Economia de Moçambique

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #60 em: Setembro 10, 2014, 05:31:01 pm »
Moçambique celebra acordo com a China para reabilitação de porto pesqueiro


O Ministério das Finanças de Moçambique assinou esta quarta-feira, em Maputo, um acordo de enquadramento com o Governo chinês para o financiamento do projeto de reabilitação do porto de pesca da Beira, no valor de 96,2 milhões de euros.

De acordo com o ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, o entendimento permitirá o avanço de um acordo entre o Governo de Moçambique e o estatal Banco de Exportação e Importação da China (China Exim Bank), que vai garantir o crédito concessional para a reabilitação do porto de pesca.

“A reabilitação do porto vai estimular a economia da zona centro do país e da província de Sofala, em particular, tendo em consideração que este porto passará a manusear uma produção anual de produtos pesqueiros na ordem de 70 mil toneladas, contribuindo em grande medida para o aumento do comércio na região”, afirmou Manuel Chang.

O ministro das Finanças disse ainda que, além da geração de postos de trabalho, o projeto vai garantir o aumento da “capacidade de meios de refrigeração e armazenamento, bem como de manuseamento do pescado”.

Sublinhando o “sucesso” da cooperação sino-moçambicana em projetos semelhantes, o embaixador da China em Moçambique, Li Chunhua, referenciou o “enorme potencial” que Moçambique tem para explorar, “sobretudo na área das pescas”.

“Esperamos que as partes acelerem os trabalhos de preparação do projeto para o executar o mais rápido possível as obras de ampliação, para que o porto possa contribuir o quanto antes para o desenvolvimento económico de Moçambique”, disse Li Chunhua.

Segundo Manuel Chang, o projeto de reabilitação do porto de pesca da Beira integra uma lista de 11 projetos, no valor de 1.400 milhões de dólares (cerca de 1.081 milhões de euros), para os quais o Governo moçambicano solicitou financiamento à China, e cujo desenvolvimento está compreendido entre o triénio 2013-2015.

A China tem sido um dos principais financiadores de grandes projetos de infraestruturas desenvolvidos em Moçambique, tendo concedido empréstimos para as obras de reabilitação do Aeroporto Internacional de Maputo, do Estádio Nacional do Zimpeto, do novo edifício da Presidência da República e da Estrada N6 Beira-Machipanda, além de estar a financiar a construção da Circular de Maputo e da ponte Maputo-Catembe, cujo orçamento ascende a cerca de 1.100 milhões de dólares.


Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #61 em: Setembro 25, 2014, 07:55:03 pm »
Primeiro carro moçambicano custa 15 mil euros




O Matchedje, o primeiro carro moçambicano, foi lançado esta semana em Maputo e terá um preço inicial de 15 mil euros.
 
O primeiro lote de veículos todo-o-terreno vai contar com cem unidades para venda, com um preço especial de 15 mil euros (595 mil meticais), no âmbito do 50º aniversário das Forças Armadas moçambicanas.
 
A Matchedje vai lançar cerca de trinta mil veículos, entre veículos todo-o-terreno, autocarros de transporte de passageiros e motorizadas, que estão a ser produzidos na fábrica da empresa, numa parceria com uma empresa chinesa.
 
A segunda fase do projeto será feito ao longo dos próximos dois anos, entre 2015 e 2016, altura em que a fábrica terá capacidade para produzir cerca de cem mil veículos, já com unidades de pintura, soldagem e outras infraestruturas.
 
Já entre 2017 e 2020, a produção deverá atingir os quinhentos mil veículos de todos os tipos, incluindo a produção de acessórios para automóveis.
 
“A Matchedje Motors vai estabelecer um Plano de Formação de Mecânica, Química, Eletrónica e de Indústria Automóvel para os moçambicanos. Esta fase vai trazer uma profunda mudança para o povo de Moçambique, porque, uma vez concluído, espera-se que a produção anual seja de cerca de 150 mil milhões de dólares (117 mil milhões de euros) ”, explica Carlos Nizia, diretor de vendas da empresa, em comunicado.

Boas Notícias
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #62 em: Outubro 30, 2014, 09:35:40 pm »
Índia e Moçambique celebram acordo para explorar gás natural


O governo indiano anunciou hoje um acordo com Maputo, para a cooperação no sector do gás e petróleo, após as enormes descobertas de hidrocarbonetos em Moçambique.

Numa declaração hoje divulgada pela Agência de Informação de Moçambique (AIM), o governo indiano recorda que o país "está estrategicamente localizado perto da Índia, o que é ideal para trazer gás natural". "A participação de empresas energéticas indianas vai facilitar o acesso ao gás natural liquefeito (LNG, sigla em Inglês) ao crescente mercado de gás indiano", acrescenta o governo indiano.

O acordo foi celebrado na quarta-feira, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro indiano, Shri Narendra Modi, em Nova Deli. O protocolo agora celebrado visa o aumento da cooperação entre os dois países e promove o investimento, aumentando o diálogo e facilitando a transferência tecnológica. Nos últimos cinco anos, os estudos indicam que as reservas de gás natural no norte de Moçambique atingem os 200 biliões de metros cúbicos mas para explorar esta quantidade de hidrocarbonetos será necessário um investimento de 39 mil milhões de euros.

As empresas de exploração petrolífera em Moçambique estão a tentar cumprir o prazo para fazer o primeiro carregamento em 2018. O objetivo é liquidificar o gás natural na zona da bacia do Rovuma e a empresa norte-americana Anadarko Petroleum Corporation pretende canalizar o gás para Palma, na província moçambicana Cabo Delgado, onde será processado.

Por seu turno, a multinacional petrolífera italiana ENI está a tentar construir uma plataforma flutuante para produzir LNG.

Iniciadas as exportações, Moçambique tornar-se-á um dos principais produtores mundiais de LNG. Na semana passada o governo moçambicano apelou às empresas para a exploração de 15 novos blocos, correspondendo a 76.800 quilómetros quadrados, na tentativa de encontrar gás e petróleo.

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #63 em: Fevereiro 19, 2015, 02:57:50 pm »
"Usurpadores" de terras em Moçambique


Milhares de camponeses do Corredor de Nacala, Norte de Moçambique, estão a ser expropriados ilegalmente das suas terras em nome de megaprojetos de agronegócio nas mãos de empresas internacionais, incluindo portuguesas. A história é revelada esta quinta-feira, dia 18, pela organização não-governamental (ONG) espanhola GRAIN e pelo português OBEGEF - Observatório de Economia e Gestão de Fraude.

As duas instituições são parceiras na denúncia de um esquema que, de acordo com José Pedro Martins, do OBEGEF, "indicia tráfico de influências" envolvendo altos responsáveis da FRELIMO. "O nosso interesse nesta história", assume João Pedro Martins à VISÃO, "tem a ver com o envolvimento de empresas portuguesas ou com ligações a Portugal".

O relatório explica as condicionantes históricas que impedem a expropriação de terras em Moçambique sem autorização das pessoas que nela trabalham há pelo menos 10 anos, para outro fim que não seja a construção de escolas, hospitais, redes viárias ou afins. No entanto, essas alienações têm vindo a intensificar-se nos últimos dois anos no Corredor de Nacala, por parte de empresas estrangeiras.

Atenta, a GRAIN, em parceria com o OBEGEF começou a estudar a fundo a questão. Em breve, percebeu que alguns contratos de expropriação, como por exemplo o da empresa Mozaco (um investimento da Rioforte e de João Ferreira dos Santos), fixaram as indemnizações pelos terrenos em pagamentos únicos entre os 90 e os 300 dólares. Por este valor, e com a promessa de lhes serem entregues novas terras nas proximidades (o que não chegou a acontecer), os agricultores cederam as suas propriedades. Só que, com a crise do BES e insolvência da Rioforte, nem todos receberam os devidos pagamentos (recorde-se que a Rioforte integra, agora, os ativos tóxicos do chamado "BES mau", onde a Grain e o OBEGEF desconfiam estarem alguns dos terrenos moçambicanos). Em conclusão, milhares de camponeses estão sem emprego e sem comida, numa crise que é já humanitária.

Noutro caso, envolvendo a empresa AgroMoz (que resulta de uma parceria do Grupo Américo Amorim, da moçambicana Intelec e a brasileira Pinesso), as indemnizações variaram entre os 65 e os 200 dólares e previam a construção de uma clínica e uma escola. Até hoje, nenhuma das duas saiu do papel.
Mas se, nestes casos, os agricultores até sabem quem está a cultivar as suas terras, noutros, uma confusão de fundos situados, sobretudo, em offshores da Mauritânia esconde os verdadeiros "usurpadores", como diz o relatório intitulado "Os Usurpadores de terras do Corredor de Nacala". O  título dava um filme.  

Não se sabe como foi possível que empresas portuguesas, chinesas, inglesas, italianas, indianas, sul-africanas holandesas, suecas e até libanesas tivessem alienado milhões de hectares de terras férteis passando por cima de proteções legais tão específicas como as que vigoram em Moçambique e que impedem expropriações a não ser para projetos de interesse público. "Aí estão os indícios de corrupção ou de tráfico de influências, no mínimo", diz João Pedro Martins, do Observatório de Economia e Gestão de Fraude, que participou no relatório técnico da Grain e que divulga a informação em Portugal.

Um dos envolvidos, temem as duas organizações, pode mesmo ser o antigo Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, que se diz estar por trás da Intelec e que pode ter beneficiado com o negócio das terras expropriadas. Mas tudo está por provar. O documento agora trazido a público não foi sujeito a contraditório. Resta saber como é que as autoridades moçambicanas vão olhar para as 32 páginas que compõem o relatório.  


Visão
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #64 em: Abril 02, 2015, 09:35:09 pm »
Turkish Airlines começa a voar para Maputo em Outubro


A Turkish Airlines inaugura a 28 de Outubro uma nova rota entre Istambul e Maputo, com escala em Joanesburgo, adiantou hoje à Lusa o presidente do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (ACM).

A nova ligação da companhia turca terá três frequências semanais, segundo João Abreu, que espera também novidades em breve sobre o início da operação da Air France-KLM para Moçambique.

Actualmente, a TAP é a única companhia a assegurar ligações directas entre Moçambique e a Europa, uma vez que as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) permanecem na lista negra das transportadoras impedidas por Bruxelas de sobrevoar o espaço europeu.

No ano passado, as autoridades moçambicanas e francesas assinaram um memorando para a criação de uma ligação aérea entre os dois países. Ao abrigo desse memorando, estão em operação três voos semanais entre Pemba, norte de Moçambique, e Dzaoudzi (Maiote, arquipélago das Comores), através da transportadora francesa Air Austral em 'code-share' com as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), e que poderá vir também a abrir também novas rotas entre Reunião e Maputo e outros destinos moçambicanos.

Além de França, o IACM celebrou um memorando similar com a Holanda, cuja principal companha aérea, KLM, está associada à Air France. Ao abrigo do acordo, a Air France-KLM ficou com a possibilidade de escolher três destinos em Moçambique: Nacala, Beira e Maputo. "Da nossa parte estão criadas todas as condições", disse João Abreu, destacando que "os acordos e memorandos estão assinados" e que a operação deverá ser anunciada mal a Air France-KLM termine os seus estudos de viabilidade.

O interesse da Air France em voar para Moçambique foi anunciado em Outubro passado pelo presidente da transportadora aérea.

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #65 em: Agosto 22, 2015, 01:48:54 am »
O que faz mover Moçambique
(7 de Agosto de 2015)
Citação de: "Expresso"
No encerramento do projecto “Portugal&Moçambique – Ligações Fortes”, conheça os projectos e os sectores que estão a transformar o país liderado por Filipe Nyusi.

Mega-projectos como o da fundição de alumínio Mozal (a maior empresa de Moçambique); o gás natural da Sazol; a extracção de areias pesadas de Moma ou de Chibuto; o carvão de Moatize e de Benga; ou a Hidroeléctrica de Cahora Bassa são exemplos de grandes investimentos que alavancam a economia moçambicana. Mas há mais projectos, em diferentes sectores, que são oportunidades de negócio para investidores estrangeiros que pretendam entrar ou expandir negócio no país.

Sendo um dos dez países com maior crescimento anual (7,4% em 2014) em África, Moçambique quer livrar-se da classificação que o inscreve ainda no clube dos mais pobres do mundo. O investimento na economia, deixando de lado as ajudas externas, é há alguns anos um objectivo num país que tem das maiores reservas de carvão e gás natural do mundo e que espera dar o salto para o desenvolvimento até ao fim da década.

O governo aprovou nos últimos anos vários instrumentos jurídicos para facilitar o investimento. Por exemplo, o regulamento das parcerias público-privadas, aprovado em Agosto de 2011, e a adopção de um Plano Estratégico de Promoção de Investimento Privado (PEPIP), que vigorará até 2016. Lourenço Sambo, director-geral do CPI (Centro de Promoção de Investimento) sublinha: para quem quiser entrar no mercado moçambicano «as carências que o país apresenta, são exactamente proporcionais às oportunidades e negócio existentes. Grandemente vastas».

[continua: Energia, Construção e infraestruturas, Agricultura, Banca]
Fonte: http://expresso.sapo.pt/iniciativaseprodutos/ligacoes-fortes/2015-08-07-O-que-faz-mover-Mocambique

Cumprimentos,
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Re: Economia de Moçambique
« Responder #66 em: Setembro 13, 2015, 04:25:00 pm »
Moçambique conta com primeira pós-graduação vocacionada para o setor do gás e petróleo


"Esta é a primeira pós-graduação em logística e segurança na área de petróleo e gás, com um conjunto de matérias aliadas ao tema, associando as questões mais técnicas da engenharia à sua gestão", disse à Lusa Leonor Gomes, diretora-executiva da ENAM.

Além do ISCTE, através do INDEG-IUL Executive Education, a pós-graduação, destinada especialmente a executivos com experiência no ramo do petróleo e gás no país, conta com o apoio da Escola Superior Náutica Infante D. Henrique e todo o corpo docente é proveniente de Portugal.

Embora não confira o grau de mestrado, o curso dá a possibilidade de o estudante adquirir o grau de mestre com uma dupla certificação, tanto pelo Instituto Superior de Transporte de Comunicações em Moçambique como por uma das instituições parceiras do projeto em Portugal.

"Queremos inovar e, por isso, juntamos aqui duas temáticas que nos parecem relevantes nesta fase da economia moçambicana, a gestão e a indústria de óleo e gás", declarou Leonor Gomes, acrescentando que, apesar de o corpo docente ser oriundo de Portugal, e distribuído em função de cada unidade curricular, a prioridade da instituição está na adequação dos conteúdos à realidade moçambicana.

O curso tem uma duração de seis meses e os candidatos devem possuir currículo profissional com experiência nas respetivas áreas, um elemento indispensável, salientam os responsáveis pela instituição.

"O nosso alvo são pessoas já com perfil profissional e este fator vai elevar o nível de debate, tornando isto num núcleo onde se partilham conhecimentos práticos ", disse à Lusa o presidente da direção da ENAM, José Mateus.

Com o advento da indústria extrativa, um dos principais debates nos últimos tempos em Moçambique está ligado à falta de mão-de-obra superior qualificada para o setor, o que tem levado as multinacionais que operam na área a optar por contratar profissionais estrangeiros.

José Mateus acredita, no entanto, que Moçambique possui quadros capazes de responder às exigências do mercado, mas destaca que o país precisa de uma sistematização desse conhecimento.

Para os dirigentes do ENAM, o principal desafio que se coloca os investidores em Moçambique está ligado à atual instabilidade política entre Governo e a oposição da Renamo, considerando que, mesmo sob clima de tensão, é preciso que as pessoas saibam encontrar o oportunidades de negócio "num mercado promissor" como o moçambicano.

Atualmente, o país vive sob ameaça de confrontações entre o exército e os homens armados da Renamo, que contesta os resultados eleitorais do escrutínio de outubro último e ameaça tomar o poder pela força caso não lhe seja conferido o poder nas seis províncias onde reclama vitória.

"O grande desafio está aí, é que as grandes organizações continuam a manifestar a vontade de investir mesmo neste clima de instabilidade", destacou Leonor Gomes, acrescentando, no entanto, que a atual crise afeta seriamente o mercado de negócio.

"Este país tem potencial e um mercado muito promissor, cabe ao investidores perceber as janelas de oportunidades cá existentes", reiterou o presidente da ENAM. José Mateus.

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #67 em: Outubro 29, 2015, 07:50:23 pm »
Petrolíferas investem mais de 700 milhões de dólares na pesquisa de hidrocarbonetos em Moçambique


"Os programas de pesquisa propostos para os próximos quatro anos têm o potencial de permitir investimentos que ascendem a aproximadamente 700 milhões de dólares, prevendo-se a abertura de um mínimo de dez furos, sendo oito em águas profundas", diz o Notícias, citando uma fonte do Instituto Nacional de Petróleos de Moçambique (INP).

A fonte indicou que no último concurso de pesquisa de hidrocarbonetos, o quinto do género no país, foram selecionados os consórcios ENI Mozambico, liderada pela italiana ENI, para a região de Angoche, Área 5, e o consórcio ExxonMobil E&P Mozambique Offshore Ltd, da norte-americana ExxonMobil, para a área A5-B, também em Angoche, e para a região do Zambeze, nas áreas A5-C e A5-D.

Ao consórcio Sasol Petroleum Mozambique Exploration, liderada pela sul-africana Sasol, foi concessionada a área PT5-C, na zona de Pande-Temane, e ao consórcio liderado pela Delonex a área P5-A, na região de Palmeira.

O quinto concurso de hidrocarbonetos, lançado em outubro do ano passado, adjudicou às companhias selecionadas um total de 74.259 quilómetros quadrados de pesquisa de hidrocarbonetos.

Dois consórcios liderados pelas multinacionais Anadarko, dos EUA, e ENI, de Itália, estão já em processo de conclusão de financiamento para o início da implementação dos projetos de produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, após vários anos de pesquisa, que resultaram na descoberta de cerca de 200 biliões de pés cúbicos de gás.

No entanto tanto Anadarko como ENI (cujo bloco é também participado pela Galp) não tomaram ainda as suas decisões finais de investimento.

Na semana passada, o presidente da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), firma que representa o Estado moçambicano nos consórcios de hidrocarbonetos, Omar Mithá, disse que os dois consórcios vão investir mais de 20 mil milhões de dólares (mais de 18 mil milhões de euros) na produção de GNL.

Além das reservas de gás do Rovuma, Moçambique tem também depósitos já em exploração pela sul-africana Sasol, nos campos de Pande e Temane, na província de Inhambane, sul de Moçambique.

Lusa
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #68 em: Novembro 02, 2016, 03:12:22 pm »
Moçambique supera Venezuela e passa a ter os juros da dívida mais altos no mundo
(2 de Novembro de 2016)
Citar
Os juros da dívida pública de Moçambique passaram a ser os mais altos do mundo esta semana, com 25,1% ao ano, ultrapassando a Venezuela no lugar de país mais arriscado para investir no mundo.

De acordo com a evolução dos juros que os investidores exigem para transaccionar os títulos da dívida pública emitida em dólares, desde segunda-feira que o valor dos eurobonds com maturidade em 2023 ultrapassou a média dos juros das emissões de dívida da Venezuela. Moçambique tornou-se, assim, o país mais arriscado para os investidores financeiros, de acordo com a evolução dos juros da dívida, um dos mais conhecidos indicadores da percepção do mercado sobre a segurança dos investimentos financeiros feitos num país.

O gráfico que mostra a evolução dos juros revela uma fortíssima subida desde a semana passada, quando o Ministério das Finanças fez uma apresentação aos investidores em Londres, na qual admitia a incapacidade para servir a dívida pública ligada a empresas públicas, nomeadamente a tranche de cerca de 38 milhões de dólares das obrigações da Empresa Moçambicana de Atum (Ematum), que foram convertidos em títulos de dívida soberana em Abril.

(...)
Fonte: https://www.publico.pt/economia/noticia/mocambique-supera-venezuela-e-passa-a-ter-os-juros-da-divida-mais-altos-no-mundo-1749671

É este país com quem muitos dos nossos políticos e espertalhões querem investir e trabalhar em detrimento de muitos outros.

Cumprimentos,
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Re: Economia de Moçambique
« Responder #69 em: Novembro 02, 2016, 08:54:31 pm »
Moçambique supera Venezuela e passa a ter os juros da dívida mais altos no mundo
(2 de Novembro de 2016)
Citar
Os juros da dívida pública de Moçambique passaram a ser os mais altos do mundo esta semana, com 25,1% ao ano, ultrapassando a Venezuela no lugar de país mais arriscado para investir no mundo.

De acordo com a evolução dos juros que os investidores exigem para transaccionar os títulos da dívida pública emitida em dólares, desde segunda-feira que o valor dos eurobonds com maturidade em 2023 ultrapassou a média dos juros das emissões de dívida da Venezuela. Moçambique tornou-se, assim, o país mais arriscado para os investidores financeiros, de acordo com a evolução dos juros da dívida, um dos mais conhecidos indicadores da percepção do mercado sobre a segurança dos investimentos financeiros feitos num país.

O gráfico que mostra a evolução dos juros revela uma fortíssima subida desde a semana passada, quando o Ministério das Finanças fez uma apresentação aos investidores em Londres, na qual admitia a incapacidade para servir a dívida pública ligada a empresas públicas, nomeadamente a tranche de cerca de 38 milhões de dólares das obrigações da Empresa Moçambicana de Atum (Ematum), que foram convertidos em títulos de dívida soberana em Abril.

(...)
Fonte: https://www.publico.pt/economia/noticia/mocambique-supera-venezuela-e-passa-a-ter-os-juros-da-divida-mais-altos-no-mundo-1749671

É este país com quem muitos dos nossos políticos e espertalhões querem investir e trabalhar em detrimento de muitos outros.

Cumprimentos,

Esperamos que não aconteça como em Angola, no caso de Moçambique não pagar às empresas portuguesas, não venham a chatear o estado português para "adiantar" o dinheiro que possam dever às empresas portuguesas..... como é costume fazer!
 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #70 em: Junho 25, 2017, 12:30:16 am »
Business as usual...

FMI aponta “lacunas” à auditoria às dívidas de Moçambique
(25 de Junho de 2017)
Citação de: Mariana Branco, Sábado
O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou que a auditoria às dívidas ocultas de Moçambique deixou alguns pontos por esclarecer e decidiu enviar uma missão ao país, para avaliar a situação, segundo anunciou a instituição este sábado, avançou a agência Lusa.

«O relatório sumário contém informação útil sobre como os empréstimos foram contraídos e sobre os activos adquiridos pelas empresas. Contudo, persistem lacunas de informação, em particular no que respeita ao uso dos fundos dos empréstimos», explica o FMI.

(...)

A auditoria às dívidas de Moçambique deixou por esclarecer «o destino de 2000 milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros) contraídos por três empresas estatais entre 2013 e 2014», referiu hoje a Procuradoria-Geral da República.

«Lacunas permanecem no entendimento sobre como exactamente os 2000 milhões dólares foram gastos, apesar dos esforços consideráveis» para esclarecer o assunto.
Fonte: http://www.sabado.pt/mundo/detalhe/fmi-aponta-lacunas-a-auditoria-as-dividas-de-mocambique

Cumprimentos,
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« Responder #71 em: Agosto 02, 2017, 08:38:20 pm »
Banco Mundial diz que dívida moçambicana "continua insustentável"


 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #72 em: Dezembro 04, 2017, 11:57:04 am »
Reestruturação da dívida de Moçambique deve prolongar-se além de 2019


 

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« Responder #73 em: Fevereiro 07, 2018, 11:37:17 am »
Moçambique isento de taxas alfandegárias para a UE


 

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Re: Economia de Moçambique
« Responder #74 em: Hoje às 03:52:21 pm »
Moçambique é o país africano com mais dívida estrangeira face ao PIB


A Standard & Poor's (S&P) considera que Moçambique é o país da África subsariana com a maior percentagem de dívida em moeda estrangeira (84%) e que não voltará aos mercados antes de um acordo com o FMI.

"Moçambique tem a maior percentagem de dívida em moeda estrangeira face ao total de dívida, 84%, em parte devido à emissão do 'eurobond'", escrevem os analistas desta agência de notação financeira.

Segundo um relatório sobre a emissão de dívida prevista para os países da África subsariana este ano, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso, Moçambique não deverá voltar aos mercados financeiros internacionais "em 2018, devido ao recente incumprimento financeiro" sobre o pagamento da emissão de dívida em moeda estrangeira ('eurobond') de 2016 e dos empréstimos das empresas públicas.

"Não antevemos que Moçambique vá emitir dívida nos mercados internacionais em 2018; acreditamos que o país vai primeiro tentar negociar um programa com o Fundo Monetário Internacional" (FMI), escrevem os analistas da S&P.

No total, o relatório da S&P sobre a dívida pública dos 17 países que a agência de 'rating' avalia na África subsariana mostra que estes países vão endividar-se em mais 57 mil milhões de dólares este ano.

Este valor representa uma subida de 7,4% face aos 53 mil milhões de dívida emitida no ano passado e comprova que a crise dos preços das matérias-primas, iniciada em 2014, continua a afetar fortemente estas economias dependentes dos recursos naturais para equilibrarem os orçamentos.

"Esta subida reflete o aumento das emissões planeadas pelos maiores emissores, do ponto de vista histórico, [que são] África do Sul e Angola", lê-se no documento, que aponta que, no caso do país lusófono, o endividamento "deve-se parcialmente a grandes amortizações previstas para 2018", enquanto na África do Sul a subida explica-se pela "fraca trajetória orçamental".

Nos restantes, aponta o documento, as necessidades de financiamento vão manter-se relativamente estáveis, o que "reflete um equilíbrio entre o ambiente ligeiramente mais favorável no mercado das matérias-primas e o aperto nas condições de financiamento decorrente da normalização da política monetária norte-americana".

No total africano, a S&P espera que o ‘stock’ de dívida comercial chegue a 392 mil milhões de dólares no final deste ano e que o total (incluindo a concessional, a preços mais baixos do que os de mercado) atinja os 514 mil milhões de dólares.

O relatório da S&P surge em linha com as preocupações repetidamente manifestadas pela diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, que admitiu numa entrevista recente que 2018 pode ser o ano em que o problema da dívida vai explodir em África.

Numa entrevista à revista eletrónica Quartz, Lagarde, quando questionada sobre o perigo de o problema da dívida explodir em 2018, respondeu: "Pode muito bem ser".

Para a líder do FMI, "o que pode desencadear esses sérios desenvolvimentos são, na verdade, as melhorias nas economias avançadas, nomeadamente a valorização de algumas moedas, e o aperto da política monetária norte-americana e talvez na zona euro, que tornam o fardo da dívida mais pesado nalguns países.


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