Indústria de Defesa do Brasil

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Vitor Santos

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #165 em: Outubro 06, 2017, 01:05:21 pm »
Armada da Colômbia está interessada no Sistema ASTROS 2020


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Por Carlos Vanegas

Em 20 de setembro último, militares colombianos visitaram o 6º GMF baseado no Forte Santa Bárbara, no município de Formosa-GO. Uma comitiva com membros da Armada da República da Colômbia (ARC) e da Força Aérea Colombiana (FAC), conheceram as especificações técnicas e tudo relacionado com o sistema ASTROS 2020, fabricados pela AVIBRAS.

Durante a visita, foi realizada uma conferência institucional pelo comandante do 6º GMF, o tenente-coronel Elson Lyra Leal e uma demonstração do Sistema ASTROS 2020. Em 2013, a AVIBRAS teria oferecido seu sistema ASTRO 2020 ao Exército Colombiano, mas agora é a Marinha, através do Corpo de Fuzileiros, que estaria interessado em equipar-se com pelo menos duas baterias do sistema ASTROS 2020 para ser usado como um sistema de defesa costeira.


O sistema ASTROS 2020 pode operar o míssil AV-MT 300 ‘Matador’ e o foguete orientado SS40G (180mm), o fabricante afirma que o sistema tem uma autonomia de até 300 quilômetros, cada bateria é composta por 1 veículo de comando e controle, 6 lançadores múltiplos, 6 veículos para munição, 1 veículo de controle de incêndio, 1veículo de oficina e 1 veículo meteorológico.

A delegação colombiana foi representada pelo contra-almirante José Joaquim Amézquita García, diretor de programas estratégicos da ARC, pelo coronel César Felipe León Giraldo pela FAC, e o pelo capitão Jaime Gálvez Moreno da ARC, que foram acompanhadas pelo brigadeiro-geral José Julio Días Barreto, gerente do programa estratégico do exército brasileiro “ASTROS 2020” e do coronel Nereu Augusto dos Santos Neto, do Ministério da Defesa.

Participaram também o vice-presidente comercial da AVIBRAS, José De Sá Carvalho Jr., o executivo de vendas da AVIBRAS, Patrício Enrique Bejar Rejas e o gerente da AVIBRAS, Elcio Prado Martins da Costa.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN

FONTE: Defensa.com (http://www.defensa.com/colombia/armada-colombiainteresada-sistema-astros-2020) / http://www.defesaaereanaval.com.br/armada-da-colombia-esta-interessada-no-sistema-astros-2020/
 

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Vitor Santos

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #166 em: Outubro 17, 2017, 01:11:57 pm »
Embraer anuncia ‘pedido firme’ para seis Super Tucanos


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São Paulo, 16 de outubro de 2017 – A Embraer anunciou hoje pedido firme de 6 (seis) aeronaves de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano para um cliente não revelado. As aeronaves poderão ser utilizadas para treinamento tático e avançado bem como em missões de ataque leve e ISR (inteligência, vigilância e reconhecimento). As entregas serão concluídas em 2018.

O A-29 Super Tucano é uma aeronave turboélice durável, versátil e potente capaz de executar uma ampla gama de missões, mesmo operando em pistas não preparadas. Em mais de dez anos de operação, o Super Tucano já alcançou um excelente histórico de desempenho: mais de 320 mil horas de voo e mais de 40 mil horas de combate. Com mais de 150 configurações de armamentos certificadas, o avião está equipado com tecnologias avançadas em sistemas eletrônicos, eletro-ópticos, infravermelho e laser, assim como sistemas de rádios seguros com enlace de dados e uma inigualável capacidade de armamentos.

DIVULGACÃO: Embraer
http://www.aereo.jor.br/2017/10/16/embraer-anuncia-pedido-firme-para-seis-super-tucanos/
 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #167 em: Outubro 17, 2017, 01:15:04 pm »
Embraer entrega Super Tucanos para o Líbano


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Outubro de 2017. Na Base Aérea de Hamat (Força Aérea Libanesa), aconteceu com honras militares a entrega de duas aeronaves de ataque leve Embraer A-29 Super Tucano (de seis encomendadas) por representantes da Força Aérea dos Estados Unidos, para militares das Forças Armadas Libanesas.

Produzidos pela Sierra Nevada/Embraer em Jacksonville (Flórida), esses dois primeiros ST fazem parte de uma encomenda realizada pelo Governo dos Estados Unidos dentro do Programa LAS para equiparem a Força Aérea Libanesa por meio de doação.

A Base Aérea de Hamat, tradicional endereço de helicópteros Puma/Super Puma, também é o lar da Escola das Forças Especiais libanesas. Faz todo sentido uma unidade de aeronaves COIN/ataque leve operarem no mesmo aeroporto onde estão helicópteros que vão combater transportando seus “clientes”, os operadores de Forças Especiais.

Segundo autoridades de Washington, todos os seis aviões serão entregues nos próximos 12 meses, juntamente com armamentos compatíveis como mísseis, pods de canhões e casulos lançadores de foguetes. O treinamento para pilotos e mecânicos está sendo realizado pela Força Aérea dos Estados Unidos da América (USAF).


Com a chegada dos dois primeiros A-29 Super Tucano em Beirute, o Líbano se torna a 11º nação a operar o avião. Outros países que contam com a aeronave são Angola, Burkina Faso, Mauritânia, Afeganistão, Indonésia, Chile, Colômbia, Equador, República Dominicana e o Brasil, maior operador do modelo com mais de 90 unidades.

E a lista de operadores deve aumentar nos próximos anos. Negociam sua aquisição com a Embraer países como Gana, Senegal, Moçambique, Mali, Nigéria e Honduras.

Desde sua introdução, em 2003, mais de 200 unidades do A-29 Super Tucano já foram produzidas pela Embraer. Os modelos em operação no Afeganistão e agora, no Líbano, foram fabricados pela Sierra Nevada/Embraer.

FONTE: http://tecnodefesa.com.br/embraer-entrega-super-tucanos-para-o-libano/

 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #168 em: Outubro 17, 2017, 01:28:59 pm »
Saab Anuncia Diretor Geral da Fábrica de Aeroestruturas para o Gripen no Brasil


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A Saab, empresa de defesa e segurança, anuncia Marcelo Lima como diretor geral para a Saab Aeronáutica Montagens (SAM), a fábrica que fornecerá aeroestruturas para os caças Gripen adquiridos pela Força Aérea Brasileira (FAB). A planta será localizada em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. A seleção do imóvel está em fase final e o recrutamento de profissionais já começou.

Marcelo Lima é engenheiro, com mais de 23 anos de experiência em implantação e gestão de manufatura nos setores automobilístico, de energia e de linha branca.

“Marcelo Lima é um profissional altamente experiente, com profundo conhecimento em projetos semelhantes à nossa nova fábrica. Ele irá adicionar conhecimento local e internacional a este projeto, que é fundamental no programa Gripen”, diz Mikael Franzén, chefe da unidade de negócios Gripen Brasil, da área de negócios Aeronáuticos da Saab.

“O programa Gripen é um divisor de águas para o setor de defesa no Brasil. Tenho a honra de participar de um projeto tão importante para a indústria brasileira”, diz Marcelo Lima.

A SAM será responsável por produzir aeroestruturas, como cone de cauda, freios aerodinâmicos, asas, fuselagem dianteira (tanto da versão monoposto quando da biposto) e fuselagem traseira para os caças Gripen da Força Aérea Brasileira. As operações da fábrica começarão após a seleção da propriedade e preparação da infraestrutura do local.

“O investimento na nova fábrica é mais um passo na parceria de longo prazo entre a Saab e o Brasil. Os dois primeiros anos do programa se concentraram no desenvolvimento da aeronave e no início do programa de transferência de tecnologia. Seguindo o cronograma, agora estamos estabelecendo a produção no Brasil para apoiar a continuidade do programa Gripen no país, criar novos empregos e apoiar o desenvolvimento da indústria de defesa local”, acrescenta Franzén.

A SAM iniciará suas operações empregando 55 profissionais diretos, número que deverá crescer nos próximos anos.

“O processo seletivo para a contratação dos funcionários da SAM já começou. Após a seleção, eles serão treinados nas instalações da Saab, na cidade de Linköping, Suécia, por até 24 meses. Quando retornarem ao Brasil, eles estarão prontos para iniciar as atividades na fábrica brasileira. Tanto a instalação da fábrica quanto os treinamentos são parte do amplo programa de transferência de tecnologia da Saab para o Brasil, iniciado em 2015”, diz Marcelo Lima.

A Saab escolheu São Bernardo do Campo por conta de sua longa tradição em receber empresas suecas. A cidade é conhecida pela qualidade de sua força de trabalho industrial e está perto de universidades, indústrias e centros de pesquisa. A região também é estratégica em termos de logística, tendo em vista o fácil acesso da cidade aos portos, aeroportos, rodovias, ao polo aeronáutico de São José dos Campos e ao Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN) em Gavião Peixoto, São Paulo, onde os caças Gripen para o Brasil serão montados.


Fatos sobre o programa de transferência de tecnologia

Em 27 de outubro de 2014, a Saab anunciou a conclusão do contrato com o governo federal brasileiro para o desenvolvimento e produção de 36 caças Gripen. O contrato entrou em vigor em setembro de 2015 quando todas as condições solicitadas foram cumpridas. As entregas para a Força Aérea Brasileira serão realizadas entre 2019 e 2024.

Após dois anos, desde o início do programa, a Saab já entregou uma transferência substancial de tecnologia para parceiros brasileiros, como Embraer, Akaer, AEL Sistemas e Atech.


O Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN) foi inaugurado em novembro de 2016, em Gavião Peixoto, estado de São Paulo. O GDDN é o hub de desenvolvimento tecnológico do Gripen no Brasil para a Saab e a Embraer, junto às empresas e instituições parceiras.

O programa de transferência de tecnologia para o Brasil inclui quatro áreas que vão fornecer à indústria aeroespacial brasileira a tecnologia e o conhecimento necessários para manter e desenvolver o Gripen no Brasil:

* Treinamento teórico
* Programas de Pesquisa e Tecnologia
* Treinamento on-the-job na Suécia
* Desenvolvimento e produção

Hoje, cerca de 60 engenheiros brasileiros de empresas parceiras estão sendo treinados nas instalações da Saab, na Suécia, e mais de 100 profissionais já retornaram ao Brasil. A maioria deles está trabalhando no desenvolvimento da aeronave no GDDN.

Até 2024, mais de 350 profissionais brasileiros, entre engenheiros, operadores, técnicos e pilotos das empresas parceiras da Saab e da Força Aérea Brasileira participarão de cursos e treinamento on-the-job na Suécia. Habilidades e conhecimentos serão adquiridos pela indústria brasileira, possibilitando um extenso trabalho de desenvolvimento e produção do Gripen, incluindo a montagem final de aeronaves no Brasil. O programa de transferência de tecnologia é composto por mais de 50 projetos-chave, com duração de até 24 meses.


DIVULGAÇÃO: Saab/MSLGROUP Publicis Consultants
http://www.aereo.jor.br/2017/10/16/saab-anuncia-diretor-geral-da-fabrica-de-aeroestruturas-para-o-gripen-em-sao-bernardo-do-campo/
 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #169 em: Outubro 25, 2017, 08:29:47 pm »
Curso de Forças Especiais testa produtos COBRA 2020/IMBEL


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A FMCE foi convidada pelo Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOpEsp) para demonstrar e testar em situação de elevada demanda, os primeiros protótipos do Sistema do Soldado do Futuro (SSF) / COBRA 2020 da IMBEL.

O Teste foi conduzido no período de 3 a 12 de Outubro de 2017, durante o exercício de Reconhecimento Especial do Curso de Forças Especiais, nas proximidades da cidade de Santa Maria - RS.

Os Operadores de Forças Especiais são especialistas em Guerra Não Convencional, Operações Contra Forças Irregulares e Contraterrorismo. Organizam-se em Destacamentos Operacionais de Forças Especiais (DOFEsp), podendo ser empregados em ambientes hostis, negados ou politicamente sensíveis.

No exercício, foi empregado o rádio TPP-1400 Transceptor Portátil Pessoal, já de dotação do Exército Brasileiro e também testados novos produtos da família COBRA, como o CTV-1410 Compressor Tático de Vídeo, LTM-2403 Lanterna Tática de Mão Estroboscópica com Infravermelho e o CTP-1410 Computador Tático Pessoal, com a funcionalidade de rastreamento em tempo real dos DOFEsp desdobrados no terreno. De acordo com depoimento dos oficiais e sargentos alunos, o TPP-1400 destacou-se pela robustez e elevada durabilidade da bateria, sendo bem superior ao observado em equipamentos estrangeiros. Os demais equipamentos tiveram bom desempenho, demonstrando o acerto na concepção do SSF/COBRA 2020.

O CIOpEsp mostra-se um excelente parceiro para o desenvolvimento e constante aperfeiçoamento de soluções para comunicações militares em desenvolvimento na FMCE.



 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #170 em: Novembro 10, 2017, 03:00:48 am »
Sauditas usam armas brasileiras para matar civis no Iêmen


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A crise que se instalou no Golfo Pérsico entre Arábia Saudita e Irã, com implicações ligadas ao Iêmen, possui a assinatura brasileira – pelo menos quando o tema envolve as bombas lançadas pelas Forças Armadas sauditas contra o território iemenita.

Reportagem publicada nesta quinta-feira pelo site Nexo afirma que munições cluster – proibidas por 119 dos 193 países do mundo – que foram fabricadas no Brasil pela Avibrás Indústria Aeroespacial S/A mataram 21 civis, em um total de 17 ataques conduzidos por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen nos últimos cinco anos.

O dado foi repassado à publicação pela pesquisadora da ONG Human Rights Watch (HRW) para Iêmen e Kuwait, Kristine Beckerle. “Em vez de se unir ao grupo de países que defende o banimento das munições cluster, o Brasil se recusou a assinar o tratado que proíbe a produção e o uso desse tipo de munição”, disse.

Após serem lançadas por foguetes, as chamadas munições cluster se abrem e lançam centenas de submunições, atingindo de maneira indiscriminada alvos militares e civis por longas faixas de terra. As bombas não detonadas representam um risco, podendo ser detonadas ao menor toque desavisado.

Ao Nexo, Kristine Beckerle destacou que os sauditas vêm usando tais munições desde 2011, em seus bombardeios contra rebeldes Houthis, estes ligados ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh e que são contrários ao atual mandatário do Iêmen, Abdrabbuh Mansour Hadi.


“Nossos especialistas em armas identificaram resíduos dos foguetes terra-terra Astros 2, fabricados no Brasil […].A coalizão liderada pela Arábia Saudita já havia usado munições cluster produzidas pelo Brasil antes. Em 2015, a Anistia Internacional havia encontrado resíduos de munições cluster disparadas por foguetes do sistema Astros em outro ataque no Iêmen, que deixou pelo menos quatro pessoas feridas”, afirmou a pesquisadora.

Ela ainda criticou o fato do governo brasileiro ter preferido se abster em 5 de dezembro do ano passado, quando uma farta maioria de países endossou a decisão de banir munições cluster de seus arsenais. No dia seguinte, duas pessoas morreram no Iêmen após serem atingidas pelas bombas fabricadas no Brasil.

“Em vez de continuar vivendo o risco de que suas armas sejam usadas em ataques ilegais no Iêmen e em outros países, o Brasil deveria assinar a convenção sobre munições cluster e cessar a produção e a transferência desses artefatos imediatamente”, pediu a pesquisadora.

FONTE: sputniknews.com / http://www.forte.jor.br/2017/11/09/__trashed/
 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #171 em: Novembro 10, 2017, 07:17:57 pm »
Fuzil Taurus T4

 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #172 em: Novembro 12, 2017, 06:56:50 pm »
Emirados Árabes Unidos / Brasil: Novaer/Calidus B-250 Bader é revelado no Dubai Air Show 2017

Pouco maior que o Super Tucano A-29 (uma comparação inevitável, já que ambos foram desenhados pelo engenheiro Joseph Kovács), o B-250 Bader terá um preço de mercado “mais em conta” que o avião da Embraer, declarou a Calidus durante entrevista concedida a Paul Jackson (Imagem: Aviation Week)

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A Calidus LLC, empresa localizada em Abu Dhabi, decidiu diversificar a sua atuação de mercado embarcando na fabricação de aeronaves com dois projetos, um militar (B-250 Bader) e um civil (SOVI). Ambos com DNA brasileiro.

O turboprop B-250 Bader, de aspecto robusto, está sendo exibido com as marcas da Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos, embora também apresente a matrícula civil brasileira PR-ZNU.

Os sete pontos duros, três em cada asa mais a linha central, podem receber diversos armamentos (expostos em volta do avião). No ventre do B-250, uma torre de sensores eletro-ópticos permitirá ao modelo disparar bombas e mísseis guiadas inteligentes, entre outras armas, de dia ou a noite e em qualquer condição climática.


O B-250 Bader foi projetado para executar missões de apoio aéreo aproximado ou Close Air Suporte (CAS); inteligência, vigilância e reconhecimento; contra-insurgência e treinamento avançado.

Pouco maior que o Super Tucano A-29 (uma comparação inevitável, já que ambos foram desenhados pelo engenheiro Joseph Kovács), o B-250 Bader terá um preço de mercado “mais em conta” que o avião da Embraer, declarou a Calidus durante entrevista concedida a Paul Jackson (Aviation Week).

O T-Xc/SOVI PP-ZKV no dia de sua apresentação pela Novaer: DNA brasileiro!

O SOVI de quatro lugares, apresentado em Abu Dabi ainda em forma de protótipo, tem a mesma origem brasileira. Desenhado como T-Xc para substituir os velhos Neiva T-25 Universal, usados pela Academia da Força Aérea do País sul-americano (venda onde ainda não obteve sucesso), pode ser usado também como aeronave utilitária/LSA ou de turismo.

Ambos os aviões foram transportados para o Dubai Airshow, a partir da cidade de São José dos Campos (SP), por um AN-124 Ruslan da Antonov Airlines.

A Calidus deverá anunciar planos para a produção futura dos dois aviões nos Emirados Árabes Unidos, adicionando um novo capítulo a uma história já interessante, dois projetos brasileiros que não obtiveram sucesso no seu País de origem alcançam o sucesso no distante Golfo Pérsico.

Uma história de persistência

Em 1983, no Brasil, Joseph Kovács colocou em papel algumas ideias para um avião de turismo de dois assentos e com capacidade acrobática. O projeto do K-51 Peregrino começou em 1988, mas o primeiro voo só aconteceu em 28 de novembro de 1998.

Embora promissora, a aeronave não conseguiu encontrar um patrocinador disposto a financiar a produção de uma versão kitbuilt proposta pelo projetista, e o modelo não conseguiu entrar no mercado.

Sem demora, Kovács planejou um K-52 maior, para o qual o K-51, até então com mais de 200 horas de voo, atuaria como o Proof of Concept (provador de conceito).

A Novaer, fundada em 1998 por Luiz Paulo Junqueira (anteriormente chefe da divisão de equipamentos da Embraer e CEO da Geometra), tornou-se a contratante principal para a fabricação do trem de pouso do A-29 Super Tucano. Começava a escalada da empresa de São José dos Campos.

Em outubro de 2007, a Novaer contratou os serviços dos Kovács e adquiriu os direitos sobre seus projetos, propondo ao mercado em 2009 uma versão de assentos side by side (lado a lado), do K-52 (Projeto T-Xc Pilgrin), um avião pensado como substituto potencial para o T -25 Universal da Força Aérea Brasileira, e o seu similar civil SOVI, de quatro lugares. Com maior potencial de vendas, o SOVI voou pela primeira vez em 22 de agosto de 2014. A aeronave mostrada em Dubai é este avião original, detentor do registro brasileiro PP-ZKV e a designação de tipo N-210.

Desenvolvimentos posteriores visando o mercado de aeronaves COIN, em associação com empresas norte-americanas, resultaram na criação do projeto Dragon A-67, que culminou com a construção de um malfadado protótipo abandonado em 2006 após um acidente no seu único voo. A Golden Aviation, do Missouri, foi a última a colocar dinheiro no projeto.

Ainda assim, os abnegados engenheiros da Novaer reprojetaram o A-67 Dragon e conseguiram completar a muito custo, e em completo segredo, um segundo protótipo… O mesmo B-250 Bader apresentado ao mundo pela Calidus durante o Dubai AirShow 2017!

FONTE: http://tecnodefesa.com.br/novaercalidus-b-250-bader-e-revelado-no-dubai-air-show-2017/
 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #173 em: Novembro 12, 2017, 07:01:27 pm »

 

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Re: Indústria de Defesa do Brasil
« Responder #174 em: Hoje às 11:47:55 am »
NOVO AVIÃO MILITAR DO BRASIL APARECE DE SURPRESA NO DUBAI AIR SHOW

Monomotor desenvolvido pela Novaer e a Calidus foi desenhado por Joseph Kovács, projetista do Embraer Tucano


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Um avião com prefixo brasileiro está chamando atenção no Dubai Air Show e ele não é um jato da Embraer. O B-250 Bader, um monomotor turbo-hélice de aplicação militar, foi apresentado pela primeira vez ao público pela Calidus, grupo industrial de Abu Dhabi e agora parceiro da Novaer, empresa de São José dos Campos (SP) que projetou a aeronave de combate.

Já apontado pela mídia estrangeira como um concorrente para o A-29 Super Tucano, o novo avião fabricado no Brasil pode atuar nas mesmas funções do famoso turbo-hélice da Embraer. Segundo comunicado da Calidus, o B-250 pode realizar missões de ataque ao solo, suporte aéreo e operações de reconhecimento, além de também servir como plataforma de treinamento avançado.

E as semelhanças com o modelo da Embraer não param por aí. O Bader foi desenhado pelo engenheiro aeronáutico Joseph Kovács, mesmo projetista do T-27 Tucano. Kovács, húngaro naturalizado brasileiro, também assina o projeto do outro avião da Calidus/Novaer exposto em Dubai, o monomotor T-Xc Sovi, na versão de treinamento militar primário, que vem sendo testado pela empresa de SP desde 2014.

De acordo com a fabricante, a aeronave é construída com “uso intensivo de materiais compostos”, como componentes de fibra de carbono. Como explica a fabricante, a utilização desses materiais permite reduzir o peso da estrutura do avião, obter a melhor performance do motor e facilita os processos de desenvolvimento e produção.

A divulgação da Calidus/Novaer sobre o avião ainda é arrojada. O grupo afirma que o B-250 tem a melhor capacidade bélica da categoria, acelerações razões de subida “sem paralelo” e autonomia de voo para até 12 horas. O modelo exposto em Dubai é sugerido com armamento pesado, com mocapes de sensores, mísseis, bombas e foguetes.


Fabricado na surdina

A Novaer foi bastante discreta durante o desenvolvimento e produção do monomotor, assim como no anuncio de sua parceria com a Calidus. A construção do primeiro protótipo e seu voo inaugural foi realizado em apenas 25 meses, revelou a empresa. Já o envio da aeronave para Dubai envolveu um cargueiro C-17 Globemaster da força aérea dos Emirados Árabes Unidos, que se deslocou até São José dos Campos para buscar o Bader e o Sovi.

A fabricante ainda não divulgou em que estágio se encontra a campanha de testes do avião. O grupo, em contrapartida, afirma que o custo de seu projeto representa menos da metade de qualquer outro programa desse tipo no mercado. Outros aviões nesse mercado são, além do já citado Super Tucano da Embraer, o Textron AT-6 Wolverine, dos Estados Unidos, e o novo TAI Kürkus, da Turquia, também apresentado no Dubai Air Show.


“A Novaer acredita que é hora de reverter a espiral divergente dos custos de desenvolvimento, particularmente na área da defesa, em sintonia com orçamentos mais controlados. Acreditamos que a capacidade da Novaer de fornecer soluções eficientes e inovadoras para as aeronaves e seus sistemas nos trará novas parcerias além do programa B-250 e gerará novos negócios para ambas as empresas. A Novaer provou ser capaz de realizar desenvolvimentos desafiadores no setor aeronáutico e de defesa e estamos prontos para o próximo desafio “, afirma Graciliano Campos, diretor-presidente da Novaer.

O grupo Calidus/Novaer ainda não confirma se existem interessados em comprar a nova aeronave. O modelo está exposta em Dubai com um esquema de pintura e símbolos da força aérea dos Emirados Árabes Unidos.

Treinador primário

O TX-c Sovi, outro avião desenvolvido pela Novaer presente em Dubai, é o principal candidato a substituir os Neiva T-25 Universal, avião de treinamento básico da Força Aérea Brasileira nos últimos 40 anos. O modelo, que voou pela primeira vez em 2014, é proposto em versões civil para até quatro passageiros e militar para dois ocupantes.


O projeto do TX-c, avaliado em cerca de R$ 10 milhões, é financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A aeronave ainda está em fase de certificação.

A Novaer Aircraft foi fundada em 1999 por Luiz Paulo Junqueira, ex-diretor da Embraer, e iniciou seus trabalhos oferecendo serviços de engenharia aeronáutica, desenvolvendo e produzindo sistemas e componentes para aeronaves no mercado civil e militar. Em 2014, a empresa passou a produzir seus próprios aviões com o início do projeto TX-c.

FONTE: https://airway.uol.com.br/novo-aviao-militar-do-brasil-aparece-de-surpresa-no-dubai-air-show/
 

 

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