 2016, 08:02:45 pm »
Governo trava exploração de petróleo no Algarve

PGR dá razão ao Estado para cancelar contrato com empresa de Sousa Cintra. Processo para parar exploração da Repsol-Partex também já avançou

Nem Portfuel nem Repsol-Partex. Nenhum dos contratos para prospeção e exploração de petróleo no Algarve vai avançar. Fonte do executivo confirmou ao DN que o governo rescindiu os contratos com a empresa de Sousa Cintra - para pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo onshore nas áreas designadas por Aljezur e Tavira - e deu já início ao processo de rescisão e execução das garantias bancárias no caso do consórcio que reúne Repsol e Partex e que previa a prospeção, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo na bacia do Algarve. Às empresas já foram enviadas cartas de notificação.

A decisão sobre a Portfuel foi tomada há dias, na sequência do pedido de parecer à Procuradoria-Geral da República (PGR), que confirmou, ainda que com argumentos distintos dos do executivo - que alegava a falta de experiência da empresa de Sousa Cintra, por ter menos de três anos de atividade neste negócio -, haver justificação para a rescisão.

O resto em:
http://www.dn.pt/portugal/interior/governo-trava-exploracao-de-petroleo-no-algarve-5551064.html
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Re: Petróleo em Portugal
« Responder #124 em: Dezembro 14, 2016, 08:37:24 pm »
 

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Re: Petróleo em Portugal
« Responder #125 em: Dezembro 14, 2016, 09:02:36 pm »
Cá no fundo nunca acreditei que a exploração vá para a frente sem antes ter uma forte oposição dos empresários da industria hoteleira.
Está muito dinheiro investido no Algarve e é uma fonte de receita inesgotável enquanto se mantiverem as atuais condições.

Agora na costa alentejana a situação já pode ser diferente.
Aqui gostava de ver uma renegociação do contrato. Podem levar o petróleo mas têm de o pagar bem pago.
« Última modificação: Março 29, 2017, 02:56:13 pm por HSMW »
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Re: Petróleo em Portugal
« Responder #126 em: Março 29, 2017, 02:16:21 pm »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Petróleo em Portugal
« Responder #127 em: Abril 23, 2017, 04:17:43 pm »
Cientistas exigem em carta aberta fim de prospeções de petróleo e gás na costa portuguesa


Um grupo de 70 cientistas portugueses exigiu hoje o fim de furos de prospeção e exploração de petróleo e gás na costa e no mar portugueses, do Algarve ao Porto.

“Vimos afirmar que é preciso que cessem, desde já, todos os contratos em vigor e que se recusem novas emissões de licenças, de forma a evitar danos irreparáveis para a economia, o meio ambiente e as suas comunidades”, dizem os cientistas numa carta aberta hoje tornada pública.

Os cientistas, de vários domínios científicos e associados a instituições portuguesas, dizem também no documento que as comunidades científicas se movimentam a nível internacional e se preparam para manifestações públicas em vários países, incluindo Portugal, contra a exploração de combustíveis fósseis e emissões de gases de efeito de estufa.

Lembrando os debates sobre alterações climáticas provocados pelas cimeiras sobre o clima e salientando a insuficiência de medidas tomadas até agora e o desrespeito pelas metas acordadas, os cientistas afirmam que há hoje um acordo da maioria da comunidade científica quanto “à urgência de pôr fim às emissões de gases de efeito de estufa”.

“O conhecimento já existente permite abandonar os combustíveis fósseis em favor de energias limpas, as inovações nesta área são constantes. As alterações climáticas provocadas por ação humana são um problema da sociedade a que a ciência pode e tem vindo a responder”, diz-se na carta.


No documento alerta-se também para a reconfiguração da relação entre poderes globais e nacionais após a eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos, a aliança com Vladimir Putin, Presidente russo, e a ascensão da extrema-direita na Europa, “o que agrava a situação de forma preocupante”.

“Para os povos, as ameaças à paz, à permanência no território, à saúde, à alimentação, à educação aumentam a cada dia. Acresce ainda a insuficiência do investimento científico, em muitos países, o que ameaça o trabalho de cientistas e o isola mais, socialmente, das soluções justas para os grandes problemas que requerem a intervenção das várias ciências”, alertam os cientistas.

Em Portugal, afirmam, a exploração de combustíveis fósseis é “um dos grandes problemas” que é preciso enfrentar, porque persistir numa “economia predadora do carbono” inviabiliza compromissos políticos (assumidos nas cimeiras), defrauda expectativas das populações, e destrói territórios, mares e rios, atmosfera e cadeias de vida insubstituíveis.

E com isso, dizem ainda, as populações não ganham nem trabalho, nem saúde, nem lugar para viver.


>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cientistas-exigem-em-carta-aberta-fim-de-prospecoes-de-petroleo-e-gas-na-costa-portuguesa
 

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Daniel

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Re: Petróleo em Portugal
« Responder #128 em: Fevereiro 24, 2018, 10:42:47 am »
Consórcio com Galp ganha um ano para pesquisa de petróleo na costa alentejana
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/consorcio-com-galp-ganha-um-ano-para-pesquisa-de-petroleo-na-costa-alentejana-273699

Citar
O Governo deu ‘luz verde’ à prorrogação, por um ano, do período inicial de prospeção e pesquisa de petróleo na bacia do Alentejo, por considerar que o atraso na operação não é da responsabilidade do consórcio que integra a Galp.


O consórcio liderado pela petrolífera italiana Eni (70%), que integra a portuguesa Galp (30%), estava contratualmente obrigado a realizar a primeira sondagem de pesquisa até 31 de janeiro de 2018, mas atrasos na aprovação do relatório sobre riscos graves e na emissão de licença (título de utilização privativa do espaço marítimo, conhecida como TUPEM) condicionaram o calendário previsto.

No despacho de 08 de janeiro passado, a que a Lusa teve acesso, o secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, deferiu “a prorrogação requerida até à verificação da condição de conclusão dos procedimentos aplicáveis previstos no regime jurídico da avaliação de impacte ambiental”.





O Governo dá ‘luz verde’ ao adiamento do prazo, mas “sem prejuízo da suspensão das atividades de pesquisa e prospeção de hidrocarbonetos no ‘deep offshore’ [em águas profundas] da bacia do Alentejo, ao largo de Aljezur.

Assim, deu provimento à deliberação do Conselho de Administração da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC), que conclui que “não foi exequível o cumprimento do prazo previsto, no plano anual de trabalhos para 2017, para a realização de sondagem”, que estava prevista para o segundo trimestre.

Na mesma deliberação, a que a Lusa teve acesso, a ENMC realça que “as obrigações legais têm sido cumpridas pelo consórcio”.

Por seu lado, a petrolífera italiana Eni sublinha que “o cronograma de trabalhos apresentado não pôde ser totalmente cumprido, não obstante todos os esforços e diligências das concessionárias, por via de sucessivos atrasos e dificuldades (pelos quais as concessionárias não são nem podem ser responsabilizadas) que se têm vindo a verificar”.

Em causa, estão as sucessivas dilações dos prazos no âmbito dos processos de obtenção de autorizações/licenças necessárias, o efeito suspensivo automático das várias providências cautelares requeridas e as novas obrigações como a obtenção de monitorização ambiental pré-perfuração que puseram em causa a possibilidade de execução da sondagem de pesquisa Santola IX em 2017.

Assim, argumenta a Eni, a prorrogação do prazo inicial das concessões tornou-se “não só necessário como inevitável”.

Em 29 de junho de 2017, a petrolífera italiana realçava que, “ao abrigo de três contratos de concessão, celebrados com o Estado português, em 01 de setembro de 2007”, tinha realizado investimentos que ascendiam então a 60 milhões de euros.

A prospeção e exploração de hidrocarbonetos têm sido contestadas por associações ambientalistas e de defesa do património, pela Comunidade Intermunicipal do Algarve, por cidadãos individuais, entidades empresariais e movimentos de cidadãos criados para contestar esta atividade, tendo já levado à apresentação de várias providências cautelares contra os contratos assinados pelo Estado e consórcios privados.
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Daniel

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Re: Petróleo em Portugal
« Responder #129 em: Abril 14, 2018, 04:06:22 pm »
Petróleo no Alentejo pode chegar aos 1500 milhões de barris
https://www.sapo.pt/noticias/economia/petroleo-no-alentejo-pode-chegar-aos-1500_5ad1d4fe2626ca094dd3bb66

Citar
Estudo do consórcio Eni e Galp indica que a região pode ter recursos equivalentes a 17 anos de consumo nacional. Primeiro furo avança no final do ano. Contestação continua.

Apesar da contestação que a prospeção de petróleo continuar a levantar, os dados parecem confirmar o potencial da costa alentejana. Um estudo do consórcio, Eni e Galp para a exploração da costa vicentina, estima um volume potencial recuperável de petróleo que varia entre os 1000 e os 1500 milhões de barris, um valor equivalente a 17 anos de importação de petróleo, com um impacto evidente na balança comercial portuguesa, revela o Expresso na edição deste sábado.

As duas empresas não quiseram contudo comentar estes valores, mas num comunicado conjunto adiantam: “Se for provada a presença de hidrocarbonetos, a sua exploração, numa localização que não visível da costa, representará uma oportunidade para o desenvolvimento económico de Portugal e para reduzir o défice da balança comercial e energética do país“.
E para que não restem grandes dúvidas, Galp e Eni dizem que “a persistência para concretizar este projeto e a vontade de investir no país demonstram a confiança das companhias no projeto“.

Caso as estimativas do consórcio se confirmem, e atendendo à atual cotação do crude, as receitas potenciais são de 57 mil milhões de euros. Nos 30 anos de concessão o Estado poderá receber 4 mil milhões de royalties.

O primeiro furo, a 46 quilómetros de Aljezur, será feito no final do ano. O teste deverá ter a duração de 46 dias, estimando-se um custo de pelo menos 37 milhões de euros.

Manifestação contra prospeção de petróleo em Aljezur
 
A perfuração da Eni e da Galp na costa vicentina tem sido alvo de forte contestação. Este sábado, associações ambientalistas e cívicas, a que se juntam alguns partidos políticos, organizam, em Lisboa, uma manifestação a pedir o cancelamento da prospeção de petróleo perto de Aljezur, no Algarve.

Segundo a organização, os manifestantes vão partir em marcha da Praça Luís de Camões, às 15 horas, e dirigem-se para a Assembleia da República, estando previstas algumas intervenções por parte de organizações e atuações musicais.

A iniciativa é organizada por uma plataforma que congrega 32 das principais organizações portuguesas de ambiente e de defesa do património, nacionais e locais, movimentos cívicos, autarcas e partidos políticos.

O ponto de partida desta manifestação foi a posição comum tomada em Loulé, em 22 de fevereiro, e subscrita por várias organizações, todas as associações empresariais do Algarve, a Região de Turismo, académicos e personalidades de vários quadrantes, assim como pela maioria dos presidentes de câmara do Algarve e do Sudoeste Alentejano.

O protesto visa a alteração da decisão de prolongar até ao final de 2018 o contrato de prospeção, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo do consórcio internacional ENI/Galp em três concessões no oceano Atlântico, que incluem a realização de um furo de prospeção, em águas profundas, a cerca de 46 quilómetros de Aljezur.

Os argumentos para a recusa da prospeção de petróleo na costa algarvia relacionam-se com o facto de “comprometer irremediavelmente a imagem internacional da região” e implicar riscos para toda a faixa costeira, ameaçando a riqueza ambiental e ecológica, nomeadamente os ‘stocks’ de peixe, colocando em causa as principais atividades económicas, como o turismo e a pesca.

As associações recordam que decorre até segunda-feira uma consulta pública para decidir se o projeto de sondagem de petróleo ao largo de Aljezur deve ser submetido a procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).
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« Responder #130 em: Maio 17, 2018, 07:53:11 pm »
Região de Turismo do Algarve: Avanço do furo petrolífero sem estudo põe em risco habitantes do Algarve


A Região de Turismo do Algarve (RTA) repudiou hoje a dispensa de estudo de impacto ambiental para o furo petrolífero em Aljezur, considerando que o mesmo "coloca em risco" a população do Algarve, podendo agravar o risco sísmico já existente na região.

Em comunicado, o presidente da RTA, Desidério Silva, classifica a decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) como "desrespeitosa" e "vergonhosa" e considera uma "afronta" que o Governo compactue e negue "a existência de impactos negativos não só para o ambiente, mas também para os habitantes" do território algarvio.

"A operação, que tem início previsto para 15 de setembro, vai requerer a utilização de substâncias tóxicas e métodos que podem prejudicar gravemente a saúde humana e ambiental", aponta, acrescentando que a decisão em perfurar sem estudo prévio "é não só negativa para o turismo como pode fazer com que os riscos sísmicos se tornem "mais notórios".

Sublinham ainda que a decisão de "negligenciar os riscos e impactos negativos" foi tomada mesmo "depois de várias consultas públicas, nas quais mais de 42 mil pessoas e autarcas mostraram o seu profundo desagrado por este projeto", escolha que o Governo "não contrapõe".

O presidente da APA justificou a decisão, anunciada quarta-feira, no último dia do prazo previsto, referindo que "não foram identificados impactos negativos significativos" na realização do furo de prospeção petrolífera que deve avançar entre setembro e outubro, na área "offshore" denominada bacia do Alentejo, a 46 quilómetros de Aljezur.

"Rejeitar uma avaliação de potenciais riscos de perfuração é negar a importância que a população tem para um país", conclui a RTA, que teme que a excelência do Algarve enquanto destino turístico esteja a ser posta em causa.

O consórcio liderado pela petrolífera italiana ENI prevê iniciar a perfuração daquele que será o primeiro furo de pesquisa de hidrocarbonetos em Portugal entre setembro e outubro, após uma preparação com uma duração estimada de três meses.

A fase de preparação decorrerá numa base logística, em Sines, situada a aproximadamente 88 quilómetros do local da sondagem.

:arrow:  https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/regiao-de-turismo-do-algarve-avanco-do-furo-petrolifero-sem-estudo-poe-em-risco-habitantes-do-algarve
 

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Daniel

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Re: Petróleo em Portugal
« Responder #131 em: Maio 20, 2018, 04:48:16 pm »
Petróleo ao largo de Aljezur
https://ionline.sapo.pt/612782

Citar

A probabilidade de o furo de prospeção ao largo de Aljezur revelar a existência de petróleo comercialmente utilizável é de 20%. A estimativa é do consórcio Eni/Galp, que a meio da semana teve a autorização da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para  a prospeção. Nas contas do consórcio, «a taxa de probabilidade de encontrar uma quantidade de petróleo que seja comercialmente viável é próxima de 20%» e é uma hipótese que tem por base o historial de outros projetos «offshore em que nunca foi feita exploração».

A indústria do petróleo parte de um princípio que é transversal a todo este tipo de atividade: existe sempre uma grande incerteza quanto à presença deste tipo de recursos na crosta terrestre e, apesar do grande avanço da tecnologia, as empresas que estão dispostas a investir na abertura de um furo sabem  perfeitamente que a probabilidade de não encontrar nada é grande e é sempre maior do que a de encontrar. «Daí que os 20% me pareçam bastante sensatos do ponto de vista dos números que são projetados», afirma ao SOL um especialista com larga experiência nesta atividade. Mas «quer a Galp, quer a Eni sabem que há uma probabilidade elevadíssima de fazer aqui um furo e vir de lá com nada. Mas também há uma probabilidade de poder vir de lá com bastante», diz.

Em relação à possível quantidade de petróleo que poderá haver numa eventual jazida, o consórcio afirma ao SOL que «o objetivo do poço é apenas confirmar se há hidrocarbonetos neste setor da costa portuguesa».

No entanto, um estudo da Galp/Eni citado pela comunicação social ao longo da semana aponta para que no fundo do mar da costa vicentina possam estar 1000 a 1500 milhões de barris petróleo. A quantidade é equivalente ao atual consumo em Portugal durante um período de 10 a 15 anos. A título de exemplo, o maior campo petrolífero do mundo. Ghawar, na Arábia Saudita, tem à volta de 100 mil milhões de barris. 

Caso as estimativas se confirmem as receitas potenciais são de 57 mil milhões de euros. Nos 30 anos de concessão, o Estado poderá receber 4 mil milhões de euros de royalties. «A confirmar-se a existência de petróleo isso contribuirá para a substituição de importações. A fatura da importação de petróleo pesa negativamente na balança comercial e é muito elevada», afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, na apresentação da decisão da APA. 

Na mesma conferência de imprensa, o presidente da APA, Nuno Lacasta, justificou a decisão referindo que «não foram identificados impactos negativos significativos» na realização do furo, que várias organizações estão a tentar bloquear. Os opositores argumentam que os riscos são maiores do que a hipótese de encontrar quantidades significativas de petróleo.

Durante o séc. XX foram várias as empresas petrolíferas que perfuraram poços em Portugal mas nunca encontraram se não vestígios de hidrocarbonetos. No início dos anos 2000, as perfurações diminuíram, mas os estudos sísmicos  continuaram.

Em 2007, a portuguesa Galp obteve a licença de exploração na bacia alentejana em conjunto com a brasileira Petrobras. Em 2014, a italiana Eni comprou a parte da Petrobras. A Eni é a operadora do consórcio, detendo 70%, com a Galp a deter os restantes 30%.

Esta é uma «atividade com um grande risco comercial intrínseco e por isso criam-se sempre consórcios para partilhar o risco, que está aqui em jogo», diz um SOL uma fonte conhecedora da atividade.  «Para fazer um furo destes estão envolvidos umas centenas de milhões de euros. Para fazer um furo de prospeção que é o que vão fazer neste momento com risco elevado é à volta de 100 a 200 milhões de dólares», lembra ainda. 

A razão para a prospeção de hidrocarbonetos na costa portuguesa prende-se com o perfil geológico desta zona do globo. Com formações geológicas parecidas e origens que remontam à mesma época, é razoável pensar que o hidrocarboneto que se encontre aqui seja parecido com o que se encontrou no Golfo do México. No passado, estas zonas estiveram juntas. Inicialmente, há 250 milhões de anos, todos os continentes  estavam juntos. A separação começou há 150 milhões de anos e a geografia atual dos continentes data de há 40 milhões de anos.

«Há aqui uma probabilidade de que, conforme do outro lado do Atlântico se encontraram jazidas e bastante recursos, deste lado também poderão existir porque as origens de formação geológica também são as mesmas», revela o mesmo especialista, acrescentando que se pode estimar que «o tipo de produto possa ter uma determinada característica» semelhante à do outro lado do Atlântico.

No atual contexto mundial,  só o chamado incumbente – a Galp –  é que está disposto a investir e em conjunto com uma outra empresa que possa ter algum interesse estratégico em associar-se por força das ligações que Portugal possa ter com outras regiões, como Moçambique ou Angola. «Quem tem 100 ou 200 milhões de dólares para investir não vem para a costa portuguesa, a não ser que seja o incumbente», revela o mesmo especialista, e a Galp «não tem verdadeiramente muitas oportunidades por esse mundo fora», acrescentando que «esta é a sua praia», pelo que se compreende «perfeitamente». A mesma fonte diz ainda que, a concretizar-se o projeto, este é «um recurso que pode ser ainda estratégico para o país, que pode ajudar imenso, que pode desenvolver a indústria e com imensas vantagens económicas para o país».

O consórcio Eni/Galp garante que a perfuração em Aljezur vai «utilizar a melhor tecnologia  e os mais avançados procedimentos operacionais de forma a garantir  as condições de segurança máximas». 

A  pesquisa de petróleo na bacia do Alentejo deverá começar entre setembro e outubro, após uma preparação com uma duração estimada de três meses. A data de início da perfuração poderá ser entre 15 de setembro e 15 de janeiro de 2019 e os trabalhos vão ter a duração de 46 dias.

Antes da atividade de perfuração daquele que será o primeiro furo de pesquisa de hidrocarbonetos em Portugal – localizado a 46 quilómetros da costa e a cerca de 1000 metros de profundidade –  há uma fase de preparação durante a qual «todos os materiais necessários para a perfuração serão fornecidos e preparados na base logística, em Sines», a 88 quilómetros do local da sondagem, com duração de três meses.

Depois da decisão da APA, o Governo afirmou que o facto de o furo avançar deve-se ao cumprimento de contratos já firmados pelo Estado português. Ao mesmo tempo , anunciou a suspensão de novas licenças de petróleo até ao final da legislatura, em 2019, mantendo-se inalterados os furos da Eni/Galp e da australiana Australis na Batalha e Pombal.
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