Energias Renováveis

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Lusitano89

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Re: Energias Renováveis
« Responder #30 em: Março 15, 2018, 08:00:13 pm »
Antiga colónia portuguesa funciona 100% com energia solar





A antiga colónia portuguesa de Diu, hoje parte da Índia, funciona exclusivamente com energias renováveis, tendo passado a obter toda a sua eletricidade com base em painéis solares. Agora Diu tornou-se também o primeiro território indiano com excesso de produção de energia com bases em fontes renováveis.

Até 2015, Diu (que é administrada diretamente, em conjunto com Damão, pelo governo federal indiano, não tendo sido integrada em nenhum estado) recebia toda a sua eletricidade do estado vizinho de Gujarat, com quebras de eletricidade frequentes. Tendo apenas 42 quilómetros quadrados de área, as autoridades locais reservaram 20 hectares para a instalação de uma rede de painéis solares, e montaram outros em vários telhados da cidade.

O resultado é que esta instalação gera 10,5 MW diários de eletricidade, suficiente para atender às necessidades dos mais de 50 mil habitantes de Diu, que não consomem mais de 7 MW. Diu pode assim fornecer energia a outros territórios indianos, enquanto a população local viu os custos da eletricidade caírem em 12 por cento face à época em que tinham de importar do Gujarat.


>>>>>>  https://www.motor24.pt/motores/ecologia/antiga-colonia-portuguesa-funciona-100-energia-solar/
 

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Lusitano89

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Re: Energias Renováveis
« Responder #31 em: Março 21, 2018, 10:27:04 am »
Estrume de elefantes e vacas pode servir para fazer papel


O estrume de animais como elefantes ou vacas pode ser uma excelente fonte de celulose para fazer produtos de papel, mais baratos e uma forma ambientalmente limpa de acabar com os detritos.

Os resultados de uma investigação nesse sentido são apresentados hoje no 255.º Encontro Nacional e Exposição da Sociedade Americana de Química (ACS na sigla original), a maior sociedade científica do mundo que se reúne até quinta-feira com 13.000 apresentações científicas na agenda.

A ideia de aproveitar o estrume surgiu na ilha grega de Creta, onde Alexander Bismarck passou férias numa pequena aldeia e reparou que as cabras mascavam ervas secas. “Percebi que o que saía no final era matéria da planta parcialmente digerida, pelo que devia haver celulose”, disse Bismarck, da Universidade de Viena, Áustria.

“Os animais comem biomassa de baixa qualidade contendo celulose, mastigam-na e expõem-na a enzimas e ácidos no seu estômago, e depois produzem estrume. Dependendo do animal, até 40% do estrume é celulose, que é então facilmente acessível”, disse o investigador, acrescentando que é preciso muito menos energia e tratamentos químicos, comparando com a madeira crua, para transformar o material parcialmente digerido em nanofibras de celulose.

Depois de trabalhar com estrume de cabra, Bismarck e Andreas Mautner, ajudados por estudantes de pós-graduação, fizeram experiências com estrume de cavalos, de vacas e até de elefantes.

No caso dos elefantes o fornecimento de matéria prima é substancial nos parques de África, onde centenas de elefantes produzem diariamente toneladas de estrume, e, lembrou Mautner, as grandes explorações pecuárias nos Estados Unidos e Europa produzem autenticas montanhas de estrume.

Os investigadores trataram o estrume com uma solução de hidróxido de sódio (soda cáustica), que remove parcialmente a lignina (macromolécula das plantas, que pode depois ser usada como fertilizante ou combustível) e outras impurezas, incluindo proteínas e células mortas.

Para remover completamente a lignina e fazer a polpa branca para o papel o material tem de ser branqueado com hipoclorito de sódio (um desinfetante, conhecido por água sanitária). E praticamente não é necessária moagem para criar as nanofibras para o papel.

“É necessária muita energia para moer a madeira e fazer a nanocelulose”, salientou Mautner, acrescentando que com o estrume se reduzem as etapas para fazer a pasta de papel, porque o animal já mastigou a planta e a atacou com vários enzimas.

“Produz-se nanocelulose mais barata com as mesmas ou melhores propriedades que a nanocelulose da madeira e com menos consumo de energia e de produtos químicos”, disse o investigador.

O produto derivado do estrume pode ter aplicações como o reforço para compósitos de polímeros ou filtros para águas residuais, ou para fazer papel para escrever.

Os investigadores procuram agora perceber se o processo pode ser ainda mais sustentável, produzindo-se primeiro biogás a partir do estrume e depois extraindo as fibras de celulose.


>>>>>>> https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/estrume-de-elefantes-e-vacas-pode-servir-para-fazer-papel
 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #32 em: Outubro 18, 2018, 11:00:55 am »
Veículos solares enfrentam deserto de Atacama


 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #33 em: Novembro 21, 2018, 03:15:30 pm »
Navios de cruzeiro vão usar peixe podre como combustível para se tornarem mais ecológicos

A Hurtigruten, a maior linha de cruzeiros de expedições do mundo, está a reformar os seus navios para torná-los menos poluentes e planeia usar um subproduto de peixe podre como combustível para as embarcações.



A empresa norueguesa Hurtigruten, conhecida pelos navios que transportam os turistas ao longo dos fiordes e da costa do país até o Ártico, vai  investir cerca de 725 milhões de euros, ao longo de três anos, para adaptar a frota. Seis dos seus navios mais antigos serão adaptados para funcionar com uma combinação de gás natural liquefeito, baterias elétricas e biogás.

O biogás será proveniente de resíduos orgânicos, como peixes mortos, da agricultura e da silvicultura, segundo adiantou Daniel Skjeldam, presidente-executivo da Hurtigruten, em entrevista ao The Telegraph. A Hurtigruten, que é a maior operadora de cruzeiros de expedições do mundo para destinos como Antártida, Svalbard e Gronelândia, também encomendou três novos navios que funcionarão a eletricidade, tendo um motor a diesel apenas como reserva.

O setor marítimo está a enfrentar regulamentações internacionais mais rígidas, incluindo cortes nas emissões de CO2 de pelo menos 50% até 2050 em comparação com os níveis de 2008.

A ideia principal seria reduzir as emissões de CO2 e tornar as embarcações mais amigas do ambiente. Skjeldam diz que o objetivo final é operar os navios completamente isentos de emissões.

Este ano, a linha de cruzeiros anunciou a proibição do uso de plástico em toda a sua frota de 17 navios.

No próximo ano, ocorre o lançamento do MS Roald Amundsen, o primeiro navio de cruzeiro com bateria híbrida do mundo. Com motores quase silenciosos, também evitará perturbar a vida selvagem. A Hurtigruten será, ainda, a primeira empresa a usar biogás como combustível para navios de cruzeiro.

https://viagens.sapo.pt/viajar/noticias-viajar/artigos/navios-de-cruzeiro-vao-usar-peixe-podre-como-combustivel-para-se-tornarem-mais-ecologicos

 :o ???
 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #34 em: Dezembro 10, 2018, 10:36:38 am »
Nova bateria pode armazenar dez vezes mais energia do que a de lítio

As baterias são o calcanhar de Aquiles da evolução dos veículos eléctricos. Nesse sentido, a Caltech, a NASA e a Honda uniram-se para desenvolver uma nova bateria extraordinária.

A nova tecnologia química de baterias é baseada em flúor e poderá ter maior densidade de energia, além de ser menos prejudicial ao meio ambiente do que a actual tecnologia com recurso a lítio.



Bateria de iões de fluoreto pode ser a verdadeira alternativa ao lítio

O Instituto de Investigação da Honda tem vindo a trabalhar com cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (CalTech) e do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA numa nova química de baterias que poderia apresentar uma alternativa mais ecológica às baterias de iões de lítio, segundo um artigo publicado sexta-feira na revista Science.



O mundo dos eléctricos depende dos iões de lítio

Actualmente, os carros eléctricos do mundo são – com poucas excepções – alimentados por baterias de iões de lítio.

O ião de lítio tem muitos benefícios sobre a tecnologia química das baterias mais antigas, como o hidreto metálico de níquel (NiMH), graças às taxas mais favoráveis ​​de carga e descarga e ao facto de ser menos provável desenvolver uma “memória” se não for totalmente descarregada antes de ser recarregada.

Mais seguras, mais ricas e mais amigas do ambiente

As baterias de iões de lítio também apresentam algumas desvantagens significativas, a saber, os danos ao meio ambiente que ocorrem quando o lítio e o cobalto são extraídos e a propensão das células em se incendiar e serem muito difíceis de extinguir, uma vez a arder.

A química da bateria à base de flúor, que está a ser desenvolvida pela Honda, NASA e CalTech aliviaria muitos destes problemas.

Um dos benefícios mais empolgantes da tecnologia química do flúor é o seu potencial para ser muito mais denso em energia que o lítio.

Isto significaria que um carro eléctrico equipado com esta nova tecnologia de bateria poderia ir mais longe num qualquer “pacote” do mesmo tamanho físico ou a mesma distância com um pacote de bateria fisicamente muito menor.



Iões de fluoreto não são uma novidade

As baterias de iões de fluoreto não são tecnologia totalmente nova, mas as versões anteriores exigiam que o seu electrólito de estado sólido fosse aquecido até cerca de 149 graus Celsius para funcionar adequadamente.

Os avanços da Honda, JPL e CalTech são a criação de um electrólito de flúor líquido à temperatura ambiente (também conhecido como combinação de éter de fluoreto de sal de tetraalquilamónio) e cátodo de núcleo trifluoreto de lantânio-cobre (também uma novidade) que trabalham juntos para fazer a função de célula.

O trabalho em equipa, como dizem, faz o sonho funcionar.

Tudo isto é muito interessante e entusiasmante, mas não iremos ver tão cedo as baterias de iões de fluoreto, isto porque embora já se domina a tecnologia, há ainda muito trabalho. o mercado terá de esperar para que este produto seja realmente um produto de produção em massa.

https://pplware.sapo.pt/motores/nova-bateria-pode-armazenar-dez-vezes-mais-energia-do-que-a-de-litio/comment-page-1/