Cabo Verde

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Re: Cabo Verde
« Responder #90 em: Abril 25, 2014, 10:50:48 pm »
Cabo Verde garante país 100% electrificado em 2015


O Governo cabo-verdiano garantiu que, até 2015, o país estará 100% electrificado, percentagem que se situa actualmente em 91%, e que será dada prioridade também à iluminação pública, deficiente em muitas localidades do arquipélago. A garantia foi dada na quinta-feira no parlamento pelo ministro do Turismo, Indústria e Energia cabo-verdiano, Humberto Brito, na sequência de perguntas dos deputados, indicando também que falta electrificar pequenas localidades em alguns dos 22 concelhos de nove ilhas em que se divide administrativamente o país.

Ao falar dos esforços de cobertura energética em vários concelhos de Cabo Verde, Humberto Brito, citado hoje pela Inforpress, argumentou que, em alguns casos, são necessários grandes investimentos para ligar localidades sem luz à rede de alta tensão, situação que, disse, será ultrapassada nos próximos meses.

Reconhecendo que ainda existem problemas de iluminação pública, Humberto Brito lembrou que várias das câmaras, após 10 anos sem o fazer, só nos últimos meses começaram a pagar a respectiva taxa, permitindo que muitos dos equipamentos existentes ficassem danificados.

Lusa
 

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Re: Cabo Verde
« Responder #91 em: Junho 30, 2014, 09:57:53 pm »
Cabo Verde quer universalizar acesso à água e saneamento


O Governo de Cabo Verde quer universalizar o acesso à água e saneamento e atingir a sustentabilidade ambiental, mas entende que isso só se consegue com a consolidação de comportamentos, atitudes e práticas mais amigas do ambiente.

O desafio foi lançado hoje pelo ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território cabo-verdiano, Antero Veiga, na abertura da segunda reunião do comité de pilotagem do projeto de gestão integral dos recursos hídricos na zona costeira no Oceano Atlântico, Índico e Pacífico, que acontece na Cidade da Praia.
Segundo Antero Veiga, Cabo Verde tem conhecido "ganhos assinaláveis" nos domínios da água e saneamento, pelo que é preciso caminhar para a sustentabilidade ambiental, mas "com ações diárias, rumo à naturalização e perenidade".

"A população com água potável em Cabo Verde passou de 42%, em 1990, para 91%, em 2012, enquanto a população com acesso a um sistema de seguro de evacuação de águas residuais passou de 24% para 73,4% no mesmo período", indicou Antero Veiga, para quem o objetivo é universalizar o acesso à água e saneamento no país. "Os indicadores demonstram ganhos qualitativos e quantitativos. Mas a ambição de universalizar o acesso à água e saneamento obriga-nos a redobrar esforços, a ser persistentes e consequentes, de forma a atingirmos, tão cedo quanto possível, a sustentabilidade ambiental, para o bem das futuras gerações", prosseguiu.

Segundo o ministro, as políticas e reformas em curso em Cabo Verde se ajustam às estratégias do projeto de gestão integral dos recursos hídricos, que também constitui uma mais-valia no reforço das ações em matéria de capacitação e sustentabilidade ambiental nos países insulares do Atlântico, Pacífico e Índico. A reunião do comité de pilotagem, que terá a duração de dois dias, serve para os representantes de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Comores, Maldivas, Maurícias e Seychelles analisarem os progressos realizados nos diferentes países no que diz respeito à gestão dos recursos hídricos, discutir o funcionamento do projeto a nível regional e nacional e analisar os planos de trabalhos e orçamentos anuais.

Pretende-se ainda com o encontro apreciar as lições aprendidas de planeamento participativo, estabelecer e reforçar os contactos entre todos pequenos Estados insulares e procurar estratégias para o uso racional da água e adaptação às mudanças climáticas e partilhar os ganhos do projeto. Com um financiamento de 600 mil dólares (431,4 mil euros), o Fundo Mundial para o Ambiente fez de Cabo Verde uma "experiência piloto" está a ser executada no concelho do Tarrafal (interior da ilha de Santiago), mas o objetivo é levar as boas práticas na gestão das águas a todas as ilhas e municípios do país.

Lusa
 
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Re: Cabo Verde
« Responder #92 em: Setembro 15, 2014, 05:11:22 pm »
Índia ajuda Cabo Verde a melhorar formas de fazer negócios internacionais


Cabo Verde quer aproveitar a experiência da Índia para capacitar e trabalhar com os empresários do país sobre as melhores formas de fazer negócios internacionais, afirmou esta segunda-feira fonte oficial.

A intenção foi manifestada na Cidade da Praia, por Carlos Semedo, diretor-geral dos Assuntos Globais do Ministério das Relações Exteriores (MIREX) de Cabo Verde, na abertura de um seminário para capacitar setores empresariais sobre como fazer negócios internacionais.

O evento, promovido conjuntamente pelo MIREX, Agência para o Desenvolvimento Empresarial e Inovação (ADEI) e Cabo Verde Investimentos (CV) será conduzido até sexta-feira por três professores do Instituto Indiano do Comércio Exterior (IIFT).

“A Índia tem um setor de pequenas e médias empresas muito avançado, um setor empresarial muito dinâmico e pessoas muito capacitadas, estando três professores na Cidade da Praia para ministrar o seminário. É bom transmitir essas informações ao setor privado”, sustentou.

Segundo Carlos Semedo, Cabo Verde participa regularmente no Indiafrica, um fórum de diálogo político entre a Índia e África, e o seminário é o resultado do interesse do governo indiano em ajudar os países africanos a enriquecer o seu tecido empresarial.

“Para internacionalizar as nossas empresas é preciso dotar o setor privado de conhecimentos sobre comércio. Não se pode cair de paraquedas e ir, por exemplo, à Europa e fazer negócios. Temos de saber como as coisas funcionam”, sustentou o responsável, desafiando o setor privado a tirar proveito da abertura dos mercados internacionais.

“Não podemos ocupar o papel do setor privado. Estamos a tirar tudo o que é conhecimento, possibilidades de financiamento e de abertura de mercado, e agora cabe ao setor privado também tirar proveito”, sublinhou, referindo que o papel do governo cabo-verdiano é “facilitar, abrir e criar as condições” para as empresas operarem.

“Cabo Verde sempre fez o seu melhor em termos de negócios internacionais. Trazer os peritos indianos para capacitar o nosso setor empresarial e económico é um exemplo de diplomacia económica cabo-verdiana”, disse Semedo, para quem o turismo é uma área que participa na “cadeia global de valor”, mas há outras indústrias também com chances de entrar na cadeia.

Lusa
 

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Re: Cabo Verde
« Responder #93 em: Setembro 26, 2014, 01:46:09 pm »
Cabo Verde prevê crescimento entre os 3% e 4% no próximo ano


A economia cabo-verdiana deverá crescer em 2015 entre 3% e 4%, com o rácio de investimentos a situar-se nos 11,7% e a inflação entre 1% e 2,5%, indicou o novo ministro da Presidência do Conselho de Ministros Cabo Verde.

Démis Lobo falava aos jornalistas na qualidade de porta-voz do Conselho de Ministros, que se reuniu quinta-feira à noite para apreciar e aprovar o Orçamento do Estado para 2015, entre outros diplomas. O novo ministro, empossado segunda-feira, comunicou igualmente a alienação de 21.300 ações, correspondentes a 2,13% da participação social do Estado na Empresa Nacional de Combustíveis (ENACOL).

O mesmo se passou com a venda de 132.476 ações (10%) da participação social do Estado no Banco Comercial de Cabo Verde (BCA), detidos pelo Estado. As duas operações serão, disse, realizadas a título oneroso, através de venda direta, fora da Bolsa de Valores, mediante autorização que terá de ser solicitada à auditoria geral do mercado de valores mobiliários para o efeito.

Questionado quanto aos detalhes das transações (valores projetados ou manifestação de interessados) bem como os pormenores das projeções económicas para o próximo ano, Démis Logo remeteu as explicações técnicas para a ministra das Finanças e Planeamento cabo-verdiana, Cristina Duarte. Démis Lobo adiantou, porém, que o Governo optou pela alienação destes ativos "com a convicção de que estão cumpridos os objetivos essenciais instituídos para a privatização" das duas empresas.

"Hoje, o Estado tem a plena capacidade de regulação económica pelo que não há necessidade de um tratamento preferencial a estas empresas", salientou, lembrando que as vendas das participações "contribuirão" para a liberalização do mercado.

Lusa
 

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Re: Cabo Verde
« Responder #94 em: Setembro 01, 2015, 06:15:59 pm »
Brasil vai ajudar Cabo Verde a desenvolver sistema de busca e salvamento


Jorge Tolentino e Mauro Vieira falavam à imprensa na Cidade da Praia após o final da 3.ª reunião do mecanismo de consultas políticas entre os dois países, enquadrada numa visita que o diplomata brasileiro realiza hoje ao arquipélago cabo-verdiano.

Segundo os dois governantes, a nova parceria será importante, tendo em conta a posição estratégica de Cabo Verde no Oceano Atlântico, tendo Mauro Vieira informado que o Brasil vai garantir a formação de um grupo de resgate e salvamento em Cabo Verde.

"É uma iniciativa que não é só do interesse de Governo de Cabo Verde, mas também de todos os Estados ribeirinhos e do Brasil, sobretudo porque tem uma grande frente no Oceano Atlântico", afirmou Mauro Vieira.

"É algo de uma importância extraordinária para Cabo Verde, um país que está no meio do atlântico e que tem compromissos no domínio da navegação aérea e marítima. Isto é um engajamento extraordinário para Cabo Verde neste momento", completou Jorge Tolentino.

Os dois governantes sublinharam ainda o reforço da cooperação nas áreas da educação, defesa, energias renováveis, apoio do Brasil para a afirmação de Cabo Verde e o reforço da conetividade aérea e marítima entre os dois países.

Questionado sobre se as recentes manifestações no Brasil terão alguma influência na relação com Cabo Verde e outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Mauro Viera afirmou que os protestos são "naturais" em democracia e que o Brasil continuará a manter os seus programas de cooperação com todos os países membros da CPLP.

"Tudo o que estiver ao nosso alcance no sentido de promover o entendimento, o diálogo e trazer uma palavra de apoio do Brasil aos outros países será sempre feito", garantiu.

Mauro Vieira está hoje em Cabo Verde para uma visita oficial de 24 horas, a convite do seu homólogo cabo-verdiano, Jorge Tolentino, para o reforço das relações de amizade de cooperação entre os dois países.

O ministro brasileiro será recebido ainda hoje em visitas de cortesia separadas pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, pelo Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso Ramos, e pelo primeiro-ministro, José Maria Neves.

A passagem de Mauro Vieira por Cabo Verde insere-se num périplo que está a fazer desde sexta-feira por outros países africanos: República Democrática do Congo, Camarões e Senegal.

Lusa
 

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Re: Cabo Verde
« Responder #95 em: Setembro 07, 2015, 04:45:43 pm »
CEDEAO vai financiar ligação marítima entre Cabo Verde e Senegal


"É um projeto que temos vindo a acarinhar, acabou por ser assumido e apadrinhado pelo Presidente do Senegal, Macky Sall, enquanto atual presidente da CEDEAO, ou seja esse projeto deixa de ser meramente bilateral e passa a ser um projeto no quadro dos investimentos da própria CEDEAO", informou Jorge Tolentino.

O chefe da diplomacia cabo-verdiana falava à imprensa hoje na Cidade da Praia após empossar quatro novos embaixadores e a primeira cônsul geral de Cabo Verde em Portugal e para fazer o balanço da sua recente visita ao Senegal.

Durante a sua estada no Senegal, Jorge Tolentino avançou que manteve um encontro com o primeiro-ministro daquele país, Mohammed Dionne, que deverá visitar Cabo Verde em janeiro próximo para presidir à reunião da comissão mista entre os dois países, juntamente com o seu homólogo cabo-verdiano, José Maria Neves.

O ministro cabo-verdiano referiu que as duas delegações vão continuar a trabalhar no processo para poderem ter resultados concretos sobre a ligação marítima direta em janeiro próximo.

"Já há algum trabalho a ser feito ao nível do ministério responsável pelos Transportes marítimos e cabe-nos a nós ter resultados nesse horizonte de janeiro de 2016", prosseguiu.

As autoridades cabo-verdianas têm pedido sistematicamente um tratamento especial de todas as instituições da CEDEAO para ajudar a debelar as vulnerabilidades subjacentes à insularidade do país e que possa ter condições de integração plena nesse espaço regional.

Jorge Tolentino reconheceu e agradeceu o apoio do Senegal às posições de Cabo Verde, nomeadamente a defesa das suas especificidades enquanto estado insular dentro do espaço comunitário.

Quanto à visita ao Senegal, país africano mais próximo de Cabo Verde (a 640 km) e que detém a presidência rotativa da CEDEAO, Jorge Tolentino disse que decorreu "extraordinariamente bem", e foram negociados, concluídos e assinados vários acordos de cooperação.

Entre eles está um relativo à circulação de pessoas entre os dois países, o no domínio técnico-militar, da formação profissional e um acordo aéreo para atualizar o de 1979.

Lusa
 

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Re: Cabo Verde
« Responder #96 em: Fevereiro 13, 2017, 09:54:55 pm »
Portugal a subsidiar inteiramente as construtoras e ainda a dar uns trocos.

Cabo Verde negoceia perdão de 200 milhões de dívida com Portugal
(13 de Fevereiro de 2017)
Citação de: Jornal de Negócios
Ulisses Correia e Silva falava hoje aos jornalistas no âmbito da assinatura de um memorando que transfere para as autarquias a gestão de 2.048 casas do referido programa.

"Está sobre a mesa. Não diria a totalidade, mas se for parcial seria muito bom", disse Ulisses Correia e Silva, adiantando que as negociações decorrem com o Governo português e que está igualmente em estudo a reestruturação do pagamento do valor em dívida.

"Estamos a negociar na possibilidade de reestruturação da dívida, tendo em conta que começa a vencer em 2021. Os encargos são elevadíssimos para um projecto que não tem rendimento em termos de retorno. Com a reestruturação da dívida ou com o perdão total ou parcial da dívida estaríamos em condições de pagar menos em termos de Dívida Pública", disse.

Para Ulisses Correia "óptimo, seria o perdão da dívida", mas o primeiro-ministro cabo-verdiano adiantou que se tal não for possível "há portas abertas para a renegociação".

O programa "Casa para Todos", gerido pela Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH), foi lançado pelos governos do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), agora na oposição, e financiado ao abrigo de uma linha de crédito portuguesa de 200 milhões de euros.

As casas estão a ser construídas por consórcios de empresas cabo-verdianas (19) e portuguesas (22), como parte das condições do empréstimo negociadas com Portugal.

(...)

Por seu lado, o presidente do IFH, Francisco Neves, adiantou que foram já consumidos no programa 160 milhões de euros do total da linha de crédito com Portugal, faltando investir 39,5 milhões.

Valor que não deverá ser suficiente para concluir todas as obras devido às derrapagens, aos juros de mora e ao pagamento de indemnizações aos empreiteiros por causa das falhas nos prazos.

Estima-se, por isso, que sejam necessários mais cerca de 18 milhões de euros para concluir todas as obras previstas.

A dívida de 200 milhões a Portugal será um dos assuntos a abordar entre os dois governos durante a IV Cimeira Portugal-Cabo Verde, que decorre, na próxima semana, na cidade da Praia.

Cumprimentos,
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Re: Cabo Verde
« Responder #97 em: Fevereiro 13, 2017, 10:50:44 pm »
É como ter regiões autónomas, mas independentes.

Não são independentes? Então safem-se sozinhos como faz o resto do mundo.
 

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Re: Cabo Verde
« Responder #98 em: Fevereiro 13, 2017, 11:09:34 pm »
A menos que queiram voltar para casa dos pais...  8)
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: Cabo Verde
« Responder #99 em: Fevereiro 14, 2017, 01:00:05 am »
É como ter regiões autónomas, mas independentes.

Não são independentes? Então safem-se sozinhos como faz o resto do mundo.
Calma que há mais:

Portugal apoia com 5 milhões de euros projectos de desenvolvimento rural na CPLP
(13 de Fevereiro de 2017)
Citação de: Observador
Portugal vai apoiar com 5 milhões de euros projectos de desenvolvimento rural nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), anunciou esta segunda-feira o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural português em Uberaba, no Brasil.

«Tive a oportunidade de anunciar hoje [segunda-feira] que o Ministério da Agricultura decidiu alocar cinco milhões de euros das medidas de cooperação transnacional do nosso programa de desenvolvimento rural para desenvolver projectos com os países da CPLP para atingir os grandes objectivos que estão traçados na estratégia aprovada, que é combater a fome e a má nutrição, naturalmente através de projectos que ensinem a pescar e não que dê o peixe, como se costuma dizer», disse à Lusa Capoulas Santos.

(...)

De acordo com o ministro, trata-se do «contributo português para a execução de acções concretas para atingir os objectivos que estão definidos» nas estratégias da CPLP.

«Nós iremos agora trabalhar com cada um dos países para a definição de prioridades e para a definição das regras, neste caso nos âmbitos nacionais e comunitários, que estão submetidas dentro do plano de desenvolvimento rural», afirmou Capoulas Santos.

Segundo o ministro, “foram adiantadas algumas hipóteses e cada um dos países já teve a oportunidade de avançar com as suas principais prioridades”.

Capoulas Santos disse que os trabalhos vão começar na próxima reunião do bloco lusófono, que se deverá realizar provavelmente em Maio no Brasil que assegura actualmente a presidência rotativa da CPLP.

(...)
Fonte: http://observador.pt/2017/02/13/portugal-apoia-com-5-milhoes-de-euros-projetos-de-desenvolvimento-rural-na-cplp/

E mais uma:
Portugal prevê realizar programas de cooperação com países da CPLP no valor de 128 milhões de euros
(25 de Janeiro de 2017)
Citação de: Observador / Agência de Propaganda do Estado Português
Portugal tem uma perspectiva de realizar este ano programas de cooperação com países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na ordem dos 128 milhões de euros, disse esta quarta-feira a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

«Portugal tem procurado de uma forma consistente alavancar fundos de cooperação delegada para reforçar a sua capacidade financeira nos programas de cooperação nos PALOP (Países Africanos de Língua Portuguesa) e em Timor-Leste», disse Teresa Ribeiro.

«Neste sentido, este ano, e ao contrário do que vinha acontecendo no passado, nós temos já a perspectiva de realização, de execução, de um conjunto de programas na ordem dos 128 milhões de euros, que permitirão em diversas áreas executar programas de cooperação», afirmou Teresa Ribeiro.

De acordo com a secretária de Estado, estão em causa «programas na área da formação profissional, na área da segurança alimentar, na área da governação económica, enfim, em muitas outras áreas, quer em Angola, quer em São Tomé e Príncipe, quer na Guiné-Bissau, quer em Cabo Verde».

«Temos um programa de bolsas que vai ser proximamente lançado», disse ainda Teresa Ribeiro.

«Neste programa de bolsas o que queremos é associar o sector o privado, não tanto pela contribuição financeira que possam trazer ao programa, assim aumentando a sua capacidade, mas sobretudo porque trazem ao programa a dimensão do mercado e facilitam a integração daqueles que serão bolseiros nos mercados quando acabarem a sua formação, colocando-os em conexão directa com o emprego de que poderão beneficiar-se no futuro», sublinhou.

A secretária de Estado disse ainda que a Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento (SOFID), até Março, terá um novo plano estratégico.

«A nossa ambição é que a SOFID, de facto, em março tenha já o seu plano estratégico e que isso possa coincidir também com a sua articulação com o Fundo Europeu do Desenvolvimento Sustentável, que está neste momento em discussão no Parlamento, que estará operacional ainda este ano», referiu ainda Teresa Ribeiro.

«Esperamos que a SOFID possa plenamente cumprir a sua missão enquanto banco de desenvolvimento, não apenas confinada aos fundos nacionais, mas ao contrário, capaz de captar outros fundos existentes nas (organizações) multilaterais, com outro volume financeiro importante para os grandes projectos», acrescentou a secretária de Estado.

No mesmo seminário, o director da cooperação da CPLP, Manuel Lapão, disse que o bloco lusófono deverá candidatar-se a uma auditoria, no âmbito da União Europeia, para que a organização lusófona possa gerir recursos em nome da União Europeia na execução de programas de cooperação nos países lusófonos.
Fonte: http://observador.pt/2017/01/25/portugal-preve-realizar-programas-de-cooperacao-com-paises-da-cplp-no-valor-de-128-milhoes-de-euros/

Grande Portugal, um país tão rico, sem dividas e um dos BRIC (o R é Portugal) que até se dá ao luxo de financiar países que volta e meia insultam os portugueses, queixam-se de os colonistas portugueses querem controlar os seus países e ainda têm ministros que defendem o fim da língua portuguesa como língua materna.

E leiam com especial atenção o último parágrafo da segunda notícia. Basicamente a CPLP (aquela cujos países membros volta e meia queixam-se de Portugal presidir a organização) vai poder gerir directamente fundos comunitários europeus.

Cumprimentos,
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Re: Cabo Verde
« Responder #100 em: Fevereiro 14, 2017, 11:56:14 am »
É isso que é mais confrangedor Get_it. Ajudamos, damos dinheiro, segurança, infraestruturas e ainda somos enxovalhados na volta!
Depois vamos construír e vender produtos para esses países que por sua vez não pagam às empresas portuguesas..... e lá assume o estado empréstimos/doações às empresas para não ficarem a olhar para as mãos! Tudo pessoas sérias e que por sua vez investem cá a comprar empresas nacionais com os trocos que vão amealhando da venda árdua de ovos e exploração de restaurantes......

Mas há muito mais, gostava de saber as dívidas de alunos oriundos dos PALOP às Escolas/Universidades, dos pacientes dos PALOP aos Hospitais nacionais e que no fundo sai-nos dos bolsos de todos nós! É assim que o dinheiro vai desaparecendo.

No entanto concordo que devemos investir para mantermos a nossa língua em todo o lado, não só nos PALOP (estou a lembrar-me nos países com emigrantes portugueses e que têem falta de professores de português)............

Venham lá os cheques para assinarmos.......
 
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Re: Cabo Verde
« Responder #101 em: Fevereiro 14, 2017, 02:25:57 pm »
O engraçado é que continuamos a ver empresas e chicos espertos que querem (exclusivamente) apostar nos membros da CPLP. Mas para mandarem-se para outros mercados como os EUA, Canadá, China ou Alemanha já não têm "coragem" nem capacidade para competir.

Dívidas é uma coisa. Agora se forem bolsas para alunos da PALOP que tenham mérito... tudo bem. Pior é mesmo andar a pagar o ensino a uns apenas porque são filhos do director X ou Y de um país PALOP. Como é possível um gajo ter direito a estudos em Portugal, pagos pelo Estado português, só porque é filho de um directorzinho de um aeroporto em Angola... Aí há gato. E este é só um exemplo.

Relativamente à língua portuguesa acho que nem vale a pena andar a financiar/investir na aprendizagem no estrangeiro desde que continue a existir o acordo ortográfico. Especialmente quando há países que já preferem contratar professores brasileiros e ensinar a variante brasileira em detrimento da portuguesa. Se antes a variante brasileira já tinha alguma fama de ser mais fácil de aprender, então agora ganha mais peso porque é basicamente utilizada em todo o lado.

Mas claro continua a existir aquele principal motivo para financiar esses projectos relacionados com o ensino da língua portuguesa: dar emprego aos milhares e milhares de professores que foram formados durante anos.

Cumprimentos,
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Re: Cabo Verde
« Responder #102 em: Fevereiro 15, 2017, 04:22:23 pm »
Tens razão Get_it.

Nas Escolas/Universidades não estou a referir-me às bolsas. Não tenho objecção a isso. Estava a referir-me às propinas/despesas escolares que ficam em dívida. Também já me aconteceu ter de "limpar" do Balanço milhares de euros de créditos incobráveis!!!!!!
 

 

Reportagem do publico a Alpoim Calvão o mentor do Mar Verde

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