Economia de Angola

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Lusitano89

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Re: Economia de Angola
« Responder #75 em: Novembro 08, 2017, 08:43:38 pm »
Angola e os Paradise Papers


 

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Daniel

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Re: Economia de Angola
« Responder #76 em: Novembro 10, 2017, 05:29:28 pm »
Governo angolano admite privatizar empresas. Podem ir para a bolsa
http://www.sapo.pt/noticias/economia/governo-angolano-admite-privatizar-empresas_5a05aab6223473bb7860c5ca

Citar
O Governo angolano poderá privatizar algumas empresas públicas de forma a melhorar a situação económica e social do país. Algumas empresas angolanas já estão na corrida à estreia na cotação da bolsa.O Governo angolano poderá privatizar algumas empresas públicas de forma a melhorar a situação económica e social do país. Algumas empresas angolanas já estão na corrida à estreia na cotação da bolsa.

O Governo angolano admite privatizar algumas das principais empresas públicas através da futura bolsa do país, no âmbito do Plano Intercalar a seis meses, a concluir até março, para melhorar a situação económica e social do país.

Trata-se de uma das medidas inseridas no capítulo do designado “fortalecimento do setor financeiro” deste plano, aprovada em outubro, na primeira reunião do Conselho de Ministros presidida pelo novo chefe de Estado, João Lourenço, documento que reconhece que “algumas medidas de política necessárias e inadiáveis podem ser impopulares” e por isso “politicamente sensíveis”.

“Promover o mercado de ações por via da privatização em bolsa de empresas de referência” é uma dessas propostas, bem como outras específicas para a banca. O Governo prevê “aumentar o requisito mínimo de capital próprio dos bancos comerciais“, para garantir “níveis adequados de solvabilidade e de liquidez”, promovendo a “consolidação da banca”.

Também pretende “avaliar a vulnerabilidade de todos e de cada um dos bancos comerciais por via de diferentes métodos de avaliação e testes de stress”, lê-se no documento.
Questionada pela Lusa, há precisamente um ano, a então administradora executiva da Comissão do Mercado de Capitais (CMC) de Angola, Vera Daves, entretanto indicada pelo novo Presidente angolano, João Lourenço, para secretária de Estado para as Finanças e Tesouro, assumiu que algumas empresas nacionais, de seguradoras à distribuição, estão a preparar-se para serem cotadas em bolsa.
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Viajante

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Re: Economia de Angola
« Responder #77 em: Novembro 15, 2017, 02:09:03 pm »
Agora é oficial. Isabel dos Santos exonerada da Sonangol pelo Presidente da República de Angola

O Presidente angolano, João Lourenço, exonerou Isabel dos Santos, filha do anterior chefe do Estado, José Eduardo dos Santos, do cargo de presidente da Sonangol. É substituída pelo homem que despediu.



O Presidente angolano, João Lourenço, exonerou Isabel dos Santos, filha do anterior chefe do Estado, José Eduardo dos Santos, do cargo de presidente do conselho de administração da Sonangol, nomeando para o seu lugar Carlos Saturnino, que deixou o cargo de secretário de Estado dos Petróleos para assumir a petrolífera nacional, disse fonte oficial.

A informação foi confirmada à Lusa pela Casa Civil do Presidente da República, dando conta ainda da exoneração de Carlos Saturnino do cargo de secretário de Estado dos Petróleos, para ocupar a liderança da petrolífera estatal.

A exoneração acontece duas semanas depois de a RTP ter anunciado a saída de Isabel dos Santos da petrolífera pública angolana. Uma notícia que foi prontamente desmentida quer pela filha de José Eduardo dos Santos quer pelo novo governo angolano.

O site de notícias Club-K (bastante crítico do governo angolano) noticiou que os despachos de exoneração assinados por João Lourenço destituíram da Sonangol não só Isabel dos Santos, como também Eunice Paula Figueiredo Carvalho, do cargo de Administradora Executiva; Edson de Brito Rodrigues dos Santos, do cargo de Administrador Executivo; Manuel Lino Carvalho Lemos, do cargo de Administrador Executivo; João Pedro de Freitas Saraiva dos Santos, do cargo de Administrador Executivo; José Gime, do cargo de Administrador Não Executivo; André Lelo, do cargo de Administrador Não Executivo; e Sarju Raikundalia, do cargo de Administrador Não Executivo. Apenas dois foram reconduzidos nos cargos: José Gime e André Lelo.

Pouco tempo depois, no site da presidência angolana, esta mesma informação surgia confirmada.

Carlos Saturnino tem um passado com Isabel dos Santos. O novo presidente da Sonangol tinha sido demitido pela filha de José Eduardo dos Santos da presidência da Comissão Executiva da Sonangol Pesquisa & Produção, em dezembro do ano passado. Isabel dos Santos acusava a Sonangol Pesquisa & Produção de ser débil e de apresentar muitos desvios financeiros. Saturnino não gostou e reagiu acusando a filha do então presidente de falta de ética.

Por isso foi muito noticiada a nomeação de Carlos Saturnino para o governo de João Lourenço. Ainda para mais, Saturnino foi escolhido para dirigir a secretaria de Estado dos Petróleos, órgão que tutela a Sonangol. Pouco tempo depois, confirma-se a exoneração da filha do ex-presidente de Angola que acaba substituída no cargo pelo homem que despediu.

A saída de Isabel dos Santos é agora oficializada depois de serem conhecidas quebras significativas nas receitas fiscais geradas pela petrolífera com a exportação de crude a reduzira em mais de 30 por cento entre setembro e outubro, para 70,7 mil milhões de kwanzas (361 milhões de euros).

Nova administração já é conhecida

Ao mesmo tempo que proferia o despacho de exoneração, João Lourenço assinou o despacho de nomeação da nova administração da empresa petrolífera angolana. Ainda segundo o Club-K, é a seguinte a nova administração da Sonangol: Carlos Saturnino Oliveira – Presidente do Conselho de Administração; Sebastião Pai Querido Gaspar Martins- Administrador Executivo; Luís Ferreira do Nascimento José Maria- Administrador Executivo; Carlos Eduardo Ferraz de Carvalho Pinto- Administrador Executivo; Rosário Fernando Isaac- Administrador Executivo; Baltazar Agostinho Gonçalves Miguel – Administrador Executivo; Alice Marisa Leão Sopas Pinto da Cruz- Administradora Executiva; José Gime-Administrador Não Executivo; e André Lelo- Administrador Não Executivo.

Isabel dos Santos foi nomeada para a presidência da Sonangol em 2016, com a missão de levar a cabo a reestruturação da petrolífera. A maior empresa angolana enfrentava dificuldades financeiras por causa da queda dos preços do petróleo, mas também por decisões de investimento com perdas, como o caso do BCP, e ainda falhas ao nível de gestão e contabilidade.
Negócios em Portugal. Saiu do BPI, mas está nas telecom, indústria e energia

A filha do ex-presidente angolano chegou à liderança da Sonangol com uma carreira de empresária feita no próprio pais, mas também em Portugal onde Isabel dos Santos entrou diretamente em 2008 através da compra de uma participação no BPI. Seguiu-se a ZON, que mais tarde veio a dar origem à NOS, a segunda maior operadora de telecomunicações portuguesa, onde Isabel dos Santos tem cerca de metade do capital.

A empresária angolana já não está na banca portuguesa, vendeu a posição no BPI ao CaixaBank, em troca do controlo do Banco do Fomento Angola, e com a saída da Sonangol deixa de estar em posição de influenciar o BCP onde a petrolífera angolana é a segunda maior acionista. Mas Portugal ainda é um mercado muito importante para Isabel dos Santos, sobretudo agora que a família do ex-presidente angolano está a perder força na economia de Angola.

A empresária é acionista de referência do antigo BIC Portugal (atual EuroBic), dona da Efacec, último negócio que fechou em Portugal no ano passado, e acionista indireta da Galp, através da Amorim Energia onde está representada em associação com a Sonangol.
Irmãos de Isabel dos Santos retirados da televisão pública

João Lourenço, presidente angolano, também ordenou ao Ministério da Comunicação Social que os dois filhos de José Eduardo dos Santos fossem retirados na gestão do segundo canal da Televisão Pública de Angola (TPA). Tchizé e José Paulino dos Santos geriam o canal de televisão pública através da Semba Comunicação. A informação do afastamento dos dois filhos do ex-presidente de Angola já foi confirmada pelo Ministério da Comunicação Social, que anunciou a quebra de contrato com a Semba Comunicação: “No cumprimento das orientações do Presidente da República, cessam a partir desta data todos os contratos entre o ministério em questão, a TPA e as empresas privadas Westside e Semba Comunicação”, diz o comunicado.

João Melo, o novo ministro da Comunicação Social, diz que o canal passam a ser a “retornar ou passar para a esfera jurídica da TPA”.

http://observador.pt/2017/11/15/agora-e-oficial-isabel-dos-santos-exonerada-da-sonangol-pelo-presidente-da-republica-de-angola/
 

 

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