E.U.A. versus Coreia do Norte

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ricardonunes

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« Responder #90 em: Outubro 12, 2006, 05:50:16 pm »
Pyongyang pode fazer novo teste nuclear dentro de três dias

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A Coreia do Norte pode realizar um novo teste nuclear dentro de três dias, noticiou hoje um jornal sul-coreano, que citou fontes oficiais especializadas na questão.

O Munhwa Ilbo adianta que, de acordo com «diferentes variáveis, há uma elevada possibilidade de que a Coreia do Norte possa realizar testes nucleares adicionais dentro de dois ou três dias».

As fontes acrescentaram que há informações ainda não confirmadas, obtidas quarta-feira, sobre uma actividade não habitual das forças armadas norte-coreanas.

A Coreia do Norte anunciou segunda-feira que tinha realizado uma explosão nuclear controlada. Quarta-feira, o regime comunista ameaçou com novos testes caso os Estados Unidos mantenham a sua «atitude hostil».

O académico pró-Coreia do Norte Kim Myong-Chol, residente no Japão, também previu a realização de novos testes, numa entrevista à Rádio MBC, da Coreia do Sul.

Segundo Kim, a Coreia do Norte realizará em breve novos testes nucleares, com a detonação de uma poderosa bomba de hidrogénio, se os EUA continuarem a pressionar o país.

«O primeiro teste nuclear era um dispositivo leve. Mas posso garantir que há outros prontos, muito mais potentes, inclusivamente uma bomba de hidrogénio», afirmou Kim, considerado um dos porta-vozes «não-oficiais» da Coreia do Norte.

O Ministério da Unificação sul-coreano afirmou hoje que não há sinais «evidentes» de um teste nuclear iminente.

Poucos dias antes do ensaio de segunda-feira, o ministro da Defesa sul-coreano, Yoon Kwang-Ung, tinha garantido que não havia sinais de um possível teste nuclear norte-coreano.


http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=246333
Potius mori quam foedari
 

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papatango

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« Responder #91 em: Outubro 12, 2006, 06:43:10 pm »
Qualquer alvo dos norte-coreanos, será sempre o Japão ou a Coreia do Sul, nomeadamente as bases americanas.
 

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ricardonunes

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« Responder #92 em: Outubro 14, 2006, 11:36:35 pm »
Potius mori quam foedari
 

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TOMKAT

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« Responder #93 em: Outubro 21, 2006, 03:29:41 am »
Um personagem com tanto de patético, quanto de sinistro...

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As loucuras de King Jong-il

Tem pouco mais de metro e meio e sente-se mal com isso. Disfarça o facto com um penteado estilo ‘permanente arrepiado’ que lhe confere uns centímetros extra e para consolidar calça sapatos de tacão alto. Provavelmente a culpa da sua crueldade cabe à Natureza, por tê-lo condenado a tão diminuta silhueta. A ‘desforra’ absurda dessa injustiça já custou a vida a pelo menos dez por cento da população da Coreia do Norte.

Segundo dados da espionagem do vizinho do Sul, em apenas quatro anos, no final da década de 90, morreram de fome quase três milhões de súbditos do ‘Querido Líder’. O recorde foi apenas superado por Mao Tsé Tung e Josef Estaline. Mas Kim Jong-il tem uma vantagem: está vivo e disposto a fazer melhor. Para já, aplica o dinheiro dos alimentos do povo em armas. Fez o primeiro teste nuclear dia 9, e o que pretende agora só ele sabe.

Num concurso para eleger o mais cruel e excêntrico dos líderes vivos Kim Jong-il seria um sério candidato ao título. Em comparação Hugo Chávez é um brincalhão inocente e até o ‘reformado’ Saddam Hussein ou o ‘regenerado’ Muammar Khadafi empalidecem junto dele.

Vamos por partes. Para pergaminhos de crueldade basta acrescentar à fome que tem semeado na Coreia o facto de ter mais de 200 mil presos em campos de concentração e de considerar dissidente qualquer cidadão que não cumpra normas como a de trazer ao peito um emblema com a sua efígie ou a do pai, Kim il Sung.

Quanto às excentricidades, muitas delas tingidas de crueldade, a lista é longa. Uma das mais curiosas é a da perseguição que move aos trigémeos. E porquê? Porque acredita que um lhe sucederá no ‘trono’. Para evitar tal aberração Jong-il manda arrancar os trigémeos aos pais e encerra-os num orfanato.

Outro aspecto curioso é o prazer pela boa mesa: pratos refinados regados com quantidades generosas de álcool marcam o seu dia-a-dia, parecendo até que a fome do povo é para ele aperitivo. Tem um fraquinho por conhaque, especialmente Hennessy, gastando por ano uma média de meio milhão de euros em garrafas desse precioso líquido.

O seu antigo cozinheiro pessoal, o japonês Kenji Fujimoto, conta que o ‘Querido Líder’ (epíteto conquistado por Jong-il em 1987) o enviava a comprar mangas à Tailândia, peixe fresco ao Japão e caviar a Teerão. O gosto pelos excessos gastronómicos levou alguém a considerá-lo ‘o único gordo da Coreia’.

Mas o volumoso líder tem outros apetites nos quais é igualmente desmesurado: os do sexo. Na sua imensa colecção de cinema (22 mil filmes) abundam os heróis de acção (Rambo e James Bond são dois dos favoritos), os desenhos animados (o preferido é Daffy Duck) e os filmes pornográficos, pelos quais nutre predilecção especial. Este é, no entanto, um condimento inocente numa vida sexual ‘pantagruélica’. Além das jovens que rouba aos pais para uma noite de excessos, tem ao seu dispor a ‘Brigada do Prazer’, composta por beldades asiáticas e europeias que, como os filmes, vai coleccionando. Não se sabe quantas mulheres teve, mas tem pelo menos quatro filhos legítimos de dois casamentos. Bastardos há pelo menos 20.

Como todo o bom ditador messiânico, Kim Jong-il inventou para si uma mitologia recheada de feitos e milagres. Segundo a biografia oficial, uma andorinha anunciou o seu nascimento enquanto um arco--íris duplo coroava o monte Paektu e uma nova estrela surgia no firmamento. Agora diz-se capaz de recitar, com todas as vírgulas, livros de mais de 600 páginas e garante que a primeira vez que jogou golfe superou as marcas de Tiger Woods.

Facto e ficção misturam-se no que toca à Coreia do Norte e ao seu líder. Nem outra coisa convém a um déspota que preserva o poder graças à aura de semideus alimentada com eficácia e zelo pela propaganda, enquanto mantém na miséria moral e física mais de 20 milhões de almas.

O HERDEIRO DO PODER HEGEMÓNICO

Kim Jong-il nasceu na Sibéria (1941), mas ajustou a data para 1942 para coincidir com os 30 anos do pai, número considerado auspicioso. A Sibéria fazia dele um estrangeiro pelo que as biografias oficiais o dão como nascido no Monte Paektu, mais alta montanha da Coreia. Em 1994, após a morte do pai, Kim il Sung, um ditador cruel, sucedeu-lhe no poder e nomeou já herdeiro o filho Kim Jong-Chui. Esta forma de sucessão dinástica é única em regimes comunistas.


http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=218500&idselect=91&idCanal=91&p=200

 :roll:
IMPROVISAR, LUSITANA PAIXÃO.....
ALEA JACTA EST.....
«O meu ideal político é a democracia, para que cada homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado»... Albert Einstein
 

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Luso

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« Responder #94 em: Outubro 22, 2006, 08:25:29 pm »
Talvez o rédeuórior queira comentar...



Última página do "Sol" de 21 de Outubro de 2006
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Lightning

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« Responder #95 em: Outubro 22, 2006, 08:33:46 pm »
É obvio, solidariedade do Komintern :shock:
 

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Pantera

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« Responder #96 em: Outubro 23, 2006, 09:07:09 am »
Citação de: "Luso"
Talvez o rédeuórior queira comentar...



Última página do "Sol" de 21 de Outubro de 2006


isto é de facto muito vegonhoso.
Porque raio a assembleia da república não proibe o comunismo em Portugal???'Ainda não perceberam que não houve nenhuma ideologia que matasse tanto como o comunismo.

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ricardonunes

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« Responder #97 em: Outubro 23, 2006, 05:11:31 pm »
Pyongyang quer a paz mas não teme a guerra

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A Coreia do Norte repudia a resolução do Conselho de Segurança da ONU que impõe uma série de sanções àquele país pela realização de um teste nuclear.

A República Popular Democrática da Coreia (RPDC), numa declaração emitida anteontem, 17 de Outubro, pelo seu Ministério dos Negócios Estrangeiros, considera que o Conselho fingiu ignorar a política hostil dos EUA relativamente à RPDC, que é a verdadeira origem do problema.
Segundo o documento, divulgado pela agência KCNA, as Nações Unidas, ignorando a política de Washington, «incrimina agora a RPDC por exercer o seu legítimo direito a defender a soberania do país, enquanto exige com bombos e fanfarra a desnuclearização da península».
Esta é uma posição imoral e totalmente desprovida de imparcialidade, dizem as autoridades norte-coreanas, que «só pode ser interpretada como uma declaração de guerra contra a RPDC, já que se baseia no guião dos EUA, desejoso de destruir o sistema socialista de estilo coreano centrado nas massas populares».
A resolução 1718, aprovada a 14 de Outubro pelos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, impõe sanções económicas e comerciais à Coreia do Norte, exige que o país se abstenha de qualquer novo teste nuclear e intima ainda Pyongyang a regressar às negociações a «seis» (China, Japão, Rússia, Estados Unidos e duas Coreias).
A tomada de posição – aprovada como retaliação pelo primeiro ensaio nuclear norte-coreano, levado a cabo a 9 de Outubro – prevê um embargo sobre armas e material militar, bem como materiais relacionados com a tecnologia nuclear ou de mísseis, e ainda de produtos de luxo.
O documento insta os estados membros, em conformidade com a respectiva legislação, a «agir em cooperação para garantir o respeito destes embargos, procedendo inclusivamente à inspecção de qualquer carga destinada ou proveniente da Coreia do Norte».

RPDC não cede a pressões

As autoridades norte-coreanas consideram que o desenrolar dos acontecimentos prova que a RPDC tinha razão quando se decidiu pela opção nuclear, e advertem «o grupo de Bush» para a inutilidade de tentarem, através de sanções e de pressões, pôr «o país de joelhos».
«Não faz sentido esperar que a RPDC ceda às pressões e às ameaças quando se converteu num Estado com armas nucleares», afirma a declaração de Pyongyang, reiterando que o país «quer a paz mas não teme a guerra, quer o diálogo mas está sempre pronto para a confrontação».
Reiterando que a RPDC deseja cumprir os seus compromissos para levar por diante a desnuclearização da península da Coreia, o documento adverte que não deixará de responder «com fortes acções» a quaisquer ataques à sua soberania e ao seu direito à existência.
No domingo, as autoridades de Pyongyang já haviam dado conta ao vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexandre Alexiev, da sua disponibilidade para prosseguir as negociações a seis. O vice-ministro russo deslocou-se à Coreia do Norte, onde manteve diversos contactos, nomeadamente o seu homólogo Kim Ky-kwan. No final da visita, segundo a agência Interfax, Alexiev afirmou que os responsáveis norte-coreanos «mencionaram por várias vezes que Pyongyang jamais transferirá as suas capacidades nucleares para outro país e nunca as utilizará contra quem quer que seja».
Entretanto, a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, que esta terça-feira iniciou um périplo pelo Japão, Coreia do Sul e China com o objectivo de «reunir o apoio» dos amigos e aliados de Washington na região, considerou que a imposição de sanções a Pyongyang é também um «aviso» ao Irão.
A resposta de Teerão chegou pela voz do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, que acusou «alguns países ocidentais» de «transformaram o Conselho de Segurança da ONU numa arma para impor a sua hegemonia e aprovar resoluções contra os países que se lhe opõem».
Considerando «ilegal» a exigência do Conselho de Segurança para que o Irão suspenda o seu programa de enriquecimento de urânio, Mahmud Ahmadinejad anunciou que o seu país vai prosseguir o projecto nuclear.

EUA forçam à opção nuclear

(...) «A política dos EUA contra a RPDC vai além dos simples gestos de hostilidade, pois faz pairar a ameaça nuclear e considera a RPDC como fazendo parte dum “eixo do mal”, por isso sujeita a ataques nucleares preventivos, o que força a RPDC a dotar-se de um poder de dissuasão nuclear. O governo de RPDC mantém contudo que a desnuclearização da península coreana pode ser feita de forma pacífica através do diálogo e da negociação.
«É sabido que o elemento essencial da Declaração conjunta de 19 de Setembro de 2005 adoptada pelos participantes nas negociações a seis é o engajamento da RPDC a renunciar ao seu programa nuclear e a aceitar a coexistência pacífica. Esta declaração engaja também os EUA. A RPDC advoga o respeito mútuo de todas as disposições da Declaração conjunta. É evidente que só beneficiará com isso e é por essa razão que está mais decidida do que nunca a prosseguir as negociações a seis.
«Ora, os EUA, apesar da referida Declaração conjunta, impuseram sanções financeiras à RPDC, seu parceiro de diálogo, e repudiaram a agenda relativa à próxima ronda de negociações, o que resultou no impasse actual. À luz destes factos, não podia ser mais evidente que os EUA não desejam a continuação das negociações a seis nem a desnuclearização da península coreana. Os EUA só desejam uma coisa, que é o crescimento das tensões na península coreana para se servirem disso como pretexto para aumentar a sua presença militar no Nordeste asiático. Esperam travar o crescimento da RPDC e dos seus vizinhos no quadro da sua estratégia para alcançar a supremacia mundial. Estas são as verdadeiras intenções dos EUA. É absurdo que a RPDC, sob pressão de sanções americanas sem razão de ser, participe nas negociações. Para nós esta é uma questão de princípio e nesta matéria não faremos concessões.»
(Excertos da intervenção de Choe Su Hon, presidente da delegação da RPDC, na 61.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em 26 de Setembro de 2006, em Nova Iorque.)


http://www.avante.pt/noticia.asp?id=16505&area=11
Potius mori quam foedari
 

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ricardonunes

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« Responder #98 em: Outubro 25, 2006, 11:34:03 pm »
North Korea - Children of the Secret State

http://video.google.com/videoplay?docid ... 7402742053
Potius mori quam foedari
 

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dremanu

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« Responder #99 em: Outubro 26, 2006, 03:40:43 pm »
Citação de: "ricardonunes"
North Korea - Children of the Secret State

http://video.google.com/videoplay?docid ... 7402742053


Chocante, triste, repugnante...tanta injustiça, tanto sofrimento humano.

Os gajos como o Lobo Solitário e o RedWarriro deviam ser todos expulsos para a Coreia da Norte para ver o que é viver num "paraíso" socialista.
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #100 em: Outubro 26, 2006, 04:59:11 pm »
Calma, não vamos a lado nenhum com estes extremismos!
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Luso

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« Responder #101 em: Outubro 26, 2006, 08:22:35 pm »
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Calma, não vamos a lado nenhum com estes extremismos!


Com quais extremismos?
Com os da Coreia do Norte, certamente...
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Bravo Two Zero

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« Responder #102 em: Outubro 31, 2006, 04:47:56 pm »
Coreia do Norte recua ?

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Numa declaração surpreendente, a Coreia do Norte anunciou a intenção de suspendar o programa nuclear, três semanas depois de ter realizado o seu primeiro ensaio.
 

SIC


 
 
 
 
O anúncio foi feito em Pequim, depois de uma reunião informal entre a China, os Estados Unidos e um enviado de Pyongyang.

A Coreia do Norte aceitou retomar, sem condições, as conversações sobre o programa nuclear, o que já foi saudado pela Casa Branca.

No passado dia 9 de Outubro, a Coreia do Norte realizou o seu primeiro ensaio nuclear.

A  manobra valeu-lhe a condenação da comunidade internacional e um conjunto de sanções económicas aprovadas pelas Nações Unidas.


http://sic.sapo.pt/online/noticias/mund ... ndente.htm
"Há vários tipos de Estado,  o Estado comunista, o Estado Capitalista! E há o Estado a que chegámos!" - Salgueiro Maia
 

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Creoula

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« Responder #103 em: Outubro 31, 2006, 06:09:54 pm »
Durante quinze anos as crises relacionadas com programa nuclear norte coreano têm sido recorrentes. Às crises sucedem-se acordos e os novos acordos são quebrados precipitando novas crises.
Entre Agosto de 2003 e Setembro de 2004 realizaram-se 4 rondas negociais das Six Party-Talks (Coreia do Norte; Coreia do Sul; China; EUA; Japão e Rússia). Ao longo destes 25 meses de negociações os avanços e recuos foram contínuos e cíclicos. A uma crise provocada pela Coreia do Norte, a comunidade internacional respondia com ameaças diplomáticas e sanções económicas, a Coreia do Norte esticava a corda mas acabava por regressar à mesa das negociações. Negociava-se mais um acordo, aceite pela Coreia do Norte, e logo de imediato eles criavam uma crise. Após vinte e cinco meses de avanços e recuos, as Six Party Talks pareciam ter atingido um marco histórico com a Declaração Conjunta de 19 de Setembro de 2005. Contudo, mais uma vez, a Coreia do Norte boicotou as negociações e a prevista 5ª Ronda a realizar em Novembro de 2005 não se consumou. A justificação norte-coreana para mais um desmoronar das negociações foi o facto dos EUA terem adoptado sanções contra o banco de Macau que efectuava a lavagem de notas de 100 dólares contrafeitas na Coreia do Norte. Ora, tal como a Administração Bush referiu, esta é uma questão de contrafacção e não de contraproliferação nuclear, pelo que não deveria interferir nas Six Party Talks. O insucesso de mais uma ronda negocial, em que se pretendia chegar a progressos em aspectos importantes, significou o início de mais uma longa jornada de incertezas que culminou com o teste nuclear do passado dia 9 de Outubro de 2006.
O que se passa com o anúncio de hoje das autoridades de Pyongyang, declarando-se prontas a suspender o programa nuclear, é natural, faz parte do jogo da Coreia do Norte. A AIEA, a ONU, os EUA, a China…vão bater palminhas, vão conceder (como sempre) benefícios e auxílios à Coreia do Norte (o Partido e as Forças Armadas agradecem esses auxílios) em troca da suposta suspensão e do regresso ás negociações. Daqui a uns meses teremos mais um teste nuclear e, de novo, a crise agudizada.
Cumprimentos
 max1x1
 

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ricardonunes

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« Responder #104 em: Dezembro 12, 2006, 05:26:06 pm »
Coreia do Norte: Conversações a seis recomeçam dia 18

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As conversações a seis sobre o programa nuclear da Coreia do Norte vão recomeçar a 18 de Dezembro, em Pequim, pondo fim um impasse que durou 13 meses, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.
«Após consultas entre as partes envolvidas, a segunda fase da quinta ronda das conversações a seis sobre a questão nuclear da península coreana será retomada em Pequim a 18 de Dezembro», refere um comunicado publicado na página na Internet do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, assinado pelo porta-voz da diplomacia chinesa, Qin Gang.

Iniciadas em 2003, as conversações entre a China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão e Rússia visam encontrar uma solução para a questão nuclear da península coreana e tentar levar o regime de Pyongyang a abandonar o programa de desenvolvimento de armas nucleares.

A Coreia do Norte tinha abandonado em Novembro de 2005 as conversações em protesto contra o embargo, por parte dos Estado Unidos, de qualquer transacção financeira com o Banco Delta Ásia, de Macau, instituição que Washington acusa de lavar e canalizar fundos para o regime da Coreia do Norte.

A 31 de Outubro, o regime de Kim Jong-il surpreendeu a comunidade internacional ao aceitar regressar ao processo negocial, em especial após ter levado a cabo a 9 de Outubro um ensaio nuclear que confirmou perante o mundo que Pyongyang tem armas nucleares.

Em Setembro de 2005, no quadro das negociações a seis, Pyongyang tinha aceite abandonar o seu programa nuclear em troca de garantias de segurança, ajuda energética e outra ajuda humanitária.

Apesar das aparentes aberturas da Coreia do Norte, os países envolvidos não tinham conseguido até hoje chegar a acordo quando a uma data para o reinício das conversações a seis, apesar dos principais negociadores dos Estados Unidos, China e Coreia do Norte se terem encontrado durante dois dias em Pequim, a 28 e 29 de Novembro.

Diário Digital / Lusa

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