Doutrinas operacionais dos Comandos e Operações Especiais

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PereiraMarques

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Doutrinas operacionais dos Comandos e Operações Especiais
« em: Setembro 10, 2005, 11:29:40 pm »
Caros colegas, vinha aqui propôr um tópico de discussão acerca das doutrinas operacionais dos Comandos e das Operações Especiais ("Rangers"), de discutirmos até que ponto se sobrepõem ou são complementares...

Por exemplo, antes da incorporação dos Comandos nas Tropas Aerotransportadas, estes eram responsáveis pela LRRP (Long Range Reconnaissance Patrol) - Patrulha de Reconhecimento de Longo Raio de Acção, actualmente esta missão está atribuida às Operações Especiais, nomeadamente ao DOE - Destacamento de Operações Especiais.

Outra questão que se pode colocar, é saber até que ponto seria útil que todos os membros das Operações Especiais e/ou dos Comandos também tivessem o curso de paraquedista, penso que actualmente todos os membros do DOE/LRRP já o têm.

Por outro lado se concordarem que todos os membros das Operações Especiais devem ser também paraquedistas, fica colocado em causa a pertinência da Companhia de Percursores da BAI, uma vez que uma das missões desta companhia é servir como unidade de reconhecimento da BAI (neste caso a excepção seria a componente SOGA que é muito mais específica).

Por outro lado não seria pertinente criar uma espécie de Agrupamento/Batalhão de Reacção Imediata, composto por militares dos 3 ramos das forças armadas:
a) DOE e CEOE - Companhia de Elementos de Operações Especiais (também já ouvi falar dum BEOE - Batalhão de Elementos de Operações Especiais, mas não sei como é que é a sua orgânica)
b) Batalhão de Comandos (ou apenas as duas companhias operacionais)
c) Companhia de Percursores da BAI (podendo ser reestruturada como referido anteriormente)
d) DAE - Destacamento de Acções Especiais da Armada (podendo também ser complementado com o Pelotão de Reconhecimento, o Pelotão de Abordagem e o Destacamento de Mergulhadores)
e) Equipa RESCOM da FAP
d) GOE da PSP (aspecto legal mais controverso)

Neste caso, a vantagem seria ter uma "grande" unidade, em que estas unidades mais pequenas estariam integradas, fariam treinos em conjunto, e em qualquer caso de intervenção poderiamos escolher, numa base ad-hoc, qual o tipo de militares a enviar...

Esta mensagem acabou por ficar um pouco comprida, confusa e desviou-se do título original, mas espero que tenham compreendido todo.

Cumprimentos
B. Pereira Marques
 

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NBSVieiraPT

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Re: Doutrinas operacionais dos Comandos e Operações Especiai
« Responder #1 em: Setembro 10, 2005, 11:34:51 pm »
Citação de: "PereiraMarques"
Outra questão que se pode colocar, é saber até que ponto seria útil que todos os membros das Operações Especiais e/ou dos Comandos também tivessem o curso de paraquedista, penso que actualmente todos os membros do DOE/LRRP já o têm.


Antes que me esqueça...

No CIOE pode sempre tirar o curso de paraquedismo militar e tenho quase a a certeza que nos Comandos também :oops:  pois disso não percebo nada :P

NBR Out!
 

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Duarte

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Re: Doutrinas operacionais dos Comandos e Operações Especiai
« Responder #2 em: Setembro 11, 2005, 03:23:32 pm »
Citação de: "PereiraMarques"
Por outro lado não seria pertinente criar uma espécie de Agrupamento/Batalhão de Reacção Imediata, composto por militares dos 3 ramos das forças armadas:
a) DOE e CEOE - Companhia de Elementos de Operações Especiais (também já ouvi falar dum BEOE - Batalhão de Elementos de Operações Especiais, mas não sei como é que é a sua orgânica)
b) Batalhão de Comandos (ou apenas as duas companhias operacionais)
c) Companhia de Percursores da BAI (podendo ser reestruturada como referido anteriormente)
d) DAE - Destacamento de Acções Especiais da Armada (podendo também ser complementado com o Pelotão de Reconhecimento, o Pelotão de Abordagem e o Destacamento de Mergulhadores)
e) Equipa RESCOM da FAP
d) GOE da PSP (aspecto legal mais controverso)


O BEOE - Batalhão de Elementos de Operações Especiais, é a unidade operacional do CIOE, enquadra a CEOE e outras subunidades menores e nada mais. Pode crescer por mobilização com certeza.

"A CEImOpEsp inclui um comando, uma secção de comando, uma secção de transmissões e cinco pelotões de operações especiais cada um com uma equipa de comando e quatro equipas de elementos de Operações Especiais.

Por razões meramente Estruturais, a CEImOpEsp a partir do despacho do Gen. CEME de 25Out93 está integrada no Batalhão de Elementos de Operações Especiais do CIOE.

As possibilidades de actuação são:

Executar Acções Directas Tácticas (Reconhecimentos e Acções Ofensivas):

-Em apoio de acções convencionais, em proveito do Teatro de Operações e do Grupo de Exército;

-Em conflitos de baixa intensidade, em zonas politicamente sensíveis na dependência de um comando criado para o efeito.

Empregar os seus efectivos com uma articulação flexível em missões de Operações Especiais;

Garantir a ligação até cinco grupos de escalão pelotão actuando independentemente;

Atribuir um ou mais grupos de escalão pelotão em reforço das GU constituídas ou a constituir;

Através do mesmo despacho do Gen. CEME de 25out93, foram também criados dois grupos de operações Especiais constituídos cada um por 12 elementos (oficiais e sargentos do QP). As possibilidades de actuação são:

Executar Acções directas (Operações como, ou com, Forças Irregulares):

-Apoiar / Orientar a resistência activa no interior do território nacional;

- Provocar / Apoiar / Enquadrar / Orientar a insurreição no interior do território força opositora ou por

ela ocupado, em conflito convencional;

Executar Operações Directas Estratégicas (Operações de Combate, Psicológicas, Reconhecimento Estratégico, Flagelação) na zona de Comunicações / Zona do Interior do Inimigo;

Cumprir outras missões que superiormente lhe forem determinadas."

Quanto a integração do GOE/PSPS, não concordo. Uma força tarefa anti-terrorista conjunta, certamente poderia integrar GOE/PSP, com DAE e forcas do Exército, mas não uma grande unidade estritamente militar.

Uma GU de forças especiais faz sentido: A antiga Brigada de Forças Especiais deveria ser reconstituída com base nos Comandos/Op. Esp. embora talvez apenas a nível de Agrupamento. Forças especiais raramente actuam ao nível de brigada.
__
«Os chamados partidos políticos, por definição e exigências da sua vida própria, não representam nem podem servir a unidade nacional» Salazar
 

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PereiraMarques

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« Responder #3 em: Setembro 11, 2005, 06:12:18 pm »
Em relação a essa hipotese da Brigada de Forças Especiais. A minha ideia passava por criar o tal Agrupamento/Batalhão de Reacção Imediata (composto, mais ou menos, por aquelas "pequenas" unidades "ultra-especializadas" que mencionei) e este Agrupamento/Batalhão seria enquadrado numa Grande Unidade, que poderia ser uma Brigada de Reacção Rápida (atenção repare na diferença entre Reacção Rápida e Reacção Imediata, o grau de prontidão seria diferente), composta pelo restante da actual BAI e grande parte do Corpo de Fuzileiros (excluiria o Batalhão nº 2 e a Unidade de Polícia Naval que continuariam sobre o comando operacional da Armada).

Em relação ao GOE realmente tinha deixado um ponto de interrogação, devido ao facto de uma unidade policial, o que em termos operativos e, principalmente, legais seria sempre um problema.

Claro que os meios de projecção da Armada (Navio Logistico Polivalente) e da FAP (aviões de transporte táctico e/ou estratégico) de apoio a esta brigada seriam ainda outro problema a resolver...

Já agora, não podia também arranjar a doutrina operacional dos Comandos, para podermos fazer o tal ponto de comparação entre Comandos e Operacões Especiais.

Cumprimentos
B. Pereira Marques
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #4 em: Setembro 14, 2005, 06:16:54 pm »
Acho que deve alguma confusão nos meus caros colegas. O CIOE tem como unidade operacional o BEOE qu é constituido por:
GOE Alfa 1 e 2 - constituida por oficiais e sargentos QP;
GOE Bravo - 1 companhia operacional com 1 pelotão de snipers (especializado em acções directas);
GOE Charlie -  1 companhia operacional especializada em reconhecimento;
GOE Delta - 1 companhia de apoio operacional
Batalhão de Comandos - 2 companhias operacionais
Companhia de Precursores - 1 pelotão de reconhecimento, 1 pelotão de SOGAS, 1 pelotão de apoio.
O Corpo de Fuzileiros tem como unidade operacional o Batalhão Ligeiro de Desembarque, que é constituida pelo 2º Btalhão de Fuzileiros (o 1º Batalhão só tem duas companhias e serve basicamente para proteger as bases navais.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #5 em: Setembro 15, 2005, 03:22:53 pm »
Ontem ficou por dizer que os GOE Bravo e Charlie são constituidos por:
1 pelotão de Comando
4 POE operacionais de 20 operacionais - 1 unidade de 4 operacionais (Comando);
                                                                                4 unidades de 4 operacionais

O GOE Bravo inclui o Pelotão de Snipers constituido por:
2 equipas pesadas (Barret de 12.7mm)
4 equipas ligeiras (Accuracy de 7.92 mm)

O pelotão de Reconhecimento dos Fuzileiros Navais faz parte da CAF (Companhia de Apoio de Fogos):   -Pelotão de Comando;
-Pelotão de Moteiros;
-Pelotão Anti-carro (que inclui 4 secções com quatro equipas de armas combinadas, misseis Milan, lança-granadas e Brownings de 12.7);
-Pelotão de Reconhecimento com 30 elementos (comando e 2 equipas de reconhecimento, cada qual constituida por 2 equipas de reconhecimento e uma de snipers).
Como tal esta unidade é muito mais de reconhecimento em beneficio da CAF do que própriamente reconecimento em profundidade.
O pelotão de Abordagem foi criado para que a marinha tivesse uma unidade capaz de executar abordagens em teatros operacionais (Bósnia, Iraque, etc.), mas que não fosse necessário utilizar uma unidade de anti-terrorismo maritimo como é o DAE. Esta unidade faz parte do 1º batalhão de Fuzileiros.

A Companhia de Precursores é afinal constituida por 4 pelotões de 15 homens cada(sendo a 4ª de apoio). Tem como missão: CCT (Combat Control Team) - ou seja tudo o que está relacionado com as actividades Aero-terrestres;
-reconhecimentos meteorológicos;
-Csar;
-orientar meios aéreos e de artilharia;
-acções directas limitadas

Ps: desculpem-me eu só estar a dar-vos os dados e não analisá-los mas estou com pouco tempo!
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Yosy

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« Responder #6 em: Setembro 15, 2005, 07:23:29 pm »
Citação de: "Cabeça de Martelo"

A Companhia de Precursores é afinal constituida por 4 pelotões de 15 homens cada(sendo a 4ª de apoio). Tem como missão: CCT (Combat Control Team) - ou seja tudo o que está relacionado com as actividades Aero-terrestres;
-reconhecimentos meteorológicos;
-Csar;
-orientar meios aéreos e de artilharia;
-acções directas limitadas


CSAR é da responsabilidade do RESCOM (não quer dizer que a Companhia de Percursores não seja capaz de efectuar missões de CSAR).
 

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PereiraMarques

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« Responder #7 em: Setembro 15, 2005, 09:24:18 pm »
Obrigado pela descrição tão detalhada Cabeça-de-Martelo e sem querer parecer mal agradecido ou mal educado, espero que não esteja a revelar informação classificada 8) . De qualquer forma uma dúvida que fica, é saber até que ponto estas unidades de "Tropas Especiais" (e outras sub-unidades dentro destas, ainda mais especializadas) são complementares ou têm competências, campos de actuação, doutrinas operacionais, etc., que em muitos aspectos se sobrepõem e estão duplicados.

Neste sentido, a criação do tal Batalhão/Agrupamento de Reacção Imediata, poderia resolver estas "sobreposições", salvaguardando sempre as tradições e as especifidades de cada unidade. A outra escala, a criação da tal Brigada de Reacção Rápida poderia ter o mesmo efeito.

Em relação aos Fuzileiros tem razão, enganei-me nos batalhões, o nº 1 é que é composto por duas companhias, que protegem as instalações da NATO, fornecem destacamentos para os navios e servem como força de reserva, e o nº2 é que é composto por três companhias que formam o Batalhão Ligeiro de Desembarque.

Neste sentido, a minha proposta é que o grosso do Corpo de Fuzileiros estive-se integrado na Brigada de Reacção Rápida, com a excepção do Batalhão nº1, da Unidade de Polícia Naval e da Banda da Armada :D  (penso que pelo menos no papel esta última unidade também faz parte do Corpo de Fuzileiros).

Cumprimentos
B. Pereira Marques
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #8 em: Setembro 16, 2005, 03:05:36 pm »
Concordo com muito do que se disse aqui. Devia-se criar um Comando permanente de Operações especiais como já acontece noutros paises. Com isso conseguia-se um Comando onde se escolhe a melhor unidade ou unidades para uma determinada missão. Neste momento já há exercicios entre as várias unidades. Estou-me a lembrar que a Companhia de Precursores decidiu comprar um sistema de simulação superior ao Sitpul qd em exercicios com o DAE viu que o realismo do exercicio era muito maior usando esse sistema. Os exercicios entre estas unidades e mm entre as unidades do exército normal já é uma realidade. Este comando não seriam uma forma de subordinação destas unidades de elite porque cada uma retaria a sua entidade e isso é o que se deve proteger. A criação de um Comando de Forças de Reacção Rápida/Imediata tb seria muito positivo, já que podiamos acrescentar os 3 BIParas, o BLD, as sub-unidades da BAI, etc. Da mesma forma que em Timor-Leste enviou-se uma força tarefa constituida pelo 1º BIPara, 1 companha de Fuzileiros, 1 DOE, sub-unidades de transmissões, engenharia, sanidade, etc.; num outro caso como o da Guiné Bissau, podia-se reforçar o BLD com unidades de infantaria dos Páras, o DAE podia ser complementado por um DOE, etc.
Isto em parte já é conseguido com o Comando das Forças Terrestres, graças a ele é que neste momento temos exercicios como o Açor.

PS: as informações que eu dei acerca da estrutura das nossas unidades de elite estão disponíveis no site do exercito.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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PereiraMarques

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« Responder #9 em: Setembro 16, 2005, 09:42:57 pm »
Era exactamente para esse tipo de missões, Guiné, Timor, etc., que esta nova unidade ou comando seria extremamente útil. Claro que como referiu não é nada de "revolucionário" ou "novo", quer em termos nacionais, quer principalmente internacionais.

Outro aspecto positivo seria a uniformização dos equipamentos, claro está, naquilo em que se justifica uniformizar. Como é que se justifica que umas unidades usem Galil, outras G-36, SIG 551, M-16. Ou pistolas Glock 17 e SIG-Sauer (não me lembro do modelo em concreto), etc. Felizmente (assim o esperamos) que o concurso para a nova armas individual de combate inclui, além das espingardas-automáticas, pistolas e metralhadoras médias, o que permitirá resolver alguns destes problemas de uniformização.

Ainda bem que aquela informação é pública :D . Está aonde? Na página referente a cada unidade?

Abraços
B. Pereira Marques
 

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Miguel

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« Responder #10 em: Setembro 16, 2005, 11:23:38 pm »
Qual e a missão e organização do Bat.Comandos???
 

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Cabeça de Martelo

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« Responder #11 em: Setembro 17, 2005, 09:44:57 am »
Exactamente! Vais às unidades e procuras o Centro de Intrução de Operações Especiais e o Regimento de Infantaria nº1 (Comandos).

Em relacção aos Precs eis o que o aparece no site do exército acerca das possibilidades de emprego do BEOE:
Possibilidades:
Empregar os seus efectivos em missões de Operações Especiais com uma articulação flexível, normalmente sob a forma de Destacamentos de Operações Especiais;
Planear, preparar e executar com as suas forças, as tarefas decorrentes das quatro missões primárias do espectro das Operações Especiais:
Reconhecimento e Vigilância Especiais
Acção Directa;
Assistência Militar;
Acção Indirecta
Participar em Operações de Combate Search and Rescue (CSAR);
Participar em Operações de Evacuação de Não Combatentes (NEO);
Participar em Forças Multinacionais no âmbito dos acordos ou alianças em que Portugal se insira;
Integrar uma Estrutura Conjunta e Combinada constituindo um Task Group de Operações Especiais, para a execução de Operações Especiais de Acção Directa, Reconhecimentos Especiais e Assistência Militar;
Participar em Operações de redução de outras ameaças, nomeadamente em operações de combate ao terrorismo;
Conduzir:
Operações em todo o espectro das Operações Militares;
Planeamento Operacional utilizando procedimentos normalizados (OTAN);
Operações de forma independente ou em coordenação com forças convencionais;
Operações de forma aberta, encoberta ou discreta;
Operações em território hostil ou negado, garantindo auto-protecção e sobrevivência ou fuga e evasão do mesmo;
Comunicar de forma segura, NATO SECRET ou CTS, entre a Base Operacional e as forças, utilizando meios portáteis e autónomos, garantindo C2I.
Infiltrar-se e exfiltrar-se numa Área de Operações utilizando meios terrestres, aéreos ou aquáticos.
Cumprir outras missões ou realizar outras tarefas que lhe forem cometidas superiormente.



7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Cabeça de Martelo

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Cooperação militar
« Responder #12 em: Setembro 17, 2005, 12:40:31 pm »
Eu sei que isto é sair um pouco de tópico mas eu tive a rever o jornal do exército a edição de Maio e tive a ver um artigo sobre a cooperação militar entre Portugal e outros países. Neste momento mantemos acordos de cooperação militar com 21 países.
Passo a citar:

Caracterização das actividades realizadas:

A cooperação militar bilateral desde há muito que é uma realidade concreta, em especial com países da Europa ocidental, EUA e Brasil, materializada em actividades muito diversificadas. As áreas mais significativas levadas a cabo pelo Exército - que têm vindo a ser contempladas nos diversos programas de cooperação, normalmente  com uma duração bienal e apreciadas, nas reuniões anuais das Comissões Mistas, alternadamente em Portugal e nos outros países - podem englobar-se nos seguintes grupos:
Cooperação nos domínios da topografia e da cartografia, da história e dos museus militares;
Troca de experiência e desenvolvimento de cooperação nas áreas de engenharia(NBQ), desminagem, pontes), Artilharia de Campanha, Formação de Oficiais, Sargentos e Praças, Recrutamento, Forças Especiais (Operações Especiais, Pára-quedistas e Comandos), Transmissões (Redes de Comunicações Tácticas Comunicações e Sistemas de Informações, Preparação de Unidades de Transmissão para operações de Apoio de Paz, Comunicações Estratégicas , Operações de Apoio à Paz, Logística, Informações Militares, Medicina e Cirurgia; Reinserção Social, Artilharia Antiaérea e Parceria para a Paz;
Participação de Observadores em Exercícios Militares (CPX/LIVEX);
Cursos e Estágios (Curso de Operações Especiais, Cursos de Estado-Maior em Marrocos, Curso de Montanhismo na Eslovénia, Estágio de Tropa em Montanha na Roménia);
Visitas de intercâmbio (escolas Práticas, Forças Especiais, estabelecimentos de Ensino Militar).

Regime de reciprocidade

Da experiência de anos anteriores, verifica-se que há toda a vantagem em que estas actividades decorram , sempre que possível, em regime de reciprocidade directa  em termos da UEO, o que nem sempre tem acontecido.
Verifica-se que houve países estrangeiros no sentido de aprofundarem conhecimentos nas valências do Ensino e da Investigação, através do Instituto de Altos Estudos Militares, que se constitui como Centro de Estudos Práticos e de Ensaio para a doutrina táctica. O mesmo aconteceu no domínio da evolução e inovação tecnológica da Cartografia Militar, através do IGeoE e ainda relativamente às nossas Forças Especiais, através dos Cursos Ministrados no Centro de Instrução de Operações Especiais. No intercâmbio da actividades operacionais, a preferência recaiu na Brigada Aerotransportada Independente e, mais recentemente, nos Comandos.

Actualidade e Futuro Imediato

À semelhança dos dois últimos anos, também para o corrente ano se reconhece que existiu preocupação em planear as actividades de forma a serem realizadas em regime de reciprocidade. Destacam-se a Bulgária, Hungria e Roménia, com maior número de actividades planeadas. No outro extremo encontra-se a Eslovénia, com o qual verifica-se uma redução de empenhamento, e a Rússia para o qual o ano de 2005 constitui o arranque de visitas exploratórias tendo em vista futuras áreas de cooperação.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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PereiraMarques

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« Responder #13 em: Setembro 17, 2005, 11:51:41 pm »
Vendo as listas abaixo apresentadas, é incrivel a diversidade de cursos e especializações ministradas no CIOE.

CURSOS MINISTRADOS NO CIOE:
a) CURSO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS PARA O QUADRO PERMANENTE.
b) CURSO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS PARA OFICIAIS E SARGENTOS EM REGIME DE CONTRATO.
c) CURSO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS PARA PRAÇAS EM REGIME DE CONTRATO.
d) CURSO SNIPER.
e) CURSO DE OPERAÇÕES PSICOLÓGICAS.
f) CURSO MONTANHISMO.
g) CURSO DE PREVENÇÃO E COMBATE `AS AMEAÇAS TERRORISTAS.
h) CURSO PATRULHAS RECONHECIMENTO LONGO RAIO DE ACÇÃO.
i) CURSO DE OPERAÇÕES IRREGULARES.
j) CURSO INFIL/EXFIL TERRESTRE - EQUIPA RESCOM - CSAR/FAP.


CURSOS DE  FORMAÇÃO COMPLEMENTAR DO MILITAR DE OPERAÇÕES ESPECIAIS:
a) CURSO DE MERGULHADOR NADADOR DE COMBATE.
b) CURSO CONTROLADOR AÉREO AVANÇADO.
c) ESTAGIO CONDUÇÃO DE BOTES.
d) CURSO PARAQUEDISMO MILITAR.
e) CURSO SOCORRISMO AVANÇADO.
f) CURSO DE TRANSMISSÕES.
g) CURSO DE SAPADORES.
h) CURSO NBQ.
i) CURSO HUMINT.

Uma questão (deverás) secundária, mas que não deixa de ser interessante, é discutir até que ponto deveriamos "imitar" outros exércitos, nomeadamente os EUA, e criar uma série de simbolos e crachás para os titulares destas especialidades. Por exemplo, o DAE que já existe a cerca de 20 anos, apesar de ter um patch e um símbolo da unidade ("uma âncora com asas" sobre os losangos azuis e brancos "tipicos" das unidades de fuzileiros), ainda não tem um símbolo da especialidade (eu pelo menos não conheço...).

B. Pereira Marques
 

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Spectral

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« Responder #14 em: Setembro 18, 2005, 04:21:27 pm »
;)



"Pescado" da internet, já não sei bem de onde...


Sobre os Comandos, esta info pode estar algo desactualizada, apareceu na altura em que eles foram recriados :

Citar
Comandos


1) Qual vai ser a doutrina operacional dos Comandos? ( Já se sabe que eles são uma força de infantaria ligeira, vocacionada para reagir depressa em situação de crise, mas isto não quer dizer nada - os fuzos, a BAI, a BLI e os OE's correspondem a esta descrição )
Eles vão servir essencialmente para operar atrás das linhas inimigas, com efectivos reduzidos, executando sabotagem e recolha de informações ( o que é uma missão dos OE's ) ou vão executar operações directas com efectivos de escalão companhia ou superior ( missão semelhante aos Rangers americanos ) ; ou ainda vão especializar-se na contra-guerrilha, como na Guerra Colonial?
2) Quais vão ser os modos de infiltração/inserção dos Comandos no terreno? Essencialmente a partir de terra ou de hélis (como antigamente) ou também vão ter formação para fazer inserção a partir de pára-quedas ou meios navais?
3) Qual vai ser a orgânica da unidade? Terá companhias e pelotões nos moldes convencionais, grupos de Comandos como na Guerra Colonial, ou ainda outra organização qualquer?

Orgânica do batalhão será constituida pelo Comando do Batalhão e por duas Companhias de Comandos, compostas de 4 grupos de combate cada uma. O grupo de combate (30 homens) será dividido em 6 equipas de comandos (que são a célula-base) de quatro praças e um sargento cada uma.





"Thread" muito interessante e informativa, como já há uns tempos não se via por aqui.
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

 

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