Guerra Colonial: Experiências/Testemunhos Pessoais

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JNSA

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Guerra Colonial: Experiências/Testemunhos Pessoais
« em: Agosto 25, 2004, 07:01:05 pm »
Abri esta discussão inspirado pelas histórias que o JLRC nos contou no outro tópico na área livre...

O meu objectivo aqui não é propriamente conhecer histórias de guerra, visto que já há tópicos para isso, mas sim tentar, através do testemunho de alguns dos membros do fórum que participaram na guerra (ou que tenham familiares ou conhecidos que combateram), ter uma visão sobre alguns aspectos que não são muito tratados na literatura disponível.

Assim, e para começar, gostaria de saber se alguém me pode "iluminar" sobre os seguintes assuntos: :wink:

Espero que não esteja a ser muito chato... :wink:
 

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komet

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« Responder #1 em: Agosto 25, 2004, 07:10:32 pm »
Algo que também me desperta a curiosidade, se me permitem, é a opinião da população africana em geral, na altura, queriam mesmo que os portugueses fossem embora? Os que queriam era apenas por questões ráciais, ou acreditavam mesmo que sozinhos se conseguiam aguentar como nação? (esteve à vista de todos estes 30 anos que não...)

A independência significa muita responsabilidade e acima de tudo União, se tal nunca existiu não sei como se podia conceber a independência na altura (isto aos olhos de um civil).

Outra coisa que me interessa  imenso é a opinião internacional sobre o conflito, como era esta guerra aos olhos do mundo? Um Vietname em África?
"History is always written by who wins the war..."
 

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Spectral

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« Responder #2 em: Agosto 25, 2004, 09:45:41 pm »
Ah, excelente ideia  :wink:

Por acaso também já me tinha várias vezes interrogado sobre a questão HK21 vs MG42/3 ( muitos outros exércitos como o alemão continuaram a utilizar esta como metrelhadora ligeira).

Por outro lado gostava também de saber mais pormenores sobre a utilização da artilharia e sobre a colaboração da África do Sul  ( tenho a ideia que uma esquadra de aviões deles chegou a estar estacionada em Angola).
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

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fgomes

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« Responder #3 em: Agosto 25, 2004, 10:46:14 pm »
Tanto quanto sei, houve apoio de helicópteros sul-africanos no transporte de tropas portuguesas no sudeste de Angola. Tratava-se de impedir a SWAPO de se infiltrar na Namíbia através de Angola.
 

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JLRC

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« Responder #4 em: Agosto 26, 2004, 10:35:06 pm »
Caro JNSA

Vou tentar responder a algumas das perguntas que formulou, baseado na minha experiência pessoal.

1ª Quanto a esta questão devo dizer-lhe, que tirando a G-3, só disparei a Kalash. A preferida para mim (destas duas) era a Kalash. Era (é) uma arma robusta, com boa cadência tiro e leve, o que é muito importante quando se passam alguns dias no mato (normalmente 4), carregados com as munições, rações de combate e outro material. No outro tópico vou contar a minha chegada a Moçambique. Além da G-3, na instrução, quer em Mafra, quer em Vendas Novas (era atirador de artilharia), só disparei pistolas metralhadoras FBP e Uzzi e a pistola Walter. Por sinal, no dia da Uzzi íamos morrendo todos com uma rajada acidental (parece que era hábito).

2ª Quanto às metralhadoras, sempre utilizei a HK-21 porque era a que normalmente estava disponível.

3ª Nunca vi em Moçambique, pelo menos na minha zona, nenhuma viatura blindada, nem sequer uma auto-metralhadora, nem sequer ouvi falar do seu uso. Portanto não havia nenhum preferido.

4ª Pela resposta anterior depreende-se que não havia pedido de viaturas blindadas. Nós queriamos eram Berliets e mesmo estas não haviam.

5ª Quanto às armas pessoais, estávmos bem servidos com a G-3. Faltavam no entanto outras armas complementares e por vezes quando haviam, não havia munições em quantidade para elas. Nós, de armas operacinais, além das G-3 tinhamos 1 Breda, 1 MG-42, 2/3 HK-21, 2 morteiros 60 e 1 lança-granadas foguete (com 2 munições). A estória das munições contadas e justificadas é verdadeira. Todos os disparos tinham que ser justificados. Para podermos fazer tiro de reconhecimento (que era proíbido) tinhamos que poupar as munições de tiro de treino, para as podermos gastar sem justificação. O que por vezes também fazia falta era melhor apoio aéreo. Normalmente o apoio só era pedido quando havia um ataque muito grave e quando os Fiat ou os heli-canhão chegavam, já os guerrilheiros estavam a milhas de distância. No entanto, houve casos de ataques a colunas, que só foram contidos com o apoio dos Fiat.

6ª As forças de polícia militar tinham um importante factor de união, isto é, sempre que apareciam, acabavam as rivalidades e eram todos contra eles. Fora destas actividades, tive bastantes contactos com uma companhia da PM, da Beira, que fazia a escolta às cargas críticas para Cabora Baça. As cargas críticas eram por exemplo as turbinas, etc. estas cargas vinham de combóio desde a Beira até Moatize, onde eu estava, e depois seguiam por estrada até Cabora Baça. Quem escoltava as cargas era uma companhia da PM, sediada na Beira, e tanto quanto me lembro, fazia um bom trabalho. Como pernoitavam no meu quartel, enquanto estavam em Moatize, vía-os frequentemente e fiz alguns bons amigos. Um dos alferes agora é médico em Serpa.

7ª Tive contacto com Fuzos, Páras e Comandos. Devo dizer que fiquei sempre com muito boa impressão dos Pára-Quedistas, salvo erro, do BCP 31 da Beira. Eram impecáveis no trato e muito competentes. Houve uma altura em que eles ficaram estacionados durante muito tempo na picada Moatize-Zobué e nós faziamos os possíveis para pernoitarmos no acampamento deles, pois sabíamos que íamos ser bem recebidos, com comida quente, bebidas e uma bela lerpa. Eram os nossos preferidos.
Eu pessoalmente, tive contactos com os Fuzos do destacamento de Tete, porque a partir de certa altura, passámos a ter um destacamento no aldeamento do Sungo, na margem do Zambeze, e na época das chuvas era impossível reabastecer o destacamento por terra, só o podíamos fazer de heli ou por lancha da marinha, descendo o Zambeze. Devo dizer que as duas descidas que fiz, foram as viagens mais incríveis que fiz em toda a minha vida. Só graças ao alto profissionalismos dos tripulantes da lancha (era uma lancha de desembarque das mais pequenas, talvez uma LDM) era possível navegar no rio. Havia zonas em que o fundo da lancha batia no chão, noutras tinha que ser puchada à mão com cordas, das margens. Incrível.
Quanto aos comandos, os contactos que tivemos foi com só com companhias de Moçambique, de Monte Buez, e eram um bando de desordeiros, indisciplinados que chegaram inclusivamente a urinar e defecar na piscina, em frente a toda a gente. Operacionalmente não fizeram nada. Eles e os pára eram o 8 e o 80. Na altura dizia-se que os comandos da metrópole eram completamente diferentes, mas isso eu não posso testemunhar pois não tive contactos com eles.
Cumptos
« Última modificação: Agosto 26, 2004, 11:01:00 pm por JLRC »
 

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Luso

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« Responder #5 em: Agosto 27, 2004, 05:49:44 pm »
Excelente, JLRC!
Que pena que o meu Pai não fale muito desses tempos...
Está no seu direito.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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fgomes

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« Responder #6 em: Agosto 28, 2004, 10:54:05 pm »
No meu trabalho existem alguns veteranos de guerra, Moçambique e Guiné, com os quais tenho conversado várias vezes sobre as suas experiências. Quanto as armas ligeiras e viaturas  as opiniões são semelhantes às do JLRC. Um dos veteranos fez parte de uma unidade equipada com blindados Panhard na Guiné e tinham sempre falta de sobressalentes, de modo que nunca tinham todas as viaturas operacionais, conseguindo ter um número de blindados em serviço, abaixo do ideal, graças ao típico desenrascanço português. De qualquer modo segundo guerrilheiros do PAIGC capturados, as armas que mais temiam eram justamente os Panhard e os helicanhões, isto por volta de 1970.
No caso de Moçambique aqueles que participaram na operação Nó Górdio, dizem que esta só faria sentido se tivesse incluindo o ataque à principal base da Frelimo na Tanzânia situada em Nashiguewa.
Todos sentiram a falta de veículos com protecção contra minas, sendo uns grandes admiradores do material sul-africano nesta área.
 

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JoseMFernandes

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« Responder #7 em: Novembro 20, 2004, 06:22:27 pm »
Citação de: "fgomes"
No meu trabalho existem alguns veteranos de guerra, Moçambique e Guiné, com os quais tenho conversado várias vezes sobre as suas experiências. Quanto as armas ligeiras e viaturas  as opiniões são semelhantes às do JLRC. Um dos veteranos fez parte de uma unidade equipada com blindados Panhard na Guiné e tinham sempre falta de sobressalentes, de modo que nunca tinham todas as viaturas operacionais, conseguindo ter um número de blindados em serviço, abaixo do ideal, graças ao típico desenrascanço português. De qualquer modo segundo guerrilheiros do PAIGC capturados, as armas que mais temiam eram justamente os Panhard e os helicanhões, isto por volta de 1970.
No caso de Moçambique aqueles que participaram na operação Nó Górdio, dizem que esta só faria sentido se tivesse incluindo o ataque à principal base da Frelimo na Tanzânia situada em Nashiguewa.
Todos sentiram a falta de veículos com protecção contra minas, sendo uns grandes admiradores do material sul-africano nesta área.


Creio ter absoluta razao.Estive em Angola, no sul, no norte,e em Cabinda.
O material disponivel era ridiculo.Olhar para as forças portuguesas de hoje destacadas em missao(mesmo sem comparar com os outros paises), da-nos uma ideia bem triste das nossas possibilidades de entao.. com deslocaçoes de varios dias a pé e viatura.As raras vezes que utilizei helis, nas planicies do Cuando Cubango, eram aparelhos cedidos eventualmente pela Africa do Sul(devido a proximidade com a Namibia).
As viaturas (Unimogs e Berliets) nunca estavam operacionais em mais de 50%.Muniçoes eram razoavelmente racionadas, (treinos quase inexistentes), além de nem sempre estarem em condiçoes(num dos raros combates em que entrei, o  camarada que estava a meu lado tentou fazer disparar o morteiro(a mao) que tinha consigo,... todas as granadas que introduzia nao disparavam, e ele entao despejava o tubo para o chao e tentava outra..e outra... (até tremo retrospectivamente ao pensar nisso).Idem para as  LGF, e mesmo os dilagramas(criaçao aparentemente portuguesa) eram quase inexistentes.Metralhadoras ligeiras( hk21-  1 por pelotao), com problemas também.Material de transmissoes era deficiente(comunic. com os meios aereos entao... nem falar).Os melhores operacionais ainda eram (no nosso caso) os Flechas, forças especiais administrativamente dependentes da DGS(PIDE) e de qualidade extraordinaria, que nalguns casos nos acompanhavam,...  e que pouparam muitas vidas aos nossos soldados...
Como nota complementar o nosso batalhao controlava entao um sector cuja area era o dobro do nosso territorio continental.
 

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fgomes

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« Responder #8 em: Novembro 20, 2004, 07:00:53 pm »
Um antigo chefe que tive, também serviu no leste de Angola, e tem uma grande admiração pelos Flechas, nomeadamente das suas capacidades como pisteiros. É pena que ainda não se tenha feito a história destas tropas, sem cair nos chavões habituais, quando se trata da PIDE/DGS.
 

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[PT]HKFlash

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« Responder #9 em: Novembro 20, 2004, 07:06:48 pm »
Boa ideia JNSA! :wink:

Citar
2- o mesmo que no ponto anterior, mas em relação às metralhadoras. Qual era a opinião sobre as Dreyse, as Breda, as HK-21, as MG-42, etc..? (sobretudo as duas últimas)

O meu avô utilizava o morteiro e não metralhadoras. Portanto apenas sei que os Commandos utilizavam a MG-3 salvo o erro.

Citar
3- qual era o veículo (blindado ou não) que as tropas no terreno achavam mais adequado às missões de patrulha/reconhecimento e participação em colunas?

Veículos blindados?haha, no meio daquela selva o mais provavel servir de torre defensiva aos aquartelamentos. Haviam poucos ou nenhuns. Não existiam blindados pelo menos onde o meu avõ esteve. Ele chegou a andar de M-113 mas isso foi nos treinos em Portugal.

Em relação a veículos não-blindados apenas o bom velho jeep americano. (sem portas)

Citar
4- o apoio de viaturas blindadas dedicadas era muito procurado pelas tropas no terreno, ou era considerado algo dispensável/secundário?

Nenhum até porque como já disse não existiam unidades blindadas onde o meu familiar combateu. O terreno era muito dificil para veículos não blindados, quanto mais para blindados.

Citar
5- em termos de melhoria da eficácia em combate, o que é que as tropas achavam mais prioritário? Melhores armas pessoais? Melhores armas de apoio, como os RPG-7 do inimigo? Melhor apoio aéreo (por hélis ou não)? Melhores veículos?

Sei que as tropas portuguesas tinham LAWs e Morteiros. Mas como o meu avô utilizou morteiro suponho que esta arma melhora-se significativamente a eficácia no combate, embora as munições fossem mais usadas para "assustar" o inimigo. (eu estou a falar em missões de patrulha e escolta, não em defesa de acampamentos)

Citar
6- que tal era a performance das unidades de Polícia do Exército nas missões de escolta a colunas e defesa das unidades (ou seja, fora das missões típicas de manutenção da ordem)?

Nunca ouvi falar da policia militar. De qualquer maneira os Caçadores Especiais da companhia 270 faziam muitas missões de escoltas a colunas de abastecimentos. O  meu avô contou me inúmeras vezes sobre essas "aventuras". Lembro-me de ele me dizer que um civil (eram os civis que levavam os mantimentos em carrinhas civis até chegarem viaturas do exercito) disse que preferia a companhia 270 dos caçadores especiais, pois normalmente salvam-lhe a pele.

Citar
- qual era considerada a unidade mais bem adaptada ao tipo de conflito vivido? Comandos, Páras, Fuzos, Caçadores Especiais, Flechas, etc?


O meu avô teve contactos com os Commandos e Pára-quedistas. Estas duas forças por vezes metiam se umas com as outras e gerava-se a confusão...enfim rivalidades.  :wink:
 

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[PT]HKFlash

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« Responder #10 em: Novembro 20, 2004, 07:08:42 pm »
Citar
As raras vezes que utilizei helis, nas planicies do Cuando Cubango, eram aparelhos cedidos eventualmente pela Africa do Sul(devido a proximidade com a Namibia).


Sei que a Africa do Sul forneceu uma ambulância ás tropas portuguesas. Era o nosso único aliado em Angola.
 

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JoseMFernandes

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« Responder #11 em: Novembro 22, 2004, 09:31:09 am »
Citação de: "fgomes"
Um antigo chefe que tive, também serviu no leste de Angola, e tem uma grande admiração pelos Flechas, nomeadamente das suas capacidades como pisteiros. É pena que ainda não se tenha feito a história destas tropas, sem cair nos chavões habituais, quando se trata da PIDE/DGS.



Flechas, TE's, GE's..., falta talvez fazer a historia das forças  militarizadas que combateram na Guerra Colonial.Uma das mais importantes (nomeadamente em numero) foram os ex-gendarmes catangueses, que se refugiaram em Angola depois dos acontecimentos no Ex-Congo Belga
e da saida politica de Tschombé.Estavam também dependentes da DGS(Pide), e muitos tinham a familia consigo.A eles muito se deve  a contençao dos guerrilheiros angolanos, no Leste.Viriam apos a independencia,curiosamente, a trabalhar para governo oficial (MPLA), no combate a FNLA e principalmente a UNITA, com sortes diversas.E também em intervençoes na entao Republica do Zaire(Kinshasa,Kolwezi...). Mas isso ja é outra historia...
 

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dremanu

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« Responder #12 em: Novembro 24, 2004, 11:46:38 pm »
O meu pai andou na Guiné-Bissau, e fazia parte dos caçadores, não porque quiz, mas porque era um excelente atirador, devido ao meu avô o ter incentivado a caçar desde criança. Quando fez os testes de admissão teve notas excelentes, então o exército decidiram-no mandar para esse grupo.

O que o safou de ser selecionado para andar no mato a tempo inteiro foi ter um curso de electrónica, porque assim deram-lhe o trabalho de ser especialista de comunicações, mas mesmo assim teve que passar algum tempo no mato. E tb teve que experimentar o seu quinhão da realidade da guerra, visto que ouve colegas dele que morreram, e outros que ficaram gravemente feridos.

Em geral andava armado com uma Walter, e só carregava a G3 quando ia para o mato. Nunca matou ninguém, mas uma vez, durante uma noite qualquer, enquanto fazia uma ronda à volta do quartel, escutou um ruído no meio dos arbustos, gritou para que se identificassem com a senha, quando não o fizeram metralhou os arbustos, acordou o quartel inteiro, e toda a gente saiu a correr e aos tiros por todo o lado pensando que estavam a ser emboscados. No fim de tudo, era um animal qualquer que estava a rastejar. :D

Algumas das estórias que o meu pai me contou, inclui tb as viagens entre Portugal- Guiné e o reverso, que eram feitas num avião militar, creio que num DC-3 que voava em altitude baixa, ao longo da costa africana, e que demorava umas 10 ou 12 horas para fazer o percurso. Sempre vinham abordo dos aviões os feridos e os mortos de retorno ao continente, o que era triste de se ver.

O meu pai voltou com alguns problemas psicológicos por causa da guerra, e a princípio a minha família passou por situações dificeís, mas hoje em dia já tudo passou à história.
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

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[PT]HKFlash

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« Responder #13 em: Novembro 26, 2004, 09:00:14 pm »
Citar
O meu pai andou na Guiné-Bissau, e fazia parte dos caçadores


Dremanu , parece que os nossos antecedentes têm algo em comum.  :D

Há também que realçar que o meu avô chegou a fazer patrulhas na fronteira com o Senegal, e se não fosse a aeronave a avisá-los, eles penetrariam ainda mais para dentro desse território.

JNSA já agora sei que existiam M-113 no ultramar mas estavam estacionados apenas em cidades importantes como Luanda.
 

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papatango

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« Responder #14 em: Novembro 26, 2004, 09:13:22 pm »
Garanto que é impossivel. Os primeiros M-113 chegaram a Portugal em 1978  para o BIMEC da BMI.

Cumprimentos
 

 

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