Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial

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Vitor Santos

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Força Expedicionária Brasileira (FEB)



Distintivo da FEB, 1944. Nome dado à força militar brasileira constituída em 9 de agosto de 1943 para lutar na Europa ao lado dos países Aliados, contra os países do Eixo, na Segunda Guerra Mundial. Integrada inicialmente por uma divisão de infantaria, a FEB acabou por abranger todas as tropas brasileiras envolvidas no conflito. Adotou como lema "A cobra está fumando", em resposta àqueles que consideravam ser mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra.

Por que se duvidava tanto da entrada do Brasil na guerra?



Durante todo o período em que se manteve neutro diante da guerra que começou na Europa em 1939, o governo brasileiro sofreu fortes pressões dos Estados Unidos para permitir às tropas norte-americanas o uso de portos e aeroportos do Norte-Nordeste, considerados fundamentais para a defesa do continente. O presidente Getúlio Vargas aproveitou a ocasião para obter dos Estados Unidos a promessa de reaparelhamento das Forças Armadas brasileiras e de construção de uma grande usina siderúrgica.

Com o ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor (7/12/1941), o governo Roosevelt condicionou a cooperação técnica e econômica ao envolvimento direto do Brasil no conflito. O fator decisivo entrou em cena entre fevereiro e agosto de 1942, quando navios mercantes brasileiros foram torpedeados por submarinos alemães, provocando no Brasil indignação generalizada: manifestações de rua, em campanha desenvolvida pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela Liga de Defesa Nacional, passaram a exigir a declaração de guerra. Em agosto, caiu por terra a neutralidade do Brasil, primeiro com a declaração de rompimento das relações diplomáticas, no dia 22, e em seguida, com a declaração do estado de guerra contra a Alemanha e a Itália, através do Decreto nº 10.358, do dia 31.

A criação da FEB


Getúlio Vargas e Franklin Delano Roosevelt em Natal, Rio Grande do Norte, 1943

A idéia de se criar uma força militar para participar do conflito surgiu em fevereiro de 1943, no encontro dos presidentes dos Estados Unidos e do Brasil, Franklin Roosevelt e Getúlio Vargas, na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Na ocasião, Getúlio argumentou que o envio de tropas dependeria exclusivamente do reaparelhamento bélico das Forças Armadas Brasileiras.

No início de março, Vargas aprovou proposta do ministro da Guerra, general Eurico Dutra, sugerindo a criação da força expedicionária, mas condicionando-a ao recebimento do material bélico necessário inclusive para as tropas que garantiriam a defesa do território brasileiro. A proposta concretizou-se em 9 de agosto, através da Portaria Ministerial nº 4744, que criou a Força Expedicionária Brasileira, formada pela 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE) e órgãos não-divisionários. Sua chefia foi entregue ao general João Batista Mascarenhas de Morais.

A estruturação da FEB propriamente dita teve início com o envio de oficiais brasileiros aos Estados Unidos, para treinamento. Tratava-se de familiarizá-los com os métodos e táticas militares empregadas pelas tropas norte-americanas, substituindo os franceses, já ultrapassados, que ainda predominavam. Esses oficiais permaneceram por três meses na Escola de Comando e Estado-Maior de Fort Leavenworth.

No final de 1943 decidiu-se o destino da FEB: o teatro de operações do Mediterrâneo. Os poucos meses decorridos até o início do embarque das tropas foram gastos com planejamento das Acampamento de soldados do 2° Escalão da FEB, 1944/1945. Itália. ações e treinamento. Finalmente na noite de 30 de junho, embarcou o 1º Escalão da FEB, composto por cerca de cinco mil homens e chefiado pelo general Zenóbio da Costa. Junto com eles, o general Mascarenhas de Morais e alguns oficiais de seu estado-maior. Em setembro, foi a vez do 2º e 3º Escalões, comandados respectivamente pelos generais Osvaldo Cordeiro de Farias e Olímpio Falconière da Cunha. Até fevereiro de 1945, dois outros escalões chegariam à Itália, juntamente com um contingente de cerca de 400 homens da Força Aérea Brasileira (FAB), estes comandados pelo major-aviador Nero Moura. Ao todo, a FEB contou com um efetivo de um pouco mais de 25 mil homens.

Na Itália, a FEB uniu-se às tropas do V Exército norte americano - integrante do X Grupo de Exércitos Aliados. Nesse momento, o objetivo das tropas aliadas ali sediadas era impedir o deslocamento alemão para a França, onde se preparava a ofensiva final aliada. Era necessário, assim, manter o exército alemão sob constante pressão. As primeiras vitórias brasileiras ocorreram em setembro de 1944, com a tomada das localidades de Massarosa, Camaiore e Monte Prano. No início do ano seguinte, os pracinhas participaram da conquista de Monte Castelo, Castelnuovo e Montese. O conflito, no entanto, não se estendeu por muito mais. A 2 de maio, o último corpo do exército alemão na Itália assinou sua capitulação, e a 8, a guerra na Europa chegava ao fim, com a rendição definitiva da Alemanha.

A FEB perdeu 454 soldados que durante muitos anos permaneceram no cemitério de Pistóia (Itália). Em outubro de 1960, suas cinzas foram transferidas para o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, erguido no Rio de Janeiro, no recém-criado aterro do Flamengo. Sua participação no conflito foi importante pois tornou evidente a contradição vivida pelo Estado Novo, que enviava tropas para lutar pela democracia no exterior, mas internamente mantinha um regime ditatorial. O retorno dos contingentes da FEB precipitou, assim, a queda de Vargas em 1945.

Regina da Luz Moreira

FONTE: http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/FatosImagens/FEB
 

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Re: Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial
« Responder #1 em: Novembro 02, 2016, 05:38:50 pm »

Desembarque dos pracinhas brasileiros na Itália  (Arquivo Diana Oliveira Maciel)


Soldados da FEB sendo saudados por moradores de Massarosa, Itália, 1944.


Soldados alpinos fascistas italianos capturados pelos brasileiros aguardam para serem interrogados em Viareggio, Itália, 1944 (Gli eroi Venuti dal Brasile).


Acampamento de soldados do 2° Escalão da FEB (Arquivo Diana Oliveira Maciel).


O Comando das Forças Aliadas na Itália examina as operações conduzidas pela FEB (Arquivo do Exército Brasileiro).


Enfermeiras Brasileiras com soldados da Força Expedicionária Brasileira em uma avião da FAB


Movimentação da Força Expedicionária Brasileira na Itália


Tropas brasileiras em Monte Castelo


O General Otto Freter, comandante da 148ª divisão alemã, apresentando a rendição de sua tropa ao General brasileiro Zenóbio da Costa (Arquivo do Exército Brasileiro).


Prisioneiros da 148º Divisão de Infantaria alemã, sob controle da FEB (Gli eroi Venuti dal Brasile)


Soldados brasileiros nos Apeninos, em pleno inverno, posicionados contra as linhas de defesa alemãs (Horácio Coelho). Os soldados brasileiros chegaram a enfrentar temperaturas próximas aos -20ºC.


Ponto conquistado nos Alpeninos defendido pela Força Expedicionária Brasileira com metralhadoras (Arquivo da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil Secção de São Paulo).


Um blindado M-8 do Esquadrão de Reconhecimento da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária entra em Montese, na Itália (Arquivo da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil Secção de São Paulo).


Banda oficial da companhia do Quartel General em Alessandria, no norte da Itália (Arquivo General Tácito Theóphilo Gaspar de Oliveira).

FONTE: http://www.historiailustrada.com.br/2014/04/fotos-raras-brasil-na-segunda-guerra.html
 

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Re: Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial
« Responder #2 em: Novembro 02, 2016, 05:43:57 pm »

A Conquista de Monte Castello - 21 de Fevereiro de 1945
 

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Re: Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial
« Responder #3 em: Novembro 02, 2016, 05:51:45 pm »
Fardamentos usados pela F.E.B

















 

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Re: Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial
« Responder #4 em: Novembro 02, 2016, 06:18:38 pm »
Curiosidades da FEB



– Entre as principais conquistas dos militares brasileiros estão a Batalha de Monte Castelo e a tomada de Montese. Nesta primeira, o coronel Nestor da Silva explicou que foram três ataques mal sucedidos e a vitória só veio na quarta investida em 21 de fevereiro de 1945. Já Montese aconteceu em 15 de abril do mesmo ano.

– Ao longo da campanha da FEB, mais de 20 mil soldados do Eixo foram aprisionados pelos “febianos”.

– Na época, muitos críticos duvidaram da capacidade brasileira em enviar homens para o fronte da batalha. Por conta disso, alguns diziam que era mais fácil uma cobra fumar do que isso acontecer. Até hoje o símbolo da Força Expedicionária é uma cobra fumando cachimbo.

– Os restos mortais dos brasileiros foram inicialmente enterrados na cidade italiana de Pistoia. Somente em 1960 é que foram transladados ao Brasil, onde permanecem no Monumento Nacional dos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

– A FEB foi a única tropa a pisar na Europa com militares de todas as raças: negros, índios, pardos e brancos.

– A Força Aérea Brasileira (FAB) esteve presente na II Guerra Mundial pelo 1º Grupo de Aviação de Caça comandado pelo tenente-coronel aviador Nero Moura. O grupo foi criado em 1943 e organizado e preparado nas bases americanas, no Canal do Panamá e nos Estados Unidos. Desembarcou em Nápoles no dia 6 de outubro de 1944. Na Itália, incorporou-se ao 350º Grupo de Caça americano pertencente a 62ª Brigada de Caça do XXII Comando Aerotático da Força Aérea do Mediterrâneo.

FONTE: http://www.defesaaereanaval.com.br/tag/ii-guerra-mundial?print=print-page
 

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Re: Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial
« Responder #5 em: Março 08, 2017, 09:35:10 pm »

Citar
O Caminho dos Heróis – A Verdadeira história da FEB na Segunda Guerra Mundial

Documentário filmado na Itália por João Barone exibido no The History Channel com riqueza de detalhes, sobre a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial. Vale a pena assistir e compartilhar.

Em 2009, Barone liderou uma jornada do Grupo Histórico FEB na Itália. A bordo de dois jipes da época da guerra restaurados, eles percorreram o norte do país, visitando 15 cidades e revivendo histórias de bravura protagonizadas pelos pracinhas. Foram mais de 40 horas de filmagens, com depoimentos de ex-combatentes como Toninho Ingrahm.

FONTE: http://www.forte.jor.br/2017/02/24/o-caminho-dos-herois-verdadeira-historia-da-feb-na-segunda-guerra-mundial/
 

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Re: Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial
« Responder #6 em: Novembro 06, 2017, 03:37:37 pm »

Canção do Expedicionário
 

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Re: Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial
« Responder #7 em: Novembro 06, 2017, 03:39:05 pm »

Desfile da Força Expedicionária Brasileira FEB em Lisboa 1945
 

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Re: Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial
« Responder #8 em: Novembro 06, 2017, 03:45:09 pm »

Documentário relativo FEB
 

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Re: Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial
« Responder #9 em: Fevereiro 03, 2018, 07:32:12 pm »
Liberatori - Cap 1 - Ações no Vale do Rio Serchio


Liberatori - Cap 2 - Ações no Vale do Rio Reno

 

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Re: Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial
« Responder #10 em: Fevereiro 03, 2018, 07:33:22 pm »
Liberatori - Cap 3 - Mais ações no Vale do Rio Reno


Liberatori - Cap 4 - A conquista de Montese, a rendição alemã e o fim da guerra

 

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Re: Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial
« Responder #11 em: Fevereiro 03, 2018, 07:43:31 pm »
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